💰 *Ouro, mais real, zero cripto: as preferências da Verde, de Stuhlberger, para 2026- Estadão*
Em carta mensal, gestora fala sobre ganhos advindos da exposição ao ouro ao longo de 2025, que segue na carteira este ano; no mercado local, fundo usa opções para se proteger do ruído político
Boa parte dos ganhos do último mês do ano vieram das posições em commodities, sobretudo o ouro. Uma exposição relevante que a gestora mantém para 2026, mesmo que o metal tenha dado um salto de 64,6% ao longo de 2025 graças à degradação do dólar. A Verde também segue vendida na moeda americana.
“A incerteza geopolítica – cada dia mais latente, como evidenciado pela captura do venezuelano Nicolas Maduro nos primeiros dias de 2026 – é a grande força motriz dessa busca por reservas de valor não atreladas às grandes economias. É um contexto que deve continuar a beneficiar o ouro, embora o movimento exponencial na prata, platina e paládio nos preocupe como sinal de mudança de padrão de risco e euforia especulativa”, diz Stuhlberger na carta.
No mercado doméstico, o fundo também mantém a posição em Bolsa brasileira, assim como a comprada em juro real. E voltou a comprar real utilizando opções, uma operação que “mantém convexidade ao mesmo tempo que protege do ruído no cenário político”.
Este tema, que não deve sair do radar em 2026. O aumento da exposição à moeda brasileira se deu em dezembro, mês que o real chegou a se desvalorizar mais de 3% em meio a ondas de choque derivadas do anúncio da candidatura Flávio Bolsonaro (PL) à disputa presidencial marcada para outubro.
“Vale destacar também o acúmulo, quase cotidiano, de sinais de piora institucional no país”, diz a Verde. “A deterioração das instituições e a piora da qualidade técnica das decisões de política pública, sejam regulatórias, tributárias ou jurídicas, é notável. Esse tipo de deterioração incremental não costuma fazer preço nos mercados no curto prazo, mas é bastante pernicioso no longo prazo, e em momentos de prêmios de risco mais apertados, convém lembrarmos.”
O fundo Verde ainda aumentou a posição no renminbi chinês e zerou a alocação em criptomoedas, pouco mais de um ano após investir em bitcoin pela primeira vez. A gestora não explicou em detalhes o movimento. A alocação em crédito foi mantida, assim como o livro global e as posições aplicadas em juro real e compradas em inflação implícita nos EUA.
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