Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
Dan Kawa
By Dan Kawa
16Dez24
No sábado fiz uma atualização maior sobre o pano de fundo do Brasil, aqui: https://lnkd.in/dXpDm7VJ.
Na sexta-feira, no Brasil, o BCB promoveu um leilão de venda de dólares a vista, após a cotação da moeda testar o patamar em torno de 6.08. Na minha experiência de pouco mais de 2 décadas observando o mercado de câmbio no Brasil e no mundo, aprendi que intervenções cambiais podem ajudar a suavizar movimentos de depreciação (ou apreciação) das moedas, mas dificilmente alteram a tendência ou dinâmica estrutural.
Sim, o Brasil detém hoje pouco mais de $350B em reservas internacionais. Sim, as reservas funcionam como uma espécie de "seguro" para momentos de "crise", ou quando são necessárias. Contudo, as condições de contorno para a utilização de reservas internacionais importam muito para que a sua utilização seja eficaz.
No atual momento, o problema do Brasil é Fiscal e uma perda de confiança dos agentes em relação a disposição do governo em promover os ajustes necessários para colocar o país no trilho da prosperidade de longo-prazo. Vender Dólares das reservas, neste estágio do ciclo, irá reduzir um seguro importante para o país, sem que corrija o real problema da economia.
Neste pano de fundo, a atuação no mercado de câmbio a vista não será apenas inócua, mas poderá atuar na direção contrária, levando a uma depreciação ainda maior e mais rápida do Real.
BRICS
Arábia Saudita recusa convite para entrar no BRICS e avisa: “Não tem como aquele grupo dar certo!”
Call Matinal ConfianceTec 1612
CALL MATINAL CONFIANCE TEC
16/12/2024
Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO DE SEXTA-FEIRA (13)
MERCADO BRASILEIRO
O Ibovespa, na sexta-feira (13), fechou em queda de 1,13%, a 124.612 pontos. Na semana queda é de 1,13%. Volume financeiro foi de R$ 22,7 bi. Já o dólar à vista fechou em alta de 0,43%, a R$ 6,035.
PRINCIPAIS MERCADOS, 05h40
EUA 🇺🇸:
Dow Jones Futuro: +0,09%
S&P 500 Futuro: +0,06%
Nasdaq Futuro: +0,05%
Ásia-Pacífico:
Shanghai SE (China🇨🇳), -0,16%
Nikkei (Japão🇯🇵), -0,03%
Hang Seng Index (Hong Kong), -0,88%
Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -0,22%
ASX 200 (Austrália🇦🇺): -0,56%
Europa:
FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), 0,00%
DAX (Alemanha🇩🇪), -0,22%
CAC 40 (França🇫🇷), -0,32%
FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,30%
STOXX 600, -0,06%
Commodities:
Petróleo WTI, -0,53%, a US$ 70,91 o barril.
Petróleo Brent, -0,34%, a US$ 74,20 o barril.
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,50%, a 802,50 iuanes (US$ 110,21).
NO DIA 📈
Abrindo a semana com uma bateria de indicadores de atividade (PMI S&P). Ontem, vieram os da China, que não empolgaram. Hoje temos o PMI dos EUA. Aguardemos a decisão de política monetária do PBoC, do BoE e do BoJ, mas o grande evento da semana é a reunião do Fomc.
Nesta já parece dado um novo corte em 0,25 pp.
No Brasil, depois de uma puxada forte da Selic (+1,0 pp), aguardemos a ata do Copom (terça-feira) e o RTI (quinta-feira). De novidade o foward guidance com mais duas elevações de 1 ponto. Hoje, teremos mais um leilão de linha para suprir a demanda pontual de fim de ano, enquanto o dólar acima de R$ 6, no contexto de "caos fiscal".
Na última semana de votações no Congresso, o governo entra na corrida contra o tempo para o pacote fiscal, a reforma tributária e o Orçamento/25, tudo antes do Natal.
Acompanhemos.
