quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Bovespa em 2024

 🔹ConfianceTec 

Desempenho da bolsa de valores doméstica em 2024.

▫️Bolsa em dólares caindo 24,6% no ano (até a semana passada), em reais caindo 6,1%. Importante estar atento, no entanto, à forte depreciação cambial no ano, 24%, pior desempenho global;

▫️Saída de investidores estrangeiros chega a R$ 33 bi no ano, afetando diretamente o volume de negócios da B3. Em três meses, foram R$ 7,3 bi saindo.

▫️Como setor, destaque positivo para agronegócio e alimentos.  As principais empresas do setor performam bem, especialmente, surfando nesta onda do dólar alto.

▫️Pontualmente, Ambipar é o destaque com ganhos acima de 1.100%.

▫️Este dólar alto favorece também as exportadoras, com destaque para Embraer.

▫️Destaquemos também as produtoras de commodities como minério de ferro, papel e celulose, e petróleo.

▫️O setor doméstico não performou bem, sendo o destaque nnegativo

Como contraponto a este cenário: o aumento de juros (juro real acima de 7%), as incertezas sobre o quadro fiscal, e as complicadas ingerências políticas sobre as estatais.

▫️Mas podemos prever alguma recuperação no restante do ano, se o pacote fiscal for "desobstruído" no Congresso. Há espaço para o Ibovespa fechar o ano acima de 140 mil pontos.

▫️Observamos que o Bovespa se manteve entre 119 mil e 137 mil pontos nos últimos 11 meses.

▫️Nossa leitura é manter a preferência por empresas com lucros resilientes mesmo em um cenário de taxas de juros elevadas.

Diário de um economista (5)

O projeto de ir para Portugal já estava em amadurecimento.

Sempre gostei de viajar, ter outras experiências por este mundão. Creio que vc conhecer outros países, outras culturas, formas de comportamento, desenhos institucionais e de sociedade, te permite um "olhar além", não limitado ao "pobre provincianismo local" (se é que me entendem).

Acho que ampliar seus horizontes é essencial para o seu crescimento pessoal. Não existem sociedades perfeitas, mas aquelas que são mais organizadas do que outras. Chamo isso de "marco civilizatório".

Em 2017, peguei a família e fui dar um pulo em Portugal. Conhecer de "cabo à rabo". Minha família sempre foi "viajante". Tive a quem puxar. Meu velho, querido e saudoso pai, viveu no Peru como diretor regional da ICAO ONU por 13 anos. Isso me deu algum dimensionamento do que é viver no exterior. 

Só observando que nos países andinos esta cultura migratória é uma constatação. 

Conheci jovens em Lima, linda capital do Peru, em que o objetivo era fazer este processo indo estudar nos EUA, na Flórida. No Brasil, este fenômeno não era tão presente. Se tornou depois dos populistas ciclos de poder, que passamos a viver no pós FHC.

Bem, retornando, fiz uma bela viagem por Portugal e lá estabeleci contatos em Porto, com a FEP, Faculdade de Economia do Porto. Como parti desta linda cidade, à beira do Douro, para viajar pela terrinha, foi esta a primeira universidade "namorada" para fazer um doutorado.

De lá, fui mais ao Norte, para Guimarães e Braga, ao centro, em Coimbra, Aveiro, e ao sul, em Lisboa. Passei em Nazareth. Me apaixonei pela terrinha. 

Retornei ao Brasil, com esta ideia na cabeça, emigrar por uns tempos. A vida é um sopro. Ná porque despediçarmos oportunidades.

Call Matinal ConfianceTec 1212

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

12/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE QUARTA-FEIRA (11)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na quarta-feira (11), disparou em alta de 1,21%, a 130.853 pontos. Já o dólar à vista fechou em queda de 1,21%, a R$ 5,9757.


PRINCIPAIS MERCADOS, 05h40:


Índices futuros dos EUA em baixa nesta quinta-feira (12).


Isso acontece depois do CPI consolidar as apostas de um corte na taxa de juros na próxima reunião do Fed.


EUA 🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,26%

S&P 500 Futuro, -0,14%

Nasdaq Futuro, -0,16%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,85%

Nikkei (Japão🇯🇵), +1,21%

Hang Seng Index (Hong Kong), +1,20%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +1,62%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,28%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,08%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,11%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,30%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,44%

STOXX 600, +0,03%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,37%, a US$ 70,55 o barril

Petróleo Brent, +0,49%, a US$ 73,88 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,25%, a 812,50 iuanes (US$ 111,87).


