quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Foco no emprego antes do payroll*


As atenções se voltam hoje para o relatório Jolts de novembro (12h) e a pesquisa ADP sobre os empregos no setor privado em dezembro (10h15)


… O petróleo promete abrir com gap de queda firme, depois de Trump ter dito ontem à noite que a Venezuela entregará entre 30 e 50 milhões de barris para os americanos. No geral, porém, o mercado tem estado indiferente à crise de transição de poder e o investidor global volta a concentrar o foco na agenda dos indicadores econômicos. As atenções se voltam nesta quarta-feira para dois dados de emprego nos Estados Unidos: o relatório Jolts de novembro (12h) e a pesquisa ADP sobre os empregos no setor privado em dezembro (10h15), que deve apontar a criação de 48 mil vagas de trabalho, revertendo a eliminação de 32 mil postos no mês anterior. Os números podem ajudar o mercado a preparar o espírito para o payroll da sexta-feira, mesmo com as diferenças metodológicas.


PARADA ESTRATÉGICA – Apesar da sinalização de pausa do juro em janeiro, apostas do CME apontam flexibilização entre março ou abril, com alguns dirigentes do Fed olhando mais para a piora do emprego do que para a inflação.


… Em novembro, o desemprego subiu ao maior nível em mais de quatro anos, pedindo novos cortes de juro à frente.


… Na coletiva da última reunião de política monetária, Powell adotou uma linguagem de risco, observando que a expansão do emprego tem perdido dinamismo e que os dados sugerem um arrefecimento gradual das contratações.


… Comentários de outros integrantes do Fed também já destacaram a preocupação com a fragilidade do trabalho.


… A percepção de que o emprego está esfriando coincide com os esforços de Trump para emplacar um nome com perfil dovish e alinhado à sua visão econômica para o comando do Fed, depois de tantas provocações a Powell.


… Não é desprezível a chance de que o juro americano, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, caia até 3% no ano. O Fed boy de Trump, Stephen Miran, voltou a defender cortes agressivos ontem, de mais de 100 pontos-base em 2026.


… Ele disse esperar que os próximos indicadores reforcem a avaliação de que as reduções “são apropriadas” e alertou que a política monetária “excessivamente restritiva” pode “sufocar o crescimento econômico ainda na raiz”.


… Dificilmente o “novo Fed” será tão relaxado quanto Miran prega. Mas o ciclo de corte de juros contratado nos Estados Unidos deve manter o dólar fraco no mundo e preservar o diferencial de juros ainda favorável ao Brasil.


… Neste contexto, apesar da volatilidade eleitoral, investidores estrangeiros ouvidos pelo Valor acreditam quea Selic ainda elevada deve manter em vigor apostas favoráveis à moeda brasileira, ao menos na primeira metade do ano.


… A perspectiva de que o Copom só derrube o juro no final do primeiro trimestre (março), num ajuste gradual, mantém o real bem posicionado no ranking de moedas e sustenta a relevância da estratégia do carry trade.


… Ao Broadcast, economistas também projetam o dólar sob controle este ano, com câmbio médio em R$ 5,35, apesar dos picos de estresse projetados para o segundo semestre, quando o trade eleitoral estará pegando fogo.


… Como disse o BBVA, “estamos otimistas com o real até a metade do ano; depois ficaremos cautelosos”.


… Superada a sazonalidade do fluxo de remessas ao exterior, o dólar furou ontem a marca de R$ 5,40 (abaixo) pela primeira vez em mais de um mês, desde a véspera do anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.


POSTO IPIRANGA – Flávio afirmou ontem, em entrevista ao canal do YouTube do influenciador Paulo Figueiredo, que pretende anunciar antes das eleições quem será seu ministro da Economia, caso seja eleito para o Planalto.


… O parlamentar repetirá a estratégia do pai, que anunciou Paulo Guedes no comando da economia antes de virar presidente. O senador afirmou já ter um nome em mente para a vaga, mas disse que ainda não revelará quem é.


… Só antecipou que, “com certeza”, será alguém liberal. Sugeriu ainda o irmão Eduardo para o Itamaraty.


CASO MASTER – BC recorreu da decisão monocrática do ministro do TCU Jhonatan de Jesus de inspeção para exame de documentos. Segundo a autoridade monetária, medidas dessa natureza devem ser decididas de forma colegiada.


… Esta semana, Jhonatan de Jesus alertou que poderia determinar que o BC seja proibido de vender bens do Master na liquidação do banco, lançando questionamentos de que estaria extrapolando as competências do Tribunal.


… Fontes do Valor disseram que Daniel Vorcaro não pediu ao TCU a reversão da liquidação do Master, mas teria requisitado que o Tribunal acompanhe a venda dos ativos para que eles não sejam repassados “a preço de banana”.


… Na manchete do Estadão de hoje, o BC foi alvo de ataques em massa na web pela sua atuação no caso Master.


… Pouco antes da virada do ano, contas conhecidas por promover celebridades foram usadas para manchar a imagem e reputação e questionar a credibilidade de órgãos como o BC e a Febraban em relação ao processo.


… A PF marcou nova rodada de depoimentos de executivos do Master e do BRB para o fim de janeiro e início de fevereiro. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi intimado a prestar um segundo depoimento.


… No Congresso, que volta do recesso no dia 2 de fevereiro, assessores do deputado Carlos Jordy (PL) disseram que já há assinaturas necessárias para o requerimento de instauração de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.


… Interlocutores dizem que 232 parlamentares (198 deputados e 34 senadores) já assinaram o documento.


MERCOSUL – Às vésperas da assinatura de um acordo do bloco com a UE, prevista para a próxima segunda-feira, a Comissão Europeia driblou a resistência da Itália e propôs antecipar acesso de agricultores a cerca de 45 bi de euros.


… Os italianos reagiram positivamente ao anúncio. Alckmin disse que o acordo está bem encaminhado.


