quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Assimetria de juro real nos "longos"

 💰 *BTG Pactual vê assimetria em juros reais e retorno acima do CDI em NTN-B Longas*


Por Arícia Martins


Broadcast: Com os juros reais no Brasil acima de seus pares e em nível historicamente elevado, o BTG Pactual enxerga na assimetria deste mercado um momento oportuno para aplicar em Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B) de vencimentos longos, que podem trazer retorno acima do CDI.


Em relatório divulgado hoje, o estrategista macro Álvaro Frasson aponta que os horizontes de 2035 e 2050 capturam, neste momento, o melhor retorno ajustado ao risco.


"Ainda que a relação esteja invertida, ou seja, onde títulos mais longos (mais volatilidade) estão pagando taxas de juros reais menores que os vencimentos mais curtos, entendemos que aplicar em vértices longos, sobretudo antes do ciclo de corte de juros e de um ambiente político que demandará narrativas fiscais prospectivas mais responsáveis, pode trazer retornos expressivos via ganhos de marcação à mercado com o fechamento dos prêmios mais longos", afirma Frasson.


Nos cálculos do estrategista, o spread de juros reais soberanos de 10 anos brasileiro comparado ao CDS do mesmo prazo estaria em 2,6, maior nível em uma lista de 14 economias emergentes, seguido por Colômbia (1,7), México (1,5) e África do Sul (0,9). "Dado o atual nível de CDS, o juro real de longo prazo brasileiro poderia ser significativamente menor", diz o relatório.


Como outros argumentos que fundamentam a tese de investimento, Frasson menciona o ciclo de política monetária favorável para a redução de juros reais, o prêmio de risco em níveis recorde - em suas estimativas, o patamar corrente dos juros reais longos está no mesmo patamar da crise de 2015 e 2016 - e as perspectivas para a relação dívida/PIB, que deve alcançar 100% em menos de cinco anos.


Considerando uma Selic média de 13,5% nos próximos 12 meses, atualmente o carrego do IPCA de 4%, acrescido de 7,5% de juros reais, não supera o CDI, destaca Frasson. "Contudo, um pequeno fechamento no juro real longo (10 anos), para 7,0% por exemplo, supera o retorno esperado do CDI mesmo se o IPCA reancorar para a meta de inflação de 3,0%", ressaltou.


Assumindo uma inflação esperada de 4,0% e um fechamento de 50 pontos-base no juro real longo, o estrategista macro do BTG estima que o retorno de uma NTN-B com vencimento em 2045 pode chegar a cerca de 16% ao ano nos próximos 12 meses. Paulo, 19/02/2026 - Com os juros reais no Brasil acima de seus pares e em nível historicamente elevado, o BTG Pactual enxerga na assimetria deste mercado um momento oportuno para aplicar em Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B) de vencimentos longos, que podem trazer retorno acima do CDI.


Em relatório divulgado hoje, o estrategista macro Álvaro Frasson aponta que os horizontes de 2035 e 2050 capturam, neste momento, o melhor retorno ajustado ao risco.


"Ainda que a relação esteja invertida, ou seja, onde títulos mais longos (mais volatilidade) estão pagando taxas de juros reais menores que os vencimentos mais curtos, entendemos que aplicar em vértices longos, sobretudo antes do ciclo de corte de juros e de um ambiente político que demandará narrativas fiscais prospectivas mais responsáveis, pode trazer retornos expressivos via ganhos de marcação à mercado com o fechamento dos prêmios mais longos", afirma Frasson.


Nos cálculos do estrategista, o spread de juros reais soberanos de 10 anos brasileiro comparado ao CDS do mesmo prazo estaria em 2,6, maior nível em uma lista de 14 economias emergentes, seguido por Colômbia (1,7), México (1,5) e África do Sul (0,9). "Dado o atual nível de CDS, o juro real de longo prazo brasileiro poderia ser significativamente menor", diz o relatório.


Como outros argumentos que fundamentam a tese de investimento, Frasson menciona o ciclo de política monetária favorável para a redução de juros reais, o prêmio de risco em níveis recorde - em suas estimativas, o patamar corrente dos juros reais longos está no mesmo patamar da crise de 2015 e 2016 - e as perspectivas para a relação dívida/PIB, que deve alcançar 100% em menos de cinco anos.


Considerando uma Selic média de 13,5% nos próximos 12 meses, atualmente o carrego do IPCA de 4%, acrescido de 7,5% de juros reais, não supera o CDI, destaca Frasson. "Contudo, um pequeno fechamento no juro real longo (10 anos), para 7,0% por exemplo, supera o retorno esperado do CDI mesmo se o IPCA reancorar para a meta de inflação de 3,0%", ressaltou.


Assumindo uma inflação esperada de 4,0% e um fechamento de 50 pontos-base no juro real longo, o estrategista macro do BTG estima que o retorno de uma NTN-B com vencimento em 2045 pode chegar a cerca de 16% ao ano nos próximos 12 meses.

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