sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Ética em ambiente corporativo

Considero a ética, algo basilar para qualquer ambiente corporativo. É essencial que as pessoas se respeitem e se complementem nas suas tarefas e finalidades.

Importante que cada parceiro de atividade realize suas atividades com afinco e dedicação.

Sim, motivação é importante num ambiente corporativo, sendo o desafio de cada tarefa, mais uma barreira a ser superada. 

Um fato valioso neste debate é haver transparência e sinceridade entre o time de profissionais envolvidos. Se um, ou outro, enfrentar dificuldades, não é nada demais o amigo do lado socorrê-lo, ajudá-lo.

Já trabalhei em variados ambientes, mais em consultoria, também em instituições financeiras, e nem sempre a ética no ambiente corporativo foi um bom balizador. Paciência. 

As piores experiências acabaram ocorrendo em duas corretoras. Na primeira, a Interbolsa, eu, como economista-chefe, acabei encontrando um ambiente muito tóxico, em que as equipes das mesas de traders se degladiavam e, quanto mais potente o trader, com uma grande carteira de clientes, mais arrogante se tornava. 

Foram várias as situações em que rebeliões entre os traders e as diretorias aconteciam. 

Na segunda, na Mirae Investimentos, uma corretora coreana, algo negativo aconteceu na equipe de research, com um vice líder querendo tirar o cargo do outro, o head da área. Eu, como economista, na minha visão, não deveria estar no research, mas sim numa área ligada ao head operacional, de mesa, no atacado e no varejo. Acabou que esta relação “tempestuosa” explodiu e os coreanos acabaram com a área. 

Foram dois exemplos citados em que a ética não foi um bom balizador.  Num mercado muito concorrencial, muito disputado, acaba havendo muito stress nas relações. As cobranças, às vezes, irracionais, acabam prejudicando os desempenhos. O mercado financeiro brasileiro é muito concentrado, com grandes players, em sua maioria, sustentados por bancos, algumas vezes, internacionais. Para uma corretora independente entrar é preciso mais do que esforço e dedicação. 

Em suma, é importante, sempre, haver honestidade e conduta apropriada para se obter os resultados. É preciso foco, perseverança e positividade. 

Nos principais aspectos a serem salientados para que a ética sempre se imponha, devemos destacar: 

(a) respeito mútuo (tratar os amigos com respeito e igualdade, independente da posição); (b) honestidade e transparência (ser honesto e transparente em todas as situações, incluindo no fluxo de relatórios ou informações); (c) justiça (tratar todos, de forma igual e justa); (d) responsabilidade (ter coragem de assumir a responsabilidade pelas próprias ações e decisões); (d) confidencialidade (manter a confidencialidade das informações); (e) integridade (atuação sempre com integridade e coerência). 

Poderíamos citar também comunicação eficaz, respeito à diversidade, prevenção aos conflitos de interesses e desenvolvimento e renovação contínua.

Concluindo, para que a ética predomine, tudo dito tem relevância, mas é importante que vença a honestidade de propósitos, a harmonia nas relações, a coragem de enfrentar desafios e a leveza nas relações pessoais.

Pela minha experiência pessoal, sempre me pautei por estes predicados e considero essencial a honestidade intellectual e o “bem tratar” aos meus amigos de trabalho.

 Se todos se guiarem por estes ensinamentos, tudo se torna mais fácil.  


Julio Hegedus Netto

Lula e 2026

 É extremamente cansativo acompanhar as mídias militantes, as lideranças de esquerda, etc. Ninguém, eu digo, ninguém, se atreve à criticar o Lula. Ao longo dos anos, esta mesma esquerda resolveu entronizar este cidadão. É uma sucessão de bobagens ditas em eventos. A cada um, ele perde mais apoio. E o tal Sidônio resolveu intensificar isso. Aonde eles não veem q isso só piora as coisas? "Fala Lula, fala!" E seguem as varias "bolas fora", e os mercados "volatilizando". Quem está acabando com o Lula é o próprio, nas suas declarações desastrosas. Até onde isso vai? 2026 é logo ali...E vamos torcendo.

News 2802

 Coluna do Estadão: Lula impopular: 'tripé da rejeição' explica derretimento da aprovação


A popularidade do governo Lula derrete em todo o País e a reprovação da gestão petista já passa de 60% em pelo menos seis Estados, de acordo com pesquisa Quaest divulgada esta semana. E, por mais que o presidente Lula e seus asseclas tentem apontar culpados ou eventos isolados, fato é que o chefe do Executivo estabeleceu um “tripé de rejeição”, ao longo dos últimos dois anos, até amargar esse resultado. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro. A Coluna ouviu líderes governistas, ministros e ex-ministros, magistrados e presidentes de partidos políticos. Os termos compilam decisões e declarações de Lula.


ERROS NA ECONOMIA. Lula desautorizou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em relação ao ajuste fiscal. Obrigou a idas e vindas em temas como taxa das blusinhas, reoneração da folha de pagamento, atualização da faixa de isenção do Imposto de Renda e portaria do Pix.


APATIA POLÍTICA. Duas frases são repetidas à exaustão entre antigos aliados do petista. “Lula não é mais o mesmo” e “Lula perdeu a paciência para fazer política”. A queixa é que ele não conversa mais com a base, não recebe parlamentares, nem tem diálogo com governadores e prefeitos. Com isso, políticos aliados começam a se distanciar e não fazem esforço nos Estados para melhorar a avaliação de Lula.


DESCONEXÃO. Com o lema “O Brasil voltou”, Lula focou a agenda exterior por dois anos e esqueceu que a preocupação do brasileiro na vida real é com segurança e saúde.


CONTRA-ATAQUE. O PT acionou ontem o Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), como antecipou a Coluna. A sigla acusa o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar, por meio de articulações nos Estados Unidos, constranger o STF e “criar embaraço” às investigações conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes sobre suposta tentativa de golpe.


ARGUMENTO. Os petistas dizem que, desde a posse de Donald Trump, Eduardo esteve três vezes nos EUA para articular com deputados republicanos um projeto de lei para impedir Moraes de entrar naquele país.


EXTENSÃO. Autora do requerimento, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, diz que a ação configura uma tentativa de constranger, além de um integrante, o próprio Supremo Tribunal Federal, que vai julgar as ações penais sobre os atos do 8 de Janeiro.


ESTRATÉGIA. Os líderes do PL no Congresso, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) e o senador Carlos Portinho (RJ), têm feito reuniões para unificar a comunicação da sigla nas duas casas. O objetivo é alinhar o discurso dos parlamentares e adotar uma ação conjunta para aumentar a pressão a favor da anistia aos condenados do 8 de Janeiro.


INTEGRAÇÃO. A ofensiva inicial é para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), paute a anistia, mas os bolsonaristas do Senado também devem acompanhar as discussões de perto.


PRONTO, FALEI!


Angelo Guerra Netto

Sócio-fundador da EXM Partners


“O ciclo de alta da Selic, podendo chegar a 15% no decorrer deste ano, é um catalisador para que empresas já fragilizadas entrem em colapso financeiro.”


CLICK


Geraldo Alckmin

Vice-presidente da República


Com o presidente Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em evento de lançamento do edital para a construção do túnel Santos-Guarujá.


(Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto e Iander Porcella)


Broadcast+

BDM Matinal Riscala 2802

 *Rosa Riscala: Feriado do carnaval pede cautela*


… Na véspera dos feriados, os investidores devem optar pela cautela, porque NY não para, nem Trump, que confirmou ontem as tarifas de 25% sobre o México e o Canadá a partir do dia 4 de março, em plena 3ªF de Carnaval no Brasil. Além disso, ele dobrou a tarifa para os produtos importados da China (“serão 10% + 10%”), em represália à falta de proposta do país para conter a oferta de fentanil, que entram em vigor na mesma data. É provável que Pequim responda com retaliação. Também os líderes europeus, ameaçados pelas tarifas recíprocas, previstas para o dia 2 de abril, prometem retaliar. Ainda lá fora, destaque para a visita de Zelensky a Washington hoje e, entre os indicadores, para o PCE de janeiro, medida preferida do Fed para a inflação, e o PMI/Chicago de atividade. Aqui, a agenda é vazia.


… Os dados nos Estados Unidos são importantes e podem ajustar as expectativas para os juros, em meio aos números fracos da economia que vêm assustando, enquanto a inflação dá sinais de resiliência. O PCE é o primeiro a sair, às 10h30.


… A previsão para o índice cheio de preços de gastos com consumo é de 0,3%, mesma variação de dezembro. Já para o núcleo, o PCE pode subir para 0,3% na margem, após registrar 0,2% em dezembro, com variação anualizada de 2,8%.


… Na sequência, o ISM/Chicago (11h45) tem estimativa de alta para 41,0 em fevereiro, de 39,5 em janeiro.


… Se a inflação não surpreender, é possível que sejam reforçadas as apostas em retomada dos cortes do juro americano ainda neste ano.


… Nesta 5ªF, a segunda leitura do PIB/4Tri (+2,3%) e o PCE do período vieram em linha com as expectativas, mas o aumento do consumo pessoal acima do esperado e o deflator do núcleo alto do PCE não dão muita margem para novas quedas, segundo a TD Securities.


… Os investidores também consideram o impacto das tarifas comerciais, que ainda são uma grande incerteza.


… Após as declarações de Trump, o ministro do Comércio Exterior da França, Laurent Saint-Martin, disse que a UE retaliará com “rapidez e firmeza”. Também o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, prometeu uma resposta “extremamente forte e imediata”.


… “Trump causou mais uma tempestade proclamando que as tarifas sobre o Canadá e o México entrarão em vigor, conforme planejado, na próxima semana”, escreveu em nota Matthew Ryan, head de estratégia de mercado da Ebury.


… Para ele, os mercados foram pegos de surpresa (abaixo), porque acreditavam que as tarifas seriam novamente adiadas ou, pelo menos, atenuadas, usadas como moeda de troca do governo Trump para conseguir concessões de parceiros comerciais.


ZELENSKY – Na véspera da visita do líder ucraniano a Trump, diplomatas americanos e russos se reuniram em Istambul para discutir a normalização das relações de suas respectivas embaixadas, depois de anos expulsando os diplomatas uns dos outros.


… O Kremlin disse que as conversas seguiram um entendimento alcançado em telefonema do presidente dos EUA com Vladimir Putin.


… Em evento nesta 5ªF, Putin elogiou o “pragmatismo e a visão realista” do governo Trump, em comparação com o que ele descreveu como “estereótipos e clichês ideológicos messiânicos” de seus antecessores.


… Trump não deixa dúvidas de que lado está nesta guerra.


… Em entrevista ao lado do premiê do Reino Unido, Keir Starmer, o presidente americano disse que respeita os ucranianos, que eles lutaram bravamente e que ajudará na reconstrução do país. Mas não se desculpou por ter chamado Zelensky de ditador.


… Starmer foi a Whashington pedir a Trump que apoie a Ucrânia, porque “não se pode ficar ao lado do agressor”, mas não parece ter tido muito sucesso. O presidente dos EUA disse que confiava em Putin para não reiniciar a guerra.


… Zelensky está indo a Washington para pôr fim à guerra, porque não tem outra saída.


O TOMBO –Após divulgar um prejuízo de R$ 17 bilhões no 4Tri, em comparação com um lucro de R$ 31 bilhões no mesmo período de 23, a Petrobras perdeu R$ 24,7 bilhões em valor de mercado no pregão desta 5ªF.


… As ações da companhia, que chegaram a registrar uma perda de 9%, ainda fecharam o dia em quedas fortes (abaixo).


… Além do fraco desempenho trimestral, pesou o anúncio de um valor de dividendos aquém do esperado, de R$ 9,1 bilhões, a R$ 0,70 por ação – o mercado projetava pelo menos R$ 17 bilhões.


… A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, justificou o resultado em teleconferência com investidores, afirmando que o prejuízo do fim do ano passado decorreu de investimentos maiores da companhia e da forte valorização do dólar no ano passado.


… A chefe da estatal, que assumiu o cargo em junho de 2024, classificou o resultado ruim como um revés “puramente contábil”.


… Sobre investimentos, afirmou que os recursos destinados ao aumento da produção no campo de Búzios, no Rio, vão antecipar o retorno financeiro, que ela chamou de “óleo no bolso”.


… “Entendemos a frustração do mercado com os dividendos de curto prazo. Mas afirmamos que antecipar investimentos em Búzios é tudo que qualquer investidor poderia querer. O que estamos oferecendo para vocês (investidores) é óleo no bolso mais rapidamente.”


