quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

André Marsiglia

 Mais um baita artigo do Marsiglia, não por acaso, um dos fundadores da Associação Lexum. 👏👊


Para eliminar o bolsonarismo, o STF estragou nossa democracia.

Por André Marsiglia (Poder 360)


“STF que pune golpe dá o golpe. Quem não esteve em Nárnia na última semana viu uma peça frágil da PGR denunciar 34 pessoas, tendo Bolsonaro por chefe do grupo e todos os demais por mandantes de um golpe que teria entre seus executores os pipoqueiros, os vendedores de algodão doce e as velhinhas com reumatismo que estiveram na Praça dos Três Poderes no 8 de Janeiro de 2023. 


O Estado, segundo nossas autoridades, seria abolido violentamente por essas pessoas, incitadas pelo uso de redes sociais dos denunciados. Quem não é biruta sabe muito bem que a chance de aquelas pessoas tomarem o Estado era zero; sabe também que os réus do dia 8 estão sendo tratados como criminosos apenas para justificar que Bolsonaro seja condenado e excluído da vida pública.


Se houve intenção golpista, ela não saiu do terreno da cogitação, não foi iniciada e, portanto, não poderia ser punida. Sabendo desse empecilho legal, o ministro Gilmar Mendes, em entrevista ao Estadão, no domingo (23.fev.2025), já deu a letra de que tentativa de golpe é também “causar tumulto” ou “chegar próximo” de um golpe. Algo que não existe em nenhuma legislação, senão na cachola criativa de Mendes.


Todos sabemos que a condenação virá, querendo ou não a lei. Como dizia Nelson Rodrigues, “se minha teoria contraria os fatos, pior para os fatos”. Neste caso, pior para nós, que temos um STF que governa o país como uma criança obcecada governa seus brinquedos e, invariavelmente, os quebra.


O STF deseja excluir do tabuleiro político o bolsonarismo e toda a direita que não lhe beija a mão. E chama isso de democracia. Quem discorda está fora da política –ou dentro de inquéritos. Diz que, assim, impede interferências de antidemocráticos nas eleições. Por óbvio, ignora sua própria interferência. Democracia não é ausência de bolsonarismo, democracia não é o que o STF quer, democracia e justiça não se fazem com resultados, mas com um percurso democrático e justo. (…)


Uma Corte que esfacela os valores que temos e atropela o texto constitucional para impor na força bruta sua vontade deixará marcas que não nos permitirão mais encontrar o caminho de saída do labirinto em que o próprio STF colocou nossa democracia.”


Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/opiniao/para-eliminar-o-bolsonarismo-o-stf-estragou-nossa-democracia/)

Reflexões aleatórias Buzzatto

 REFLEXÕES ALEATÓRIAS


Lendo algumas postagens de amigos aqui no Facebook, me veio uma reflexão que vou registrar já, antes que se esfume. É o seguinte: participar de mídias sociais pode ser comparado à forma como nos alimentamos. Existe uma graduação grande entre os dois extremos, mas a coisa toda pode ser resumida a curtir uma boa refeição em companhia de amigos, num extremo da escala, e se manter às custas de fast food no outro extremo.


Num caso você se senta à mesa, rodeado de pessoas que você curte e admira, troca idéias, aprecia o prato no ritmo certo, acompanhado de um bom vinho, também se informa das últimas notícias e ouve com respeito a opinião do outro, e ao final sai com uma sensação agradável de ter usado seu tempo da melhor forma possível.


No outro caso, você come de pé, sozinho, às pressas, mal prestando atenção ao que ingere, ao mesmo tempo que folheia o Instagram, curte aqui e ali, digita rapidamente algum comentário, faz uma selfie (não esqueça do biquinho!), depois joga os restos no cesto de lixo mais próximo e mergulha de volta no turbilhão do dia-a-dia.


Em qual você se enquadra?

Bankinter Portugal Matinal 2702

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: ONTEM foi um dia confuso, mas terminou bem, apesar de Trump ter voltado a referir os impostos alfandegários sobre Canadá, México e UE. Ele domina o relato, embora este seja desordenado e surreal, ao sabor de um impulso pessoal. E esse relato faz com que o mercado se mova numa outra direção, de acordo com a sua última ameaça. No final, os semis/SOX bastante bons ontem (+2,1%), embora os restantes índices enfraquecessem enquanto Trump voltou ao assunto dos impostos alfandegários sobre a Europa. Inclusive, surpreendentemente, subiu +3,7% mesmo antes de publicar resultados, embora depois tenha caído -1,5% em aftermarket, porque o seu guidance de Margem Bruta 1T’25 dececionou um pouco, apesar dos restantes resultados e guidances terem sido bons. Isto é, cumpre-se o padrão de Nvidia: enfraquece ao publicar, porque para o mercado nunca é suficiente, mas recupera de seguida. O guidance 2025 de Salesforce dececionou, caindo -5,5% em aftermarket, apesar de bons resultados.


