quarta-feira, 30 de abril de 2025

BDM Matinal Riscala 3004

 Bom dia


Véspera de feriado tem agenda pesada | BDM

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Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[30/04/25]


… Revelando os primeiros danos da guerra comercial à China, o PMI industrial oficial sofreu em abril a pior contração da atividade desde dez/23. Hoje, nos EUA, a agenda pesada prevê mais um indicador do emprego, a pesquisa ADP, além da preliminar do PIB/1Tri, inflação do PCE e balanços de Microsoft e Meta. Apple e Amazon saem amanhã, quando os mercados aqui fecham no feriado de 1º de Maio, mas NY funciona normalmente. Também no Brasil, o calendário econômico é intenso, nesta 4ªF, com a taxa de desemprego do IBGE e números do Caged de março, que podem influenciar as expectativas para o Copom, e ainda o resultado fiscal de março. No noticiário corporativo, repercute o relatório de produção e vendas da Petrobras, divulgado ontem, após o fechamento. Entre os balanços, são destaques: Weg e Santander, antes da abertura, enquanto Galípolo abre evento do BC (9h15) e Trump volta a criticar Powell: “Ele não está fazendo um bom trabalho”.


… Em discurso para marcar os 100 dias de seu governo, no estado de Michigan, o presidente dos EUA teve o cuidado de dizer que quer ser “respeitoso” com Powell, mas que tem mais conhecimento do que ele, “sei mais sobre juros do que eles”.


… Trump citou uma série de produtos que tiveram queda de preços, como energia, ovos, taxas de hipotecas imobiliárias e medicamentos.


… Já o mercado considerou os números mais fracos do emprego do relatório Jolts, ontem, e a queda da confiança do consumidor em abril para apostar que o Fomc acabará deixando de lado a cautela para antecipar os cortes de juros para junho (leia abaixo).


… Os indicadores de hoje podem reforçar essa expectativa se também a pesquisa ADP trouxer a criação de menos vagas no setor privado, assim como o payroll de março, na 6ªF, se confirmar uma deterioração do mercado de trabalho americano.


… Nas últimas falas, Powell foi claro ao afirmar que o Fed pode reduzir os juros se o impacto das tarifas sobre o emprego for significativo.


… Outros dados que poderão influenciar hoje as expectativas em NY são o PIB/1Tri, com projeções de forte recuo, e a inflação do PCE, que também deve desacelerar. Surpresas nesses números, por outro lado, adiariam os cortes de juros para o segundo semestre.


… A pesquisa ADP de emprego no setor privado em abril está prevista para as 9h15 e a primeira prévia do PIB/1Tri, às 9h30, com consenso de leve expansão de 0,4%, após a economia dos EUA ter registrado crescimento de 2,4% no 4Tri/2024.


… A expectativa para o núcleo do PCE de março (11h), medida predileta de inflação do Fed, é de desaceleração para 0,1% em março, após alta de 0,4% em fevereiro. Na base anual, o consenso é de desaceleração para 2,2%, contra 2,5% até o mês anterior.


… Aqui, também os dados do emprego são importantes para as expectativas ao Copom e as apostas para a Selic.


… Às 9h, o IBGE divulgará a Pnad Contínua de março, cujo consenso aponta para uma alta da taxa de desemprego a 7%, contra 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Às 14h30, sai o Caged de março, que deve criar 201 mil vagas, após 432 mil em fevereiro.


… Na agenda fiscal, o resultado consolidado do setor público em março abre o dia (8h30). Em fevereiro, o déficit foi de R$ 18,973 bilhões.


MAIS AGENDA – Ainda às 8h30, o BC divulga as operações de crédito e os dados da dívida pública em março, que atingiu 76,2% do PIB em fevereiro. Às 14h30, o Banco Central informa os dados semanais do fluxo cambial.


… Na Zona do Euro, também é dia de PIB/1Tri e da preliminar da inflação de abril do CPI na Alemanha (9h).


… Nos EUA, às 10h45, o Fed de Chicago divulga o índice ISM de atividade do setor industrial em abril e, às 11h30, os estoques de petróleo do DoE nos Estados Unidos, que aumentaram em 244 mil barris na semana até 18/04.


BALANÇOS – Os resultados de Microsoft e Meta saem após o fechamento. Aqui, Santander e Weg vêm antes da abertura.


… Amanhã, com os mercados fechados no Brasil e em algumas praças da Europa e na China, serão divulgados em Wall Street os balanços de mais duas big techs: Apple e Amazon, enquanto o BoJ decide sobre juros. Na China, o feriado se estende até 6ªF.


ÁSIA HOJE – Na China, o PMI Industrial do NBS (oficial) caiu a 49,0 em abril, abaixo do consenso (49,5) e de março (50,5), interrompendo dois meses de expansão da atividade. E o PMI do Caixin caiu para 50,4, mais que o consenso (49,8) e após 50,8 em março.


… No Japão, a produção industrial registrou queda de 1,1% em março, pior que o consenso (-0,4%), recuando fortemente sobre o crescimento de 2,3% em fevereiro. Também as vendas no varejo recuaram 1,2%, contra +0,4% do mês anterior.


PETROBRAS – Fechou o primeiro trimestre com produção total de 2,771 milhões de barris diários de óleo equivalente, queda de 0,20% na comparação com o 1Tri/2024 e alta de 5,4% sobre o 4Tri/2024, segundo relatório de produção divulgado ontem à noite.


… Segundo a Petrobras, a alta no 1Tri se deve ao menor volume de perdas por paradas para manutenções, à melhor eficiência operacional na Bacia de Santos, entrada em produção do FPSO no campo de Búzios e do FPSO no campo de Mero.


… Esses fatores compensaram parcialmente o declínio natural de produção no trimestre, com 11 novos poços produtores em operação.


… A produção de óleo e gás foi de 2,416 milhões de boe/d no 1Tri (-0,5% na base anual), a produção de petróleo, de 2,214 milhões de bpd (-1%) e a produção de gás natural totalizou 526 mil boed (+3,7% na margem e na base anual).