AGENDA, 16/12
Indicadores:
05h30. Alemanha🇩🇪/S&P Global: PMI Composto - preliminar
06h00. Zona do euro🇪🇺/S&P Global: PMI Composto - preliminar
06h30. Reino Unido🇬🇧/S&P Global: PMI Composto - preliminar
08h25. Brasil🇧🇷/BC: Boletim Focus
10h30. EUA🇺🇸/Fed NY: Índice de atividade ind. Empire State - Dez
11h45. EUA🇺🇸/S&P Global: PMI Composto - preliminar
15h00 – Brasil🇧🇷/Mdic: Balança comercial semanal
16h00. Argentina🇦🇷/Indec: PIB do 3º trimestre
Eventos:
05h15. Zona do Euro🇪🇺: Christine Lagarde (BCE) discursa
09h00. Brasil🇧🇷/BCB: Gabriel Galípolo participa de café da manhã na Abratel/Record
09h00. Brasil🇧🇷/BCB: Otávio Damaso fala sobre open finance em evento do Ibrac
10h20. Brasil🇧🇷: BCB faz leilão de venda de US$ 3 bilhões
12h30. Brasil🇧🇷/BC: Otávio Damaso participa de almoço da Anbima.
Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec
Boa segunda-feira e bons negócios
MZ Matinal 1612
*Bom dia ☕️*
*🌏A sessão desta segunda-feira (16) apresenta leves ganhos nos índices futuros dos Estados Unidos*, no início de uma semana que será marcada pela decisão sobre política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), prevista para quarta-feira.
*📊Veja o desempenho dos mercados futuros :*
*🇺🇸EUA*
* Dow Jones Futuro: +0,09%
* S&P 500 Futuro: +0,06%
* Nasdaq Futuro: +0,05%
🌏 Ásia-Pacífico
* Shanghai SE (China), -0,16%
* Nikkei (Japão): -0,03%
* Hang Seng Index (Hong Kong): -0,88%
* Kospi (Coreia do Sul): -0,22%
* ASX 200 (Austrália): -0,56%
🌍 Europa
* FTSE 100 (Reino Unido): 0,00%
* DAX (Alemanha): -0,22%
* CAC 40 (França): -0,32%
* FTSE MIB (Itália): +0,30%
* STOXX 600: -0,06%
🌍 Commodities
* 🛢️Petróleo WTI, -0,53%, a US$ 70,91 o barril
* 🛢️Petróleo Brent, -0,34%, a US$ 74,20 o barril
* 🧲Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,50%, a 802,50 iuanes (US$ 110,21)
🪙Bitcoin, +1,57%, a US$ 104.801,99
*📚MZ Investimentos*
*🗞️Jornal do Investidor*
Bankinter Portugal 1612
Análise Bankinter Portugal
SESSÃO: Nesta quinta-feira, a Fed aplicará uma descida de taxas de juros hawkish/dura e o Deflator PCE americano aumentará na sexta-feira. Wall St. não deveria continuar a subir esta semana. Mas veremos… Na semana passada, o BCE não fez nada que pudesse realmente interessar, nem resolveu nada, portanto as bolsas europeias não reagiram em nenhum sentido, o euro depreciou-se até ca.1,046/$ para recuperar depois, Wall St. ignorou, as yields das obrigações europeias elevaram-se (Bund 2,25% vs. 2,14%; O10A Espanha 2,92% vs. 2,75%), visto que, o BCE ao mover-se tão lentamente, talvez não possa aplicar todas as descidas que pretende. De uma perspetiva de conjunto, as bolsas lateralizaram na semana passada e isso é bom, porque consideramos que as subidas adicionais nas últimas semanas de 2024 comprometeriam o potencial para 2025.
