sábado, 31 de maio de 2025

Psulo Roberto de Almeida

 "" *A despedida insólita de um aspone excêntrico* 


Musk, que deixa de comandar ao trabalho de sapa que vinha conduzindo desde janeiro, é apenas o desvario mais evidente de uma tropa de assessores excepcionalmente desqualificados para as funções que mal exercem, sempre vigiados e totalmente submissos a outros desvarios próprios ao ignorante, incompetente e malvado chefe que desgoverna uma grande nação. 


Seus eleitores, fascinados com a conversa enganosa da restauração de glórias antigas, não atilam adequadamente sobre o mal que os atingem, mas é preocupante para o mundo que os plutocratas econômicos e os grandes caciques políticos não sejam capazes de atuar de modo decisivo para conter a sanha destrutiva do personagem. 


É evidente a todos os observadores mais atentos que o ególatra no poder está destruindo tudo o que o império construiu pacientemente (e com alguns golpes por vezes mais contundentes) ao longo das últimas oito décadas, inclusive a sua capacidade de liderança. 


Forças adversas contemplam o desmantelamento do multilateralismo perpetrado pelo megalomaníaco como forma indireta de reforçar o seu próprio poder sobre instituições e mecanismos de relações internacionais, abrindo espaço para a tal “nova ordem global multilateral” que pretendem criar. 


Vai deixar terra arrasada atrás de si.


Do ponto de vista das potências médias que contemplam o trabalho de destruição da ordem em vigor, algumas se coordenam entre si para reforçar a capacidade de resistência, embora algumas outras, mal avisadas por suas lideranças ignorantes ou mal instruídas pela diplomacia profissional, insistem em se aliar a um ou aos dois impérios alternativos.


A história não se repete; ela pode até rimar, como pretendem alguns. Mas, dado seu caráter insólito e totalmente imprevisível, ela pode dar alguns soluços bizarros, sob a ação de fatores contingentes, como os que atualmente se apresentam, sob a forma de cleptocratas imperiais e agressivos e de auxiliares solícitos insuspeitados."


Embaixador Paulo Roberto Almeida


Brasília, 31/05/2025

Tiro no pé

 Alguém pode achar normal termos um Congresso com isso que aparece na matéria do José Casado?


“TIRO NO PÉ

Motta e Alcolumbre são lenientes com a delinquência parlamentar

José Casado – Veja, 31/05/25


— Pois não, babaca. Quem falou aí? Paulo Fernando dos Santos, 65 anos, advogado de formação, mais conhecido como Paulão do PT, de Alagoas, não gostou da interrupção do discurso na tribuna da Câmara. 


— Fui eu — respondeu Gilvan Aguiar Costa, 46 anos, policial federal eleito como Gilvan da Federal pelo Partido Liberal do Espírito Santo. 


— Obrigado, babaca. Você tem de aprender o que é democracia… — devolveu o petista. 


— Babaca é você — cortou Gilvan. — Eu tenho nojo, eu tenho asco de vocês da esquerda, do PT e do PSOL. 


Um deputado desfilava no salão equilibrando na cabeça um velho exemplar encadernado da Bíblia. Manoel Isidorio de Santana Junior, 60 anos, eleito pelo Avante da Bahia, é um policial militar que se diz um “ex-gay” convertido em pastor evangélico. 


No corredor central, João Chrisóstomo de Moura, 63 anos, coronel do Exército na reserva eleito pelo PL de Rondônia, usava o microfone para reafirmar a própria virilidade, acompanhado pela câmera do telefone de um assessor: 


— Eu sou machão, eu sou machão… Olhem bem, vocês da esquerda, cuidado quando falarem contra mim, eu sou machão, sou indígena, sou filho de tukano, com “k”, e sou brabo mesmo. 


Cenas assim agora são rotineiras nos plenários da Câmara e do Senado, transformados em estúdios de produção do marketing parlamentar voltado às redes sociais. Dissipa-se a essência do debate legislativo numa atmosfera desatinada, onde o novo normal é abjurar a civilidade e a regra básica é o desrespeito irrestrito aos adversários. 


A culpa, em parte, é dos chefes do Legislativo, que relutam na aplicação das regras de ordem e decoro parlamentar. Caso exemplar foi a emboscada no Senado contra Marina Silva, ministra do Meio Ambiente. 


Ela já havia sido atacada pelo senador Plínio Valério, do PSDB do Amazonas, que não gostou de suas propostas sobre a política ambiental, apresentadas numa reunião do Senado: 


— Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la. 


A truculência motivou queixas no plenário, nove semanas atrás. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, contemporizou. Discursou sobre as próprias divergências com a ministra sobre exigências ambientais para prospecções da Petrobras no litoral do seu estado, o Amapá. E relativizou a “brincadeira” sobre enforcamento do “meu irmão” e “meu amigo”, que é líder do PSDB no Senado: — Tenho certeza absoluta de que o nosso querido senador Plínio Valério vai rapidamente pedir desculpas e recompor essa fala infeliz em relação à ministra. 


Valério foi ao microfone, desafiador: — Se você perguntar: “Faria de novo?”. Não. “Mas se arrepende?” Não, foi uma brincadeira (…). Eu passei seis horas e dez minutos tratando-a com decência. Por ser mulher, por ser ministra, por ser negra, por ser frágil, foi tratada com toda a delicadeza, ela sabe disso. Acusar-me de machismo é até engraçado. 


A senadora Eliziane Gama, do PSD do Maranhão, interveio: — Eu peço a você que peça desculpas à Marina. 


Valério insistiu: 


— Mas de quê? De quê? 


Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, se exasperou: — O que nós vivemos hoje é a banalização da forma de tratamento com relação à mulher. E esta Casa tem que dar o exemplo, a gente tem que dar o exemplo. 


Do fundo do plenário veio um grito de Marcio Bittar, do União Brasil do Acre, que defendia Valério: 


— A gente, não! 


Leila Barros devolveu em voz alta: 


— A gente, sim! Você está defendendo, passando a mão na cabeça dele e achando normal, está defendendo. Vamos parar de justificar um comportamento inaceitável — inaceitável! Não dá mais para aceitar isso. 


A aversão às mulheres na política tem sido constante na retórica legislativa. A leniência com agressores também. Em março, ao criticar comentários machistas de Lula numa reunião com os presidentes do Senado e da Câmara, o deputado Gustavo Gayer, do Partido Liberal de Goiás, chafurdou no grotesco ao falar sobre a ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais. 


O presidente do Senado protestou em público e anunciou processo por falta de decoro. Talvez tenha esquecido, porque quase três meses depois o Conselho de Ética ainda não recebeu nenhuma queixa sua contra o deputado Gayer. Também não há registro de pedido de sanção feito pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. 


A leniência de Motta e Alcolumbre com a delinquência parlamentar é tiro no pé porque a anarquia corrói a credibilidade institucional. E uma das consequências inevitáveis da degradação é a liquefação do poder dos chefes do Legislativo.”

XP Bom dia 3105

 News XPress


Brasil

Mesmo diante da pressão no Congresso para que o governo apresente uma alternativa para o aumento do IOF, os jornais reportam que a equipe econômica acredita que o decreto não será derrubado (https://tinyurl.com/4kkf7mbp) e avalia a viabilidade de manter a medida em 2025 e negociar uma proposta com novos mecanismos apenas para 2026 (https://tinyurl.com/28ytmmuu e https://tinyurl.com/255pxpey) – Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, confirmou que essa é uma possibilidade que “está à mesa” (https://tinyurl.com/2vku6hck). O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, afirmou que a receita gerada com a majoração do tributo é “imprescindível” para a execução orçamentária deste ano e que, até o momento, não há alternativa para a medida (https://tinyurl.com/3ywtdafn). Já o secretário-executivo do Planejamento, Gustavo Guimarães, disse que agora não é o momento de “fechar nenhuma porta”, inclusive em termos de diminuição de despesas, para possíveis alternativas ao IOF (https://tinyurl.com/ycxwz9hp).

As declarações foram dadas após o presidente da Câmara, Hugo Motta, reforçar que o governo terá um prazo de dez dias para apresentar uma proposta e que, caso a Fazenda decida seguir com o aumento do IOF, o Congresso poderá pautar o PDL para sustar a medida. Motta destacou que há “um esgotamento” na Casa com a majoração de impostos e que o ideal seria avançar em frentes "mais estruturantes”. Neste sentido, defendeu discutir pautas como a revisão de isenções fiscais, a desvinculação das receitas e uma reforma administrativa “que traga mais eficiência da máquina pública” (app: https://bit.ly/4mynPxz e desktop: https://tinyurl.com/3kufccfh). Também cobrou que o presidente Lula entre no debate (https://tinyurl.com/bdu8vutw) e disse ter deixado claro para o ministro Fernando Haddad que o ambiente no Congresso é pela derrubada do decreto (https://tinyurl.com/3r552jwp). Segundo a Folha, líderes da Câmara querem que Haddad participe do próximo encontro do colegiado, marcado para 10 de junho, para um novo debate sobre o tema (https://tinyurl.com/bden4ert). A Bloomberg também afirma que, na visão da equipe econômica, a revogação da medida, sem novas alternativas de receita, levaria o congelamento de despesas deste ano a um patamar considerado como insustentável -- ainda assim, de acordo com a nota, uma mudança na meta de 2025 não é colocada como alternativa (https://tinyurl.com/9w56jtpy).

E, seguindo no Congresso, ontem Motta anunciou a criação do grupo de trabalho para debater a reforma administrativa na Casa. De acordo com ele, o objetivo é ter a proposta apresentada em até 45 dias e levar o texto a plenário ainda no primeiro semestre, antes do recesso de julho (https://tinyurl.com/4ydnk89u). Já a Folha reporta que a cúpula do Congresso tem manifestado críticas à maneira como foi apresentada a parlamentares a MP da reforma do setor elétrico e que a expectativa é que o texto sofra alterações ao longo de sua tramitação – até agora mais de 600 emendas já foram apresentadas (https://tinyurl.com/bdeha989).

Agenda BCB: Diogo Guillen se reúne individualmente com o mercado às 9h e às 10h para tratar de conjuntura. Nilton David faz o mesmo às 9h, às 10h e às 14h30.

Agendas de Lula e Haddad: Lula participa de cerimônia para lançamento do programa Mais Especialistas, às 11h (https://tinyurl.com/4z92jw64), e se reúne com o ministro Rui Costa, às 15h. A agenda de Haddad não havia sido atualizada até a publicação deste material.

Agenda local de dados: Às 8h30 o BCB divulga o resultado do setor público de abril, com o mercado projetando superávit primário de BRL 18,8 bi e a XP, de BRL 18,6 bi. O consenso é de avanço da dívida líquida de 61,6% para 61,7% do PIB. Às 9h o IBGE divulga o PIB do primeiro trimestre, com o mercado projetando 1,5% t/t e 3,1% a/a e a XP, 1,6% t/t e 3,1% a/a – publicamos na semana passado uma nota detalhando nossas projeções (https://tinyurl.com/3trkstkw). Hoje a Aneel divulga a bandeira tarifária a ser adotada em junho, mas não há horário definido para o anúncio.

Tarcisio e Bolsonaro

 *Tarcísio exalta Bolsonaro no STF, nega trama golpista e é poupado por Moraes e Gonet*


Governador depõe nesta sexta-feira como testemunha chamada pela defesa do ex-presidente da República


30.mai.2025 às 8h42


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou nesta sexta-feira (30) ao STF (Supremo Tribunal Federal) ter conhecimento de qualquer articulação golpista durante o fim do governo Jair Bolsonaro (PL).


Durante o depoimento como testemunha no caso da trama golpista de 2022, o ex-ministro de Infraestrutura cotado para disputar a eleição presidencial no ano que vem exaltou o ex-presidente e disse que a preocupação dele no período era "que a coisa desandasse".


"O único comentário [de Bolsonaro] era que lamentava. Foi um período de situações difíceis, crises graves, Brumadinho, Covid, crise hídrica, guerra da Ucrânia e todas elas da melhor forma possível, terminamos com superávit. A preocupação era que a coisa desandasse, uma preocupação com o futuro do país", disse o governador paulista.


Em uma participação curta na sessão do Supremo, de menos de 10 minutos, Tarcísio disse ter se encontrado com Bolsonaro nos dias 15 e 19 de novembro e 10, 14 e 15 de dezembro de 2022.


