quarta-feira, 30 de abril de 2025

Bankinter Portugal Matinal 3004

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Trump afirma que quer ser Papa e também aspira um terceiro mandato como Presidente dos EUA. É de supor que investiga a forma de compatibilizar ambos os cargos. O segundo é constitucionalmente impossível, mas é perigoso que retome o assunto. O primeiro depende da sua nomeação como cardeal nas próximas horas e que o Colégio dos Cardeais o escolha de seguida, mas não nos parece. 


Com um dia que arranca assim e com a publicação do PIB 1T EUA às 13:30 h (que é a referência desta semana) provavelmente em contração mas com uma dispersão ampla de estimativas, quem pode estimar o que acontecerá na sessão? Qualquer coisa é possível e, ainda assim, pode dizer-se que é um eufemismo. Os futuros sobre Wall St. vêm em quedas de ca.-0,5%, mas os europeus apresentam-se planos, como se estivessem a viver num planeta paralelo. O fluxo de fundos desde os EUA para a Europa favorece os preços dos ativos europeus, naturalmente, mas continua sem ter sentido que, num contexto de economia e mercado com riscos assimétricos (isto é, a profundidade da perda provável supera o potencial ganho se as coisas continuarem a complicar-se), a bolsa europeia ofereça ca. +5% acumulado 2025 vs. ca. -5% Wall St. 


A sequência de subidas de bolsas desde 22 de abril, apenas interrompida ontem na Europa, teve apoio de 2 fatores: (i) expetativas de suavização de impostos alfandegários. (ii) Bancos centrais a expressarem-se a favor de continuarem com as descidas de taxas de juros. Mas a forma de ver as coisas poderá mudar para pior a partir de hoje, aplicando a lógica dos dados, porque, independentemente dos impostos alfandegários aplicados e das descidas das taxas de juros, uma parte do dano já está infligido, principalmente sobre a confiança, que é a base do mercado. E os dados de hoje são: 


PIB 1T da França publicado às 06:45 h muito fraco, embora esteticamente pareça bom, porque passa para +0,1% (t/t) desde -0,1% no 4T’25, MAS todo o crescimento se deve a Inventários (+0,5% vs. -0,2%); isto é, a produção não vendida que terá de vender depois, para entender rapidamente. Porque o Consumo Privado desparece (0% vs. +0,2%), o Investimento continua a contrair-se (-0,2% vs. -0,1%) e as Exportações retrocedem (-0,7% vs. +0,2%). Poderá pensar-se que a culpa é das Importações elevadas para contornar os futuros impostos alfandegários, mas não: +0,4% vs. +0,5% no 4T’24. No final, em grandes números, esse PIB 1T +0,1% responde a +0,5% de Inventários e -0,4% de contribuição negativa do Setor Exterior, sendo as restantes componentes neutralizadas entre si. 


Elaboramos um pouco mais do que o habitual sobre o PIB francês porque certamente é o tom que vamos encontrar na macro a partir de agora, a que inclui já março. Principalmente abril. E isso fará com que a situação não seja interpretada com tanta complacência daqui para a frente. Particularmente o PIB 1T EUA das 13:30 h, para o qual o consenso insiste em esperar algo positivo (+0,2%?), mas que o resultado real será pior que isso e pior do que visto hoje à primeira hora no PIB 1T francês. A Fed de Atlanta estima -2,7% (sim, não é um erro: -2,7%), mas nós temos vindo a avisar que será substancialmente negativo pelo adiantamento das exportações (-1,5%/-2%?) e nas últimas horas alguns “grandes” americanos apressaram-se a baixar as suas estimativas: MStanley -1,4% (antes 0%), Goldman -0,8% (antes -0,2%) e JP Morgan -1,75% (antes 0%). Grandes equipas, mas reações lentas…


Outros dados maus para arrancar o dia:


Preços de Habitações no Reino Unido (7 h) entram em negativo em abril: t/t -0,6% vs. 0% esperado vs. 0% março; a/a +3,4% vs. +4,1% vs. +3,9%.


Alemanha: Vendas a Retalho de março entram em negativo: t/t -0,2% vs. +0,4% esperado vs. +0,2% fevereiro (revisto para pior desde +0,8% preliminar); a/a +2,2% vs. +2,4% vs. 0% (revisto para pior desde +4,9% preliminar).


Os resultados corporativos 1T continuam a ser publicados abundantemente e são bons, principalmente os americanos (com mais de 40% das empresas publicadas, EPS médio +10,1% vs. +6,7% esperado), mas, insistimos, são do 1T. E hoje já várias empresas de primeira ordem retiram ou reveem guidances (Mercedes, Samsung, UPS…) e a maioria das que os mantêm avisam que não contemplam o impacto dos impostos alfandegários. Não tardarão em chegar revisões em baixa dos resultados dos trimestres seguintes.


CONCLUSÃO: O PIB 1T EUA das 13:30 h é fundamental para que o mercado tenha um choque de realidade. Pode ser o ponto de reversão para o senso comum após as subidas complacentes dos últimos dias. Embora qualquer resultado seja possível, se sair realmente em contração, Wall St retrocederá, digamos, -1%/-2%, e Europa irá mudar para pior rapidamente. De facto, depois de ver a macro europeia de primeira hora, não faz sentido que suba. Comprar-se-ão obrigações (yields inferiores) e o USD será vendido (1,14, como ontem?). Dia emocionante.


S&P500 +0,6% Nq-100 +0,6% SOX -0,9% ES50 -0,2% IBEX -0,7% VIX 24,2% Bund 2,50% T-Note 4,17% Spread 2A-10A USA=+51pb B10A: ESP 3,16% PT 3,04% FRA 3,22% ITA 3,61% Euribor 12m 2,076% (fut.1,942%) USD 1,138 JPY 162,1 Ouro 3.309$ Brent 63,5$ WTI 59,6$ Bitcoin +0,3% (94.967$) Ether -0,6% (1.804$). 


FIM

14 ações

 14 ações do Ibovespa que atingiram máximas históricas com a recuperação dos mercados


A ação da TIM lidera em desempenho no ano até 25 de abril, com valorização de 36,91%


Lara Rizério


29/04/2025 12h44 • Atualizado 2 horas atrás


Com o Ibovespa voltando a apresentar um desempenho positivo e superando os 135 mil pontos nas últimas sessões, algumas ações do índice atingiram as suas máximas, conforme destaca levantamento da consultoria Elos Ayta.


Conforme aponta o estudo, elaborado por Einar Rivero, diretor da consultoria, em meio à recuperação parcial do mercado brasileiro em 2025, quatorze das 87 ações que compõem o Ibovespa atingiram seus preços máximos históricos no mês de abril, conforme levantamento da Elos Ayta. Todas renovaram suas máximas nos pregões dos dias 24 e 25, sendo que onze papéis fecharam no recorde na sexta-feira, dia 25, enquanto três o fizeram na véspera.


A ação da TIM (TIMS3) lidera em desempenho no ano até 25 de abril, com valorização de 36,91%, seguida pela Marfrig (MRFG3), com alta de 34,17%, e pela JBS (JBSS3), que avança 31,87% no mesmo período. Para efeito de comparação, o Ibovespa acumula ganho de 12,02% em 2025.


Conforme destaca Rivero, oito setores diferentes apresentaram ações com máximas históricas, mas energia elétrica e seguros se destacaram com mais ativos participantes, cada um com três representantes na lista. Já os setores de proteínas animais e telecomunicações aparecem com duas ações cada, enquanto holdings diversificadas, serviços de apoio e armazenagem, água e saneamento, e bancos completam o quadro com um papel cada.


Entre as empresas do setor elétrico, Equatorial (EQTL3), Copel (CPLE6) e Taesa (TAEE11) atingiram novos topos, evidenciando o interesse do mercado em ativos considerados defensivos em tempos de incerteza.


No segmento de seguros, Porto Seguro (PSSA3), BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CXSE3) mostraram força, refletindo a resiliência do setor frente ao cenário macroeconômico.


 


O levantamento utilizou séries históricas ajustadas por proventos (dividendos, JCPs, agrupamentos e desdobramentos), garantindo uma comparação precisa dos preços máximos ao longo do tempo.


“Outro destaque é a presença das empresas de proteínas animais, Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3), que foram impulsionadas tanto pela valorização das exportações quanto pela dinâmica de câmbio favorável”, aponta Rivero.


Já no setor de telecomunicações, além da TIM, a Telefônica Brasil (VIVT3) também renovou sua máxima, beneficiada pela estabilidade da receita e melhora da rentabilidade


 


 


A Sabesp (SBSP3) também figura entre os recordistas, refletindo expectativas otimistas com o processo de desestatização da companhia.


Entre os grandes bancos, o Itaú Unibanco (ITUB4) foi o único a bater sua máxima histórica, mostrando a força dos grandes incumbentes do setor financeiro em um ambiente ainda volátil.


A diversidade dos setores e o perfil de muitas dessas companhias — majoritariamente defensivo e resiliente — reforçam o quadro de seletividade dos investidores, que, diante das incertezas, continuam preferindo nomes com geração de caixa estável e capacidade de remunerar seus acionistas.

BCB

 _BC diz que as principais mensagens do REF são de que o financiamento à economia real continuou a acelerar no 2º semestre: o apetite ao risco aumentou no ano passado, mas indica cautela em 2025; capacidade de pagamento das famílias é desafiadora e materialização do risco tende a reduzir no curto prazo; SFN segue melhorando, com sistema bancário mantendo solidez, sendo que as maiores exposições ao risco climático físico estão relacionados a secas; concentração do SFN reduziu em 2024, seguindo a tendência; o Open Finance promove a modernização e aumenta a eficiência._

INSS e seus esquemas

 Estadão: Ex-presidente do INSS deu descontos 'excepcionais' para entidades, diz PF

22:32 29/04/2025 


São Paulo, 29/04/2025 - O ex-presidente do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto autorizou descontos indevidos nos contracheques de aposentados e pensionistas depois de ter vindo a público anunciar que acionaria a Polícia Federal (PF) para investigar denúncias de fraudes. As suspeitas levaram à demissão de Stefanutto após ele ter sido afastado do cargo por ordem judicial na Operação Sem Desconto - que apura um esquema fraudulento de deduções indevidas em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.


Pressionado pela Controladoria-Geral da União (CGU), que emitiu sucessivos alertas sobre descontos irregulares, Stefanutto prometeu ser “bastante duro” com entidades que estivessem envolvidas em fraudes e garantiu que a PF seria notificada para apurar as suspeitas. As declarações são de abril de 2024 e foram publicadas no site do INSS.


Em março de 2024, Stefanutto suspendeu as cobranças de descontos associativos até o desenvolvimento de mecanismos mais seguros de autorização e verificação de identidade, como biometria facial dos aposentados e assinatura eletrônica avançada, recursos que, segundo ele, ainda seriam desenvolvidos pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev).


A suspensão foi formalizada em uma instrução normativa assinada por Stefanutto que eximiu o INSS de responsabilidade sobre os descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, conforme revelou o Estadão.


O ex-presidente do INSS também prometeu revisar os acordo de cooperação técnica fechados com associações e entidades para descontos de mensalidades associativas.


‘APARENTE DILIGÊNCIA’. Ocorre que, segundo a investigação da PF, “a despeito da aparente diligência publicizada”, internamente a direção do INSS buscava uma solução transitória que possibilitasse a retomada dos descontos, o que efetivamente aconteceu.


A Polícia Federal aponta que, em junho de 2024, Stefanutto determinou o “desbloqueio excepcional” de descontos em benefício de entidades investigadas, mesmo sem os requisitos técnicos definidos pela Dataprev e sem previsão normativa. “Nesse contexto, as ações divulgadas pelo INSS para impor maior rigor e controle à implementação de descontos associativos não atingiram os efeitos a que se propuseram, à medida que a direção da autarquia autorizou excepcionalizações às regras de regência da matéria, sem que existisse previsão normativa para tanto ou, sequer, tivessem sido realizadas análises que pudessem sustentar o interesse dos aposentados e/ou pensionistas nos atos”, afirma a Polícia Federal na representação da Operação Sem Desconto.


A PF crava que “o único interesse em voga e observado pela direção do INSS foi o das entidades associativas”.


Segundo a corporação, a cúpula do INSS ignorou informações e alertas recebidos por diferentes meios e de diferentes órgãos de controle para reverter “autorizações precárias concedidas” para os descontos.


Além de ter retomado os descontos em curso, o INSS permitiu 785.309 novos abatimentos, englobando 32 entidades, baseados exclusivamente em termos de compromisso das associações.


DESCONTOS EM LOTE. A PF também põe sob suspeita uma autorização do presidente do INSS para o chamado desbloqueio em lote e automático de descontos em pelo menos 34 mil pensões e aposentadorias em benefício da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).


Os investigadores afirmam que o aval foi concedido em um cenário de “inexistência de qualquer tipo de controle, pelo INSS, acerca da veracidade das informações apresentadas” pela entidade.


Em um primeiro momento, a cúpula do INSS negou o pedido da Contag. Em outubro de 2023, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, então chefe da Procuradoria Federal do INSS, mudou de posição e emitiu parecer favorável ao pedido.


Segundo a PF, Virgílio Antônio recebeu R$ 12 milhões de intermediários das associações suspeitas de fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas.


O ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão, André Paulo Félix Fidélis, concordou com o parecer e enviou o documento ao gabinete do presidente do INSS. A Polícia Federal também identificou repasses suspeitos a Fidélis, na ordem de R$ 5 milhões.


Em novembro de 2023, Stefanutto assinou a autorização do INSS para os descontos em lote em favor da Contag. Ele afirma no documento que a decisão tem como base o “princípio da boa-fé” e a “declaração de responsabilidade” da confederação.


INTERMEDIÁRIOS. A PF calculou que ex-servidores do alto escalão do INSS receberam mais de R$ 17 milhões de intermediários das associações suspeitas de fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas. Foram identificados repasses a três dirigentes: André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão; Alexandre Guimarães, ex-diretor de Governança e Gerenciamento de Riscos e de Governança, Planejamento e Inovação e Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-chefe da Procuradoria Federal Especializada do INSS.


O dinheiro teria sido repassado por meio de empresas registradas no nome de familiares dos ex-diretores “sem motivo razoável conhecido para tanto”. Eles foram alvo da Operação Sem Desconto, deflagrada na semana passada.


“Observa-se a ação em conluio entre os investigados a fim de conferir aparente legalidade ao pagamento realizado pelos operadores financeiros e o recebimento de vantagens ilícitas por parte de servidores do INSS, abastecido pelo dinheiro proveniente dos descontos indevidos realizados pelas entidades associativas, em ação concertada”, afirma a Polícia Federal na representação que levou à operação.


FLUXO FINANCEIRO. Os repasses foram descobertos porque a Polícia Federal conseguiu reconstituir uma complexa rede de pessoas físicas e jurídicas que, segundo a investigação sobre as fraudes no INSS, operou a distribuição do dinheiro desviado por meio de associações.


O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, citado no inquérito como “Careca do INSS”, é apontado como o principal operador do esquema. Ele é dono de dezenas de empresas com personalidade jurídica própria, usadas para blindar os sócios controladores, e até de uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe. Defesa diz que ele vai comprovar inocência.


Segundo a PF, pessoas e empresas relacionadas ao “Careca do INSS”, receberam R$ 48,1 milhões diretamente de associações suspeitas, além de R$ 5,4 milhões de empresas ligadas a essas entidades, totalizando R$ 53,5 milhões.


Conforme a investigação, Virgílio Antônio, que chefiou a Procuradoria Federal Especializada do INSS, recebeu R$11.997.602,70 por meio de empresas registradas no nome da mulher e da irmã.André Paulo Félix Fidélis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão, recebeu R$ 5.186.205,0041 por meio do filho e da nora. O ex-diretor de Governança e Gerenciamento de Riscos e de Governança, Planejamento e Inovação, Alexandre Guimarães, ficou com R$ 313.205,29.


A PF também afirma que o “Careca do INSS” transferiu um Porshe Taycan 2022 para a mulher de Virgílio.


‘INOCÊNCIA’. Os advogados de Antonio Carlos Camilo Antunes afirmaram que “as acusações apresentadas contra seu cliente não correspondem à realidade dos fatos”. “A defesa confia plenamente que o tempo propiciará uma apuração adequada dos fatos, possibilitando uma atuação ampla e isenta por parte das instituições”, disseram em nota. “Estamos certos que ao longo do processo, a inocência de Antonio será devidamente comprovada.”


Procuradas pelo Estadão, a defesa do ex-presidente do INSS e de outros citados não se manifestaram ou não foram localizadas. (Rayssa Motta e Fausto Macedo)

BDM Matinal Riscala 3004

 Bom dia


Véspera de feriado tem agenda pesada | BDM

www.bomdiamercado.com.br

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[30/04/25]


… Revelando os primeiros danos da guerra comercial à China, o PMI industrial oficial sofreu em abril a pior contração da atividade desde dez/23. Hoje, nos EUA, a agenda pesada prevê mais um indicador do emprego, a pesquisa ADP, além da preliminar do PIB/1Tri, inflação do PCE e balanços de Microsoft e Meta. Apple e Amazon saem amanhã, quando os mercados aqui fecham no feriado de 1º de Maio, mas NY funciona normalmente. Também no Brasil, o calendário econômico é intenso, nesta 4ªF, com a taxa de desemprego do IBGE e números do Caged de março, que podem influenciar as expectativas para o Copom, e ainda o resultado fiscal de março. No noticiário corporativo, repercute o relatório de produção e vendas da Petrobras, divulgado ontem, após o fechamento. Entre os balanços, são destaques: Weg e Santander, antes da abertura, enquanto Galípolo abre evento do BC (9h15) e Trump volta a criticar Powell: “Ele não está fazendo um bom trabalho”.


… Em discurso para marcar os 100 dias de seu governo, no estado de Michigan, o presidente dos EUA teve o cuidado de dizer que quer ser “respeitoso” com Powell, mas que tem mais conhecimento do que ele, “sei mais sobre juros do que eles”.


… Trump citou uma série de produtos que tiveram queda de preços, como energia, ovos, taxas de hipotecas imobiliárias e medicamentos.


… Já o mercado considerou os números mais fracos do emprego do relatório Jolts, ontem, e a queda da confiança do consumidor em abril para apostar que o Fomc acabará deixando de lado a cautela para antecipar os cortes de juros para junho (leia abaixo).


… Os indicadores de hoje podem reforçar essa expectativa se também a pesquisa ADP trouxer a criação de menos vagas no setor privado, assim como o payroll de março, na 6ªF, se confirmar uma deterioração do mercado de trabalho americano.


… Nas últimas falas, Powell foi claro ao afirmar que o Fed pode reduzir os juros se o impacto das tarifas sobre o emprego for significativo.


… Outros dados que poderão influenciar hoje as expectativas em NY são o PIB/1Tri, com projeções de forte recuo, e a inflação do PCE, que também deve desacelerar. Surpresas nesses números, por outro lado, adiariam os cortes de juros para o segundo semestre.


… A pesquisa ADP de emprego no setor privado em abril está prevista para as 9h15 e a primeira prévia do PIB/1Tri, às 9h30, com consenso de leve expansão de 0,4%, após a economia dos EUA ter registrado crescimento de 2,4% no 4Tri/2024.


… A expectativa para o núcleo do PCE de março (11h), medida predileta de inflação do Fed, é de desaceleração para 0,1% em março, após alta de 0,4% em fevereiro. Na base anual, o consenso é de desaceleração para 2,2%, contra 2,5% até o mês anterior.


… Aqui, também os dados do emprego são importantes para as expectativas ao Copom e as apostas para a Selic.


… Às 9h, o IBGE divulgará a Pnad Contínua de março, cujo consenso aponta para uma alta da taxa de desemprego a 7%, contra 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Às 14h30, sai o Caged de março, que deve criar 201 mil vagas, após 432 mil em fevereiro.


… Na agenda fiscal, o resultado consolidado do setor público em março abre o dia (8h30). Em fevereiro, o déficit foi de R$ 18,973 bilhões.


MAIS AGENDA – Ainda às 8h30, o BC divulga as operações de crédito e os dados da dívida pública em março, que atingiu 76,2% do PIB em fevereiro. Às 14h30, o Banco Central informa os dados semanais do fluxo cambial.


… Na Zona do Euro, também é dia de PIB/1Tri e da preliminar da inflação de abril do CPI na Alemanha (9h).


… Nos EUA, às 10h45, o Fed de Chicago divulga o índice ISM de atividade do setor industrial em abril e, às 11h30, os estoques de petróleo do DoE nos Estados Unidos, que aumentaram em 244 mil barris na semana até 18/04.


BALANÇOS – Os resultados de Microsoft e Meta saem após o fechamento. Aqui, Santander e Weg vêm antes da abertura.


… Amanhã, com os mercados fechados no Brasil e em algumas praças da Europa e na China, serão divulgados em Wall Street os balanços de mais duas big techs: Apple e Amazon, enquanto o BoJ decide sobre juros. Na China, o feriado se estende até 6ªF.


ÁSIA HOJE – Na China, o PMI Industrial do NBS (oficial) caiu a 49,0 em abril, abaixo do consenso (49,5) e de março (50,5), interrompendo dois meses de expansão da atividade. E o PMI do Caixin caiu para 50,4, mais que o consenso (49,8) e após 50,8 em março.


… No Japão, a produção industrial registrou queda de 1,1% em março, pior que o consenso (-0,4%), recuando fortemente sobre o crescimento de 2,3% em fevereiro. Também as vendas no varejo recuaram 1,2%, contra +0,4% do mês anterior.


PETROBRAS – Fechou o primeiro trimestre com produção total de 2,771 milhões de barris diários de óleo equivalente, queda de 0,20% na comparação com o 1Tri/2024 e alta de 5,4% sobre o 4Tri/2024, segundo relatório de produção divulgado ontem à noite.


… Segundo a Petrobras, a alta no 1Tri se deve ao menor volume de perdas por paradas para manutenções, à melhor eficiência operacional na Bacia de Santos, entrada em produção do FPSO no campo de Búzios e do FPSO no campo de Mero.


… Esses fatores compensaram parcialmente o declínio natural de produção no trimestre, com 11 novos poços produtores em operação.


… A produção de óleo e gás foi de 2,416 milhões de boe/d no 1Tri (-0,5% na base anual), a produção de petróleo, de 2,214 milhões de bpd (-1%) e a produção de gás natural totalizou 526 mil boed (+3,7% na margem e na base anual).


QUANTO PIOR, MELHOR – O espanto dos mercados com Trump é tanto, que sobra ao investidor se agarrar à esperança de que o Fed tome uma atitude para evitar que a economia norte-americana caia em uma recessão.


… Neste contexto, indicadores fracos divulgados ontem nos EUA acabaram sendo lidos pela ótica positiva, de que Powell pode acabar se dobrando às pressões para antecipar um corte do juro e evitar um choque recessivo.


… Às vésperas do payroll, o relatório Jolts de empregos mostrou queda nas vagas, de 7,6 milhões em fevereiro para 7,2 milhões em março. Ainda a confiança do Conference Board caiu de 93,9 em março para 86,0 em abril.


… Em NY, o mercado passou a precificar um corte acumulado de 1,25 ponto percentual pelo Fed nos próximos 12 meses, o que derrubou o rendimento da T-Note de 2 anos ontem para o seu menor nível em seis meses.


… O yield recuou a 3,664%, de 3,701% na sessão anterior. A taxa do bônus de 10 anos caiu para 4,173%, de 4,211%.


… A torcida para que o Fed relaxe a política monetária o quanto antes também ajustou as bolsas em NY, que refletiram os sinais de recuo de Trump em relação à guerra tarifária, enquanto a China continua jogando duro.


… O presidente americano assinou uma ordem executiva concedendo alívio parcial nas tarifas para as montadoras que fabricam veículos nos EUA, o que foi comemorado pelas ações da Ford (+1,35%) e da Stellantis (+2,51%).


… As montadoras receberão um reembolso de até 15% das tarifas pagas sobre peças importadas para veículos montados nos EUA, enquanto os carros com 85% de suas peças fabricadas no país não estarão sujeitos à sobretaxa.


… Foi positiva também a indicação de Trump nesta 3ªF de que o governo de Washington estaria fechando acordos comerciais com a Índia e que ainda as negociações estariam avançadas com o Japão e a Coreia do Sul.


… O Dow Jones subiu 0,74%, a 40.527,62 pontos, o S&P 500 avançou 0,58%, para 5.560,83 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,54%, a 17.461,31 pontos, no otimismo que teve como “plus a mais” a expectativa de corte de juros.


… A sinalização de progressos nas negociações comerciais de Trump permitiu leve alta ao índice DXY (+0,22%, aos 99,228 pontos), embora o papel dominante do dólar no comércio e nas finanças internacionais continue em xeque.


… O euro recuou 0,33%, para US$ 1,1383, e a libra esterlina perdeu 0,25%, negociada no fechamento a US$ 1,3406.


… Já o real conseguiu emplacar a sua oitava alta seguida, influenciado pelo fluxo gringo positivo tanto para a bolsa como para a renda fixa, especialmente após a sinalização de Galípolo de que o ciclo de aperto da Selic não acabou.


… O dólar à vista, que antes do feriado da Páscoa operava na faixa de R$ 5,80, vem caindo todo santo dia desde lá. Voltou ontem para R$ 5,6306 (-0,31%) e chega ao último pregão do mês com queda acumulada de 1,31% em abril.


… Hoje, o câmbio doméstico poderá sofrer a influência extra da disputa especulativa em torno da ptax.


MUITA CALMA NESTA HORA – Pelo segundo dia seguido, com Galípolo, os investidores corrigiram as apostas para o Copom da semana que vem e a chance de vir um aperto de 0,50pp, ao invés de 0,25pp, voltou a ser majoritária.


… O presidente do BC disse que a comunicação da reunião de política monetária de março (alta da Selic menor do que 1pp) segue valendo e repetiu que o nível do juro seguirá restritivo o tempo suficiente para levar inflação à meta.


… Atentos à mensagem, os juros curtos registraram viés de alta, o miolo da curva fechou estável e a ponta longa exibiu queda modesta, influenciada pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries e pelo dólar mais barato aqui.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,690% (de 14,675% no pregão anterior); Jan/27 estava em 13,945% (de 13,905%); Jan/29, 13,640% (de 13,640%); Jan/31, 13,910% (de 13,930%); e Jan/33, 14,000% (14,030%).


