Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O país faz fronteira com a gente, já recebemos milhares de refugiados relatando os horrores da ditadura de Nicolas Maduro, com milhares de perseguidos políticos, com uma eleição fraudada diante dos olhos do mundo, o que mais precisaria acontecer na Venezuela para que tomássemos uma atitude e ajudássemos nossos irmãos latinos?
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Paulo Cursino
Trump implodiu plano de Lula
Batista, Vorcaro e o petróleo: Trump implodiu o plano de Lula para 2026
Por Paula Sousa
Se você achava que o Brasil era o país da criatividade, precisa ver como o pessoal do "amor" se superou. Eles conseguiram transformar a ditadura vizinha em um cofre particular, mas esqueceram de combinar com o "xerife" lá no Norte.
Eu juro que tentei focar nos escândalos nacionais, mas os irmãos Batista e o senhor Daniel Vorcaro simplesmente não colaboram. Quando a gente acha que vai focar aqui, as notícias nos puxam para Caracas. E não sou eu quem está inventando: as colunas de Lauro Jardim de hoje escancaram o tamanho da "coincidência".
A dança dos bilhões: O ano mágico de 2024
Imagine que você é um empresário de sucesso. Onde investiria seu suado dinheirinho? Se você for do "círculo íntimo", corre para a Venezuela. Foi exatamente o que fizeram Joesley Batista e Daniel Vorcaro em 2024. A matéria do jornalista Lauro Jardim desta segunda-feira: "Joesley Batista e seus poços de petróleo na Venezuela: sob segredo" , revela que a J&F já é dona de poços por lá. E o Vorcaro? Outra nota de Jardim, "Vorcaro e o petróleo na Venezuela" , confirma que o ex-banqueiro tornou-se sócio de poços onde já foram investidos 150 milhões de dólares.
O mais engraçado é o mistério. O Itamaraty colocou sigilo de 5 anos nos telegramas diplomáticos sobre os negócios da J&F na Venezuela. Ué? Se é tudo legítimo, por que esconder? Lula não havia prometido em 2022 que acabaria com os sigilos?
Banco Master: O Novo Queridinho do Planalto
Precisamos falar sobre como o Banco Master, de Vorcaro, se tornou o fenômeno da natureza no governo Lula 3. De um banco discreto, ele saltou para o centro do tabuleiro. O Master se especializou em comprar precatórios — aquelas dívidas que o governo "coincidentemente" decidiu pagar com uma urgência nunca antes vista.
A tese de Lauro Jardim é que o Master não é apenas um banco; é a engrenagem que lubrifica o fluxo entre o orçamento público brasileiro e as "investidas" na Venezuela. O banco cresce, o governo paga precatórios, e o dinheiro flui para os poços venezuelanos. Uma simbiose perfeita.
A evolução da espécie (dos esquemas)
Lula é um visionário. No Lula 1, tivemos o Mensalão (amador). No Lula 2, o Petrolão (estatais). Agora, no Lula 3, atingiram o ápice: o Esquema Transnacional. Por que roubar aqui, onde a justiça bisbilhota, se você pode mandar o dinheiro para a Venezuela via "investimento em petróleo"?
O plano era genial: manda os dólares para o Maduro e o ditador camarada guarda tudo. Quando chegar 2026, esse dinheiro volta "limpinho" para financiar campanhas. A Venezuela não era um país; era o "Banco Central do Foro de São Paulo".
O petróleo que ninguém quer (e o Trump levou)
Mas tem um detalhe técnico: o petróleo da Venezuela é uma porcaria. É extra pesado, viscoso e cheio de metais. Custa entre 70 dólares por barril para extrair. Com o preço de mercado caindo, esse negócio não dá lucro comercial! Então, por que Joesley e Vorcaro colocariam milhões lá? Se não é pelo lucro, é pelo esquema. Ninguém investe 150 milhões de dólares em asfalto líquido se não houver um objetivo político por trás.
O pesadelo americano de Joesley Batista
Aqui o bicho pega para o Joesley. Ao investir em poços que podem ter sido confiscados de empresas americanas no passado, ele entrou em um campo minado. A justiça americana, sob Trump, vê isso como financiamento de ditadura. Se ficar provado que ele usou o sistema financeiro para sustentar o esquema Maduro-Lula, Joesley pode ver seus ativos congelados e encarar o FBI. Por isso a pressa dele em ir a Caracas tentar convencer Maduro a renunciar; foi tentativa de apagar o rastro antes que o xerife chegasse.