"Falamos também da montagem do secretariado aqui em São Paulo. E a gente sempre conversava sobre isso basicamente. O presidente sempre esteve comigo no sentido de orientar, preocupado que eu acertasse também, preocupado também em transmitir a experiência dele", afirmou.


Apenas o advogado Celso Vilardi, da defesa de Bolsonaro, fez perguntas ao governador. As defesas dos outros réus, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes optaram por não fazer questões.


FolhaJus


A estratégia de exaltar o governo Bolsonaro durante audiência no Supremo foi usada também pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil. Indicado como testemunha de Anderson Torres, o político disse que foi orientado pelo ex-presidente para fazer a transição de governo.


"A transição nos decepcionou pela falta de interesse em informações sobre o país. Mas foi tudo dentro da normalidade, o presidente [Bolsonaro] em momento nenhum quis obstaculizar a transição", disse Ciro.


Tarcísio foi ministro da Infraestrutura de janeiro de 2019 a março de 2022. Ele deixou o cargo para concorrer ao governo de São Paulo, sob a benção de Bolsonaro. Foi um dos integrantes do primeiro escalão mais aclamados pelo ex-presidente, com quem mantinha relação próxima.


O governador bolsonarista tem repetido a aliados que nunca ouviu o ex-presidente falar em golpe, enquanto distorce e omite fatos ocorridos no período e estava ao lado de Bolsonaro em alguns dos momentos mais agudos de ataques antidemocráticos às instituições.


Ao defender Bolsonaro diante das investigações da Polícia Federal, Tarcísio já disse que "o presidente respeitou o resultado da eleição", o que nunca ocorreu, e que a posse de Lula "aconteceu em plena normalidade e respeito à democracia", o que também é outra distorção diante dos fatos.


O ex-ministro foi ao menos cinco vezes ao Palácio do Alvorada no fim de 2022, após Bolsonaro perder a eleição para Lula (PT), segundo os registros da portaria da residência oficial da Presidência da República.


O depoimento do governador era um dos mais esperados. Mesmo fora do governo nos últimos meses de 2022, Tarcísio esteve ao lado de Bolsonaro em alguns dos momentos mais agudos de ataques antidemocráticos às instituições.


Tarcísio já afirmou não ter identificado intenção golpista nos ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas, manteve-se em silêncio ao lado do aliado durante parte dessas manifestações e minimizou agressões verbais do ex-presidente ao STF. Por outro lado, o governador tenta se equilibrar entre uma relação cordial com ministros do tribunal e a base bolsonarista.


Uma das expectativas geradas antes do depoimento era sobre como seria a interação de Moraes com Tarcísio. Os dois têm boa relação. O ministro do Supremo, porém, tem sido duro nos depoimentos com testemunhas que distorcem fatos narrados na denúncia ou que emitem opiniões para defender aliados.


O perfil de Moraes ficou evidente com a insinuação de que o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, mentia em juízo e chegou ao ápice quando Moraes ameaçou prender o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo por desacato.


Na Presidência, Bolsonaro acumulou uma série de declarações golpistas às claras, provocou crises entre os Poderes, colocou em xeque a realização das eleições de 2022, ameaçou não cumprir decisões do STF e estimulou com mentiras e ilações uma campanha para desacreditar o sistema eleitoral do país.


Após a derrota para Lula, incentivou a criação e a manutenção dos acampamentos golpistas que se alastraram pelo país e deram origem aos ataques do 8 de Janeiro.


Nesse mesmo período, adotou conduta que contribuiu para manter seus apoiadores esperançosos de que permaneceria no poder e, como ele mesmo admitiu publicamente, reuniu-se com militares e assessores próximos para discutir formas de intervir no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e anular as eleições.


A defesa de Bolsonaro nega a participação do ex-presidente em crimes e argumenta, entre críticas à denúncia da PGR, que não há provas de ligação entre a suposta conspiração iniciada no Palácio do Planalto, em junho de 2021, e os atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023.

Moody rebaixa Brasil

 *Moody's rebaixa perspectiva de nota do Brasil por causa de "vulnerabilidades fiscais"*


A agência de classificação de risco Moody's rebaixou sua perspectiva para o Brasil de positiva para estável.

O rating para o país foi mantido em BA1, mas a capacidade do país de reduzir "vulnerabilidades riscais e estabilizar a dívida no curto prazo" parece limitada para a agência. A Moody's afirmou, ainda, que a rigidez dos gastos seria o limitador principal.

O relatório da agência menciona uma "deterioração acentuada na capacidade de pagamento da dívida" e um "progresso mais lento do que o esperado na resolução da rigidez dos gastos e na construção de credibilidade em torno da política fiscal, apesar do cumprimento das metas de resultado primário".

Após a divulgação da mudança na perspectiva de nota, o Ministério da Fazenda afirmou que o governo reafirma seu compromisso com uma melhoria contínua dos resultados fiscais e com o aprofundamento do processo de reformas estruturais.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: PIB no Brasil e PCE nos EUA encerram a semana*


… O resultado do PCE nos EUA (9h30), a medida favorita do Fed para a inflação, não deve mudar o consenso do mercado de que a política monetária continuará sendo conduzida sem pressa e com cautela, diante das incertezas tarifárias, que permanecem, agora, em meio à judicialização. Nem mesmo a retração da economia confirmada no 1Tri e a pressão de Trump sobre Powell, convidado à Casa Branca para ouvir que os juros precisam cair, estão fazendo diferença. Já aqui, antes dos dados americanos, o PIB/1Tri (9h00) deve vir forte ou “exuberante”, na expectativa do Itaú, somando-se aos outros indicadores de força da atividade, como o emprego robusto, que reduziu as chances de um corte da Selic ainda neste ano, embora não tenha abalado as apostas de que o Copom já parou o ciclo de altas.


… A projeção do economista-chefe do banco do Itaú, Mario Mesquita, é de uma alta de 1,7% sobre o 4Tri/2024, acima da mediana colhida pelo Valor Data com instituições financeiras e consultorias, que aponta para expansão de 1,5%.


… “Deve ser um crescimento fortíssimo, muito ajudado pelo agro, mas não é só agro”, disse Mesquita, fazendo coro à economista de sua equipe Julia Gottlieb, que alertou para o consumo de bens e serviços, ainda sustentados pela renda.


… “Teve reajuste real do mínimo, liberação do FGTS, o mercado de trabalho ainda está bastante resiliente. Isso ajuda a explicar os motivos de estarmos vendo um 1Tri forte.” Já o 2Tri indica um início mais fraco, em linha com a desaceleração esperada para o ano.


… Mesquita citou como fatores que vão pesar para essa desaceleração econômica em 2025 a política monetária brasileira contracionista, o impulso fiscal menor em relação ao ano passado e também a desaceleração da economia mundial.


… Embora os economistas do Itaú reforcem que o Brasil é uma economia relativamente fechada e menos exposta aos conflitos tarifários dos EUA, o impacto do PIB global sobre o País tende a ser relevante, sobretudo pelos preços das commodities.


… Antes do PIB, o Banco Central divulgará o resultado do setor público consolidado de abril (8h30), cuja mediana apurada pelo Broadcast aponta para um superávit primário de R$ 18,750 bilhões, após saldo positivo de R$ 3,588 bilhões em março.


… O bom desempenho da arrecadação de impostos ligados ao ritmo da atividade deve contribuir para o resultado positivo no mês.


… Nesta 5ªF, o superávit primário de R$ 17,8 bilhões do Governo Central em abril foi o maior para o mês em termos reais desde abril de 2022 (R$ 33 bilhões). No acumulado do ano, o superávit de R$ 74 bilhões também é o maior desde 2022 (R$ 92,6 bilhões).


… Com esses números, o acumulado de 12 meses reduziu o déficit primário do Governo Central a R$ 5,3 bilhões, 0,02% do PIB, em linha com a meta de déficit zero deste ano, com intervalo de tolerância de 0,25pp do PIB, para cima ou para baixo.


… Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, já no próximo mês o resultado acumulado em 12 meses do Governo Central deverá ser superavitário, o que, na sua visão, demonstra o “processo de recuperação fiscal” em curso.


SEM ALTERNATIVA – Em defesa da meta, no entanto, a equipe econômica envolveu-se numa crise que parece estar longe de solução.


… O aumento do IOF virou uma guerra aberta, com críticas de lado a lado, posições inflexíveis e pouca disposição para o entendimento.


… O Congresso uniu-se contra o decreto de Lula e, em tom de ultimato à equipe econômica, deu dez dias de prazo antes de pautar um dos 20 projetos de decreto legislativo. Haddad conversa, mas diz que não tem alternativa, que é o IOF ou o colapso da máquina pública.


… Alcolumbre, que começou pegando leve, já diz que não permitirá que o Executivo “usurpe” os poderes do Legislativo, enquanto Motta foi às redes sociais e subiu o tom no recado ao ministro, horas depois de acabar sem acordo o encontro na noite de 4ªF.


… “Combinamos que a equipe econômica tem 10 dias para apresentar um plano alternativo ao aumento do IOF. Algo que seja duradouro, consistente e que evite as gambiarras tributárias só para aumentar a arrecadação, prejudicando o País.”


… O presidente da Câmara alertou, ainda, em sua postagem que reforçou ao governo a “insatisfação geral” dos deputados com a proposta de aumento do IOF e disse ter relatado que “o clima é para a derrubada do decreto do IOF na Casa”.


… Questionado por jornalistas sobre o possível bloqueio de emendas parlamentares se o decreto do IOF for derrubado, Motta criticou a suposta tentativa do governo de “demonizar” as emendas, afirmando que o Congresso está “ciente” dessa possibilidade.


SOFRENDO – De seu lado, Haddad aproveitou o apoio de Lula, que o carregou nas viagens desta 5ªF, para desabafar com trabalhadores rurais, numa cerimônia de entrega de terras no assentamento Maila Sabrina, nos municípios de Ortigueira e Faxinal (PR).


… “Servir ao governo do presidente Lula é sempre uma coisa interessante. Por mais que você sofra com o tanto que você é criticado, que você é isso, que você é aquilo, tem o dia de hoje para apagar todo o sofrimento e a gente celebrar a vida de vocês.”


… Mais tarde, na solenidade de retomada das operações do Porto de Itajaí (SC), o ministro acusou a vulnerabilidade de seu pior momento na Fazenda falando o que não devia, que, “quando os Poderes da República não estão conversando entre si, as coisas vão mal”.


… Haddad ganhou a solidariedade do ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), que culpou o Congresso pela falta de recursos para fazer políticas públicas e defendeu que é preciso “libertar” o Orçamento das emendas parlamentares.


… Também o AGU, Jorge Messias, se manifestou: “Quero dizer a Haddad que sei o que você passa, sei sua luta e estamos juntos”.


… A ministra Gleisi Hoffmann também participava da comitiva, mas preferiu não entrar nessa onda. Na véspera, em entrevista ao Bial, ela disse que Haddad “não abriu os detalhes do decreto do IOF”, em reunião com Lula e os ministros do Planalto.


… Em suma, a crise do IOF virou um problema e tanto, um enfrentamento contra o Congresso, os setores produtivos, o mercado e até no próprio governo. Justo Haddad, tido e havido como um grande articulador político, acabou pisando feio na bola.


STUHLBERGER –“Eu bem que gostaria que os parlamentares derrubassem o IOF, mas daí o Brasil enfrentaria outro problema do lado das contas públicas. Sem um adicional de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões de receitas, voltamos a ter um problema fiscal.”


… Apesar das críticas às iniciativas, a conclusão do CEO da Verde Asset é chocante: “Então, é ruim com ele [IOF] e pior sem ele.”


JUDICIALIZOU – Poucas horas após a Corte de Apelações dos EUA ter suspendido temporariamente a decisão do Tribunal de Comércio Internacional de bloquear as tarifas de Trump, duas fabricantes de brinquedos de Illinois conseguiram liminar do mesmo efeito.


… O argumento judicial coincidiu: uso inadequado do presidente dos EUA de uma lei de poderes emergenciais.


… As empresas afirmam que as tarifas podem forçá-las a aumentar seus preços em 70%, “por uma questão de pura sobrevivência”. Mas a liminar tem aplicação restrita a essas duas fábricas, que entraram com processos judiciais, assim como inúmeras outras.