Tanto a descida hawkish/dura da Fed como o PCE americano arrefecerão as expetativas sobre as descidas de taxas de juros nos EUA, o que deverá arrefecer, por sua vez, as bolsas e as obrigações. O ano foi francamente generoso (Wall St. ca+30% e bolsa europeia ca.+10%) e avanços adicionais de última hora debilitariam o arranque de 2025. Por isso, o melhor que pode ocorrer esta semana seria o que efetivamente pensamos que acontecerá: lateralidade. De facto, os futuros americanos vêm a subir um pouco e isso não nos agrada.
Pode ser que o mercado tenda a estar um pouco animado entre segunda e quarta-feira, porque a macro que se publica (PMIs, IFO e ZEW alemães, Vendas a Retalho americanas…) terá um encaixe indiferente e, perante a ausência de obstáculos, a inércia de fundo continua a ser em alta. Mas quarta-feira entrará em jogo a tensão prévia à reunião da Fed (19h) e tenderá a corrigir por precaução. Baixará -25 p.b. até 4,25%/4,50%, e publicará as suas estimativas macro atualizadas, provavelmente em termos de PIB, porque as atuais (publicadas em setembro) parecem bastante modestas (+2% para 2024/27). Isso arrefeceria as expetativas de descidas de taxas de juros em 2025, e também o Deflator de Consumo (PCE) americano atuará nesse sentido, na sexta-feira, que se estima que aumente, tanto em Taxa Geral (+2,5% vs. +2,3%), como Subjacente (+2,9% vs. +2,8%).
Isso resultará, mais provavelmente, numa semana a tentar subir um pouco até quarta-feira e a corrigir na quinta e sexta-feira, para oferecer um resultado neutro. Esperemos que assim seja, porque qualquer hipotético avanço em relação aos níveis atuais iria, no mínimo, enfraquecer o arranque de 2025, visto que as nossas avaliações atualizadas não indicam potenciais de reavaliação generosos. Esta quinta-feira (19) publicaremos a nossa Estratégia de Investimento 2025 (em espanhol; brevemente em português) com todos os detalhes, mas adiantamos que convém ter um pouco mais de cautela do que em 2024.
S&P500 0% Nq-100 +0,8% SOX +3,4% ES-50 +0,1% IBEX -0,1% VIX 13,8% Bund 2,25% T-Note 4,38% Spread 2A-10A USA=+15pb B10A: ESP 2,92% PT 2,71% FRA 3,04% ITA 3,39% Euribor 12m 2,405% (fut.2,077%) USD 1,051 JPY 161,4 Ouro 2.653$ Brent 74,1$ WTI 70,8$ Bitcoin 5,2% (105.075$) Ether +1,4% (3.955$).
FIM
BDM Matinal Riscala 1612
Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2024.
SUPERSEMANA TEM FED, ATA DO COPOM, RTI E VOTAÇÕES NO CONGRESSO
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
… Dados de atividade divulgados neste domingo não empolgam sobre o ritmo da economia na China, que decide juro esta semana. Ainda na bateria de decisões de política monetária, o BoE deve manter o juro inalterado e o mercado vê com ceticismo a chance de aperto pelo BoJ, enquanto a opção para o Fed está consolidada para novo corte (4ªF). Aqui, após o choque da Selic, o mercado espera pela ata do Copom (amanhã) e RTI (5ªF). O BC ataca com mais um leilão de linha hoje para suprir a demanda pontual de fim de ano, enquanto o dólar segue rodando acima de R$ 6, no contexto de pressões fiscais. Lula teve alta hospitalar, mas fica até 5ªF em SP, de onde deve conduzir as articulações políticas nesta última semana decisiva antes do recesso. Na maratona de votações, o governo entra na corrida contra o tempo para votar o pacote fiscal, a reforma tributária e o Orçamento/25, tudo antes do Natal.
… O prazo é apertado no Congresso e, em meio ao teste de fogo, mais de R$ 7,5 bi em emendas já foram liberados. Lira indicou a aliados que acionará o “modo turbo” a partir desta 2ªF para garantir a aprovação da pauta prioritária.
