Análise Bankinter Portugal
NY +0,6% US tech +0,9% US semis +2,8% UEM +0,1% España +0,2% VIX 14,8% Bund 2,84% T-Note 4,16% Spread 2A-10A USA=+70pb B10A: ESP 3,27% PT 3,14% FRA 3,55% ITA 3,49% Euribor 12m 2,261% (fut.2,414%) USD 1,170 JPY 182,9 Ouro 4.445$ Brent 60,0$ WTI 56,2$ Bitcoin -0,7% (92.576$) Ether -0,8% (3.248$).
SESSÃO: O normal é que se descanse um pouco depois de apenas em 3 sessões de 2026 termos um acumulado de 1,5% em Nova Iorque, US tech +1,5%, Europa +2,4%... mas semicondutores nada menos que +8%. Recordemos que no dia 1 saiu à bolsa em HK uma empresa chinesa de semis chamada Biren que duplicou o seu preço de colocação na sua primeira sessão, o que animou proporcionalmente mais todos os semis desde o início do ano. Por isso e por certa tensão geoestratégica (Venezuela, Gronelândia, mas também China/Japão), hoje as bolsas deverão consolidar e lateralizar, à espera de novidades. As obrigações um pouco “pesadas”, tanto pelo risco por geoestratégia como pelo regresso das emissões, e o novo papel pesa um pouco.
Ontem saíram inflações boas na Alemanha (+1,8% vs. +2,0/+2,1% esperado vs. +2,3% anterior) e França apenas +0,8%. Hoje teremos de Itália (10 h) provavelmente a repetir em +1,1% e, principalmente, do conjunto da UE, que se espera que retroceda até +2,0% desde +2,1%, mas que poderá ser inferior a isso depois de comprovar, ontem, o rápido relaxamento de preços na Alemanha. Também, mas nos EUA, teremos o Inquérito ADP de Emprego Privado (13:15 h; +47k vs. -32k) e os JOLTS ou Emprego Disponível (15 h; 7,70M vs. 7,67M), ambos como adiantamento dos dados oficiais de emprego americano que sairão na sexta-feira. E o ISM Serviços (15 h; 52,3 vs. 52,6).
Às 7 h saíram Vendas a Retalho francamente boas na Alemanha, para os padrões alemães: +1,1% vs. +0,9% esperado vs. +2,1% anterior, mas foi revisto para melhor desde +0,9% preliminar. O único relativamente “mau” deste dado é que é de novembro, portanto é um pouco “antigo”. Mas é bom.
Fed: Miran (conselheiro cujo mandato ocorrido e forçado por Trump expirará a 31 de janeiro) afirmou que lhe parece razoável baixar -100 p.b. adicionais este ano (agora em 3,50/3,75%, após ter baixado em dezembro), mas Paulson (Fed Filadélfia) limitou-se a afirmar que “alguns modestos ajustes seriam apropriados mais à frente no ano”. A China insinua cortes no RRR ou coeficiente de caixa dos seus bancos para estimular o crédito… numa economia estancada, claro.
Geoestratégia: Venezuela em situação confusa, visto que não está nada claro que os EUA a controle como Trump afirma, visto que o regime (Delcy Rodríguez/Diosdado Cabello) consegue realizar manifestações a seu favor e não há libertação de presos políticos, algo que deve ser considerado como aspeto fundamental até se saber até que ponto há uma mudança de regime para a legalidade democrática. Abordagem agressiva de EUA/Trump sobre Gronelândia absolutamente mal concebida. Debate europeu sobre tropas de paz na Ucrânia, sabendo, como se sabe, que a Rússia não aceitará nenhum tipo de paz que não seja acompanhada da anexação de toda ou quase toda a Ucrânia, portanto, wishful thinking. E a China veta exportações para o Japão de tudo o que seja suscetível de uso militar/civil, como represália a uma abordagem prévia do Japão sobre Taiwan há uns dias que não lhe agradou.
CONCLUSÃO: Sessão tíbia e de assentamento das fortes subidas dos 3 dias de 2026, principalmente em semis (+8%), com Micron +20%, Applied Materials +15%, ASMI +21%, ASML +15%, Infineon +11%, Intel +8,5%, Samsung +18%, ON Semiconductor +14%, Hynix +14%... Como avisamos, o arranque do ano poderá ser forte, portanto ficar de fora seria imprudente. O FOMO continuará a impor-se enquanto os PIBs se expandam o suficiente, a inflação continua a ser baixa ou não problemática, as taxas de juros continuam baixas ou até baixem mais (nos EUA, não na UE) e os lucros empresariais avancem a duplo dígito, embora seja baixo. Hoje poderemos especular com bolsas +0,2%/-0,2% e obrigações a reduzirem um pouco as suas yields (-1/-2pb, em geral).
FIM
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