MAIS AGENDA – Além dos relatórios de emprego, saem ainda nos Estados Unidos hoje o PMI/ISM de serviços em dezembro (12h), as encomendas à indústria em outubro (12h) e os estoques de petróleo do DoE (12h30).


… Já com os mercados americanos fechados, a dirigente do Fed Michelle Bowman participa de evento, às 18h10.


… O dia reserva ainda a inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro em dezembro (7h).


JAPÃO HOJE – O PMI/S&P Global composto caiu de 52,0 em novembro para 51,1 na leitura final de dezembro. O indicador, entretanto, permaneceu acima do patamar neutro de 50, ou seja, indicando expansão da atividade.


… O PMI de serviços cedeu de 53,2 para 51,6 no mesmo período, ainda em território de expansão.


AQUI – O único destaque é o fluxo cambial semanal, que o BC divulga às 14h30.


FLUXO A FAVOR – O dólar caiu pela 4ª sessão consecutiva (-0,47%), para R$ 5,3800, em meio ao movimento de correção do câmbio iniciado no fim do ano passado, com o término da demanda por remessas de lucros ao exterior.


… A calmaria temporária no cenário eleitoral, o maior apetite por risco lá fora e o quadro favorável ao carry trade, com a Selic mantida em 15% pelo menos até março, também têm favorecido a entrada de capital estrangeiro.


… Lá fora, o dólar voltou a se recuperar diante dos pares, com o índice DXY em alta de 0,30%, aos 98,567 pontos. O euro caiu 0,25%, a US$ 1,1691, e a libra perdeu 0,29%, a US$ 1,3502.


… Nos juros futuros, a falta de liquidez nesta primeira semana inteira do ano deixou as taxas voláteis, enquanto o mercado aguarda os números do IPCA de 2025, na 6ªF, para direcionar os negócios.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,735% (de 13,696% no ajuste anterior); Jan/29, 13,015% (de 13,004%); Jan/31, 13,345% (de 13,316%); e Jan/33, 13,520% (de 13,463%).


A UM PASSO – Sem novos ruídos políticos e diante de uma agenda de dados esvaziada, o investidor deixou a crise na Venezuela em segundo plano e decidiu partir para as compras na bolsa doméstica neste início de ano.


… O Ibovespa subiu pelo segundo dia seguido (+1,11%), com bom giro (R$ 24,8 bilhões) e fechou aos 163.663,88 pontos, a um passo de renovar o recorde de fechamento (164.455,61), de 4 de dezembro, véspera do “Flávio Day”.


… Vale ON (+3,76%, a R$ 75,87) engatou forte alta durante a tarde e puxou todo o setor: CSN Mineração ON (+2,78%, a R$ 5,55); CSN ON (+2,98%, a R$ 9,32) e Usiminas PNA (+4,06%, a R$ 6,41).


… Segundo a Genial Investimentos, as ações pegaram carona na recente valorização do minério de ferro, que já acumula alta de 3% desde o Natal. Ontem, em Dalian (China), o minério subiu 0,69%, a US$ 114,68/tonelada.


… Os bancos também subiram, mas de forma mais moderada do que na véspera: Itaú PN (+0,60%, a R$ 39,96); Bradesco PN (+0,58%, a R$ 19,08); e BB ON (+1,10%, a R$ 22,12). Só Santander unit (-0,06%; R$ 33,92) ficou de lado.


… A festa não foi completa porque os papéis da Petrobras ficaram entre as maiores baixas (ON -1,92%, a R$ 31,15; e PN -1,85%, a R$ 29,64), com investidores preocupados com a futura concorrência do óleo da Venezuela.


… A queda no preço do petróleo e um vazamento de fluido na perfuração do primeiro poço na Foz do Amazonas também pesaram sobre as ações. A companhia confirmou o problema, que deve paralisar a exploração por 15 dias.


… Vivara ON liderou as perdas do índice (-3,19%, a R$ 30,30), seguida por Petrobras e Direcional ON (-1,81%, a R$ 14,07), que devolveu os ganhos do dia anterior.


… Já a lista de maiores altas trouxe Hapvida ON (+8,70%; R$ 16,49), seguida de Assaí ON (+5,62%; R$ 7,89) e Braskem PNA (+5,13%; R$ 7,99).


FUTURO NEBULOSO – O petróleo queimou os ganhos da sessão anterior, com o mercado voltando a se preocupar com o excesso de oferta global, enquanto coloca em xeque a chance de recuperação da produção da Venezuela.


… O Brent para março recuou 1,72% na ICE, a US$ 60,70 o barril.


… Para os analistas do ING, o ataque à Venezuela representa um risco de queda da oferta no curto prazo, enquanto a retomada da produção dependerá de investimentos significativos das petroleiras americanas no país.


… A Pepperstone acrescenta que o mercado está cético quanto a uma recuperação rápida da produção venezuelana, diante do estado precário da infraestrutura local e da necessidade de bilhões de dólares em investimentos.


MAIS UM – As bolsas em NY voltaram a subir, com o Dow Jones (+0,99%, aos 49.462,08 pontos) e o S&P 500 (+0,62%, aos 6.944,82) colecionando novos recordes de fechamento.


… O Nasdaq (+0,65%, aos 23.547,17 pontos) não bateu seu fechamento histórico (23.958,47), registrado em 29 de outubro, mas está a caminho, com as ações de chips em alta acelerada nos últimos dias.


… Microchip Technology avançou 11,6%, após elevar sua projeção de vendas para o 3TRI fiscal. Micron subiu 10,0%, impulsionada pela perspectiva de crescimento da demanda por semicondutores para data centers e IA.


… O segmento de empresas especializadas em armazenamento de dados também disparou: Sandisk (+27,6%), Western Digital (+16,7%) e Seagate (+14,0%).