… Quanto ao câmbio, Magda disse que “se o câmbio ficar entre R$ 5,70 e R$ 5,80 trará, de graça, um resultado positivo de US$ 2 bilhões (R$ 11,6 bilhões) no resultado do primeiro trimestre de 2025”.


… Questionada por jornalistas sobre a informação veiculada pelo jornal O Globo de que técnicos do Ibama sugeriram negar autorização para a Petrobras explorar a Margem Equatorial, Magda disse que “nem o Ibama sabe” sobre o parecer.


LULA IMPOPULAR – O novo recorte da pesquisa Quaest, mostrando que a reprovação do governo já passa de 60% em pelo menos seis Estados aumentou as preocupações com a impopularidade do presidente no Planalto.


… Na Coluna do Estadão, três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.


… Sobre os erros na economia, Lula desautorizou o ministro Fernando Haddad em relação ao ajuste fiscal, em temas como a taxa das blusinhas, reoneração da folha de pagamento, atualização da faixa de isenção do Imposto de Renda e portaria do Pix.


… Já a apatia política é do próprio presidente, confirmada por duas frases repetidas à exaustão entre antigos aliados: “Lula não é mais o mesmo” e “Lula perdeu a paciência para fazer política”, não conversa mais com parlamentares, governadores e prefeitos.


CRISE DOS ALIMENTOS – O governo cogita reduzir o imposto de importação de produtos agropecuários (milho, trigo, óleo de soja e etanol) para frear a alta dos preços e recuperar o capital político do presidente Lula.


… O martelo ainda não foi batido, porém, porque há alas que não acreditam em um efeito prático da iniciativa, enquanto outras correntes em Brasília defendem que o Planalto tem que dar um sinal de que está se mexendo.


… A redução imediata dos preços foi discutida ontem entre os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e o secretário Bruno Moretti (Casa Civil).


… Também esteve presente o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto.


MAIS AGENDA – O dia amanhece com os dados de vendas no varejo na Alemanha e o PIB/4Tri na Turquia, França e Portugal.


… Ainda na Alemanha, sai a preliminar do CPI de fevereiro (10h), com expectativa de alta de 0,4%, após deflação de -0,2% em janeiro.


… Na China, no final da noite (22h30), saem os índices PMI industrial e de serviços de fevereiro.


… Único balanço previsto para hoje é de Casino (França), antes da abertura dos mercados.


CAUTELA EM DOSE DUPLA – A onda de ameaças protecionistas de Trump, combinada aos rumores de medidas heterodoxas do governo Lula para segurar a inflação de alimentos, não deixou o investidor relaxar a guarda.


… Não houve pânico, nem nada, mas o mercado doméstico está esperto com o horizonte de incertezas.


… Embora não tenha ido tão mal quanto no pregão anterior, quando perdeu para todas as moedas, o dólar encostou em R$ 5,83, o DI passou a especular com Selic maior e o Ibov falhou em recobrar os 125 mil pontos.


… Com todo o jeito de que acabou a lua de mel no câmbio, que vinha tão comportado recentemente, a moeda americana subiu 1,71% nos dois últimos dias e vai terminando fevereiro com queda acumulada de só 0,14%.


… Hoje tem ptax. Ontem, o dólar subiu 0,43%, cotado a R$ 5,8287. Lá fora, índice DXY (termômetro da força da moeda americana contra as principais rivais) escalou 0,78%, rompendo a linha dos 107,000 pontos (107,244).


… No fundo, os mercados ainda tinham esperanças de que Trump pudesse estar blefando, em alguma medida, sobre a intenção de aplicar tarifas e de que tudo pudesse fazer parte de uma tática de negociação do presidente.


… Mas foram pegos de surpresa pela percepção de que podem ser para valer os 25% sobre o Canadá e México a partir de 3ªF e, pior, de que Washington vai aplicar os 10% + 10% sobre a China, na guerra comercial declarada.


… Foram mal o peso mexicano (20,503/US$), o dólar canadense (1,4447/US$), o euro (-0,80%, a US$ 1,0405), com a UE ameaçada de tarifas recíprocas no domingo, a libra (-0,56%, a US$ 1,2611) e até o iene (149,76/US$).


… A pressão global do dólar foi só um dos fatores a despertar na curva do DI a volta da precificação entre os traders de que a taxa Selic possa bater mais do que 15,00% no final do ciclo de aperto monetário: 15,25%.


… No day after do Caged forte, a Pnad confirmou um mercado de trabalho aquecido, apesar do juro restritivo. A taxa de desemprego ficou em 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, pouco abaixo da mediana (6,6%).


… A mão de obra apertada no Brasil é consistente com as preocupações de que a inflação siga elevada.


… Também o IGP-M de fevereiro (+1,06%) levemente acima do esperado (+1,01%) levantou a lebre da inflação, acentuada pelo risco de que o populismo fiscal do governo cresça na mesma medida da impopularidade de Lula.


… Nos bastidores, as propostas de controle das exportações de produtos do agro e redução de impostos de importação para aliviar a inflação de alimentos também foram vistas com desconfiança pelo mercado.


… Além disso, a piora do clima no exterior ajudou a trazer volatilidade aos juros futuros. Na ponta longa, os prêmios de risco só não subiram tanto, porque o Tesouro evitou colocou super lotes nos leilões de prefixados.


… No fechamento, o DI Jan/26 avançou para 14,810% (de 14,760% no pregão anterior); Jan/27, a 14,825% (de 14,795%); Jan/29, a 14,810% (de 14,690%); Jan/31, a 14,920% (de 14,900%); e Jan/33, a 14,910% (de 14,880%).


… As taxas dos Treasuries tomaram rumos diferentes, em dia de dados mistos nos EUA. O retorno da Note-2 anos caiu pelo sétimo dia seguido, a 4,060% (de 4,073%). Já o yield de 10 anos subiu a 4,272%, de 4,259%.


… Sem conseguir segurar os ganhos da abertura, as bolsas em NY foram piorando à tarde, no movimento catalisado pela renovada retórica protecionista de Trump e pelo tombo da Nvidia (-8,48%) depois do balanço.


… Na afundada de 2,78%, o Nasdaq fechou a 18.544,42 pontos. O S&P 500 (-1,59%, a 5.861,57 pontos) também não escondeu o estresse, enquanto o Dow Jones teve queda mais moderada (-0,45%, aos 43.239,50 pontos).


… Apesar da espiral de queda da Petrobras (ON, -5,56%, a R$ 39,24; PN, -3,53%, a R$ 36,61), depois do prejuízo do 4Tri e sem pagamento de dividendos extraordinários, o Ibovespa deu uma demonstração de resistência.


… Fechou estável (+0,02%), aos 124.798,96 pontos, com volume financeiro de R$ 28,7 bilhões, driblando também as quedas da Vale (ON, -0,74%, a R$ 56,30) com o minério de ferro (-0,80%) e do setor financeiro.


… Santander unit registrou -1,02% (R$ 26,27); Bradesco ON perdeu 0,66% (R$ 10,58); Bradesco PN, -0,61% (R$ 11,47); Banco do Brasil ON, -0,39% (R$ 27,96); e Itaú, -0,09% (R$ 32,74, fechando na mínima do dia).


… Quem salvou a bolsa foi Embraer (+12,12%; R$ 68,90), com apoio do lucro ajustado de R$ 1,093 bilhão no 4Tri/24, mais do que o triplo do que um ano antes. Marfrig saltou 8,90% (R$ 15,17) e IRB, +7,80% (R$ 48,40).


… O petróleo subiu com a batalha tarifária contra o México e Canadá, dois dos grandes fornecedores da commodity aos EUA, e reagiu à decisão de Trump de revogar a licença da Chevron para explorar na Venezuela.


… À tarde, o barril acelerou a alta com rumores de que a Opep+ estuda adiar a ampliação da produção do bloco, prevista para ter início em abril, por causa das incertezas sobre os impactos do protecionismo americano. 


… O contrato do Brent com vencimento em maio avançou 2,08%, negociado a US$ 73,57 na Ice londrina.


EM TEMPO… FLEURY teve lucro líquido de R$ 84 milhões no 4TRI24, alta de 3,3% s/ 4TRI23; Ebitda subiu 7,9%, para R$ 405,5 milhões; receita líquida cresceu 7,9%, para R$ 1,8 bi…


… A companhia pagará R$ 254,053 milhões em dividendos, a R$ 0,46 por ação; ex dia 7.


LOCALIZA registrou lucro líquido de R$ 837 milhões no 4Tri/24, alta de 18,7% contra um ano antes; Ebitda subiu 15,5%, para R$ 3,3 bilhões, e receita líquida atingiu R$ 9,8 bilhões, crescimento de 24,6%.


COPEL. O lucro líquido diminuiu 39% no 4Tri/24, para R$ 575,2 milhões, o Ebitda ajustado caiu 12,9%, para R$ 1,3 bilhão, e a receita líquida somou R$ 6,019 bilhões, alta de 8,1%.


RAÍZEN concluiu processo de recompra parcial das notes com vencimento em 2027 e juro anual de 5,3%, tendo sido exercido um total de US$ 154.253.000,00…


… Montante equivale a 45,10% do bond 2027 em circulação, que passou ao valor de US$ 187.753.000,00.


TOTVS informou que se retirou do processo para compra da Linx, controlada pela Stone.

Bankinter Portugal Matinal 2802

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Chegou o reajuste. O REAJUSTE. Ou uma parte do mesmo. O específico que ontem danificou foi o golpe de realidade proporcionado por Trump: a partir de 4 de março, os EUA aplicarão impostos alfandegários de 25% ao Canadá e México, e 10% adicional (até 70%) à China. Coincidiu com a pós-publicação de resultados de Nvidia, empresa que o mercado sempre castiga, independentemente do que publicar, embora a avaliação recupere de seguida depois e além de onde estava antes de publicar. Desta vez, Nvidia caía -3% a meio da sessão americana, o que estava dentro do aceitável. Mas a situação piorou até -8,5% e com o SOX/semis até -6,1% enquanto Trump concretizava a data de aplicação dos impostos alfandegários. Isso prolongou o receio de entrada em recessão económica do Canadá, México, China… e, potencialmente, de seguida sobre a Europa, enquanto define impostos alfandegários sobre ela. Algo que acontecerá a qualquer momento. Isto é, medo geral de uma mudança de ciclo, mesmo umas horas depois de algum conselheiro da Fed aludir a possíveis subidas de taxas de juros, não descidas. A Rússia e os EUA estiveram 6 horas reunidos em Istambul a negociar sobre a sua relação mútua, embora pareça que ainda não sobre Ucrânia, mas isso não só não foi suficiente para melhorar um pouco o mercado, como passou completamente despercebido no medo geral.  


HOJE temos inflação alemã a repetir em +2,3% e Deflator Consumo PCE americano a suavizar-se um pouco (+2,5% vs. +2,6%; Subjacente +2,6% vs. +2,8%). Esses dados poderão permitir que o mercado se estabilize durante as próximas horas, mas sem aspirações. Lateralizar seria bastante depois da situação de ontem, que implica o início de uma fase de reajuste para uma realidade não tão benigna como se veio a descontar. Devemos ter a noção clara de que os excessos do início do ano, nomeadamente na Europa, começaram a corrigir-se e que não se trata de um processo pontual. O bom nesta situação é que as obrigações não iniciaram um processo de pânico, embora as suas yields se tenham reduzido um pouco mais, isso sim. Como é lógico, USD a apreciar-se (1,039), e como não! As criptos em queda livre, porque são o indicador de risco mais sensível. Os investidores nesta classe de ativos ficarão atónitos e perguntarão o que se passa, mas não deveriam, porque também não compreenderam porque investiram na altura em algo cujo valor não pode ser estimado. Nunca se deve investir em algo que não se compreende.


CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: O mercado entrou em fase de reajuste após ter mantido, até agora, uma atitude excessivamente confiante e complacente. Hoje, Europa ca.-1%/-2%, com Nova Iorque provavelmente a lateralizar. Em circunstâncias normais, as previsivelmente inflações suaves (13 h) alemã e (13:30 h) americana (PCE) deveriam animar um pouco as bolsas, mas nestas circunstâncias influenciarão pouco. O mercado fica abalado e a refletir sobre o quão importante é isto e o quanto deverá reajustar-se, portanto será uma sessão para observar e comprovar em que níveis ocorre a aterragem. Mas trata-se de um reajuste, não de uma mudança repentina de ciclo.


