TENSÃO GEOPOLÍTICA E MUDANÇAS NO GOVERNO LULA - MC 12/01/26
Por Anderson Nunes - Analista PolíticoA ameaça de investigação criminal contra Jerome Powell pelo Departamento de Justiça eleva o risco político global e derruba o otimismo dos investidores e a captura de Nicolás Maduro pelos EUA e a crise interna na Justiça brasileira definem o tom de urgência para os mercados e a diplomacia nesta semana.
RUPTURA INSTITUCIONAL NOS ESTADOS UNIDOS
A ameaça de processo criminal contra o chefe do Fed por reformas em prédios mascara a pressão política por juros baixos. O mercado teme que a interferência direta destrua a credibilidade da maior autoridade monetária do mundo.
CONFLITO IMINENTE NO IRÃ
O governo norte-americano avalia opções militares e cibernéticas contra Teerã após protestos contra o regime deixarem centenas de mortos e milhares de presos. Isso importa porque uma escalada direta entre Trump e os aiatolás pode disparar os preços globais de energia e desestabilizar o comércio no Oriente Médio.
INTERVENÇÃO NA VENEZUELA
Donald Trump ordenou a captura militar de Nicolás Maduro e agora planeja uma reestruturação do país vizinho baseada na compra massiva de petróleo. Isso importa porque a ação altera drasticamente o equilíbrio de poder na região e testa a capacidade de Lula de exercer influência internacional após tentativas frustradas de mediação.
INFLAÇÃO E JUROS AMERICANOS
Investidores aguardam os dados do CPI de dezembro com a expectativa de manutenção das taxas elevadas até o meio do ano. O fortalecimento do emprego nos Estados Unidos retirou a urgência de cortes imediatos na taxa de juros.
CRISE NO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
A demissão de Ricardo Lewandowski abre uma lacuna crítica no governo e acelera a pressão para o desmembramento da pasta em Justiça e Segurança Pública. A segurança será o grande campo de batalha eleitoral em 2026 e a oposição já lidera as projeções para a renovação do Senado.
ACORDO MERCOSUL-UE
Após 25 anos de negociações, o tratado comercial foi aprovado e a assinatura oficial deve ocorrer neste sábado no Paraguai. A vitória diplomática de Giorgia Meloni sobre a resistência francesa abre mercados vitais para o agronegócio sul-americano.
LARGADA ELEITORAL DE 2026
A primeira pesquisa Quaest do ano medirá o potencial de votos de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas na sucessão presidencial. O levantamento antecipa o clima de polarização que deve dominar o debate eleitoral nos próximos meses.
RADAR CORPORATIVO
1. Banco Master: O TCU suspendeu temporariamente a inspeção técnica no Banco Central sobre a liquidação da instituição para definir um modelo de condução conjunta.
2. Google: A big tech integrará publicidade personalizada via inteligência artificial Gemini para facilitar compras diretas em suas ferramentas de busca.
3. Balanços Globais: Delta Airlines e J.P. Morgan divulgam resultados do quarto trimestre nesta terça-feira servindo como termômetro da saúde financeira sob a nova política dos EUA.
4. Bradesco: A divisão de leasing do banco ampliou sua fatia de mercado para 37% e registrou patrimônio líquido superior a 4 bilhões de reais.
5. Santander: O banco realiza nesta segunda-feira o leilão de mais de 200 imóveis em 21 estados com descontos que podem atingir 73%.
6. Intel: Ações dispararam após reunião positiva entre o comando da empresa e Donald Trump para discutir investimentos.
7. Meta: Gigante de tecnologia firma acordos para expandir o uso de energia nuclear em seus centros de inteligência artificial.
8. General Motors: Montadora registra prejuízo bilionário com ativos de veículos elétricos devido à baixa demanda no mercado norte americano.
9. Gol: Companhia avança no plano de fechar capital e deixar de ser listada na bolsa de valores brasileira.
10. Azul: Acionistas votam hoje propostas cruciais de reestruturação financeira para garantir a sobrevivência da empresa.
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