ECONOMIA DA INFORMALIDADE
Um dos grandes desafios da crise econômica associada aos efeitos da COVID-19 tem sido fazer com que políticas públicas alcancem um contingente imenso de pessoas engajadas em atividades econômicas que sobrevivem à margem da formalidade. Este também será um enorme desafio na recuperação econômica e para a constituição de uma "nova normalidade" pós-COVID-19. Isso demandará dos países emergentes muito mais criatividade e engenhosidade na recuperação do que dos países desenvolvidos.
Artigos legais sobre o tema:
"Informality and Development"
Rafael La Porta and Andrei Shleifer
Journal of Economic Perspectives, 28(3) 2014
https://lnkd.in/er-ptvQ
"Informality Revisited"
William Maloney
World Development, 32(7) 2004
https://lnkd.in/efGvUTC
"Informality and Long-Run Growth"
Frédéric Docquier, Tobias Müller & Joaquín Naval
Scandinavian Journal of Economics, 119(4) 2017
https://lnkd.in/eKCrx3P
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
segunda-feira, 6 de abril de 2020
sexta-feira, 3 de abril de 2020
Notas do Alentejo, por Julio Hegedus
Continuamos nesta contabilidade macabra de quantos se contaminaram pelo Covid 19, quantos morreram, quantos estão internados, onde há mais mortos, como devemos proceder, isolamento horizontal, ou social, até quando? Qual o desfecho desta tragédia?
Enquanto esta resposta não chega, vamos contabilizando números. No Brasil, pelos númenos do dia 3/4 já são 259 mortos para mais de 7,1 mil casos confirmados.
No governo, Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, continua mandando muito bem, mas gerando certo desconforto no paranóico presidente da República, por não aceitar que algum ministro possa brilhar mais do que ele. Mandetta faz um ótimo trabalho, segue a linha do isolamento horizontal, tem apoio dos outros ministros, do Congresso, mas isso incomoda o capitão, seus alucinados filhos e alguns assessores mais fanáticos. Bolsonaro inclusive já pediu para o ministro se demitir, mas ele deixa esta atribuição ao presidente. Ou seja, todo o desgaste desta decisão impopular será dele.
Temos aqui uma crise do capitão em relação à boa condução da crise de pandemia conduzida pelo ministro Mandeta. O primeiro quer liberar a atividade econômica já partindo-se para o isolamento vertical, o segundo, com amplo apoio, defedendo o isolamento horizontal. Duas são as formas de fazer uma transição na quarentena: uma inconsistente, que pode levar ao ressurgimento da epidemia, e outra, mais racional e inteligente, que combina uma estratégia de testes em larga escala da população para identificar a expansão do surto, isolar os diagnosticados e rastrear seus contatos. A primeira não garante a erradicação do vírus, e, consequentemente, não garante uma recuperação da economia, ao contrário do que parece ser possível com a segunda. É neste dilema que estamos envolvidos.
Medidas fiscais de estímulo, como baixa de compulsório ao sistema de crédito, assim como programas mais intensos de transferência de renda, com a definição de uma renda mínima de R$ 600 aos informais e outros mais fragilizados, avançam, num total de recursos mobiliados próximo a R$ 80 bilhões, oriundos de variados fundos.
No mundo, os EUA já são o epicentro da crise do Covid 19, mais exatamente em NY, muito pela rebeldia das pessoas em adotar o tal isolamento horizontal. O mesmo se deve observar na Espanha e na Itália, casos sobre o que não se deve fazer numa pandemia como esta.
Enquanto esta resposta não chega, vamos contabilizando números. No Brasil, pelos númenos do dia 3/4 já são 259 mortos para mais de 7,1 mil casos confirmados.
No governo, Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, continua mandando muito bem, mas gerando certo desconforto no paranóico presidente da República, por não aceitar que algum ministro possa brilhar mais do que ele. Mandetta faz um ótimo trabalho, segue a linha do isolamento horizontal, tem apoio dos outros ministros, do Congresso, mas isso incomoda o capitão, seus alucinados filhos e alguns assessores mais fanáticos. Bolsonaro inclusive já pediu para o ministro se demitir, mas ele deixa esta atribuição ao presidente. Ou seja, todo o desgaste desta decisão impopular será dele.
