Análise Bankinter Portugal
NY +0,2% US tech +0,1% US semis +0,5% UEM +0,3% España +0,1% VIX 15,1% Bund 2,82% T-Note 4,20% Spread 2A-10A USA=+64pb B10A: ESP 3,25% PT 3,09% FRA 3,52% ITA 3,45% Euribor 12m 2,249% (fut.2,410%) USD 1,166 JPY 185,2 Ouro 4.584$ Brent 64,3$ WTI 59,9$ Bitcoin +0,2% (91.949$) Ether -0,9% (3.126$).
SESSÃO: Aspeto tíbio, mas poderá terminar a subir um pouco, como ontem. Temos o Irão com aspeto de que desta vez poderá acontecer algo, Japão a subir com força perante possíveis estímulos mais agressivos, Trump como protagonista em várias frentes e a publicação de uma inflação americana (13:30 h) pouco fiável, independentemente do que saia. O yen divertido e as obrigações aborrecidas.
Irão tensiona o petróleo enquanto se aproxima o desenvolvimento do regime (EUA começam a aplicar imposto alfandegário extra de 25% a quem comercializar com o Irão), caso haja redução na produção (é o 6.º produtor mundial, com 4,7M b/d, ca. 4,5% total mundial).
A bolsa japonesa reabre a subir +3% (feriado, ontem) porque Takaichi (Primeira-Ministra) quer convocar eleições antecipadas para reforçar a sua maioria e, assim, conseguir aplicar mais estímulos fiscais (isto é, mais despesa pública), o que deprecia o yen (158,9/$ vs. 158,0/$) e eleva as yields das suas obrigações (O10A 2,17% vs. 2,09%; O30A 3,49%). Em suma, é bom para as bolsas e mau para as obrigações e divisa.
Permanece um certo conforto no mercado pela intensificação das pressões de Trump sobre a Fed (processos contra Powell), visto que isso poderá derivar em taxas de juros mais baixas do que o tecnicamente adequado ao longo de 2026, o que poderá terminar a derivar num aumento da inflação posterior. Williams (Fed) afirma que as taxas de juros atuais são adequadas para o emprego e para uma inflação que estima que poderá aumentar para +2,75% (2,7% agora), antes de retroceder um pouco. Hoje sai a inflação americana de dezembro, provavelmente a repetir em +2,7%, mas, em todo o caso, o mercado não a interpretará negativamente. Em primeiro lugar, porque esse nível já é bastante bom por si só. Em segundo, porque o número não será considerado fiável devido aos constrangimentos na recolha de dados posterior ao encerramento parcial do governo americano.
Outra proposta de Trump é impor uma taxa de juro máxima de 10% nos cartões de crédito a partir de 20 de janeiro, o que teria como contraindicação a queda de volumes de crédito, porque muitos clientes ficariam sem qualificação. Medida populista que conseguiria o contrário do que se pretende conseguir (facilitar o crédito), portanto, consideramos improvável a aplicação. Enquanto não se sabe, os bancos americanos caíram ontem (Citi -3%, JP -1,4%, BoA -1,2%...) e as financeiras mais (Amex -4,3%, Mastercard -1,6%, Visa -1,9%), o que poderá significar uma melhor oportunidade de compra na debilidade, na semana de publicação dos resultados 4T 2025: hoje publicam 11:30 h BNY Mellon (EPS +15,7%) e 12 h JP Morgan (+3%). Amanhã: BoA (+16,4%), Wells Fargo (+16,6%), Citi (-16,5%). Na quinta-feira: M.Stanley (+8,4%), Goldman (-2,6%) e Blackrock (+5,9%).
E, para terminar com Trump, que é o protagonista indiscutível, o Tribunal Supremo poderá anunciar amanhã a legalidade dos impostos alfandegários atualmente aplicado com base numa lei de emergência (Emergency Economic Powers Act de 1977), contornando o Congresso, o que introduziria ruído (elevação de yield das obrigações longas americanas), mas muito passageiro, porque seriam aplicados imediatamente com o apoio de alguma legislação alterantiva, como a Trade Expansion Act de 1962 de segurança nacional ou a Trade Act de 1974 de práticas comerciais desleais de terceiros países e de proteção da indústria nacional.
CONCLUSÃO: Lateralidade ou subida suave, dependendo dos resultados de JP Morgan (bastante) às 12 h, e da inflação americana (menos), às 13:30 h. Pode ser que a incerteza prévia ao veredito sobre os impostos alfandegários termine por debilitar a sessão na tarde americana. Mas o tom de fundo continua a ser bom, em alta.
FIM
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