… O investidor estrangeiro começa a se arriscar novamente nos emergentes. Pelo último informe, entraram R$ 883 milhões em k externo na B3 na 5ªF passada. No acumulado do mês, porém, a fuga ainda é pesada: R$ 4,9 bilhões.


… O Ibovespa está a pouco mais de dois mil pontos de seu recorde de todos os tempos e completou ontem sete pregões consecutivos sem cair, embora já tenha dado sinais de fadiga, tendo fechado praticamente estável.


… Terminou em +0,06%, aos 135.093 pontos, com volume financeiro de R$ 22,9 bilhões.


… As blue chips financeiras se destacaram em alta: Bradesco ON registrou +1,34% (R$ 12,10); Bradesco PN, +1,12% (R$ 13,50); Itaú, +0,80% (R$ 35,27); Santander, +0,57% (R$ 28,40); e Banco do Brasil ON, +0,53% (R$ 28,50).


… Petrobras ON subiu 0,28%, a R$ 32,55, e Petrobras PN ganhou 0,53%, a R$ 30,56, apesar da queda do petróleo.


… O Brent/julho caiu 2,33%, para US$ 63,28 o barril, com preocupações renovadas sobre a demanda global, diante da tensão comercial, e a expectativa de que a Opep+ suba a produção em mais de 400 mil bpd semana que vem.


… A commodity vai terminando abril com um tombo próximo de 15%, o pior recuo mensal em quatro anos.


… Vale cedeu 0,37% (R$ 53,84) ontem, enquanto o minério de ferro subiu de leve (-0,28%). A liderança do ranking positivo ficou com o GPA (+8,00%), a R$ 4,59, em meio às expectativas de mudança no Conselho de Administração.


EM TEMPO… JBS aprovou a distribuição de R$ 4,4 bilhões em dividendos adicionais, o equivalente a R$ 2 por ação, com pagamento em 14/5; ex a partir de hoje.


SABESP aprovou a distribuição de R$ 2,55 bilhões em proventos, sendo R$ 718,6 milhões em dividendos e R$ 1,83 bilhão em JCP; empresa não informou o valor correspondente por ação…


… Pagamento será efetuado em até 45 dias após AGOE realizada ontem.


EMBRAER aprovou a distribuição de R$ 51,4 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,0700 por ação, e de R$ 142,7 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,1946 por ação; pagamento será realizado em 23/5; ex em 14/5.


CARREFOUR aprovou a distribuição de R$ 1,67 milhão em dividendos complementares, o equivalente a R$ 0,0007 por ação, com pagamento a ser realizado durante o exercício social de 2025; ex em 1º/7…


… Acionistas aprovaram a incorporação da subsidiária integral Cotabest Informação e Tecnologia.


IGUATEMI registrou lucro líquido ajustado de R$ 113,9 milhões no 1TRI, alta anual de 5,1%; Ebitda ajustado somou R$ 244,3 milhões, crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período de 2024.


CPFL. Acionistas da CPFL Energia e da controlada CPFL Geração aprovaram cisão parcial da CPFL Geração, com a incorporação do acervo cindido pela CPFL Energia.


EDP. Diretoria colegiada da Aneel decidiu por unanimidade pela recomendação ao Ministério de Minas e Energia da prorrogação da concessão da EDP Espírito Santo por mais 30 anos.


NEOENERGIA registrou lucro líquido consolidado de R$ 1 bilhão no 1TRI, queda de 11% na comparação anual; Ebitda somou R$ 3,72 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2024.


ISA ENERGIA registrou lucro líquido regulatório de R$ 337,4 milhões no 1TRI, queda de 17,6% na comparação anual; Ebitda somou R$ 923,3 milhões, alta de 2,9% em relação ao mesmo período de 2024.


TAESA aprovou a distribuição de R$ 301,5 milhões em dividendos, com pagamento em duas parcelas; ex em 30/4…


… Primeira parcela, com valor de R$ 190,6 milhões, o equivalente a R$ 0,1844 por ação ON e R$ 0,5533 por unit, será paga em 28/5…


… Segunda parcela, com valor de R$ 110,8 milhões, o equivalente a R$ 0,1073 por ação ON e R$ 0,3219 por unit, será paga em 27/11.


MARCOPOLO registrou lucro líquido de R$ 241,8 milhões no 1TRI, queda de 21,9% na comparação anual; Ebitda somou R$ 262 milhões, recuo de 16,9% em relação ao mesmo período de 2024.


LOG CP registrou lucro líquido de R$ 86,4 milhões, avanço de 56,2% na comparação anual; Ebitda somou R$ 120,8 milhões, crescimento de 63,2% em relação ao mesmo período de 2024.


KEPLER WEBER registrou lucro líquido de R$ 25,6 milhões no 1TRI, queda anual de 51%; Ebitda somou R$ 52,9 milhões, recuo de 41,55 em relação ao mesmo período de 2024.


WEG aprovou aumento de capital em R$ 5 bilhões por meio da incorporação de parte do saldo da conta de reserva de lucros, sem aumento do número de ações…


… Com isso, capital social da empresa passou dos atuais R$ 7,5 bilhões para R$ 12,5 bilhões.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!


*com a colaboração da equipe do BDM Online

Ancelotti recusa esta roubada

 *Ancelotti volta atrás e recusa oferta da CBF para assumir a seleção; diz imprensa espanhola*


Técnico italiano, perto de se despedir do Real Madrid, recebeu proposta da Arábia Saudita


Uma reviravolta na novela em torno do novo treinador da seleção brasileira. É o que apontam os jornais espanhóis nesta terça-feira. De acordo com os diários Marca e AS, Carlo Ancelotti voltou atrás e recusou a oferta da CBF. O motivo seria o surgimento de uma proposta para trabalhar na Arábia Saudita.


Com a recusa de Ancelotti, Jorge Jesus, do Al-Hilal, passa a ser o principal nome para o cargo. De acordo com o blog do Diogo Dantas, o português é o plano B da entidade.


O clube saudita interessado no técnico do Real Madrid não foi revelado, mas os valores oferecidos seriam na casa dos 50 milhões de euros anuais (R$ 321,6 milhões). A cifra é muito superior à negociada com a CBF. O pré-contrato para dirigir a seleção tinha as mesmas bases da negociação de 2023, que também terminou com uma recusa do italiano. A pedida era na casa dos 8 milhões de euros por ano, cerca de R$ 50 milhões.


Além disso, Ancelotti não poderia assumir o novo compromisso em junho, como queria a CBF. Os representantes enviados pela entidade para conversar com o treinador na Europa estavam convictos de que isso não seria um problema e já davam o acordo como certo. Contudo, o técnico do Real Madrid avisou nesta terça que só poderia fazê-lo em agosto, após o Mundial de Clubes da Fifa.


Ancelotti viajou na última segunda-feira para Londres, onde se reuniu pessoalmente com os empresários brasileiros que faziam a intermediação das conversas entre ele e a CBF. Na expectativa de assinar o compromisso com o treinador, se surpreenderam quando ele informou que voltara atrás. De acordo com o Marca, o italiano falou por telefone diretamente com o presidente da entidade Ednaldo Rodrigues, a quem agradeceu pelo interesse.


A saída de Ancelotti do Real Madrid é dada como certa, ainda que o contrato vá até 2026. Após uma temporada de oscilações em campo e nos resultados, sua passagem pelo Santiago Bernabéu é dada como encerrada em Madri. O clube, inclusive, procura substitutos e tem em Xabi Alonso, do Bayer Leverkusen, o favorito. De toda forma, a liberaração do italiano antes do Mundial de Clubes, que será disputado entre junho e julho, não é considerada fácil.


A CBF não abria mão da chegada de Ancelotti para a próxima data Fifa, entre 2 e 10 de junho. A entidade queria que o italiano se apresentasse no Brasil em 26 de maio para a convocação dos jogadores e já comandasse o time nos jogos contra Equador e Paraguai, pelas Elminatórias da Copa 2026.


Desde a demissão de Dorival Junior, a CBF vinha trabalhando em duas frentes. Ancelotti era o favorito de Ednaldo, mas Jesus sempre foi visto como opção. Desde o início, inclusive, ele fez chegar aos brasileiros seu interesse em comandar a Amarelinha. Mas, assim como acontece com o Real Madrid, o Al-Hilal também disputará o Mundial de Clubes.


https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/04/29/ancelotti-volta-atras-e-recusa-oferta-da-cbf-para-assumir-a-selecao-diz-imprensa-espanhola.ghtml

terça-feira, 29 de abril de 2025

BDM Matinal Riscala 2904

 *Rosa Riscala: IGP-M, Galípolo, Petrobras e Jolts são destaques*


… Será divulgado hoje nos EUA o primeiro de uma série de indicadores do emprego desta semana, que termina com o payroll. O relatório Jolts (11h) deve mostrar a criação de 7,5 milhões de vagas em março, mantendo o ritmo de fevereiro, que trouxe uma significativa redução. Os dados são importantes para calibrar as expectativas de queda dos juros. Quanto mais fracos, mais aumentam as chances de o Fed agir. Em NY, investidores voltaram a fugir do risco, em meio ao impasse tarifário, derrubando o dólar, os juros dos Treasuries e sem ânimo para as ações, antes dos balanços das big techs. Aqui, Petrobras divulga o relatório de produção e vendas, após o fechamento. São destaques, ainda, o IGP-M de abril e a coletiva de Galípolo (11h) para comentar o Relatório de Estabilidade do BC (8h).


… Nesta 2ªF, Galípolo puxou os juros de curto prazo com declarações surpreendentemente mais hawkish do que sinalizou Diogo Guillen, notório falcão remanescente da equipe de Campos Neto, ao dizer que o ciclo de aperto da Selic ainda não terminou (abaixo).


… O enfraquecimento do dólar, que colocou o câmbio abaixo de R$ 5,65, limitou as altas das taxas futuras, refletindo um momento difícil para os ativos americanos, que enfrentam “greve de compradores estrangeiros”, segundo o Deutsche Bank.


… O chefe de estratégia de câmbio do banco, George Saravelos, analisou os fluxos para uma variedade de fundos que pegam dinheiro do exterior e o canalizam para ações e títulos dos EUA e concluiu que eles mostram uma “parada brusca” nos últimos dois meses.


… “Na melhor das hipóteses, os dados mostram desaceleração muito rápida nos fluxos de capital e, na pior, desinvestimento contínuo em ativos americanos.” O relatório afirma que não houve recuperação nem mesmo nos melhores dias da semana passada.


… Saravelos revisou para baixo sua previsão para o dólar neste mês e prevê queda para US$ 1,30 em relação ao euro e 115 em relação ao iene até 2027, ante cerca de US$ 1,14 e 142 ienes atualmente. A crise não dá sinais de solução no curto prazo.


… Trump continua esperando que a China dê o primeiro passo, enquanto cresce o apoio dos chineses para Xi Jinping resistir.


… Reportagem da Bloomberg afirma que “os ataques de Trump à China estão desencadeando uma onda de apoio nacionalista a Xi”.


… “As pessoas estão realmente dispostas a não se curvar e lutar até o fim”, disse James Zhang, um exportador de móveis de Ningbo, que obtém 60% de sua receita das vendas aos EUA. Segundo ele, “ceder não abre caminho, apenas abre um beco sem saída.”


… Os chineses temem que qualquer concessão aos EUA apenas permitirá a Trump aumentar suas exigências.


… Enquanto Trump enfrenta crescente pressão para recuar, as suas ações contra a China ajudam a reforçar a posição de Xi. O líder chinês tem o apoio até de seus críticos, que querem que o governo se mantenha firme contra um ataque econômico sem precedentes.


… Gigantes da internet chinesa, como Alibaba, JD.com e PDD Holdings, apressaram-se a implementar políticas de apoio aos exportadores, reduzindo as taxas e os custos da plataforma para promoção de produtos e campanhas agressivas de marketing.


… Ainda não está claro quanto tempo durará o momento de patriotismo da China. O verdadeiro teste deve vir com o passar das semanas e dos meses, quando os trabalhadores chineses perderão seus empregos e enfrentarão dificuldades econômicas.


… A Bloomberg Economics calcula que as tarifas nos níveis atuais poderiam eliminar mais de 80% das exportações da China para os EUA, reduzindo dois pontos percentuais do PIB se as fábricas não encontrarem novos mercados para seus produtos.


A BOA NOTÍCIA É QUE… – O governo americano tomará medidas hoje para reduzir o impacto das tarifas sobre a indústria automobilística, confirmou o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, em comunicado.


… Washington deve flexibilizar os impostos sobre carros fabricados no exterior e autopeças importadas.


… Segundo o WSJ, as empresas americanas que pagam tarifas de 25% sobre automóveis importados não precisarão pagar tarifas adicionais, como as aplicadas ao aço e ao alumínio.


… A medida será retroativa e as montadoras serão reembolsadas pelos impostos extras já pagos.


… Essa mudança de postura ocorre neste momento em que Trump se prepara para viajar a Michigan, o coração da indústria automobilística norte-americana, para marcar os 100 dias de seu segundo mandato.