S&P500 -1,6% Nq-100 -2,8% SOX -6,1% ES-50 -1% IBEX -0,5% VIX 21,1 Bund 2,41% T-Note 4,23% Spread 2A-10A USA=+20pb B10A: ESP 3,08% PT 2,92% FRA 3,14% ITA 3,48% Euribor 12m 2,409% (fut.2,107%) USD 1,0388 JPY 155,9 Ouro 2.863$ Brent 73,6$ WTI 69,9$ Bitcoin -7,6% (79.813$) Ether -9,8% (2.125$).


FIM

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

BDM Matinal Riscala 2702

 Bom dia mercado.


Quinta-feira. 27 de Fevereiro de 2025.


ADR de Petrobras afunda após balanço.


… Em meio às novas ameaças tarifárias de Trump, desta vez sobre as importações da União Europeia, investidores em NY acompanham os dados de auxílio-desemprego e a revisão do PIB/4Tri, que traz o PCE do período, enquanto Fed boys devem continuar repetindo a mensagem de cautela para os juros. Em Wall Street, apesar de o balanço da Nvidia ter superado as previsões de lucro, a ação caiu no after hours, mas bem pior foi o tombo de 7% da ADR de Petrobras, que reportou prejuízo, e não lucro como o esperado, e informou que não pagará proventos extraordinários. A agenda aqui tem como destaques hoje o IGP-M de fevereiro, os resultados fiscais do Governo Central e a Pnad Contínua, após o Caged surpreender com forte criação de empregos e dar o alerta de pressão inflacionária.


… As 137 mil vagas com carteira assinada abertas em janeiro vieram quase no triplo do que o mercado projetava (50,5 mil) e mudaram as expectativas para os juros. Os contratos curtos de DI voltaram a adicionar prêmio, precificando uma Selic mais elevada.


… O mercado de trabalho forte significa maior consumo sobre uma estrutura produtiva que já trabalha sem ociosidade e, portanto, risco de inflação, o que pode exigir um esforço maior da política monetária do Banco Central.


… Também os trechos intermediário e longo subiram nesta 4ªF, ainda refletindo as investidas populistas do presidente Lula, que ampliam os gastos e os riscos para as contas públicas, no esforço para a recuperação de sua popularidade (leia abaixo).


… No Valor, com o governo em posição de fragilidade, neste momento em que Lula vê a aprovação despencar até mesmo entre seus eleitores, o Centrão cogita um desembarque em massa, se o presidente não se recuperar rapidamente desse revés.


… Pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem confirmou as anteriores, revelando que a reprovação de Lula disparou na Bahia (18pp, de 33% para 51%) e em Pernambuco (17pp, de 33% para 50%), Estados que historicamente são base eleitoral do petista.


… O levantamento tratou a ainda do cenário eleitoral para 2026. Segundo a Quaest, o presidente Lula seria derrotado por adversários da direita em pelo menos cinco dos oito Estados onde a população foi ouvida.


… Em meio à crise política, Dino (STF) homologou acordo com o Congresso para dar mais transparência ao uso das emendas, liberando o pagamento, ressalvadas algumas exceções (ONGs e entidades do terceiro setor).


AGENDA – Para a Pnad Contínua, que será divulgada às 9h, a mediana do Broadcast aponta para o avanço da taxa de desemprego de 6,2% para 6,6% no trimestre móvel encerrado em janeiro, após o fechamento de vagas temporárias no fim do ano passado.


… Ainda entre os indicadores, o IGP-M de fevereiro (8h) pode acelerar 1,01% na mediana das previsões, após 0,27% em janeiro, com a alta dos preços industriais no atacado. No acumulado em 12 meses, o índice registraria um salto de 6,75% para 8,39% na margem.


… Às 8h30, o BC divulga os dados do setor externo de janeiro, que podem mostrar déficit da conta corrente de US$ 8,5 bilhões, mais que o dobro do saldo negativo registrado em janeiro/2024, de US$ 4,0 bilhões.


… Esse resultado é atribuído pelos economistas do mercado à expectativa de um superávit mais moderado da balança comercial. Já para o Investimento Direto no País (IDP), a mediana indica entrada líquida de US$ 6,06 bilhão em janeiro, de US$ 2,7 bilhões em dezembro.


… No início da tarde (14h30), o Tesouro pode divulgar bons números para o Governo Central em janeiro, com a previsão de um superávit de R$ 87,35 bilhões, após o saldo positivo de R$ 24,026 bilhões em dezembro, com melhora nas receitas e nas despesas.


… Às 15h, tem reunião do CMN. Mais cedo (10h), Haddad participa de reunião do conselho de Itaipu.


… O calendário de balanços também agita o dia cheio nos mercados domésticos. Embraer divulga resultado antes da abertura, e Fleury e Localiza, após o fechamento. Mas a atenção está para a repercussão dos vários balanços de ontem à noite (Em tempo…).


PETROBRAS – A queda de 7,12% do ADR de Petrobras no after hours em NY contrata um ajuste forte para a ação na abertura da B3.


… Com prejuízo de US$ 2,780 bilhões (R$ 17 bilhões) no 4Tri, a companhia contrariou a média das estimativas de oito instituições ouvidas pelo Broadcast (Citi, UBS BB, Itaú BBA, BTG Pactual, Scotiabank, Safra, XP, Santander), que apontava para lucro de US$ 2,8 bilhões.


… O Ebitda (US$ 7,16 bilhões) ficou 31,8% abaixo do esperado e só a receita (US$ 20,8 bilhões) veio em linha com as estimativas.


… O prejuízo de R$ 17 bilhões no 4Tri reverteu o lucro de R$ 31 bilhões registrado no mesmo período de 2023 e, no ano, o lucro líquido da Petrobras caiu para R$ 36,6 bilhões. O resultado é 70,6% menor do que em 2023, quando os ganhos foram de R$ 124,6 bilhões.


… Sobre a queda no lucro em 2024, a empresa disse ter sido decorrente do efeito contábil da variação cambial nas dívidas com as suas subsidiárias no exterior. Sem isso, ainda de acordo com a Petrobras, o lucro líquido teria sido de R$ 103 bilhões no ano passado.


… A companhia também apontou como fatores negativos a redução de 2% no barril de petróleo e a queda de 39% nas margens do diesel.


… O conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 9,1 bilhões em novos dividendos, relativos ao resultado do 4Tri, equivalente a uma remuneração de R$ 0,70954522/ON e PN. Mas não haverá pagamento de dividendos extraordinários para o período.


NVIDIA – A gigante de semicondutores teve desempenho positivo no 4Tri, com lucro, receita e projeções acima das expectativas. Mas o ADR caiu 1,49% no after hours, com investidores exigentes cobrando estimativas ainda mais fortes.


… Além disso, pesam as incertezas sobre as exportações de chips no governo Trump.


… A Nvidia teve lucro líquido de US$ 22,09 bilhões, uma alta de 80% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro diluído por ação foi de US$ 0,89, acima da previsão de analistas, de US$ 0,81.


… A receita de US$ 39,33 bilhões no período também superou a expectativa, de US$ 38,10 bilhões. A perspectiva da Nvidia para o 1Tri do ano fiscal/26 é de receita de US$ 43,0 bilhões, acima dos US$ 42,06 bilhões previstos.


MAIS AGENDA – Assustados com os recentes indicadores fracos da economia, a segunda leitura do PIB/4Tri nos Estados Unidos (10h30) pode causar, se for revisada abaixo da preliminar, que apontou a expansão de 2,3%. No 3Tri/2024, o PIB cresceu 3,1%.


… No mesmo horário, saem os pedidos de auxílio-desemprego, com previsão de que tenham crescido 220 mil na semana até 22/2, e as encomendas de bens duráveis em janeiro, que podem mostrar alta de 2%, após recuo de 2,2% em dezembro.


… Às 12h, é a vez das vendas pendentes de imóveis, com previsão de queda de 1,1% (em dezembro, o tombo foi de 5%).


… Quatro dirigentes do Fed falam hoje: Michael Barr (12h), Michelle Bowman (13h45), Beth Hammack (15h15) e Patrick Harker (17h15).


… Na zona do euro, destaque para a ata da última reunião de política monetária do BCE (9h30).


TENSÃO ESCALA – Uma reunião planejada entre a chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi abruptamente cancelada nesta 4ªF, após as ameaças de Trump de anunciar 25% de tarifas.


… A Comissão Europeia disse à Reuters que “a UE reagirá com firmeza e imediatamente contra barreiras injustificadas ao comércio livre e justo. A UE é o maior mercado livre do mundo. E tem sido uma bênção para os EUA”.


FECHOU O TEMPO – Com chumbo de todos os lados (Caged, populismo do governo e novas ameaças de Trump), o dólar voltou à faixa de R$ 5,80, a curva do DI abriu mais de 30 pontos-base e o Ibovespa entregou os 125 mil pontos. 


… Até mesmo a confirmação pela Genial/Quaest de queda na popularidade de Lula em redutos eleitorais historicamente fieis ao presidente foi lida pelo viés fiscal, de “oba-oba” nos gastos para recuperar votos.


… Neste contexto de política mais expansionista, não caíram nada bem os comentários agressivos do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, sobre a “imbecilidade” de o BC inibir o crescimento da economia para controlar a inflação, diante do emprego forte.


… Criticando o ciclo de aperto, ele espera que o Copom não cumpra nem a alta da Selic contratada para março.


… Os contratos futuros dos juros dispararam com o Caged forte e todos os outros focos de risco do dia e ainda se prepararam para o leilão de prefixados do Tesouro hoje (11h), depois da operação histórica da semana passada em quantidade de títulos e volume. 


… O DI para Jan/26 acelerou para 14,760% (de 14,585% no pregão anterior); Jan/27, a 14,795% (14,475%); Jan/29, 14,815% (14,410%); Jan/31, 14,900%, na máxima do dia (de 14,540%); e Jan/33, a 14,880% (de 14,550%).


… As taxas também sentiram o avanço do dólar, em meio ao menor apetite por risco aqui e no exterior, devido às novas ameaças protecionistas de Trump, dessa vez com foco na Europa (25% especialmente sobre automóveis).


… Na defensiva, o real foi pior do que todas as moedas globais, projetando o dólar em alta firme de 0,86%, cotado a R$ 5,8035, diante do aumento da percepção de risco inflacionário e fiscal no Brasil e o protecionismo nos EUA.


… Com a UE na mira de Trump, o euro caiu 0,25%, para US$ 1,0490. A libra fechou praticamente estável (+0,08%, a US$ 1,2679) e o iene (148,98/US$) continuou sua escalada. O índice DXY subiu 0,10%, para 106,416 pontos.


… A retórica tarifária e o medo de que a agenda de indicadores confirme o esfriamento da economia americana renovaram a corrida pela proteção nos Treasuries e derrubaram os juros pelo sexto pregão consecutivo.


… A taxa da Note de 2 anos recuou para 4,074%, contra 4,096% na véspera, e de 10 anos caiu a 4,251%, de 4,289%.


… Mantendo Trump no radar, o Dow Jones caiu 0,43% (43,434,29 pontos) e o S&P 500 ficou estável (+0,01%; 5.956,12 pontos). O Nasdaq (+0,26%; 19.075,26 pontos) subiu com a Nvidia (+3,67%) antes do balanço.


… Dominado pela aversão ao risco com a perda de força das bolsas em NY e a suspeita de que a atividade doméstica continua bem aquecida e pode exigir mais do Copom, o Ibovespa acentuou as perdas para quase 1% no fechamento.


… Fechou em baixa de 0,96%, aos 124.768,71 pontos, com giro de R$ 22,1 bilhões. Vale abandonou o campo positivo e virou à tarde para fechar na mínima do dia, cotada a R$ 56,72 (-0,61%), em linha com o minério de ferro (-0,98%).


… Horas antes de reportar seus resultados, Petrobras operou com timidez: ON, -0,17%, a R$ 41,55; e PN, estável, a R$ 37,95. Lá fora, o petróleo Brent para maio recuou 0,59%, a US$ 72,07, de olho nos acordos de paz na Ucrânia.


… Entre os bancos, Bradesco interrompeu a reação da véspera e caiu 1,95% (PN, a R$ 11,54) e 1,21% (ON, a R$ 10,65. BB recuou 0,57%, a R$ 28,07, e Itaú perdeu 0,24%, a R$ 32,77. Só Santander terminou no azul (+0,19%; R$ 26,54).


EM TEMPO… BRF registrou lucro líquido de R$ 868 milhões no 4Tri/24, alta de 15% contra um ano antes. A receita líquida somou R$ 17,5 bilhões, crescimento de 21,6%, e o Ebitda ajustado chegou a R$ 2,803 bilhões (+47,2%)…


… A companhia aprovou adicional de até 15 milhões de ações ON ao programa de recompra.


