sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Bankinter MATINAL Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY 0% US tech -0,6% US semis -1,8% UEM -0,3% España +0,3% VIX 15,5% Bund 2,82% T-Note 4,18% Spread 2A-10A USA=+68pb B10A: ESP 3,26% PT 3,11% FRA 3,53% ITA 3,47% Euribor 12m 2,247% (fut.2,400%) USD 1,165 JPY 183,4 Ouro 4.475$ Brent 62,6$ WTI 58,4$ Bitcoin +0,8% (91.005$) Ether 0% (3.120$).


SESSÃO: Pode ser que consiga subir um pouco, mais provavelmente a Europa do que Wall St., onde a provável rejeição dos impostos alfandegários pelo Tribunal Supremo e um emprego hipoteticamente menos débil do que o esperado poderão prejudicar. Cuidado com as obrigações americanas pelo veredicto dos impostos alfandegários. Em qualquer caso, a sessão vem indefinida em relação às bolsas.


ONTEM saíram, nos EUA, uma Produtividade que se acelera (+1,9% no 3T vs. +1,5% no 2T) e uma redução dos Custos Laborais superiores ao esperado (-1,9% vs. -0,1% esperado vs. -2,9% no 2T, mas revisto em baixa desde -1% preliminar). Esta combinação significa que a economia americana consegue uma capacidade para a melhoria dos ganhos reais de quase +4% sem perder competitividade. Desde um diagnóstico macro, isso é algo absolutamente invejável, não só na Europa, em qualquer lugar do mundo. 


HOJE à primeira hora, saíram: inflação inexistente na China (+0,8% vs. +0,7% novembro) e uma Produção Industrial apenas aceitável na Alemanha (+0,8% vs. +2% outubro). O primeiro continua a ser um indício de uma economia quase estancada na Procura Final e o segundo parece um pouco fraco considerando que ontem saíram Pedidos Industriais inesperadamente bons (+5,6%). Interessante, mas pouco ou nada influencia a sessão de hoje, cujas chaves são as Vendas a Retalho UE (10 h; +1,6% vs. +1,5%), o veredito sobre os impostos alfandegários nos EUA com base em poderes de emergência (15 h) e, principalmente, dados de emprego americano (13:30 h): Criação de Emprego Não Agrícola (+60k vs. +64k), Taxa de Desemprego (4,5% vs. 4,6%), Ganhos Pessoais (+3,6% vs. +3,5%) e Horas/Semana trabalhadas (34,3 vs. 34,3). Desenvolvimentos mais prováveis e potenciais consequências: 

-  Vendas a Retalho UE continuístas e bastante boas. Um pouco de impacto positivo sobre as bolsas europeias.

- Veredito sobre os impostos alfandegários: como Trump os adotou mediante a EEPA de 1977 (Emergency Economic Powers Act) esquivando-se do Congresso, é provável que desautorizem, o que poderá levar a devoluções dos pagamentos dos impostos alfandegários aos importadores. Isso significaria receitas fiscais inferiores, o que elevaria a yield das obrigações americanas (preços em baixa), sobretudo as longas. Mas isso seria uma reação apenas de muito curto prazo, porque imediatamente voltariam a ser aplicados com o apoio de alguma legislação alternativa, como a Trade Expansion Act de 1962 de segurança nacional ou a Trade Act de 1974 de práticas comerciais desleais de terceiros países e de proteção da indústria nacional. Portanto, seria um efeito passageiro, muito passageiro. Os impostos alfandegários permanecerão.

-  Sobre o emprego, o risco é que saia menos débil do que o esperado e que isso arrefeça um pouco as expetativas de mais descidas de taxas de juros da Fed, o que, por sua vez, arrefeceria Wall St. na sessão de hoje. 


Na frente corporativa hoje:

-  Conversas para fusão Rio Tinto + Glencore, que seria mediante troca de ações.

-  GM anuncia um writedown de 6.000 M$ porque reduz investimentos para o desenvolvimento de elétricos. Cai -2% em aftermarket. Ford fez algo muito parecido em meados de dezembro.

-  TSMC publica Receitas 4T´25 melhores do que o esperado: 33.175 M$ (+20,5%) vs. 32.431 M$ esperados. Publicará resultados completos 4T´25 a 15 de janeiro.

-  Em HK, saiu à bolsa outra mini-empresa de IA chamada Minimax, subindo +80%.


Venezuela começa a libertar os presos políticos. Esta era a prova-chave para saber se realmente os EUA têm o controlo do regime chavista, independentemente de quais sejam as proclamações populistas dos seus líderes que permanecem no poder. Isto permite pensar que a Venezuela está neutralizada (receitas por petroleiros piratas e narco), o que debilita o Irão (o empobrecimento interno poderá terminar a derrubar o regime em não muito tempo), Cuba, Rússia e China.


CONCLUSÃO: Sessão indefinida, talvez um pouco mais positiva na Europa do que em Wall St. De seguida, 2 referências-chave da próxima semana: inflação americana na terça-feira (repetir em +2,7%, mas Subjacente a aumentar 1 décima, também até +2,7%) e resultados 4T’25 dos primeiros bancos americanos (JPMorgan, Wells Fargo, BoA, Citi, Goldman, MStanley…) também a partir de terça-feira. A expetativa dessas referências, que são muito importantes, fará com que Wall St. adote, esta tarde, uma espécie de “modo espera”.


FIM

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Simon Schwartzman