… Pacheco disse que vai se “esforçar muito” e é “plenamente possível” analisar todas as propostas até a próxima 6ªF. Pelo cronograma programado pelo presidente do Senado, o Congresso votará a LDO e LOA na 5ªF ou 6ªF.
… Na Câmara, a ideia é colocar a regulamentação da reforma tributária para votação em plenário amanhã.
… O grupo de trabalho dos deputados se reuniu nesse domingo para discutir as mudanças realizadas no texto pelo Senado. O relator, deputado Reginaldo Lopes (PT), fala em respeitar a trava de 26,5% para a alíquota do IVA.
… Mas da forma como a matéria está, o próprio governo reconhece que será necessário cobrar quase 28%.
… O relator indicou que a Câmara rejeitará o desconto na alíquota sobre saneamento colocado pelo Senado.
… Mas defende que o texto volte a contemplar lista de medicamentos que terão alíquota zero. Esse ponto foi alterado no Senado e gerou preocupações no setor farmacêutico e entre integrantes do Ministério da Saúde.
… A incorporação pelo Senado de uma mudança no texto da reforma que permite a substituição tributária para setores como cigarros e bebidas deve ser discutida ainda com o Ministério da Fazenda.
… A substituição tributária é um mecanismo que transfere a responsabilidade pelo pagamento de um imposto para um contribuinte anterior na cadeia produtiva, e foi um pedido feito por todos os governadores, segundo o Estadão.
… Em relação ao pacote fiscal, as mudanças nas regras do BPC continuam como o ponto mais sensível e polêmico e, pela mobilização parlamentar observada dos últimas dias, é aí que reside o perigo de maior desidratação do texto.
… Também a medida que prevê acabar com salários acima do teto no funcionalismo público tem sido alvo de insatisfação do Judiciário. O presidente do TRF3, Carlos Muta, classificou a proposta como “atentado constitucional”.
… Ele declarou que, se a proposta for aprovada, desembargadores do tribunal podem antecipar as aposentadorias, “gerando uma crise sem precedentes”. O TRF3 é o maior tribunal federal do País, com jurisdição em SP e MS.
… O desafio em driblar as resistências pega o governo desfalcado pela ausência de Lula em Brasília. Mas o presidente já está habilitado para retomar as negociações de forma remota, após ter recebido alta hospitalar neste domingo.
… Ele, no entanto, ainda fica na capital paulista até 5ªF para a realização de nova tomografia de controle, antes de ser liberado para voltar a Brasília. À saída do hospital, Lula afirmou estar “inteiro e com mais vontade de trabalhar”.
… Horas depois, em entrevista gravada ao Fantástico, Lula rebateu as críticas do mercado financeiro sobre a gestão de gastos públicos. “Ninguém neste País tem mais responsabilidade fiscal do que eu”, afirmou.
… “A única coisa errada aqui é a taxa de juros, que está acima de 12%”, disse. Para o presidente, não há justificativa para a Selic estar onde está, porque a inflação segue “totalmente controlada”. “Mas vamos cuidar disso”, declarou.
… O comentário vem poucos dias depois de o Copom hawkish ter esvaziado as suspeitas de ingerência política na transição do comando de Campos Neto para Galípolo, ao contratar Selic de pelo menos 14,25% até o início de maio.
… Questionado sobre a prisão preventiva de Braga Netto, Lula disse que o general quatro estrelas tem direito a presunção de inocência, mas se acusações sobre golpe forem verdade, envolvidos devem ser punidos severamente.
… “Não é possível admitir que uma alta graduação militar trame a morte de um presidente”, afirmou em coletiva.
… Ao Broadcast, o médico Roberto Kalil Filho disse que Lula está “completamente apto” para a reeleição em 2026.
… Apontado como virtual candidato da direita ao Planalto, Tarcísio negou neste domingo, em entrevista ao Canal Livre, da Band, que disputará a Presidência em 2026 e afirmou que pretende concorrer à reeleição ao governo de SP.
