terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,4% US tech +0,7% US semis +1,4% UEM +1,0% España +1,4% VIX 17,4% Bund 2,84% T-Note 4,20% Spread 2A-10A USA=+71pb B10A: ESP 3,21% PT 3,20% FRA 3,43% ITA 3,45% Euribor 12m 2,222% (fut. 2,351%) USD 1,191 JPY 185,7 Ouro 5.058$ Brent 69,0$ WTI 64,4$ Bitcoin +0,1% (70.368$) Ether +3,4% (2.122$).


SESSÃO: Segunda sessão de subidas após a volatilidade da semana passada. Japão em alta após a maioria absoluta de Takaichi e a sua coligação de governo, o que implica maiores estímulos fiscais e estabilidade política… mas também maior pressão em obrigações perante a necessidade de emitir mais dívida. Na Europa, foram positivas tanto a melhoria da Confiança do Investidor Sentix, que voltou a terreno positivo (4,2 vs. -1,8 anterior), como os bons resultados de Unicredit (+6%), que impulsionaram o setor bancário (+2%). Enquanto nos EUA voltaram os caçadores de pechinchas, especialmente em semis após as quedas recentes.


Hoje os resultados serão novamente os protagonistas. De momento, mistos. On Semiconductor cai -3% em aftermarket após publicar resultados dececionantes e guias débeis, enquanto Kering sobe quase +5% após o tom positivo dos seus resultados e anunciar um Capital Markets Day em abrir para apresentar a estratégia do novo CEO. Luxo bem, mas semis mal, embora On Semiconductor seja uma raridade no setor, pois está muito focado em automóveis e energia. De facto, NÃO faz parte da nossa Carteira Temática de Semicondutores. Durante o resto da sessão, conheceremos também os resultados de Ferrari, Coca Cola, Datadog ou Cloudflare. Estas duas últimas fazem parte da nossa Carteira Temática de Cibersegurança e poderão acrescentar um pouco de tranquilidade sobre o impacto da IA no setor de software.


A boa evolução da campanha de resultados no 4T 2025 (+14,3% vs. +8,8% esp.) e a publicação dos dados oficiais de emprego, amanhã, eclipsarão a desaceleração do consumo a retalho que será publicado hoje (+0,4% m/m esp. vs. +0,6% ant.). Neste sentido, a debilidade do dólar continua, já que aumentam as expetativas de que os resultados de criação de emprego serão débeis e, especial atenção, à forte revisão em baixa prevista dos resultados de 2025. Hassett comentou precisamente ontem que o mercado laboral estava numa situação “um pouco incomum”, ao diminui tanto a oferta como a procura de trabalhadores num contexto de produtividade em alta. E esta debilidade do dólar faz com que tanto o ouro (+2%) como a prata (+7%) subam com força. 


CONCLUSÃO: Hoje esperamos consolidação na Europa, enquanto nos EUA o tom poderá ser um pouco mais construtivo perante a expetativa de um em emprego débil implicar maiores descidas de taxas de juros por parte da Fed, e se os resultados empresariais acompanham. 


FIM

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