QUANTO PIOR, MELHOR – O espanto dos mercados com Trump é tanto, que sobra ao investidor se agarrar à esperança de que o Fed tome uma atitude para evitar que a economia norte-americana caia em uma recessão.


… Neste contexto, indicadores fracos divulgados ontem nos EUA acabaram sendo lidos pela ótica positiva, de que Powell pode acabar se dobrando às pressões para antecipar um corte do juro e evitar um choque recessivo.


… Às vésperas do payroll, o relatório Jolts de empregos mostrou queda nas vagas, de 7,6 milhões em fevereiro para 7,2 milhões em março. Ainda a confiança do Conference Board caiu de 93,9 em março para 86,0 em abril.


… Em NY, o mercado passou a precificar um corte acumulado de 1,25 ponto percentual pelo Fed nos próximos 12 meses, o que derrubou o rendimento da T-Note de 2 anos ontem para o seu menor nível em seis meses.


… O yield recuou a 3,664%, de 3,701% na sessão anterior. A taxa do bônus de 10 anos caiu para 4,173%, de 4,211%.


… A torcida para que o Fed relaxe a política monetária o quanto antes também ajustou as bolsas em NY, que refletiram os sinais de recuo de Trump em relação à guerra tarifária, enquanto a China continua jogando duro.


… O presidente americano assinou uma ordem executiva concedendo alívio parcial nas tarifas para as montadoras que fabricam veículos nos EUA, o que foi comemorado pelas ações da Ford (+1,35%) e da Stellantis (+2,51%).


… As montadoras receberão um reembolso de até 15% das tarifas pagas sobre peças importadas para veículos montados nos EUA, enquanto os carros com 85% de suas peças fabricadas no país não estarão sujeitos à sobretaxa.


… Foi positiva também a indicação de Trump nesta 3ªF de que o governo de Washington estaria fechando acordos comerciais com a Índia e que ainda as negociações estariam avançadas com o Japão e a Coreia do Sul.


… O Dow Jones subiu 0,74%, a 40.527,62 pontos, o S&P 500 avançou 0,58%, para 5.560,83 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,54%, a 17.461,31 pontos, no otimismo que teve como “plus a mais” a expectativa de corte de juros.


… A sinalização de progressos nas negociações comerciais de Trump permitiu leve alta ao índice DXY (+0,22%, aos 99,228 pontos), embora o papel dominante do dólar no comércio e nas finanças internacionais continue em xeque.


… O euro recuou 0,33%, para US$ 1,1383, e a libra esterlina perdeu 0,25%, negociada no fechamento a US$ 1,3406.


… Já o real conseguiu emplacar a sua oitava alta seguida, influenciado pelo fluxo gringo positivo tanto para a bolsa como para a renda fixa, especialmente após a sinalização de Galípolo de que o ciclo de aperto da Selic não acabou.


… O dólar à vista, que antes do feriado da Páscoa operava na faixa de R$ 5,80, vem caindo todo santo dia desde lá. Voltou ontem para R$ 5,6306 (-0,31%) e chega ao último pregão do mês com queda acumulada de 1,31% em abril.


… Hoje, o câmbio doméstico poderá sofrer a influência extra da disputa especulativa em torno da ptax.


MUITA CALMA NESTA HORA – Pelo segundo dia seguido, com Galípolo, os investidores corrigiram as apostas para o Copom da semana que vem e a chance de vir um aperto de 0,50pp, ao invés de 0,25pp, voltou a ser majoritária.


… O presidente do BC disse que a comunicação da reunião de política monetária de março (alta da Selic menor do que 1pp) segue valendo e repetiu que o nível do juro seguirá restritivo o tempo suficiente para levar inflação à meta.


… Atentos à mensagem, os juros curtos registraram viés de alta, o miolo da curva fechou estável e a ponta longa exibiu queda modesta, influenciada pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries e pelo dólar mais barato aqui.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,690% (de 14,675% no pregão anterior); Jan/27 estava em 13,945% (de 13,905%); Jan/29, 13,640% (de 13,640%); Jan/31, 13,910% (de 13,930%); e Jan/33, 14,000% (14,030%).


… O investidor estrangeiro começa a se arriscar novamente nos emergentes. Pelo último informe, entraram R$ 883 milhões em k externo na B3 na 5ªF passada. No acumulado do mês, porém, a fuga ainda é pesada: R$ 4,9 bilhões.


… O Ibovespa está a pouco mais de dois mil pontos de seu recorde de todos os tempos e completou ontem sete pregões consecutivos sem cair, embora já tenha dado sinais de fadiga, tendo fechado praticamente estável.


… Terminou em +0,06%, aos 135.093 pontos, com volume financeiro de R$ 22,9 bilhões.


… As blue chips financeiras se destacaram em alta: Bradesco ON registrou +1,34% (R$ 12,10); Bradesco PN, +1,12% (R$ 13,50); Itaú, +0,80% (R$ 35,27); Santander, +0,57% (R$ 28,40); e Banco do Brasil ON, +0,53% (R$ 28,50).


… Petrobras ON subiu 0,28%, a R$ 32,55, e Petrobras PN ganhou 0,53%, a R$ 30,56, apesar da queda do petróleo.


… O Brent/julho caiu 2,33%, para US$ 63,28 o barril, com preocupações renovadas sobre a demanda global, diante da tensão comercial, e a expectativa de que a Opep+ suba a produção em mais de 400 mil bpd semana que vem.


… A commodity vai terminando abril com um tombo próximo de 15%, o pior recuo mensal em quatro anos.


… Vale cedeu 0,37% (R$ 53,84) ontem, enquanto o minério de ferro subiu de leve (-0,28%). A liderança do ranking positivo ficou com o GPA (+8,00%), a R$ 4,59, em meio às expectativas de mudança no Conselho de Administração.


EM TEMPO… JBS aprovou a distribuição de R$ 4,4 bilhões em dividendos adicionais, o equivalente a R$ 2 por ação, com pagamento em 14/5; ex a partir de hoje.


