[10:58, 23/01/2026] Julio Hegedus Netto🥸:
Nas eleições em Portugal, o debate mudou. A imigração deixou de ser um tema lateral e passou ao centro da disputa eleitoral pelo impacto direto na vida cotidiana. O país vai às urnas, em segundo turno, em 8 de fevereiro, após anos de governo do Partido Socialista, em um pleito que se transformou num julgamento sobre o modelo econômico adotado.
O problema não é a imigração em si, mas a incapacidade do Estado de acompanhar o aumento da demanda. Moradia, infraestrutura e serviços não se expandem na mesma velocidade. Com a oferta travada por excesso de regras e lentidão administrativa, a tensão aparece onde dói primeiro: na habitação. Aluguéis disparam, Lisboa e Porto tornam-se inacessíveis e a construção segue engessada.
Com moradia cara, o custo de vida sobe em cadeia. Salários crescem pouco, impostos permanecem altos e a produtividade segue fraca. O resultado é simples: trabalhar mais e viver pior. Esse pano de fundo de estagnação explica por que o debate eleitoral ficou mais duro.
À esquerda, o candidato socialista Pedro Nuno Santos, do PS, defende dobrar aposta: mais Estado e mais regulação como resposta aos preços e às desigualdades. À direita, Luís Montenegro, da Aliança Democrática, aposta em destravar a economia, reduzir entraves e recolocar o crescimento no centro da estratégia.
No fundo, o debate não é “imigração sim ou não”, mas se um país escolhe administrar escassez ou permitir que a oferta cresça. Escassez não se resolve com controle. Integração não acontece sem crescimento. Onde há liberdade para produzir e investir, há mais prosperidade e menos conflito.
É o q eu tenho dito. E não me canso de pontuar isso. Imigração descontrolada gerou um tremendo caldo de tensão social, com mtos desocupados nas ruas, morando em barracas. Um passo para assaltos, violências diversas, tensões sociais. Não adianta negar o óbvio.
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