CANADÁ – O Partido Liberal, do atual primeiro-ministro Mark Carney, venceu a eleição. A vitória consagrou uma  reviravolta na campanha, em meio à ameaça de anexação do país pelos EUA e à guerra comercial de Trump.


… Na noite de ontem, com os votos ainda sendo contados, a imprensa internacional ponderava que ainda não era possível projetar se os liberais conseguirão formar um governo majoritário no Parlamento canadense.


MAIS AGENDA – O IGP-M de abril (8h) deve se manter em terreno negativo, com o consenso apontando para deflação de 0,09%, após a queda de 0,34% em março e alta de 1,06% em fevereiro. Às 8h30, o BC divulga os dados de crédito referentes a março.


… O diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, participa da entrevista sobre o Relatório de Estabilidade do BC ao lado de Galípolo (11h).


LUPI – Ministro da Previdência comparecerá hoje à Comissão da Câmara para falar sobre a operação da PF e CGU que investiga fraudes no INSS. O Planalto estaria incomodado com postura de Lupi e percepção é que ele deveria pedir demissão (Gerson Camarotti).


… Já fontes do Valor apuraram que Lupi não deve ser demitido por Lula, por enquanto. Avaliação de interlocutores do presidente é de que inquérito da PF não traz qualquer menção ao ministro da Previdência no esquema de corrupção.


LÁ FORA – O dia começa com o índice GfK de maio na Alemanha e a confiança do consumidor de abril na Zona do Euro (7h).


… Nos EUA, sai a balança comercial de março e os estoques no varejo e no atacado (9h30), além de preços dos imóveis em fevereiro (10h) e da Confiança do Consumidor da Conference Board em abril (11h). No mesmo horário sai o relatório Jolts.


… À noite, o Japão divulga a produção industrial e as vendas no varejo (20h50), enquanto na China saem os índices PMI de abril (22h30).


BALANÇOS – Neoenergia, Isa Energia, Marcopolo, Iguatemi, Log ON e Kepler Weber divulgam resultados hoje, na B3. Em Wall Street, são destaques Pfizer, Starbucks e General Motors. No Em tempo os balanços de Gerdau e Metalúrgica Gerdau de ontem à noite.


SÓ ACABA QUANDO TERMINA – Sinalizando que não quer queimar etapas, Galípolo disse que o BC tem certeza razoável de que a Selic está em nível contracionista, mas ainda tenta entender se está restritiva o bastante.


… O presidente do BC está incomodado com as expectativas de inflação “bastante desancoradas” e tenta entender se a estratégia adotada até aqui é suficiente para os preços convergirem ao centro da meta (3%).


… Os comentários, feitos em evento do J. Safra, parecem sugerir que o ciclo de aperto monetário ainda não chegou ao fim, que a barra está alta para um início do afrouxamento, que um corte pode demorar para vir.


… Galípolo soou diferente das falas recentes de Guillen, Nilton Davi e Pichetti, lidas como dovish, mas parte do mercado acha que ele não bateu de frente, embora possa corrigir excessos nas apostas para a taxa básica.


… Apesar da pegada mais hawkish assumida pelo presidente do BC, o Citi reduziu ontem a projeção de alta da Selic na reunião do Copom da semana que vem de 0,75pp para 0,50pp, citando as incertezas externas.


… Na reação inicial a Galípolo, os juros futuros ajustaram a rota nesta 2ªF e chegaram a subir até 18pb no miolo da curva, antes de perderem fôlego e fecharem perto da estabilidade, no dia sem novidades da guerra tarifária.


… No jogo de empurra, para ver quem se dobra antes, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que a bola da negociações está com a China, que, de seu lado, recomendou aos EUA “pararem de chantagear”.


… No fechamento, o DI para Jan/26 marcava 14,675% (contra 14,630% no pregão anterior); Jan/27, 13,905% (de 13,885%); Jan/29, 13,640% (de 13,590%); Jan/31, 13,930% (de 13,900%); e Jan/33, 14,030% (de 14,020%).


… Positiva para o carry trade, a chance de a Selic levar mais tempo para começar a cair pode ter ajudado a dólar a emplacar a sua sétima queda consecutiva e furar o piso psicológico de R$ 5,65, cotado a R$ 5,6480 (-0,70%).


… Mas, em primeiro plano, foi a fraqueza da moeda americana em escala global que ampliou os ganhos do real. No espaço dos últimos sete pregões, a divisa brasileira registra apreciação de 4%. No acumulado do ano, sobe 8%.


… Quem poderia imaginar que os ativos americanos, historicamente resistentes a tantas crises, teriam que enfrentar o fogo amigo de Trump, que tem se provado um verdadeiro terremoto à segurança dos mercados dos EUA.


… Com a novela protecionista que não se resolve, o índice DXY, termômetro do dólar contra outras seis rivais fortes, recuou 0,54%, aos 98,929 pontos. O euro subiu 0,51%, a US$ 1,1423, e a libra ganhou 0,93%, valendo US$ 1,3439.


… Houve nova rodada de apelo defensivo pelos Treasuries, derrubando o rendimento da Note de 2 anos para 3,693%, contra 3,744% no pregão anterior, e o juro da Note de 10 anos para 4,240%, de 4,211% na última 6ªF.


… Além do incômodo com o cabo de guerra entre os EUA e a China, que está demorando demais para acabar, também o suspense com a agenda forte da semana em NY justificou a falta de apetite por risco ontem nos negócios.


… O investidor já aciona a contagem regressiva para o payroll e para os balanços de quatro das “Sete Magníficas” do setor de tecnologia esta semana: Apple (+0,41%), Meta (+0,44%), Amazon (-0,70%) e Microsoft (-0,18%).


… Em clima de esperar para ver, as bolsas em NY preferiram não se arriscar ontem: o Dow Jones subiu 0,28%, a 40.227,59 pontos; S&P 500 ficou estável (+0,06%), aos 5.528,73 pontos; e o Nasdaq caiu 0,10% (17.366,13 pontos).


… Também o Ibov não foi longe (+0,21%), embora tenha bancado (por pouco) os 135 mil pontos (135.015,89), com giro de R$ 20,5 bi. Junto com NY, o “efeito Galípolo” pode ter ajudado a inibir a bolsa, que não gosta de juros altos.


… Depois do tombo de quase 3% no pregão anterior, Vale testou alguma reação (+0,35%, a R$ 54,04), desafiando a queda de 0,49% do minério. Petrobras ON (-0,64%, a R$ 32,46) e PN (-0,39%, a R$ 30,40) caíram com o petróleo.


… O barril do Brent recuou 1,51%, a US$ 65,86, de olho em um potencial aumento da oferta pela Opep+, que se reúne no dia 5 de maio, e na disputa de forças entre a China e os EUA, que eleva a incerteza sobre a demanda global.  


… Entre os papéis dos bancos no Ibov, ficaram no lado positivo Santander (+1,29%; R$ 28,24), BB (+1,21%; R$ 28,35) e Itaú (+1,07%; R$ 34,99). No campo oposto, Bradesco caiu: 0,25% (ON, a R$ 11,94) e 0,22% (PN, a R$ 13,35).


EM TEMPO… GERDAU registrou lucro líquido ajustado de R$ 758 milhões no 1TRI, queda de 39% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 2,40 bilhões, recuo de 14,6% ante mesmo período de 2024…


… Companhia aprovou a distribuição de R$ 243,5 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,12 por ação, com pagamento em 19/5…


… Conselho de Administração aprovou a incorporação da subsidiária integral Gerdau Summit Aços Fundidos e Forjados; operação será submetida à deliberação pela assembleia geral extraordinária da companhia, em 30/5…


… Colegiado também aprovou o cancelamento de 517.600 ações ON e de 24 milhões de ações PN; assim, capital social da companhia passou a ser dividido em 718.346.219 de ações ON e 1.309.848.730 de ações PN…


… Empresa concluiu a aquisição das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) de Garganta da Jararaca e Paranatinga II, localizadas no Mato Grosso, por R$ 441,7 milhões.


METALÚRGICA GERDAU registrou lucro líquido ajustado de R$ 756 milhões no 1TRI, alta de 13,4% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 2,4 bilhões, ganho de 0,4% em relação ao mesmo período de 2024…


… Companhia aprovou a distribuição de R$ 79 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,08 por ação, com pagamento em 20/5…


… Conselho de Administração aprovou o cancelamento de 6 milhões de ações; assim, capital social da companhia passou a ser dividido em 365.111.201 de ações ON e 628.594.603 de ações PN.


YDUQS aprovou a distribuição de dividendos no valor de R$ 150 milhões, o equivalente a R$ 0,5706 por ação, com pagamento em 8/5; ex em 29/4.


COGNA aprovou a distribuição de R$ 120,8 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,0667 por ação, com pagamento até 30/5; ex hoje.


VIBRA ENERGIA concluiu saída da sociedade ZEG Biogás e Energia, conforme havia divulgado em março.


LATAM fechou o 1Tri com lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de US$ 355 milhões, alta de 37,6% na comparação com igual período do ano passado. A receita total no trimestre foi de US$ 3,4 bilhões (+2,7%)…


… O Ebitda ajustado fechou o trimestre em US$ 962 milhões, alta de 20,9% e considerado recorde trimestral.

Josue Leonel

 *Juro reflete Galípolo e Tesouro; dados EUA em foco: Mercado Hoje*


Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Mercado monitora entrevista de Gabriel

Galípolo e Diogo Guillen sobre Relatório de Estabilidade

Financeira, depois que o presidente do BC reiterou ontem a

comunicação recente da autoridade monetária. Juros futuros

também podem refletir oferta de títulos pós-fixados, além do

IGP-M e resultado do governo central. Após o fechamento,

Petrobras divulga resultados de produção e vendas. CEO Magda

Chambriard participa de evento. Ebitda ajustado da Gerdau supera

estimativas.

Dólar, que ontem teve sessão de alívio, volta a subir no

exterior, na véspera da definição da Ptax no mercado doméstico.

Bolsas europeias e futuros de NY ensaiam altas leves com

balanços e indicadores em foco. EUA divulgam dado de emprego

JOLTS e índices da Conference Board. Investidor mantém no radar

a guerra comercial, que tem desdobramentos mistos.

Inscreva-se na newsletter Cinco assuntos quentes para o

Brasil hoje da Bloomberg em português e receba o conteúdo

diariamente no seu email: clique aqui.

*T

Às 7:30, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +0,2%

STOXX 600 +0,4%

FTSE 100 +0,3%

Nikkei 225 +0,4%

Shanghai SE Comp. -0,1%

MSCI EM +0,4%

Dollar Index +0,3%

Yield 10 anos +2,3bps a 4,2313%

Petróleo WTI -1,3% a US$ 61,24 barril

Futuro do minério em Singapura +0,1% a US$ 98,5

Bitcoin +0,5% a US$ 94971,56

*T

Internacional

Bolsas sobem com indicadores e balanços em foco

* Bolsas europeias sobem pelo sexto dia e futuros de Nova York

têm ganhos modestos antes de balanços e indicadores, enquanto

mercados monitoram negociações comerciais

* Governo Trump pode aliviar o impacto de suas tarifas

automotivas, com eliminação de alguns impostos sobre peças

estrangeiras para carros e caminhões fabricados nos EUA

** Notícia sugere uma relativa calma nos mercados após a extrema

volatilidade provocada pelos anúncios de tarifas em 2 de abril

* Porém, secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à CNBC que

os EUA deixaram a China de lado enquanto buscam acordos com

cerca de 15 a 17 outros países

* Além de resultados corporativos, investidores monitoram dados

em busca de pistas sobre a saúde da economia americana e

perspectivas para corte de juros do Fed

** EUA divulgam indicador JOLTS de emprego e índice Conference

Board de Confiança do Consumidor às 11:00

* Índice dólar e rendimentos dos treassuries sobem

* No Canadá, Partido Liberal deve vencer quarta eleição

consecutiva, dando mandato ao ex-banqueiro central Mark Carney

* Petróleo prolonga a queda com perspectiva de demanda

prejudicada pela disputa comercial, com a China intensificando

sua resistência às tarifas do governo Trump

** Diário do Povo, principal jornal do PC Chinês, afirmou na

terça-feira que os EUA deveriam parar com seu erro de impor

tarifas

** Ministro das Relações Exteriores Wang Yi disse também que se

as nações optarem por permanecer em silêncio, se comprometerem e

recuar, isso só levará os “valentões” a fazer mais avanços

* Cobre sobe em Londres e minério de ferro se mantém abaixo de

US$ 100 em Singapura


Para acompanhar

Galípolo, Guillen, Tesouro, governo central, IGP-M;