… Na esteira dos ataques à Venezuela, Lockheed Martin voltou a subir (+2,05%). A empresa fechou acordo para triplicar a venda de mísseis para o Pentágono. Já Chevron (-4,5%) seguiu o petróleo e devolveu o ganho de 2ªF.


… Na área de saúde, Moderna disparou 10,9% após apresentar pedidos para aprovação de uma vacina do tipo RNA mensageiro contra gripe. GSK subiu 3,1% com a aprovação pelo Japão de um para tratamento de asma severa.


CIAS ABERTAS NO AFTER – GPA informou que recebeu solicitação dos acionistas Rafael Ferri e Hugo Shoiti Fujisawa para convocar assembleia geral para a eleição de todo o Conselho de Administração…


… Na solicitação, os acionistas comentam que o colegiado foi eleito em 6 de outubro pelo procedimento de voto múltiplo e, desde então, dois conselheiros renunciaram a seus respectivos cargos, deixando-os vagos…


… Os acionistas ainda indicaram Daniel Vinicius Alberini Schrickte e Gustavo Viana Volpato como candidatos para concorrer em eventual procedimento de voto múltiplo ao conselho…


… Grupo afirmou que seu Conselho de Administração analisará o requerimento e verificará o cumprimento das exigências legais antes de decidir sobre a convocação da assembleia.


GRUPO MATEUS. Conselho de Administração aprovou a homologação do aumento de capital parcialmente subscrito, mediante a emissão das novas ações…


… Os acionistas controladores subscreveram, substancialmente, as novas ações, tendo realizado a subscrição de 55.211.906 papéis, pelo preço de emissão de R$ 6,37, totalizando o valor de cerca de R$ 351,7 milhões…


… Isto corresponde a 99,98% da totalidade das novas ações subscritas no âmbito do aumento de capital…


… Com a operação, capital social da companhia passou dos atuais R$ 8,528 bilhões, divididos em 2.248.469.834 de ações ordinárias, para R$ 8,88 bilhões, dividido sem 2.303.692.568 de ações ordinárias…


… As 19.488.250 de ações ordinárias não subscritas durante o período para exercício do direito de preferência foram canceladas e, portanto, não foram emitidas.


EMBRAER entregou 91 aeronaves no quarto trimestre de 2025, superando os volumes do terceiro trimestre do mesmo ano e do quarto trimestre de 2024, quando as entregas somaram 62 e 75 aeronaves, respectivamente.


SABESP anunciou ajuste no valor por ação referente ao pagamento de JCP, inicialmente divulgado em 19/12…


… Valor total permaneceu em R$ 1,798 bilhão, mas o valor por ação foi corrigido para R$ 2,5677, ante os R$ 2,6305 informados anteriormente; pagamento aos acionistas está previsto para 30 de abril…


… Alteração considera o aumento do capital social da companhia aprovado pelo Conselho de Administração e a exclusão das ações mantidas em tesouraria na data-base de 23 de dezembro.


ODONTOPREV. Bradseg, anteriormente acionista indireta da companhia, anunciou que passou a deter diretamente 53,54% do capital social da empresa…


… Alteração se deu após Bradseg receber, por meio de cisão parcial, todas as ações que estavam sob titularidade da Bradesco Gestão…


… Operação faz parte de uma reorganização societária interna do grupo Bradesco e envolveu a transferência de 292,2 milhões de ações ordinárias da Odontoprev.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,6% US tech +0,9% US semis +2,8% UEM +0,1% España +0,2% VIX 14,8% Bund 2,84% T-Note 4,16% Spread 2A-10A USA=+70pb B10A: ESP 3,27% PT 3,14% FRA 3,55% ITA 3,49% Euribor 12m 2,261% (fut.2,414%) USD 1,170 JPY 182,9 Ouro 4.445$ Brent 60,0$ WTI 56,2$ Bitcoin -0,7% (92.576$) Ether -0,8% (3.248$).


SESSÃO: O normal é que se descanse um pouco depois de apenas em 3 sessões de 2026 termos um acumulado de 1,5% em Nova Iorque, US tech +1,5%, Europa +2,4%... mas semicondutores nada menos que +8%. Recordemos que no dia 1 saiu à bolsa em HK uma empresa chinesa de semis chamada Biren que duplicou o seu preço de colocação na sua primeira sessão, o que animou proporcionalmente mais todos os semis desde o início do ano. Por isso e por certa tensão geoestratégica (Venezuela, Gronelândia, mas também China/Japão), hoje as bolsas deverão consolidar e lateralizar, à espera de novidades. As obrigações um pouco “pesadas”, tanto pelo risco por geoestratégia como pelo regresso das emissões, e o novo papel pesa um pouco. 


Ontem saíram inflações boas na Alemanha (+1,8% vs. +2,0/+2,1% esperado vs. +2,3% anterior) e França apenas +0,8%. Hoje teremos de Itália (10 h) provavelmente a repetir em +1,1% e, principalmente, do conjunto da UE, que se espera que retroceda até +2,0% desde +2,1%, mas que poderá ser inferior a isso depois de comprovar, ontem, o rápido relaxamento de preços na Alemanha. Também, mas nos EUA, teremos o Inquérito ADP de Emprego Privado (13:15 h; +47k vs. -32k) e os JOLTS ou Emprego Disponível (15 h; 7,70M vs. 7,67M), ambos como adiantamento dos dados oficiais de emprego americano que sairão na sexta-feira. E o ISM Serviços (15 h; 52,3 vs. 52,6).  


Às 7 h saíram Vendas a Retalho francamente boas na Alemanha, para os padrões alemães: +1,1% vs. +0,9% esperado vs. +2,1% anterior, mas foi revisto para melhor desde +0,9% preliminar. O único relativamente “mau” deste dado é que é de novembro, portanto é um pouco “antigo”. Mas é bom.