… Tarcísio disse que Bolsonaro ou algum nome indicado pelo ex-presidente será o candidato da direita ao Planalto.
QUE TIRO FOI ESSE? – No ambiente altamente especulativo potencializado pela percepção de risco fiscal, o mercado espera pela ata do Copom, amanhã, depois de o BC já ter contratado pelo menos mais duas doses de 1pp na Selic.
… Competindo por ousadia, o DI já vai ainda mais longe e se arrisca a projetar 1,25pp de alta em janeiro e março.
… A onda de revisões para cima na Selic levou o Itaú a mudar na 6ªF a sua previsão para a taxa terminal de juro de 13,5% para 15,0%. O banco puxou ainda a estimativa para o IPCA (4,8% para 4,9%) e PIB deste ano (3,2% para 3,6%).
… Depois de o IBC-Br de outubro (abaixo) ter confirmado que a economia doméstica continua aquecida, a mediana do mercado para o PIB/4Tri aumentou de 0,3% para 0,5% na margem, segundo pesquisa-relâmpago do Broadcast.
… O mercado espera que a ata dê mais detalhes sobre o trecho do comunicado em que o BC menciona que houve abertura adicional no hiato do produto. Além disso, o tom hawkish esperado terá o cenário fiscal como protagonista.
… O patamar antecipado pelo comunicado para a Selic, de pelo menos 14,25%, é 0,5pp maior do que a mediana do último relatório Focus, que indicava 13,75% no fim do ciclo, o que contrata ajustes no levantamento de hoje (8h25).
… Economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita espera que a leitura da ata e do RTI indique se alguns integrantes do Copom optaram por ritmo diferente para a Selic, talvez +75pb, mas apoiaram a maioria para minimizar ruídos.
… Gabriel Galípolo participa hoje (9h) de café da manhã promovido pela Abratel e Record. O diretor do BC Otávio Damaso falará sobre open finance em evento do Ibrac, às 9h, e estará em almoço da Anbima, às 12h30.
… O BC chamou para hoje (10h20) novo leilão de venda de dólares com compromisso de recompra (linha) de US$ 3 bi, provavelmente para atender demanda específica e pontual, após a intervenção no câmbio à vista na 6ªF (abaixo).
… A agenda da semana prevê ainda as prévias de inflação doméstica do IPC-S (hoje, às 8h) e do IPC-Fipe (amanhã).
LÁ FORA – O Fed chega à sua última reunião de política monetária do ano com o mercado amplamente precificado (96%, segundo a ferramenta de apostas do CME) para um novo corte do juro, devendo deixar a pausa para janeiro.
… A decisão será comentada em entrevista coletiva para a imprensa por Jerome Powell.
… Com pouco ou nenhum potencial para mudar as estimativas mais do que consolidadas para o Fomc, antes da decisão de 4ªF, ainda saem nos EUA a produção industrial e vendas no varejo em novembro, ambas amanhã (3ªF).
… O PIB/3Tri (5ªF) e o PCE de novembro (6ªF) só virão após o encontro do Fed. Hoje, serão divulgados o índice Empire State de atividade industrial em dezembro (10h30) e a leitura do PMI/S&P Global composto (11h45).
… Este mesmo indicador também será informado hoje na Alemanha (5h30), zona do euro (6h) e Reino Unido (6h30). Lagarde fala cedinho (5h15), enquanto os integrantes do BCE continuam defendendo cortes graduais do juro.
… O BC inglês decide juro na 5ªF e o BoJ, na virada de 4ªF para 5ªF, enquanto crescem as especulações no mercado de que pode não ser hora ainda de a autoridade japonesa promover o aperto monetário que vem ensaiando.
… A semana terá ainda reuniões de política monetária no Chile (amanhã), México (5ªF), Rússia e Colômbia (6ªF).
CHINA HOJE – A produção industrial cresceu 5,4% em novembro, levemente acima de outubro e da previsão de 5,3%. As vendas no varejo registraram alta de 3%, abaixo do mês anterior (+4,8%) e do consenso de 4,6%.