Petrobras

* Galípolo e diretores Diogo Guillen e Ailton de Aquino

participam às 11:00 de entrevista sobre o Relatório de

Estabilidade Financeira

** Presidente do BC afirmou ontem que comunicação segue vigente

e citou preocupação com a incerteza externa, dinâmica da

inflação e desancoragem das expectativas

* Tesouro oferta pós-fixados; na semana passada, fez oferta

enxuta de 600.000 NTN-B e 900.000 LFT

* NOTA: Vencimento de R$ 154,9 bi em NTN-B em 15/05

* FGV divulga às 8:00 IGP-M de abril; estimativa -0,07%

* Tesouro divulga às 14:30 resultado primário do governo central

de março, estimativa R$ 1,3 bi, anterior -R$ 31,7 bi

* BC oferta 20.000 contratos de swap cambial para rolagem

* Petrobras divulga resultados de produção e vendas para o

primeiro trimestre de 2025, após fechamento

* CEO Magda Chambriard participa de evento com Aloizio

Mercadante, do BNDES, e vice-presidente Geraldo Alckmin, às 9:00

* Balanços hoje: Iguatemi, Isa Energia, Log Commercial,

Marcopolo e Neoenergia


Outros destaques

Lula com sindicatos; Lupi, caso INSS; anistia, Collor

* Lula tem reunião às 15:00 com centrais sindicais

** Lula troca participação no 1º de maio por pronunciamento em

rádio e TV: Valor

* Lupi é esperado hoje na Câmara em meio ao escândalo do INSS:

CNN Brasil

* Alcolumbre pretende apresentar projeto alternativo para

anistia: Valor

* Costura Alcolumbre, Motta e STF mira reduzir pena de

participantes e aumentar dos líderes: Globo

** Bolsonaro indica Tarcísio e mais 14 como testemunhas em

processo no STF: Poder360

* STF decide manter prisão de ex-presidente Collor por 6 votos a

4: Uol

* Governo Lula usa cargos em conselhos para agradar Motta,

Alcolumbre e partidos: Estado

* Uso de recursos parados da Educação volta hoje ao Plenário:

Agência Senado

* CAE pode votar incentivos a bons pagadores: Agência Senado

* Câmara aprova repasses da Lei Aldir Blanc para estados e

municípios: Agência Câmara

* Tarcísio elogia Milei por cortar 5% do PIB de gasto público:

Estado

* Brasil deve ter margem de até 150 produtos em negociação com

os EUA: Globo


Empresas

Gerdau, Eletromidia, Master

* Gerdau: Ebitda ajustado 1T supera estimativas; tarifas

impulsionaram demanda por aço no curto prazo

** Gerdau aprova cancelamento de 24 mi de ações preferenciais

* Eletromidia deixará Novo Mercado após oferta de ações

* Compra do Banco Master pelo BRB depende de autorização da

Câmara do DF, diz consultoria: Estado

* JPMorgan rebaixa Caixa Seguridade a neutra

segunda-feira, 28 de abril de 2025

BDM Matinal Riscala 2804

 _Caros amigos, bom dia!_

_Iniciamos as transmissões do BDM Online com o BDM Morning Call, que traz as expectativas da pré-abertura._


*BDM Morning Call: Semana tem agenda forte em NY*


[28/04/25] Vários indicadores do mercado de trabalho nos EUA podem ajustar as expectativas para o Fed, após Jay Powell ter citado o impacto das tarifas sobre o emprego como a principal variável para decidir uma queda dos juros. O payroll de abril (6ªF) é a maior expectativa, mas antes são importantes o relatório Jolts e a pesquisa ADP. A agenda forte em NY inclui, também, a preliminar do PIB/1Tri e o PCE de março, a medida preferida de inflação do Fomc. No calendário de balanços, destaque para Microsoft, Meta, Apple, Amazon. O feriado de 1º de maio (5ªF) fecha os mercados no Brasil e em alguns países da Europa, mas não em Wall Street. A temporada de resultados ganha ritmo na B3 e, entre os indicadores, atenção para os dados de emprego do IBGE e do Caged, que podem influenciar as apostas ao Copom. *(Rosa Riscala)*


_Leia o BDM Morning Call na íntegra acessando o link_

www.bomdiamercado.com.br

Bankinter Portugal Matinal 2804

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: As bolsas irão subir graças a: (i) uma aparente desescalada alfandegária e (ii) alguns representantes do BCE e da Fed mostram-se a favor de continuar a baixar taxas de juros. Mas foram alívios ocasionais num contexto deteriorado. Não estamos num contexto bom e construtivo que podemos confiar como antes. Por isso, devemos continuar a ter precaução, que não é o mesmo que ter medo. Se continuarmos a assumir riscos quando o contexto se deteriora e se torna confuso, então confiamos tudo à sorte. E já sabemos que há dois tipos de sorte: a má e a boa.


O recente alívio não parece fiável porque, mesmo após a melhor das renegociações possíveis, serão aplicados impostos alfandegários que antes não existiam e isso irá travar o PIB global e reavivar a inflação, forçando, por extensão, uma revisão em baixa dos lucros empresariais. Como prova disto, o PIB 1T’25 americano que será publicado na quarta-feira poderá mostrar uma contração de -2,5%, segundo estima a Fed de Atlanta (em inglês)… embora o consenso do mercado se situe num complacente +0,4%/+0,2%. E não esqueçamos que as revisões em baixa dos lucros empresariais (EPSs 2T e 3T 2025) não serão transmitidas ao mercado até daqui a umas semanas (junho?). isto é ignorado agora, mas acontecerá. Por isso, as subidas parecem um pouco ingénuas se elevarmos a perspetiva… apesar de esta semana poder arrancar em positivo, mas poderia enfrentar um choque de realidade com o PIB 1T americano de quarta-feira e piorar.


CONCLUSÃO: Sejamos céticos em relação às subidas recentes: caminhamos para maior inflação, menor crescimento, lucros empresariais revistos em baixa… e isso não é melhor, pelo contrário. Não é um desastre, mas exige um ajuste de preços/avaliações em baixa para poder voltar a assumir riscos. Faz sentido que Wall St retroceda ca.-6% em 2025, mas não que a Europa suba ca. +5%. Numa aproximação imprudente da nossa parte, arriscamo-nos a afirmar que qualquer ajuste inferior a -15% parece insuficiente, portanto esta semana iremos vigiar especialmente o que acontece com o PIB americano de quarta-feira. Mantenhamos a cabeça fria até que chegue a oportunidade adequada de conclusão do ajuste de preços, considerando uma margem de segurança prudente e que os riscos deixem de ser assimétricos (isto é, caso haja um engano agora, a perda provável é superior ao lucro provável). 


S&P500 +0,7% Nq-100 +1,1% SOX +1% ES50 +0,8% IBEX +1,3% VIX 28,8% Bund 2,47% T-Note 4,25% Spread 2A-10A USA=+49pb B10A: ESP 3,13% PT 3,00% FRA 3,19% ITA 3,58% Euribor 12m 2,082% (fut.1,924%) USD 1,137 JPY 163,2 Ouro 3.293$ Brent 67,3$ WTI 63,4$ Bitcoin +0,7% (94.289$) Ether +1,1% (1.798$). 


FIM

Editorial OESP

 Brasil precisa de um estadista

Carlos Alberto di Franco


O Estado de S. Paulo.

28 de abr. de 2025


Tenho insistido reiteradamente num ponto que me parece essencial para compreender o impasse histórico em que o Brasil se encontra: faltam-nos estadistas. Sobram políticos. Mas falta-nos aquele tipo humano raro, que pensa o país para além do próprio reflexo no espelho. O Brasil, em sua complexidade e grandeza, não pode ser reduzido à lógica do marketing político, da sobrevivência eleitoral ou do imediatismo oportunista.


Precisamos de alguém capaz de sonhar alto, agir com responsabilidade e cultivar o senso do dever.


O estadista é, antes de tudo, um servidor da nação. Não é movido por vaidades pessoais, mas por um propósito de transformação social e institucional. A história nos mostra que os estadistas são raros – e por isso preciosos. São homens que se projetam não por gritar mais alto ou colecionar curtidas nas redes sociais, mas por oferecerem ao seu tempo uma bússola moral e uma visão de futuro. São figuras que, mesmo envolvidas nas urgências do presente, não se perdem em sua neblina. Sabem onde estão, por que estão e para onde pretendem conduzir o País.


O Brasil vive uma estagnação política e moral. Não por falta de recursos, inteligência ou potencial. Mas porque falta direção. Os ciclos políticos se sucedem sem que um projeto nacional consistente consiga firmar raízes. Oscilamos entre o populismo e o tecnocratismo, entre promessas vazias e reformas apressadas. Há uma ausência inquietante de lideranças que pensem o Brasil para além de quatro anos.


O estadista, ao contrário do político tradicional, não se limita ao calendário eleitoral. Ele planta árvores cujos frutos talvez não venha a colher. Planeja com os olhos postos em décadas. Sabe que governar não é apenas administrar crises, mas construir futuro. O estadista é um artífice da esperança, não um operador da rotina.


É preciso resgatar, com urgência, a ética da responsabilidade. Não se trata de moralismo barato, mas de um compromisso profundo com o bem comum. O estadista não manipula a verdade, não negocia princípios. Pode até perder eleições – e muitas vezes perde –, mas jamais trai sua consciência. Ele sabe que a política, para ser legítima, precisa ser ética. Sem ética, a política degenera em oportunismo, fisiologismo, corrupção.


O Brasil não pode prescindir da esperança. Mas não pode também continuar refém de salvadores da pátria, de mitos forjados em redes sociais ou de líderes cuja única ideologia é o culto à própria personalidade. A saída está no reencontro com a política em seu sentido mais nobre: a arte de servir ao povo com honestidade, competência e visão.


O estadista precisa ser desenvolvimentista – mas um desenvolvimentismo inteligente, moderno, responsável. Que compreenda as potencialidades do País, respeite o meio ambiente, invista em educação, ciência e tecnologia, valorize a indústria nacional e enfrente as desigualdades sociais com coragem. O Brasil não pode continuar sendo um país rico com um povo pobre.


E aqui, a Amazônia assume um papel estratégico e simbólico. Não há projeto de nação sem um olhar lúcido e soberano sobre a maior floresta tropical do planeta. A Amazônia não pode ser reduzida a slogans ou a objeto de disputa de interesses internacionais. Ela é parte vital da nossa identidade, da nossa biodiversidade e do nosso potencial de desenvolvimento sustentável. Como afirma Aldo Rebelo, “além da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia também é detentora da maior fronteira mineral e da maior fronteira energética do mundo”. Um estadista entende que proteger a Amazônia é proteger o Brasil, mas compreende também que a presença do Estado, a infraestrutura, a educação e a geração de emprego são essenciais para que os brasileiros que vivem na região deixem de ser invisíveis.


O estadista não teme o enfrentamento. Mas não o procura por vaidade ou beligerância.


Seu combate é por princípios, não por holofotes. Sua autoridade vem do exemplo, não da imposição. Sua força vem da coerência, não do cálculo político.


O Brasil precisa de alguém que compreenda a complexidade do seu tempo, que una competência técnica à sensibilidade social, que alie firmeza a generosidade. Alguém que não precise gritar para ser ouvido. Que não trate o povo como massa de manobra, mas como sujeito de sua própria história.


O estadista não nasce do improviso. É alguém que conhece a alma do seu povo, respeita sua cultura, valoriza sua história. Sim, a história. Porque quem não conhece o passado está condenado a perder o futuro. A ignorância histórica é uma das raízes da superficialidade política e do desprezo pelas instituições. O estadista, ao contrário, sabe que cada passo adiante exige consciência do caminho já trilhado.


O estadista é, enfim, um construtor. Constrói consensos sem abrir mão de convicções.


Constrói políticas públicas que sobrevivem a governos. Constrói instituições sólidas.


Constrói pontes entre o presente e o futuro. E, sobretudo, constrói confiança. Porque sabe que sem confiança não há coesão social e sem coesão social não há desenvolvimento sustentável.


A hora exige coragem, grandeza e espírito público. A hora exige um estadista. •

domingo, 27 de abril de 2025

Carlos Alberto Sardenberg

 Trump enfrenta choque de realidade

Carlos Alberto Sardenberg

O Globo, sábado, 26 de abril de 2025


Só a reação interna pode deter o presidente americano. Além da sabedoria e da paciência milenares dos chineses

 

Da posse de Trump até ontem, o valor das companhias americanas listadas em Bolsas caiu cerca de 10%. É coisa de trilhões de dólares. Afeta principalmente as empresas que têm cadeias globais de produção, as maiores vítimas do tarifaço.

Mas, se a tendência foi claramente de queda nesse período, a característica principal do mercado foi a volatilidade. A partir não apenas de fatos, mas especialmente das declarações de Trump.

Esta semana foi assim. Começou bem pessimista, repercutindo ainda as falas do presidente ameaçando engrossar com a China e demitir o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central), Jerome Powell, se ele não reduzisse imediatamente a taxa de juros.

Ações desabaram.

Assustados, assessores de Trump chamaram sua atenção. Ele próprio, um homem de negócios, também se inquietou. Resultado: declarações mais amenas dizendo que as negociações com a China começavam e que ele seria “gentil”. Mais: acrescentou que as tarifas de importação sobre produtos chineses ficariam bem abaixo do teto atual de 145%. Já isso de demitir o presidente do Fed, era coisa de uma imprensa que sempre “exagera”.

Acalmou os mercados, Bolsas voltaram a subir, mas isso ficou longe de tranquilizar o pessoal de lá e do mundo todo. Gerou desconfiança, manifestada reservadamente por empresários e executivos americanos. Se a Bolsa oscila na base de declarações, fica óbvio que pode haver manipulação. Se um assessor sabe que Trump desmentirá a ameaça de demissão de Powell, sabe então que as ações subirão. Uma comprinha rápida dá um caminhão de lucros em poucas horas de pregão. Quem soube antes que Trump atacaria o Fed pode ter lucrado duas vezes.

