Análise Bankinter Portugal
NY +0,03% US tech +0,3% US semis -1,2% UEM -0,1% España -0,7% VIX 16,1% Bund 2,88% T-Note 4,21% Spread 2A-10A USA=+62pb B10A: ESP 3,27% PT 3,26% FRA 3,49% ITA 3,51% Euribor 12m 2,243% (fut.2,466%) USD 1,186 JPY 182,8 Ouro 5.103$ Brent 66,2$ WTI 61,4$ Bitcoin -1,9% (87.884$) Ether -1,9% (2.888$).
SESSÃO: Yen e USD protagonistas de primeira hora. Esta madrugada, Japão -1,8% perante uma apreciação brusca do yen (154/$ vs. 159/$) entre rumores de intervenção coordenada EUA/Japão, para o afastar da fronteira 160/$. A vantagem competitiva de um yen extra-depreciado não agrada os americanos, enquanto o governo japonês não se sente confortável com o risco de importar inflação e ter de, finalmente, subir taxas de juros (agora, 0,75%, mas expetativa de +25 p.b. na reunião do BoJ, a 18 de março)… embora se deva tratar de mais pressões americanas, porque a inflação japonesa está agora em +2,1%, que é aceitável… embora incompatível a longo prazo com Taxa Diretora em apenas 0,75%. E o USD depreciou-se até 1,186/€ vs. 1,17,4/€, provavelmente consequência simples de uma corrente agressiva de compra de yens para cobrir as posições curtas perante a ameaça de intervenção e venda de USD como divisa de origem dessas posições, desfazendo-se rapidamente o carry-trade (financiar-se em yens para investir em USD, com taxas de juros superiores).
Além deste movimento de divisas, esta semana será quase aborrecida até quarta-feira, à espera da Fed e dos resultados de 4 das “7 Magníficas”… e as suas guias! Com a geoestratégia em pausa perante a expetativa de um início de acordo sobre a Gronelândia na NATO e a possibilidade de negociações sobre a Ucrânia (embora sem notícias positivas do que tenham falado neste fim de semana), a macro e os resultados empresariais recuperarão o protagonismo que lhes corresponde.
Na quarta-feira, a Fed repetirá taxas de juros em 3,50/3,75%, o importante será tentar perceber pela mensagem de Powell se aplicará ou não um novo corte de -25 p.b. que nós estimamos para a reunião de 18 de março.
E continuarão a ser publicados resultados corporativos, cujo fluxo ganhará bastante intensidade e será ampliado à Europa, destacando várias empresas de Defesa (Northrop Grumman, RTX…) e tecnológicas de envergadura (ASML, Tesla, Microsoft, Meta, SAP, Apple…). De facto, entre quarta e quinta-feira, serão publicadas 4 das “7 Magníficas”: na quarta-feira, Meta (EPS 8,20 $; +2,2%), Microsoft (EPS 3,92 $; +21%) e Tesla (EPS 0,44 $; -39,4%); na quinta-feira, Apple (EPS 2,67 $; +11,5%). A evolução da semana dependerá dos números e das guias dessas empresas… ceteris paribus (se nada do restante mudar, pelo menos). E aqui pode estar o mais interessante, por ser novo: na semana passada, observámos alguma fraqueza nas guias transmitidas pelas empresas de primeira linha (Netflix, GE Aerospace, Intel…), como se estivessem intencionalmente a começar a comunicar objetivos menos ambiciosos. A razão última para isso poderia ser, ou uma estratégia intencional para forçar o mercado a deixar de ser tão exigente (especialmente com as empresas tecnológicas), ou a adoção de uma atitude mais cautelosa até verificar quais são os primeiros efeitos empíricos (em custos, margens...) da aplicação da IA, ou simplesmente algum cansaço natural no crescimento.
CONCLUSÃO: As guias que transmitirem, principalmente essas “4 Magníficas”, determinarão o saldo de uma semana que se apresenta um pouco fria. A apreciação do yen (154/$ vs. 159/$) e a depreciação do USD (1,186/€ vs. 1,17,4/€) acrescentarão ruído a um arranque semanal débil (futuras bolsas ca.-0,2%). Além disso, poderá ocorrer outro encerramento parcial do governo americano, porque a extensão atual do Orçamento expira este sábado, 31, e os democratas poderão bloquear outra extensão se forem verbas para o ICE (agentes de imigração). Isto apresenta-se fraco…
FIM
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