A "implosão" do plano de 2026
A prisão de Maduro explodiu o cofre. A análise da CNN também desta segunda-feira fala sobre a "Crise na Venezuela implode plano de Lula para largada de 2026" acerta em cheio: o problema não é só a imagem de "amigo de ditador", é que o fluxo financeiro secou. Sem o dinheiro guardado em Caracas, Lula perde o poder de "incentivo" junto ao Congresso.
A agenda de "entregas" para a eleição travou porque o dinheiro está bloqueado pelo fator Trump. Imagine o Maduro fazendo uma delação premiada em New York... se ele contar como o dinheiro do petróleo financiava o projeto de poder do PT, não haverá sigilo de 100 anos que salve o Planalto.
Enquanto a maioria dos brasileiros se preocupa com o fim do relacionamento de subcelebridades do Instagram, a elite do "capitalismo de compadrio" joga xadrez com o nosso futuro. Defendem a Amazônia aqui, mas investem em óleo sujo em ditadura vizinha. A soberania que defendem nunca foi do povo venezuelano; era a soberania do esquema. Agora, o vidro da redoma quebrou.
(Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 6/1/2026)
Wilson Gomes, FSP
O ótimo professor Wilson Gomes alerta a esquerda do óbvio ululante, mas não adianta, só leem a mídia petista.
Philipp Heimberger
Nosso artigo sobre os efeitos macroeconômicos do investimento público nos 27 Estados-membros da UE já foi publicado na "Applied Economics Letters" (em conjunto com Cara Dabrowski ). Apresentamos novas evidências de que choques de investimento público (a) têm efeitos favoráveis sobre a produção (multiplicadores de investimento >1) e o desemprego no curto e médio prazo; (b) não excluir o investimento privado; e (c) não colocar em risco a sustentabilidade da dívida pública.
Link para o artigo: https://lnkd.in/dtdracCS
Versão de acesso livre: https://lnkd.in/dT4uA3rQ
FÁBIO ALVES: O ‘PAYROLL’ E A PRECIFICAÇÃO DO FOMC DE JANEIRO
Será que o relatório de emprego de dezembro (“payrolls”), que será divulgado na próxima sexta-feira, poderá influenciar a decisão sobre a taxa de juros nos Estados Unidos na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), marcada para os dias 27 e 28 deste mês? No encerramento da semana passada, a precificação da curva de juros estava indicando uma probabilidade de quase 83% de que o Federa Reserve (Fed) irá manter a taxa básica inalterada na reunião do Fomc deste mês. Ou seja, seria preciso uma surpresa muito grande nos dados para fazer o mercado alterar essa precificação e também para influenciar a opinião dos membros votantes do Fomc. “Ninguém deveria ter muita confiança nas suas estimativas [para o ‘payroll’ de dezembro] dada a baixa qualidade dos dados”, diz o chefe de economia para mercados de capitais do Scotiabank, Derek Holt. Ele prevê a criação de apenas 25 mil vagas de trabalho nos EUA em dezembro, com uma taxa de desemprego cedendo para 4,5%. O consenso das estimativas do mercado é para a geração de 53 mil vagas de trabalho, com uma taxa de desemprego de 4,5%. É bom lembrar que a grande surpresa do “payroll” de novembro foi a subida da taxa de desemprego de 4,4% para 4,6%. Isso ocorreu muito em razão das distorções provocadas pelo “shutdown”, ou paralisação da máquina federal americana, quando o governo afastou temporariamente um grande número de servidores. Em novembro, foram criadas 64 mil vagas de trabalho nos EUA, com o ganho salarial médio por hora avançando apenas 0,1% na margem. O economista para EUA do banco JPMorgan, Michael Feroli, observa que se o mercado de trabalho voltar a apertar, com a melhora dos dados, o Fed poderá deixar a taxa de juros inalterada por um período prolongado. “A ata da reunião do Fomc de dezembro já mostrou um Comitê inlciando nessa direção”, observou Feroli, em nota a clientes. “Naquela reunião, os membros do Fomc ainda não tinham visto a alta recente na taxa de desemprego, mas eles provavelmente estavam esperando isso baseado nas suas discussões sobre os dados do mercado de trabalho no setor privado”. A projeção de Feroli é de uma criação de 75 mil vagas de trabalho em dezembro, com a taxa de desemprego mantendo-se em 4,6%. “Será preciso uma taxa de desemprego sólida de 4,6% para convencer o Fomc a cortar de novo os juros”, acrescentou Feroli. A aposta dele é ainda de um corte de juros na reunião do Fomc de janeiro. Mas ele admite que essa aposta é bastante incerta, ou “a close call”, como ele escreveu no seu relatório. “Mas se o Fed pausar em janeiro e o mercado de trabalho começar a apertar de novo no início deste ano, então há um risco material de que o Fed não irá mais cortar os juros em 2026”, disse Feroli. Na ponta mais otimista em relação aos resultados do “payroll” de dezembro está o economista-chefe para EUA da Jefferies, Thomas Simons. Ele prevê a criação de 155 mil vagas de trabalho em dezembro, com a taxa de desemprego recuando para 4,3%. Por ora, seria muito difícil imaginar uma mudança nos “calls” oficiais de economistas de bancos e também na precificação do mercado em razão da divulgação do “payroll” de dezembro. Mesmo uma surpresa nos dados será recebida com certo ceticismo, diante do que aconteceu com a coleta das informações por causa do “shutdown”. Restará para medir a temperatura qualquer avaliação, ou declaração, dos dirigentes do Fed sobre o “payroll” de dezembro. A ver. (fabio.alves@estadao.com) Fábio Alves é jornalista da Broadcast
Bco Master
😱 *Cláusula do FGC previa suspensão de socorro ao Master em caso de investigação*
Em documento enviado ao TCU, Banco Central aponta "crise aguda de liquidez" da instituição
Uma cláusula considerada padrão em contratos de crédito de alto risco acabou se tornando peça-chave no colapso do Banco Master. O contrato de empréstimo emergencial firmado entre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a instituição previa a suspensão imediata do socorro financeiro caso o banco ou seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro, se tornassem alvo de investigações da Polícia Federal ou do Ministério Público Federal. A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo O Globo.
O dispositivo contratual, descrito por especialistas como uma ferramenta clássica de gestão de risco, permitia ao FGC interromper o apoio em um cenário de deterioração relevante do perfil de crédito do tomador.
A existência dessa salvaguarda ganhou relevância diante da escalada de eventos que, em poucos meses, tornaram insustentável a situação financeira do Master e culminaram na decretação de sua liquidação pelo Banco Central (BC), em novembro de 2025.
Em maio de 2025, segundo apuraram as reportagens, o FGC concedeu ao Master um empréstimo emergencial de R$ 4 bilhões para permitir o pagamento de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), em um momento em que o banco já enfrentava sérios problemas de liquidez e não conseguia realizar novas captações desde março. No mesmo período, o Banco Regional de Brasília (BRB) anunciou a compra de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Master, por R$ 2 bilhões.
https://iclnoticias.com.br/economia/clausula-fgc-suspensao-socorro-master/
Abertura 0701
*Abertura: ameaça de Trump à Groenlândia reforça cautela antes de dados de emprego dos EUA*
Por Maria Regina Silva e Luciana Xavier*
OVERVIEW. O foco hoje fica em dados de atividade dos Estados Unidos, em dia de agenda escassa no Brasil. Serão informadas a pesquisa ADP de emprego no setor privado e o relatório Jolts sobre vagas criadas, além do PMI/ISM de serviços. No início da noite, a vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, participa de evento.
NO EXTERIOR. Após recordes na véspera das bolsas, os índices futuros de ações em Nova York, rondam a estabilidade nesta manhã. Na mesma linha estão os rendimentos do Treasuries e o dólar. Na Europa, as bolsas exibem sinais distintos, em meio da dados da região como queda nas vendas do varejo alemão e CPI da zona do euro de dezembro, que voltou á meta do Banco Central Europeu, além monitorarem persistentes ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a Groenlândia. Investidores aguardam a divulgação da pesquisa da ADP sobre criação de vagas no mercado de trabalho privado, o relatório Jolts de emprego e o PMI de serviços medido pelo ISM, no momento de sinais de manutenção dos juros pelo Fed na reunião no final deste mês. Já o petróleo amplia perdas, ainda sob influência de comentário de Trump de que "autoridades interinas da Venezuela vão entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA". Ficam no foco a Chevron Corp. e o grupo de private equity Quantum Energy Partners. Há relatos de que reunirão para lançar oferta conjunta pelos ativos internacionais da petrolífera russa Lukoil, que está sob sanções.
