*Capital Economics: Nova tarifa global dos EUA deve elevar sobretaxa efetiva para 14,5%*
Por Gustavo Boldrini
São Paulo, 21/02/2026 - O aumento de 10% para 15% da tarifa global aplicada pelo governo dos Estados Unidos sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, anunciada mais cedo pelo presidente Donald Trump, deve levar a sobretaxa efetiva para 14,5%, tendo como base as participações de importação de 2024. O cálculo é do economista-chefe da Capital Economics para a América do Norte, Paul Ashworth.
Segundo Ashworth, o diferencial entre a tarifa anunciada por Trump e a tarifa efetiva cobrada a produtos importados pelos EUA se dá porque muitas importações permanecerão isentas dessa sobretaxa, conforme comunicado de ontem da Casa Branca.
Neste grupo, estão cerca de 85% dos produtos importados provenientes do Canadá e do México que são compatíveis com o acordo de livre comércio dos três países da América do Norte, o USMCA, assim como produtos farmacêuticos, eletrônicos, alguns veículos automotores, aeroespaciais, minerais críticos e produtos agrícolas.
"Para evitar dupla penalização, bens já sujeitos a tarifas da seção 232, como aço, alumínio e alguns veículos automotores, também serão isentos", acrescenta o economista em relatório.
O aumento da tarifa global de 10% para 15% ocorreu, na avaliação de Ashworth, a partir do momento que Trump "não gostou do fato de que uma taxa efetiva mais baixa [de 10%] geraria receitas alfandegárias mais baixas" para os EUA.
"Isso também significa que alguns dos maiores parceiros comerciais da América, como a União Europeia e o Japão, se encontrarão exatamente de volta onde estavam na semana passada", disse Ashworth.
Contato: gustavo.boldrini@broadcast.com.br
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela redação da Broadcast
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