Publiquei um artigo no ESTADÃO sobre o acordo frágil entre Trump e a ditadura venezuelana.
O próximo presidente do Brasil terá de lidar com uma situação muito instável em um país vizinho. Há o risco de uma escalada da intervenção militar dos Estados Unidos e de uma guerra assimétrica de tropas americanas com grupos armados ligados ao regime chavista.
O Brasil pode ajudar a Venezuela a encontrar um caminho. Seria trágico que o país vizinho permanecesse uma ditadura ou se tornasse um protetorado dos Estados Unidos na América do Sul. Será complexo e demorado encontrar um caminho alternativo, que desemboque em um regime democrático com soberania nacional.
O Brasil viveu uma gradual transição do autoritarismo para a democracia, permeada pela negociação entre setores da oposição e do regime. Com essa experiência e sendo o maior país da região, podemos nos tornar atores importantes na solução da crise venezuelana, em parceria com outros países e blocos, como a União Europeia, que querem uma Venezuela democrática e não submissa aos Estados Unidos ou a qualquer outra potência mundial.
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