SABESP aprovou a distribuição de R$ 2,55 bilhões em proventos, sendo R$ 718,6 milhões em dividendos e R$ 1,83 bilhão em JCP; empresa não informou o valor correspondente por ação…


… Pagamento será efetuado em até 45 dias após AGOE realizada ontem.


EMBRAER aprovou a distribuição de R$ 51,4 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,0700 por ação, e de R$ 142,7 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,1946 por ação; pagamento será realizado em 23/5; ex em 14/5.


CARREFOUR aprovou a distribuição de R$ 1,67 milhão em dividendos complementares, o equivalente a R$ 0,0007 por ação, com pagamento a ser realizado durante o exercício social de 2025; ex em 1º/7…


… Acionistas aprovaram a incorporação da subsidiária integral Cotabest Informação e Tecnologia.


IGUATEMI registrou lucro líquido ajustado de R$ 113,9 milhões no 1TRI, alta anual de 5,1%; Ebitda ajustado somou R$ 244,3 milhões, crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período de 2024.


CPFL. Acionistas da CPFL Energia e da controlada CPFL Geração aprovaram cisão parcial da CPFL Geração, com a incorporação do acervo cindido pela CPFL Energia.


EDP. Diretoria colegiada da Aneel decidiu por unanimidade pela recomendação ao Ministério de Minas e Energia da prorrogação da concessão da EDP Espírito Santo por mais 30 anos.


NEOENERGIA registrou lucro líquido consolidado de R$ 1 bilhão no 1TRI, queda de 11% na comparação anual; Ebitda somou R$ 3,72 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2024.


ISA ENERGIA registrou lucro líquido regulatório de R$ 337,4 milhões no 1TRI, queda de 17,6% na comparação anual; Ebitda somou R$ 923,3 milhões, alta de 2,9% em relação ao mesmo período de 2024.


TAESA aprovou a distribuição de R$ 301,5 milhões em dividendos, com pagamento em duas parcelas; ex em 30/4…


… Primeira parcela, com valor de R$ 190,6 milhões, o equivalente a R$ 0,1844 por ação ON e R$ 0,5533 por unit, será paga em 28/5…


… Segunda parcela, com valor de R$ 110,8 milhões, o equivalente a R$ 0,1073 por ação ON e R$ 0,3219 por unit, será paga em 27/11.


MARCOPOLO registrou lucro líquido de R$ 241,8 milhões no 1TRI, queda de 21,9% na comparação anual; Ebitda somou R$ 262 milhões, recuo de 16,9% em relação ao mesmo período de 2024.


LOG CP registrou lucro líquido de R$ 86,4 milhões, avanço de 56,2% na comparação anual; Ebitda somou R$ 120,8 milhões, crescimento de 63,2% em relação ao mesmo período de 2024.


KEPLER WEBER registrou lucro líquido de R$ 25,6 milhões no 1TRI, queda anual de 51%; Ebitda somou R$ 52,9 milhões, recuo de 41,55 em relação ao mesmo período de 2024.


WEG aprovou aumento de capital em R$ 5 bilhões por meio da incorporação de parte do saldo da conta de reserva de lucros, sem aumento do número de ações…


… Com isso, capital social da empresa passou dos atuais R$ 7,5 bilhões para R$ 12,5 bilhões.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!


*com a colaboração da equipe do BDM Online

Ancelotti recusa esta roubada

 *Ancelotti volta atrás e recusa oferta da CBF para assumir a seleção; diz imprensa espanhola*


Técnico italiano, perto de se despedir do Real Madrid, recebeu proposta da Arábia Saudita


Uma reviravolta na novela em torno do novo treinador da seleção brasileira. É o que apontam os jornais espanhóis nesta terça-feira. De acordo com os diários Marca e AS, Carlo Ancelotti voltou atrás e recusou a oferta da CBF. O motivo seria o surgimento de uma proposta para trabalhar na Arábia Saudita.


Com a recusa de Ancelotti, Jorge Jesus, do Al-Hilal, passa a ser o principal nome para o cargo. De acordo com o blog do Diogo Dantas, o português é o plano B da entidade.


O clube saudita interessado no técnico do Real Madrid não foi revelado, mas os valores oferecidos seriam na casa dos 50 milhões de euros anuais (R$ 321,6 milhões). A cifra é muito superior à negociada com a CBF. O pré-contrato para dirigir a seleção tinha as mesmas bases da negociação de 2023, que também terminou com uma recusa do italiano. A pedida era na casa dos 8 milhões de euros por ano, cerca de R$ 50 milhões.


Além disso, Ancelotti não poderia assumir o novo compromisso em junho, como queria a CBF. Os representantes enviados pela entidade para conversar com o treinador na Europa estavam convictos de que isso não seria um problema e já davam o acordo como certo. Contudo, o técnico do Real Madrid avisou nesta terça que só poderia fazê-lo em agosto, após o Mundial de Clubes da Fifa.


Ancelotti viajou na última segunda-feira para Londres, onde se reuniu pessoalmente com os empresários brasileiros que faziam a intermediação das conversas entre ele e a CBF. Na expectativa de assinar o compromisso com o treinador, se surpreenderam quando ele informou que voltara atrás. De acordo com o Marca, o italiano falou por telefone diretamente com o presidente da entidade Ednaldo Rodrigues, a quem agradeceu pelo interesse.


A saída de Ancelotti do Real Madrid é dada como certa, ainda que o contrato vá até 2026. Após uma temporada de oscilações em campo e nos resultados, sua passagem pelo Santiago Bernabéu é dada como encerrada em Madri. O clube, inclusive, procura substitutos e tem em Xabi Alonso, do Bayer Leverkusen, o favorito. De toda forma, a liberaração do italiano antes do Mundial de Clubes, que será disputado entre junho e julho, não é considerada fácil.


A CBF não abria mão da chegada de Ancelotti para a próxima data Fifa, entre 2 e 10 de junho. A entidade queria que o italiano se apresentasse no Brasil em 26 de maio para a convocação dos jogadores e já comandasse o time nos jogos contra Equador e Paraguai, pelas Elminatórias da Copa 2026.