MARFRIG registrou lucro de R$ 2,57 bi no 4Tri24, salto de 2.172% ante 4Tri23. Ebitda somou R$ 3,7 bi (+37,1% na comparação anual). O conselho aprovou novo programa de recompra de até 10% das ações em circulação.


C&A registrou lucro líquido de R$ 254,9 milhões no 4Tri24, alta de 59,8% s/ 4Tri23. O Ebitda ajustado subiu 12,7%, para R$ 593,4 milhões, e a receita líquida cresceu 11,3%, para R$ 2,5 bilhões.


QUALICORP reverteu prejuízo e registrou lucro líquido ajustado de R$ 17,9 milhões no 4Tri/24. Ebitda ajustado caiu 18,3%, para R$ 138,6 milhões, e receita líquida somou R$ 384,4 milhões, recuo anual de 7,2%.


ODONTOPREV registrou lucro líquido de R$ 114 milhões no 4Tri/24, queda de 9,7% na comparação anual. O Ebitda ajustado somou R$ 151,4 milhões, queda de 12,6% ante mesmo período de 2023.


COSAN registrou balanço não auditado com prejuízo líquido de R$ 9,297 bilhões no 4Tri/24, revertendo lucro de US$ 2,362 bilhões no 4Tri/23.


ULTRAPAR registrou lucro líquido de R$ 881 milhões no 4Tri24, queda de 21% na comparação anual. Ebitda ajustado somou R$ 2,379 bilhões, alta de 4% em relação ao mesmo período de 2023…


… A companhia aprovou a distribuição de R$ 493,3 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,45 por ação, com pagamento em 14/3; ex em 7/3.


CPFL ENERGIA informou lucro líquido de R$ 1,57 bi no 4Tri24, alta de 18,7% s/ 4Tri23. O Ebitda consolidado cresceu 5,3%, para R$ 3,27 bilhões, e a receita líquida aumentou 13,3%, para R$ 11,94 bilhões.


CEMIG GT comprou por R$ 30 milhões a totalidade da Empresa de Transmissão Timóteo-Mesquita, que pertencia ao Grupo Fram Capital. Os ativos estão conectados em 230 kV à rede básica que já pertence à Cemig no Vale do Aço.


BRAVA ENERGIA informou que as quatro Assembleias de Debenturistas das 3ª e 4ª emissões de debêntures da companhia e da Enauta, agendadas para ontem, não foram instaladas por falta de quórum mínimo.


KEPLER WEBER informou lucro líquido de R$ 50,4 milhões no 4Tri24, queda de 46,4% s/ 4Tri23. Ebitda ajustado recuou 28,1%, para R$ 82,3 milhões, e receita líquida caiu 8,4%, para R$ 460,1 milhões.


IOCHPE-MAXION registrou lucro de R$ 68,3 milhões no 4Tri/24, revertendo prejuízo de R$ 7,5 milhões apresentado um ano antes. O Ebitda somou R$ 378,3 milhões, alta anual de 30,7%.


TELEFÔNICA. O Goldman Sachs tem recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 53,50. Receitas ficaram em linha com as estimativas do banco, apesar de a divisão de serviços móveis ter recuado no crescimento.


BB atingiu em fevereiro a marca histórica de R$ 400 bilhões na carteira de crédito de agronegócios e agricultura familiar. A cifra recorde representa um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2024.

André Marsiglia

 Mais um baita artigo do Marsiglia, não por acaso, um dos fundadores da Associação Lexum. 👏👊


Para eliminar o bolsonarismo, o STF estragou nossa democracia.

Por André Marsiglia (Poder 360)


“STF que pune golpe dá o golpe. Quem não esteve em Nárnia na última semana viu uma peça frágil da PGR denunciar 34 pessoas, tendo Bolsonaro por chefe do grupo e todos os demais por mandantes de um golpe que teria entre seus executores os pipoqueiros, os vendedores de algodão doce e as velhinhas com reumatismo que estiveram na Praça dos Três Poderes no 8 de Janeiro de 2023. 


O Estado, segundo nossas autoridades, seria abolido violentamente por essas pessoas, incitadas pelo uso de redes sociais dos denunciados. Quem não é biruta sabe muito bem que a chance de aquelas pessoas tomarem o Estado era zero; sabe também que os réus do dia 8 estão sendo tratados como criminosos apenas para justificar que Bolsonaro seja condenado e excluído da vida pública.


Se houve intenção golpista, ela não saiu do terreno da cogitação, não foi iniciada e, portanto, não poderia ser punida. Sabendo desse empecilho legal, o ministro Gilmar Mendes, em entrevista ao Estadão, no domingo (23.fev.2025), já deu a letra de que tentativa de golpe é também “causar tumulto” ou “chegar próximo” de um golpe. Algo que não existe em nenhuma legislação, senão na cachola criativa de Mendes.


Todos sabemos que a condenação virá, querendo ou não a lei. Como dizia Nelson Rodrigues, “se minha teoria contraria os fatos, pior para os fatos”. Neste caso, pior para nós, que temos um STF que governa o país como uma criança obcecada governa seus brinquedos e, invariavelmente, os quebra.


O STF deseja excluir do tabuleiro político o bolsonarismo e toda a direita que não lhe beija a mão. E chama isso de democracia. Quem discorda está fora da política –ou dentro de inquéritos. Diz que, assim, impede interferências de antidemocráticos nas eleições. Por óbvio, ignora sua própria interferência. Democracia não é ausência de bolsonarismo, democracia não é o que o STF quer, democracia e justiça não se fazem com resultados, mas com um percurso democrático e justo. (…)


Uma Corte que esfacela os valores que temos e atropela o texto constitucional para impor na força bruta sua vontade deixará marcas que não nos permitirão mais encontrar o caminho de saída do labirinto em que o próprio STF colocou nossa democracia.”


Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/opiniao/para-eliminar-o-bolsonarismo-o-stf-estragou-nossa-democracia/)

Reflexões aleatórias Buzzatto

 REFLEXÕES ALEATÓRIAS


Lendo algumas postagens de amigos aqui no Facebook, me veio uma reflexão que vou registrar já, antes que se esfume. É o seguinte: participar de mídias sociais pode ser comparado à forma como nos alimentamos. Existe uma graduação grande entre os dois extremos, mas a coisa toda pode ser resumida a curtir uma boa refeição em companhia de amigos, num extremo da escala, e se manter às custas de fast food no outro extremo.


Num caso você se senta à mesa, rodeado de pessoas que você curte e admira, troca idéias, aprecia o prato no ritmo certo, acompanhado de um bom vinho, também se informa das últimas notícias e ouve com respeito a opinião do outro, e ao final sai com uma sensação agradável de ter usado seu tempo da melhor forma possível.


No outro caso, você come de pé, sozinho, às pressas, mal prestando atenção ao que ingere, ao mesmo tempo que folheia o Instagram, curte aqui e ali, digita rapidamente algum comentário, faz uma selfie (não esqueça do biquinho!), depois joga os restos no cesto de lixo mais próximo e mergulha de volta no turbilhão do dia-a-dia.


Em qual você se enquadra?

Bankinter Portugal Matinal 2702

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: ONTEM foi um dia confuso, mas terminou bem, apesar de Trump ter voltado a referir os impostos alfandegários sobre Canadá, México e UE. Ele domina o relato, embora este seja desordenado e surreal, ao sabor de um impulso pessoal. E esse relato faz com que o mercado se mova numa outra direção, de acordo com a sua última ameaça. No final, os semis/SOX bastante bons ontem (+2,1%), embora os restantes índices enfraquecessem enquanto Trump voltou ao assunto dos impostos alfandegários sobre a Europa. Inclusive, surpreendentemente, subiu +3,7% mesmo antes de publicar resultados, embora depois tenha caído -1,5% em aftermarket, porque o seu guidance de Margem Bruta 1T’25 dececionou um pouco, apesar dos restantes resultados e guidances terem sido bons. Isto é, cumpre-se o padrão de Nvidia: enfraquece ao publicar, porque para o mercado nunca é suficiente, mas recupera de seguida. O guidance 2025 de Salesforce dececionou, caindo -5,5% em aftermarket, apesar de bons resultados.


HOJE sai alguma macro, mas influenciará pouco: às 08 h, inflação de Espanha (+3% vs. +2,9%); às 08:55 h, Desemprego na Alemanha (repetir 6,2%); às 09 h, Indicadores de Sentimento da UE talvez a melhorar um pouco; e às 13:30 h, Perdidos de Bens Duráveis (+2% vs. -2,2%) e PIB 4T’24 revisto (+2,3%) nos EUA. E influenciará pouco por dois motivos: 


(i) A geoestratégia irá desviar a atenção, sem poder saber de antemão se será bom ou mau. Reunião entre Rússia (Lavrov, Exteriores) e EUA (“diplomáticos”) em Istambul para avançar com um suposto cessar-fogo na Ucrânia, que supervisionariam tropas europeias, embora a Europa esteja excluída das conversações. E amanhã, Zelensky em Washington para assinar o acordo de exploração conjunta com os EUA sobre minerais, mas sem garantias por parte dos EUA sobre nada. Trump insiste que a Ucrânia deve pagar os 350.000M$ que afirma ter entregado aos EUA, embora o Congresso só tenha aprovado 175.000M$ desde o início da invasão. Toda esta nova “geoestratégia de bazar” é o que está a reduzir o prémio de risco geoestratégico percebido (não necessariamente o real) e a permitir que as bolsas europeias avancem (+1% esta semana; +12,9% YTD).


(ii) Digestão dos resultados de Nvidia e Salesforce durante a tarde em Wall St, de certeza com ligeiros retrocessos em tech, mas também porque o importante é amanhã: inflação alemã a repetir em +2,3% e Deflator Consumo PCE americano a suavizar-se um pouco (+2,5% vs. +2,6%; Subjacente +2,6% vs. +2,8%). Esses dados poderão permitir que a semana termine com um tom um pouco melhor, após retroceder hoje, sem violência, principalmente durante a tarde americana.


CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: A ansiedade sobre os impostos alfandegários e a digestão de Nvidia condicionarão a sessão em baixa (-0,2%/-0,5%?), mas as yields das obrigações estão baixas e isso proporcionam algum apoio às bolsas, apesar do caos alfandegário e geoestratégia de bazar. Alguns conselheiros da Fed começam a aludir, inclusive, a hipotéticas subidas (não descidas) de taxas de juros, o que deverá debilitar Wall St. antes ou depois, se a nova abordagem se consolidar. Amanhã certamente com melhor tom, com as inflações da Alemanha e dos EUA. Provavelmente, a semana terminará plana para Nova Iorque e um pouco em alta para as bolsas europeias. 


S&P500 0% Nq-100 +0,2% SOX +2,1% ES-50 +1,5% IBEX +1,6% VIX 19,1 Bund 2,42% T-Note 4,27% Spread 2A-10A USA=+18pb B10A: ESP 3,10% PT 2,92% FRA 3,14% ITA 3,49% Euribor 12m 2,400% (fut.2,181%) USD 1,0474 JPY 156,4 Ouro 2.898$ Brent 72,7$ WTI 68,8$ Bitcoin -2,7% (86.373$) Ether -5,6% (2.355$).


FIM

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

No lado correto da história.

 Obrigado 

https://www.gazetadopovo.com.br/republica/e-irreversivel-5-pontos-para-entender-o-desabamento-da-popularidade-de-lula/?comp=app-ios

News 2602

 -NEWS-


Orçamento 2025 deve ser votado na 2ª quinzena de março / Nova composição da Comissão Mista de Orçamento só deve ser definida depois que proposta for aprovada- Valor 26/2


Caetano Tonet / Gabriela Guido / Marcelo Ribeiro / Murillo Camarotto


A votação do Orçamento deste ano deve ficar apenas para a semana do dia 17 de março, prevê o relator do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2025, senador Angelo Coronel (PSD-BA). A proposta está em compasso de espera até hoje, em meio ao imbróglio das emendas parlamentares - o Congresso não votou o Orçamento no ano passado, como o esperado.


O deputado Júlio Arcoverde (PP-PI), presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que analisa a proposta orçamentária, chegou até a marcar a próxima sessão do colegiado para o dia 11, mas Coronel não acredita que haja tempo hábil para votação. O relator entende que o prazo é apertado, porque pontos do texto ainda precisam ser ajustados.


“Acho muito difícil acontecer no dia 11. Dia 11 nós devemos conversar com os líderes, começar a ajustar alguns pontos e o mais provável é que venha a ser votado na semana seguinte”, afirmou Coronel.


O relator do Orçamento de 2025 também disse ao Valor que já conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e ele agendou para as votações da proposta na comissão e no plenário para a semana do dia 17 de março.