NO DIA, 12/12


Mercados acordando hoje repercutindo a agressiva decisão do Copom ontem, ao elevar o juro em 1,0 pp, a 12,25%, deixando uma carta na manga, no comunicado, antevendo mais duas elevações de 1 ponto cada. Taxa Selic pode chegar a 14,25% em março, com o BCB sob nova  direção. 


Investidores acabaram gostando desta postura, embora sob o risco de acabar mais agressiva do que o esperado. 


Hoje teremos também mais uma cirurgia delicada no presidente Lula, para a drenagem de "excessos", o que deixa o mercado sob suspense. A coisa parece ser mais grave do que o esperado.


Na agenda, hoje em destaque os dados do varejo (PMC) e o leilão de linha do BCB. 


Nos EUA, depois do CPI de novembro hoje temos o PPI. Nada muda, no entanto, sobre a postura do Fed. Mais um corte do juro em 0,25 pp na reunião do Fomc semana que vem.


AGENDA, 12/12


Indicadores:

04h00. Reino Unido🇬🇧. PIB do 3Tri

06h00. França🇫🇷/AIE: Relatório mensal de petróleo

08h00. OCDE: PIB do 3Tri do G20

09h00. Brasil 🇧🇷. Vendas no varejo em outubro (PMC IBGE).

10h00. Brasil 🇧🇷Produção e vendas de veículos (Anfavea).

10h30. EUA 🇺🇸. Pedidos de auxílio-desemprego

10h30. EUA 🇺🇸. PPI de novembro.

10h45. Christine Lagarde (BCE) concede coletiva sobre juros.

18h00. Peru: BC decide juros.


Eventos:

10h15. Zona do Euro🇪🇺, BCE anuncia decisão sobre juros. Corte de 0,25 pp na pauta.

10h00. Brasil🇧🇷, Plenário do Senado vota regulamentação da reforma tributária

10h20, Brasil🇧🇷. BCB faz dois leilões de linha, no total de US$ 4 bi.

 

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quinta-feira e bons negócios!

Bankinter Portugal Matinal 1212

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Melhor do que o esperado. Enquanto ONTEM (13:30h) saiu a inflação americana como esperado e não pior (Taxa Geral+2,7% desde +2,6%; Subjacente a repetir em +3,3%), Nova Iorque subiu, principalmente tecnologia, porque isso confirmava duas coisas. A primeira, que a Fed baixará taxas de juros em -25 p.b. até 4,25%/4,50%, na quarta-feira (18) da próxima semana. Dissipa as dúvidas a respeito. E a segunda, que o aumento da inflação não é mais rápido do que o esperado/temido, portanto pode-se apostar que a Fed baixará taxas de juros três vezes em 2025, até 3,50%/3,75%... portanto faltam mais descidas que favoreçam os preços dos ativos, principalmente das bolsas e, em particular, tecnologia. Pode ser que a Fed se detenha nesse nível, porque a inflação poderá fixar-se em cerca de +3%. Mas agora não importa muito, de modo que as bolsas sobem e já pensarão depois no futuro, além de dezembro. A reação de ontem foi uma boa prova de como o mercado se inclina para interpretar em positivo as notícias normais (a inflação de ontem), muito positivamente as positivas e apenas com modestos ajustes as tristes. Por isso, com este rally de finais de 2024, quando o resto do ano já tinha sido estupendo, é provável que o arranque de 2025 seja frio. 

 

HOJE temos duas descidas de taxas de juros: (i) 08:30h Suíça, SNB -50 p.b., até apenas 0,50%... embora possa baixar apenas -25 p.b. e não faria mal, porque depois continuaria a baixar, pode ser que até perto de 0%, porque não tem inflação (+0,7%) e o seu ciclo é diferente dos restantes. (ii) 13:15h BCE -25 p.b., até 3,00% Depósito/3,15% Crédito. O bom é que estas descidas influenciarão positivamente sobre a Europa. O não tão bom é que Wall St. já subiu ontem com força no calor da sua inflação, e estes movimentos estão muito longe e terão pouca influência, portanto não é certo se subirá pelo segundo dia consecutivo. 

