quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Abertura 2901

*Abertura: Copom abre porta para Selic menor em março e exterior ecoa balanços e Fed*


Por Silvana Rocha e Luciana Xavier*

OVERVIEW. Nesta quinta-feira, os ativos locais reagem ao teor do comunicado do Copom, ao passo que, no exterior, ainda  ecoam a sinalização do Federal Reserve, depois de manterem os juros inalterados como o mercado previa.  Entre os indicadores, destaque para a geração de emprego formal e o resultado primário do Governo Central no Brasil, além de uma série de dados dos EUA e balanços trimestrais, como o da Apple. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao Programa Acorda, Metrópoles.

NO EXTERIOR. Balanços de bancos, como Lloyds e ING, sustentam a maioria das bolsas europeias, enquanto os resultados de Meta, Microsoft, Tesla e IBM movimentam Wall Street, com destaque para o Nasdaq futuro. Investidores também monitoram os próximos passos da política monetária e a indicação do novo presidente do Federal Reserve, prevista para breve. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, avaliou crescimento econômico “sólido”, desemprego estável e inflação ainda elevada, sem sinalizar cortes. Analistas veem viés de afrouxamento à frente, refletido nos votos dissidentes de Stephen Miran e Christopher Waller, que defenderam corte de 25 pontos-base. Com isso, cresceram apostas em Waller para presidir o BC americano. O presidente do Fed, Jerome Powell, evitou comentar o rumo dos juros, destacou o caso da diretora Lisa Cook - que tende a ser mantida no cargo pela Suprema Corte - e recomendou distância da política. Os Treasuries sobem, o ouro se mantém acima de US$ 5.500 por onça-troy, nível ultrapassado na véspera, e o cobre dispara mais de 6% com o dólar fraco, enquanto o petróleo avança com tensões entre EUA e Irã.

POR AQUI. O mercado repercute a sinalização de redução da Selic em março pelo Copom, após a manutenção do juro básico em 15% ao ano, pela 5ª vez seguida. O comunicado da reunião trouxe outras mudanças relevantes no tom e no conteúdo (leia mais abaixo em O Que Sabemos). A expectativa é de queda para os juros curto e intermediário, pois foi retirada a incerteza quanto ao início do ciclo de cortes, abrindo o debate sobre o ritmo da flexibilização. O dólar e ações na B3 podem ainda se beneficiar do fluxo estrangeiro, diante do apetite por ativos de risco em NY, alta de petróleo, minério de ferro e do forte apelo do diferencial de juro real brasileiro em operações de carry trade. Os dados fiscais e do mercado de trabalho também ficam no radar. O mercado projeta superávit primário de R$ 16,85 bilhões para o Governo Central em dezembro, após déficit de R$ 20,172 bilhões em novembro, e para 2025, um déficit primário de R$ 66,9 bilhões. Para o Caged, o mercado estima fechamento líquido de 481,3 mil vagas formais em dezembro, após criação de 85.864 postos em novembro, por conta de demissões sazonais de temporários. Em 2025, a projeção mediana é de abertura líquida de 1,4 milhão de vagas, nível mais baixo desde 2020.

NA POLÍTICA. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), apresentou requerimentos para convocar dois irmãos e um primo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli na CPI do Crime Organizado. A CPMI do INSS convocou os banqueiros Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e Luis Félix Cardamone Neto, ex-presidente do Banco BMG, para prestar depoimento à comissão na próxima quinta-feira, 5 de fevereiro. A filiação do governador de Goiás ao PSD, Ronaldo Caiado, fortalece a estratégia do presidente da sigla, Gilberto Kassab, de posicionar o partido como força de centro-direita e contraponto ao bolsonarismo. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que comunicou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, que pautará a votação da PEC da Segurança após o carnaval.


AGENDA.


CAGED E PRIMÁRIO DO GOVERNO CENTRAL NO FOCO LOCAL - As atenções locais ficam no IGP-M de janeiro sai às 8h; a nota de crédito do BC às 8h30; o resultado primário do Governo Central de dezembro e 2025 às 9h30; e a geração de emprego formal no Caged, às 14h30. O Tesouro faz leilão de NTN-F e de LTN às 11h. O ministro Haddad (Fazenda), concede entrevista ao Metrópoles a partir das 9h. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Papudinha, às 11h.


