quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Wilson Gomes, FSP

 O ótimo professor Wilson Gomes alerta a esquerda do óbvio ululante, mas não adianta, só leem a mídia petista.

"Ao atacar o jornalismo para defender Moraes, a esquerda erra muito feio
Campanha contra Malu Gaspar é politicamente ineficaz; defesa cega do ministro gera assassinato de reputações.
6.jan.2026 às 18h29
Sim, eu sei que esta semana deixamos de ser especialistas em jornalismo investigativo, conspirações da mídia e condutas inapropriadas de membros da Suprema Corte porque nos tornamos experts em direito internacional, democracia e geopolítica.
Mas gostaria de retomar aspectos de um debate ainda incompleto —e decisivo para o futuro da democracia brasileira— que gira em torno das denúncias publicadas por grandes jornais sobre condutas impróprias ou insuficientemente explicadas envolvendo ministros do STF e, sobretudo, do modo como a esquerda reagiu a elas: assumindo a defesa de Alexandre de Moraes por meio de ataques ao jornalismo e à reputação de uma jornalista em particular, Malu Gaspar.
O primeiro ponto que chama a atenção é o empilhamento de fatos. Não se trata de um episódio isolado, de uma frase mal interpretada ou de um indício frágil. São contratos, contatos telefônicos, relações profissionais sensíveis e omissões explicativas que, mesmo considerados separadamente, já exigiriam esclarecimentos públicos. Tomados em conjunto, formam um quadro que, no mínimo, merece escrutínio rigoroso. Afinal, até o negacionismo mais arbitrário tem nos fatos um limite incontornável, e, quando eles são muitos e se acumulam, é difícil fingir que não existem.
O segundo ponto é a pobreza estratégica da defesa. Toda a reação se concentrou numa única tática: afirmar que Malu Gaspar mentiu, que é "lavajatista" e que opera com uma agenda política oculta, supostamente a serviço do golpismo. Trata-se de uma investida moralmente duvidosa e intelectualmente frágil. Não há demonstração de falsidade, não há contestação factual consistente, apenas rótulos e suspeitas projetadas. Fora do círculo militante, isso não se sustenta.
Malu Gaspar entra nesse episódio com um patrimônio reputacional elevado, construído ao longo do tempo, sem histórico de partidarização ou militância disfarçada. Se alguém se dispuser a fazer a pergunta elementar —quem teria mais a ganhar mentindo: a jornalista, os juízes ou os banqueiros envolvidos?—, a aposta racional reafirmaria a credibilidade da jornalista. Atacar essa credibilidade sem prova não a enfraquece, apenas expõe quem a ataca.
Há ainda um efeito perverso aparentemente não levado em conta. Ao mobilizar uma defesa agressivamente partidária de Moraes, a esquerda faz um desserviço ao próprio ministro. Um juiz constitucional depende não apenas da legalidade de seus atos, mas também da aparência de imparcialidade. A adoção repentina e feroz de Moraes pela esquerda só reforça a impressão —ainda que mal-intencionada— de que ele seria um juiz parcial e antidireita. Ser defendido dessa forma é péssimo para a sua reputação institucional.
O problema se agrava quando se adota o assassinato de reputação de jornalistas como tática política legítima. No caso de Malu Gaspar, isso se expressou por um repertório bem conhecido: acusá-la de mentir sem demonstrar em quê; rotular sua apuração como "lavajatista" para dispensar o exame dos fatos; atribuir-lhe uma agenda política oculta, supostamente a serviço do golpismo; tratar o uso de fontes protegidas como prova de má-fé; e reinterpretar reportagens independentes como parte de uma conspiração coordenada da mídia. Não se rebate a informação —tenta-se interditar quem a produziu.
Esse método não é apenas feio, é autodestrutivo. Primeiro, porque iguala moralmente esquerda e extrema direita: o bolsonarismo faz exatamente o mesmo. Segundo, porque jornalistas, como qualquer outro campo profissional, tendem a reagir solidariamente a ataques injustos. O resultado previsível não será o silenciamento, mas mais investigação.
Além disso, foi exatamente esse tipo de jornalismo investigativo —com fontes protegidas, apuração persistente e enfrentamento de poderosos— que expôs o orçamento secreto, a "rachadinha" do clã Bolsonaro, o gabinete do ódio, a interferência política na Polícia Federal, a Abin paralela e, antes disso, práticas graves no governo Temer. O mesmo método revelou fraudes empresariais monumentais e desmontou a Lava Jato a partir da Vaza Jato. Em todos esses casos, a imprensa também foi acusada de conspirar, de ter agenda, de querer "desestabilizar o país". Hoje, poucos duvidam de sua importância democrática.
No fim, a estratégia adotada consegue um feito notável: transformar um escândalo envolvendo banqueiro e relações impróprias de poder num problema da esquerda. É difícil imaginar algo mais estúpido e contraproducente —para a esquerda , para a credibilidade do STF e para a democracia."
Folha de SP, 06/01/26.