HOJE sai alguma macro, mas influenciará pouco: às 08 h, inflação de Espanha (+3% vs. +2,9%); às 08:55 h, Desemprego na Alemanha (repetir 6,2%); às 09 h, Indicadores de Sentimento da UE talvez a melhorar um pouco; e às 13:30 h, Perdidos de Bens Duráveis (+2% vs. -2,2%) e PIB 4T’24 revisto (+2,3%) nos EUA. E influenciará pouco por dois motivos: 


(i) A geoestratégia irá desviar a atenção, sem poder saber de antemão se será bom ou mau. Reunião entre Rússia (Lavrov, Exteriores) e EUA (“diplomáticos”) em Istambul para avançar com um suposto cessar-fogo na Ucrânia, que supervisionariam tropas europeias, embora a Europa esteja excluída das conversações. E amanhã, Zelensky em Washington para assinar o acordo de exploração conjunta com os EUA sobre minerais, mas sem garantias por parte dos EUA sobre nada. Trump insiste que a Ucrânia deve pagar os 350.000M$ que afirma ter entregado aos EUA, embora o Congresso só tenha aprovado 175.000M$ desde o início da invasão. Toda esta nova “geoestratégia de bazar” é o que está a reduzir o prémio de risco geoestratégico percebido (não necessariamente o real) e a permitir que as bolsas europeias avancem (+1% esta semana; +12,9% YTD).


(ii) Digestão dos resultados de Nvidia e Salesforce durante a tarde em Wall St, de certeza com ligeiros retrocessos em tech, mas também porque o importante é amanhã: inflação alemã a repetir em +2,3% e Deflator Consumo PCE americano a suavizar-se um pouco (+2,5% vs. +2,6%; Subjacente +2,6% vs. +2,8%). Esses dados poderão permitir que a semana termine com um tom um pouco melhor, após retroceder hoje, sem violência, principalmente durante a tarde americana.


CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: A ansiedade sobre os impostos alfandegários e a digestão de Nvidia condicionarão a sessão em baixa (-0,2%/-0,5%?), mas as yields das obrigações estão baixas e isso proporcionam algum apoio às bolsas, apesar do caos alfandegário e geoestratégia de bazar. Alguns conselheiros da Fed começam a aludir, inclusive, a hipotéticas subidas (não descidas) de taxas de juros, o que deverá debilitar Wall St. antes ou depois, se a nova abordagem se consolidar. Amanhã certamente com melhor tom, com as inflações da Alemanha e dos EUA. Provavelmente, a semana terminará plana para Nova Iorque e um pouco em alta para as bolsas europeias. 


S&P500 0% Nq-100 +0,2% SOX +2,1% ES-50 +1,5% IBEX +1,6% VIX 19,1 Bund 2,42% T-Note 4,27% Spread 2A-10A USA=+18pb B10A: ESP 3,10% PT 2,92% FRA 3,14% ITA 3,49% Euribor 12m 2,400% (fut.2,181%) USD 1,0474 JPY 156,4 Ouro 2.898$ Brent 72,7$ WTI 68,8$ Bitcoin -2,7% (86.373$) Ether -5,6% (2.355$).


FIM

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

No lado correto da história.

 Obrigado 

https://www.gazetadopovo.com.br/republica/e-irreversivel-5-pontos-para-entender-o-desabamento-da-popularidade-de-lula/?comp=app-ios

News 2602

 -NEWS-


Orçamento 2025 deve ser votado na 2ª quinzena de março / Nova composição da Comissão Mista de Orçamento só deve ser definida depois que proposta for aprovada- Valor 26/2


Caetano Tonet / Gabriela Guido / Marcelo Ribeiro / Murillo Camarotto


A votação do Orçamento deste ano deve ficar apenas para a semana do dia 17 de março, prevê o relator do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2025, senador Angelo Coronel (PSD-BA). A proposta está em compasso de espera até hoje, em meio ao imbróglio das emendas parlamentares - o Congresso não votou o Orçamento no ano passado, como o esperado.


O deputado Júlio Arcoverde (PP-PI), presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que analisa a proposta orçamentária, chegou até a marcar a próxima sessão do colegiado para o dia 11, mas Coronel não acredita que haja tempo hábil para votação. O relator entende que o prazo é apertado, porque pontos do texto ainda precisam ser ajustados.


“Acho muito difícil acontecer no dia 11. Dia 11 nós devemos conversar com os líderes, começar a ajustar alguns pontos e o mais provável é que venha a ser votado na semana seguinte”, afirmou Coronel.


O relator do Orçamento de 2025 também disse ao Valor que já conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e ele agendou para as votações da proposta na comissão e no plenário para a semana do dia 17 de março.