… O que está valendo é a liminar “até nova ordem” da Corte de Apelações, que avalia o pedido do governo para suspender os efeitos da decisão da Corte de Comércio Internacional de proibir de forma permanente as tarifas ilegais aplicadas por Trump no Liberation Day.


… Ontem à noite, Trump falou pela primeira vez sobre a decisão do Tribunal de Comércio Internacional. “Incrivelmente, ele decidiu contra o país em relação às tarifas desesperadamente necessárias, mas felizmente a corte de Apelações suspendeu a ordem.”


… Em sua rede Truth Social, ele disse que a decisão da Corte de Comércio Internacional é “muito errada e muito política! Esperamos que a Suprema Corte reverta essa decisão horrível e ameaçadora para o país, de forma rápida e decisiva”.


… Segundo o presidente, se as decisões de tarifas tiverem que passar pela aprovação do Congresso, haverá um “desgaste desnecessário com burocracia e isso destruirá completamente o poder presidencial”.


… Também à noite, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que as negociações comerciais entre os EUA e a China estão “um pouco estagnadas” e podem exigir negociações diretas entre Trump e Xi Jinping.


MAIS AGENDA – Depois do PCE, o mercado também poderá conferir nos EUA as expectativas de inflação embutidas na leitura final de maio do sentimento do consumidor (11h), medido pela Universidade de Michigan.  


… Saem ainda o PMI medido pelo ISM de Chicago em maio (10h45) e os dados de petróleo da Baker Hughes (14h). Raphael Bostic (Fed) faz discurso em evento às 13h20 e Austan Goolsbee modera debate à noite (20h30).


… Hoje, também é dia de PIB na Itália (5h) e Canadá (9h30), CPI na Alemanha (9h) e PMI na China (22h30).


AFTER HOURS – Dell subiu 1,82%. Apesar de o lucro ajustado por ação (US$ 1,55) ter frustrado o esperado (US$ 1,70), a receita cresceu 5%, para US$ 23,37 bilhões, e superou a estimativa do mercado, de US$ 23,20 bilhões.


… A projeção de receita para o 3Tri fiscal, entre US$ 28,5 bi e US$ 29,5 bi, veio acima do consenso (US$ 25,3 bi).


NÃO SOBE, MAS NÃO CAI – No contexto da atividade econômica doméstica, que continua bombando, a perspectiva de Selic elevada (ainda que estável) durante um período prolongado, continua como atrativo.


… A tendência de que o fluxo de recursos dos investidores estrangeiros não pare de entrar tão cedo no Brasil pode colocar um teto para o dólar, apesar dos focos de riscos do tarifaço de Trump e da crise interna do IOF.


… Ontem, o dólar abandonou as mínimas na faixa de R$ 5,64 na reta final do pregão, quando o protecionismo dos EUA foi restabelecido temporariamente, enquanto a Justiça julga se Trump está abusando da autoridade.


… O investidor terá de conviver com a insegurança da guerra judicial de Trump, que ainda deve contratar muitas idas e vindas. Apesar da instabilidade, a moeda americana conseguiu fechar em baixa de 0,50%, a R$ 5,6670.


… É alta a chance de que a Selic não suba mais neste ciclo, mas o k externo tem tudo para continuar entrando na renda fixa, à medida que vão sendo esvaziadas as apostas de que o Copom possa cortar o juro no final do ano.


… A taxa pode parar onde está, o que não quer dizer que vá cair logo, com a economia ainda rodando forte.


… Um dia depois de o Caged ter pregado uma surpresa nas expectativas do mercado, a taxa de desemprego na Pnad contínua do trimestre até abril recuou de 7,0% até março para 6,6%, piso histórico para o período.


… O resultado veio abaixo das previsões dos economistas (+6,9%), reforçando as evidências de que o ritmo do mercado de trabalho continua a todo o vapor, mesmo depois de o Copom ter levado a Selic a quase 15%.


… Na véspera do PIB, a curva do DI avançou com os novos sinais de que a economia segue firme e forte.


… No fechamento, o DI para Jan/26 marcava 14,755% (de 14,735% no pregão anterior); Jan/27 superava 14%, a 14,040% (de 13,940%); Jan/29, 13,520% (13,490%); Jan/31, 13,700% (13,680%); e Jan/33 estável (13,750%).


… A pressão na ponta longa foi menor, porque este trecho opera em maior sincronia com os juros dos Treasuries, que caíram, diante do sinal de esfriamento da economia americana reforçado pelo PIB do 1Tri.


… O indicador foi revisado em alta, de uma retração de 0,3% para queda de 0,2%, mas continua bem fraco. A taxa da Note-2 anos caiu a 3,942%, de 3,989% na véspera; e a de 10 anos recuou para 4,427%, de 4,478%.


… A falta de fôlego do PIB dos EUA também custou o dia para o dólar, que ainda se viu perdido nas incertezas sobre as chances de as investidas protecionistas de Trump serem definitivamente derrotadas judicialmente.


… Sem segurança de nada, o índice DXY caiu 0,60%, para 99,272 pontos; o euro subiu 0,61%, cotado a US$ 1,1371; a libra esterlina foi negociada em alta de 0,17%, a US$ 1,3498, e o iene avançou para 144,12/US$.


DE ESCANTEIO – A falta de espaço para cortes antecipados da Selic, diante do emprego superaquecido no Brasil, bateu ontem em ações mais diretamente relacionadas ao consumo e levou o Ibovespa a operar na retranca.


… Magazine Luiza afundou 4,92% e Cyrela perdeu 2,31%. Além da percepção de que não vai dar para o Copom queimar etapas e relaxar logo a política monetária, as incertezas do IOF e de Trump também continuaram no ar.


… Apesar do modo cautela, o Ibov caiu pouco (-0,25%), a 138.533,70 pontos, com giro abaixo de R$ 18 bi. O índice à vista chega ao último pregão do mês com alta acumulada de 2,5%, faturando a rotação de portfólios.


… No setor bancário, o dia foi de baixas: Itaú PN (-0,79%, a R$ 37,49); Bradesco PN (-0,43%, a R$ 16,08); BB ON (-1,58%, a R$ 23,70); e Santander Unit (-0,30%, a R$ 29,81). Vale ON (+0,07%, a R$ 53,45) terminou de lado.


… Na sessão morna, Petrobras ON (-0,12%, a R$ 33,35) e Petrobras PN (-0,60%, a R$ 31,24) caíram bem menos do que o petróleo Brent (-1,51%, a US$ 63,35), que opera de olho na demanda menor e na oferta saturada.


… A economia americana está andando devagar, como se nota pelo PIB, impondo desafios ao consumo da commodity. Em paralelo, fontes da Opep+ confirmam que parte do cartel deve decidir elevar a produção.


… Oito países devem se reunir amanhã. Especula-se sobre um outro grande aumento, de 411 bpd.


… A lista das maiores quedas da bolsa foi liderada por Azul (-6,80%, a R$ 0,96), negociada ontem pela última vez na carteira teórica do Ibovespa e dos demais índices da B3, devido ao pedido de recuperação judicial nos EUA.


… Em NY, as bolsas abriram bem com a Nvidia e o bloqueio das tarifas de Trump, mas foram esgotando o otimismo ao longo do dia, quando a política protecionista do republicano foi restabelecida até nova ordem.


… Também houve desconforto com a cobrança renovada de Trump por corte de juro pelo Fed.


… Em reunião não programada na agenda da Casa Branca com Powell, o republicano acusou o BC americano de estar cometendo o erro de colocar os EUA em desvantagem comercial na comparação com a China.


… Após o encontro, o Fed divulgou documento reiterando sua independência às pressões políticas.


… Nem mesmo o PIB fraco nos EUA abalou as apostas no mercado de que Powell vai continuar mantendo o sangue-frio, preferindo não relaxar o juro antes que os impactos do choque tarifário estejam mais claros.


… Apesar de terem reduzido o entusiasmo, as bolsas em Wall Street resistiram em altas moderadas. O Dow Jones subiu 0,28%, aos 42.215,73 pontos; e o S&P 500 avançou 0,40%, aos 5.912,17 pontos.


… Depois de ter subido acima de 1,5% no início do dia com o balanço melhor do que o esperado da Nvidia (+3,24%), o Nasdaq devolveu boa parte do otimismo e limitou a alta no fechamento a 0,39% (19.175,87 pontos).


EM TEMPO… ITAÚ aprovou pagamento de JCP de R$ 0,33 por ação até 29/08; ex em 10/06.


VALE informou que Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira foi nomeado Lead Independent Director (LID) do conselho de administração para o mandato 2025-2027.


PETROBRAS. Magda Chambriard disse que a empresa planeja contratar 52 novas embarcações para ampliar a frota brasileira até 2026, com investimentos de R$ 29 bilhões e geração de 50 mil empregos diretos e indiretos.


TRANSPETRO entrará no segmento de transporte fluvial de combustíveis; objetivo é alcançar fatia de 50% no setor. Empresa pretende licitar 44 embarcações para transporte de petróleo e derivados até o fim/26. (Valor)


JBS. Listagem nos EUA abre horizonte para fusões e aquisições, disse Wesley Batista ao CNN Money. Segundo o executivo, a empresa sempre avalia oportunidades, mas não há operação em andamento no curto prazo…


… Ele afirmou ainda que não vê a companhia fazendo aquisições no segmento de bebidas e lácteos…


… O empresário descartou a venda de ativos nos setores em que opera atualmente, reforçou a estratégia de consolidar e expandir as operações já existentes e citou o PicPay e Original como frentes importantes da holding.


JBS TERMINAIS investiu R$ 130 milhões na retomada do Porto de Itajaí (SC), desde que assumiu a operação, em outubro de 2024. A empresa planeja novos aportes da ordem de R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura.


ECORODOVIAS informou que a Ecoporto firmou contrato de transição com a Autoridade Portuária de Santos para prorrogar por 12 meses suas operações no porto.


NATURA&CO e Natura Cosméticos prorrogaram acordo de acionistas até 31 de agosto deste ano…


… Após conclusão da incorporação da companhia por sua subsidiária integral, termos do acordo se aplicarão à Natura Cosméticos…


… Acordo também reflete entrada da Anima Investimentos, na qualidade de sucessora por incorporação da Passos Participações.


PLANO&PLANO. O controlador, Rodrigo Fairbanks, ampliou a sua fatia de 14,89% para 15,23% das ações ON.


OI comunicou que o acionista Victor Adler atingiu participação total de 15,65% das ações preferenciais.


AZUL confirmou que a Nyse suspendeu a negociação de ADRs após o Chapter 11, decretado dois dias atrás.


FERBASA distribuirá R$ 9 milhões em JCP, sendo R$ 0,0248/ON e R$ 0,0272/PN; ex dia 6/6; pagamento em 18/6.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


SESSÃO: Um pouco mais de caos alfandegário e um pouco menos de inflação. Esse poderá ser o resumo para hoje. Aceita-se o recurso de Trump para que os impostos alfandegários voltem a estar em vigor até sentença definitiva, que provavelmente corresponderá ao Tribunal Supremo se decide elevá-lo até lá. Mas o mais simples para conseguir avançar com os mesmo será passá-los pelas câmaras (Representantes e Senado), onde tem a maioria. Parece improvável que sejam bloqueados. Por isso, Ásia fraca (Japão -0,9%), mas os futuros americanos nem tanto, quase planos, porque as notícias de estilo vaivém têm cada vez menos credibilidade e influência. A única coisa que sabemos de certeza é que o prémio de risco é superior, porque a incerteza sobre o contexto (economia, mercado) também o é. Isso é o que ficará quando o ruído de fundo se silenciar. E isso não é melhor, mas pior do que em 2023/24. Uma boa prova disto é a revisão do PIB 1T’25 americano de ontem: desde -0,3% preliminar até -0,2% revisto, mas a estética não nos deve enganar, porque o Consumo Privado é revisto até +1,2% desde +1,8%, sendo a Despesa Pública o principal responsável da melhoria na revisão (-0,7% vs. -1,4% preliminar). Esta revisão tampouco é um assunto bom, pelo contrário.


