No Amapá, a Amprev teria despejado R$ 400 milhões no Master, com a direção ligada a nomeações atribuídas ao entorno de Davi Alcolumbre. Ao mesmo tempo, Lula declara que irá “a fundo” para entender por que o Rio e o Amapá colocaram dinheiro de fundos no banco e qual seria o elo Master–BRB; o texto ironiza a coincidência entre discurso político e ação policial, sem insinuar conhecimento prévio, mas destacando como o discurso eleitoral tenta “carimbar” culpados.
O colunista sustenta que essas operações (Amprev, BRB, Rioprevidência e o Credcesta na Bahia) não se explicam por racional econômico do investidor: fariam sentido apenas se vistas pelo interesse do Master. Em BRB e Rioprevidência, a cronologia seria “didática”: perda de liquidez no Master e, na sequência, socorro por estruturas com acesso a Brasília. Entra ainda o episódio de dezembro de 2024: Vorcaro recebido fora da agenda após lobby, com menção a Rui Costa e a Galípolo, num contexto em que o Banco Central já teria dado ultimato no mês anterior — ou seja, gente grande demais para alegar distração.
A conclusão é um retrato de autoproteção em rede: Master “em todo lugar”, Alcolumbre no Senado e com poder de agenda, CPI como promessa que tende a morrer na fila, e articulações eleitorais que sugerem “acordos” para reduzir o apetite investigativo. O recado final é que “ir a fundo” de verdade significaria cortar na própria carne — e, num escândalo que respinga em direita, esquerda e centrão, o instinto predominante parece ser outro: todo mundo ganha tempo, todo mundo tenta reduzir dano, e o silêncio vira estratégia.
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