 

Canadá baixou ontem (14:45h) os 50 p.b. estimados, até 3,25%, e continuará a baixar na sua reunião de 29 de janeiro, enquanto o Brasil subiu +100 p.b. de uma vez (21:30h) e não os +75 p.b. esperados, até 12,25%. Conseguiu, assim, que o real se apreciasse desde ca.6,06/$ até 5,95/$... mas não é uma solução para a sua depreciação; será uma apreciação efémera, a não ser que melhore o seu diagnóstico macro (baixo crescimento com alguma inflação). 

 

HOJE parece mais provável a subida na Europa do que em Nova Iorque. Mas, subida ou não, as bolsas e estão razoavelmente bem avaliadas, portanto convém ter cuidado. Principalmente se continuar a subir, interpretando o normal como bom e o bom como muito bom. Não há sobreavaliações, mas o ritmo deverá moderar-se e alternar subidas e descidas para depurar um pouco o mercado para 2025. E isso não está a acontecer. 

 

S&P500 +0,8% Nq-100 +1,9% SOX +2,7% ES-50 +0,2% IBEX -1,5% VIX 13,6% Bund 2,14% T-Note 4,28% Spread 2A-10A USA=+12pb B10A: ESP 2,75% PT 2,54% FRA 2,90% ITA 3,20% Euribor 12m 2,429% (fut.1,914%) USD 1,050 JPY 160,1 Ouro 2.718$ Brent 73,7$ WTI 70,4$ Bitcoin +2,9% (100.558$) Ether +7% (3.937$). 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 1212

 *Rosa Riscala: A bazuca do Copom*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… Se cumprir o script esperado, o BCE deve reduzir os juros hoje em 25pb, com placar apertado, à medida que existem justificativas para redução maior, de 50 pb. A decisão sai às 10h15 e, meia hora depois, será comentada em coletiva por Lagarde, que recentemente disse que a batalha contra a inflação está perto de ser vencida. Nos EUA, o PPI de novembro (10h30) deve reforçar a sensação deixada pelo CPI de que o Fed ainda promoverá mais um corte de juro na semana que vem, antes de pensar em uma pausa. Na agenda aqui, às 10h, o Sírio Libanês atualiza em coletiva de imprensa o estado de saúde de Lula, após ser submetido a novo procedimento cirúrgico para evitar sangramentos no cérebro. Entre as pautas prioritárias do governo, o Senado abre sessão às 10h para votar a regulamentação da reforma tributária, aprovada ontem à noite na CCJ. O BC faz dois leilões de linha no câmbio, a partir das 10h20, num total de até US$ 4 bi. A atuação, junto com o “torpedo” do Copom, promete derrubar o dólar para perto de R$ 5,90.


… O BC confirmou as apostas mais ousadas, elevou a Selic em 1pp, para 12,25%, e contratou não apenas mais uma dose de alta da mesma magnitude, mas duas (janeiro e março), antecipando juro terminal de pelo menos 14,25%.


… Este patamar é 0,5pp maior que a mediana do último relatório Focus, que indicava 13,75% no fim do ciclo.


… No comunicado superhawkish, o Copom alertou que pode ir mais longe, na estratégia que “será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”.


… Ou seja, não descarta chegar a 15% ou perto disso, como a curva do DI já vem precificando há algum tempo.


… O recado muito conservador do BC abriu já ontem à noite uma onda de revisão em alta nas apostas da Selic:


… XP (14,25% para 15%), Ativa Investimentos (14% para 15%) Warren (14,25% para 14,75%), Barclays (13,50% para 14,25%), Bmg (14% para 14,75%) e BofA (13,25% para 14,25%), que aponta risco de alta ainda maior.


… “Se o Copom, que estava atrás da curva, apenas elevasse [a Selic] em 1 ponto sem dar guidance, deixaria o mercado ir (mais) para cima [nas projeções para os juros]”, afirmou economista-chefe do BMG, Flávio Serrano.


… A percepção generalizada no mercado é de que o BC marcou um verdadeiro gol de placa com o choque de credibilidade, na estratégia que assegura Galípolo a chegar blindado de qualquer suspeição no comando do BC.


… Com a retomada do forward guidance pelo Copom, Galípolo já estreia com 2pp no bolso e toda a diretoria do novo BC, composta a partir de janeiro por maioria de indicados de Lula, aparenta liberdade de atuação.


… O Itaú, porém, lançou uma dúvida o ar em relatório a clientes. “Curiosamente, embora todos os membros do Copom tenham votado pelo aumento de 1pp, o comunicado não mencionou que a decisão foi unânime”.