São desconfianças, claro, mas alimentadas pela conhecida falta de escrúpulos de Trump. E de seu pouco apreço pela verdade. Ele não apenas disse que demitiria Powell, como escreveu isso em sua rede social. Ainda o ofendeu, também por escrito, chamando-o de “atrasadão” e “grande perdedor”. Depois, com a maior cara de pau, diz que foi coisa da imprensa.

No caso da China, foi ainda pior. Enquanto Trump afirmava que cabia a Xi Jinping dar o primeiro telefonema e, depois, que negociações estavam em andamento, o governo chinês negou tudo. Segundo Pequim, não há qualquer conversa. Xi não telefonou. E não telefonará enquanto Trump não suspender as tarifas e zerar o jogo. O governo chinês também quer que Washington designe um negociador responsável.

Trump ficou quieto, pelo menos até ontem.

Feitas as contas, a disputa tarifária afeta mais os Estados Unidos que a China. Do total de exportações chinesas, 13% vão para empresas e consumidores americanos. Os outros 87% estão distribuídos por diversos países, praticamente no mundo todo. A China já vinha reduzindo a dependência em relação aos Estados Unidos.

Do outro lado, 15% das importações americanas vêm da China. Outros 15%, do México, mais 14%, do Canadá. Quase a metade das importações vem de três países, todos duramente atingidos pelo tarifaço.

Executivos de supermercados advertiram Washington de que seus consumidores em breve poderiam topar com prateleiras vazias e produtos muito mais caros, uma péssima combinação. Em geral, os executivos evitam entrar em conflito com Trump, dada sua política vingativa. Mas não tiveram como evitar o tarifaço na apresentação de seus resultados trimestrais. Aí apareceram com frequência as palavras inflação e recessão. Eis o ponto: só a reação interna pode deter Trump. Além da sabedoria e da paciência milenares dos chineses.

Por falar em tarifaço e países protecionistas, a Nintendo acaba de lançar seu game Switch nos Estados Unidos por US$ 450. Para o Brasil, o lançamento oficial está marcado para 5 de junho, ao preço sugerido de R$ 4.500. É só fazer as contas para verificar onde está o protecionismo. É curioso: nos meios econômicos brasileiros, a crítica a Trump é praticamente unânime. E os nossos tarifaços?

Tiberio Canuto Queiroz

 Não digam que não avisei

A leitura da entrevista  no Globo de Felipe Nunes, - um dos autores do livro Biografia do Abismo, e CEO DO instituto de pesquisa Quaest - deveria ser de leitura mandatória para a esquerda. Segundo ele, enquanto Lula e Bolsonaro estiverem vivos, o país continuará dividido em partes praticamente iguais entre os dois. Sobram cerca de 10% dos eleitores que não são nenhum nem outro. Eles podem pender para um  dos lados, a depender de quem seja o candidato. Com Bolsonaro inelegível, as chances de a direita  sair vitoriosa em 2026 são mais factíveis se seu candidato tiver um perfil mais  moderado, capaz de dialogar com esses 10% dos eleitores. Aí os nomes de Tarcísio e Zema, ainda segundo Felipe Nunes, são os que, nesse espectro político, mais se adequam ao figurino.

Agora entro eu, dizendo algo que meus amigos petistas jamais concordarão. Mas como sou de uma “esquerda positiva”, tipo a de San Tiago Dantas que propunha um caminho moderado a Jango para evitar o golpe de 64, vou insistir na minha tese. Se tivesse juízo, o PT e demais partidos de esquerda deveriam lançar um candidato  com perfil adequado ao figurino de dialogar com os 10%. Este candidato não necessariamente deveria  ter um perfil de esquerda, mas também não poderia ser antiesquerda. Diria, que deveria ter um perfil de centro-esquerda, mas com poder de dialogar com o eleitorado de centro-direita de perfil moderado,  que em 2022, majoritariamente, foi para Lula.

No mercado político brasileiro vejo um nome com esse perfil: Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.  Aliás, diria que Quaquá, vice-presidente do PT, também enxerga isso. Só que propondo Eduardo Paes  para vice de Lula, em 2026. Quaquá é muito malandro. Quer tirar as castanhas do fogo com a mão dos outros. Dele se fala cobras e lagartos, mas tem faro político.

Pode-se arguir  que Eduardo Paes sequer aparece nas pesquisas a presidente e que hoje apareceria com baixíssima percentagem de intenção de voto. Isso é irrelevante. O importante é que seu nome tem potencial de agregar forças suficiente para uma candidatura altamente competitiva, se a esquerda também estiver nesse barco.

Outro nome seria Simone Tebet, mas ela se anulou no governo. Queimou o capital político  que tinha, ao Lula exilá-la num ministério sem a menor visibilidade e relevância. Não inclui João Campos, um político promissor, antenado com a modernidade e com capacidade de dialogar com amplo espectro político, por ter menos de 35 anos. Não pode, pela constituição ser presidente da República antes de ter essa idade.

Qual a grande dificuldade  para uma saída que chamo de virtuosa para 2026? Ela se chama Lula. Como todo bom caudilho – e Lula é isso, embora meus amigos petistas sintam-se incomodados quando digo isso -  não aceita  uma frente ampla cuja candidatura a presidente não seja a sua. Aliás, Lula não aceita montar um governo verdadeiramente de Frente Ampla – e não montou um terceiro mandato com esse perfil, basta olhar para o núcleo duro do governo, aquele com assento no Palácio do Planalto, constituído  de petistas puro-sangue.

Além do caudilhismo de Lula outro obstáculo difícil de se contornar é o hegemonismo do PT, sempre refratário  a participar de governos ou frentes em que não seja hegemônico. É um mal que vem da origem do PT, da sua postura de fazer do rechaço  o centro de sua política. Foi por isso que não participou, e foi contra, a eleição de Tancredo Neves e fez oposição sangrenta  ao governo FHC, tal qual o Bolsonarismo faz agora ao terceiro governo Lula.

O momento exige uma estratégia defensiva, de a esquerda entender que não é mais hegemônica na sociedade -se é que algum dia o foi -  e montar uma chapa capitaneada com alguém que, de fato,  fuja da armadilha da polarização. Sem isso, o risco de a extrema-direita voltar ao poder e de avançar no Parlamento a ponto de eleger um número de senadores suficientes para aprovar impeachment de ministros do STF, é muito grande. 

No Chile  da Concertacion Democrática e no Uruguai da Frente Ampla nem sempre a esquerda disputou a eleição capitaneado a chapa. Aliás, no interior da frente, esquerda e centro-esquerda se revezaram, com êxito,  no  comando da aliança e, por isso, governaram seus países sucessivamente.

Temos no Brasil uma experiência exitosa de “estratégia defensiva”. Assim foi na resistência à ditadura, por meio da Frente Democrática  liderada pelos liberais. Foi ela que levou ao fim da ditadura. Não foi a  estratégia do “rechaço”, do apelo às armas e da pregação do voto nulo. Esses foram derrotados política e militarmente.

A realidade hoje exige que a esquerda deixe de lado a contradição de falar em Frente Ampla mas   realizar um governo do PT, como ressaltou Felipe Nunes em sua entrevista. É preciso ter a humildade de entender que 56% da população acha que o governo Lula vai na direção errada e que a derrota em 2026 bate à sua porta, se continuar se guiando pelo hegemonismo.

Sei que é esperar muito de nossa esquerda. Também sei que prego no deserto, mas prefiro a nadar contra a corrente a me omitir. Se o pior acontecer em 2026, não digam que não avisei.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Encerramento semanal

 *Encerramento das transmissões do BDM Online*


_Mais uma semana termina sem que Donald Trump consiga avançar em sua guerra comercial contra a China. Apesar do republicano ter dito algumas vezes que as negociações entre os dois países estão acontecendo e que até recebeu uma ligação de Xi Jinping para tratar das tarifas, Pequim tratou de desmentir as declarações do presidente americano, afirmando que é tudo “fake news”. Passados 100 dias de governo Trump, parece que o mercado está se ajustando aos fatos, ou melhor, à ausência deles, entendendo que Trump faz muito barulho por nada. Ele já recuou das tais tarifas recíprocas, concedendo 90 dias para os países negociarem, e nada impede que esse prazo seja prorrogado indefinidamente. Se depender de Pequim, logo Trump também terá que dar um passo atrás em sua briga com os chineses. Quem sabe, quando a folhinha virar para maio, o “reality show” de Trump termine e o mundo retorne à sua programação normal. O BDM Online voltará a ser atualizado na 2ªF, às 7h. Bom fim de semana!_ (*Téo Takar*)

Agenda 2504

 *Agenda: Semana termina com dados do IPCA-15 e do sentimento do consumidor de Michigan*


*Indicadores*

▪️ ANEEL: Definição da bandeira tarifária de energia elétrica

▪️ 03h00 – Reino Unido: Vendas no varejo 

▪️ 05h00 – FIPE: IPC semanal

▪️ 07h30 – Rússia:  decisão de taxa de juros

▪️ 08h00 – Turquia: ata da reunião de política monetária

▪️ 08h00 – FGV: INCC-M e Sondagem da construção de abril

▪️ 09h00 – IBGE: IPCA-15 de abril

▪️ 09h00 – México: Índice Geral de Atividade Econômica (IGAE) de fevereiro

▪️ 11h00 – EUA: sentimento do consumidor de Michigan de abril

▪️ 14h00 – EUA/Baker Hughes: poços e plataformas de petróleo em operação     


*Eventos*

▪️ 07h00 – Washington: Galípolo participa de reuniões do FMI

Josue Leonel 2504

 *IPCA-15 baliza aposta na Selic; bolsa reflete Vale: Mercado Hoje*


Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Juros futuros reagem ao IPCA-15, em meio às

apostas recentes em alta menor da Selic diante da expectativa de

efeito da guerra comercial sobre o Brasil e de falas de

dirigentes do BC vistas como mais brandas. Índice deve recuar em

abril sobre março, mas mantendo nível substancialmente acima da

meta na comparação anual. Aneel decide sobre bandeira tarifária

da energia. Ações da Vale reagem ao resultado da mineradora, que

frustrou estimativas com preços fracos do minério de ferro.

Nubank tem aprovação inicial do México para licença bancária. 

No exterior, futuros das bolsas chegaram a subir com

apostas em corte dos juros, reforçadas por sinalizações de

integrantes do Fed, mas perderam força após China negar

negociações sobre tarifas com EUA. Investidores monitoram dados

da Universidade de Michigan nesta sexta-feira, antes de números

de emprego na próxima semana.

Inscreva-se na newsletter Cinco assuntos quentes para o

Brasil hoje da Bloomberg em português e receba o conteúdo

diariamente no seu email: clique aqui.

*T

Às 7:26, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +0,1%

STOXX 600 +0,4%

FTSE 100 +0,1%

Nikkei 225 +1,9%

Shanghai SE Comp. -0,1%

MSCI EM +0,3%

Dollar Index +0,4%

Yield 10 anos -1,2bps a 4,303%

Petróleo WTI -0,2% a US$ 62,64 barril

Futuro do minério em Singapura -1% a US$ 98,5

Bitcoin +0,4% a US$ 93783,06

*T

Internacional

Futuros sobem com apostas em cortes do Fed; dólar avança

* Futuros das bolsas dos EUA operam sem tendência clara com as

perspectivas de que o Fed possa cortar taxas de juros mais cedo

do que o esperado contrabalançadas por incertezas sobre a guerra

comercial

* Dólar se fortalece contra iene e franco suíço com a queda da

demanda dos investidores por ativos considerados portos seguros

fora dos EUA

* Rendimento dos treasuries de 10 anos tem baixa leve


Diretor do Fed Christopher Waller disse que apoiaria cortes

de juro caso tarifas agressivas prejudiquem o mercado de

trabalho

* Mercados precificam corte de 0,25pp em junho, totalizando três

reduções desse tipo até final do ano

* No front da guerra comercial, Bloomberg informou que a China

considera suspender sua tarifa de 125% sobre algumas importações

dos EUA, mas porta-voz do Ministério das Relações Exteriores,

Guo Jiakun, reafirmou que Pequim não está em negociações sobre

tarifas

* EUA e a Coreia do Sul poderiam chegar a um acordo “acordo de

entendimento” sobre o comércio já na próxima semana, disse o

Secretário do Tesouro Scott Bessent

* Agenda nos EUA destaca dados de sentimento do consumidor e

expectativa de inflação da Universidade de Michigan de abril

* Petróleo opera de lado, enquanto minério de ferro e cobre

recuam

** Preço do minério pode ter atingido um pico desde ano, com

preocupações sobre corte da produção pela China e incertezas

relacionadas a tarifas, segundo a Mysteel Global


Para acompanhar

IPCA-15 testa alívio nos juros; bandeira da Aneel

* IPCA-15 de abril, que IBGE divulga às 9:00, deve desacelerar

para de 0,42% na comparação mensal e acelerar para 5,48% no

comparativo anual, segundo economistas


“A alta anual dos preços de remédios e alguma pressão

persistente dos custos de alimentos vão manter a inflação cheia

pressionada, apesar de algum alívio nos transportes”, segundo

Adriana Dupita, da Bloomberg Economics

* IPC-Fipe +0,45% na 3ª quadrissemana

* FGV divulga às 8:00 custos de construção de abril

* Brasileiro gasta mais na Páscoa, mas compra menos produto:

