segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,2% US tech -0,2% US semis +4% UEM +1% España +1,1% VIX 14,5% Bund 2,90% T-Note 4,18% Spread 2A-10A USA=+71pb B10A: ESP 3,34% PT 3,20% FRA 3,62% ITA 3,57% Euribor 12m 2,245% (fut.2,462%) USD 1,169 JPY 183,6 Ouro 4.420$ Brent 60,4$ WTI 56,9$ Bitcoin +3,9% (92.427$) Ether +4,2% (3.156$).


SESSÃO: A atividade regressa, acompanhada da abundante macro provavelmente positiva e petróleo mais barato da Venezuela. Provável subida mais energética do que os futuros indicam à primeira hora (+0,5% Europa e +0,2% Wall St.). Poderíamos pensar em, no mínimo, +1%, e a tecnologia mais, tanto pelo FOMO como pela mudança na Venezuela tornar o petróleo mais barato (menos custos, menos inflação) e permite pensar em investimentos para reconstruir a sua economia.


Wall St. +16% em 2025, +23% em 2024 e +24% em 2023… e essa inércia favorece uma abertura em alta em 2026, pelo menos enquanto não surgem ameaças imediatas. As 3 principais chaves são a IA, as descidas de taxas de juros da Fed e lucros empresariais expansivos de duplo dígito baixo, em termos gerais. As notícias sobre a IA continuam a empurrar o mercado a curto prazo (semis +4% na sexta-feira), embora possa chegar a tornar-se um presente envenenado à medida que o ano avança, se alguma das empresas especializadas no seu desenvolvimento saírem à bolsa com avaliações ambiciosas. Mas isso ainda não aconteceu e sobram meses de tranquilidade relativa até então. De momento, na sexta-feira (2), Biren, designer de chips para IA, saiu à bolsa em HK a duplicar o seu preço de OPV (42,9HK $ vs. 19,60HK $ de saída).


A frente macro reativa-se esta semana, com inflação europeia e emprego americano com eixos principais, embora acompanhados de outros indicadores não tão influentes, mas também influentes: Sentimento Investidor na Europa, enquanto nos EUA teremos ISM Industrial, Custos Laborais, Produtividade e Ganhos Pessoais. De que forma esta macro abundante influenciará? Provavelmente em positivo, porque a inflação europeia irá retroceder (+2,0% vs. +2,1%), embora não seja fácil interpretar o emprego americano devido à rutura tenológica que a IA provoca (adiam-se contratações até comprovação dos ganhos de produtividade) e as distorções na receção de dados durante e depois do encerramento do governo. Mas o mercado irá conceder à Fed o benefício da dúvida, mantendo a sua fé em mais descidas de taxas de juros. E a mudança na Venezuela irá tornar o petróleo mais barato, o que reduzirá as escassas tensões inflacionistas e permite pensar numa reconstrução económica que deverá ajudar um pouco o tom do mercado.


CONCLUSÃO: O FOMO (Fear Of Missing Out) continuará a dominar visto que ninguém quer arriscar-se a ficar de fora, porque perder um hipotético arranque de ano em alta pode significar ficar numa posição delicada para o resto do ano, talvez difícil de recuperar. Se subir hoje, pode ser +1%/+2%, e a mudança na Venezuela contribuirá para essa subida, apesar das incertezas em relação aos detalhes.


FIM

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