Desde a demissão de Dorival Junior, a CBF vinha trabalhando em duas frentes. Ancelotti era o favorito de Ednaldo, mas Jesus sempre foi visto como opção. Desde o início, inclusive, ele fez chegar aos brasileiros seu interesse em comandar a Amarelinha. Mas, assim como acontece com o Real Madrid, o Al-Hilal também disputará o Mundial de Clubes.


https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/04/29/ancelotti-volta-atras-e-recusa-oferta-da-cbf-para-assumir-a-selecao-diz-imprensa-espanhola.ghtml

terça-feira, 29 de abril de 2025

BDM Matinal Riscala 2904

 *Rosa Riscala: IGP-M, Galípolo, Petrobras e Jolts são destaques*


… Será divulgado hoje nos EUA o primeiro de uma série de indicadores do emprego desta semana, que termina com o payroll. O relatório Jolts (11h) deve mostrar a criação de 7,5 milhões de vagas em março, mantendo o ritmo de fevereiro, que trouxe uma significativa redução. Os dados são importantes para calibrar as expectativas de queda dos juros. Quanto mais fracos, mais aumentam as chances de o Fed agir. Em NY, investidores voltaram a fugir do risco, em meio ao impasse tarifário, derrubando o dólar, os juros dos Treasuries e sem ânimo para as ações, antes dos balanços das big techs. Aqui, Petrobras divulga o relatório de produção e vendas, após o fechamento. São destaques, ainda, o IGP-M de abril e a coletiva de Galípolo (11h) para comentar o Relatório de Estabilidade do BC (8h).


… Nesta 2ªF, Galípolo puxou os juros de curto prazo com declarações surpreendentemente mais hawkish do que sinalizou Diogo Guillen, notório falcão remanescente da equipe de Campos Neto, ao dizer que o ciclo de aperto da Selic ainda não terminou (abaixo).


… O enfraquecimento do dólar, que colocou o câmbio abaixo de R$ 5,65, limitou as altas das taxas futuras, refletindo um momento difícil para os ativos americanos, que enfrentam “greve de compradores estrangeiros”, segundo o Deutsche Bank.


… O chefe de estratégia de câmbio do banco, George Saravelos, analisou os fluxos para uma variedade de fundos que pegam dinheiro do exterior e o canalizam para ações e títulos dos EUA e concluiu que eles mostram uma “parada brusca” nos últimos dois meses.


… “Na melhor das hipóteses, os dados mostram desaceleração muito rápida nos fluxos de capital e, na pior, desinvestimento contínuo em ativos americanos.” O relatório afirma que não houve recuperação nem mesmo nos melhores dias da semana passada.


… Saravelos revisou para baixo sua previsão para o dólar neste mês e prevê queda para US$ 1,30 em relação ao euro e 115 em relação ao iene até 2027, ante cerca de US$ 1,14 e 142 ienes atualmente. A crise não dá sinais de solução no curto prazo.


… Trump continua esperando que a China dê o primeiro passo, enquanto cresce o apoio dos chineses para Xi Jinping resistir.


… Reportagem da Bloomberg afirma que “os ataques de Trump à China estão desencadeando uma onda de apoio nacionalista a Xi”.


… “As pessoas estão realmente dispostas a não se curvar e lutar até o fim”, disse James Zhang, um exportador de móveis de Ningbo, que obtém 60% de sua receita das vendas aos EUA. Segundo ele, “ceder não abre caminho, apenas abre um beco sem saída.”


… Os chineses temem que qualquer concessão aos EUA apenas permitirá a Trump aumentar suas exigências.


… Enquanto Trump enfrenta crescente pressão para recuar, as suas ações contra a China ajudam a reforçar a posição de Xi. O líder chinês tem o apoio até de seus críticos, que querem que o governo se mantenha firme contra um ataque econômico sem precedentes.


… Gigantes da internet chinesa, como Alibaba, JD.com e PDD Holdings, apressaram-se a implementar políticas de apoio aos exportadores, reduzindo as taxas e os custos da plataforma para promoção de produtos e campanhas agressivas de marketing.


… Ainda não está claro quanto tempo durará o momento de patriotismo da China. O verdadeiro teste deve vir com o passar das semanas e dos meses, quando os trabalhadores chineses perderão seus empregos e enfrentarão dificuldades econômicas.


… A Bloomberg Economics calcula que as tarifas nos níveis atuais poderiam eliminar mais de 80% das exportações da China para os EUA, reduzindo dois pontos percentuais do PIB se as fábricas não encontrarem novos mercados para seus produtos.


A BOA NOTÍCIA É QUE… – O governo americano tomará medidas hoje para reduzir o impacto das tarifas sobre a indústria automobilística, confirmou o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, em comunicado.


… Washington deve flexibilizar os impostos sobre carros fabricados no exterior e autopeças importadas.


… Segundo o WSJ, as empresas americanas que pagam tarifas de 25% sobre automóveis importados não precisarão pagar tarifas adicionais, como as aplicadas ao aço e ao alumínio.


… A medida será retroativa e as montadoras serão reembolsadas pelos impostos extras já pagos.


… Essa mudança de postura ocorre neste momento em que Trump se prepara para viajar a Michigan, o coração da indústria automobilística norte-americana, para marcar os 100 dias de seu segundo mandato.


CANADÁ – O Partido Liberal, do atual primeiro-ministro Mark Carney, venceu a eleição. A vitória consagrou uma  reviravolta na campanha, em meio à ameaça de anexação do país pelos EUA e à guerra comercial de Trump.


… Na noite de ontem, com os votos ainda sendo contados, a imprensa internacional ponderava que ainda não era possível projetar se os liberais conseguirão formar um governo majoritário no Parlamento canadense.


MAIS AGENDA – O IGP-M de abril (8h) deve se manter em terreno negativo, com o consenso apontando para deflação de 0,09%, após a queda de 0,34% em março e alta de 1,06% em fevereiro. Às 8h30, o BC divulga os dados de crédito referentes a março.


… O diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, participa da entrevista sobre o Relatório de Estabilidade do BC ao lado de Galípolo (11h).