E um pouco menos de inflação. Sim, porque hoje saem inflações de abril ainda em baixa: às 8 h, ESP (+2,0% vs. +2,2%), 10 h ITA (+1,7% vs. +1,9%), ALE (+2,0% vs. +2,1%) e, principalmente, 13:30 h o Deflator do Consumo (PCE) americano (+2,2% vs. +2,3%). Provavelmente irá impor-se a benignidade da inflação e isso permita uma modesta subida das bolsas, evoluindo a sessão de menos a mais, embora “muito pouco mais” (+0,2%?). A inflação irá aumentar a partir de maio/junho, mas ainda não. Isso irá proporcionar uma sensação de conforto transitório pouco fiável. Porque estamos onde estávamos depois da queda de -20% de Nova Iorque em inícios de abril e da sua posterior recuperação: com Nova Iorque plana no ano e Europa ca.+10%, beneficiada pelo fluxo de fundos desde os EUA, mas nada mais que seja sólido. E é provável que continuemos nesta situação até que a inflação comece a aumentar e o mercado se dê conta que as estimativas de lucros não deixam de ser revistas em baixa.


CONCLUSÃO: Evolução para melhor ao longo da sessão, embora muito modesta. As inflações suaves irão ajudar que assim seja. Sensação de estar à expetativa. A atenção irá mudar para a descida de taxas de juros do BCE (-25 p.b., até 2,25/2,40%) e o emprego americano da próxima semana, sendo o mais relevante o que diga o BCE sobre se pausará ou não as suas descidas de taxas de juros em julho. 


S&P500 +0,4% Nq-100 +0,2% SOX +0,5% ES50 -0,1% IBEX +0,1% VIX 19,2% Bund 2,51% T-Note 4,42 Spread 2A-10A USA=+48pb B10A: ESP 3,11% PT 3,00% FRA 3,18% ITA 3,49% Euribor 12m 2,070% (fut.2,013%) USD 1,134 JPY 163,3 Ouro 3.295$ Brent 63,9$ WTI 60,7$ Bitcoin -0,1% (106.024$) Ether -0,5% (2.630$). 


FIM

Stuhlberger 2905

 ‘É assustador o que o PT pensa da gente,’ diz Stuhlberger sobre o IOF



Giuliano Guandalini29 de maio de 2025


Como se poderia imaginar, Luis Stuhlberger não gostou nem um pouco do aumento das alíquotas do IOF promovido pelo ministro Fernando Haddad – mas considerou a medida reveladora.


“É assustador ver o que o PT pensa da gente,” disse o fundador da Verde durante sua aguardada apresentação no evento anual da gestora hoje em São Paulo.


Como sempre em suas exposições, Stuhlberger apresenta dezenas de slides detalhados com indicadores e gráficos. Quando falou sobre o IOF, o quadro foi mais simples e direto. 


Pergunta1


Para o gestor, a decisão de elevar a tributação sobre as transações financeiras foi “quase uma aula grátis sobre a psicologia” do partido que governa o País. 


“O mais assustador é a questão do dólar. Quer comprar dólar? Paga um pedágio para mim,” comentou. “É scary [assustador].”


Stuhlberger disse que o episódio indica o que esperar de um novo Governo do PT caso o partido vença no ano que vem.


Para o gestor, a reação dos mercados locais só não foi mais forte porque “a Faria Lima acha que o PT não vai ganhar” – e a perspectiva de substituição do Governo contém movimentos de desvalorização dos ativos brasileiros neste momento.


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Stuhlberger disse que os investidores observam o que vem ocorrendo na Argentina e fazem posições achando que algo semelhante poderá acontecer no Brasil a partir de 2027.


“Se o Milei conseguiu, o Tarcísio consegue. É o que dizem,” afirmou. “É isso que segura o mercado, apesar do descontrole fiscal.”


O gestor disse considerar improvável que o Congresso evite o aumento dos impostos. “Nunca barram nada. Quero ver se isso acontece mesmo ou se apenas vai aumentar o preço do Centrão.”


Na visão do gestor, as taxas reais de juros voltarão para 3% ou 4% como ocorreu nos Governos Temer e Bolsonaro se for retomado um controle fiscal como foi o teto de gastos. Com isso, o dólar poderia cair para perto de R$ 4,70.


A aposta do ‘trade eleitoral’ ganhou força a partir de abril, quando as pesquisas mostraram queda na popularidade de Lula. O efeito pôde ser visto, por exemplo, na valorização das ações das empresas de utilities, que descolaram do Ibovespa.


Mas Stuhlberger tem dúvidas se há espaço para uma alta adicional nas ações locais.  “A partir de agora, para a Bolsa melhorar, a NTN-B precisa cair.”


Aí, entretanto, entra a questão fiscal “e um Governo populista desesperado por dinheiro.”


 O desarranjo nas contas públicas e a perspectiva de uma nova rodada de aumento de gastos focados no ano eleitoral – isenção do IR até R$ 5.000, reajuste do Bolsa Família etc. – impedem que os ativos brasileiros se apreciem no atual momento de reprecificação global desencadeada pelo choque do Governo Trump.


Boa parte da apresentação, de mais de uma hora, tratou da ‘era da diversificação’ – se chegou ou não o momento de os investidores reduzirem sua exposição ao mercado americano.


Stuhlberger notou que “a pasta de dente da diversificação saiu do tubo e não vai voltar;” o difícil é identificar quais mercados sairão ganhando.


A Europa também terá um gasto fiscal expansionista, inclusive por causa da ampliação dos gastos militares. O franco suíço, sempre um safe haven, já se apreciou consideravelmente.


“Não podemos esquecer que a Casa Branca quer desesperadamente enfraquecer o dólar,” disse.


O trade mais óbvio, dado o desalinhamento atual, seria apostar na valorização de alguns mercados emergentes e de moedas asiáticas, notadamente o iene japonês e o renminbi chinês, mas é incerto se elas vão se apreciar.   


“Tirando o método, Trump está coberto de razão,” disse o gestor. “As moedas asiáticas estão muito depreciadas.”


Stuhlberger disse que a situação fiscal dos EUA, com déficits projetados para ficarem ao redor de 8% nos próximos anos, “é um abuso do privilégio exorbitante” de ser o país emissor do dólar.


“Não tenho nem palavras para descrever um déficit desses para uma economia como a americana. É algo típico do governo brasileiro – de não dar valor ao amanhã – conviver com um déficit desses.”


O gestor destacou que a ‘big, beautiful tax bill’ em discussão no Congresso, com redução de impostos e aumento de gastos, vai acrescentar algo como 1% do PIB ao déficit anual.


A lei traz até a isenção de imposto sobre as gorjetas, uma promessa de campanha de Trump. “É digno do Lula.”


https://braziljournal.com/e-assustador-o-que-o-pt-pensa-da-gente-diz-stuhlberger-sobre-o-iof/

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Resumo 2905

 Resumo de mercado 29/05/2025:


A Corte de Comércio Internacional dos EUA decidiu bloquear parte das tarifas impostas por Trump, por considerar ilegal o uso da lei de emergência econômica (IEEPA) para esse fim. A decisão atinge tarifas amplas, como as aplicadas à China, Canadá e México, mas não afeta medidas setoriais como as do aço e alumínio. O governo vai recorrer e pode buscar outros caminhos legais para manter as tarifas. O mercado reagiu bem a notícia, com alta da bolsa e valorização do dólar por um período, mas uma sequência de dados mais fracos de atividade, incluindo a revisão do PIB do 1o trimestre, pedidos de seguro-desemprego e vendas de casas, mudaram o humor do mercado. As taxas dos títulos americanos de 10 anos encerram o dia com queda de 6 pontos-base, enquanto a bolsa subiu 0,2% e o dólar índice cai 0,5%. O preço do petróleo recua 1,5%.


No Brasil, os juros seguem subindo com receio de cancelamento da medida que aumentou o IOF e impulsionados por dados mais fortes do mercado de trabalho, indicando economia ainda aquecida. Os ativos financeiros aumentaram a chance de outra alta na Selic na próxima reunião do Copom, embora essa probabilidade ainda seja minoritária. O real aprecia 0,5% com o enfraquecimento global do dólar.


O Ibovespa fechou em leve queda de 0,25% com um pregão de desempenho bastante misto entre os setores. O destaque negativo ficou com o setor financeiro, que pressionou o índice para baixo, enquanto o segmento de utilities, com destaque para Copel (+2.1% ON) ajudou a limitar as perdas. No exterior, os mercados repercutiram positivamente a decisão judicial que suspende parte das tarifas de Trump e o resultado de Nvidia (+3.2%), que surpreendeu positivamente.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Decreto contra IOF pode entrar na pauta*


… HP levou um tombo próximo de 8% no after hours após cortar projeção de lucro, mas Nvidia não decepcionou, disparando quase 5%, com boas chances de garantir entusiasmo para as ações em NY, em meio às notícias de que um tribunal comercial dos EUA bloqueou as tarifas de Trump. Entre os indicadores, destaque para a nova leitura do PIB/1Tri americano, que deve se recuperar do susto com a retração de 0,3% na preliminar. Aqui, o dia é cheio, com o IGP-M/maio e a taxa de desemprego do IBGE, após os dados surpreendentes do Caged, que mostraram a criação de 257 mil empregos em maio. No início da tarde, saem os números do Governo Central. A maior atenção, no entanto, deve estar no Congresso, onde reuniões de líderes discutem um projeto de decreto legislativo para derrubar as medidas do IOF.


… Ontem à noite, Haddad esteve com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, David Alcolumbre, tentando evitar o pior. No Parlamento, já há mais de 20 projetos para a derrubada do decreto do IOF, não só da oposição, mas também da base aliada.


… À saída do encontro, o ministro falou com os jornalistas, dizendo que explicou o aumento do IOF e que as medidas estão mantidas.


… “Explicamos exatamente em que consistiu o anúncio da semana passada. Procuramos calibrar o corte de despesas com o aumento de receitas para compor um quadro que permitisse garantir as metas estabelecidas pelo próprio Congresso.”


… Haddad disse ainda ter advertido os parlamentares sobre os impactos de uma eventual rejeição da medida.


… “Expliquei as consequências disso no caso de não aceitação da medida, o que acarretaria um contingenciamento adicional. Ficaríamos em um patamar bastante delicado do ponto de vista do funcionamento da máquina pública.”


… Segundo ele, não há alternativas à medida: “Nesse momento não tem alternativas.”


… De acordo com o ministro, tanto Motta quanto Alcolumbre manifestaram “preocupação muito grande” com o risco de o decreto do IOF ser derrubado pelo Congresso, destacando a importância de o governo apresentar alternativas fiscais de médio e longo prazos.


… Haddad afirmou ainda que recebeu da cúpula do Congresso o pedido para apresentar às Casas medidas mais estruturantes. “Expliquei o problema de curto prazo que temos, mas que é absolutamente possível nós pensarmos em medidas mais estruturantes.”


… O ministro acrescentou que haverá um nova reunião na semana que vem.


… O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT), disse que “o governo não está debatendo revogação do decreto, já que a revogação significa um contingenciamento maior e um congelamento maior, e o governo não negocia com isso”.


… “Houve uma conversa aqui porque tem um ambiente no Congresso de revogação do decreto, e diante disso o governo mostrou que há uma consequência clara, a paralisação da máquina pública”, disse Randolfe.


… O líder disse ainda que foi apresentado um conjunto de propostas que será analisado pela Fazenda nos próximos dias, e após a análise desse conjunto de propostas, será tomada uma decisão.


SEM ACORDO – Pelas declarações do ministro Haddad e do líder Randolfe Rodrigues, a reunião com a cúpula do Congresso não chegou a um consenso sobre os projetos de decreto legislativo que tentam derrubar as medidas do IOF.


… Durante a sessão, Motta firmou posição de resistência, afirmando que teria uma posição, “ainda nesta noite (ontem à noite)”, sobre as pressões dos deputados para derrubar o decreto de Lula. “Outras medidas podem vir em substituição a essa medida infeliz.”


… Dizendo que “há um esgotamento” na Casa com a política de elevação de impostos do governo, prometeu buscar uma solução para a crise causada pela taxação do IOF, sinalizando a necessidade de corte de gastos. “Precisamos avançar em um debate estrutural.”


… De acordo com Motta, a discussão sobre o equilíbrio fiscal ainda não foi colocada como prioridade na pauta da Câmara, o deve começar a acontecer com a retomada das discussões sobre a reforma administrativa. “Essa é uma medida que penso ser urgente para o País.”