Coronel ainda aguarda uma movimentação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a inclusão dos recursos referentes à ampliação do auxílio-gás no Orçamento deste ano. Ele tem reclamado da falta de interlocução com a equipe econômica do Executivo.


Após queixar-se, no início do mês, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou ao Valor que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, receberia Coronel em breve. O encontro, no entanto, ainda não aconteceu. Procurado, o ministério da Fazenda não retornou.


Somente depois que o Congresso resolver a questão do Orçamento deste ano é que deverá ser definida a nova composição da CMO, responsável por discutir e votar, até dezembro, a proposta orçamentária de 2026. A instalação do novo colegiado, com deputados e senadores, está prevista para abril.


A indefinição sobre a nova comissão segue sendo marcada por uma disputa entre MDB e União Brasil pela relatoria do Orçamento do ano que vem, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem afirmado a aliados que espera que a reforma ministerial ajude a destravar o impasse entre os partidos.


Antes mesmo de Motta ser eleito, lideranças do MDB e do União já indicavam que disputariam até o último momento a relatoria. Ambas as legendas afirmam que receberam sinalizações de Motta de que ficariam com o posto e demonstram resistência em ceder.


De um lado, emedebistas alegam que entraram na base da candidatura de Motta muito antes do União, o que já motivaria a escalação de um nome da sigla para a função.


O líder do partido na Câmara, Isnaldo Bulhões (MDB-AL), chegou a se colocar na disputa interna, mas logo desistiu para apoiar Motta, um de seus principais aliados na Casa. O deputado Elmar Nascimento (União-BA), por sua vez, desistiu da postulação semanas depois, apenas quando viu que suas pretensões estavam praticamente inviabilizadas já que o deputado do Republicanos havia conquistado o apoio da maioria das legendas.


O argumento dos emedebistas é rebatido por lideranças do União, que apontam que são a terceira maior bancada da Casa e que a distribuição que os beneficiaria foi acordada ainda durante a gestão do ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).


A aliados, o alagoano tem confirmado que acordou com lideranças que a relatoria do Orçamento de 2026 ficaria com o União, enquanto a presidência da CMO no ano que vem ficaria com um deputado do PSD. Outro compromisso que teria sido feito por Lira é que o MDB e o União ficariam com o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2025 e 2026, respectivamente.


Em função desse acordo com Lira, parlamentares do União têm destacado, nos bastidores, que Motta terá problemas caso não faça valer o compromisso selado pelo antecessor.


O impasse em torno da relatoria do Orçamento implica diretamente na distribuição das comissões, já que o posto está relacionado ao comando do principal colegiado da Câmara. A expectativa é que se o MDB ficasse com a relatoria, o União ficaria com a presidência da CCJ ou vice-versa.


A interlocutores, Motta tem reconhecido que o entrave já leva semanas e não tem tido avanços. Ele avalia que uma eventual escalação de Isnaldo para a Secretaria de Relações Institucionais no lugar de Alexandre Padilha (PT), durante a reforma ministerial, poderia acabar com a disputa.


 


Despesas ‘zumbis’ pressionam arcabouço / Mobilização do Congresso para dar vida a emendas canceladas ocorre às vésperas da audiência de conciliação no STF em torno das emendas cujo pagamento foi bloqueado pelo ministro Flávio Dino- Valor 26/2


Lu Aiko Otta


Avança rápido o projeto de lei complementar que “ressuscita” R$ 15,7 bilhões em despesas que não foram executadas nos anos em que estavam autorizadas no Orçamento, e por isso são chamadas de “restos a pagar”. A Câmara decidiu ontem apreciar a proposta, aprovada na semana passada no Senado, em regime de urgência.


O embaraço que isso pode trazer ao Orçamento de 2025 é moderado, avaliam técnicos da área orçamentária.


A mensagem política, porém, é muito ruim do ponto de vista das contas públicas e do ambiente macroeconômico. “Se o Congresso aprovar essa irresponsabilidade, podemos assistir a uma forte subida do dólar”, disse à coluna o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. Não há margem, dentro dos limites do arcabouço fiscal, para acomodar mais esse conjunto de despesas, explicou.


A aprovação da proposta, que abarca restos a pagar de 2019 para cá e os prorroga até o final de 2026, também levantou preocupações na equipe econômica do governo, que foi pega de surpresa com a votação no Senado. “Complicado”, reagiu um integrante.


A votação mostrou, porém, que nem a bancada governista está disposta a contribuir com o ajuste fiscal. “Esse assunto não existe por aqui”, afirmou um técnico da área de orçamento que atua no Congresso.