POR AQUI. O viés negativo dos índices de ações no pré-mercado de Nova York pode estimular correção do Ibovespa, após fechar ontem no segundo maior nível de fechamento da história. Também entra como fator de baixa o recuo de cerca de 1,5% nas cotações do petróleo, embora a alta de 4% do minério, impulsionada por relatos de estímulo à economia por parte de Pequim, sirva como contraponto. Nesta manhã, os ADRs da Vale e o EWZ, principal fundo de índice (ETF) brasileiro negociado em Nova York, têm viés de queda, enquanto os ADRs da Petrobras subiam 0,52% às 7h13. Na falta de novos catalisadores, os juros futuros ficam à mercê do comportamento dos rendimentos dos Treasuries e do câmbio, que pode se ajustar depois de ter emendado o quarto pregão consecutivo na véspera, antes das divulgações dos indicadores de hoje nos EUA.
NA POLÍTICA. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) deve protocolar o requerimento de instauração de uma CPMI para apurar fraudes atribuídas ao Banco Master já na abertura dos trabalhos do Congresso, no dia 2 de fevereiro. O presidente Lula corre para encontrar um nome para substituir Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, que deve deixar o posto nesta semana. Um dos cotados é Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. Um relatório médico elaborado pela PF e encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava consciente, após sofrer uma queda durante na cela onde está custodiado, em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou que pretende anunciar antes da eleição quem será seu ministro da Economia, caso seja eleito. Ele disse ainda que o irmão Eduardo Bolsonaro - deputado cassado - poderia cuidar das relações internacionais na sua gestão.
AGENDA.
ADP, JOLTS E BOWMAN DO FED SÃO DESTAQUE - Nos EUA saem a pesquisa ADP do mercado de trabalho privado (10h15) e o Relatório Jolts de abertura de vagas no país (12h). O ISM informa o PMI de serviços relativo a dezembro (12h). A vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman, discursa em evento (18h10). No Brasil, o Banco Central divulga o fluxo cambial semanal (14h30). O presidente Lula participa de eventos em Brasília sobre hospitais e assina contrato empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento, NDB, dos Brics.
O QUE SABEMOS.
EMBRAER - A fabricante de aviões informou que entregou 91 aeronaves no quarto trimestre de 2025, alta de 46,7% em relação ao terceiro trimestre e de 21,3% ante igual período de 2024, quando foram entregues 62 e 75 unidades, respectivamente. No acumulado de 2025, a fabricante entregou 244 aeronaves nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva e Defesa & Segurança, acima das 206 unidades do ano anterior. Na Aviação Comercial, foram 32 novos jatos no quarto trimestre, sendo 15 do modelo E195-E2. No ano, o segmento somou 78 entregas, em linha com o guidance de 77 a 85 aeronaves. A Aviação Executiva registrou 53 entregas no trimestre, com destaque para o Phenom 300, responsável por 23 unidades, e fechou o ano com 155 jatos, no teto das estimativas. Em Defesa & Segurança, a empresa entregou seis aeronaves no trimestre e 11 no ano.
EM TESE: As entregas acima do ano anterior reforçam execução operacional sólida da Embraer, o que pode favorecer hoje as ações da empresa. O resultado sustenta receitas e caixa, enquanto Defesa mantém contribuição estável, apoiando a percepção positiva do mercado. Para o Citi, a Embraer apresentou um "forte" quarto trimestre de entregas de aeronaves, estabelecendo um recorde trimestral, o que reforça, na visão do banco, potencial de crescimento da produção para este ano. O Citi tem recomendação de compra para Embraer e preço-alvo de US$ 77, visando um retorno de 11% em relação ao fechamento desta terça-feira, na Bolsa de Nova York (Nyse).