LUPI – Ministro da Previdência comparecerá hoje à Comissão da Câmara para falar sobre a operação da PF e CGU que investiga fraudes no INSS. O Planalto estaria incomodado com postura de Lupi e percepção é que ele deveria pedir demissão (Gerson Camarotti).


… Já fontes do Valor apuraram que Lupi não deve ser demitido por Lula, por enquanto. Avaliação de interlocutores do presidente é de que inquérito da PF não traz qualquer menção ao ministro da Previdência no esquema de corrupção.


LÁ FORA – O dia começa com o índice GfK de maio na Alemanha e a confiança do consumidor de abril na Zona do Euro (7h).


… Nos EUA, sai a balança comercial de março e os estoques no varejo e no atacado (9h30), além de preços dos imóveis em fevereiro (10h) e da Confiança do Consumidor da Conference Board em abril (11h). No mesmo horário sai o relatório Jolts.


… À noite, o Japão divulga a produção industrial e as vendas no varejo (20h50), enquanto na China saem os índices PMI de abril (22h30).


BALANÇOS – Neoenergia, Isa Energia, Marcopolo, Iguatemi, Log ON e Kepler Weber divulgam resultados hoje, na B3. Em Wall Street, são destaques Pfizer, Starbucks e General Motors. No Em tempo os balanços de Gerdau e Metalúrgica Gerdau de ontem à noite.


SÓ ACABA QUANDO TERMINA – Sinalizando que não quer queimar etapas, Galípolo disse que o BC tem certeza razoável de que a Selic está em nível contracionista, mas ainda tenta entender se está restritiva o bastante.


… O presidente do BC está incomodado com as expectativas de inflação “bastante desancoradas” e tenta entender se a estratégia adotada até aqui é suficiente para os preços convergirem ao centro da meta (3%).


… Os comentários, feitos em evento do J. Safra, parecem sugerir que o ciclo de aperto monetário ainda não chegou ao fim, que a barra está alta para um início do afrouxamento, que um corte pode demorar para vir.


… Galípolo soou diferente das falas recentes de Guillen, Nilton Davi e Pichetti, lidas como dovish, mas parte do mercado acha que ele não bateu de frente, embora possa corrigir excessos nas apostas para a taxa básica.


… Apesar da pegada mais hawkish assumida pelo presidente do BC, o Citi reduziu ontem a projeção de alta da Selic na reunião do Copom da semana que vem de 0,75pp para 0,50pp, citando as incertezas externas.


… Na reação inicial a Galípolo, os juros futuros ajustaram a rota nesta 2ªF e chegaram a subir até 18pb no miolo da curva, antes de perderem fôlego e fecharem perto da estabilidade, no dia sem novidades da guerra tarifária.


… No jogo de empurra, para ver quem se dobra antes, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que a bola da negociações está com a China, que, de seu lado, recomendou aos EUA “pararem de chantagear”.


… No fechamento, o DI para Jan/26 marcava 14,675% (contra 14,630% no pregão anterior); Jan/27, 13,905% (de 13,885%); Jan/29, 13,640% (de 13,590%); Jan/31, 13,930% (de 13,900%); e Jan/33, 14,030% (de 14,020%).


… Positiva para o carry trade, a chance de a Selic levar mais tempo para começar a cair pode ter ajudado a dólar a emplacar a sua sétima queda consecutiva e furar o piso psicológico de R$ 5,65, cotado a R$ 5,6480 (-0,70%).


… Mas, em primeiro plano, foi a fraqueza da moeda americana em escala global que ampliou os ganhos do real. No espaço dos últimos sete pregões, a divisa brasileira registra apreciação de 4%. No acumulado do ano, sobe 8%.


… Quem poderia imaginar que os ativos americanos, historicamente resistentes a tantas crises, teriam que enfrentar o fogo amigo de Trump, que tem se provado um verdadeiro terremoto à segurança dos mercados dos EUA.


… Com a novela protecionista que não se resolve, o índice DXY, termômetro do dólar contra outras seis rivais fortes, recuou 0,54%, aos 98,929 pontos. O euro subiu 0,51%, a US$ 1,1423, e a libra ganhou 0,93%, valendo US$ 1,3439.


… Houve nova rodada de apelo defensivo pelos Treasuries, derrubando o rendimento da Note de 2 anos para 3,693%, contra 3,744% no pregão anterior, e o juro da Note de 10 anos para 4,240%, de 4,211% na última 6ªF.


… Além do incômodo com o cabo de guerra entre os EUA e a China, que está demorando demais para acabar, também o suspense com a agenda forte da semana em NY justificou a falta de apetite por risco ontem nos negócios.


… O investidor já aciona a contagem regressiva para o payroll e para os balanços de quatro das “Sete Magníficas” do setor de tecnologia esta semana: Apple (+0,41%), Meta (+0,44%), Amazon (-0,70%) e Microsoft (-0,18%).


… Em clima de esperar para ver, as bolsas em NY preferiram não se arriscar ontem: o Dow Jones subiu 0,28%, a 40.227,59 pontos; S&P 500 ficou estável (+0,06%), aos 5.528,73 pontos; e o Nasdaq caiu 0,10% (17.366,13 pontos).


… Também o Ibov não foi longe (+0,21%), embora tenha bancado (por pouco) os 135 mil pontos (135.015,89), com giro de R$ 20,5 bi. Junto com NY, o “efeito Galípolo” pode ter ajudado a inibir a bolsa, que não gosta de juros altos.


… Depois do tombo de quase 3% no pregão anterior, Vale testou alguma reação (+0,35%, a R$ 54,04), desafiando a queda de 0,49% do minério. Petrobras ON (-0,64%, a R$ 32,46) e PN (-0,39%, a R$ 30,40) caíram com o petróleo.


… O barril do Brent recuou 1,51%, a US$ 65,86, de olho em um potencial aumento da oferta pela Opep+, que se reúne no dia 5 de maio, e na disputa de forças entre a China e os EUA, que eleva a incerteza sobre a demanda global.  