Hoje já há dificuldades para acomodar no Orçamento despesas que não estão totalmente contempladas nele. A Instituição Fiscal Independente (IFI) estima haver R$ 20,8 bilhões em gastos que estão fora da peça orçamentária: R$ 12,5 bilhões do programa Pé-de-Meia e R$ 8 bilhões do Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF), criado na reforma tributária. Além disso, aponta, faltam recursos para o Auxílio-Gás e as despesas da Previdência estão subestimadas em R$ 31 bilhões.


As despesas “zumbis” dos restos a pagar, porém, são um pouco diferentes desses gastos regulares do ano. Isso porque elas não se tornaram restos a pagar por acaso, e sim porque enfrentaram algum tipo de dificuldade na execução. E pode ser que continuem assim, travadas. Nesse caso, não geram desembolso de recursos.


“Há coisas ali de três, cinco anos que talvez não se resolvam em mais dois”, ponderou um técnico. Na sua visão, a aprovação do projeto não traz embaraços de curto prazo à execução do Orçamento de 2025. “Mas é uma medida inusual”, comentou.


Outro especialista contrapôs que, embora as chances de execução não sejam elevadas, essas despesas não poderão ser ignoradas. Os ministérios não poderão executar só o Orçamento do ano, porque alguns dos restos a pagar podem, de fato, ser viabilizados.


Uma vez aprovado o projeto, como é a tendência, o próximo passo é Lula sancioná-lo ou vetá-lo. Será mais um capítulo de uma novela iniciada no ano passado. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025 continha dispositivo que prorrogava a validade dos restos a pagar até 31 de dezembro deste ano. Lula vetou, alegando que está em desacordo com a legislação orçamentária, além de dificultar a gestão financeira.


Com o veto, os restos a pagar acumulados desde 2019 “morreram” em 31 de dezembro passado, como determinava a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024. O projeto de lei aprovado ontem “ressuscitou” essas despesas. É algo que nunca havia ocorrido antes.


As chances de haver um debate jurídico em torno disso, porém, são remotas, avaliou um técnico. A possível liberação dos recursos tem mais interessados do que opositores.


A mobilização do Congresso para dar vida a emendas canceladas, inclusive às do orçamento secreto, ocorre às vésperas da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno das emendas cujo pagamento foi bloqueado pelo ministro Flávio Dino. Está marcada para amanhã.


Há questões pendentes envolvendo emendas também na peça orçamentária de 2025. Relatório da IFI mostra que a Comissão Mista de Orçamento acrescentou R$ 22,5 bilhões à previsão de receitas. Desses, R$ 11,5 bilhões serão entregues a Estados e municípios e os R$ 11 bilhões restantes foram destinados a emendas de comissão.


“Ocorre que existem despesas vinculadas ao desempenho das receitas, que deveriam ter sido reajustadas, a partir da reestimativa realizada”, diz o relatório. É o caso, por exemplo, dos mínimos constitucionais de gastos em saúde e educação.


Não será fácil fazer todos os ajustes necessários no Orçamento deste ano, mas não é tarefa tida como impossível. A IFI considera que o governo conseguirá cumprir a meta fiscal deste ano, dentro da margem de tolerância. A mesma conclusão está em um trabalho elaborado por consultores de Orçamento da Câmara dos Deputados.


Há, porém, três nuvens escuras no horizonte. Uma é o crescimento da dívida pública, que continuará por causa dos déficits nas contas públicas e da alta nos juros. A outra é o risco de surgirem novas pressões sobre o orçamento a partir do Palácio do Planalto em modo eleição.


Por fim, o Congresso não parece preocupado com o ajuste fiscal. Isso foi demonstrado também na votação do pacote de novembro passado. É problema para este governo e poderá ser também para os próximos.


Lu Aiko Otta é repórter especial em Brasília. Escreve às quartas-feiras.

BDM Matinal Riscala 2602

 Populismo brota em profusão no Planalto | BDM - Bom Dia Mercado

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[26/02/25]


… Temporada de balanços tem dia importante com Nvidia e Petrobras após o fechamento, e Ambev, Klabin e Weg antes da abertura. Nos Estados Unidos, onde os dados fracos da economia vêm assustando, saem hoje vendas de moradias novas e estoques de petróleo, enquanto avançam as negociações para um acordo entre Trump e Zelensky. Aqui, o Caged pode mostrar “mais de 100 mil empregos” em janeiro, segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. A Pasta confirmou para 6ªF a MP do FGTS, que deve liberar R$ 12 bilhões à economia, no empenho de Lula para recuperar a popularidade. Nesta 3ªF, os investidores ficaram entre festejar a nova pesquisa eleitoral que confirmou a queda forte da aprovação do governo e o receio com as medidas populares que brotam em profusão no Planalto.


… Na véspera, o mercado já tinha reagido mal ao pronunciamento de Lula na TV, quando anunciou a liberação de verbas ao Pé-de-Meia e gratuidade dos remédios da Farmácia Popular, sem que esses programas sociais estivessem previstos no Orçamento.


