*Piora institucional no país é notável, avalia Verde Asset*
Em carta, fundo de Luis Stuhlberger diz que segue comprado em ouro e real
O fundo multimercado Verde fechou 2025 com rentabilidade de 15,94%, acima do CDI de 14,31%, segundo o relatório mensal de dezembro da gestora liderada por Luis Stuhlberger. No último mês do ano, o desempenho foi de 1,01%, abaixo do CDI de 1,22%, com ganhos puxados por commodities — especialmente ouro —, moedas no exterior, crédito e ações globais, compensando perdas na bolsa local e em posições compradas em real.
A casa mantém posição relevante em ouro e segue vendida em dólar, considerando o cenário geopolítico. No Brasil, a Verde destaca em sua carta de janeiro que houve um impacto limitado do anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro nos preços dos ativos, amortecido pelo fluxo global favorável a emergentes.
Ainda assim, o real foi o pior desempenho do mês, com desvalorização superior a 3% em dezembro por conta de pressões sazonais e da saída de dividendos extraordinários por conta da nova tributação - o que levou o fundo a aumentar posições compradas via opções.
A Verde também chama atenção para sinais de deterioração institucional, que tendem a pesar no longo prazo. "Vale destacar também o acúmulo, quase cotidiano, de sinais de piora institucional no país. A deterioração das instituições e a piora da qualidade técnica das decisões de política pública, sejam regulatórias, tributárias ou jurídicas, é notável", destaca a carta. "Esse tipo de deterioração incremental não costuma fazer preço nos mercados no curto prazo, mas é bastante pernicioso no longo prazo, e em momentos de prêmios de risco mais apertados, convém lembrarmos."
Em termos de alocação, o fundo manteve exposição à bolsa local e global, posições compradas em juros reais no Brasil, juros reais e inflação implícita nos EUA, ampliou exposição ao renminbi e zerou cripto.
https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/piora-institucional-no-pais-e-notavel-avalia-verde-asset.ghtml
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