… Entre os papéis dos bancos no Ibov, ficaram no lado positivo Santander (+1,29%; R$ 28,24), BB (+1,21%; R$ 28,35) e Itaú (+1,07%; R$ 34,99). No campo oposto, Bradesco caiu: 0,25% (ON, a R$ 11,94) e 0,22% (PN, a R$ 13,35).


EM TEMPO… GERDAU registrou lucro líquido ajustado de R$ 758 milhões no 1TRI, queda de 39% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 2,40 bilhões, recuo de 14,6% ante mesmo período de 2024…


… Companhia aprovou a distribuição de R$ 243,5 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,12 por ação, com pagamento em 19/5…


… Conselho de Administração aprovou a incorporação da subsidiária integral Gerdau Summit Aços Fundidos e Forjados; operação será submetida à deliberação pela assembleia geral extraordinária da companhia, em 30/5…


… Colegiado também aprovou o cancelamento de 517.600 ações ON e de 24 milhões de ações PN; assim, capital social da companhia passou a ser dividido em 718.346.219 de ações ON e 1.309.848.730 de ações PN…


… Empresa concluiu a aquisição das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) de Garganta da Jararaca e Paranatinga II, localizadas no Mato Grosso, por R$ 441,7 milhões.


METALÚRGICA GERDAU registrou lucro líquido ajustado de R$ 756 milhões no 1TRI, alta de 13,4% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 2,4 bilhões, ganho de 0,4% em relação ao mesmo período de 2024…


… Companhia aprovou a distribuição de R$ 79 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,08 por ação, com pagamento em 20/5…


… Conselho de Administração aprovou o cancelamento de 6 milhões de ações; assim, capital social da companhia passou a ser dividido em 365.111.201 de ações ON e 628.594.603 de ações PN.


YDUQS aprovou a distribuição de dividendos no valor de R$ 150 milhões, o equivalente a R$ 0,5706 por ação, com pagamento em 8/5; ex em 29/4.


COGNA aprovou a distribuição de R$ 120,8 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,0667 por ação, com pagamento até 30/5; ex hoje.


VIBRA ENERGIA concluiu saída da sociedade ZEG Biogás e Energia, conforme havia divulgado em março.


LATAM fechou o 1Tri com lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de US$ 355 milhões, alta de 37,6% na comparação com igual período do ano passado. A receita total no trimestre foi de US$ 3,4 bilhões (+2,7%)…


… O Ebitda ajustado fechou o trimestre em US$ 962 milhões, alta de 20,9% e considerado recorde trimestral.

Josue Leonel

 *Juro reflete Galípolo e Tesouro; dados EUA em foco: Mercado Hoje*


Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Mercado monitora entrevista de Gabriel

Galípolo e Diogo Guillen sobre Relatório de Estabilidade

Financeira, depois que o presidente do BC reiterou ontem a

comunicação recente da autoridade monetária. Juros futuros

também podem refletir oferta de títulos pós-fixados, além do

IGP-M e resultado do governo central. Após o fechamento,

Petrobras divulga resultados de produção e vendas. CEO Magda

Chambriard participa de evento. Ebitda ajustado da Gerdau supera

estimativas.

Dólar, que ontem teve sessão de alívio, volta a subir no

exterior, na véspera da definição da Ptax no mercado doméstico.

Bolsas europeias e futuros de NY ensaiam altas leves com

balanços e indicadores em foco. EUA divulgam dado de emprego

JOLTS e índices da Conference Board. Investidor mantém no radar

a guerra comercial, que tem desdobramentos mistos.

Inscreva-se na newsletter Cinco assuntos quentes para o

Brasil hoje da Bloomberg em português e receba o conteúdo

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*T

Às 7:30, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +0,2%

STOXX 600 +0,4%

FTSE 100 +0,3%

Nikkei 225 +0,4%

Shanghai SE Comp. -0,1%

MSCI EM +0,4%

Dollar Index +0,3%

Yield 10 anos +2,3bps a 4,2313%

Petróleo WTI -1,3% a US$ 61,24 barril

Futuro do minério em Singapura +0,1% a US$ 98,5

Bitcoin +0,5% a US$ 94971,56

*T

Internacional

Bolsas sobem com indicadores e balanços em foco

* Bolsas europeias sobem pelo sexto dia e futuros de Nova York

têm ganhos modestos antes de balanços e indicadores, enquanto

mercados monitoram negociações comerciais

* Governo Trump pode aliviar o impacto de suas tarifas

automotivas, com eliminação de alguns impostos sobre peças

estrangeiras para carros e caminhões fabricados nos EUA

** Notícia sugere uma relativa calma nos mercados após a extrema

volatilidade provocada pelos anúncios de tarifas em 2 de abril

* Porém, secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à CNBC que

os EUA deixaram a China de lado enquanto buscam acordos com

cerca de 15 a 17 outros países

* Além de resultados corporativos, investidores monitoram dados

em busca de pistas sobre a saúde da economia americana e

perspectivas para corte de juros do Fed

** EUA divulgam indicador JOLTS de emprego e índice Conference

Board de Confiança do Consumidor às 11:00

* Índice dólar e rendimentos dos treassuries sobem

* No Canadá, Partido Liberal deve vencer quarta eleição

consecutiva, dando mandato ao ex-banqueiro central Mark Carney

* Petróleo prolonga a queda com perspectiva de demanda

prejudicada pela disputa comercial, com a China intensificando

sua resistência às tarifas do governo Trump

** Diário do Povo, principal jornal do PC Chinês, afirmou na

terça-feira que os EUA deveriam parar com seu erro de impor

tarifas

** Ministro das Relações Exteriores Wang Yi disse também que se

as nações optarem por permanecer em silêncio, se comprometerem e

recuar, isso só levará os “valentões” a fazer mais avanços

* Cobre sobe em Londres e minério de ferro se mantém abaixo de

US$ 100 em Singapura


Para acompanhar

Galípolo, Guillen, Tesouro, governo central, IGP-M;