… Na noite de 5ªF, PBoC define as taxas de referência de longo prazo (LPRs) de 1 ano e de 5 anos.
JAPÃO HOJE – O PMI composto subiu de 50,1 em novembro para 50,8 em dezembro, segundo pesquisa preliminar da S&P Global. O indicador permaneceu acima do patamar neutro de 50, ou seja, indicando expansão da atividade.
… O PMI de serviços avançou de 50,5 para 51,4 no mesmo período, também em território de expansão. O PMI industrial saiu de 49,2 para 49,4 na mesma comparação, ainda apontando contração, apesar da alta.
SEM TRÉGUA – As preocupações em torno da política fiscal continuaram a dar o tom nos mercados domésticos na 6ªF, sem abrir espaço para um alívio nos prêmios de risco.
… Pelo contrário, a possibilidade de atraso e desidratação do pacote fiscal, já considerado insuficiente, disparou os juros, afundou o Ibov abaixo dos 125 mil e impediu um recuo no dólar, mesmo com o leilão no mercado à vista.
… O IBC-Br de outubro (+0,12%) acima do esperado (estável), depois de dados do varejo e de serviços mais fortes, ainda injetou mais pressão na curva dos DIs.
… O DI para janeiro de 2026 subiu a 14,845% (de 14,660% no pregão anterior); Jan/27, a 15,050% (de 14,710%); Jan/29, a 14,650% (de 14,165%); Jan/31, a 14,350% (de 13,850%); Jan/33, a 14,110% (de 13,630%).
… No balanço da semana, as taxas longas subiram 20 pontos, enquanto as curtas abriram 50 pontos.
… Depois de uma sessão muito volátil, o dólar fechou com alta de 0,40%, a R$ 6,0313. Mas na semana em que o Copom subiu a Selic em 1pp e contratou mais duas altas iguais, a moeda caiu 0,65%.
… O dólar chegou a ficar abaixo dos R$ 6 na mínima do dia (R$ 5,9740), mas, além da questão fiscal, foi pressionado pela demanda de empresas para remessas de fim de ano.
… Essa procura teria motivado o BC a entrar no mercado, injetando US$ 845 milhões por meio do leilão à vista, com taxa de corte de US$ 6,02. Desde 30 de agosto, a autoridade não fazia atuação similar.
FIM DE FEIRA – Para ter uma ideia do estrago dos últimos acontecimentos (fiscal, Copom e queda do minério) sobre o Ibov, no curto espaço de uma semana, o índice virou de alta acumulada de 2% no mês para queda de 0,84%.
… No último pregão, caiu 1,13%, perdeu os 125 mil pontos (124.612,22 pontos) e movimentou R$ 22,7 bilhões.
… Junto com a percepção de risco nas contas públicas, a Vale (com peso pesado de 11,7% no Ibov) tem atuado de vilã. Em sua 4ª baixa seguida, caiu mais 1,50% no último pregão, a R$ 55,86, derrubada pelo minério (-1,12%).
… A mineradora fechou o dia valendo R$ 252,9 bilhões, o menor valor de mercado desde maio de 2020. A ação perde 4,25% no mês e 21,48% no ano, em meio às dúvidas sobre a recuperação da economia da China.
… Com o mercado chinês em baixa, o preço do minério deve continuar caindo, segundo o Goldman Sachs, que agora prevê a commodity em US$ 95/t na média de 2025, de um patamar atual de U$ 105/t.
… Petrobras foi na contramão da alta expressiva do petróleo: ON, -0,48% (R$ 41,07) e PN, -0,63% (R$ 38,10). O Brent/fev subiu 1,47%, a US$ 74,49 por barril, na ICE, diante da possibilidade de novas sanções do Ocidente à Rússia.