FUNDOS - A indústria de fundos encerrou 2025 com captação líquida de R$ 88,4 bilhões, segundo dados da Anbima. O patrimônio líquido alcançou R$ 10,7 trilhões, alta de 16,3% em relação a 2024, quando somava cerca de R$ 9,2 trilhões. Apesar do crescimento do estoque, as entradas recuaram aproximadamente 27% frente a 2024, que registrou R$ 121,3 bilhões. No ano, os maiores resgates ocorreram em fundos multimercados, com saída de R$ 58,8 bilhões, e em fundos de ações, com R$ 54,4 bilhões, seguidos por previdência e cambial. Na ponta positiva, a renda fixa liderou, com captação de R$ 84,2 bilhões, além de fundos de investimento em participações, fundos de direitos creditórios, fundos de índice e fundos ligados ao agronegócio. Em dezembro, houve resgate líquido de R$ 66,7 bilhões, puxado pela renda fixa.
EM TESE: Os números da Anbima indicam crescimento do patrimônio, sustentado por juros altos, mas perda de fôlego na captação. A migração para renda fixa e fundos estruturados reforça o viés conservador, enquanto os resgates em ações e multimercados mostram menor apetite a risco.
OVERNIGHT.
TCU/BANCO MASTER - A presidência do Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhou uma mensagem aos demais ministros avaliando que a Corte de Contas estaria sob ataque e reforçando que nenhum órgão pode ficar livre do controle externo, de acordo com fontes internas da instituição. A mensagem atribuída ao presidente, Vital do Rêgo, vem após a repercussão sobre o caso Master. As informações foram primeiramente publicadas pela CNN Brasil e confirmadas pela Broadcast. Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
BC NA MIRA - Instituições e autoridades envolvidas na liquidação do Banco Master foram alvo de uma série de ataques nas redes sociais pouco antes da virada do ano. A ofensiva, concentrada em um período de 36 horas, utilizou contas conhecidas por promover celebridades para questionar a credibilidade de órgãos como o Banco Central e a Febraban em relação ao processo, que está agora sob o escrutínio do Tribunal de Contas da União (TCU).
BRASIL/VENEZUELA - O Brasil teve superávit comercial de US$ 489 milhões com a Venezuela em 2025, segundo a Secex/Mdic. Nos últimos anos, o maior superávit que o Brasil teve com o país vizinho foi em 2015, com saldo de US$ 2,3 bilhões. Desde então, o resultado de exportações e importações, sempre favorável ao Brasil, não ultrapassou a barreira de US$ 1 bilhão.
AZUL - A empresa informou na noite de ontem que concluiu a oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias e preferenciais, no âmbito da sua reestruturação financeira nos Estados Unidos, com a oferta totalizando R$ 7,441 bilhões. Assim, o novo capital social da companhia é de R$ 14.573.410.376,60.
TOTVS - O conselho de administração da Totvs aprovou a sexta emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, no valor de R$ 3 bilhões. Os recursos líquidos obtidos com emissão serão integralmente utilizados para a aquisição da totalidade das ações de emissão da Linx Participações e para a gestão ordinária de seus negócios.
AB INBEV - A gigante da cerveja Anheuser-Busch InBev, controladora da Ambev no Brasil, concordou em recomprar uma participação minoritária em suas plantas de contêineres de metal nos EUA por cerca de US$ 3 bilhões, retomando sua parte nas instalações para reforçar a segurança do fornecimento. A cervejaria belga da Budweiser disse nesta terça-feira que exerceu o direito de recomprar sua participação de 49,9% nas plantas, que estavam nas mãos de um grupo de investidores institucionais liderado pela Apollo Global Management.
XAI - A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, completou uma rodada de financiamento Série E de US$ 20 bilhões, superando sua meta de US$ 15 bilhões. A empresa por trás do modelo de linguagem Grok disse nesta terça-feira que os investidores na rodada de financiamento incluíram Qatar Investment Authority, Valor Equity Partners, Stepstone Group, MGX e Baron Capital Group, e Fidelity Management & Research Company. A xAI também listou Nvidia e Cisco Investments como investidores estratégicos na rodada.