Fed: Miran (conselheiro cujo mandato ocorrido e forçado por Trump expirará a 31 de janeiro) afirmou que lhe parece razoável baixar -100 p.b. adicionais este ano (agora em 3,50/3,75%, após ter baixado em dezembro), mas Paulson (Fed Filadélfia) limitou-se a afirmar que “alguns modestos ajustes seriam apropriados mais à frente no ano”. A China insinua cortes no RRR ou coeficiente de caixa dos seus bancos para estimular o crédito… numa economia estancada, claro.


Geoestratégia: Venezuela em situação confusa, visto que não está nada claro que os EUA a controle como Trump afirma, visto que o regime (Delcy Rodríguez/Diosdado Cabello) consegue realizar manifestações a seu favor e não há libertação de presos políticos, algo que deve ser considerado como aspeto fundamental até se saber até que ponto há uma mudança de regime para a legalidade democrática. Abordagem agressiva de EUA/Trump sobre Gronelândia absolutamente mal concebida. Debate europeu sobre tropas de paz na Ucrânia, sabendo, como se sabe, que a Rússia não aceitará nenhum tipo de paz que não seja acompanhada da anexação de toda ou quase toda a Ucrânia, portanto, wishful thinking. E a China veta exportações para o Japão de tudo o que seja suscetível de uso militar/civil, como represália a uma abordagem prévia do Japão sobre Taiwan há uns dias que não lhe agradou.


CONCLUSÃO: Sessão tíbia e de assentamento das fortes subidas dos 3 dias de 2026, principalmente em semis (+8%), com Micron +20%, Applied Materials +15%, ASMI +21%, ASML +15%, Infineon +11%, Intel +8,5%, Samsung +18%, ON Semiconductor +14%, Hynix +14%... Como avisamos, o arranque do ano poderá ser forte, portanto ficar de fora seria imprudente. O FOMO continuará a impor-se enquanto os PIBs se expandam o suficiente, a inflação continua a ser baixa ou não problemática, as taxas de juros continuam baixas ou até baixem mais (nos EUA, não na UE) e os lucros empresariais avancem a duplo dígito, embora seja baixo. Hoje poderemos especular com bolsas +0,2%/-0,2% e obrigações a reduzirem um pouco as suas yields (-1/-2pb, em geral). 


FIM

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Jonas Federighi

 

O texto mostra que a ofensiva do ministro Jhonatan de Jesus (TCU) no caso Master começou a acender um alerta vermelho: analistas, técnicos e especialistas ouvidos sustentam que o TCU não tem competência para interferir — e muito menos tentar reverter — uma liquidação extrajudicial decidida pelo Banco Central, que é a autoridade reguladora do sistema financeiro. Mesmo o subprocurador-geral do MP junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado (que provocou a apuração), admite o limite: não existe “desliquidar” banco; no máximo, caberia avaliar se o Bacen seguiu rito técnico.

Para reforçar a tese, o artigo recupera um precedente relevante de 2019: decisão de Alexandre de Moraes suspendendo ordem do TCU que mirava a Receita Federal, com o argumento de que o tribunal não poderia exercer atividade “correicional” sobre fiscalizações. A analogia é direta: se o TCU não pode “corrigir” a Receita nesse nível, não poderia fazer o mesmo com a supervisão bancária do BC. Na Constituição, o foco do TCU são contas e controle externo, não a revisão de atos técnicos específicos de resolução bancária.

O ponto que agrava o quadro é a forma: inspeção “com máxima urgência”, reconstrução do itinerário decisório (2019–2025), e a sinalização de que pode barrar a venda de bens da massa liquidanda. Para André Rosilho (FGV-SP), isso vira pretexto para entrar no mérito da liquidação — algo fora da alçada do TCU. Para Cleveland Prates (FGV-SP), o risco é maior: cria-se risco sistêmico, porque mexe com a previsibilidade do mecanismo de resolução bancária e com a confiança dos depositantes e investidores.

Conclusão inevitável: esse movimento não é “técnico” no sentido neutro da palavra — é um empurrão institucional que pode contaminar a confiança no arcabouço regulatório. Se o país passa a flertar com a ideia de “ressuscitar” banco liquidado por via de pressão e canetada cruzada, a mensagem ao mercado é de insegurança jurídica — e isso encarece tudo, para todos.

Jonas Federighi

 

O artigo sustenta que a democracia liberal voltou a ser atacada por movimentos populistas que exploram frustrações sociais e canalizam ressentimento contra o capitalismo. O autor abre com a tese de Francis Fukuyama (Liberalism and its Discontents): as ameaças ao liberalismo vêm tanto da direita (mais imediata e política) quanto da esquerda (mais cultural e lenta), ambas impulsionadas por descontentamentos com distorções e “excessos” na aplicação de ideias liberais. A mensagem inicial é que o debate não é abstrato: existe uma ofensiva prática contra o capitalismo e suas instituições.

Na sequência, ele afirma que o “neossocialismo” estaria migrando do discurso para a captura institucional, usando como exemplo a eleição de Zohran Mamdani em Nova York como sinal de viabilidade eleitoral de um discurso hostil ao capitalismo no coração do consumo ocidental. A ideia é que, por vias legais e dentro das regras, esse movimento tentaria “dinamitar” por dentro os pilares da livre iniciativa e, com isso, corroer as franquias de liberdade política.

O texto amplia o foco para a geopolítica. Sustenta que a América Latina vive há décadas uma dinâmica de infiltração de agendas estatizantes e governos corruptos, num ambiente em que EUA e, mais recentemente, China competem por influência. Nesse quadro, o autor descreve o governo Trump (com Marco Rubio) como articulador de uma “Doutrina Monroe 2.0”, com três frentes: Canal do Panamá, apoio a Javier Milei e uma campanha na Venezuela associada ao combate ao narcotráfico e suas conexões com o regime — com efeito colateral no Brasil, pela discussão de segurança pública nas eleições de 2026.

