Análise Bankinter Portugal
NY +0,03% US tech +0,9% US semis +2,4% UEM +0,6% España +0,7% VIX 16,4% Bund 2,87% T-Note 4,23% Spread 2A-10A USA=+66pb B10A: ESP 3,23% PT 3,22% FRA 3,44% ITA 3,47% Euribor 12m 2,249% (fut.2,428%) USD 1,199 JPY 183,1 Ouro 5.267$ Brent 68,0$ WTI 62,8$ Bitcoin +1,2% (89.275$) Ether +3,1% (3.013$).
SESSÃO: Hoje irá subir (+0,5%/+1%?), depois de também ter subido muito dignamente ontem. E apesar do USD, que tem as suas implicações positivas para o ciclo, embora não para as obrigações americanas. Reunião da Fed e discurso de Powell a partir das 19 h, mas irá repetir em 3,50/3,75% e não irá atualizar estimativas macro, portanto, o importante será tentar prever a mensagem de Powell para ver se aplicará ou não outro corte de -25 p.b. que nós estimamos par aa reunião de 18 de março… e que não está nada claro, na verdade. Mas a sua abordagem deve ser muito preocupante, pois hoje conseguiu neutralizar o tom otimista proporcionado pelas últimas empresas que publicaram os seus resultados e a insistência de Musk na OPV de SpaceX para junho. No fecho de Nova Iorque publicam Meta (EPS 8,186$), Microsoft (3,922$), Tesla (0,447$) e muitas mais, mas estas são 3 das “7 Magníficas” e são as mais importantes. Entre as restantes, antes da abertura de Nova Iorque: ATT (0,463$), General Dynamics 4,113$), Starbucks (12:45h; 0,586$). E com Nova Iorque fechada: Lam Research (1,175$), IBM (4,280$).
O tom melhorou substancialmente nas últimas 24 horas graças aos resultados corporativos e os seus guidances, coincidindo todos ou quase todos os relevantes: GM, Seagate, ASML… e o comentário de Musk sobre uma potencial OPV de SpaceX para meados de junho com uma avaliação de 1,5Bn$. YEste valor já tinha sido considerado, o que parece desproporcionado se comparado com as receitas, estimadas em 15.500M$ em 2025, das quais 12.300M$ provêm da sua filial Starlink, que tem 9000 satélites em órbita baixa e 8M clientes, que prepara a conectividade direta aos telefones móveis mediante os seus satélites, o que eliminará globalmente as antenas e mudará todo o negócio de telefonia móvel… supõem-se.
As exceções negativas ou tíbias são Boeing e LVMH (baixamos recomendação para Vender), embora, sobretudo ontem, na sessão americana, o setor da saúde tenha sofrido (United health ca.-20%; CVS -11%; Humana -19%...) porque o governo americano irá subir apenas +0,09% em 2027 os preços que pagará ao programa Medicare Advantage. Mas a futura OPV de SpaceX e as outras empresas em positivo, principalmente ASML esta manhã à primeira hora (resultados e guidance melhores do que o esperado), pesam muito mais. Também anima a sessão a depreciação do USD até quase 1,20/€, com Trump a afirmar que o seu valor é “grande”… mas a realidade de fundo é que – e isto é muito importante da perspetiva do ciclo económico global – um USD depreciado proporciona aos EUA uma vantagem competitiva fácil para as suas exportações e, portanto, para o emprego e PIB (que la Fed de Atlanta estima em +5,4% para o 4T 2025, tendo sido nada menos que +4,4% no 3T), embora não para o financiamento do governo fora dos EUA (obrigações americanas menos atrativas por depreciação da divida). Mas bom para a Europa e a sua inflação, porque pagamos a energia em USD (petróleo e gás, já que não somos autossuficientes energeticamente).
CONCLUSÃO: O resumo de toda a informação anterior é que as bolsas irão recuperar hoje numa proporção semelhante ou ligeiramente superior à de ontem, embora exista o risco de uma desaceleração na sessão americana, tanto pelo que possa expressar Powell (se não sugerir algo sobre a próxima descida das taxas, terá um impacto negativo) e pela incerteza natural que antecede a publicação de Tesla, Microsoft e Meta, principalmente. Portanto, boa sessão, mas com tendência a abrandar. E, depois, amanhã dependerá das empresas que publicarão após o fecho de Nova Iorque. Tom melhor, mas cuidado se amanhã se altera.
FIM
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