… “Isso, em nossa opinião, levanta a possibilidade de que não houve consenso sobre a sinalização.”


… Para o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, talvez alguns integrantes do Copom preferiram 0,75pp, mas apoiaram a maioria para minimizar ruídos. A dúvida, disse, pode ser respondida pela ata (3ªF) e RTI (5ªF).


… Se houve um racha velado, logo se saberá. Por enquanto, foi importante o BC ter assumido o controle da situação, neste momento em que a âncora fiscal se enfraquece e não poupa ousadia de apostas no DI.


… O BC disse com todas as letras no comunicado que a reação negativa dos investidores ao pacote fiscal afetou “de forma relevante” as expectativas, o que levou a uma dinâmica inflacionária “mais adversa”.


… O comunicado disse ainda que o PIB/3Tri cresceu acima do esperado, indicando abertura adicional do hiato.


… “O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, dinamismo acima do esperado na atividade e maior abertura do hiato do produto.”


… A agressividade exibida pelo Copom na política monetária é compatível com as projeções do BC, que subiu a estimativa para o IPCA do 2Tri de 2026, horizonte relevante da política monetária, de 3,6% para 4%.


… Profissionais de mercado acreditam que o comunicado duro contrata gap de alta na ponta curta do DI hoje (já que a maioria esperava 0,75pp), mas alívio nos prêmios de risco no trecho longo e espaço de reação ao real.


… “O BC dá tempo para que ambiente político traga uma solução”, acredita a economista do UBS Solange Srour.


… Para Rafaela Vitória (Inter), o maior risco é de o governo aproveitar para ficar mais expansionista, após o BC ter chamado para si a responsabilidade de brigar contra a desancoragem de inflação e a dominância fiscal.


… Em Brasília, o governo continua na corrida contra o tempo para votar as medidas de cortes de gastos.


DÁ TEMPO – Para o ministro Fernando Haddad, uma semana é tempo suficiente para aprovar o pacote fiscal na Câmara e Senado, já que, segundo ele, “as coisas estão caminhando bem” na articulação política.


… Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues trabalha para o pacote ser votado até dia 20. Se não for possível, deve propor aos presidentes da Câmara e do Senado fazer uma votação nos dias 26, 27 e 30 de dezembro.


… Mas há resistências. As bancadas do MDB e PT continuam rejeitando mudanças no BPC. Tentando quebrar o gelo, Dario Durigan, nº 2 da Fazenda, repetiu que o texto pode ser alterado, desde que se “resguarde o impacto fiscal”.


… Um dia depois de Durigan dizer que o impacto do pacote fiscal em dois anos pode superar os R$ 70 bilhões divulgados incialmente, o Itaú elevou de R$ 53 bilhões para R$ 56 bilhões a estimativa de economia potencial.


… Para o Itaú, porém, o impacto do ajuste tende a ser menor que o necessário para cumprir o limite do arcabouço.


… Ainda na agenda do Congresso, a votação da LDO 2025 foi marcada para a próxima 3ªF, dia 17.


REFORMA TRIBUTÁRIA – O texto do relator Eduardo Braga (MDB) sofreu modificações pela CCJ. Em vitória da oposição, armas, munições e bebidas açucaradas (como refrigerantes) foram retiradas do imposto seletivo.


… Mas Braga afirmou que a base governista vai apresentar hoje um destaque em plenário para garantir a incidência do imposto seletivo sobre armas e munições. O senador foi contra a retirada pela CCJ.


… Também na votação dos destaques, a comissão manteve os benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus.


… Em outro ponto, equiparou a tributação para saneamento ao regime para saúde humana, ambos agora com redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS.


… Serviços veterinários foram incluídos na redução de alíquota de 60% e o esmagamento de soja ganhou incentivo fiscal, assim como as aeronaves de aviação regional que transportem até 186 passageiros.


NOVA CIRURGIA – Lula vai passar por uma nova cirurgia nesta manhã para barrar novos sangramentos no cérebro. Esse procedimento para complementar a 1ª cirurgia já estava previsto desde o dia em que Lula se internou.


… Chamado embolização de artéria meníngea média, a cirurgia pretende remover o sangue que se acumula entre o cérebro e a camada protetora do tecido encefálico.


… O cardiologista do presidente, Roberto Kalil Filho, afirmou que o procedimento é simples, de baixo risco, deve demorar em torno de uma hora e não vai atrasar a alta hospitalar de Lula, prevista para semana que vem.