A conclusão é um alerta: a maior ameaça ao capitalismo americano seria o “comunismo mercantilista e tecnológico” chinês, agravado por instabilidade russa e tensões no Oriente Médio, deixando o Brasil exposto a choques externos e disputas de influência. O autor fecha com uma aposta: o que restar da democracia dependerá, em grande medida, da confiabilidade do sistema de Justiça — se justo e previsível, há rumo democrático; se capturado e desconfiável, o país entra em “mar vermelho”, com instituições sequestradas por burocracias e interesses que substituem prosperidade por desmando.

Call Matinal 0601

 Call Matinal

06/01/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

Pensatas: EDITORIAL OESP | O melancólico fim da gestão Haddad – “Haddad não teve a capacidade de ser, no terceiro mandato presidencial de Lula, o que Antonio Palocci foi no primeiro. É certo que Haddad e Palocci são igualmente petistas, mas Palocci, ainda na campanha que Lula venceria, conseguiu convencer o chefe a firmar o compromisso de que preservaria o superávit fiscal – que, junto com o câmbio flutuante e as metas de inflação, compunha o tripé macroeconômico herdado do governo de Fernando Henrique Cardoso”. 

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0501)

MERCADOS E AGENDA

No mercado brasileiro de segunda-feira (05), Ibovespa fechou em alta de 0,83%, a 161.869 pts. Já no mercado cambial, o dólar operou em queda de 0,34%, a R$ 5,40.

.

PRINCIPAIS MERCADOS

Os futuros dos EUA operam em baixa nesta terça-feira (06), após forte alta na sessão anterior. Na segunda-feira, o Dow Jones registrou novo recorde de fechamento, subindo quase 600 pontos (1,2%), enquanto S&P 500 avançou 0,6% e Nasdaq teve alta de 0,7%. Investidores ignoraram preocupações geopolíticas com a Venezuela e focaram no potencial de crescimento econômico americano.

 

 

MERCADOS 5h30

EUA

 

 

Dow Jones Futuro: -0,15%

S&P 500 Futuro: -0,11%

Nasdaq Futuro: -0,10%

Ásia-Pacífico

 

 

Shanghai SE (China), +1,50%

Nikkei (Japão): +1,32%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,38%

Nifty 50 (Índia): -0,31%

ASX 200 (Austrália): -0,52%

Europa

 

 

STOXX 600: +0,23%

DAX (Alemanha): -0,10%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,57%

CAC 40 (França): -0,25%

FTSE MIB (Itália): +0,51%

Commodities

 

 

Petróleo WTI, -0,72%, a US$ 57,90 o barril

Petróleo Brent, -0,63%, a US$ 61,37 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,69%, a 801,00 iuanes (US$ 114,61)

 

NO DIA, 0601

Seguimos monitorando esta transição desastrada de Donald Trump, ao permitir que os grupos ligados ao bolivarianismo se mantenham no poder. Temos argumentado que não adianta fazer uma intervenção “meia boca” na Venezuela, achando que Delcy Rodriguez irá colaborar com os EUA. Não acreditamos nesta ingênua tese. Se houve intervenção à tirania de Maduro, que fosse completa, expurgando membros corruptos do Exercito, do Judiciário, grupos ligados ao bolivarianismo. Só uma cabeça? Não resolve. No Brasil, o celular de Daniel Vorcaro continua como foco de preocupação do “grand monde” de Brasília. Membros do TCU agora querem neutralizar a acertada e técnica intervenção do BCB no Banco Master, até mesmo colocando em questão sua liquidação extrajudicial. São tantos escândalos que, literalmente, os atores do TCU, e de outras instituições, se revelam nesta situação. O fato é que a corrupção está espraiada por todos os cantos de Brasília. Difícil, impossível, negar isso.

 

PMI Composto na Europa (Dezembro)

 

▪️ Itália: PMI composto cai para 50,3 pontos após 53,8 no mês anterior; Serviços ficou com 51,5 pontos

 

▪️ França: PMI Composto recua para 50 pontos após 50,4 em novembro, levemente abaixo do consenso; Serviços marca 50,1 pontos

 

▪️ Alemanha: PMI Composto cai para 51,3 pontos, após 52,4, pouco abaixo do consenso de 51,5 pontos; Serviços termina com queda para 52,7 pontos

 

▪️ Zona do Euro: PMI composto cai para 51,5 pontos após 52,8 e consenso de 51,9; Serviços cai para 52,4 de 53,6 pontos

 

▪️ Reino Unido: PMI Composto sobe levemente para 51,4 pontos após 51,2, mas abaixo do consenso de 52,1. Serviços sobe para 51,4 após 51,3 pontos

 

Agenda Macroeconômica Brasil

 

 

 

Terça-feira, 06 de Janeiro 

05:55 - EUR - PMI do Setor de Serviços - Alemanha

05:55 - EUR - PMI Composto - Alemanha

06:00 - BRL - IPC-Fipe

06:00 - EUR - PMI do Setor de Serviços

06:00 - EUR - PMI Composto S&P Global

06:00 - EUR - IPC

06:30 - GBP - PMI Composto

06:30 - GBP - PMI do Setor de Serviços

10:00 - EUR - IPC - Alemanha

10:00 - BRL - PMI de do Setor de Serviços S&P Global

10:00 - BRL - PMI Composto S&P Global

11:45 - USD - PMI do Setor de Serviços

11:45 - USD - PMI Composto S&P Global

18:30 - USD - Estoques de Petróleo Bruto Semanal API

21:30 - JPY - PMI do Setor de Serviços

21:30 - JPY - Manufacturing & Services PMI

 

 

 

 

 

 

 

Boa terça-feira para todos! Feliz 2026 !

Anderson Nunes

 CONFLITO TCU-BC - MC 06/01/26

Por Anderson Nunes - Analista Político.

A investida do TCU sobre o Banco Central eleva a percepção de risco institucional no Brasil enquanto Trump consolida o controle sobre o petróleo venezuelano.