Philipp Heimberger

 Nosso artigo sobre os efeitos macroeconômicos do investimento público nos 27 Estados-membros da UE já foi publicado na "Applied Economics Letters" (em conjunto com Cara Dabrowski ). Apresentamos novas evidências de que choques de investimento público (a) têm efeitos favoráveis sobre a produção (multiplicadores de investimento >1) e o desemprego no curto e médio prazo; (b) não excluir o investimento privado; e (c) não colocar em risco a sustentabilidade da dívida pública.


Link para o artigo: https://lnkd.in/dtdracCS

Versão de acesso livre: https://lnkd.in/dT4uA3rQ



FÁBIO ALVES: O ‘PAYROLL’ E A PRECIFICAÇÃO DO FOMC DE JANEIRO

Será que o relatório de emprego de dezembro (“payrolls”), que será divulgado na próxima sexta-feira, poderá influenciar a decisão sobre a taxa de juros nos Estados Unidos na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), marcada para os dias 27 e 28 deste mês? No encerramento da semana passada, a precificação da curva de juros estava indicando uma probabilidade de quase 83% de que o Federa Reserve (Fed) irá manter a taxa básica inalterada na reunião do Fomc deste mês. Ou seja, seria preciso uma surpresa muito grande nos dados para fazer o mercado alterar essa precificação e também para influenciar a opinião dos membros votantes do Fomc. “Ninguém deveria ter muita confiança nas suas estimativas [para o ‘payroll’ de dezembro] dada a baixa qualidade dos dados”, diz o chefe de economia para mercados de capitais do Scotiabank, Derek Holt. Ele prevê a criação de apenas 25 mil vagas de trabalho nos EUA em dezembro, com uma taxa de desemprego cedendo para 4,5%. O consenso das estimativas do mercado é para a geração de 53 mil vagas de trabalho, com uma taxa de desemprego de 4,5%. É bom lembrar que a grande surpresa do “payroll” de novembro foi a subida da taxa de desemprego de 4,4% para 4,6%. Isso ocorreu muito em razão das distorções provocadas pelo “shutdown”, ou paralisação da máquina federal americana, quando o governo afastou temporariamente um grande número de servidores. Em novembro, foram criadas 64 mil vagas de trabalho nos EUA, com o ganho salarial médio por hora avançando apenas 0,1% na margem. O economista para EUA do banco JPMorgan, Michael Feroli, observa que se o mercado de trabalho voltar a apertar, com a melhora dos dados, o Fed poderá deixar a taxa de juros inalterada por um período prolongado. “A ata da reunião do Fomc de dezembro já mostrou um Comitê inlciando nessa direção”, observou Feroli, em nota a clientes. “Naquela reunião, os membros do Fomc ainda não tinham visto a alta recente na taxa de desemprego, mas eles provavelmente estavam esperando isso baseado nas suas discussões sobre os dados do mercado de trabalho no setor privado”. A projeção de Feroli é de uma criação de 75 mil vagas de trabalho em dezembro, com a taxa de desemprego mantendo-se em 4,6%. “Será preciso uma taxa de desemprego sólida de 4,6% para convencer o Fomc a cortar de novo os juros”, acrescentou Feroli. A aposta dele é ainda de um corte de juros na reunião do Fomc de janeiro. Mas ele admite que essa aposta é bastante incerta, ou “a close call”, como ele escreveu no seu relatório. “Mas se o Fed pausar em janeiro e o mercado de trabalho começar a apertar de novo no início deste ano, então há um risco material de que o Fed não irá mais cortar os juros em 2026”, disse Feroli. Na ponta mais otimista em relação aos resultados do “payroll” de dezembro está o economista-chefe para EUA da Jefferies, Thomas Simons. Ele prevê a criação de 155 mil vagas de trabalho em dezembro, com a taxa de desemprego recuando para 4,3%. Por ora, seria muito difícil imaginar uma mudança nos “calls” oficiais de economistas de bancos e também na precificação do mercado em razão da divulgação do “payroll” de dezembro. Mesmo uma surpresa nos dados será recebida com certo ceticismo, diante do que aconteceu com a coleta das informações por causa do “shutdown”. Restará para medir a temperatura qualquer avaliação, ou declaração, dos dirigentes do Fed sobre o “payroll” de dezembro. A ver. (fabio.alves@estadao.com) Fábio Alves é jornalista da Broadcast

Bco Master

 😱  *Cláusula do FGC previa suspensão de socorro ao Master em caso de investigação* 

Em documento enviado ao TCU, Banco Central aponta "crise aguda de liquidez" da instituição

Uma cláusula considerada padrão em contratos de crédito de alto risco acabou se tornando peça-chave no colapso do Banco Master. O contrato de empréstimo emergencial firmado entre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a instituição previa a suspensão imediata do socorro financeiro caso o banco ou seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro, se tornassem alvo de investigações da Polícia Federal ou do Ministério Público Federal. A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo O Globo.


O dispositivo contratual, descrito por especialistas como uma ferramenta clássica de gestão de risco, permitia ao FGC interromper o apoio em um cenário de deterioração relevante do perfil de crédito do tomador.


A existência dessa salvaguarda ganhou relevância diante da escalada de eventos que, em poucos meses, tornaram insustentável a situação financeira do Master e culminaram na decretação de sua liquidação pelo Banco Central (BC), em novembro de 2025.