… Caberá a Motta deliberar sobre uma votação dos projetos de decreto legislativo apresentados pela Oposição para barrar o aumento do IOF. O governo tem dito que, se o decreto cair, haverá necessidade de contingenciamento das emendas parlamentares.


… Nesta 4ªF, uma primeira medida da equipe econômica solucionou a perda de receita com o recuo do IOF aos investimentos no exterior, com o resgate de R$ 1,4 bilhão do Fundo Garantidor de Operações e do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo.


… Segundo a Fazenda, esse resgate será suficiente para cobrir a perda de arrecadação, embora o ministro tenha citado inicialmente que o impacto desse recuo poderia chegar a R$ 2 bilhões. A pasta explicou que o número foi recalculado.


… Com a recomposição da receita, a contenção de gastos do Orçamento será mantida em R$ 31,3 bilhões, segundo uma fonte da Fazenda informou ao Valor, sem a necessidade de um relatório extemporâneo de avaliação de receitas e despesas.


ENCONTRO COM OS BANCOS – Antes da reunião com líderes do Congresso, Haddad conversou mais cedo com banqueiros, que foram a Brasília nesta 4ªF para negociar o IOF e apresentar “alternativas” elaboradas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).


… O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, disse que a reunião foi “construtiva e produtiva”, elogiando os estudos da Febraban, que “levou o impacto das medidas no setor de maneira legítima, de maneira bem racional, de maneira detalhada”.


… Sinalizando que há negociação, Durigan disse que “é natural que a gente avance nesse debate sobre o que poderia ser uma alternativa” e que “vamos nos debruçar sobre as alternativas para uma avaliação cuidadosa, célere, do que é melhor para o País nesse momento”.


… Participaram Isaac Sidney (Febraban), Milton Maluhy Filho (Itaú), Marcelo Noronha (Bradesco), Mario Leão (Santander Brasil) e Roberto Sallouti (BTG). Do lado do governo, além de Haddad e Durigan, Rogério Ceron (Tesouro) e Marcos Pinto (Reformas Econômicas).


… A cobrança de IOF sobre operações de risco sacado foi um dos temas debatidos, com os bancos afirmando que poderá aumentar preços no varejo e desestabilizar cadeias de fornecedores, a exemplo do que as varejistas também defendem.


… Cálculos nas instituições financeiras indicam que as operações de risco sacado podem ficar de 7% a 10% mais caras com o IOF.


… À saída da reunião com Haddad, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, afirmou aos repórteres que o impacto das mudanças no IOF é “severo” no custo do crédito. Ele não quis detalhar as alternativas levadas à Fazenda, “porque ainda serão debatidas”.


… Mas Sidney diz que os bancos levaram não apenas posições contrárias, mas “os números dos impactos que são relevantes, são severos para o custo do crédito, e também trouxemos alternativas de fontes de receitas e de redução de despesas”.


… O presidente da Febraban disse que saiu de Brasília com “a percepção clara de que o diálogo foi aberto e que o ministro está disposto a construir conosco. Nós gostaríamos muito que essa medida [do IOF] fosse revisitada”.


LULA – Enquanto cresce no mercado a preocupação com a crise do IOF e o risco de que o impasse possa piorar as condições das contas públicas, o presidente Lula segue insistindo em temas de apelo popular, que significam mais gastos.


… Nesta 4ªF, na Paraíba, voltou a falar do preço do gás de cozinha, dizendo que “está errado” a população pagar R$ 140 pelo botijão que custa R$ 37 na Petrobras. O governo deve lançar no próximo mês o novo Vale-Gás, com gás de graça para 22 milhões de famílias.


… Lula mencionou ainda um programa voltado para o financiamento de motocicletas a “entregadores de comida” e confirmou que o seu governo vai relançar amanhã, 6ªF, o programa Mais Especialistas, principal aposta da gestão petista para a área da saúde.


… Já em Pernambuco, Lula falou da ampliação da tarifa social de energia, que poderá beneficiar até 100 milhões de pessoas, e da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. “Muita gente vai ficar sem pagar energia elétrica.”


TRUMP – Um Tribunal Comercial dos EUA bloqueou nesta 4ªF as tarifas do “Dia da Libertação”, decidindo que o presidente extrapolou sua autoridade ao impor tarifas generalizadas sobre importações de países que vendem mais para o país do que compram.


… O Tribunal impediu a aplicação de tarifas abrangentes com base em uma lei de poderes emergenciais, usada por Trump.


… A decisão foi tomada após várias ações judiciais argumentarem que Trump excedeu sua autoridade e deixou a política comercial dos Estados Unidos dependente de seus caprichos, desencadeando um caos econômico.


… A decisão impede a grande maioria das tarifas de Trump, inclusive sua “tarifa global fixa” de 10%, taxas elevadas e “recíprocas” sobre a China e outros países, e suas tarifas relacionadas ao fentanil sobre China, Canadá e México.


… As medidas tarifárias para o alumínio, aço e automóveis, baseadas em uma lei de segurança nacional, permanecerão por enquanto.


… O Tribunal também impede que o presidente Trump aumente as taxações, incluindo a ameaça de tarifas de 145% sobre as importações da China e de 50% sobre a UE. Trump pode recorrer da decisão. A Suprema Corte dos EUA poderá ter a palavra final no caso.


MUSK – O bilionário despediu-se do governo Trump nesta 4ªF com uma postagem no X: Com o fim do meu período como Funcionário Especial do Governo, gostaria de agradecer ao Presidente Donald Trump pela oportunidade de reduzir gastos desnecessários.”


AFTER HOURS – Balanço mais esperado da semana, Nvidia disparou 4,89% no pregão estendido.


… A gigante de tecnologia reportou lucro ajustado por ação de US$ 0,96 no 1Tri, acima dos US$ 0,93 esperados. A receita atingiu US$ 44,06 bilhões, também superando as projeções de US$ 43,31 bilhões do analistas.


… Já a HP afundou 7,75%. Além de o lucro ajustado por ação de US$ 0,71 no 2Tri fiscal ter frustrado a expectativa do mercado, de US$ 0,80, a empresa reduziu projeções para o ano, citando incertezas.


… A companhia espera fechar 2025 com lucro por ação entre US$ 3,00 a US$ 3,30, abaixo da previsão anterior, entre US$ 3,45 e US$ 3,75. Os profissionais estavam projetando uma estimativa de US$ 3,56 por papel.


MAIS AGENDA – É esperada deflação de 0,37% para o IGP-M de maio (8h), revertendo o avanço de 0,24% em abril. O intervalo das projeções do mercado no Broadcast varia de uma retração de 0,47% a uma alta de 0,01%.


… Do lado do emprego, a taxa de desocupação deve registrar a primeira queda no ano. A mediana para a Pnad (9h) indica recuo da taxa de desemprego a 6,9% no trimestre móvel encerrado em abril, ante 7% no anterior.


… À tarde (14h30), o superávit do Governo Central deve disparar para R$ 16,325 bilhões em abril, diante dos recolhimentos com IRPJ e CSLL. O resultado será muito superior ao saldo positivo de R$ 1,096 bilhão em março.


… O dado será comentado em entrevista coletiva pelo secretário do Tesouro, Rogério Ceron, às 15h.


… Ainda na agenda do dia, o BC divulga a nota sobre operações de crédito em abril (8h30). O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, palestra em congresso organizado pela ABIPAG, em Brasília, às 12h.


LÁ FORA – Embutido na segunda leitura do PIB americano do 1Tri, que sai às 9h30, vem o PCE trimestral.


… Ainda entre os indicadores econômicos, saem o auxílio-desemprego (9h30), com previsão de queda de mil pedidos, para 226 mil; as vendas pendentes de imóveis em abril (11h); e os estoques de petróleo do DoE (13h).


… Entre os Fed boys, falam Tom Barkin (9h30), Austan Goolsbee (11h40), Adriana Kugler (15h), Mary Daly (17h) e Lorie Logan (21h25). Andrew Bailey (BoE) participa de evento às 16h. O BC da África do Sul decide juro às 10h.


CIDE – STF pode definir nesta 5ªF a validade da taxação de remessas de pagamentos ao exterior, decidindo se a União pode exigir a Cide sobre remunerações por royalties, licenças de uso, transferência de tecnologia e serviços técnicos e administrativos.


… A estimativa de impacto para a União é de R$ 19,6 bilhões, conforme indicado na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026.


IMPOSTO DE RENDA – Relator do projeto de reforma do IR, deputado Arthur Lira, confirmou a data de 27 de junho para a apresentação do seu parecer sobre a isenção para quem ganha até R$ 5 mil/mensais, após ter se reunido com o ministro Haddad.


… O texto ainda define desconto para salários até R$ 7 mil e taxação de até 10% dos dividendos para altas rendas.


INSS – Em 15 dias, 2,3 milhões de aposentados e pensionistas já contestaram os descontos de associações em seus benefícios e solicitaram o ressarcimento dos valores. Esse é o balanço mais recente do Instituto, divulgado no final da tarde de 4ªF.


ENTRE A CRUZ E A ESPADA – É grande a expectativa para a abertura hoje do mercado doméstico, dividido entre a euforia com a derrota judicial de Trump sobre as tarifas e, por aqui, a proporção que a crise do IOF ganhou.


… Ontem, a percepção de que o governo Lula prefere arrecadar do que economizar melou o clima nos negócios.


… A um triz de voltar à marca de R$ 5,70, o dólar à vista acompanhou ontem um movimento global de pressão, mas o real fechou com o pior desempenho entre as 33 moedas mais líquidas acompanhadas pelo Valor.


… Não dá para negar ser um sintoma de que o investidor está cauteloso com todo o rolo em torno do IOF.


… O desgaste abriu terreno fértil para boatos de que Lula estaria sendo pressionado por alas do PT a trocar Haddad por Mercadante no comando da Fazenda, tensionando ainda mais o ambiente no câmbio doméstico.


… Dificilmente, o ruído do IOF levará a uma ruptura deste tamanho na equipe econômica, mas o rumor ajudou ontem a desencadear apostas contra o real, com o dólar à vista fechando em alta firme de 0,88%, a R$ 5,6952.


… Já às voltas com o estresse do IOF, a curva do DI embutiu alta adicional quando vazou que o Caged viria em 256 mil postos, bem acima dos 175 mil esperados e mais do que o dobro dos 71,5 mil registrados em março.


… Dito e feito: o indicador mostrou a criação 257.528 vagas de emprego em abril, perto do teto das previsões (267.366), e levou os contratos futuros dos juros a quebrarem uma sequência de três pregões em queda.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 subia a 14,735% (de 14,685% na sessão anterior); Jan/27, a 13,940% (13,850%); Jan/29, a 13,490% (13,370%); Jan/31, a 13,680% (13,600%); e Jan/33, a 13,750% (13,690%).


… É a segunda vez em três meses que os dados do Caged circulam nas mesas antes da divulgação oficial.


… Em fevereiro, quando o resultado bateu a marca histórica de 437 mil postos de trabalho formais, o rumor entre os investidores era de “mais de 400 mil”, enquanto as expectativas rondavam a casa de 100 mil.


… Na repercussão ao Caged de ontem, a XP disse que o dado reforça a chance de PIB acima de 2,3% no ano.


SEMPRE CABE MAIS UM – Se o IOF não abalar o humor, o Ibovespa pode ganhar espaço para renovar os recordes históricos, surfando na onda positiva do revés de Trump no tarifaço e do balanço da Nvidia.


… Pesquisa do BTG mostra aumento no número de gestoras que avaliam que o Ibov já estaria perto do valor justo após o rali recente. Mas o desmonte da escalada protecionista nos EUA ainda pode garantir gás adicional.


… Nesta 4ªF, diante dos juros futuros pressionados pelos dados fortes do Caged e em meio à escalada da tensão do IOF e as quedas nas bolsas em NY, o Ibovespa se viu sem saída para ampliar uma recuperação.


… Fechou em baixa de 0,47%, aos 138.887,81 pontos, com volume financeiro fraco, de nem R$ 20 bilhões.


… Petrobras ON (-1,24%, a R$ 33,39) e Petrobras PN (-0,32%, a R$ 31,43) ignoraram a alta do petróleo Brent (+1,26%, a US$ 64,90), depois da decisão da Opep de manter a produção estável até o final do ano que vem.