… Bancos também ficaram no vermelho: Santander, -1,66% (R$ 24,25), na mínima do dia; Banco do Brasil, -1,37% (R$ 24,51); Bradesco PN, -1,31% (R$ 12,10); Itaú, -1,29% (R$ 32,06); e Bradesco ON, -1,16% (R$ 11,06).
… Sob pressão dos DIs, Assaí caiu 5,12% (R$ 5,75), Carrefour cedeu 5,02% (R$ 5,86); Vamos, -5,08% (R$ 5,60); CVC, -4,85% (R$ 1,96); Localiza, -4,50% (R$ 32,23); e RD Saúde, -4,38% (R$ 23,60).
… Maior queda do Ibov no dia, Braskem (-11,03%; R$ 12,82) refletiu o rebaixamento da indicação do papel para neutra, feito pelo Santander.
… Grupo Pão de Açúcar, subiu 4,87% (R$ 2,37), repercutindo a notícia de que o empresário Nelson Tanure, que deve assumir o controle da rede de supermercados Dia, teria interesse na fusão com o GPA.
… Minerva, com +1,60%, a R$ 5,73, e JBS, com +1,13%, a R$ 38,44, subiram com o dólar.
BAIXA HAWKISH – Numa 6ªF vazia de indicadores, rolou solta em Wall Street a percepção de que, depois do corte de 25pb depois de amanhã, o Fed vai adotar uma postura mais conservadora nos juros.
… “O mercado está se preparando para uma ação do Fed que provavelmente vai ser um ‘corte ‘hawkish’”, escreveu Ian Lyngen, do BMO, em relatório a clientes.
… No MarketWatch, Krishna Guha, vice-presidente da Evercore ISI, disse que a reunião desta semana marcará o fim da primeira fase do ciclo de queda dos juros. Ela espera que a próxima fase seja apresentada por Powell na coletiva.
… “Ele deve enfatizar as incertezas, deixando claro que agora está entrando em uma fase diferente e mais cautelosa, com uma abordagem menos comprometedora quanto ao momento e à extensão de cortes adicionais”, disse Guha.
… A expectativa de um Fed ainda mais gradual foi sendo desenhada ao longo da semana passada, que mostrou um CPI dentro do esperado e um PPI mais salgado.
… Depois desses dados, traders reduziram apostas na flexibilização dos juros e passaram a precificar três cortes de 25pb nos próximos 12 meses. Na semana anterior, a expectativa era de pelo menos quatro cortes (Bloomberg).
… Já pressionados ao longo das últimas sessões, os juros dos Treasuries subiram ainda mais e acionaram o alerta nas bolsas de ações.
… O retorno da note de 2 anos subiu a 4,241% (de 4,191% na sessão anterior), o da note de 10 anos foi a 4,397% (de 4,330%) e o do T-bond de 30 anos avançou a 4,605% (de 4,545%).
… O Dow Jones encerrou em queda pela 7ª sessão seguida, com -0,20%, aos 43.827,88 pontos. O S&P 500 ficou estável (6.051,09 pontos) e o Nasdaq subiu 0,12% (19.926,72 pontos).
… Broadcom saltou 24% depois de prever um boom na demanda por seus chips de inteligência artificial. A tech alcançou US$ 1 trilhão em valor de mercado.
… Uma preocupação que começa a tomar forma no mercado é o fato de a maioria das ações do S&P cair mesmo nos dias de alta do índice, indicando que, fora das techs, as altas não são muito abrangentes.
… Uma análise do Bespoke Investment Group observou que não houve uma única sessão em dezembro em que mais ações no S&P 500 subiram do que caíram. Pelos cálculos da casa, essa é a sequência mais longa em mais de 20 anos.
… O índice dólar ficou estável (+0,04%), a 107,003 pontos, com o euro ganhando tração depois da indicação de François Bayrou como primeiro-ministro da França.
… A extrema-direita não sinalizou planos de se opor à indicação, embora a esquerda não tenha gostado do nome.
