FORMAMOS ECONOMISTAS PARA UM MUNDO QUE JÁ NÃO EXISTE.
A Economia do século XXI é marcada por incerteza radical, crises sistêmicas, sustentabilidade, transformação digital e centralidade das instituições.
Mas a trilha de aprendizado do economista segue, em grande parte, ancorada em pressupostos concebidos para um mundo estável, previsível e linear — um mundo que já não existe.
O problema não é falta de rigor.
É o tipo de rigor que estamos ensinando.
A formação dominante:
– naturaliza modelos como se fossem a realidade,
– trata instituições e história como acessórios,
– empurra epistemologia para o final (quando não a elimina),
– fragmenta o aprendizado em disciplinas que pouco conversam entre si.
📉 O resultado é excesso de técnica sem leitura sistematizada.
Reformar o ensino de Economia é um problema econômico estrutural.
Currículos são dispositivos de alocação cognitiva:
definem quais problemas importam,
quais métodos são legítimos,
e quais dimensões da realidade permanecem invisíveis.
A questão central é qual trilha de aprendizado forma economistas capazes de lidar com complexidade, incerteza e responsabilidade social.
O século XXI exige menos reprodução automática de modelos
e mais economistas capazes de pensar a economia como sistema aberto, histórico e institucional.
Nenhum comentário:
Postar um comentário