CRISE DE COMPETÊNCIA NO BRASIL

A decisão do tribunal de inspecionar com urgência a liquidação do Banco Master gera forte reação do setor financeiro por extrapolar limites jurídicos. A medida compromete a previsibilidade regulatória e sinaliza uma interferência perigosa na independência técnica da autoridade monetária nacional.

TRUMP ASSUME AS RÉDEAS DA VENEZUELA

O presidente americano descartou eleições imediatas e colocou o setor de petróleo sob supervisão direta de Washington para favorecer indústrias dos Estados Unidos. O movimento provocou euforia em Wall Street mas acendeu o alerta sobre a oferta global de óleo e possíveis barreiras comerciais ao Brasil.

O JULGAMENTO EM NOVA YORK

Maduro declarou inocência em audiência nos Estados Unidos e se classificou como prisioneiro de guerra do governo norte-americano. Uma eventual delação premiada do ex-líder gera temor entre políticos latino-americanos por ameaçar expor financiamentos ilegais do passado.

REAÇÃO INTERNACIONAL E SOBERANIA

O Brasil criticou a ação militar norte-americana na ONU por considerar que a captura fere a ordem global e a soberania nacional. Os Estados Unidos descartam a ocupação da Venezuela enquanto a China manifesta choque com a operação militar.

CUSTO DE VIDA EM SÃO PAULO

As tarifas de transporte público na capital paulista sobem hoje para R$ 5,30 nos ônibus e R$ 5,40 nos trilhos.

RADAR CORPORATIVO

1. Amazon lançou a versão web do chatbot Alexa+ para competir diretamente com o ChatGPT e o Gemini. A ferramenta está disponível inicialmente para um grupo seleto de usuários em inglês.
2. PicPay protocolou pedido de IPO nos Estados Unidos com expectativa de captar 500 milhões de dólares para expandir suas operações globais.
3. Prio registrou aumento de 12,2% na produção de óleo em dezembro, reforçando a eficiência operacional da companhia no setor de energia.
4. Samsung planeja integrar inteligência artificial em 800 milhões de dispositivos até o final de 2026. A estratégia foca na liderança tecnológica do mercado global de hardware.
5. Localiza aprovou aumento de capital de 2 bilhões de reais mediante bonificação de ações para fortalecer sua estrutura financeira e liquidez.
6. Multiplan vendeu 10% de sua participação no BH Shopping por 285 milhões de reais para otimizar o portfólio de ativos do grupo.
7. Totvs concluiu a aquisição da TBDC por 80 milhões de reais visando ampliar sua oferta de serviços e soluções tecnológicas especializadas.
8. JHSF e Equatorial realizaram ajustes em seus capitais e proventos, refletindo movimentações estratégicas de tesouraria e exercício de opções.
9. Copel atraiu investimento da GQG Partners, que atingiu fatia de 2,37% na empresa e sinaliza o interesse estrangeiro no setor elétrico.

🏦@alexeconomia

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: TCU eleva pressão sobre BC*


A inspeção determinada no BC pelo TCU para investigar o Master levanta questionamentos sobre limites de atuação


… Agenda morna de hoje conta com o PMI composto de dezembro nos Estados Unidos e na Europa, além da balança comercial por aqui (15h), com coletiva de Alckmin na sequência. Depois de uma espécie de rali patriótico das petrolíferas com a operação de Trump na Venezuela, a tendência é de acomodação nos negócios, com a volatilidade absorvida e as chances aparentemente esvaziadas de uma escalada no conflito militar. A crise de Maduro continuará no radar, mas tende a ser operada daqui para frente em stand by. No cenário doméstico, a novela do Master volta com novos capítulos, depois de o ministro Jhonatan de Jesus ter autorizado o TCU a fará inspeções com “máxima urgência” nas dependências do BC para apurar todos os passos dados no âmbito do processo de liquidação do banco.


CADA UM NO SEU QUADRADO – A inspeção determinada pode ocorrer esta semana, segundo fontes do Broadcast, e levanta questionamentos sobre os limites de atuação do TCU, com críticas de que estaria extrapolando competência.


… O TCU quer ter acesso à íntegra do processo, para avaliar se a autarquia se precipitou ao determinar a liquidação.


… Em reação, o setor financeiro assinou nota conjunta ontem, defendendo a atuação do BC, reiterando a “plena confiança” nas decisões técnicas e reforçando a importância de preservar a independência da autarquia.


… Entre as 11 entidades signatárias do documento de apoio ao BC, estão representantes de bancos, fintechs e cooperativas de crédito, como a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), a Febraban e a Zetta.


… Auditores do BC observam que a inspeção é incomum e amplia a insegurança jurídica, na medida em que “adentra em matéria de mérito regulatório e de aspecto correicional, atípica de tratamento por órgãos dessa natureza”.


… “Ao tratar o regulador como foco de apurações, cria-se precedente que fragiliza a supervisão bancária, compromete a previsibilidade regulatória e afeta a confiança no sistema financeiro”, diz a associação de auditores.


… Ao Estadão, especialistas e técnicos do próprio TCU defendem que o tribunal não poderia interferir na liquidação determinada pelo Banco Central e muito menos agir para tentar reverter a decisão da autoridade monetária.


… Mesmo o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, que provocou o Tribunal  a investigar se houve falha ou negligência do BC, lembra da linha divisória de competência que não deve ser cruzada.


… “Não é possível ‘desliquidar’ o Master. Apenas verificar se o Bacen agiu corretamente”, esclareceu.


… Também o coordenador do Observatório do TCU da FGV-SP, André Rosilho, concorda que entrar no mérito da liquidação do banco é um assunto que está fora do horizonte de atuação específica do controle de contas.


… Para o ex-conselheiro do Cade e professor da FGV-SP Cleveland Prates, a ofensiva do ministro do TCU extrapola as competências do tribunal e representa um risco sistêmico para todo o sistema financeiro do País.