Petrobras

* Galípolo e diretores Diogo Guillen e Ailton de Aquino

participam às 11:00 de entrevista sobre o Relatório de

Estabilidade Financeira

** Presidente do BC afirmou ontem que comunicação segue vigente

e citou preocupação com a incerteza externa, dinâmica da

inflação e desancoragem das expectativas

* Tesouro oferta pós-fixados; na semana passada, fez oferta

enxuta de 600.000 NTN-B e 900.000 LFT

* NOTA: Vencimento de R$ 154,9 bi em NTN-B em 15/05

* FGV divulga às 8:00 IGP-M de abril; estimativa -0,07%

* Tesouro divulga às 14:30 resultado primário do governo central

de março, estimativa R$ 1,3 bi, anterior -R$ 31,7 bi

* BC oferta 20.000 contratos de swap cambial para rolagem

* Petrobras divulga resultados de produção e vendas para o

primeiro trimestre de 2025, após fechamento

* CEO Magda Chambriard participa de evento com Aloizio

Mercadante, do BNDES, e vice-presidente Geraldo Alckmin, às 9:00

* Balanços hoje: Iguatemi, Isa Energia, Log Commercial,

Marcopolo e Neoenergia


Outros destaques

Lula com sindicatos; Lupi, caso INSS; anistia, Collor

* Lula tem reunião às 15:00 com centrais sindicais

** Lula troca participação no 1º de maio por pronunciamento em

rádio e TV: Valor

* Lupi é esperado hoje na Câmara em meio ao escândalo do INSS:

CNN Brasil

* Alcolumbre pretende apresentar projeto alternativo para

anistia: Valor

* Costura Alcolumbre, Motta e STF mira reduzir pena de

participantes e aumentar dos líderes: Globo

** Bolsonaro indica Tarcísio e mais 14 como testemunhas em

processo no STF: Poder360

* STF decide manter prisão de ex-presidente Collor por 6 votos a

4: Uol

* Governo Lula usa cargos em conselhos para agradar Motta,

Alcolumbre e partidos: Estado

* Uso de recursos parados da Educação volta hoje ao Plenário:

Agência Senado

* CAE pode votar incentivos a bons pagadores: Agência Senado

* Câmara aprova repasses da Lei Aldir Blanc para estados e

municípios: Agência Câmara

* Tarcísio elogia Milei por cortar 5% do PIB de gasto público:

Estado

* Brasil deve ter margem de até 150 produtos em negociação com

os EUA: Globo


Empresas

Gerdau, Eletromidia, Master

* Gerdau: Ebitda ajustado 1T supera estimativas; tarifas

impulsionaram demanda por aço no curto prazo

** Gerdau aprova cancelamento de 24 mi de ações preferenciais

* Eletromidia deixará Novo Mercado após oferta de ações

* Compra do Banco Master pelo BRB depende de autorização da

Câmara do DF, diz consultoria: Estado

* JPMorgan rebaixa Caixa Seguridade a neutra

segunda-feira, 28 de abril de 2025

BDM Matinal Riscala 2804

 _Caros amigos, bom dia!_

_Iniciamos as transmissões do BDM Online com o BDM Morning Call, que traz as expectativas da pré-abertura._


*BDM Morning Call: Semana tem agenda forte em NY*


[28/04/25] Vários indicadores do mercado de trabalho nos EUA podem ajustar as expectativas para o Fed, após Jay Powell ter citado o impacto das tarifas sobre o emprego como a principal variável para decidir uma queda dos juros. O payroll de abril (6ªF) é a maior expectativa, mas antes são importantes o relatório Jolts e a pesquisa ADP. A agenda forte em NY inclui, também, a preliminar do PIB/1Tri e o PCE de março, a medida preferida de inflação do Fomc. No calendário de balanços, destaque para Microsoft, Meta, Apple, Amazon. O feriado de 1º de maio (5ªF) fecha os mercados no Brasil e em alguns países da Europa, mas não em Wall Street. A temporada de resultados ganha ritmo na B3 e, entre os indicadores, atenção para os dados de emprego do IBGE e do Caged, que podem influenciar as apostas ao Copom. *(Rosa Riscala)*


_Leia o BDM Morning Call na íntegra acessando o link_

www.bomdiamercado.com.br

Bankinter Portugal Matinal 2804

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: As bolsas irão subir graças a: (i) uma aparente desescalada alfandegária e (ii) alguns representantes do BCE e da Fed mostram-se a favor de continuar a baixar taxas de juros. Mas foram alívios ocasionais num contexto deteriorado. Não estamos num contexto bom e construtivo que podemos confiar como antes. Por isso, devemos continuar a ter precaução, que não é o mesmo que ter medo. Se continuarmos a assumir riscos quando o contexto se deteriora e se torna confuso, então confiamos tudo à sorte. E já sabemos que há dois tipos de sorte: a má e a boa.


O recente alívio não parece fiável porque, mesmo após a melhor das renegociações possíveis, serão aplicados impostos alfandegários que antes não existiam e isso irá travar o PIB global e reavivar a inflação, forçando, por extensão, uma revisão em baixa dos lucros empresariais. Como prova disto, o PIB 1T’25 americano que será publicado na quarta-feira poderá mostrar uma contração de -2,5%, segundo estima a Fed de Atlanta (em inglês)… embora o consenso do mercado se situe num complacente +0,4%/+0,2%. E não esqueçamos que as revisões em baixa dos lucros empresariais (EPSs 2T e 3T 2025) não serão transmitidas ao mercado até daqui a umas semanas (junho?). isto é ignorado agora, mas acontecerá. Por isso, as subidas parecem um pouco ingénuas se elevarmos a perspetiva… apesar de esta semana poder arrancar em positivo, mas poderia enfrentar um choque de realidade com o PIB 1T americano de quarta-feira e piorar.


CONCLUSÃO: Sejamos céticos em relação às subidas recentes: caminhamos para maior inflação, menor crescimento, lucros empresariais revistos em baixa… e isso não é melhor, pelo contrário. Não é um desastre, mas exige um ajuste de preços/avaliações em baixa para poder voltar a assumir riscos. Faz sentido que Wall St retroceda ca.-6% em 2025, mas não que a Europa suba ca. +5%. Numa aproximação imprudente da nossa parte, arriscamo-nos a afirmar que qualquer ajuste inferior a -15% parece insuficiente, portanto esta semana iremos vigiar especialmente o que acontece com o PIB americano de quarta-feira. Mantenhamos a cabeça fria até que chegue a oportunidade adequada de conclusão do ajuste de preços, considerando uma margem de segurança prudente e que os riscos deixem de ser assimétricos (isto é, caso haja um engano agora, a perda provável é superior ao lucro provável). 