Valor

* Alívio externo e comentários lidos como “dovish” por parte de

diretores do BC ajudaram os ativos domésticos nesta quinta-

feira, reduzindo apostas em alta da Selic

** Curva embutia no fechamento de ontem aumento menor que 40

pontos em maio, contra 42 na quarta-feira, e cerca de 30 pontos

de corte nas últimas reuniões do ano

* Diante da incerteza global, recomendação do BC é ir devagar e

ser transparente, disse ontem o diretor do BC Diogo Guillen

** Taxas contracionistas estão funcionando; cenário base é

moderação do crescimento e inflação estável

* Galípolo segue nas reuniões do FMI

* Brasília em Off: O momento do estrago na política fiscal

* Aneel anuncia bandeira para maio

* Vale: Teleconferência às 11:00


Outros destaques

Prisão de Collor reforça temor de aliados de Bolsonaro

* Ex-presidente Fernando Collor é preso em Alagoas: Estado

** Na noite de quinta-feira os advogados do ex-presidente

disseram em nota que receberam “com surpresa e preocupação” a

decisão de Alexandre de Moraes, que rejeitou, de forma

monocrática, o cabível recurso de embargos de infringentes

apresentado

* Prisão de Collor reforça temor de aliados de Bolsonaro de que

Moraes vai tentar dar um rápido desfecho às investigações da

trama golpista e não vai tolerar recursos considerados meramente

protelatórios: Globo

** Bolsonaro nega as acusações

* Motta esfria andamento da anistia e busca acordo: Globo

* Avanço de investigação sobre INSS pressiona ministro: CNN

Brasil

* Um ano após fiasco, Lula decide não ir a ato de 1º de Maio das

centrais sindicais: Folha

* Lula chega a Roma para funerais do papa Francisco

* Haddad tem reuniões com setores de energia solar e tecnologia

da informação


Empresas

Vale, Nubank, Raízen

* Vale: Ebitda pró-forma 1T frustra estimativas

* Nubank recebe aprovação inicial para licença bancária no

México

* Raízen prevê moagem de cana de 700.000 t no 4º trimestre

* Usiminas rebaixada a underperform por Safra

* Prio obtém anuência para workover dos poços em Tubarão Martelo

* CMA conclui compra de fatia da Santos Brasil; realizará OPA

* Multiplan: Lucro líquido 1T supera estimativas

BDM Matinal Riscala 2504

 IPCA-15 calibra expectativas ao Copom

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[25/04/25]


… Um salto nos lucros da Alphabet garantiu o fechamento forte das bolsas em NY, enquanto a Intel divulgava um balanço fraco e caía nas negociações do after hours. No impasse das tarifas, a China desmentiu Trump, dizendo que não está negociando com o governo dos Estados Unidos, mas o mercado resolveu apostar que a Casa Branca acabará “piscando” primeiro nessa queda de braço para ver quem vai recuar. Em paralelo, as apostas de que Powell antecipará a queda dos juros para preservar o emprego foram reforçadas pelo Fed boy Christopher Waller e ajudaram o dia. Hoje, a agenda prevê o sentimento do consumidor americano em abril, medido por Michigan, junto com as expectativas de inflação. Aqui, sai o IPCA-15 (9h), enquanto a B3 repercute o balanço de Vale ontem à noite.


… A controladora do Google registrou uma alta de 46% no lucro do 1Tri (US$ 34,54 bilhões), com o lucro por ação de US$ 2,81 superando as estimativas do mercado (US$ 2,01). A receita avançou 12% (US$ 90,23 bilhões) também acima do previsto (US$ 89 bilhões).


… A receita do Google subiu 9,8%, do YouTube avançou 10,3% e da Cloud – que inclui iniciativas em IA – teve ganho de 28%.


… Já a Intel reportou alta de 115% no prejuízo do 1Tri (US$ 821 milhões) e no after market a ação caiu 5,0%. O novo CEO, Lip-Bu Tan, disse que vai cortar empregos para ajustar os custos da empresa. Segundo a Bloomberg, a demissão pode atingir 20% do pessoal.


… As ações de Alphabet subiram 4,82% no after hours, mas já tinham valorizado bastante no pregão regular (2,53%).


… No final da noite, foi a vez de a Vale divulgar seu balanço do 1Tri, com lucro líquido de US$ 1,394 bilhão, baixa de 17% em relação ao 1Tri de 2024. Na comparação trimestral, a mineradora reverteu o prejuízo de US$ 694 milhões reportado no 4Tri/24.


… O lucro ficou abaixo das estimativas de analistas consultados pelo Valor (US$ 1,65 bilhão), enquanto a receita líquida (US$ 8,119 bilhões) caiu 4% sobre o 1Tri/24 e 20% sobre o 4Tri/24 e o Ebtida (US$ 3,115 bilhões) teve queda anual de 9% e 18% na base trimestral.


… A receita líquida ficou acima do previsto (US$ 7,63 bilhões) e o Ebitda ajustado veio em linha com as previsões.


… Segundo a Vale, os maiores volumes de vendas e menores custos unitários em minério de ferro, combinados com o melhor desempenho da Vale Base Metals, compensaram “parcialmente” o impacto dos menores preços de minério e níquel.


… No after hours, o ADR de Vale fechou em leve baixa de 0,36% (US$ 9,72). Na B3, Vale ON subiu 1,56% (R$ 55,31) antes do balanço.


… Além de Vale, também a Multiplan divulgou balanço após o fechamento. Confira abaixo no Em tempo…


… No encerramento da semana, não há balanços relevantes previstos para hoje em NY, nem na B3.


IPCA-15 – Na agenda dos indicadores domésticos, a prévia da inflação de abril deve desacelerar para 0,43% no consenso dos analistas de mercado, após registrar 0,64% em março. Confirmada a expectativa, o IPCA-15 em 12 meses subirá para 5,49% (5,26% até março).


… Existe ainda a expectativa de que a Receita divulgue a arrecadação de janeiro (14h30), que registrou R$ 261,3 bilhões em dezembro.


… Nesta 5ªF, declarações do diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, derrubaram as taxas de juros futuros, após ter confirmado uma postura dovish, afirmando que “há uma percepção de que a política monetária está funcionando”.


… Em evento da XP realizado em Washington, Guillen destacou a moderação da atividade, projetando que o hiato do produto deverá ser revertido para “negativo” em 18 meses, com a política monetária contracionista levando a inflação para a meta de 3%.


… A avaliação foi entendida como um sinal de que o BC deve pegar mais leve no aperto dos juros (leia abaixo). Já na véspera, o diretor de Política Monetária, Nilton David, tinha ido na mesma linha, reconhecendo os efeitos da política monetária na economia.


FAKE NEWS – Em mais uma demonstração de que continua na dela e muito segura, a China fez dois desmentidos sobre as declarações do presidente Trump, que, sem dar detalhes, relatou negociações com Pequim na manhã desta 5ªF.


… Mas a narrativa durou pouco, só até o tempo de o porta-voz do Ministério das Relações Exterior da China, Guo Jiakun, convocar coletiva de imprensa para dizer que as notícias eram “fakes”, que a China não está envolvida em negociações tarifárias com os EUA.


… “A China e os EUA não realizaram consultas ou negociações sobre a questão tarifária, muito menos chegaram a um acordo.”


… A mesma mensagem foi transmitida pelo Ministério do Comércio da China, que negou ter mantido negociações comerciais com os EUA.


… “Quaisquer alegações sobre o progresso de negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA são infundadas, não têm base factual”, disse o porta-voz He Yadong, acrescentando que seu país está aberto ao diálogo, “com base no respeito mútuo”.


… “Se os Estados Unidos realmente quiserem resolver o problema, devem levar a sério as vozes racionais da comunidade internacional e de setores nacionais e eliminar completamente todas as medidas tarifárias unilaterais contra a China.”


… O presidente Trump foi então à sua rede Truth Social e voltou a atacar a China, dizendo que a Boeing “deveria dar calote nos chineses” que não quiserem receber os aviões “lindamente finalizados que eles se comprometeram a comprar”.


VLADIMIR, STOP – No mesmo post, Trump cresceu em cima de Putin: “Não estou satisfeito com ataques russos em Kiev. Desnecessários e em péssimo momento. Vladimir, PARE! 5.000 soldados estão morrendo por semana. Vamos CONCLUIR o Acordo de Paz!”.


… Na Bloomberg, os EUA exigirão que a Rússia aceite o direito da Ucrânia de desenvolver seu próprio exército e indústria de defesa, como parte de um acordo de paz, rejeitando a insistência de Putin para a desmilitarização do país, um dos seus principais objetivos da guerra.


Parte inferior do formulário


… O governo Trump também quer que Moscou devolva a usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia, que ficaria sob controle dos EUA, e as terras na região de Kharkiv, ocupadas pela Rússia. Se não conseguir o acordo, Trump ameaça abandonar as negociações.


MAIS AGENDA – O sentimento do consumidor de Michigan de abril, com expectativas de inflação para 1 ano e 5 anos, sai às 11h. Baker Hughes solta os dados de petróleo às 14h e o BC da Rússia decide juro às 7h30.


… Aqui, a prévia do IPC-Fipe abre o dia (5h). À tarde, a Aneel define a bandeira tarifária de energia elétrica.


OTIMISMO CAUTELOSO – Ninguém mais acredita em Trump, que só prega uma peça atrás da outra. Mesmo assim, a conversa dele de que em “duas a três semanas” pode rever as tarifas comerciais com a China animou.


… De concreto, não há nada. Mas o investidor parece estar apostando que, nesta disputa de força, o presidente pode levar a pior, forçado por Pequim a um recuo tático, depois de ter colocado o mundo inteiro em apuros.


… Depois de todas as ondas de choque causadas por Trump, o mercado também começa a alimentar a esperança de que o risco de recessão e as demissões em massa apressem o Fed a cortar os juros.


… Reportagem da Reuters apontou que, nas duas últimas semanas, mais de 30 empresas em todo mundo retiraram seus guidances ou reduziram suas previsões por conta do quadro de incertezas da guerra tarifária.


… Alarmados pelos ajustes nas expectativas dos balanços corporativos, dirigentes do Fed voltam a colocar no radar o impacto de uma desaceleração econômica, embora Powell ainda continue em clima de esperar para ver.


… Ontem, o diretor do Fed Christopher Waller disse estar pronto para votar por um corte de juro se as demissões crescerem. A colega Beth Hammack também não descartou um desaperto na reunião de junho.


… Em NY, as bolsas emplacaram o terceiro dia seguido de alta, embora não dê para confiar no movimento como tendência. O Ibov fechou no melhor nível desde setembro, perto dos 135 mil pontos, e o dólar furou R$ 5,70.


… A aposta de que a China acabará colocando Trump em córner animou os papéis das gigantes de tecnologia norte-americanas: Nvidia, +3,57%; Meta, +2,48%; Amazon, +3,29%; Tesla, +3,50%; e Microsoft, +3,45%.


… O Dow Jones ganhou 1,23% e rompeu o patamar dos 40 mil pontos (40.093,40); o S&P 500 avançou 2,03%, para 5.484,77 pontos, e o Nasdaq registrou valorização de 2,74%, chegando aos 17.166,04 pontos no fim do dia.


… No wishful thinking de que o Fed possa antecipar um corte do juro, as taxas dos Treasuries e o dólar caíram.


… O índice DXY recuou 0,54%, para 99,306 pontos. O euro subiu 0,58%, a US$ 1,1392, a libra esterlina ganhou 0,65%, a US$ 1,3343, o iene registrou valorização para 142,65/US$ e o franco suíço avançou para 0,8272/US$.


… O yield da Note de 10 anos caiu a 4,311%, contra 4,393% na véspera, e o de 2 anos foi a 3,797%, de 3,885%.


ATÉ TU? – Aqui os juros futuros operaram em queda, embalados pelo clima externo e o comentário dovish do falcão Guillen, que deu a entender que o ciclo de alta da Selic está no fim. O Copom de maio vai dar jogo.


… Estão praticamente empatadas agora as apostas para +0,5pp (52%) e +0,25pp (48%). Deve ser com emoção!


… No fechamento, o DI para Jan/26 caía a 14,600% (de 14,665% no dia anterior); Jan/27 recuava a 13,860% (de 14,015%); Jan/29, a 13,600% (de 13,855%); Jan/31, 13,930% (de 14,190%); e Jan/33, 14,050% (14,310%).


… A sessão de apetite por risco, com a expectativa de um desfecho da guerra comercial, levou o dólar a completar ontem cinco pregões seguidos em queda, a R$ 5,6912 (-0,49%). A reação do petróleo também ajudou.


… O Brent para julho (+0,72%, a US$ 65,65) interrompeu as perdas provocadas um dia antes pelos relatos sobre um potencial aumento da oferta pela Opep+ em junho. O grupo vai se reunir em 5 de maio para definir o plano.