… Segundo o boletim divulgado ontem, às 16h, pelo Sírio Libanês, Lula passou o dia bem, sem intercorrências, caminhou e recebeu visita de familiares.


MAIS AGENDA – O IBGE divulga os dados do varejo (9h), que devem mostrar desaceleração em outubro.


… A mediana do Broadcast prevê estabilidade no varejo ampliado ante setembro e alta de 7,1% no ano. Para o restrito, as medianas são de -0,2% e +4,9%, respectivamente. Os dados de novembro da Anfavea saem às 10h.


LÁ FORA – Nos EUA, o PPI de novembro deve subir 0,2%, mesma taxa de outubro. Já o núcleo deve desacelerar de 0,3% para 0,2%. Também às 10h30, o auxílio-desemprego tem previsão de queda de 4 mil pedidos, a 220 mil.


… Depois de a Opep reduzir as expectativas de demanda em 2025, hoje é a vez de a AIE divulgar o seu relatório mensal de petróleo (6h). O Peru divulga decisão de juros às 18h.


MATOU NO PEITO – Já antes mesmo do Copom, os juros futuros mergulharam fundo e o dólar furou R$ 6, porque já vinha crescendo a precificação de que o BC pudesse botar para quebrar e optar pela postura bem mais agressiva.


… Mas outros gatilhos também patrocinaram a onda positiva nos negócios. Lira disse que a Câmara trabalhará “de 2ªF a 6ªF nesta e na próxima semana” em torno das pautas prioritárias do governo (pacote, Orçamento e tributária).


… As taxas do DI e a moeda americana acentuaram as perdas no fim da tarde com as notícias sobre o quadro clínico de Lula, que aumentam as dúvidas sobre as condições do presidente para concorrer à reeleição em 2026.


… Na última meia hora do pregão, o dólar à vista acelerou o ritmo de queda, cravou R$ 5,9537 na mínima intraday e fechou encostado nesta marca, a R$ 5,9557 (-1,53%), pela primeira vez abaixo dos R$ 6 em quase duas semanas.


… O BC informou que o fluxo cambial total na primeira semana de dezembro foi negativo em US$ 2,642 bilhões, resultado de saída de US$ 3,254 bilhões pela conta financeira e entrada de US$ 612 milhões pela conta comercial.


… No acumulado do ano, até 6/12, o fluxo total está positivo em US$ 5,859 bilhões.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 afundava mais 14,205% (de 14,370% na véspera); Jan/27 a 14,350% (de 14,640%); Jan/29 a 13,905% (de 14,235%); Jan/31, a 13,570% (de 13,910%); e Jan/33, a 13,380% (de 13,660%).


EUFORIA COLETIVA – Como os demais mercados domésticos, também o Ibovespa não desperdiçou o boom de otimismo detonado pelo “efeito Lula” e firmou alta à tarde, voltando a flertar com os 130 mil pontos.


… Subiu 1,06%, aos 129.593,31 pontos, girando bastante dinheiro (R$ 28,9 bi), diante do fôlego comprador.


… As ações da Petrobras, que vinham caindo, registraram uma virada instantânea com a convicção de que a saúde delicada tira Lula da disputa para 2026. O papel ON subiu 0,71%, a R$ 43,90, e PN, +1,00%, cotado a R$ 40,59.


… Lá fora, o petróleo registrou alta expressiva, refletindo a queda do regime sírio, o recuo nos estoques americanos da commodity pela terceira semana seguida e rumores de aumento das sanções do Ocidente contra a Rússia.


… Vale não escapou da queda de 1,64% do minério e recuou 1,56%, para R$ 58,84 (ON). Circulam ruídos de que a China avalia permitir que o yuan se desvalorize para compensar as tarifas mais altas a serem impostas por Trump.


… Os bancos embarcaram no rali da potencial reviravolta política em 2026: Bradesco ON (+2,30%; R$ 11,55), Bradesco PN (+1,76%; R$ 12,70), BB (+2,13%; R$ 25,36), Itaú (+0,97%; R$ 33,31) e Santander (+0,24%; R$ 25,57).


… A maior alta do dia foi de Totvs (+7,37%, a R$ 31,04), que se beneficiou da elevação de recomendação e de preço-alvo feita pelo UBS BB. Em seguida no ranking positivo, Petz subiu 6,34% (R$ 4,36) e Hapvida, +5,95% (R$ 2,67).