DADOS DOS EUA NO RADAR - No exterior, estão programados dados americanos da balança comercial, pedidos semanais de auxílio-desemprego e custo unitário de mão de obra, todos às 10h30; além das encomendas à industria e estoques no atacado em novembro, às 12h.  A Apple, após o fechamento, e as empresas americanas de cartão de crédito Mastercard e Visa estão entre as companhias abertas que divulgam balanços.


O QUE SABEMOS.


CORTE DA SELIC - O Copom afirmou que antevê iniciar a flexibilização da política monetária na próxima reunião, em março, se confirmado o cenário esperado, mas enfatizou que manterá “a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”. Emendou que o compromisso com a meta de inflação impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude dos cortes. A evolução das reduções dependerá “de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”, segundo o colegiado.


EM TESE: Os membros do comitê sinalizaram de forma "mais clara possível", que a Selic deve começar a cair em março, diz o Banco Bmg. Apesar do sinal de redução, a Mirae Asset ressalta que os juros devem permanecer acima do nível neutro por um "tempo relevante". Segundo o BTG Pactual, o Copom iniciou uma "transição para um novo estágio" nos juros. O Bradesco nota que a estratégia visa calibrar os juros, sem comprometer o ritmo de flexibilização. A WHG avalia que o Copom está confiante, mas cauteloso. A Oryx Capital prevê um corte inicial de 0,75 p.p., com Selic a 12% em 2026. A Capital Economics espera redução de 0,25 p.p., fechando 2026 em 11,75%. Ariane Benedito, do PicPay, projeta começo do ciclo com corte de 0,50 p.p., misturando tom dovish com "âncora de prudência". A ARX criticou mudanças excessivas na comunicação do Copom. A Arton Advisors afirma que o BC vê desaceleração econômica e inflação arrefecendo, mas está preocupado com desancoragem das expectativas e inflação de serviços persistente.


PICPAY - A fintech PicPay, controlada pela J&F Participações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, realizou um IPO na Nasdaq, captando US$ 435 milhões com o lote base, e potencialmente US$ 500 milhões incluindo o lote extra. As ações saíram a US$ 19,00, o topo da faixa indicativa, diante de uma demanda 12 vezes maior que a oferta, atraindo mais de 200 grandes investidores institucionais, muitos focados em fintechs e mercados emergentes. Lançada em meio a um aumento na procura por ativos de mercados emergentes, a operação ocorreu após o PicPay adiar uma tentativa em 2021 devido a condições de mercado desfavoráveis. Com o IPO, a PicPay é avaliada em US$ 2,6 bilhões, e a J&F mantém o controle com 21% das ações vendidas. A operação foi coordenada pelo Citibank, Bank of America e RBS, enquanto Marcelo Claure, da Shein, adquiriu US$ 75 milhões em ações.


EM TESE: O IPO da PicPay sinaliza reabertura relevante da janela para empresas brasileiras em Nova York e reforça a leitura de maior apetite por risco em mercados emergentes. Após anos de escassez, a retomada de IPOs de empresas brasileiras em Nova York ocorre em meio a um momento promissor do mercado de capitais americano. Além da PicPay, o gaúcho Agibank também se prepara para listar suas ações em Wall Street. Para o Brasil, a operação ajuda a reancorar a percepção sobre fintechs locais e pode destravar novos processos represados, ao mesmo tempo em que testa a capacidade do mercado de absorver ofertas sem deteriorar preços no secundário. O interesse dos investidores pelo papel do PicPay veio em um momento de procura maior por ativos de mercados emergentes, observa uma fonte. O maior apetite de investidores estrangeiros tem beneficiado outros ativos brasileiro. O Nubank bateu recorde histórico de preço no fechamento de anteontem.


OVERNIGHT.


PETROBRAS - A estatal informou que suas estimativas de reservas provadas de óleo, condensado e gás natural, segundo critérios da SEC, resultaram em 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), em 31 de dezembro de 2025. Deste total, 84% são de óleo e condensado e 16% de gás natural. Em 2024, o montante foi de 11,4 bilhões de boe. A estatal também submeteu à certificação mais de 90% dessas reservas.


ROLAGEM DA DÍVIDA - A necessidade de financiamento projetada pelo Tesouro Nacional no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, de R$ 1,678 trilhão, exige uma emissão média semanal de R$ 33 bilhões para garantir a rolagem total dos vencimentos da dívida, calcula Ítalo Franca, head de política fiscal do Santander Brasil. Segundo Franca, a composição da dívida estimada pelo órgão não trouxe grandes surpresas: a participação dos títulos atrelados à inflação, as NTN-Bs, deve diminuir, refletindo um volume maior de títulos que vencem em 2026, enquanto a participação dos títulos prefixados deve aumentar.