… De seu lado, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, disse que “não paira qualquer dúvida” sobre a competência da Corte em fiscalizar o BC, sem prejuízo da autonomia técnica e decisória do Banco Central.


… O temor no mercado é de que o TCU abra brecha para Vorcaro reverter a liquidação ou ser indenizado pelo caso.


REI MORTO, REI POSTO – Em entrevista à NBC News na noite de ontem, Trump descartou eleições na Venezuela durante os próximos 30 dias, alegando que o país precisa antes ser “consertado” durante a transição de poder.


… Ele destacou que um grupo de autoridades americanas, incluindo Rubio e JD Vance, irá supervisionar o envolvimento dos Estados Unidos na Venezuela e, indagado quem estaria no comando final, respondeu: “Eu”.


… Trump disse que a presidente interina, Delcy Rodríguez, formalmente empossada ontem, está cooperando, depois de os Estados Unidos terem ameaçado com um novo ataque, caso Caracas não aceite as exigências americanas.


… Trump ordena a abertura do mercado de petróleo venezuelano às indústrias americanas, o que fez a festa das petrolíferas ontem em NY, enquanto o barril da commodity subiu com a tensão geopolítica em primeiro plano.


… Mas o temor de oferta global saturada logo deve voltar a influenciar o petróleo, aliviando os preços.


… Para o Brasil, particularmente, especialistas no Valor dizem que o tarifaço é um ponto de alerta na reação à Venezuela. Cálculos do MDIC apontam que 22% dos produtos brasileiros exportados seguem com a cobrança de 50%.


… Na solenidade que o Planalto prepara para quinta-feira em defesa da democracia, três anos após os ataques de 8 de janeiro, o governo pode ampliar a pauta para soberania, após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela.


… Ainda no evento, Lula planeja anunciar o veto ao projeto da dosimetria, que reduz a pena de Bolsonaro e outros condenados na trama golpista. Aliados do governo, porém, têm aconselhado o presidente a vetar em outro data.


… Eles temem que, ao oficializar a decisão do veto justamente no 8 de janeiro, Lula provocará ainda mais ruído com o Congresso, acirrando a relação turbulenta. Alcolumbre e Motta ainda não confirmaram presença na cerimônia.


MAIS AGENDA – O aumento das exportações do setor agropecuário e da indústria extrativa deve elevar o superávit da balança comercial brasileira (15h) a US$ 7,1 bi em dezembro, após saldo positivo de US$ 5,842 bi em novembro.


… O intervalo das projeções em pesquisa Broadcast varia de US$ 5,0 bilhões a US$ 8,0 bilhões. Para o acumulado de 2025, a mediana aponta superávit de US$ 65,0 bilhões, abaixo do registrado em 2024 (US$ 74,6 bilhões).


… Os dados serão comentados por Alckmin na abertura da entrevista coletiva, às 15h15.


… À primeira hora do dia (5h), sai a inflação paulistana do IPC-Fipe, que deve acelerar para 0,35% em dezembro, após alta de 0,20% em novembro. O indicador deve encerrar 2025 em 3,87%, abaixo da alta de 4,68% em 2024.


LÁ FORA – A leitura final de dezembro do PMI/S&P Global composto sai hoje na Alemanha (5h55), zona do euro (6h), Reino Unido (6h30) e nos Estados Unidos (11h45). O Fed boy Tom Barkin fala sobre previsões econômicas às 10h.


… O investidor acompanha as novidades da Consumer Electronic Show (CES), maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas, com expectativa para o lançamento pela Intel do Panther Lake, novo chip de IA para laptops.


SOBROU – A invasão americana repercutiu em Petrobras ON (-1,67%, a R$ 31,76) e PN (-1,66%, a R$ 30,20). Segundo o Painel S/A, da Folha, a Venezuela deverá ser pauta da próxima reunião do Conselho de Administração, no dia 16.


… Nos bastidores da estatal, a preocupação é de que a queda no preço do petróleo e um eventual aumento da competição no futuro com o óleo da Venezuela levem a companhia a ter que revisar seu plano de investimentos.


… Apesar dos impactos da crise venezuelana sentidos pelos papéis da Petrobras, o Ibovespa seguiu os índices em Nova York e subiu 0,83%, para 161.869,76 pontos, com bom volume de negócios, de R$ 22,5 bilhões.


… Vale ON (+1,02%, a R$ 73,12) e os grandes bancos garantiram o sinal positivo. Bradesco PN disparou 4,23% (R$ 18,97), seguido por Itaú PN (+1,46%, a R$ 39,72); BB ON (+0,92%, a R$ 21,88) e Santander Unit (+1,04%, a R$ 33,94).


… O setor de construção concentrou os maiores ganhos do índice com MRV ON (+6,09%, a R$ 8,19), seguida de Cyrela ON (+5,47%, a R$ 25,27) e Direcional ON (+5,14%; R$ 14,33).


… Brava ON (-5,76%, a R$ 15,71) também operou descolada da alta do petróleo e figurou entre as maiores baixas do dia, junto com as varejistas de roupas C&A ON (-15,71%, a R$ 10,46) e Lojas Renner ON (-2,99%, a R$ 12,98).


… O dólar teve um pico de alta pela manhã, quando testou os R$ 5,45, mas logo o apetite por risco nos mercados globais falou mais alto, com a moeda registrando o 3º dia seguido de baixa (-0,37%), a R$ 5,4055.


… Lá fora, o índice DXY recuou 0,16%, para 98,271 pontos. O euro subiu 0,07%, a US$ 1,1727. A libra ganhou 0,62%, para US$ 1,3544. E o dólar se enfraqueceu também frente ao iene (-0,30%, a 156,38 ienes/US$).


… O movimento nos juros futuros foi similar ao do câmbio, com as taxas em alta moderada pela manhã e zerando os prêmios à tarde, em uma sessão de agenda esvaziada, com investidores à espera do IPCA fechado de 2025, na 6ªF.