… Nas agências internacionais, fontes dizem que haverá uma outra reunião, no sábado, com oito membros do cartel, para tratar especificamente da continuidade do aumento na produção de 411 mil bpd em julho.


… O encontro não foi oficialmente confirmado, mas existe o risco de os sauditas e os russos reverterem a melhora dos preços da commodity, caso decidam por uma elevação significativa na oferta no fim de semana.


… Apesar de o minério de ferro ter caído pouco ontem (-0,14%), Vale ON recuou 0,80%, a R$ 53,41.


… Entre os bancos, só Bradesco PN (+0,69%, a R$ 16,15) subiu, ainda embalado pela melhora da recomendação do Citi (neutra para compra). Itaú caiu 0,81% (R$ 37,79); BB, -1,99% (R$ 24,08); e Santander, -1,12%, a R$ 29,90.


… A lista das maiores baixas trouxe Azul PN (-3,74%, a R$ 1,03), que pediu recuperação judicial nos EUA.


… Também Usiminas PNA (-4,67%, a R$ 5,31) e CSN ON (-3,67%, a R$ 8,67) foram mal, mesmo após o governo renovar por 12 meses o sistema de proteção ao setor, com o objetivo de reduzir as importações de aço.


PILHA NO FED? – Depois de Powell ter dito tantas vezes que não estava com pressa de cortar juro, preferindo aguardar com maior clareza os efeitos da políticas de Trump, surge agora o fato novo da anulação das tarifas.


… É possível que a novidade precipite apostas no mercado de um relaxamento monetário antecipado nos EUA, embora, de seu lado, o Fed possa continuar querendo esperar para ver, porque não pode dar passo em falso.


… Se Trump recorrer (e é claro que ele vai), as coisas ainda podem continuar virando de ponta cabeça.


… Ontem, a ata do Fed teve efeito nulo nos negócios e as bolsas em NY assumiram dose de cautela, em clima de suspense pelo balanço da Nvidia, que saiu pouco depois do fechamento dos negócios em Wall Street.


… Operando na defensiva, o Dow Jones caiu 0,58%, aos 42.098,70 pontos; o S&P 500 recuou 0,56%, aos 5.888,55 pontos; e o Nasdaq fechou com desvalorização de 0,51%, aos 19.100,94 pontos.


… Entre os Treasuries, o viés do dia foi de alta. A taxa da Note-2 anos subiu a 3,999%, de 3,977% na véspera; a de 10 anos avançou para 4,478%, contra 4,446%, e a do T-Bond de 30 anos foi a 4,977% (de 4,951%).


… No câmbio, o índice DXY testou nova retomada (+0,36%), mas ainda não voltou aos 100 pontos (99,875). O dólar levou a melhor contra o euro (-0,34%, a US$ 1,1292), a libra (-0,32%, a US$ 1,3465) e o iene (144,91/US$).


EM TEMPO… Ibama pediu que PETROBRAS agende datas para vistorias de equipamentos na Foz do Amazonas., no último passo antes da resposta final do Instituto sobre licenciamento para explorar produção na região…


… Petrobras confirmou a 8ª emissão de debêntures no valor de R$ 3 bilhões.


AZUL. A Fitch e a S&P rebaixaram o rating de CCC- para D, depois do pedido de proteção da companhia aérea nos termos do Chapter 11, nos EUA.


SABESP firmou contrato com Iguá e assumiu o controle das sociedades Águas de Andradina e Águas de Castilho.


CEMIG. Justiça de MG suspendeu liminar que obrigava depósito judicial de R$ 912,2 milhões referente a 50% do déficit do plano A do fundo de pensão Forluz em 2022.


CARREFOUR anunciou dividendo especial de 163 milhões euros, a 0,23 euro por ação; ex na próxima 2ªF.


AMERICANAS anunciou a emissão de novas ações ordinárias decorrentes do exercício de bônus de subscrição vinculados ao plano de recuperação.


JHSF assinou Memorando de Entendimentos (MOU) com o Einstein para instalação de uma unidade de serviços médicos e ambulatoriais na expansão do Complexo Boa Vista, no Boa Vista Village, no interior de São Paulo.


AGROGALAXY adiou pela segunda vez a divulgação de seu balanço do 1Tri e marcou nova data para 9 de junho.

Bom dia 2905

 *Bom dia ☕️*


*🌎Os índices futuros dos EUA operam em forte alta nesta quinta-feira (29),* após um tribunal comercial federal bloquear as tarifas 'recíprocas' impostas pelo presidente Donald Trump e diante dos resultados acima do esperado divulgados pela Nvidia.


*📊Veja o desempenho dos mercado futuros*


*🇺🇸EUA*


* Dow Jones Futuro: +1,18%

* S&P 500 Futuro: +1,58%

* Nasdaq Futuro: +1,95%


🌏 Ásia-Pacífico


* Shanghai SE (China), +0,70%

* Nikkei (Japão): +1,88%

* Hang Seng Index (Hong Kong): +1,35%

* Kospi (Coreia do Sul): +1,89%

* ASX 200 (Austrália): +0,15%


🌍 Europa


* STOXX 600: +0,35%

* DAX (Alemanha): +0,56%

* FTSE 100 (Reino Unido): -0,07%

* CAC 40 (França): +0,73%

* FTSE MIB (Itália): +0,41%


🌍 Commodities


* 🛢️Petróleo WTI, +1,50%, a US$ 62,77 o barril

* 🛢️Petróleo Brent, +1,39%, a US$ 65,80 o barril

* 🧲Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,29%, a 707,00 iuanes (US$ 98,14)


🪙Bitcoin, +0,91%, a US$ 108.301,40


*📚MZ Investimentos*

*🗞️Jornal do Investidor*

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


SESSÃO: E Trump voltou a falar. Anunciou novas restrições às exportações de tecnologia para a China, nomeadamente pediu aos fornecedores de software para chips que deixem de os vender, de forma a travar o desenvolvimento próprio de semis. Resultado? Bolsas em baixa ontem. No plano geopolítico, foram divulgadas informações de uma proposta da OTAN para que os membros aumentem a sua despesa em Defesa até 5% do PIB (vs. 2% atual), sendo 3,5% de investimento direto no sentido estrito da palavra defesa, enquanto os 1,5% restantes incluiriam despesas “relacionadas”, como a cibersegurança, proteção de costas e fronteiras ou atividades espaciais. Recordamos a nossa preferência por ambos os setores há vários trimestres (Carteiras Temáticas de Defesa e Cibersegurança). Por último, as Atas da Fed de 6/7 de maio não acrescem grandes novidades, como se esperava. Mantiveram taxas de juros, destacaram o amplo consenso sobre dar um tempo antes retomar às descidas e avisaram sobre o possível impacto na inflação e crescimento da política alfandegária atual.


Para hoje temos uma mistura de notícias positivas que animarão a sessão. O Tribunal de Comércio dos EUA declarou ilegal grande parte dos impostos alfandegários, todos exceto o aço, o alumínio e automóveis que vão por outra via, de Trump e dá-lhe 10 dias para os retirar. Considera que não poder alegar “emergência nacional” para legislar sobre política comercial sem passar pelo Congresso. Claro que Trump recorreu à decisão e lutará até ao fim para não cumprir a decisão, mas é um alívio para o mercado. 


Nvidia subiu +5% em aftermarket após publicar resultados melhores do que o estimado e praticamente em linha, apesar de incorporar o impacto previsto de 4.500 M$ das restrições às exportações de semis à China. Salesforce também em alta, +1%, após o fecho ao publicar resultados bons e melhorar as guias. Boas notícias para a tecnologia. 


CONCLUSÃO: Sessão de subidas na bolsa. Nvidia e a frente comercial apoiarão uma sessão em que a principal referência macro será a primeira revisão do PIB americano (-0,3% t/t anualizado 1T 2025 vs. +2,4% anterior). Veremos se será revisto em alta. 


S&P500 -0,6% NQ-100 -0,5% SOX -0,6% ES-50 -0,7% IBEX -1,0% VIX 19,3 BUND 2,55% T-NOTE 4,47% SPREAD 2A-10A USA=+49PB B10A: ESP 3,16% PT 3,04% FRA 3,22% ITA 3,54% EURIBOR 12M 2,06% USD 1,129 JPY 163,6 OURO 3.290$ BRENT 65,0$ WTI 61,9$ BITCOIN -2,1% (107.328$) ETHER -1,3% (2.635$).


FIM

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Tudo q vai, volta....

 Governo Trump anuncia sanções que podem atingir Moraes


28/05/2025 11h21


O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio anunciou a restrição de vistos contra autoridades estrangeiras que possam ser considerados como responsáveis por uma suposta censura contra cidadãos ou empresas americanas. A medida é uma reação a governos, parlamentos ou cortes que possam agir contra as plataformas digitais e na defesa da democracia.


"Durante demasiado tempo, os americanos foram multados, assediados e até acusados por autoridades estrangeiras por exercerem os seus direitos de liberdade de expressão", afirmou o chefe da diplomacia americana, nesta quarta-feira.


Ele não citou o caso de Alexandre de Moraes, mas diplomatas avaliam que a iniciativa pode acabar prejudicando o ministro brasileiro e outras autoridades do país que são acusadas nos EUA por medidas que prejudicam americanos. Nos últimos meses, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro passou a fazer uma campanha entre a base mais radical do trumpismo, na esperança de convencer a Casa Branca a agir contra o ministro do STF e outros nomes.


Um dos argumentos usados é que Moraes agiu contra as plataformas digitais, numa suposta operação de censura. Na Flórida, de fato, um processo foi aberto contra Moraes por parte da Rumble, plataforma ligada ao círculo mais próximo de Donald Trump.


Eduardo Bolsonaro comemora


Imediatamente, Eduardo Bolsonaro foi às redes sociais para comemorar. "Parabéns. No Brasil estamos cheios disso. EUA estão trazendo esperança por quem luta pela liberdade", escreveu o filho do ex-presidente indiciado por golpe de estado.


O que é a medida


Nas redes, Rubio explicou sua iniciativa:


"Hoje, estou a anunciar uma nova política de restrição de vistos que se aplicará a funcionários estrangeiros e a pessoas que sejam cúmplices da censura aos americanos. A liberdade de expressão é essencial para o modo de vida americano - um direito inato sobre o qual os governos estrangeiros não têm autoridade", afirmou o chefe da diplomacia americana.


"Os estrangeiros que trabalham para minar os direitos dos americanos não devem ter o privilégio de viajar para o nosso país", disse. "Seja na América Latina, na Europa ou em qualquer outro lugar, os dias de tratamento passivo para aqueles que trabalham para minar os direitos dos americanos acabaram", afirmou.


O UOL apurou que, caso um ministro brasileiro solicite um visto para ir aos EUA, terá sua autorização provavelmente negada se ficar constatado que ele atuou contra esses princípios defendidos por Rubio.


O secretário de Estado de Trump já havia alertado, na semana passada, que medidas contra Moraes estavam "em análise" e que existia uma "chance" de elas serem adotadas.


Há duas semanas, o UOL revelou que a Casa Branca considerava uma ação. Mas ainda pesava o impacto que ela poderia ter nas relações bilaterais.


O governo de Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma resposta política forte caso Donald Trump opte por aplicar sanções específicas contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Não há qualquer previsão de que um gesto americano seja respondido com retaliações ou sanções por parte do Brasil. Mas o governo se prepara para declarar que o ato seria uma "ingerência inadmissível" nos assuntos domésticos do país.


EUA criticam "censura" na Europa contra plataformas digitais


Enquanto Rubio anunciava a medida, o Departamento de Estado ainda alertava aos europeus sobre o que poderia ocorrer caso optem pela censura.


"Em toda a Europa, os governos utilizaram as instituições políticas como armas contra os seus próprios cidadãos e contra o nosso patrimônio comum", escreveu Samuel Samson, conselheiro do Escritório de Democracia e Direitos Humanos do Departamento de Estado. "Longe de reforçar os princípios democráticos, a Europa transformou-se num viveiro de censura digital, migração em massa, restrições à liberdade religiosa e muitos outros ataques à auto-governação democrática", disse.