Coronel ainda aguarda uma movimentação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a inclusão dos recursos referentes à ampliação do auxílio-gás no Orçamento deste ano. Ele tem reclamado da falta de interlocução com a equipe econômica do Executivo.


Após queixar-se, no início do mês, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou ao Valor que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, receberia Coronel em breve. O encontro, no entanto, ainda não aconteceu. Procurado, o ministério da Fazenda não retornou.


Somente depois que o Congresso resolver a questão do Orçamento deste ano é que deverá ser definida a nova composição da CMO, responsável por discutir e votar, até dezembro, a proposta orçamentária de 2026. A instalação do novo colegiado, com deputados e senadores, está prevista para abril.


A indefinição sobre a nova comissão segue sendo marcada por uma disputa entre MDB e União Brasil pela relatoria do Orçamento do ano que vem, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem afirmado a aliados que espera que a reforma ministerial ajude a destravar o impasse entre os partidos.


Antes mesmo de Motta ser eleito, lideranças do MDB e do União já indicavam que disputariam até o último momento a relatoria. Ambas as legendas afirmam que receberam sinalizações de Motta de que ficariam com o posto e demonstram resistência em ceder.


De um lado, emedebistas alegam que entraram na base da candidatura de Motta muito antes do União, o que já motivaria a escalação de um nome da sigla para a função.


O líder do partido na Câmara, Isnaldo Bulhões (MDB-AL), chegou a se colocar na disputa interna, mas logo desistiu para apoiar Motta, um de seus principais aliados na Casa. O deputado Elmar Nascimento (União-BA), por sua vez, desistiu da postulação semanas depois, apenas quando viu que suas pretensões estavam praticamente inviabilizadas já que o deputado do Republicanos havia conquistado o apoio da maioria das legendas.


O argumento dos emedebistas é rebatido por lideranças do União, que apontam que são a terceira maior bancada da Casa e que a distribuição que os beneficiaria foi acordada ainda durante a gestão do ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).


A aliados, o alagoano tem confirmado que acordou com lideranças que a relatoria do Orçamento de 2026 ficaria com o União, enquanto a presidência da CMO no ano que vem ficaria com um deputado do PSD. Outro compromisso que teria sido feito por Lira é que o MDB e o União ficariam com o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2025 e 2026, respectivamente.


Em função desse acordo com Lira, parlamentares do União têm destacado, nos bastidores, que Motta terá problemas caso não faça valer o compromisso selado pelo antecessor.


O impasse em torno da relatoria do Orçamento implica diretamente na distribuição das comissões, já que o posto está relacionado ao comando do principal colegiado da Câmara. A expectativa é que se o MDB ficasse com a relatoria, o União ficaria com a presidência da CCJ ou vice-versa.


A interlocutores, Motta tem reconhecido que o entrave já leva semanas e não tem tido avanços. Ele avalia que uma eventual escalação de Isnaldo para a Secretaria de Relações Institucionais no lugar de Alexandre Padilha (PT), durante a reforma ministerial, poderia acabar com a disputa.


 


Despesas ‘zumbis’ pressionam arcabouço / Mobilização do Congresso para dar vida a emendas canceladas ocorre às vésperas da audiência de conciliação no STF em torno das emendas cujo pagamento foi bloqueado pelo ministro Flávio Dino- Valor 26/2


Lu Aiko Otta


Avança rápido o projeto de lei complementar que “ressuscita” R$ 15,7 bilhões em despesas que não foram executadas nos anos em que estavam autorizadas no Orçamento, e por isso são chamadas de “restos a pagar”. A Câmara decidiu ontem apreciar a proposta, aprovada na semana passada no Senado, em regime de urgência.


O embaraço que isso pode trazer ao Orçamento de 2025 é moderado, avaliam técnicos da área orçamentária.


A mensagem política, porém, é muito ruim do ponto de vista das contas públicas e do ambiente macroeconômico. “Se o Congresso aprovar essa irresponsabilidade, podemos assistir a uma forte subida do dólar”, disse à coluna o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. Não há margem, dentro dos limites do arcabouço fiscal, para acomodar mais esse conjunto de despesas, explicou.


A aprovação da proposta, que abarca restos a pagar de 2019 para cá e os prorroga até o final de 2026, também levantou preocupações na equipe econômica do governo, que foi pega de surpresa com a votação no Senado. “Complicado”, reagiu um integrante.


A votação mostrou, porém, que nem a bancada governista está disposta a contribuir com o ajuste fiscal. “Esse assunto não existe por aqui”, afirmou um técnico da área de orçamento que atua no Congresso.


Hoje já há dificuldades para acomodar no Orçamento despesas que não estão totalmente contempladas nele. A Instituição Fiscal Independente (IFI) estima haver R$ 20,8 bilhões em gastos que estão fora da peça orçamentária: R$ 12,5 bilhões do programa Pé-de-Meia e R$ 8 bilhões do Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF), criado na reforma tributária. Além disso, aponta, faltam recursos para o Auxílio-Gás e as despesas da Previdência estão subestimadas em R$ 31 bilhões.


As despesas “zumbis” dos restos a pagar, porém, são um pouco diferentes desses gastos regulares do ano. Isso porque elas não se tornaram restos a pagar por acaso, e sim porque enfrentaram algum tipo de dificuldade na execução. E pode ser que continuem assim, travadas. Nesse caso, não geram desembolso de recursos.


“Há coisas ali de três, cinco anos que talvez não se resolvam em mais dois”, ponderou um técnico. Na sua visão, a aprovação do projeto não traz embaraços de curto prazo à execução do Orçamento de 2025. “Mas é uma medida inusual”, comentou.


Outro especialista contrapôs que, embora as chances de execução não sejam elevadas, essas despesas não poderão ser ignoradas. Os ministérios não poderão executar só o Orçamento do ano, porque alguns dos restos a pagar podem, de fato, ser viabilizados.


Uma vez aprovado o projeto, como é a tendência, o próximo passo é Lula sancioná-lo ou vetá-lo. Será mais um capítulo de uma novela iniciada no ano passado. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025 continha dispositivo que prorrogava a validade dos restos a pagar até 31 de dezembro deste ano. Lula vetou, alegando que está em desacordo com a legislação orçamentária, além de dificultar a gestão financeira.


Com o veto, os restos a pagar acumulados desde 2019 “morreram” em 31 de dezembro passado, como determinava a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024. O projeto de lei aprovado ontem “ressuscitou” essas despesas. É algo que nunca havia ocorrido antes.


As chances de haver um debate jurídico em torno disso, porém, são remotas, avaliou um técnico. A possível liberação dos recursos tem mais interessados do que opositores.


A mobilização do Congresso para dar vida a emendas canceladas, inclusive às do orçamento secreto, ocorre às vésperas da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno das emendas cujo pagamento foi bloqueado pelo ministro Flávio Dino. Está marcada para amanhã.


Há questões pendentes envolvendo emendas também na peça orçamentária de 2025. Relatório da IFI mostra que a Comissão Mista de Orçamento acrescentou R$ 22,5 bilhões à previsão de receitas. Desses, R$ 11,5 bilhões serão entregues a Estados e municípios e os R$ 11 bilhões restantes foram destinados a emendas de comissão.


“Ocorre que existem despesas vinculadas ao desempenho das receitas, que deveriam ter sido reajustadas, a partir da reestimativa realizada”, diz o relatório. É o caso, por exemplo, dos mínimos constitucionais de gastos em saúde e educação.


Não será fácil fazer todos os ajustes necessários no Orçamento deste ano, mas não é tarefa tida como impossível. A IFI considera que o governo conseguirá cumprir a meta fiscal deste ano, dentro da margem de tolerância. A mesma conclusão está em um trabalho elaborado por consultores de Orçamento da Câmara dos Deputados.


Há, porém, três nuvens escuras no horizonte. Uma é o crescimento da dívida pública, que continuará por causa dos déficits nas contas públicas e da alta nos juros. A outra é o risco de surgirem novas pressões sobre o orçamento a partir do Palácio do Planalto em modo eleição.


Por fim, o Congresso não parece preocupado com o ajuste fiscal. Isso foi demonstrado também na votação do pacote de novembro passado. É problema para este governo e poderá ser também para os próximos.


Lu Aiko Otta é repórter especial em Brasília. Escreve às quartas-feiras.

BDM Matinal Riscala 2602

 Populismo brota em profusão no Planalto | BDM - Bom Dia Mercado

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[26/02/25]


… Temporada de balanços tem dia importante com Nvidia e Petrobras após o fechamento, e Ambev, Klabin e Weg antes da abertura. Nos Estados Unidos, onde os dados fracos da economia vêm assustando, saem hoje vendas de moradias novas e estoques de petróleo, enquanto avançam as negociações para um acordo entre Trump e Zelensky. Aqui, o Caged pode mostrar “mais de 100 mil empregos” em janeiro, segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. A Pasta confirmou para 6ªF a MP do FGTS, que deve liberar R$ 12 bilhões à economia, no empenho de Lula para recuperar a popularidade. Nesta 3ªF, os investidores ficaram entre festejar a nova pesquisa eleitoral que confirmou a queda forte da aprovação do governo e o receio com as medidas populares que brotam em profusão no Planalto.


… Na véspera, o mercado já tinha reagido mal ao pronunciamento de Lula na TV, quando anunciou a liberação de verbas ao Pé-de-Meia e gratuidade dos remédios da Farmácia Popular, sem que esses programas sociais estivessem previstos no Orçamento.


… Já a MP do FGTS preocupa por injetar pressão adicional no consumo, na contramão do esforço do BC para conter a inflação.


… O crédito consignado privado, que vai na mesma direção, também está na lista e deve ser anunciado logo após o Carnaval, assim como deve ser enviado ao Congresso o projeto que isenta do IR quem ganha até R$ 5 mil mensais.


… Além disso, o presidente não desistiu de acabar com a inflação dos alimentos, convocando para ontem à tarde mais uma reunião que deu o que falar, ao colocar na mesa temas como um limite para as exportações e a redução das tarifas de importação.


… Correram especulações de que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, entregaria o cargo se essas ideias vingassem. Não vingaram.


… O Broadcast Político apurou que também a Fazenda e o MDIC foram contrários às propostas gestadas na Casa Civil e no Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e, no final, o próprio presidente Lula descartou a ideia.


… Ao fim e ao cabo, a definição de medidas para reduzir os preços dos alimentos deve ficar para depois do Carnaval, embora uma reunião com exportadores esteja agendada para amanhã, 5ªF, na Casa Civil, com o ministro Rui Costa.


… A avaliação negativa do presidente Lula subiu de 31% para 44% na pesquisa CNT/MDA, com crescimento de 13 pontos porcentuais de ruim e péssimo desde novembro/24. A notícia aliviou um pouco a pressão do dólar, que chegou a superar R$ 5,80 na máxima.


… Em evento do BTG Pactual, Rogério Xavier (SPX) disse que a eleição de 2026 ainda está longe demais para ser negociada, “não consigo fazer um trade de 20 meses sem saber qual é o jogo”. Para ele, Lula estará no segundo turno, com quem “ainda é uma incógnita”.


… André Jakurski (JGP) também considera que as eleições estão longe, mas diz que o rali eleitoral virá. “Não tenho certeza de quando vai acontecer, mas vai, porque existe demanda reprimida, principalmente dos estrangeiros, para comprar ativos brasileiros.”


… Luís Stuhlberger (Verde Asset) alertou que um cenário possível é o governo ver que o mercado aposta em troca de comando em 2026 e, assim, passar a gastar mais, adotando medidas populistas. “O mercado não pioraria muito, porque acredita em mudança de governo.”


… Prevendo “fortes emoções” em 2026, ele acha que, “no ano que vem, a gente não escapa do aumento do Bolsa Família”.


… Já André Esteves (BTG) colocou água na fervura ao afirmar que não está preocupado com o parafiscal, que considera muito pequeno.


… “Tem uma ou outra coisa, lançaram o Vale Gás, não colocou no Orçamento, são R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões; o gesto é errado, mas, do ponto de vista financeiro, é imaterial”, disse, acrescentando que o arcabouço está sendo cumprido. “Foi em 2024 e será esse ano.”


… As políticas tarifárias de Trump também foram assunto no evento do BTG.


… Para Esteves, o Brasil deve enfrentar poucos problemas do ponto de vista comercial, dado sua relevância para a segurança alimentar global. Para Stuhlberger, “Trump é cara de business e não vai querer ver a bolsa americana caindo, uma hora ele recua”.