EMENDAS PIX - O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou ontem um plano especial de auditoria para fiscalizar a aplicação das emendas parlamentares conhecidas como "emendas Pix", executadas entre 2020 e 2024. A iniciativa atende a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Criadas em 2020, as emendas Pix permitem a transferência direta de recursos federais para Estados e municípios, sem a vinculação prévia a um objeto específico no momento da indicação parlamentar.


CASO MASTER - Influenciadores especializados em finanças com centenas de milhares de seguidores relataram terem sido abordados, em nome do BRB, para defender nas redes sociais a versão da instituição financeira estatal sobre a sua participação no caso do banco Master, liquidado em 18 de novembro. O BRB enfrenta um desgaste após comprar R$ 12,2 bilhões em ativos considerados “podres” do Banco Master e ter feito uma oferta para adquirir uma fatia do Master, barrada pelo Banco Central.


TÚNEL SANTOS-GUARUJÁ - O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o grupo português Mota-Engil assinaram, nesta quarta-feira, 28, o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Santos-Guarujá. Com previsão de quase R$ 7 bilhões em investimentos, o projeto centenário foi leiloado em setembro de 2025. O cronograma prevê a conclusão das obras e o início da operação do primeiro túnel submerso do País em 2031.


KLABIN - A Moody's reafirmou o rating Ba1 da Klabin e manteve a perspectiva estável para a nota. "A nota da Klabin reflete sua posição como uma das mais integradas produtoras da América Latina de celulose, papel-cartão e embalagens", escreveu a classificadora.


SABESP E AXIA - A Sabesp informou a conclusão da operação envolvendo aquisição de 14.856.900 ações preferenciais, nominativas, escriturais, e sem valor nominal de emissão da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), representativas de 40,21% do capital social total e de 66,80% das ações preferenciais.


IBM - A IBM teve lucro líquido total de US$ 5,6 bilhões no trimestre encerrado em dezembro de 2025, aumento de 91% em relação ao ano anterior, e lucro ajustado por ação de US$ 4,52, segundo balanço divulgado hoje. Entre os analistas da FactSet, a expectativa era de lucro ajustado por ação de US$ 4,31.


RAÍZEN - A Raízen divulgou sua prévia operacional referente ao terceiro trimestre do ano-safra 2025/26, marcado por uma diminuição na moagem de cana-de-açúcar e menor produtividade agrícola. A companhia processou 10,6 milhões de toneladas no período, ante 13,8 milhões no mesmo intervalo da safra anterior, queda de 23,1%.


LLOYDS - O Lloyds, maior banco de varejo do Reino Unido, teve lucro líquido de 4,74 bilhões de libras no quarto trimestre de 2025, 2% acima do resultado em igual período do ano passado. O ganho por ação da instituição foi de 2,2 pences, acima do resultado de 1 pence em igual período de 2024 e expectativas de analistas consultados pela FactSet de £ 0,02.


DEUTSCHE BANK - O banco alemão Deutsche Bank informou que obteve lucro de 1,6 bilhão de euros no quarto trimestre de 2025, um aumento em relação aos € 337 milhões do quarto trimestre de 2024. Analistas estimavam um resultado de 1,35 bilhão de euros


ING - O banco holandês ING obteve lucro pré-imposto de 2,1 bilhões de euros no quatro trimestre de 2025, o que correspondeu a um crescimento de 18% no comparativo anual, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira. O lucro líquido aumentou 22%, para 1,41 bilhão de euros, superando a estimativa de 1,34 bilhão de euros com base em consenso compilado pela empresa.


WHIRPOOL - A Whirlpool teve lucro líquido de US$ 108 milhões no quarto trimestre de 2025, uma queda de 0,9% em relação ao mesmo período em 2024. Já o lucro ajustado por ação foi de US$ 1,91, aquém do esperado pelos especialistas da FactSet (US$ 1,52).


TESLA - A empresa afirmou que entrou em um acordo em 16 de janeiro para investir na rodada de financiamento Série E da xAI. Anteriormente, os acionistas da Tesla haviam rejeitado uma proposta que pedia ao conselho que investisse na startup, com mais votos "não" e abstenções do que votos "sim". A SpaceX também investiu $2 bilhões na xAI, uma concorrente da OpenAI.