"Estas tendências preocupantes só aumentaram nos últimos anos", alertou. "No Reino Unido, a polícia está a prender cristãos - como Adam Smith-Connor e Livia Tossici-Bolt - por rezarem em silêncio à porta de clínicas de aborto. Em 2023, mais de 12 000 cidadãos britânicos foram detidos por publicações online, incluindo comentários críticos da crise migratória europeia, que as autoridades consideraram "grosseiramente ofensivas", disse.


Ele ainda cita que, na Alemanha, "o governo criou sistemas elaborados para monitorizar e censurar o discurso em linha sob o pretexto de combater a desinformação e prevenir ofensas".


"Quando os cidadãos alemães expressam preocupações legítimas sobre os impactos econômicos e sociais da globalização ou criticam os políticos, correm o risco de serem multados, rotulados de radicais ou mesmo de terem as suas casas invadidas pelas forças da ordem", afirmou.


"A Lei dos Serviços Digitais da União Europeia, que se destina a proteger as crianças de conteúdos nocivos em linha, é utilizada para silenciar as vozes dissidentes através de uma moderação de conteúdos orwelliana. Os reguladores independentes policiam agora as empresas de redes sociais, incluindo plataformas americanas proeminentes como o X, e ameaçam com multas imensas em caso de incumprimento dos seus regulamentos rigorosos em matéria de discurso", apontou.


Samson diz que este ambiente também restringe as eleições na Europa. "Tal como foi recentemente salientado pelo Secretário Rubio, o popular partido Alternative für Deutschland acaba de ser classificado como uma organização "extremista" pelos serviços secretos alemães, o que poderá levar à exclusão do partido do processo eleitoral", disse.


"A principal candidata às presidenciais francesas, Marine LePen, foi acusada de desvio de fundos e, ao contrário do procedimento habitual, foi imediatamente proibida de concorrer. Na Polônia e na Romênia, foram igualmente impostas restrições a determinados partidos políticos ou políticos. Ao mesmo tempo, nações cristãs como a Hungria são injustamente rotuladas como autoritárias e violadoras dos direitos humanos", afirmou.


"Os americanos estão familiarizados com estas tácticas. De fato, uma estratégia semelhante de censura, demonização e armamento burocrático foi utilizada contra o Presidente Trump e os seus apoiadores. O que isto revela é que o projeto liberal global não está a permitir o florescimento da democracia. Pelo contrário, está a espezinhar a democracia e, com ela, a herança ocidental, em nome de uma classe governante decadente que tem medo do seu próprio povo", alertou o diplomata americano.


Segundo ele, "a supressão do discurso, a facilitação da migração em massa, o direcionamento da expressão religiosa e o enfraquecimento da escolha eleitoral ameaçam os próprios alicerces da parceria transatlântica".


"Uma Europa que substitui as suas raízes espirituais e culturais, que trata os valores tradicionais como relíquias perigosas e que centraliza o poder em instituições irresponsáveis é uma Europa menos capaz de se manter firme contra as ameaças externas e a decadência interna", disse.


Ele ainda lembrou que Rubio atuará sempre no interesse nacional dos EUA. "O retrocesso democrático da Europa não só afeta os cidadãos europeus, como também afeta cada vez mais a segurança e os laços econômicos americanos, juntamente com os direitos de liberdade de expressão dos cidadãos e das empresas americanas", alertou.


Reportagem



Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.


https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2025/05/28/governo-trump-anuncia-sancoes-que-podem-atingir-moraes.htm

Fuga de cérebros

"Opinião
Lula não tem chance no 'saldão' das universidades norte-americanas
Raul Juste Lores Colunista do UOL
27/05/2025 05h30 Atualizada em 27/05/2025 15h08
O governo Lula quer atrair acadêmicos dos EUA para fazer pesquisas aqui, aproveitando a caça às bruxas contra as universidades promovida por Trump. Dificilmente terá sucesso.

Infelizmente para o governo, o anúncio marqueteiro coincidiu com a notícia de que repasses federais às universidades sob Lula já estão abaixo dos repasses sob Temer e Bolsonaro. Mesmo com a militância domesticada e silenciada, a Academia Brasileira de Ciências e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) acusaram o governo de "desmonte" das universidades.

Pior ainda, a proposta do governo, anunciada pelo ministro Alexandre Padilha, mostra que os governos petistas ainda não têm a menor ideia do que seja internacionalização da isolada academia brasileira. Para começar, Padilha falou em priorizar cientistas brasileiros que queiram sair dos EUA. Ou seja, resgatar os poucos brasileiros com acesso às pesquisas mais desenvolvidas do mundo. Onde há colegas e professores do planeta inteiro, e a colaboração entre empresas e universidades é permanente.

Como não é a primeira vez que Padilha é ministro, deve saber o quão lento, demorado e caro é para um pesquisador brasileiro importar uma substância, um material, um laboratório de fora. Se for para sair dos EUA, por que um pesquisador de ponta voltaria para um ambiente ainda mais isolado e onde o governo coopera ainda menos que o de Trump?

Harvard tem 27% de estudantes e mais de 20% dos seus professores nascidos fora dos EUA. Nenhuma universidade federal brasileira tem mais de 1% de estudantes estrangeiros, e boa parte deles é apenas intercambista. Professores estrangeiros? O número é menor ainda. Se você pode levar um ano para conseguir um CPF e alugar um imóvel no Brasil sem fiador ou CPF, imagine para o cientista indiano ou turco que quisesse se aventurar no Brasil? Aulas de graduação em inglês? Onde?

Nossas universidades são isoladas e corporativistas, e jamais tiveram muito apetite para atrair o mundo para suas salas. Como o PT já está na metade de sua quinta gestão federal, tal interesse poderia ter começado antes de Trump. Estamos muito despreparados para o saldão.

Que programa foi criado para aumentar a transparência e melhorar a governança das universidades federais? Para que ex-alunos doem sem achar que o dinheiro sumirá em um buraco negro? Algum reitor criou programas de arrecadação independentes de verbas de Brasília?

Até para fazer bravata, o governo brasileiro chegou tarde no bonde. Apesar do discursinho pró-Brics, poderiam checar o que a China fez nos últimos vinte anos.

Quando fui correspondente da Folha na China, entrevistei o ex-reitor da Universidade Cornell, Jeffrey Lehman. Ele tinha acabado de se mudar para dirigir a novíssima Faculdade de Direito Transnacional da Universidade de Pequim. Recebeu tapete vermelho e um pacote financeiro irrecusável, para uma faculdade onde todas as aulas eram em inglês.

Em 2012, o programa "Mil Experts Internacionais" foi lançado pelo governo chinês para subsidiar universidades chinesas que conseguissem atrair acadêmicos de prestígio do exterior, especialmente americanos. Em 2024, são estimados 18 mil professores estrangeiros nas universidades chinesas, a maioria americanos. De convidados e assistentes a efetivados. Lecionando em inglês, algo que causaria imolações nas nossas universidades públicas.

O mundo poderia estar perdendo tempo ao publicar manifestos ou notas de repúdio contra o presidente que só teve sucesso na vida como apresentador de reality show (e quebrou quase todos os negócios em que entrou, inclusive os que herdou).

Mas quanto mais Trump ameaça universidades e persegue cientistas no próprio governo, Europa, Ásia, Canadá e Austrália tiram o carrinho da garagem e fazem as mais variadas ofertas para importar o saber americano.

Até a habitual modorra da União Europeia foi chacoalhada. O presidente francês, Emmanuel Macron, e a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, lançaram pacote de 500 milhões de euros para atrair cientistas americanos. Sem dissimular. O programa, em inglês, significa "Escolha a Ciência, escolha a Europa". Espanha e Alemanha também divulgaram que farão programas para atrair talentos acadêmicos.

Como muitos dos cientistas americanos não são nascidos no país, podem facilmente se mudar para um centro de pesquisas onde se sintam mais bem-vindos. Muitos chineses, por exemplo, estão voltando para a China, graças ao novo clima. Trump ainda vai deixar as universidades chinesas mais competitivas.

Universidades na França e no Canadá lançaram uma ofensiva de charme para contratar cientistas e intelectuais americanos de renome, que estejam sem paciência para o bullying de Trump. Yale perdeu três de seus maiores intelectuais para Toronto nas últimas semanas: Timothy Snyder, Marci Shore, Jason Stanley. E esse governo chegou apenas a seu quarto mês.

O novo ministro da Saúde dos EUA, Robert Kennedy, demitiu alguns dos maiores cientistas americanos do NIH, o instituto federal de pesquisas cientificas. Kennedy é contrário até mesmo a vacinas contra sarampo e rubéola, que têm bons resultados confirmados há décadas —54 cientistas abandonaram (ou foram "saídos") o NIH.

Elon Musk, em seu teatrinho —já interrompido— de cortar gastos federais, também demitiu pesquisadores na Agricultura e na Educação. Imagine a Embrapa sendo ceifada por neófitos no assunto? A globalização competitiva, a mesma que Trump e nossos desenvolvimentistas sempre atacaram, dá vitórias aos mais espertos.

Em 2002, a cidade Yiwu, no Sudeste chinês, então com 100 mil habitantes, era um dos principais centros atacadistas da China. Seus comerciantes descobriram que estava cada vez mais difícil para empresários árabes, do Oriente Médio ou para qualquer barbudo de pele morena em geral conseguir um visto para os EUA. O trauma do 11 de Setembro foi aproveitado pela mercantil Yiwu.

Yiwu não só abriu um escritório de promoção em Dubai, que já se firmava como hub do Golfo, como o Partido Comunista de Yiwu decidiu patrocinar a construção de uma mesquita com capacidade para 5.000 fiéis "se sentirem em casa".

Yiwu cresceu graças a essa antena muito ligada com o mundo. Hoje tem 2 milhões de habitantes e virou o maior centro atacadista do país. O atacadão de 340 mil metros quadrados de 2002 virou uma central interminável de 6,4 milhões de metros quadrados —ou quase 30 vezes o Ceagesp. Tem 80 mil vendedores em suas centenas de lojas, e 210 mil visitantes por dia (5.000 deles estrangeiros).

Turismo sem fronteiras
Na última vez em que o governo brasileiro fez de conta que queria internacionalizar a educação brasileira, lançou o Ciências sem Fronteiras, no governo Dilma Rousseff, em 2011.

De 2011 a 2016, mandou 104 mil universitários da graduação e gastou R$ 13 bilhões à época (em valores de hoje, mais que o dobro). Quase metade dos alunos foi para países como Portugal, Espanha e Argentina. Uma boa parcela dos estudantes que passaram seis meses nos EUA —sim, um único semestre para estudantes em início de vida acadêmica— não tinha domínio do inglês.

O governo Dilma jamais se preocupou em avaliar o resultado do programa. Quantos voltaram tendo feito alguma pesquisa fora? Quantos voltaram com o idioma melhor? Quantos se empregaram melhor depois de terminada a graduação?

Quantos ficaram só se divertindo, nos tenros 19, 20 aninhos, sem a supervisão dos pais e professores?

Ao mesmo tempo, a China anunciou a isenção de vistos a cidadãos de cinco países latino-americanos, incluindo o Brasil, para visitas de até um mês.

Quando milhões de turistas do mundo inteiro pensam duas vezes se vale a pena enfrentar perrengues com os brucutus dos aeroportos americanos, a China corre para tentar lucrar em cima.

Prejuízo provinciano
Trump quer reduzir o dinheiro público nas universidades privadas e intervir na política interna delas, movido por ressentimento intelectual, compartilhado por seus seguidores. Acusa as instituições de serem tolerantes com o antissemitismo e de serem bastiões do esquerdismo esnobe.

Mas Trump aceitou um avião de presente, avaliado em US$ 400 milhões, pela ditadura do Qatar, principal financiadora do Hamas. Na última semana, dois filhos de Trump anunciaram um mega resort com campo de golfe no Qatar, orçado em US$ 5 bilhões. A ditadura anti-Israel entra com o dinheiro, a família Trump, com a marca, e os republicanos fingem não haver conflito de interesses.

Para não se ter dúvidas sobre o compromisso do Donald com direitos humanos e civis, ele acusou o governo da África do Sul de "racismo" contra fazendeiros brancos. E sobre o longo apartheid? Nem um pio.

Mas e o Brasil nessa? A culpa não é só do governo federal, obviamente. Ele apenas espelha algo mais amplo no país todo. Nossa elite empresarial, política e midiática costuma ser tão monoglota quanto nossas universidades. Patrocinam convescotes em Harvard e em Nova York só com brasileiros, para não ter a obrigação de balbuciar em inglês. Mas preferem mesmo longas temporadas em Portugal ou na Flórida.

