domingo, 25 de janeiro de 2026

Economia: narrativa x modelos

 FORMAMOS ECONOMISTAS PARA UM MUNDO QUE JÁ NÃO EXISTE.


A Economia do século XXI é marcada por incerteza radical, crises sistêmicas, sustentabilidade, transformação digital e centralidade das instituições.

Mas a trilha de aprendizado do economista segue, em grande parte, ancorada em pressupostos concebidos para um mundo estável, previsível e linear — um mundo que já não existe.

O problema não é falta de rigor.
É o tipo de rigor que estamos ensinando.

A formação dominante:

– naturaliza modelos como se fossem a realidade,

– trata instituições e história como acessórios,

– empurra epistemologia para o final (quando não a elimina),

– fragmenta o aprendizado em disciplinas que pouco conversam entre si.

📉 O resultado é excesso de técnica sem leitura sistematizada.

Reformar o ensino de Economia é um problema econômico estrutural.

Currículos são dispositivos de alocação cognitiva:
definem quais problemas importam,
quais métodos são legítimos,
e quais dimensões da realidade permanecem invisíveis.

A questão central é qual trilha de aprendizado forma economistas capazes de lidar com complexidade, incerteza e responsabilidade social.

O século XXI exige menos reprodução automática de modelos
e mais economistas capazes de pensar a economia como sistema aberto, histórico e institucional.

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