… Na direção inversa do petróleo, Petrobras fechou no vermelho: ON, -0,73%, a R$ 32,52; e PN, -0,46%, a R$ 30,43. Parte do mercado se queixa que já passou da hora de a companhia reajustar o preço da gasolina.


… A falta de fôlego dos papéis da Petrobras não comprometeu o Ibov, que esteve a um triz de cravar os 135 mil pontos na máxima intraday (134.937) e fechou em alta de 1,79%, a 134.580,43 pontos, com giro de R$ 26,7 bi.


… A queda do DI animou ações relacionadas ao consumo, disparando Magazine Luiza (+10,80%) e Petz (+9,65%).


… Entre os principais bancos, BB destoou dos pares e caiu 1,21%, a R$ 27,70. Santander puxou os ganhos: 3,81% (R$ 28,07). Itaú registrou +1,94% (R$ 34,75); Bradesco ON, +1,88% (R$ 11,91); e Bradesco PN, +1,60% (R$ 13,36).


EM TEMPO… MULTIPLAN teve lucro líquido de R$ 234,044 milhões no 1TRI25, queda de 12,4% na comparação com 1TRI24; receita líquida subiu 0,4%, para R$ 525,677 milhões; Ebitda aumentou 2,5%, para R$ 400,615 milhões.


ELETROBRAS. O banqueiro Juca Abdalla Filho e o grupo ligado a Marcelo Gasparino, com menos de 7% do capital votante, disputam duas das dez vagas do conselho e articulam composição com o governo (Painel S.A/Folha)…


… Eles trabalham para destituir o atual presidente, Ivan Monteiro, segundo apurou a coluna; a assembleia de acionistas que decidirá a nova composição do conselho está marcada para o dia 30.


COPEL aprovou a distribuição de R$ 1,25 bilhão em dividendos adicionais, o equivalente a R$ 0,3974 por ação ON e R$ 0,4372 por papel PN, com pagamento em 15/5; ex em 25/4.


AUREN ENERGIA aprovou a distribuição de R$ 59,6 milhões em dividendos obrigatórios, o equivalente a R$ 0,0570 por ação, com pagamento em 5/5; ex em 25/4.


MAGAZINE LUIZA celebrou junto à International Finance Corporation (IFC), do Banco Mundial, operação de captação de recursos (“loan agreement”) no valor de US$ 130 milhões…


… Recursos captados serão utilizados para financiar a maior parte dos investimentos em tecnologia do Magalu, incluindo a evolução da plataforma de marketplace e dos serviços de Advertising, Fintech, Fulfillment e Cloud.


PRIO recebeu autorização do Ibama para manutenção em poços no campo de Tubarão Martelo.


HAPVIDA aprovou a 9ª emissão de debêntures, no valor total de R$ 1,5 bilhão.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Press

 🗞️ *Notícias nacionais*


🇧🇷 *Valor Econômico*


Perda com subsídios e desonerações de tributos vai custar R$ 621 bi em 2026, estima governo - https://tinyurl.com/2dz9v4f5


Editorial: País com alta dívida precisa de contas fiscais em ordem - https://tinyurl.com/2aygcexa


Lula manda demitir o presidente do INSS após operação da PF - https://tinyurl.com/266pwyoy


Primeira Turma do Supremo retoma julgamento de pichadora de ‘A Justiça’ - https://tinyurl.com/2cqznbzj


Polícia Civil faz operação contra banqueiro Nelson Pinheiro e seus irmãos - https://tinyurl.com/22gvn2f6


Alcolumbre cria grupo para elaborar proposta que regulamenta mineração em terras indígenas - https://tinyurl.com/2ax4ver9


Política monetária e custo de capital são os principais desafios da economia brasileira, diz Vescovi - https://tinyurl.com/25w85afk


Haddad diz que não vê risco de recessão no Brasil - https://tinyurl.com/23ehtt3x


É quase impossível não contemplar possibilidade de recessão no cenário global, diz Nilton David - https://tinyurl.com/2apbaj7d


Pesquisa mostra que empresas veem dificuldade de cortar custos e crescer - https://tinyurl.com/23wfjlen


FMI vê dívida bruta do Brasil perto de 100% do PIB em 2029 - https://tinyurl.com/233qgply


Aperto monetário pressiona carga de juros do governo e complica consolidação fiscal no Brasil, diz Moody's - https://tinyurl.com/2xnjb7zh


Alex Ribeiro: Nilton David vê na desaceleração global um alívio potencial para o BC - https://tinyurl.com/26bks8yl


Café deve subir nos EUA com tarifaço e oferta apertada - https://tinyurl.com/29seb2wv


Maior parceiro do agro, China olha para tecnologia e sustentabilidade - https://tinyurl.com/2c8kwpdh


Moratória da Soja ainda divide tradings e produtores rurais - https://tinyurl.com/29seb2wv


Governo vai renegociar dívidas de produtor do RS - https://tinyurl.com/29seb2wv


Fed aponta incerteza quanto à política comercial de Trump - https://tinyurl.com/2xwhdaym


Dívida pública global deve subir para 95% do PIB em 2025, diz FMI - https://tinyurl.com/2b3v8j5z


Nova ordem comercial preocupa mais que tarifas, dizem analistas - https://tinyurl.com/24tfparh


Trump determina investigação sobre importação de caminhões e prepara terreno para impor tarifas - https://tinyurl.com/2598ufsw


Piora avaliação de como Trump lida com a economia, aponta pesquisa Reuters/Ipsos - https://tinyurl.com/229zl3aw


Venda de moradias novas nos EUA sobe 7,4% em março - https://tinyurl.com/22eo9nl2


Trump assinará ordem executiva para impulsionar educação em inteligência artificial nos EUA - https://tinyurl.com/237mrg2z


Trump mudou de ideia sobre Powell e China após alertas econômicos 'terríveis' - https://tinyurl.com/292fqazf


Joseph Stiglitz: EUA se tornam maior paraíso fiscal global - https://tinyurl.com/26k5ymlk


Editorial: Trump e a arte de voltar atrás - https://tinyurl.com/28ykwlgt


Trump acusa China por demora em acordo sobre tarifas - https://tinyurl.com/2dp5ddxq


Casa Branca descarta “redução unilateral de tarifas” perante China - https://tinyurl.com/299pmjgr


PIB da Coreia do Sul recua 0,1% no 1º trimestre em base anual; est 0,1% - https://tinyurl.com/2y2he8j2


‘É difícil imaginar que o Vaticano irá de um extremo a outro’ - https://tinyurl.com/2y7m6fft


Ataque russo com mísseis contra Kiev deixa nove mortos e 63 feridos, segundo Ucrânia - https://tinyurl.com/2bpdpf42


Possível acordo EUA-China traz riscos - https://tinyurl.com/267qsuxu


Para Nyse, rotação de investimentos está mais ligada à volatilidade do que saída de capital dos EUA - https://tinyurl.com/26mh8njw


Volatilidade sob Trump pausa emissão de dívida em dólar - https://tinyurl.com/25ehyp3u


Petróleo cai com rumores de que membros da Opep+ querem aumento na produção - https://tinyurl.com/23peevgo


Caso Master não afeta captação de banco médio - https://tinyurl.com/269lerqo


Como Carrefour e Península devem conseguir avançar com seus planos no Brasil - https://tinyurl.com/2yv22atk


Ações de educação caem após MEC anunciar exame para avaliar cursos de medicina - https://tinyurl.com/2bxh65uq


🇧🇷 *Folha de S. Paulo*


Motta diz que projeto do IR é prioridade do Congresso, e Haddad promete apoio técnico a Lira - https://tinyurl.com/23ot5hyg


Gastos fora do Orçamento mexem em juros, inflação, dívida e credibilidade, diz TCU - https://tinyurl.com/287u3pac


Fragilidade do governo limita reação de Lula após recusa a ministério - https://tinyurl.com/29cb2q8r


Pedro Lucas diz que PT também tem divisões internas e que Lula entenderá recusa a ministério - https://tinyurl.com/285hzoda


Bancadas atuam para derrubar restrição a trabalho em feriados - https://tinyurl.com/2xnr37ap


STF intima Bolsonaro no hospital sobre trama golpista após ex-presidente fazer live internado - https://tinyurl.com/2ydgmpku


MPF estende investigação e diz que petróleo na Foz do Amazonas impacta pesca em região mais ampla - https://tinyurl.com/23ylga2a


Fabricantes de chocolate preveem fim da alta de preços do cacau - https://tinyurl.com/27pfkzse


Bolsa Família pode estimular informalidade, diz relatório do Ministério do Planejamento - https://tinyurl.com/25hxy9p6


Donald Trump vai isentar montadoras de algumas tarifas dos EUA - https://tinyurl.com/2clx8ylw


Instalações de novas eólicas ficam aquém do esperado, apesar de atingir recorde, diz órgão - https://tinyurl.com/23839m4e


Órgão regulador dos EUA aprova listagem de ações da JBS na Bolsa de Nova York - https://tinyurl.com/2yz8ervs


Proibida de voar, Voepass entra com pedido de recuperação judicial - https://tinyurl.com/24beq5hz


Apple e Meta são multadas em R$ 4,5 bilhões com base em nova lei digital da UE - https://tinyurl.com/24kqcubo


Intel demitirá mais de 20% da força de trabalho, diz agência - https://tinyurl.com/25lntmp2


Presidente da Boeing diz que China suspendeu compras de aviões - https://tinyurl.com/25p5ce2x


🇧🇷 *O Estado de S. Paulo*


José Serra: Os riscos da ingovernabilidade fiscal - https://tinyurl.com/2xp4lfm8


Governo Lula entrega PEC da Segurança Pública ao Congresso após quase um ano de discussões  - https://tinyurl.com/2dj7zlmr


Câmara aprova reajuste de 2,6% a servidores municipais em 2025 sob protestos e tumulto - https://tinyurl.com/28oaoajw


Líder do PL na Câmara faz ameaça e diz que romperá com Motta se não pautar anistia - https://tinyurl.com/2bowrqx7


Alcolumbre indica e presidente da Telebras assumirá Comunicações - https://tinyurl.com/2av6nvdd


Fraude de R$ 8 bi na Previdência derruba o presidente do INSS - https://tinyurl.com/2ceupl4l


Receita de associação saltou de R$ 135 para R$ 91 milhões - https://tinyurl.com/26ajd2jq


Irmão de Lula é vice-presidente em sindicato alvo de operação da PF contra fraudes no INSS - https://tinyurl.com/26s87twh


Coluna do Estadão: Governo teme CPI - https://tinyurl.com/2xrf9kpv


Alvaro Gribel: Golpe contra aposentados não começou agora, mas deixa governo Lula constrangido sob três frentes - https://tinyurl.com/2xrf9kpv


Zanin renova afastamentos no TJ e TCE de MS - https://tinyurl.com/28zvtmlu


Câmara aprova a criação de oito varas federais no TRF-4 em Santa Catarina - https://tinyurl.com/29czxeaw


Editorial: Acabando com a festa - https://tinyurl.com/2azl3ehc


Governo infla dados sobre internet de escolas; 15 mil têm sinal fraco - https://tinyurl.com/2ak8w8gy


Dinheiro do Pé-de-Meia é investido em acesso - https://tinyurl.com/2xwhdaym


China tem uma arma secreta na guerra tarifária: um exército de robôs ao seu lado - https://tinyurl.com/29rz56vv


Índia fecha fronteira e culpa Paquistão por atentado - https://tinyurl.com/26chytuw


Acordo UE-Mercosul sairá em breve, diz comissário - https://tinyurl.com/2bfzmdfy


Zelenski rejeita proposta dos EUA favorável à Rússia e Trump reclama - https://tinyurl.com/2y7m6fft


Com tarifas, fundos que compram empresas têm pior trimestre em cinco anos - https://tinyurl.com/2c89gew4


Oferta de ações da Azul para troca de dívida movimenta R$ 1,6 bilhão - https://tinyurl.com/27c37zlr


Novo exame vai avaliar estudantes de Medicina - https://tinyurl.com/259raj5k


Anunciantes investem R$ 88 bi em mídia em 2024, aumento de 10% - https://tinyurl.com/2d9tslz9


🇧🇷 *O Globo*


Centrão empoderado e mais: por que ministérios não são mais tão atrativos para os partidos? - https://tinyurl.com/249e7qq9


Denúncias à CGU por descontos não autorizados na folha de aposentados do INSS dispara no governo Lula - https://tinyurl.com/27spcpff


Editorial: Operação da PF evidencia desleixo na gestão do INSS - https://tinyurl.com/2agd8rz3


Lula diz ser contra a anistia em jantar com líderes da Câmara e assume vontade de disputar reeleição - https://tinyurl.com/2y8uorra


Lula deveria fortalecer quem estará com ele em 2026 e não será o Centrão, diz presidente do PSB - https://tinyurl.com/2a8jfzur


Lula embarca para funeral do Papa Francisco com Barroso, Alcolumbre e Hugo Motta - https://tinyurl.com/25zrdeoq


Vendas da Tesla na UE caem 36% em março, na comparação anual - https://tinyurl.com/2749yhpw

Jonas Federighi

  O texto mostra que a ofensiva do ministro Jhonatan de Jesus (TCU) no caso Master começou a acender um alerta vermelho: analistas, técnicos...