COMANDO DO FED - O diretor do Fed Christopher Waller teve suas chances elevadas no mercado de apostas para presidir o BC americano, após divergir da decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) de manter as taxas de juros inalterados. Waller votou por um corte de 25 pontos-base. Na Polymarket, o favorita para a vaga, Rick Rieder, perdeu vantagem e, por volta as 19h40 (de Brasília), tinha 36% de chance de assumir o posto. O ex-diretor do Fed Kevin Warsh se mantinha estável, em 29%, e Waller cresceu para 16%.


E NOS MERCADOS.


FUTUROS DE NY - Os índices futuros Nasdaq e S&P 500 sobem com moderação, após o Federal Reserve manter a taxa de juros estável pela primeira vez desde julho do ano passado e evitar sinalizar quando voltará a flexibilizá-la. Ações da Microsoft recuam no pré-mercado após frustrações com resultados da área de nuvem, limitando os ganhos do Dow. Em contrapartida, a IBM dispara após balanço trimestral, enquanto Meta e Tesla também repercutem resultados divulgados na véspera. Às 7h11, no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,11%, o S&P 500 avançava 0,19% e o Nasdaq ganhava 0,24%.


BOLSAS EUROPEIAS - As bolsas europeias abrem sem direção única, em mercado que assimila a postura cautelosa do Federal Reserve em relação à retomada da flexibilização monetária nos Estados Unidos e acompanha balanços de grandes bancos, como Lloyds, Deutsche Bank e ING. Às 7h00, a Bolsa de Londres subia 0,42%, a de Frankfurt caía 1,08% e a de Paris avançava 0,41%.


TREASURIES - Os juros dos Treasuries sobem, enquanto os mais curtos estão perto da estabilidade, após o Fed manter a taxa básica e evitar indicar o próximo passo da política monetária, enquanto investidores aguardam a definição do sucessor de Jerome Powell no comando do banco central americano. Powell adotou tom otimista sobre a economia e o mercado de trabalho. Às 7h12, o juro da T-note de 2 anos caía a 3,571% (de 3,578% ontem), o rendimento da T-note de 10 anos avançava a 4,251% (de 4,246%) e o do T-bond de 30 anos subia a 4,875% (de 4,856%).


MOEDAS - O dólar ronda a estabilidade ante principais rivais, sem encontrar suporte na mensagem cautelosa do Fed, enquanto investidores acompanham tensões geopolíticas e aguardam a escolha do sucessor de Jerome Powell pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “A valorização do euro em relação ao dólar é consequência inevitável dos fluxos de capital para ações europeias”, afirmou Gerry Fowler, do UBS. Às 7h13, o dólar cedia a 153,32 ienes (de 153,36 ienes ontem), o euro estava em US$ 1,1950 (de US$ 1,1949) e a libra marcava a US$ 1,3800 (de US$ 1,3801). O índice DXY recuava 0,27%, a 96,188 pontos.


PETRÓLEO - O petróleo sobe, prolongando o movimento da véspera, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevar o tom contra o Irã ao afirmar que uma “grande armada” naval estaria se deslocando em direção ao país. Às 7h14, na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para março subia 2,10%, a US$ 64,54 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançava 1,97%, a US$ 69,75 o barril.


BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas da Ásia fecharam sem direção única após o Federal Reserve indicar na véspera que segue cauteloso e confirmar as expectativas com manutenção da taxa de juros nos EUA. Tensões geopolíticas e debate por diversificação mantiveram o ouro acima de US$ 5.500 a onça-troy. Em Tóquio, o índice japonês Nikkei fechou estável. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,5%. Em Seul, o Kospi fechou em alta de 1%. O índice chinês Xangai Composto fechou com leve alta de 0,2%, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,5%. O Taiex, de Taiwan, caiu 0,8%. Os investidores acompanharam atentamente os desdobramentos na Indonésia após o índice de referência Jacarta Composto despencar, na sequência do comunicado da provedora de índices MSCI alertando para um possível rebaixamento do país para o status de mercado de fronteira. Os negócios na bolsa chegaram a ser interrompidos. No final do pregão, o índice Jacarta Composto terminou com recuo de 1,1%. Na Oceania, a bolsa australiana caiu e o índice S&P/ASX perdeu 0,07%.

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