AS AMEAÇAS DO DIA – Junto com a queda forte da confiança do consumidor americano (abaixo), declaração de Trump lembrando que as tarifas sobre o Canadá e o México serão aplicadas “conforme o planejado, na próxima semana”, detonou a busca por segurança.


… Pouco depois, o conselheiro sênior para o comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse que as tarifas “ainda estão em negociação”, e que Trump só seguirá com a medida “caso não haja progresso nas conversas”.


… A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse ontem que espera chegar a um acordo com os EUA até 4 de março.


… Em outra frente, Trump ordenou uma investigação sobre possíveis novas tarifas nas importações de cobre para reconstruir a produção americana de um metal essencial para veículos elétricos, equipamentos militares e semicondutores, segundo a Reuters.


… Já na geopolítica, o presidente dos Estados Unidos parece ter avançado nas negociações com Zelensky, que deve viajar a Whashington nesta 6ªF, depois que Trump abriu mão do direito a US$ 500 bilhões em receitas potenciais da exploração de minerais.


… Em Kiev, oficiais ucranianos afirmaram que o governo está pronto para assinar o esperado acordo com os EUA.


ORÇAMENTO NOS EUA – Em votação apertada (217 a 215 votos), republicanos aprovaram na Câmara o projeto orçamentário, com US$ 4,5 tri em cortes de impostos e US$ 2 tri em redução de gastos nos próximos anos.


… A proposta vai ao Senado, controlado pelos republicanos, o que pode elevar os cortes de impostos.


MAIS AGENDA – Dia de conferir as previsões do ministro do Trabalho para o Caged, que sai às 10h30. Luiz Marinho previu o dobro do que os economistas projetaram para o Broadcast, criação de 50,5 mil empregos em janeiro, após queda de 535 mil em dezembro.


… Às 14h30, o Banco Central divulga os dados semanais do fluxo cambial e o Tesouro, o Relatório da Dívida de fevereiro.


… O todo-poderoso ministro Rui Costa (Casa Civil) participa de painel em evento do BTG Pactual (13h).


… O presidente Lula participará da abertura da primeira reunião de Sherpas do Brics (11h30), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.


… Na Cidade do Cabo, Gabriel Galípolo e Paulo Picchetti participam das reuniões do G20, enquanto Diogo Guillen realiza videoconferência com economistas da Novus Capital (9h30 às 10h15), fechada à imprensa.


LÁ FORA – Sai de madrugada o índice GfK de confiança do consumidor da Alemanha, com previsão de queda para 21,5 (fevereiro: -22,4).


… Nos EUA, Tom Barkin (Fed/Richmond) fala às 10h30 e às 12h, o Departamento de Comércio divulga as vendas de moradias novas em janeiro, com previsão de um recuo de 3,9%, após expansão de 3,6% em dezembro.


… Meia hora depois (12h30), os estoques de petróleo do DoE podem aumentar em 1,7 milhão na semana até 21/02.


… Às 14h, mais um Fed boy tem fala pública: Raphael Bostic (Atlanta).


BALANÇOS – Stellantis (Itália), AB Inbev (Bélgica), Ambev, Klabin e Weg divulgam resultados antes da abertura dos mercados. E depois do fechamento: Braskem, C&A, Cosan, CPFL, Kepler Weber, Marfrig, Qualicorp, Ultrapar, Salesforce, PETROBRAS e NVIDIA.


… Confira abaixo no Em tempo… os balanços de ontem à noite!


BOTÃO DE ALERTA – Lá fora, chamou atenção a inesperada queda da confiança do consumidor nos EUA, medida pelo Conference Board, de 105,3 em janeiro (número revisado) para 98,3 em fevereiro, pior declínio desde agosto/2021.


… Após uma onda inicial de otimismo na esteira da vitória eleitoral de Trump, famílias e empresas agora parecem mais cautelosas com as pressões inflacionárias provocadas pelas tarifas e a desaceleração gradual do emprego.


… O apelo defensivo dos investidores em NY derrubou nesta 3ªF os rendimentos da Note de 2 anos (a 4,096%, de 4,176% na véspera), de 10 anos (a 4,289%, de 4,406%) e do T-Bond de 30 anos (a 4,546%, de 4,656%).


… A confiança em baixa nos EUA também enfraqueceu o dólar, com índice DXY em queda de 0,27%, para 106,308 pontos. Subiram o iene (149,00/US$), a libra esterlina (+0,33%, a US$ 1,2673) e o euro (+0,42%, a US$ 1,0519.


… O dólar enfraquecido em escala global zerou a pressão da moeda americana por aqui, que mais cedo havia registrado pico de quase 1% e superado o nível técnico de R$ 5,80 na máxima intraday (R$ 5,8140), de olho no fiscal.


… O alívio no câmbio também contou com apoio da pesquisa de opinião CNT e o dólar fechou estável (-0,03%), a R$ 5,7542.


… Do lado do fluxo, o Bradesco captou mais US$ 250 milhões na reabertura de bonds 2030 à taxa de 6%. Segundo fontes do Broadcast, a demanda alcançou mais do que o dobro e ficou ao redor de US$ 550 milhões.


… Também os juros futuros aproveitaram a nova pesquisa ruim para Lula para devolver prêmio no trecho curto e no miolo da curva do DI, favorecidos ainda pelo IPCA-15 comportado, que apesar da forte aceleração para 1,23%, veio abaixo da mediana (1,37%).


… O DI para Jan/26 caiu a 14,585% (de 14,650% no fechamento anterior) e Jan/27 recuou a 14,475% (de 14,580%). A queda também refletiu as perdas das taxas dos Treasuries, na busca por segurança com a incerteza econômica.


… Já o vencimento do DI para janeiro de 2029 subiu para 14,41%, contra 14,36% no ajuste da véspera, refletindo os riscos fiscais com o notório populismo do governo para salvar a popularidade de Lula.


… Se o Caged bombar hoje pode embaralhar a percepção de que o ritmo de crescimento da economia está esfriando.


… No Ibovespa, Bradesco PN registrou valorização de 1,20%, a R$ 11,77, e ON subiu 0,84%, a R$ 10,78. O setor financeiro avançou em bloco: BB (+1,51%; R$ 28,23), Itaú (+1,01%; R$ 32,85) e Santander (+0,72%; R$ 26,49).


… Anima a perspectiva de que o governo libere o saldo retido do FGTS e estimule o consumo. O bom desempenho dos bancos garantiu alta moderada ao Ibov. Os ganhos foram limitados pelas blue chips das commodities.


… Vale (ON, -0,97%, a R$ 57,07) sentiu o minério de ferro (-2,17%) e Petrobras, à véspera de seu balanço, também não foi poupada pelo petróleo. O Brent para abril caiu forte (-2,43%), cotado a US$ 72,50 por barril na ICE londrina.


… Pesaram a piora do sentimento do consumidor americano e a promessa renovada de Trump de aplicar tarifas ao Canadá e México a partir da próxima semana. Os dois países são os principais fornecedores da commodity aos EUA.


… Além disso, o mercado monitora o andamento nas negociações de paz na Ucrânia, que pode levar à derrubada das sanções ao petróleo russo, ampliando a oferta no mercado. O encontro de Zelensky com Trump causa suspense.


… Petrobras ON registrou -0,86% (R$ 41,62) e Petrobras PN, -0,45% (R$ 37,95), freando o ritmo de ganhos do Ibovespa, que desacelerou a alta para 0,46% no fechamento, aos 125.979,50 pontos, com giro de R$ 21,6 bilhões.


… Nas bolsas em NY, o susto com a maior queda da confiança do consumidor em quase quatro anos manteve baixo o apetite por risco. O Dow Jones subiu só 0,37%, a 43.620,97 pontos, e o S&P 500 cedeu 0,47% (5.955,35 pontos).


… Pior foi o Nasdaq (-1,35%, a 19,026,39 pontos), abalado pelo recuo da Nvidia (-2,80%) antes do balanço e pelo tombo de 8,39% da Tesla, após a montadora registrar queda anualizada de 45% nas vendas na Europa em janeiro.


EM TEMPO… TELEFÔNICA BRASIL registrou lucro líquido de R$ 1,763 bi no 4Tri24, alta de 10,1% sobre o 4Tri23. O Ebitda subiu 7,8%, para R$ 6,199 bilhões, e a receita líquida cresceu 7,7%, para R$ 14,581 bilhões…


… O conselho de administração aprovou a criação de um novo programa de recompra de até 34.676.589 de ações ON. A operação terá início hoje, com término previsto para daqui a um ano.


RD SAÚDE. O lucro ajustado cresceu 34,6% no 4Tri/24, para R$ 381,4 milhões. O Ebitda ajustado somou R$ 677,5 milhões, alta de 10,2% em um ano, e a receita líquida atingiu R$ 10 bilhões, avanço anual de 13,3%.


HYPERA PHARMA informou que o acionista João Alves de Queiroz Filho atingiu participação acionária equivalente a 173.000.000 ações ordinárias. O montante representa aproximadamente 27,31% do capital social da companhia.


ONCOCLÍNICAS informou intenção de adquirir debêntures da 9ª e 11ª emissões de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, de emissão da companhia.


IRB RE registrou lucro líquido de R$ 112,4 milhões no 4Tri/24, salto de 196,9% em um ano.


PETRORECÔNCAVO assinou aditivos aos contratos para venda do petróleo cru produzido pela companhia na Bacia Potiguar junto à Brava Energia. Os aditivos possuem duração de 24 meses, a partir de fevereiro deste ano.


EQUINOR. A petroleira norueguesa informou que o FPSO Bacalhau chegou ao campo homônimo, na Bacia de Santos, no último sábado após dois meses de viagem a partir de Singapura, onde foi integrado e comissionado.


EMBRAER. Conselho decidiu prorrogar por 4 anos a pausa no desenvolvimento do projeto do jato E175-E2.


CAMIL. JPMorgan rebaixou recomendação para ação de overweight (desempenho acima da média do mercado) para underweight (abaixo da média do mercado). O banco também retirou o preço-alvo, que antes era de R$ 12/ação.


GRUPO MATEUS. O BB Investimentos tem recomendação de compra para a empresa, com preço-alvo de R$ 10,40. Banco considerou resultados positivos no 4TRI, com crescimento da receita, margens bruta e Ebitda.


WEG distribuirá R$ 1,269 bi em dividendos, ou R$ 0,3026/ação; ex em 05/3; pagamento em 12/3. A companhia fará aumento de capital de R$ 5 bi com uso de reserva de lucros, sem emissão de novas ações.


CBA registrou prejuízo líquido de R$ 56 milhões no 4Tri24, frente a prejuízo de R$ 586 milhões no 4Tri23. O Ebitda ajustado somou R$ 486 milhões, 377% maior do que foi reportado um ano antes.


BNDES registrou lucro líquido de R$ 26,4 bilhões em 2024, crescimento de 20,5% em relação a 2023. Pelo critério recorrente, que exclui fatores como recuperação de crédito, o resultado foi de R$ 13,2 bilhões, alta de 11,1%.


CAIXA registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,58 bilhões no 4Tri, alta anual de 59,7%. PDD somou R$ 4,672 bilhões, avanço de 7,3% em um ano. Receita com prestação de serviços subiu 10,1%, para R$ 7,387 bilhões…


… Ativos totais somaram R$ 2,030 trilhões no trimestre, alta de 10,9% em um ano.


BANCO BV anunciou que o atual presidente, Gabriel Ferreira, deixará o posto em abril, ao final do mandato. Ele será substituído por Gustavo Sousa, que já foi presidente da Cielo, além de ter passado pela CPFL Renováveis e pelo BB.


DISTRIBUIDORAS. A diretoria da Aneel aprovou, por maioria, o termo para a renovação em 30 anos na concessão de distribuidoras de energia, afetando 19 empresas com contratos a vencer entre 2025 e 2031…


… A primeira é a EDP Espírito Santo Distribuição de Energia, que tem contrato vencendo em 17 de julho deste ano.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!


*com a colaboração da equipe do BDM Online


AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.

Bankinter Portugal Matinal 2602

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Após 4 sessões consecutivas em quedas, Nova Iorque deverá subir HOJE (+0,5%?), porque há algumas razões novas que o apoiam, além da simples contrainércia:

 

(i) Parece que se assinou um acordo para pagar as entregas de armamento à Ucrânia com a extração de terras raras do país a favor dos EUA (via um fundo comum EUA/Ucrânia) e que isso virá acompanhado da intenção/aceitação de tropas de interposição para manter um futuro cessar-fogo; é algo que Trump disse que a Rússia aceitaria, mas a Rússia afirmou não o ter feito. No meio desta confusão de negociações de Trump, o mercado tende para a credulidade e isso favorecerá as bolsas durante as próximas horas.