… Além disso, a comunicação do BCE na reunião de 5ªF, que cortou o juro em 25pb, pareceu menos dovish que o esperado. O euro subiu 0,28%, a US$ 1,0497.
… A libra caiu 0,41%, a US$ 1,2618, depois que a produção industrial do Reino Unido teve uma queda inesperada de 0,6% em outubro ante setembro, ante expectativa de +0,3%, e o PIB de outubro caiu 0,1%, contra previsão de +0,2%.
… O iene recuou 0,70%, a 153,633/US$, com o mercado convencido de que o BoJ não elevará o juro esta semana.
EM TEMPO… Conselho do SANTANDER destituiu quatro diretores executivos, em reunião realizada na 6ªF; motivos das exonerações não foram informados, nem quem serão os substitutos…
… Deixaram o banco Adriana Almeida, que era diretora de Global Transation Business; Murilo Riedel, diretor de seguros; Rogério Panca, diretor de cartões e pagamentos digitais; e Sandro Gamba, diretor de negócios imobiliários.
BRADESCO quer atrair 1 milhão de clientes ao Principal, segmento voltado a um estrato de alta renda logo abaixo do private, e que levará a um reposicionamento dos outros segmentos…
… A opção por uma marca nova busca uma oxigenação do posicionamento do banco, para que o público de alta renda aspire receber a oferta do Principal, e com isso, concentre sua vida financeira no Bradesco.
MULTIPLAN aprovou a distribuição de R$ 110 milhões em JCP, o equivalente ao valor bruto de R$ 0,1889 por ação, com pagamento em 20/12/24; ex desde 28/12/23.
REDE D’OR aprovou a distribuição de R$ 450 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,2022 por ação, com pagamento em 30/12; ex em 19/12…
… Empresa fará o segundo programa de recompra de até 30 milhões de ações, limitado a R$ 1 bilhão.
RD SAÚDE aprovou a eleição de Renato Raduan para o cargo de diretor-presidente da companhia; executivo assumirá a função a partir de 1º/1/25.
B3 projeta desembolso entre R$ 2,84 bilhões e R$ 3,22 bilhões para 2025. Do total, as despesas ajustadas devem ficar entre R$ 2,260 bilhões e R$ 2,450 bilhões e os investimentos, de R$ 240 milhões e R$ 330 milhões…
… Para 2024, as projeções foram mantidas entre R$ 2,140 bilhões e R$ 2,320 bilhões (despesas) e entre R$ 200 milhões e R$ 280 milhões (investimentos).
CCR comprou, por aproximadamente R$ 97 milhões, a participação detida pela Invepar na concessionária VLT Carioca, o que corresponde a 4,7273% do capital social da companhia.
ELETROBRAS concluiu energização do Conversor 4 do bipolo 1 da linha de transmissão de corrente contínua (HVDC, na sigla em inglês) que conecta subestações de Foz do Iguaçu (PR) e Ibiúna (SP) da Usina Hidrelétrica de Itaipu.
ENGIE aprovou a distribuição de JCP no valor bruto de R$ 250 milhões, o equivalente a R$ 0,3063 por ação, com pagamento em 31/12; ex em 20/12.
APPLE prepara grandes mudanças de design e formato em sua linha de iPhones e potencialmente outros produtos, em uma tentativa de reavivar o crescimento da receita após anos oferecendo atualizações apenas incrementais.
… Em 2025, a Apple planeja lançar um iPhone que será mais fino do que o perfil de aproximadamente 8 milímetros dos modelos atuais. O modelo deve ser mais barato do que os modelos Pro, com um sistema de câmera simplificado.
Leitura de sábado
*Leitura de Sábado: Privatizações e gestões pró-mercado impulsionam estatais estaduais em 2025* Por Camila Vech São Paulo, 07/01/2026 - O a...
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Fernando Haddad, mais um poste criado pelo Deus Lula, disse que o cidadão é o "maestro da Orquestra". Estamos fufu. Lula não tem...