… Já a MP do FGTS preocupa por injetar pressão adicional no consumo, na contramão do esforço do BC para conter a inflação.


… O crédito consignado privado, que vai na mesma direção, também está na lista e deve ser anunciado logo após o Carnaval, assim como deve ser enviado ao Congresso o projeto que isenta do IR quem ganha até R$ 5 mil mensais.


… Além disso, o presidente não desistiu de acabar com a inflação dos alimentos, convocando para ontem à tarde mais uma reunião que deu o que falar, ao colocar na mesa temas como um limite para as exportações e a redução das tarifas de importação.


… Correram especulações de que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, entregaria o cargo se essas ideias vingassem. Não vingaram.


… O Broadcast Político apurou que também a Fazenda e o MDIC foram contrários às propostas gestadas na Casa Civil e no Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e, no final, o próprio presidente Lula descartou a ideia.


… Ao fim e ao cabo, a definição de medidas para reduzir os preços dos alimentos deve ficar para depois do Carnaval, embora uma reunião com exportadores esteja agendada para amanhã, 5ªF, na Casa Civil, com o ministro Rui Costa.


… A avaliação negativa do presidente Lula subiu de 31% para 44% na pesquisa CNT/MDA, com crescimento de 13 pontos porcentuais de ruim e péssimo desde novembro/24. A notícia aliviou um pouco a pressão do dólar, que chegou a superar R$ 5,80 na máxima.


… Em evento do BTG Pactual, Rogério Xavier (SPX) disse que a eleição de 2026 ainda está longe demais para ser negociada, “não consigo fazer um trade de 20 meses sem saber qual é o jogo”. Para ele, Lula estará no segundo turno, com quem “ainda é uma incógnita”.


… André Jakurski (JGP) também considera que as eleições estão longe, mas diz que o rali eleitoral virá. “Não tenho certeza de quando vai acontecer, mas vai, porque existe demanda reprimida, principalmente dos estrangeiros, para comprar ativos brasileiros.”


… Luís Stuhlberger (Verde Asset) alertou que um cenário possível é o governo ver que o mercado aposta em troca de comando em 2026 e, assim, passar a gastar mais, adotando medidas populistas. “O mercado não pioraria muito, porque acredita em mudança de governo.”


… Prevendo “fortes emoções” em 2026, ele acha que, “no ano que vem, a gente não escapa do aumento do Bolsa Família”.


… Já André Esteves (BTG) colocou água na fervura ao afirmar que não está preocupado com o parafiscal, que considera muito pequeno.


… “Tem uma ou outra coisa, lançaram o Vale Gás, não colocou no Orçamento, são R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões; o gesto é errado, mas, do ponto de vista financeiro, é imaterial”, disse, acrescentando que o arcabouço está sendo cumprido. “Foi em 2024 e será esse ano.”


… As políticas tarifárias de Trump também foram assunto no evento do BTG.


… Para Esteves, o Brasil deve enfrentar poucos problemas do ponto de vista comercial, dado sua relevância para a segurança alimentar global. Para Stuhlberger, “Trump é cara de business e não vai querer ver a bolsa americana caindo, uma hora ele recua”.


AS AMEAÇAS DO DIA – Junto com a queda forte da confiança do consumidor americano (abaixo), declaração de Trump lembrando que as tarifas sobre o Canadá e o México serão aplicadas “conforme o planejado, na próxima semana”, detonou a busca por segurança.


… Pouco depois, o conselheiro sênior para o comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse que as tarifas “ainda estão em negociação”, e que Trump só seguirá com a medida “caso não haja progresso nas conversas”.


… A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse ontem que espera chegar a um acordo com os EUA até 4 de março.


… Em outra frente, Trump ordenou uma investigação sobre possíveis novas tarifas nas importações de cobre para reconstruir a produção americana de um metal essencial para veículos elétricos, equipamentos militares e semicondutores, segundo a Reuters.


… Já na geopolítica, o presidente dos Estados Unidos parece ter avançado nas negociações com Zelensky, que deve viajar a Whashington nesta 6ªF, depois que Trump abriu mão do direito a US$ 500 bilhões em receitas potenciais da exploração de minerais.


… Em Kiev, oficiais ucranianos afirmaram que o governo está pronto para assinar o esperado acordo com os EUA.


ORÇAMENTO NOS EUA – Em votação apertada (217 a 215 votos), republicanos aprovaram na Câmara o projeto orçamentário, com US$ 4,5 tri em cortes de impostos e US$ 2 tri em redução de gastos nos próximos anos.


… A proposta vai ao Senado, controlado pelos republicanos, o que pode elevar os cortes de impostos.


MAIS AGENDA – Dia de conferir as previsões do ministro do Trabalho para o Caged, que sai às 10h30. Luiz Marinho previu o dobro do que os economistas projetaram para o Broadcast, criação de 50,5 mil empregos em janeiro, após queda de 535 mil em dezembro.