NVIDIA - A demanda chinesa pelos processadores avançados de inteligência artificial H200 da Nvidia está "bastante alta", disse o CEO da empresa, Jensen Huang, um mês após a administração Trump tomar a decisão controversa de aprovar a venda dos chips na China.
FED - O Conselho do Federal Reserve (Fed) divulgou nesta terça-feira as atas de sua recente reunião, de 10 de dezembro, para revisar e determinar as taxas de desconto fornecidas às instituições depositárias através da janela de desconto. Oito dos 12 bancos do Fed votam para manter a taxa de desconto inalterada em dezembro. "No geral, os diretores observaram uma atividade econômica estável, embora as condições variassem entre os setores e distritos", pontuou o BC americano em nota.
China - As reservas cambiais da China aumentaram em dezembro, encerrando um ano marcado por um crescente superávit comercial que renovou o debate sobre o yuan, que é mantido sob rígido controle. Dados publicados hoje pelo PBoC, como é conhecido o banco central chinês, mostram que as reservas da segunda maior economia do mundo tiveram alta de US$ 11,5 bilhões em dezembro, atingindo US$ 3,358 trilhões. O avanço veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.
E NOS MERCADOS.
PETRÓLEO - Os contratos futuros operam em queda de até cerca de 1,5%, ampliando as perdas da véspera, após comentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “autoridades interinas da Venezuela vão entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA”. O mercado também acompanha a pesquisa semanal do Departamento de Energia dos Estados Unidos sobre estoques de petróleo e derivados. Às 7h11, o WTI para fevereiro caía 1,24%, a US$ 56,43, enquanto o Brent para março recuava 0,87%, a US$ 60,17.
FUTUROS DE NY - Os índices futuros de Nova York têm leve queda em sua maioria, após Wall Street acumular ganhos nos dois pregões anteriores. Investidores aguardam uma bateria de indicadores, incluindo a pesquisa ADP sobre criação de empregos no setor privado e o índice de gerentes de compras de serviços medido pelo ISM. Às 7h11, o futuro do Dow Jones subia 0,01%, o do S&P 500 subia 0,29% e o do Nasdaq avançava 0,43%.
BOLSAS DA EUROPA- As bolsas europeias operam sem direção única na manhã desta quarta-feira, enquanto investidores avaliam dados da inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro e ponderam os riscos geopolíticos do ataque dos EUA à Venezuela e repetidas ameaças de Washington de anexar a Groenlândia. Às 7h13, Londres caía 0,52%, Paris cedia 0,06% e Frankfurt avançava 0,73%.
TREASURIES - Os rendimentos operam próximos da estabilidade, após avanço na sessão anterior, com o foco voltado para os dados econômicos dos Estados Unidos e para eventuais comentários de uma autoridade do Federal Reserve. Às 7h14, a taxa da T-note de 2 anos estava em 3,459% (de 3,458% ontem), o retorno da T-Note de 10 anos caía a 4,142% (de 4,166%) e o do T-bond de 30 anos recuava para mínima de 4,823% (de 4,854%).
MOEDAS FORTES - O dólar opera perto da estabilidade frente a outras moedas fortes, à espera de dados de inflação da zona do euro e de indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Às 7h15, o euro caía a US$ 1,1687 (de US$ 1,1694 ontem), a libra recuava a US$ 1,3497 (de US$ 1,3505) e o dólar se enfraquecia a 156,48 ienes (de 156,59 ienes). O índice DXY tinha leve alta de 0,01%, a 98,58 pontos.
BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, à medida que as ações de defesa interromperam um recente rali, em meio a riscos geopolíticos após o ataque dos EUA à Venezuela e de repetidas ameaças de Washington de anexar a Groenlândia. "A incerteza global continua a se aprofundar", disse Tan Boon Heng, do Mizuho Bank, em nota. O índice japonês Nikkei caiu 1,06% em Tóquio. O sul-coreano Kospi avançou 0,57% em Seul. O Hang Seng caiu 0,94% em Hong Kong, e o Taiex cedeu 0,46% em Taiwan. Na China continental, o dia foi de ganhos marginais, de 0,05% do Xangai Composto, e de 0,11% do menos abrangente Shenzhen Composto. Na Oceania, a bolsa australiana ficou levemente no azul: o S&P/ASX 200 subiu 0,15% em Sydney.
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