Temos aqui uma crise do capitão em relação à boa condução da crise de pandemia conduzida pelo ministro Mandeta. O primeiro quer liberar a atividade econômica já partindo-se para o isolamento vertical, o segundo, com amplo apoio, defedendo o isolamento horizontal. Duas são as formas de fazer uma transição na quarentena: uma inconsistente, que pode levar ao ressurgimento da epidemia, e outra, mais racional e inteligente, que combina uma estratégia de testes em larga escala da população para identificar a expansão do surto, isolar os diagnosticados e rastrear seus contatos. A primeira não garante a erradicação do vírus, e, consequentemente, não garante uma recuperação da economia, ao contrário do que parece ser possível com a segunda. É neste dilema que estamos envolvidos.
Medidas fiscais de estímulo, como baixa de compulsório ao sistema de crédito, assim como programas mais intensos de transferência de renda, com a definição de uma renda mínima de R$ 600 aos informais e outros mais fragilizados, avançam, num total de recursos mobiliados próximo a R$ 80 bilhões, oriundos de variados fundos.
No mundo, os EUA já são o epicentro da crise do Covid 19, mais exatamente em NY, muito pela rebeldia das pessoas em adotar o tal isolamento horizontal. O mesmo se deve observar na Espanha e na Itália, casos sobre o que não se deve fazer numa pandemia como esta.
quarta-feira, 1 de abril de 2020
Pessimismo com a bolsa
ESPECIAL: MAIS PESSIMISTAS COM O IBOVESPA, ANALISTAS ADMITEM REVER PATAMAR PARA BAIXO
Por Matheus Piovesana
São Paulo, 01/04/2020 - Com o Ibovespa consistentemente entre os 60 mil e os 70 mil pontos, estimativas de que o índice chegará ao final do ano acima dos 100 mil pontos são cada vez mais raras, uma situação inversa a que se viu no início de 2020. Entretanto, os cortes nas expectativas feitos até aqui podem ser apenas o começo das revisões negativas. Casas consultadas pelo Broadcast trabalham com cenários-base entre os 87 mil e os 94 mil pontos em dezembro. A maioria delas, entretanto, deixa a porta aberta para o imponderável: com uma piora inesperada dos efeitos da pandemia da Covid-19, o recuo em relação a 2019 pode ser ainda maior.
Um dos temores é de que o declínio da economia americana - e, por extensão, das dos demais países - seja maior do que se projeta até o momento. Por aqui, além de um Produto Interno Bruto (PIB) ainda menor do que preveem diferentes casas, uma segunda onda de contágio pelo vírus poderia matar no nascedouro a recuperação que se espera para o segundo semestre.
O antes e o depois das estimativas para o Ibovespa
Casa Estimativa anterior Estimativa atual Diferença
Bank of America 130.000 pontos 87.000 pontos -33%
Eleven Financial 138.000 pontos 96.000 pontos -30%
Itaú BBA 132.000 pontos 94.000 pontos -29%
XP Investimentos 132.000 pontos 94.000 pontos -29%
Western Asset* 138.000 pontos 115.000 pontos -17%
*Previsão para março/2021
Fonte: instituições
Olhando pelo retrovisor
Por Matheus Piovesana
São Paulo, 01/04/2020 - Com o Ibovespa consistentemente entre os 60 mil e os 70 mil pontos, estimativas de que o índice chegará ao final do ano acima dos 100 mil pontos são cada vez mais raras, uma situação inversa a que se viu no início de 2020. Entretanto, os cortes nas expectativas feitos até aqui podem ser apenas o começo das revisões negativas. Casas consultadas pelo Broadcast trabalham com cenários-base entre os 87 mil e os 94 mil pontos em dezembro. A maioria delas, entretanto, deixa a porta aberta para o imponderável: com uma piora inesperada dos efeitos da pandemia da Covid-19, o recuo em relação a 2019 pode ser ainda maior.
Um dos temores é de que o declínio da economia americana - e, por extensão, das dos demais países - seja maior do que se projeta até o momento. Por aqui, além de um Produto Interno Bruto (PIB) ainda menor do que preveem diferentes casas, uma segunda onda de contágio pelo vírus poderia matar no nascedouro a recuperação que se espera para o segundo semestre.