… Às 14h30, o Banco Central divulga os dados semanais do fluxo cambial e o Tesouro, o Relatório da Dívida de fevereiro.


… O todo-poderoso ministro Rui Costa (Casa Civil) participa de painel em evento do BTG Pactual (13h).


… O presidente Lula participará da abertura da primeira reunião de Sherpas do Brics (11h30), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.


… Na Cidade do Cabo, Gabriel Galípolo e Paulo Picchetti participam das reuniões do G20, enquanto Diogo Guillen realiza videoconferência com economistas da Novus Capital (9h30 às 10h15), fechada à imprensa.


LÁ FORA – Sai de madrugada o índice GfK de confiança do consumidor da Alemanha, com previsão de queda para 21,5 (fevereiro: -22,4).


… Nos EUA, Tom Barkin (Fed/Richmond) fala às 10h30 e às 12h, o Departamento de Comércio divulga as vendas de moradias novas em janeiro, com previsão de um recuo de 3,9%, após expansão de 3,6% em dezembro.


… Meia hora depois (12h30), os estoques de petróleo do DoE podem aumentar em 1,7 milhão na semana até 21/02.


… Às 14h, mais um Fed boy tem fala pública: Raphael Bostic (Atlanta).


BALANÇOS – Stellantis (Itália), AB Inbev (Bélgica), Ambev, Klabin e Weg divulgam resultados antes da abertura dos mercados. E depois do fechamento: Braskem, C&A, Cosan, CPFL, Kepler Weber, Marfrig, Qualicorp, Ultrapar, Salesforce, PETROBRAS e NVIDIA.


… Confira abaixo no Em tempo… os balanços de ontem à noite!


BOTÃO DE ALERTA – Lá fora, chamou atenção a inesperada queda da confiança do consumidor nos EUA, medida pelo Conference Board, de 105,3 em janeiro (número revisado) para 98,3 em fevereiro, pior declínio desde agosto/2021.


… Após uma onda inicial de otimismo na esteira da vitória eleitoral de Trump, famílias e empresas agora parecem mais cautelosas com as pressões inflacionárias provocadas pelas tarifas e a desaceleração gradual do emprego.


… O apelo defensivo dos investidores em NY derrubou nesta 3ªF os rendimentos da Note de 2 anos (a 4,096%, de 4,176% na véspera), de 10 anos (a 4,289%, de 4,406%) e do T-Bond de 30 anos (a 4,546%, de 4,656%).


… A confiança em baixa nos EUA também enfraqueceu o dólar, com índice DXY em queda de 0,27%, para 106,308 pontos. Subiram o iene (149,00/US$), a libra esterlina (+0,33%, a US$ 1,2673) e o euro (+0,42%, a US$ 1,0519.


… O dólar enfraquecido em escala global zerou a pressão da moeda americana por aqui, que mais cedo havia registrado pico de quase 1% e superado o nível técnico de R$ 5,80 na máxima intraday (R$ 5,8140), de olho no fiscal.


… O alívio no câmbio também contou com apoio da pesquisa de opinião CNT e o dólar fechou estável (-0,03%), a R$ 5,7542.


… Do lado do fluxo, o Bradesco captou mais US$ 250 milhões na reabertura de bonds 2030 à taxa de 6%. Segundo fontes do Broadcast, a demanda alcançou mais do que o dobro e ficou ao redor de US$ 550 milhões.


… Também os juros futuros aproveitaram a nova pesquisa ruim para Lula para devolver prêmio no trecho curto e no miolo da curva do DI, favorecidos ainda pelo IPCA-15 comportado, que apesar da forte aceleração para 1,23%, veio abaixo da mediana (1,37%).


… O DI para Jan/26 caiu a 14,585% (de 14,650% no fechamento anterior) e Jan/27 recuou a 14,475% (de 14,580%). A queda também refletiu as perdas das taxas dos Treasuries, na busca por segurança com a incerteza econômica.


… Já o vencimento do DI para janeiro de 2029 subiu para 14,41%, contra 14,36% no ajuste da véspera, refletindo os riscos fiscais com o notório populismo do governo para salvar a popularidade de Lula.


… Se o Caged bombar hoje pode embaralhar a percepção de que o ritmo de crescimento da economia está esfriando.


… No Ibovespa, Bradesco PN registrou valorização de 1,20%, a R$ 11,77, e ON subiu 0,84%, a R$ 10,78. O setor financeiro avançou em bloco: BB (+1,51%; R$ 28,23), Itaú (+1,01%; R$ 32,85) e Santander (+0,72%; R$ 26,49).


… Anima a perspectiva de que o governo libere o saldo retido do FGTS e estimule o consumo. O bom desempenho dos bancos garantiu alta moderada ao Ibov. Os ganhos foram limitados pelas blue chips das commodities.