Networking só entre gente que frequenta celeiros intelectuais como Fazenda Boa Vista e Trancoso. Até nossas estrelas da "renovação política" não perdem um trem da alegria para falar para as mesmas pessoas que encontrariam na Fiesp ou na Faria Lima.

O que isso significa? Quando o bloco soviético virou pó no final dos anos 80 e início dos 90, Europa e EUA ganharam, de graça, pelo menos 50 mil cientistas acadêmicos russos, ucranianos, poloneses e uma longa lista. O Brasil da hiperinflação e do Plano Collor nem tinha como entrar nessa liga.

E o saldão das universidades americanas e dos centros de pesquisa já começou, mas nossa moeda intelectual continua desvalorizada. Assistiremos de longe."

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Brasil

 

O Valor afirma que vem ganhando força no Congresso a pressão pela revogação do decreto de aumento do IOF e traz declarações do líder do União na Câmara, Pedro Lucas Fernandes, e do presidente do Republicanos, Marcos Pereira, a favor dos PDLs que visam sustar as medidas. O jornal ressalta que Hugo Motta reforçou a promessa de discutir essa possibilidade na reunião do colégio de líderes e que uma definição deve ser tomada até amanhã. Segundo o líder da oposição, Luciano Zucco (PL), Motta sinalizou que poderá pautar os PDLs, mas que quer apresentar paralelamente alguma proposta alternativa para o equilíbrio fiscal, como a retomada das discussões sobre a reforma administrativa (https://tinyurl.com/mryndacf). O ministro Fernando Haddad deve se reunir hoje com senadores e banqueiros para discutir o aumento do IOF. A agenda, que ainda não foi oficialmente confirmada, estaria sendo articulada pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner, com o objetivo de conter a ofensiva contra o decreto (https://tinyurl.com/2ukdnbct). Caso a medida seja de fato revogada, o jornal O Globo reporta que a Fazenda avalia a possibilidade de ampliar o congelamento de emendas parlamentares – neste que seria o principal trunfo da pasta nas negociações com o Congresso –, bem como recorrer ao STF, sob argumento que alterar o IOF é competência do presidente da República, não do Legislativo (https://tinyurl.com/4nkaczhd). 

 

Em meio às discussões, a Folha registra que o governo incluiu nas projeções do relatório bimestral uma receita extra de R$ 8,44 bilhões com o resgate de recursos da União parados em fundos privados, o que contribuiu para reduzir o congelamento de despesas necessário para garantir o cumprimento das regras fiscais – que seria maior do que os R$ 31,3 bilhões anunciados sem o resgate. Segundo o relatório, a maior parte dos recursos viria do FGO (Fundo de Garantia de Operações), reforçando o caixa do Tesouro em R$ 4,9 bilhões, enquanto outros R$ 3,4 bilhões teriam como origem o Fgeduc (Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo) (https://tinyurl.com/3peaxaec). 

 

Ontem também foi realizada nova audiência na comissão especial que debate a reforma do Imposto de Renda na Câmara. O secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, afirmou que a ampliação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil deve gerar uma perda anual de arrecadação de R$ 1,5 bilhão para Estados e R$ 3 bilhões para municípios (https://tinyurl.com/ms59v46t). O secretário disse que o FPM e o FPE “estão sendo fortalecidos” nos últimos anos – com medidas como as mudanças nas tributações da subvenção de investimentos e das offshores – e que, por isso, os entes subnacionais não perderão arrecadação nessa frente (https://tinyurl.com/yck8jjcj). Arthur Lira, por sua vez, ressaltou que o governo ainda precisa explicar porque há sobra de arrecadação de R$ 8 bi na proposta de compensação da medida. Barreirinhas pontuou que o excedente de arrecadação em 2026 será usado para compensar a queda de receitas com o IR em 2025, causado pela correção da tabela, e que nos anos seguintes a tendência é de equilíbrio (https://tinyurl.com/3ryytuk2). 

 

Por fim, os jornais reportam que o governo negocia com o Ministério Público Federal um acordo para garantir o reembolso aos aposentados e pensionistas do INSS afetados pelos descontos indevidos (https://tinyurl.com/78prupst) e que a intenção é anunciar o cronograma de pagamentos até o mês que vem (https://tinyurl.com/mry87ewt). O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, garantiu que todos os beneficiários lesados serão ressarcidos até o fim do ano (https://tinyurl.com/4ebvjs5x). Também levantou a possibilidade de o Executivo usar recursos públicos para realizar os pagamentos e, posteriormente, ressarcir o Tesouro com o valor apreendido de entidades e sócios investigados (https://tinyurl.com/3rscjjew). 

 

Agenda BCB: Presidente e diretores não possuem agenda pública ou com o mercado. 

 

Agendas de Lula e Haddad: Lula vai ao Nordeste nesta quarta, onde participa de cerimônias em Pernambuco e na Paraíba, às 12h e às 16h, respectivamente. A agenda de Haddad não havia sido atualizada até a publicação deste material. 

 

Agenda local de dados: O relatório mensal da dívida de abril será publicado às 14h30 e, o CAGED de abril, às 15h30 (est 170k; XP 145k).

 

Internacional

 

Lá fora, os jornais destacam que União Europeia e EUA sinalizaram disposição de trabalhar em direção a um acordo comercial nas próximas seis semanas (https://tinyurl.com/yumn4hjn). Donald Trump também voltou a criticar Vladimir Putin pelo prolongamento da guerra na Ucrânia, ao afirmar que o presidente russo está "brincando com fogo" ao se recusar a participar de negociações de cessar-fogo e que, se não fosse por ele, “coisas realmente ruins já teriam acontecido na Rússia”. Em resposta, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia disse só conhecer uma coisa realmente ruim, a 3ª Guerra Mundial (https://tinyurl.com/pjah8bu8). 

 

Agenda internacional de dados: Na Zona do Euro, a expectativa de inflação dos consumidores para um ano ficou em 3,1% (est 2,8%) e para três anos em 2,5% (est 2,5%). 

 

Nos EUA, tem Richmond FED às 11h, mas o destaque será a ata do Fomc, às 15h. Além disso, tem um Fed speaker e o leilão de USD 70 bi de títulos de 5 anos, às 14h.

 

https://xpi-politica-macro.s3.amazonaws.com/Bnv2X7AXcj5Y2fZJ.jpeg


Bons negócios!

 

XP Política & Macro Strategy

Trump compra moedas virtuais

 https://www.empiricus.com.br/newsletters/crypto-insights/empresa-de-trump-esta-contraindo-dividas-para-comprar-bitcoin-e-ethereum-ganhou-sua-propria-strategy-veja-as-novidades-do-criptomercado-capf/?_gl=1*5z54uo*_ga*MTI3NDgwNjg1Mi4xNzQxNTY0NDA2*_ga_BT4VXC4PQ6*czE3NDg0MzE0OTgkbzMyNyRnMSR0MTc0ODQzMTUyNyRqMzEkbDAkaDA.

Lauro Jardim

 🏦 *Lauro Jardim: A CVM forma votos suficientes para recusar termo de acordo em investigação de fraudes envolvendo Master e Vorcaro*


*27/05* -O colegiado da CVM, em reunião ocorrida hoje de manhã, formou votos suficientes para recusar um acordo num processo instaurado pela autarquia para apurar a realização de operações fraudulentas no mercado de capitais em que os réus são o Banco Master e o seu controlador, Daniel Vorcaro, entre outros.


O caso, sob investigação da CVM há quatro anos, é relativo à emissão de cotas de um fundo imobiliário do banco.


Em março, o diretor da CVM Otto Lobo, que desde 2022 relata o caso, pediu vista da proposta de acordo feita pelos acusados. Hoje, foi a vez de outro diretor, João Accioly, pedir nova vista.


No entanto, os outros dois participantes do colegiado, João Pedro Nascimento e Marina Copola, anteciparam seus votos. Recusaram o acordo. Com o empate, o voto de minerva será do presidente da CVM, Nascimento. Portanto, o acordo será rejeitado. 


A má notícia para Vorcaro acontece no mesmo dia em que o BTG anunciou em fato relevante que comprou uma série de ativos (precatórios, imóveis e participações em empresas como Light e Hapvida) do dono do Master por R$ 1,5 bilhão.


https://tinyurl.com/28h4mbqn

Bom dia 2805

 *28-05 | XP Furla News*


Bom dia,


🔴 Mercados em baixa às 6h00 de Brasília: S&P -0.20%, Dow Jones -0.23%, Nasdaq -0.18% e o índice europeu STOXX 600 -0.20%.


🇺🇸 *INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL:* Os investidores aguardam os resultados da Nvidia, que serão divulgados hoje, após o fechamento. Eles estarão atentos ao que as restrições impostas pela China significarão para a fabricante de chips de IA.


🇺🇸 *TAXA DE JUROS:* Os operadores também analisarão a ata da reunião de maio do Fed, prevista para a tarde de hoje, para obter informações sobre como as autoridades dos bancos centrais estão analisando a política monetária em um momento de maior incerteza macroeconômica.


🇺🇸 *TAXA REFERÊNCIA:* O título de 30 anos subiu para 4,467%. O de 10 anos também subiu 3 pontos-base, para 4,467%, e o rendimento de 2 anos subiu para 3,961%.


🇧🇷 *MACRO BRASIL:* Reagindo ao IPCA-15 abaixo do esperado e ao cenário internacional, a taxa de juros de 10 anos local caiu 20 bps, a 13,69%, enquanto a americana recuou 7 bps. A NTN-B longa retraiu 3 bps, pagando inflação +7,03%, e o real apreciou 0,5%, a R$ 5,65.


*O Globo - Fazenda pode aumentar congelamento de emendas parlamentares e ir ao STF se IOF for derrubado no Congresso*

Parlamentares da oposição e entidades empresariais pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta, a pautar a votação de um decreto legislativo para anular a medida que eleva o imposto.


*O Globo - Haddad deve discutir aumento do IOF com senadores e banqueiros nesta quarta*

Reuniões miram frear projetos no Congresso e evitar possíveis cortes em emendas.


*Folha - Motta diz à oposição que derrubada de decreto do IOF será discutida com líderes na quinta*

Líderes partidários próximos ao presidente da Câmara dizem acreditar que o projeto não será pautado. 


*Estadão - INSS: Aposentados lesados por descontos indevidos serão ressarcidos até 31 de dezembro*

Presidente do instituto afirmou que formas de ressarcimento ainda estão em discussão dentro do governo.


*Valor - INSS abre possibilidade de ressarcir aposentados com recursos públicos e compensar Tesouro posteriormente*

Gilberto Waller Júnior explicou que o Tesouro seria ressarcido com o valor apreendido dos bens das entidades e sócios investigados por descontos indevidos.


*Folha - Divisão sobre tempo de mandato de senador deve adiar PEC que acaba com reeleição*

A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado na semana passada em um amplo acordo em torno do fim da reeleição, mas a mudança no mandato de senadores de dez anos para cinco provocou enorme reação nos bastidores.


*Estadão - Estados e municípios terão perda de R$ 4,5 bi por ano com reforma do IR, diz secretário da Receita*

Robinson Barreirinhas afirmou que não haverá alta de arrecadação com o projeto de lei. Segundo ele, as perdas serão de R$ 1,5 bilhões aos Estados e R$ 3 bilhões aos municípios.


*CNN - Brasil tem gripe aviária em ave silvestre e apura caso em granja comercial*

O Brasil registrou ontem um caso de gripe aviária em ave silvestre - em cisne negro cativo em Mateus Leme (MG) -, o que não deverá ter impactos comerciais, e investiga uma suspeita em granja comercial no Rio Grande do Sul, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.


*Poder360 - Fiagro e fundos imobiliários não serão tributados, diz Appy*

O secretário da Reforma Tributária disse que as conversas entre o governo e congressistas estão próximas de resultar em acordo para a derrubada de vetos à isenção de Imposto de Renda dos FIIs e Fiagros.

Jonas Federighi

  O texto mostra que a ofensiva do ministro Jhonatan de Jesus (TCU) no caso Master começou a acender um alerta vermelho: analistas, técnicos...