O antes e o depois das estimativas para o Ibovespa
Casa Estimativa anterior Estimativa atual Diferença
Bank of America 130.000 pontos 87.000 pontos -33%
Eleven Financial 138.000 pontos 96.000 pontos -30%
Itaú BBA 132.000 pontos 94.000 pontos -29%
XP Investimentos 132.000 pontos 94.000 pontos -29%
Western Asset* 138.000 pontos 115.000 pontos -17%
*Previsão para março/2021
Fonte: instituições
- Não consigo responder se consigo aumentar a previsão, porque não sei se, antes disso, não terei que revisar para baixo?, afirma Gleidson Leite, gestor de renda variável da Western Asset. Segundo ele, uma revisão positiva seria nas projeções de lucro das empresas no próximo ano, e mesmo isso depende de os efeitos da pandemia se restringirem ao segundo trimestre de 2020. ?A curto prazo, a revisão seria para baixo. A Western faz previsões para o índice em um prazo de 12 meses, e estima que o Ibovespa estará de volta aos 115 mil pontos no final de março de 2021, mais de um ano depois de perder essa pontuação (em 18 de fevereiro de 2020). Até lá, quem mais deve sofrer, ajudando a pressionar o índice, devem ser os setores de aviação, varejo físico e imobiliário. Duplamente pressionada - pela guerra de preços do petróleo e pela Covid-19 -, a Petrobras também deve ficar em situação delicada.
- A Eleven Financial tem três cenários: o de base, em que o índice estaria em 96 mil pontos em dezembro; o otimista, no qual o Ibovespa voltaria aos 108 mil pontos; e o pessimista, com a carteira teórica em 84 mil pontos. O que muda entre eles é a data de início da recuperação da economia. "O cenário otimista prevê uma normalização da atividade entre o terceiro e o quarto trimestre. No mais pessimista, há uma segunda onda de propagação do coronavírus, que é uma hipótese bastante defendida por diversas escolas e correntes mundo afora", comenta Adeodato Netto, estrategista-chefe da Eleven. A via do meio, segundo ele, vê uma recomposição da atividade econômica no quarto trimestre.
Olhando pelo retrovisor
- Com base em crises passadas, outras casas têm estimativas pouco otimistas para dezembro. O Bank of America vê o índice em 87 mil pontos no último pregão do ano. O cenário considera a expectativa do banco de que a economia brasileira terá contração de 0,5% neste ano. Os riscos de queda, entretanto, são "claramente" mais fortes, escreve o time de análise do banco. Na pior das hipóteses, porém, a instituição vê o Ibovespa em 63 mil pontos no final do ano. "Devemos continuar vendo revisões negativas (para os lucros das empresas) para este ano, uma vez que em crises anteriores, as estimativas para os lucros por ação levaram quatro meses para se estabilizar", afirma o banco em relatório a clientes.
- Para a XP Investimentos, em uma deterioração dos mercados em nível similar ao que se viu em 2008, o Ibovespa poderia chegar a 46 mil pontos, mas enxerga este cenário como pouco provável. A atuação de bancos centrais e governos ao redor do mundo, segundo Fernando Ferreira, estrategista chefe da corretora, é a diferença entre o que se viu há 12 anos e o que acontece agora. "É uma mudança drástica de atitude frente ao que ocorreu em 2008, onde grandes bancos foram permitidos de ser levados à falência."
terça-feira, 31 de março de 2020
VALE E SIDERÚRGICAS SOBEM APÓS DADOS INDUSTRIAIS POSITIVOS DA CHINA
São Paulo, 31/03/2020 - Os papéis de Vale e siderúrgicas têm desempenho positivo na manhã de hoje. Vale ON tem alta de 2,94%, enquanto que CSN ON sobe 2,97%. Gerdau PN tem alta de 3,17%, e Usiminas PNA ganha 2,51%. O Ibovespa sobe 0,25%, aos 74.825 pontos. As altas do setor vêm após o PMI da China, que mostrou forte expansão em março ante fevereiro. Jorge Junqueira, responsável pela área de renda variável da Gauss Capital, explica que as empresas são beneficiadas por uma melhora nas condições da economia chinesa, e que mesmo nomes menos dependentes da China, como a Usiminas, se beneficiam, dado que os papéis de siderúrgica são negociados juntos.
CHINA: PMI INDUSTRIAL SOBE DE 35,7 EM FEVEREIRO PARA 52,0 EM MARÇO E MOSTRA RECUPERAÇÃO
Pequim, 30/03/2020 - O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China subiu de 35,7 em fevereiro para 52,0 em março, informou o Escritório Nacional de Estatísticas do país na noite desta segunda-feira (horário de Brasília). O resultado veio acima da expectativa de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que previam alta a 51,5. A marca acima de 50,0 indica expansão da atividade no país asiático, após o indicador ter caído à mínima histórica no mês passado, devido à paralisação da economia chinesa em meio à pandemia de coronavírus.
Já o PMI de serviços chinês avançou de 29,6 em fevereiro para 52,3 em março.