(ii) O Congresso dos EUA aprovou ontem à noite (217 vs. 215) o plano de corte de impostos por 4,5Bn$ (milhão de milhões) proposto por Trump, que muito provavelmente também será aprovado no Senado. Para que seja concretizável, é preciso cortar a despesa pública em 2Bn$ (milhão de milhões). Ambos (impostos & despesas) abrangem 10 anos.


(iii) Bons resultados e guidances de Danone, E.On e Deutsche Telekom… e também de ASMI, embora tenha caído ontem (ADR) -3%, porque nada do que as tech publicam parece suficiente para o mercado, e tendem a realizar lucros para recomprar depois mais barato. Cuidado, porque algo parecido acontecerá com Nvidia, que publicará hoje após o fecho de Wall S, e já sabemos que o mercado nunca considera suficiente, independentemente do que publique. Embora depois fique sempre tudo bem, porque recupera durante as duas semanas seguintes e até além de onde estava antes da realização de lucros pós-publicação de resultados. É um padrão que se repete e com o qual temos de contar com serenidade. Além disso, parece que os EUA pressionam para que Tokio Electron e ASML abandonem a manutenção das suas equipas para produzir semicondutores na China, o que castigou ontem e castigará os semis durante uns dias. Portanto, alguns resultados corporativos bons, mas não os referidos a semis.


(iv) Mais investimento em Defesa no Reino Unido: até 2,5% s/PIB para 2027 vs. 2,3% atual, com a “ambição” de o elevar até 3% em 2029. Ontem, BAE Systems +4,7%. A nossa Carteira Temática de Defesa +16% em 2025.


CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: Embora hoje suba, é provável que Nova Iorque enfraqueça novamente na quinta-feira, um pouco mais na tecnologia… para talvez recuperar impulso na sexta-feira, quando saírem os dados de inflação (13:30 h) aparentemente suaves na Alemanha (IPC repetir em +2,3%) e EUA (Deflator Consumo PCE: +2,5% vs. +2,6%; Subjacente +2,6% vs. +2,8%). Eses dados poderão permitir que a semana feche com um tom um pouco melhor, alcançando, inclusive, saldos semanais positivos que, até agora, não temos: Wall St -1% e Europa -0,5%. Bund < 2,50% e T-Note < 4,50% permitem que as bolsas se sintam bastante tranquilas, além das realizações de lucros a curto prazo, que continuam a ter sentido após um arranque de 2025 imprudentemente em alta, principalmente na Europa.


S&P500 -0,5% Nq-100 -1,2% SOX -2,3% ES-50 -0,1% IBEX +0,8% VIX 19,4 Bund 2,46% T-Note 4,33% Spread 2A-10A USA=+20pb B10A: ESP 3,13% PT 2,98% FRA 3,19% ITA 3,53% Euribor 12m 2,417% (fut.2,198%) USD 1,0493 JPY 156,9 Ouro 2.909$ Brent 73,2$ WTI 69,1$ Bitcoin -3% (88.874$) Ether +0,1% (2.496$).


FIM

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Hugo Studart

 Passo por aquele fase da vida na qual só me importa amar, beber e rezar. Por essa razão me dá preguiça ler ou escrever sobre as últimas da Janja, do Trump ou do Xandao. O máximo que tenho feito é compartilhar alguns bons textos.


Mais preguiça ainda me dá escrever sobre esse golpe escaladobetico que o Bolsonaro quis protagonizar há dois anos.


Contudo, chamou-me a atenção um comentário de uma grande amiga de há 40 anos, Morbach de Medeiros, que escreveu estar decepcionada comigo por ainda não ter me posicionado sobre o golpe. Por ela, saio do niilismo voluntário. Vamos la:


1) Bolsonaro é um (quase) retardado, um limítrofe, que se acha um "jenio" enviado por Deus, o messias.


2) Sim, Bolsonaro tentou dar o golpe. E não foi apenas uma vez, mas três vezes. 


3) O primeiro delírio foi no início da pandemia; em resposta às Forças Armadas instalaram alguns generais no Palácio para segurar os arroubos do presidente, como esse general Braga Neto, que não cumpriu sua missão.


4) A segunda tentativa foi por ocasião daquelas manifestações monstros de 7 de setembro. Ele colocou 1 milhão de apoiadores nas ruas de Brasília,  SP e Rio. Mas o Estado Maior do Exército lhe avisou que, se fosse para "virar a mesa", prenderia Bolsonaro, os filhos e instalaria o vice Mourão na Presidência,  conforme rege a Constituição. Resultado: o leão virou gatinho e assinou uma carta escrita pelo Temer pedindo desculpas a Alexandre de Moraes, lembram-se?


5) Na terceira tentativa, descortinou-se de vez um borrabotas, covarde e fanfarrão. Fugiu do país e enviou donas de casa e aposentadas para frente dos quartéis. Pior, planejou um golpe com gente tão primária que a única defesa que lhes resta é expor a idiotice coletiva.


6) Leio (com certa fadiga, confesso), que as provas do tal inquérito da PF seriam frágeis. Mas acho que Bolsonaro e sua trupe de trapalhões merecem ir para cadeia sobretudo por serem idiotas. 


7) Quanto à legião de "golpistas terroristas" presos em 8 de outubro, a quase totalidade não passa de inocentes úteis. Há um evidente exagero em manter presos pipoqueiros que aderiram às depredações do patrimônio público, aposentadas ingênuas e, sobretudo, mães de filhos menores que ousaram pinchar com batom a estátua da suposta Justiça.


8) Que prendam o chefe e seus assessores mais próximos. Mas que soltem essas senhoras e os pipoqueiros. Os casos mais graves de depredação, que sejam revistos. O que defendo, em síntese, é a aplicação da tal "dosimetria das penas".


É o que penso.

Agora, peço permissão aos amigos para retornar ao meu niilismo: amar, beber e rezar.


Hugo Studart

BDM Matinal Riscala 2502

 Bom dia mercado.


Terça-feira,25 de Fevereiro de 2025.


Em busca da popularidade perdida, Lula assusta.


… Home Depot divulga balanço antes da abertura das bolsas em NY, mas a maior expectativa é pela Nvidia, a última das Sete Magníficas da temporada, que reporta seus números amanhã. Na B3, segue o calendário com IRB e Vivo entre as empresas. Na agenda dos indicadores, destaque para o índice de confiança do consumidor nos EUA e o IPCA-15 de fevereiro (9h). No mesmo horário, Haddad participa de evento do BTG Pactual. Já Galípolo viaja para o G-20 na Cidade do Cabo, enquanto Diogo Guillen tem encontros fechados com Itaú, BTG e BGC. Investidores também acompanham o leilão de NTN-B, que pressionou as taxas de juro na semana passada com as super ofertas, enquanto o mercado reage ao contra-ataque do governo para enfrentar os níveis de reprovação, com uma série de medidas populares.


… Em busca da popularidade perdida, o presidente Lula usou cadeia de rádio e TV, ontem à noite, para anunciar o pagamento de R$ 1.000 aos jovens do programa Pé de Meia, a partir de hoje, e 100% de gratuidade a todos os remédios da Farmácia Popular.


… A notícia do pronunciamento foi recebida como mais um sinal de que o governo está na batalha para recuperar o apoio da população, e bastou para que dólar e juros futuros ampliassem as altas e o Ibovespa fosse às mínimas nesta 2ªF (abaixo).


… A cautela com o cenário fiscal foi reforçada ainda pela informação de que uma Medida Provisória vai liberar o FGTS aos trabalhadores demitidos que já aderiram à modalidade de saque-aniversário, além da expectativa de um Caged forte amanhã.


… A mediana das estimativas apurada pelo Broadcast aponta para a criação de 50.500 mil vagas com carteira assinada em janeiro, em uma recuperação do ritmo de contratações em relação a dezembro, quando houve saldo negativo de 535.547 mil vagas.


… Mas o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, antecipou um resultado que é mais que o dobro dessa projeção, “mais de 100 mil empregos”, o que esvazia as chances de um esfriamento do mercado de trabalho, que poderia abreviar o ciclo de alta da taxa Selic.


… Outra questão que entra nesse combo de popularidade é a reapresentação do projeto Auxílio Gás ao Congresso, prevista para logo após os feriados do Carnaval. Segundo apurou a Agência Estado, o tema já entrou no radar da equipe técnica do TCU.


… Lula prometeu entregar “gás de graça” a 22 milhões de famílias, mas o programa não tem previsão no Orçamento, assim como o Pé de Meia, que chegou a ser alvo de medida cautelar do TCU com bloqueio de recursos, posteriormente revista.


… A ampliação do Auxílio Gás de 5,42 milhões de famílias para mais de 20 milhões de famílias até o final de 2025 tem um custo estimado de R$ 13,6 bilhões. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) foi enviado ao Congresso com R$ 600 milhões para o programa.


… O projeto inicial prevê desconto mínimo de 50% no preço do botijão e estabelece que empresas de petróleo repassem diretamente à Caixa Econômica Federal valores equivalentes a receitas de comercialização da venda do excedente em óleo do pré-sal.


… Com isso, os repasses seriam deduzidos das obrigações das empresas com a União, o que na prática implica numa redução de receita. O ministro Fernando Haddad já disse que a Fazenda está ajustando a proposta com uma nova sistemática.


… Também para depois do Carnaval é esperada a Medida Provisória que melhora o acesso ao crédito consignado privado. A ideia é ampliar para qualquer pessoa o benefício hoje restrito a aposentados, funcionários públicos e parte pequena dos trabalhadores privados.


… Segundo Haddad, a taxa do novo produto poderá cair, com o tempo, a menos da metade dos juros cobrados na linha de crédito direto ao consumidor, atualmente em mais de 5%. O ministro voltou a defender a iniciativa em evento na B3, nesta 2ªF.


… Questionado sobre o ruído da hora, Haddad disse que não há no radar, “neste momento”, outros setores que poderão receber o crédito extraordinário, como a liberação por MP de R$ 4,178 bilhões para o Plano Safra, que entra em vigor hoje.


… O ministro manifestou confiança na aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) após o Carnaval, enquanto o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, admitiu que pode ser necessário um “rebalanço” das receitas e despesas para ajustar o orçamento de 2025.


… O mercado, que andou festejando a queda de popularidade de Lula, já sabia que esse viés populista era um risco provável, que tende a pressionar a inflação, à medida que injeta mais dinheiro na economia, exigindo juros mais elevados e por mais tempo.


IPCA-15 – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 deve acelerar a 1,37% em fevereiro (mediana), após alta de 0,11% em janeiro. As projeções vão de 0,56% a 1,53%. Para a inflação em 12 meses, a mediana indica aceleração de 4,50% para 5,11%.


… A devolução do bônus de Itaipu na tarifa de energia elétrica deve contribuir para a alta do IPCA-15, segundo economistas consultados pelo Projeções Broadcast, após dois meses de queda com o desconto na conta de luz.


… Nos cálculos da XP Investimentos, o grupo Habitação deve sair de deflação de 3,43% para alta de 4,13%. A energia elétrica residencial deve disparar 17,44%. Também Educação, com as matrículas escolares, e Transportes vão pressionar o IPCA-15.


… No caso dos Transportes, a alta virá do reajuste do ICMS em combustíveis e do aumento do etanol, que respinga na gasolina.


… Em contrapartida, a expectativa é de desaceleração em Alimentação e bebidas, influenciada por carnes, batata e arroz.


… O mercado prevê ainda desaceleração da média dos núcleos, de 0,66% para 0,61% (mediana), com recuo dos preços livres (0,82% para 0,79%), alimentação no domicílio (1,10% para 0,82%), bens industriais (0,59% para 0,47%) e serviços subjacentes (0,96% para 0,58%).


… Já os preços administrados devem saltar de -1,92% para 3,09% e os serviços, subir de 0,85% para 0,98%.


A PORTAS FECHADAS – É uma prática legal, mas que muita gente no mercado não gosta, especialmente quem fica de fora.


… Enquanto Galípolo viaja para o G-20, o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, terá nesta manhã três audiências fechadas com economistas do Itaú (9h às 9h45), da BTG Pactual Corretora (10h às 10h45) e da BGC Liquidez DTVM (11h às 11h45).


… O leilão do Tesouro (11h) terá ofertas de LFT para 1/3/2029 e 1/3/2031 e de NTN-B para 15/8/2028, 15/8,2032 e 15/5/2045.


MAIS AGENDA – Antes do IPCA-15, à primeira hora do dia (5h) sai a prévia do IPC-Fipe.


… Lula participa de evento (11h) no Planalto com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, cotada para sair.