… Vale (ON, -0,97%, a R$ 57,07) sentiu o minério de ferro (-2,17%) e Petrobras, à véspera de seu balanço, também não foi poupada pelo petróleo. O Brent para abril caiu forte (-2,43%), cotado a US$ 72,50 por barril na ICE londrina.


… Pesaram a piora do sentimento do consumidor americano e a promessa renovada de Trump de aplicar tarifas ao Canadá e México a partir da próxima semana. Os dois países são os principais fornecedores da commodity aos EUA.


… Além disso, o mercado monitora o andamento nas negociações de paz na Ucrânia, que pode levar à derrubada das sanções ao petróleo russo, ampliando a oferta no mercado. O encontro de Zelensky com Trump causa suspense.


… Petrobras ON registrou -0,86% (R$ 41,62) e Petrobras PN, -0,45% (R$ 37,95), freando o ritmo de ganhos do Ibovespa, que desacelerou a alta para 0,46% no fechamento, aos 125.979,50 pontos, com giro de R$ 21,6 bilhões.


… Nas bolsas em NY, o susto com a maior queda da confiança do consumidor em quase quatro anos manteve baixo o apetite por risco. O Dow Jones subiu só 0,37%, a 43.620,97 pontos, e o S&P 500 cedeu 0,47% (5.955,35 pontos).


… Pior foi o Nasdaq (-1,35%, a 19,026,39 pontos), abalado pelo recuo da Nvidia (-2,80%) antes do balanço e pelo tombo de 8,39% da Tesla, após a montadora registrar queda anualizada de 45% nas vendas na Europa em janeiro.


EM TEMPO… TELEFÔNICA BRASIL registrou lucro líquido de R$ 1,763 bi no 4Tri24, alta de 10,1% sobre o 4Tri23. O Ebitda subiu 7,8%, para R$ 6,199 bilhões, e a receita líquida cresceu 7,7%, para R$ 14,581 bilhões…


… O conselho de administração aprovou a criação de um novo programa de recompra de até 34.676.589 de ações ON. A operação terá início hoje, com término previsto para daqui a um ano.


RD SAÚDE. O lucro ajustado cresceu 34,6% no 4Tri/24, para R$ 381,4 milhões. O Ebitda ajustado somou R$ 677,5 milhões, alta de 10,2% em um ano, e a receita líquida atingiu R$ 10 bilhões, avanço anual de 13,3%.


HYPERA PHARMA informou que o acionista João Alves de Queiroz Filho atingiu participação acionária equivalente a 173.000.000 ações ordinárias. O montante representa aproximadamente 27,31% do capital social da companhia.


ONCOCLÍNICAS informou intenção de adquirir debêntures da 9ª e 11ª emissões de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, de emissão da companhia.


IRB RE registrou lucro líquido de R$ 112,4 milhões no 4Tri/24, salto de 196,9% em um ano.


PETRORECÔNCAVO assinou aditivos aos contratos para venda do petróleo cru produzido pela companhia na Bacia Potiguar junto à Brava Energia. Os aditivos possuem duração de 24 meses, a partir de fevereiro deste ano.


EQUINOR. A petroleira norueguesa informou que o FPSO Bacalhau chegou ao campo homônimo, na Bacia de Santos, no último sábado após dois meses de viagem a partir de Singapura, onde foi integrado e comissionado.


EMBRAER. Conselho decidiu prorrogar por 4 anos a pausa no desenvolvimento do projeto do jato E175-E2.


CAMIL. JPMorgan rebaixou recomendação para ação de overweight (desempenho acima da média do mercado) para underweight (abaixo da média do mercado). O banco também retirou o preço-alvo, que antes era de R$ 12/ação.


GRUPO MATEUS. O BB Investimentos tem recomendação de compra para a empresa, com preço-alvo de R$ 10,40. Banco considerou resultados positivos no 4TRI, com crescimento da receita, margens bruta e Ebitda.


WEG distribuirá R$ 1,269 bi em dividendos, ou R$ 0,3026/ação; ex em 05/3; pagamento em 12/3. A companhia fará aumento de capital de R$ 5 bi com uso de reserva de lucros, sem emissão de novas ações.


CBA registrou prejuízo líquido de R$ 56 milhões no 4Tri24, frente a prejuízo de R$ 586 milhões no 4Tri23. O Ebitda ajustado somou R$ 486 milhões, 377% maior do que foi reportado um ano antes.


BNDES registrou lucro líquido de R$ 26,4 bilhões em 2024, crescimento de 20,5% em relação a 2023. Pelo critério recorrente, que exclui fatores como recuperação de crédito, o resultado foi de R$ 13,2 bilhões, alta de 11,1%.