… Já Ambev desvalorizou 3,29% (R$ 13,80), no topo da lista negativa. Outro destaque foi Azul, com -1,55%, a R$ 4,44.


ESTÁ PRATICAMENTE DADO – O CPI comportado dos EUA em novembro garantiu mais um corte de juro pelo Fed na próxima semana e o entusiasmo levou o Nasdaq a bater um novo recorde, acima da marca dos 20 mil pontos.


… Tudo veio dentro do esperado na inflação americana, mas o dado cheio acelerou e o núcleo está empacado no mesmo lugar há meses, o que abre discussões sobre qual será o caminho do Fed em janeiro. Pode vir pausa.


… O CPI subiu 0,3% em novembro, de 0,2% em outubro, e avançou de 2,6% para 2,7% na comparação anual, ainda bem acima da meta de 2%. O núcleo subiu 0,3% no mês, quarta leitura consecutiva nesse nível, e 3,3% no ano.


… Divulgado o índice, as apostas para um corte de 25pb pelo Fed agora em dezembro subiram de 86,1% para 98,1%, no FedWatch, do CME Group.


… Para o banco CIBC, ainda há uma “ameaça crescente” de pausa no ciclo de relaxamento monetário do Fed se “a economia dos EUA não desacelerar ou se as pressões inflacionárias não arrefecerem um pouco mais”.


… As techs foram as grandes ganhadoras do dia. O Nasdaq saltou 1,77%, aos 20.034,89 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,82% (6.084,19) e o Dow Jones caiu 0,22% (44.148,56).


… Broadcom (+6,63%), que está trabalhando com a Apple (-0,52%) em chips de IA, puxou os ganhos. Tesla (+5,93%), Meta (+2,16%) e Amazon (+2,32%) tiveram fechamentos recordes. Alphabet subiu 5,5%, Nvidia ganhou 3,14%.


… Os juros dos Treasuries chegaram a cair com a divulgação do CPI, mas terminaram o dia em alta. O leilão de US$ 39 bilhões em notes de 10 anos com demanda acima da média também não suavizou as taxas.


… No fechamento, o retorno da note de 2 anos subia a 4,156%, de 4,412% na sessão anterior. O da note de 10 anos avançava a 4,270% (de 4,221%) e o do T-bond de 30 anos pagava 4,478% (de 4,411%).


… O índice dólar (DXY) registrou novo avanço, de 0,38%, a 106,710 pontos. Na expectativa de corte de juro hoje pelo BCE, o euro caiu 0,34%, a US$ 1,0495. A libra cedeu 0,21%, a US$ 1,2748.


… O iene recuou 0,32%, a 152,438/US$. Reportagem da Bloomberg mostrou que dirigentes do BoJ não veem risco em esperar mais antes de aumentar os juros, embora ainda estejam abertos a um aperto na próxima semana.


EM TEMPO… VALE conclui negociações com governo dos EUA para desenvolver fábrica de briquetes de minério de ferro em Louisiana. O acordo prevê a alocação de US$ 282,9 milhões durante o período do projeto, até 2031.


OI. Operadora deve anunciar hoje uma nova diretoria. Segundo o Valor, dois nomes indicados pela consultoria Íntegra assumirão cargos de alto escalão. Marcelo Milliet ficará no comando da operadora, em gestão interina…


… Rodrigo Caldas Aguiar deve assumir a diretoria de Finanças.


MINERVA ampliou a previsão de investimento em venture capital em 2025 de US$ 30 milhões para US$ 45 milhões.


SER EDUCACIONAL aprovou a 6ª emissão de debêntures simples, em duas séries e no valor total de R$ 150 milhões.


VITRUfará 5ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única e no valor total de R$ 1 bi.


KLABIN aprovou a distribuição de R$ 258 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,0424 por ação, com pagamento em 12/3/25; ex em 17/12/24.


LOCALIZA FLEET fará a 16ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1 bilhão.


ESTAPARfará o resgate antecipado facultativo da totalidade das debêntures da décima emissão, no próximo dia 23. Serão resgatadas 280 mil debêntures, no valor estimado de R$ 180,93 milhões.


DEXCO aprovou a distribuição de R$ 37,4 milhões em JCP, correspondente a 0,046 por ação. O valor de juros líquido será de R$ 0,0393 por ação. O pagamento terá como base a posição acionária do dia 18, ex em 19/12.