BALANÇOS – CBA, IRB Re, RD Saúde, Vivo e Rede D´Or soltam resultados após o fechamento. Antes da abertura, tem Marcopolo.


NOS EUA – A confiança do consumidor do Conference Board sai às 12h, com previsão de recuo para 103,0 em fevereiro, após 104,1 em janeiro. Três membros do Fed falam: Lorie Logan (6h20), Michael Barr (13h45) e Tom Barkin (15h).


… Nesta 2ªF, o Fed boy Austan Goolsbee foi mais um a dizer que o BC americano não precisa ter pressa para cortar o juro. Para ele, é necessário “tirar um pouco da poeira do ar” em relação às políticas de Trump antes de voltar a flexibilizar.


CHINA HOJE – O BC manteve a taxa da linha de empréstimo de médio prazo (MLF) de 1 ano inalterada em 2%.


MERCADO ENVIA SINAIS – Dando a medida do estresse com o risco de populismo fiscal e as pressões inflacionárias, o dólar operou descolado do exterior e fechou na máxima, a curva do DI abriu e o Ibov perdeu os 126 mil pontos.


… Não deu para segurar a onda com os riscos em série no radar: suspense com o pronunciamento de Lula, Auxílio-Gás, liberação do FGTS, relatos de Caged aquecido e nova piora das expectativas de inflação no boletim Focus.


… Com tantas bombas para administrar, o dólar engatou alta na reta final do pregão e voltou à faixa de R$ 5,75 no fechamento dos negócios, cotado a R$ 5,7560 (+0,44%), pico do dia, destoando da apatia do câmbio lá fora.


… À espera da agenda importante da semana em NY (PCE e PIB), o índice DXY fechou estável, a 106,596 pontos. O euro não saiu do zero a zero (+0,09%), a US$ 1,0471, avaliando a vitória da aliança conservadora na Alemanha.


… Também a libra praticamente não oscilou (-0,06%), a US$ 1,2628. O iene realizou lucro e caiu a 149,75/US$.


… A percepção de que o governo Lula vai liberar gastos para melhorar o seu capital político não caiu bem nos juros futuros, que ainda incorporaram prêmio de risco com o estresse adicional das expectativas desancoradas da inflação.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 avançava para 14,650% (contra 14,515% no pregão anterior); Jan/27, a 14,580% (de 14,375%); Jan/29, a 14,470% (de 14,295%); Jan/31, a 14,560% (14,390%); e Jan/33, 14,590% (14,410%).


… No Focus, as apostas para o IPCA continuam rodando altas. A mediana para o indicador deste ano subiu de 5,60% para 5,65% – 1,15 ponto porcentual acima do teto da meta do BC, de 4,50%. Foi a 19ª semana seguida de elevação.


… Para 2026, houve avanço de 4,35% para 4,40%. O horizonte relevante da política monetária é o 3Tri do ano que vem, quando o Copom espera que a inflação esteja em 4,0%, considerando o cenário de referência do BC.


… No boletim, a estimativa para a Selic em 2025 permaneceu inalterada em 15,00%, mas, pela primeira vez em quatro meses, o mercado diminuiu a projeção da taxa básica no fim do ciclo de aperto, de 15,25% para 15%.


… O movimento coincide com as evidências de que o ritmo de atividade econômica pode estar esfriando. 


… Assustado pelos riscos de gastança do governo para estancar o desgaste de popularidade, o Ibovespa (-1,36%) voltou ao nível dos 125 mil pontos (125.401,38 pontos), com só dez ações em alta. O volume somou R$ 19,1 bilhões.


… Abaladas pelo avanço dos juros futuros, Azzas (-7,45%; R$ 28,69), Vamos (-6,93%; R$ 4,30) e MRV (-6,79%; R$ 5,35) se destacaram no ranking negativo. Ainda as blue chips das commodities e do setor financeiro não foram bem.


… Em linha com o minério de ferro (-0,77%), Vale caiu 0,91%, a R$ 57,63, sem conseguir repercutir positivamente a notícia de que reabriria a emissão feita originalmente em junho do ano passado pela subsidiária Vale Overseas.


… Fontes do mercado indicaram que a companhia captou US$ 750 milhões com a reabertura de bonds que vencem em 2054. A demanda teria chegado a US$ 2,6 bilhões e os papéis teriam saído com rendimento (yield) de 6,458%.


… À espera de seu balanço, amanhã à noite, e em meio ao cenário de aversão a risco desta 2ªF, Petrobras ON registrou -0,66% (R$ 41,98) e Petrobras PN, -0,70% (R$ 38,12), operando na contramão do petróleo.


… O Brent para abril avançou 0,35%, a US$ 74,31, após ataques de drones ucranianos a uma refinaria na Rússia. Além disso, o mercado monitora os planos da Opep+, que pretende retomar gradualmente a oferta a partir de abril.


… A alta do barril foi limitada, no entanto, pela notícia de aproximação de Trump com a Europa para buscar uma solução para a guerra entre Rússia e Ucrânia, após um encontro com Emmanuel Macron na Casa Branca.


… Na noite de ontem, o presidente francês afirmou que uma trégua pode acontecer nas próximas semanas.


… Entre os bancos no Ibov, a queda foi praticamente generalizada. Só Santander (+0,57%; R$ 26,30) escapou. Bradesco PN caiu 1,77% (R$ 11,63), Bradesco ON, -1,75% (R$ 10,69); BB, -0,61% (R$ 27,81); e Itaú, -0,55% (R$ 32,52).


… Em NY, bateu uma insegurança na Nvidia (-3%) antes do balanço, derrubando o Nasdaq (-1,21%; 19.286,92 pontos). O S&P 500 caiu menos (-0,50%; 5.983,25 pontos) e o Dow Jones fechou estável (+0,08%; 43.461,21 pontos).


… Sem querer arriscar antes do PCE e do PIB, o mercado manteve posições defensivas nos Treasuries. O juro da Note de dois anos recuou a 4,173%, de 4,193% no pregão anterior, e o de 10 anos caiu para 4,400%, de 4,426%.


EM TEMPO… As principais agências de rating avaliam que a reabertura da emissão de títulos pela VALE OVERSEAS LIMITED, subsidiária no exterior da mineradora, tem efeito neutro para a alavancagem da controladora.


PETROBRAS informou que recebeu ofício do Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro-RJ) informando sobre greve de 24h na 4ªF dos empregados administrativos contra o aumento no número de dias de trabalho presencial.


ALPARGATAS registrou lucro líquido de R$ 2,1 milhões no 4Tri, revertendo prejuízo de R$ 1,6 bi um ano antes. O Ebitda ajustado caiu 46,5%, para R$ 36 milhões. A empresa distribuirá R$ 68,720 mi em dividendos e JCP; ex na 6ªF…


… Em dividendos, serão R$ 0,0241 por ON e R$ 0,0266 por PN. Em JCP, R$ 0,0725 por ON e R$ 0,0798 por PN.


MRV. O prejuízo líquido consolidado e ajustado de R$ 153,7 milhões no 4Tri contrariou as expectativas no Broadcast de lucro líquido de R$ 9,1 milhões no período. Já a receita líquida consolidada, de R$ 2,376 bilhões, veio em linha.


ISA ENERGIA registrou lucro líquido de R$ 810,1 milhões no 4Tri, queda de 10,0% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Em 12 meses, a empresa alcançou lucro de R$ 2,076 bilhões, elevação de 6,9%.


VIBRA ENERGIA registrou lucro líquido de R$ 510 milhões no 4Tri, queda de 84,5% na comparação anual. O Ebitda ajustado somou R$ 1,3 bilhão, recuo de 43,9% contra mesmo período de 2023…


… O conselho de administração aprovou a distribuição de remuneração antecipada aos acionistas, sob a forma de JCP, no montante bruto de R$ 350 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 0,3140 por ação. Ex dia 24/3.


AUREN registrou prejuízo líquido de R$ 363,6 milhões no 4TRI, revertendo lucro de um ano antes. O Ebitda ajustado somou R$ 889,8 milhões, queda anual de 12,7%.


ENGIE fará a sua 14ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no montante de R$ 2 bilhões.


COSAN adiou a divulgação do balanço de amanhã para o dia 10 de março.


EMBRAER. A subsidiária indireta Embraer Netherlands Finance B.V. fará em 24/3 o resgate integral das notas com remuneração de 5,400% e vencimento em 2027.


AZUL. Santander informou ter recomendação neutra para a empresa, com preço-alvo de R$ 6. A aérea reportou resultados do 4Tri em linha com as expectativas do banco. Ebitda veio quase igual à estimativa de consenso.


TIM. O conselho de administração propôs grupamento de ações de 100 para 1 e desdobramento de 1 para 100.


3TENTOS. O lucro recuou 22,6% no 4Tri, para R$ 135,9 milhões. O Ebitda ajustado saltou 90,4%, para R$ 410,3 milhões, e a receita líquida cresceu 27,2%, para R$ 410,3 bilhões.


ELDORADO CELULOSE. O Cade deve julgar amanhã a medida preventiva que proibiu a Paper Excellence de exercer seus direitos políticos na controlada da holding J&F, segundo fontes do Broadcast.

Bankinter Portugal Matinal 2502

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem, o otimismo alemão pós-eleitoral traduziu-se apenas em uma modesta subida da bolsa alemã (+0,6%), insuficiente para colocar

a Europa em positivo (-0,4%) e que passou despercebida em Nova Iorque, onde continua o reajuste em baixa (3 sessões consecutivas em queda, exceto SOX/semis (2)), deixando o seu YTD em apenas +1,7%... que tem bastante mais sentido do que o ainda +11,4% da bolsa europeia. Insistimos que o arranque do ano europeu foi irresponsavelmente em baixa, mas esperamos estar errados desta vez.

 

HOJE: não sai nenhuma referência forte e, após 3 dias consecutivas de quedas em Wall St., o padrão clássico dita que deverá reagir um pouco em alta. Se não conseguir, poderá significar que algo com alguma relevância se passa. Mas não parece que vá subir. Irá tentar, mas pensamos

que não conseguirá. E o que provavelmente impedirá será a espera dos resultados de Nvidia de amanhã. Sabemos que, independentemente do que publique (EPS 0,844$; +63%) e transmita, parecerá sempre insuficiente ao mercado. Portanto, cuidado com este assunto tão previsível, porque pode prolongar o enfraquecimento de Nova Iorque e preocupar um pouco. Até quinta-feira, inclusive, pelo menos. Porque na sexta-feira poderá melhorar e, por fim, subir um pouco, porque serão publicadas inflações que parecem suavizar-se: IPC alemão (repetir em +2,3%) e Deflator Consumo PCE nos EUA (+2,5% vs. +2,6%; Subjacente +2,6% vs. +2,8%).   


Por fim, mas apenas como curiosidade e para vos manter a par de tudo, porque não moverão o mercado a não ser devido a surpresas bruscas, HOJE temos, às 10 h, na UE, Salários Negociados em convénios 4T’24 (+5,4% 3T; dado importante para o BCE); às 15 h, Confiança do Consumidor EUA fraca (102,5 vs. 104,1) e falam bastantes banqueiros centrais: às 09:20 h Logan (Fed) e às 13 h Schnabel (BCE), ambas sobre tamanho dos balanços dos bancos centrais; às 16:45 h, Barr (Fed. Supervisão, mas está de saída) sobre estabilidade financeira; 18 h, Barkin (Fed Richmond) sobre inflação. 

 

CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: Improvável que consiga subir antes de sexta-feira. Hoje irá tentar, mas não resultará. Se subisse, seria milímetros e mais em Nova Iorque. Estamos em dias de reajuste em baixa em forma de ajuste, porque o arranque de 2025 foi demasiado generoso na Europa. As criptos sofrem seriamente e isso apoia o nosso ceticismo sobre um mercado bastante autocomplacente com os riscos abertos. O bom é que as yields das obrigações aguentam abaixo de níveis que consideramos fundamentais para que as avaliações não se tornem desconfortáveis: Bund < 2,50% e T-Note < 4,50%.

 

S&P500-0,5% Nq-100 -1,2% SOX -2,6% ES-50 -0,4% IBEX +0,5% VIX 19,0 Bund 2,49% T-Note 4,38% Spread 2A-10A USA=+23pb B10A: ESP 3,16% PT 3,04% FRA 3,22% ITA 3,56%Euribor 12m 2,431% (fut.2,235%) USD 1,047 JPY 156,8 Ouro 2.935$ Brent 75,1$ WTI 71,1$ Bitcoin -4,4% (91.467$) Ether -8,6% (2.496$).

 

FIM

BDM Matinal Riscala

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