CAIXA registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,58 bilhões no 4Tri, alta anual de 59,7%. PDD somou R$ 4,672 bilhões, avanço de 7,3% em um ano. Receita com prestação de serviços subiu 10,1%, para R$ 7,387 bilhões…


… Ativos totais somaram R$ 2,030 trilhões no trimestre, alta de 10,9% em um ano.


BANCO BV anunciou que o atual presidente, Gabriel Ferreira, deixará o posto em abril, ao final do mandato. Ele será substituído por Gustavo Sousa, que já foi presidente da Cielo, além de ter passado pela CPFL Renováveis e pelo BB.


DISTRIBUIDORAS. A diretoria da Aneel aprovou, por maioria, o termo para a renovação em 30 anos na concessão de distribuidoras de energia, afetando 19 empresas com contratos a vencer entre 2025 e 2031…


… A primeira é a EDP Espírito Santo Distribuição de Energia, que tem contrato vencendo em 17 de julho deste ano.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!


*com a colaboração da equipe do BDM Online


AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.

Bankinter Portugal Matinal 2602

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Após 4 sessões consecutivas em quedas, Nova Iorque deverá subir HOJE (+0,5%?), porque há algumas razões novas que o apoiam, além da simples contrainércia:

 

(i) Parece que se assinou um acordo para pagar as entregas de armamento à Ucrânia com a extração de terras raras do país a favor dos EUA (via um fundo comum EUA/Ucrânia) e que isso virá acompanhado da intenção/aceitação de tropas de interposição para manter um futuro cessar-fogo; é algo que Trump disse que a Rússia aceitaria, mas a Rússia afirmou não o ter feito. No meio desta confusão de negociações de Trump, o mercado tende para a credulidade e isso favorecerá as bolsas durante as próximas horas.


(ii) O Congresso dos EUA aprovou ontem à noite (217 vs. 215) o plano de corte de impostos por 4,5Bn$ (milhão de milhões) proposto por Trump, que muito provavelmente também será aprovado no Senado. Para que seja concretizável, é preciso cortar a despesa pública em 2Bn$ (milhão de milhões). Ambos (impostos & despesas) abrangem 10 anos.


(iii) Bons resultados e guidances de Danone, E.On e Deutsche Telekom… e também de ASMI, embora tenha caído ontem (ADR) -3%, porque nada do que as tech publicam parece suficiente para o mercado, e tendem a realizar lucros para recomprar depois mais barato. Cuidado, porque algo parecido acontecerá com Nvidia, que publicará hoje após o fecho de Wall S, e já sabemos que o mercado nunca considera suficiente, independentemente do que publique. Embora depois fique sempre tudo bem, porque recupera durante as duas semanas seguintes e até além de onde estava antes da realização de lucros pós-publicação de resultados. É um padrão que se repete e com o qual temos de contar com serenidade. Além disso, parece que os EUA pressionam para que Tokio Electron e ASML abandonem a manutenção das suas equipas para produzir semicondutores na China, o que castigou ontem e castigará os semis durante uns dias. Portanto, alguns resultados corporativos bons, mas não os referidos a semis.


(iv) Mais investimento em Defesa no Reino Unido: até 2,5% s/PIB para 2027 vs. 2,3% atual, com a “ambição” de o elevar até 3% em 2029. Ontem, BAE Systems +4,7%. A nossa Carteira Temática de Defesa +16% em 2025.


CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: Embora hoje suba, é provável que Nova Iorque enfraqueça novamente na quinta-feira, um pouco mais na tecnologia… para talvez recuperar impulso na sexta-feira, quando saírem os dados de inflação (13:30 h) aparentemente suaves na Alemanha (IPC repetir em +2,3%) e EUA (Deflator Consumo PCE: +2,5% vs. +2,6%; Subjacente +2,6% vs. +2,8%). Eses dados poderão permitir que a semana feche com um tom um pouco melhor, alcançando, inclusive, saldos semanais positivos que, até agora, não temos: Wall St -1% e Europa -0,5%. Bund < 2,50% e T-Note < 4,50% permitem que as bolsas se sintam bastante tranquilas, além das realizações de lucros a curto prazo, que continuam a ter sentido após um arranque de 2025 imprudentemente em alta, principalmente na Europa.


S&P500 -0,5% Nq-100 -1,2% SOX -2,3% ES-50 -0,1% IBEX +0,8% VIX 19,4 Bund 2,46% T-Note 4,33% Spread 2A-10A USA=+20pb B10A: ESP 3,13% PT 2,98% FRA 3,19% ITA 3,53% Euribor 12m 2,417% (fut.2,198%) USD 1,0493 JPY 156,9 Ouro 2.909$ Brent 73,2$ WTI 69,1$ Bitcoin -3% (88.874$) Ether +0,1% (2.496$).


FIM

O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor

  O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor Em dezembro, taxas reais ultralongas chegaram a operar abaixo de 7%, mas foram afetadas pela pi...