TEREOS recebeu certificações ISCC Corsia, ISCC Corsia Plus e ISCC EU que habilitam a empresa a fornecer etanol de cana-de-açúcar para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF)…


… A unidade Mandu, em Guaíra (SP), recebeu as certificações.


EUROFARMAfará o resgate antecipado total das 700 mil debêntures da 5ª emissão e das 500 mil debêntures da 6ª emissão. A estimativa do valor do resgate é de R$ 708,7 milhões (5ª emissão) e de R$ 529,8 milhões (6ª).

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Copom

 🇧🇷 *Tópicos do comunicado do Copom*


*✓*  Alta de 1% é compatível com estratégia de convergência da inflação para o redor da meta


*✓*  Decisão implica suavização de flutuações de atividade econômica e fomento do pleno emprego


*✓*  *Copom antevê, em se confirmando cenário esperado, ajustes de mesma magnitude nas próximas 2 reuniões*


*✓*  Magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada por compromisso de convergência


*✓*  Ambiente externo permanece desafiador


*✓*  Magnitude dependerá da dinâmica da inflação; em especial componentes sensíveis à atividade


*✓*  Conjuntura dos EUA suscita mais dúvidas sobre postura do FED


*✓*  Magnitude do ciclo dependerá de projeções de inflação expectativas hiato e balanço/riscos


*✓*  Cenário é marcado por desancoragem adicional de expectativas e elevação de projeções do IPCA


*✓*  Principais BCS seguem determinados com convergência de inflação para as metas


*✓*  Cenário é marcado por dinamismo acima do esperado na atividade e maior abertura do hiato


*✓*  Copom avalia que cenário externo exige cautela por parte dos emergentes


*✓*  Cenário mais recente exige pol. monetária ainda mais contracionista


*✓*  *Copom tem acompanhado com atenção impacto de desenvolvimentos fiscais recentes*


*✓*  *Percepção de agentes sobre anúncio fiscal afetou preços de ativos e expectativas*


*✓*  *Impacto de fiscal contribui para dinâmica inflacionária mais adversa*


*✓*  Cenário doméstico tem indicadores como PIB e mercado de trabalho apresentando dinamismo


*✓*  *Devido à materialização de riscos, cenário é menos incerto e mais adverso*


*✓*  PIB do 3 trimestre indicou abertura adicional do hiato


*✓*  *Persiste assimetria altista no balanço de riscos*


*✓*  Inflação cheia e subjacente tem se situado acima da meta


*✓*  Desancoragem de expectativas por período mais prolongado é risco para cima na inflação


*✓*  Maior resiliência de inflação de serviços, por hiato, é risco para cima da inflação


*✓*  BC inflação cheia e a subjacente apresentaram elevação nas divulgações mais recentes


*✓*  *Políticas externas e internas com impacto inflacionário são riscos para cima na inflação*


*✓*  Desaceleração mais forte da atividade global é risco para baixo à inflação


*✓*  Impacto mais forte do aperto monetário global é risco para baixo na inflação

Eurasia 1112

 📉 *Eurasia Rebaixa Perspectiva de Longo Prazo do Brasil para Negativo*


O Eurasia Group revisou para negativo a perspectiva de longo prazo do Brasil, citando riscos crescentes na política doméstica, desafios econômicos e potenciais repercussões da nova presidência de Donald Trump nos EUA, segundo relatório assinado pelo diretor-executivo Christopher Garman.


O *anúncio do pacote de gastos* do governo brasileiro e as políticas econômicas de Trump contribuíram para essa reavaliação, com a trajetória do Brasil passando de *“low neutral” para negativo.* No curto prazo, entretanto, a perspectiva permanece em *“low neutral”*, devido à rápida aprovação das medidas fiscais no Congresso e à ausência de interferências na política monetária.


O Eurasia destaca que um *real mais fraco* e *juros elevados* devem pressionar o presidente Lula, tornando a *reeleição em 2026* uma prioridade ainda maior. Isso pode aumentar tensões políticas em torno da política monetária e resultar em uma *modesta deterioração das condições políticas* nos próximos dois anos.


O custo reputacional associado às reformas fiscais e tributárias coloca o Brasil em um cenário de *taxas de juros mais altas por mais tempo,* enfraquecimento da moeda e inflação elevada. Ainda assim, Garman avalia que Lula continuará competitivo para 2026, apesar dos impactos negativos no crescimento em 2025 e do ambiente inflacionário.

Paulo Cursino

  Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O paí...