… O primeiro boletim Focus de 2026 mostrou poucas variações em relação à semana passada. A projeção do IPCA/25 caiu de 4,32% para 4,31%, enquanto o IPCA/26 subiu de 4,05% para 4,06%.


… No fechamento, o DI para janeiro de 207 marcava 13,700% (de 13,699% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,015% (13,053%); Jan/31 a 13,335% (13,322%); e Jan/33 a 13,485% (13,435%).


LEVOU O TIRO – O petróleo sentiu os efeitos da ofensiva americana à Venezuela, embora analistas sejam unânimes em apontar que a tendência da commodity é de baixa a longo prazo.


… Investidores também repercutiram a decisão de domingo da Opep+, de manter o atual ritmo de produção durante 1º trimestre, na tentativa de conter o excesso na oferta global.


… O WTI avançou 1,74% na Nymex, para US$ 58,32 o barril. E o Brent para março subiu 1,66% na ICE, a US$ 61,76 o barril.


… A Capital Economics acredita que as implicações econômicas e financeiras do ataque a Caracas, no curto prazo, são mínimas.


… Apesar do desejo de Trump de que as petroleiras americanas invistam na Venezuela, o preço baixo do petróleo e a incerteza política podem frustrar os esforços de explorar o potencial energético do país, avalia a consultoria.


QUEM VAI FATURAR – Wall Street deixou as implicações geopolíticas da atitude de Trump em segundo plano e tratou de olhar o ataque à Venezuela como uma oportunidade de negócios para as empresas americanas.


… O Dow Jones subiu 1,23% (48.977,18 pontos); o S&P 500 ganhou 0,64% (6.902,05) e o Nasdaq registrou alta de 0,69% (23.395,82).


… Nesse cenário, as companhias ligadas à infraestrutura e extração de petróleo seriam as grandes beneficiadas. Não à toa, Halliburton disparou 7,84%, junto com Chevron (+5,10%), que já tem autorização para operar no país.


… Segundo a Bloomberg, o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, planeja conversar nesta semana com executivos da indústria sobre a revitalização do setor na Venezuela.


… O setor de defesa também brilhou, de olho na possibilidade de novas ofensivas de Trump: Lockheed Martin avançou 2,92%, Northrop Grumman teve alta de 4,38% e Leidos Holdings disparou 6,55%.


… Os grandes bancos americanos também fizeram bonito: Citi (+3,88%); Goldman Sachs (+3,73%); Morgan Stanley (+2,55%); e Bank of America (+1,68%).


… Na agenda de indicadores do dia, o PMI industrial medido pelo ISM caiu pelo terceiro mês seguido, para 47,9 pontos em dezembro, de 48,2 em novembro, menor nível desde outubro de 2024. A previsão era de alta para 48,3.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PICPAY informou que protocolou pedido para oferta pública inicial (IPO) de suas ações ordinárias Classe A junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC)…


… Número de ações a serem oferecidas e a faixa de preço da oferta ainda não foram definidos; oferta está sujeita às condições de mercado, bem como à conclusão do processo de análise da SEC…


… Circularam informações de fontes na imprensa de que a operação pode levantar US$ 500 milhões.


PRIO produziu uma média de 155,8 mil barris de óleo equivalente por dia no mês de dezembro; total ficou 12,2% acima da média de produção no mês de novembro, segundo dados preliminares.


LOCALIZA anunciou o aumento de capital social no valor de R$ 2,065 bilhões, por meio da capitalização de parte da reserva de lucros estatutária, conforme aprovado em assembleia realizada em 29 de dezembro…


… Com a operação, o capital social da companhia passou de R$ 17,9 bilhões para R$ 19,97 bilhões…


… Foram emitidas 41,6 milhões de ações preferenciais, que serão distribuídas aos acionistas como bonificação, na proporção de 0,03846 ação PN para cada ação ordinária…


… Data de corte para ter direito à bonificação foi 29/12; frações poderão ser ajustadas até 5/2 e, após este prazo, serão agrupadas e vendidas em leilão na B3, com valores repassados proporcionalmente a acionistas…


… Adicionalmente, a companhia informou que a Capital Research Global Investors (CRGI) passou a administrar participação equivalente a 3.658.438 de ações preferenciais da Localiza…


… Isto representa 8,79% do total de papéis preferenciais de emissão da companhia; CRGI informou ainda que administra também um total de 95.151.584 de ações ordinárias, representando 8,79% do total.


MULTIPLAN assinou memorando de entendimentos (MOU) para a venda de 10% de participação no BH Shopping ao preço de R$ 285 milhões.


JHSF anunciou o aumento de capital social de R$ 13,1 milhões, decorrente do exercício de opções de compra de ações previsto no plano de opção da companhia…


… Com a operação, capital social passará de R$ 1,88 bilhão para R$ 1,89 bilhão, mediante a emissão de 2.433.352 de ações ordinárias…


… Preços de emissão variaram entre R$ 4,32 e R$ 7,68 por ação, conforme os diferentes programas do plano.


EQUATORIAL anunciou ajuste no valor por ação referente à distribuição de JCP, com base no lucro líquido apurado até 30 de setembro de 2025…


… Montante total de R$ 167,7 milhões permanece inalterado, mas valor unitário passará de R$ 0,13328049985 para R$ 0,13329262950, em razão do aumento do número de ações em tesouraria.


COPEL. GQG Partners atingiu participação de 2,37% do total de papéis de emissão, passando a deter 70.577.424 de ações ordinárias; conforme dados mais recentes, gestora não detinha participação relevante anterior na empresa.


TOTVS informou que a sua subsidiária Soluções em Software e Serviços TTS concluiu a aquisição da totalidade do capital social da TBDC pelo valor total de R$ 80 milhões.

Leitura de sábado

 *Leitura de Sábado: Privatizações e gestões pró-mercado impulsionam estatais estaduais em 2025* Por Camila Vech São Paulo, 07/01/2026 - O a...