S&P500 +0,7% Nq-100 +1,1% SOX +1% ES50 +0,8% IBEX +1,3% VIX 28,8% Bund 2,47% T-Note 4,25% Spread 2A-10A USA=+49pb B10A: ESP 3,13% PT 3,00% FRA 3,19% ITA 3,58% Euribor 12m 2,082% (fut.1,924%) USD 1,137 JPY 163,2 Ouro 3.293$ Brent 67,3$ WTI 63,4$ Bitcoin +0,7% (94.289$) Ether +1,1% (1.798$). 


FIM

Editorial OESP

 Brasil precisa de um estadista

Carlos Alberto di Franco


O Estado de S. Paulo.

28 de abr. de 2025


Tenho insistido reiteradamente num ponto que me parece essencial para compreender o impasse histórico em que o Brasil se encontra: faltam-nos estadistas. Sobram políticos. Mas falta-nos aquele tipo humano raro, que pensa o país para além do próprio reflexo no espelho. O Brasil, em sua complexidade e grandeza, não pode ser reduzido à lógica do marketing político, da sobrevivência eleitoral ou do imediatismo oportunista.


Precisamos de alguém capaz de sonhar alto, agir com responsabilidade e cultivar o senso do dever.


O estadista é, antes de tudo, um servidor da nação. Não é movido por vaidades pessoais, mas por um propósito de transformação social e institucional. A história nos mostra que os estadistas são raros – e por isso preciosos. São homens que se projetam não por gritar mais alto ou colecionar curtidas nas redes sociais, mas por oferecerem ao seu tempo uma bússola moral e uma visão de futuro. São figuras que, mesmo envolvidas nas urgências do presente, não se perdem em sua neblina. Sabem onde estão, por que estão e para onde pretendem conduzir o País.


O Brasil vive uma estagnação política e moral. Não por falta de recursos, inteligência ou potencial. Mas porque falta direção. Os ciclos políticos se sucedem sem que um projeto nacional consistente consiga firmar raízes. Oscilamos entre o populismo e o tecnocratismo, entre promessas vazias e reformas apressadas. Há uma ausência inquietante de lideranças que pensem o Brasil para além de quatro anos.


O estadista, ao contrário do político tradicional, não se limita ao calendário eleitoral. Ele planta árvores cujos frutos talvez não venha a colher. Planeja com os olhos postos em décadas. Sabe que governar não é apenas administrar crises, mas construir futuro. O estadista é um artífice da esperança, não um operador da rotina.


É preciso resgatar, com urgência, a ética da responsabilidade. Não se trata de moralismo barato, mas de um compromisso profundo com o bem comum. O estadista não manipula a verdade, não negocia princípios. Pode até perder eleições – e muitas vezes perde –, mas jamais trai sua consciência. Ele sabe que a política, para ser legítima, precisa ser ética. Sem ética, a política degenera em oportunismo, fisiologismo, corrupção.


O Brasil não pode prescindir da esperança. Mas não pode também continuar refém de salvadores da pátria, de mitos forjados em redes sociais ou de líderes cuja única ideologia é o culto à própria personalidade. A saída está no reencontro com a política em seu sentido mais nobre: a arte de servir ao povo com honestidade, competência e visão.


O estadista precisa ser desenvolvimentista – mas um desenvolvimentismo inteligente, moderno, responsável. Que compreenda as potencialidades do País, respeite o meio ambiente, invista em educação, ciência e tecnologia, valorize a indústria nacional e enfrente as desigualdades sociais com coragem. O Brasil não pode continuar sendo um país rico com um povo pobre.


E aqui, a Amazônia assume um papel estratégico e simbólico. Não há projeto de nação sem um olhar lúcido e soberano sobre a maior floresta tropical do planeta. A Amazônia não pode ser reduzida a slogans ou a objeto de disputa de interesses internacionais. Ela é parte vital da nossa identidade, da nossa biodiversidade e do nosso potencial de desenvolvimento sustentável. Como afirma Aldo Rebelo, “além da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia também é detentora da maior fronteira mineral e da maior fronteira energética do mundo”. Um estadista entende que proteger a Amazônia é proteger o Brasil, mas compreende também que a presença do Estado, a infraestrutura, a educação e a geração de emprego são essenciais para que os brasileiros que vivem na região deixem de ser invisíveis.


O estadista não teme o enfrentamento. Mas não o procura por vaidade ou beligerância.


Seu combate é por princípios, não por holofotes. Sua autoridade vem do exemplo, não da imposição. Sua força vem da coerência, não do cálculo político.


O Brasil precisa de alguém que compreenda a complexidade do seu tempo, que una competência técnica à sensibilidade social, que alie firmeza a generosidade. Alguém que não precise gritar para ser ouvido. Que não trate o povo como massa de manobra, mas como sujeito de sua própria história.


O estadista não nasce do improviso. É alguém que conhece a alma do seu povo, respeita sua cultura, valoriza sua história. Sim, a história. Porque quem não conhece o passado está condenado a perder o futuro. A ignorância histórica é uma das raízes da superficialidade política e do desprezo pelas instituições. O estadista, ao contrário, sabe que cada passo adiante exige consciência do caminho já trilhado.


O estadista é, enfim, um construtor. Constrói consensos sem abrir mão de convicções.


Constrói políticas públicas que sobrevivem a governos. Constrói instituições sólidas.


Constrói pontes entre o presente e o futuro. E, sobretudo, constrói confiança. Porque sabe que sem confiança não há coesão social e sem coesão social não há desenvolvimento sustentável.


A hora exige coragem, grandeza e espírito público. A hora exige um estadista. •

Simon Schwartzman