Fonte: Dow Jones Newswires.
segunda-feira, 30 de março de 2020
Visão geral da Conjuntura IPEA
Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Paulo Mansur Levy, Francisco Eduardo de L. A. Santos e Leonardo Mello de Carvalho
A situação mundial passou por uma mudança radical de perspectivas desde que a epidemia do novo coronavírus, inicialmente circunscrita a uma região da China, adquiriu caráter global, transformando-se numa pandemia. O impacto econômico inicial, até meados de fevereiro, ocorreu principalmente no país de origem, porém rapidamente estendeu-se aos mercados financeiros mundiais. Hoje, medidas de isolamento social ou quarentena abrangem quase todos os países, numa escala e velocidade nunca antes vista, nem mesmo em períodos de guerra.
Dado o ineditismo do choque sobre a economia mundial, fazer projeções macroeconômicas com um nível razoável de confiança tornou-se tarefa muito difícil. O grau de incerteza ainda é muito grande mesmo em relação aos aspectos epidemiológicos associados à Covid-19. Nesta visão geral da Carta de Conjuntura, não se pretende avaliar modelos epidemiológicos nem fazer juízo de valor sobre os tipos de medidas de isolamento social implantadas. O objetivo é fazer um diagnóstico da conjuntura econômica, analisar as medidas de política econômica apresentadas para mitigar os efeitos da crise aguda e apresentar previsões para a economia brasileira condicionais a cenários. Em todos os três cenários avaliados, mantemos fixa a hipótese de rápida recuperação parcial da atividade econômica já no terceiro trimestre deste ano. Esta hipótese depende da efetividade das políticas econômicas mitigadoras sendo adotadas no Brasil e no mundo, e de um relativamente rápido avanço no controle da pandemia, que permitiria a retirada gradual das medidas restritivas. O que varia entre os cenários analisados é o tempo necessário de isolamento social. No cenário em que o isolamento duraria mais um mês (até o final de abril), a previsão é que o PIB feche o ano com uma queda de 0,4%. Nos cenários com isolamento por dois e três meses, as quedas do PIB em 2020 seriam ainda maiores, de 0,9% e 1,8%, respectivamente. O custo em termos de PIB é crescente porque, mesmo com meditas mitigadoras bem sucedidas, os riscos de falências e de demissões aumentam quanto maior for o tempo em que as empresas ficam com perda muito grande (ou total) de faturamento.
O PAPEL DAS MICROFINANÇAS NA RECUPERAÇÃO DE DESASTRES
"O microfinanciamento funciona como uma ferramenta de recuperação após desastres? Evidência do Tsunami de 2004"
Leonardo Becchetti (Universita ́ di Tor Vergata) & Stefano Castriota (Universidade de Perugia) Desenvolvimento Mundial Vol. 39, Nº 6, pp. 898-912, https://lnkd.in/e-ZERuV
Resumo. —
"Avaliamos a eficácia do microfinanciamento como uma ferramenta de recuperação após o tsunami, testando o impacto de uma injeção de capital de doadores estrangeiros que recapitaliza um MFI do Sri Lanka e permite que ele refinancie mutuários seriamente danificados pela calamidade. Constatamos que os empréstimos obtidos com o IFM após o evento catastrófico têm um efeito positivo e significativo sobre a mudança na renda real e nas horas trabalhadas semanais, e que o impacto sobre as variáveis de desempenho é significativamente mais forte para os mutuários danificados do que os não danificados. Os resultados se mantêm após o controle dos efeitos de seleção e da heterogeneidade tanto no tempo da intervenção quanto nas características das amostras de tratamento e controle."
Leonardo Becchetti (Universita ́ di Tor Vergata) & Stefano Castriota (Universidade de Perugia) Desenvolvimento Mundial Vol. 39, Nº 6, pp. 898-912, https://lnkd.in/e-ZERuV
Resumo. —
"Avaliamos a eficácia do microfinanciamento como uma ferramenta de recuperação após o tsunami, testando o impacto de uma injeção de capital de doadores estrangeiros que recapitaliza um MFI do Sri Lanka e permite que ele refinancie mutuários seriamente danificados pela calamidade. Constatamos que os empréstimos obtidos com o IFM após o evento catastrófico têm um efeito positivo e significativo sobre a mudança na renda real e nas horas trabalhadas semanais, e que o impacto sobre as variáveis de desempenho é significativamente mais forte para os mutuários danificados do que os não danificados. Os resultados se mantêm após o controle dos efeitos de seleção e da heterogeneidade tanto no tempo da intervenção quanto nas características das amostras de tratamento e controle."
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