Em maio de 2025, segundo apuraram as reportagens, o FGC concedeu ao Master um empréstimo emergencial de R$ 4 bilhões para permitir o pagamento de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), em um momento em que o banco já enfrentava sérios problemas de liquidez e não conseguia realizar novas captações desde março. No mesmo período, o Banco Regional de Brasília (BRB) anunciou a compra de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Master, por R$ 2 bilhões.

https://iclnoticias.com.br/economia/clausula-fgc-suspensao-socorro-master/

Abertura 0701

 *Abertura: ameaça de Trump à Groenlândia reforça cautela antes de dados de emprego dos EUA*


Por Maria Regina Silva e Luciana Xavier*


OVERVIEW. O foco hoje fica em dados de atividade dos Estados Unidos, em dia de agenda escassa no Brasil. Serão informadas a pesquisa ADP de emprego no setor privado e o relatório Jolts sobre vagas criadas, além do PMI/ISM de serviços. No início da noite, a vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, participa de evento.


NO EXTERIOR. Após recordes na véspera das bolsas, os índices futuros de ações em Nova York, rondam a estabilidade nesta manhã. Na mesma linha estão os rendimentos do Treasuries e o dólar. Na Europa, as bolsas exibem sinais distintos, em meio da dados da região como queda nas vendas do varejo alemão e CPI da zona do euro de dezembro, que voltou á meta do Banco Central Europeu, além monitorarem persistentes ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a Groenlândia. Investidores aguardam a divulgação da  pesquisa da ADP sobre criação de vagas no mercado de trabalho privado, o relatório Jolts de emprego e o PMI de serviços medido pelo ISM, no momento de sinais de manutenção dos juros pelo Fed na reunião no final deste mês. Já o petróleo amplia perdas, ainda sob influência de comentário de Trump de que "autoridades interinas da Venezuela vão entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA". Ficam no foco a Chevron Corp. e o grupo de private equity Quantum Energy Partners. Há relatos de que reunirão para lançar oferta conjunta pelos ativos internacionais da petrolífera russa Lukoil, que está sob sanções.


POR AQUI. O viés negativo dos índices de ações no pré-mercado de Nova York pode estimular correção do Ibovespa, após fechar ontem no segundo maior nível de fechamento da história. Também entra como fator de baixa o recuo de cerca de 1,5% nas cotações do petróleo, embora a alta de 4% do minério, impulsionada por relatos de estímulo à economia por parte de Pequim, sirva como contraponto. Nesta manhã, os ADRs da Vale e o EWZ, principal fundo de índice (ETF) brasileiro negociado em Nova York, têm viés de queda, enquanto os ADRs da Petrobras subiam 0,52% às 7h13. Na falta de novos catalisadores, os juros futuros ficam à mercê do comportamento dos rendimentos dos Treasuries e do câmbio, que pode se ajustar depois de ter emendado o quarto pregão consecutivo na véspera, antes das divulgações dos indicadores de hoje nos EUA.


NA POLÍTICA. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) deve protocolar o requerimento de instauração de uma CPMI para apurar fraudes atribuídas ao Banco Master já na abertura dos trabalhos do Congresso, no dia 2 de fevereiro. O presidente Lula corre para encontrar um nome para substituir Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, que deve deixar o posto nesta semana. Um dos cotados é Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. Um relatório médico elaborado pela PF e encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava consciente, após sofrer uma queda durante na cela onde está custodiado, em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou que pretende anunciar antes da eleição quem será seu ministro da Economia, caso seja eleito. Ele disse ainda que o irmão Eduardo Bolsonaro - deputado cassado - poderia cuidar das relações internacionais na sua gestão.


AGENDA.


ADP, JOLTS E BOWMAN DO FED SÃO DESTAQUE - Nos EUA saem a pesquisa ADP do mercado de trabalho privado (10h15) e o Relatório Jolts de abertura de vagas no país (12h). O ISM informa o PMI de serviços relativo a dezembro (12h). A vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman, discursa em evento (18h10). No Brasil, o Banco Central divulga o fluxo cambial semanal (14h30). O presidente Lula participa de eventos em Brasília sobre hospitais e assina contrato empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento, NDB, dos Brics.


O QUE SABEMOS.


EMBRAER - A fabricante de aviões informou que entregou 91 aeronaves no quarto trimestre de 2025, alta de 46,7% em relação ao terceiro trimestre e de 21,3% ante igual período de 2024, quando foram entregues 62 e 75 unidades, respectivamente. No acumulado de 2025, a fabricante entregou 244 aeronaves nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva e Defesa & Segurança, acima das 206 unidades do ano anterior. Na Aviação Comercial, foram 32 novos jatos no quarto trimestre, sendo 15 do modelo E195-E2. No ano, o segmento somou 78 entregas, em linha com o guidance de 77 a 85 aeronaves. A Aviação Executiva registrou 53 entregas no trimestre, com destaque para o Phenom 300, responsável por 23 unidades, e fechou o ano com 155 jatos, no teto das estimativas. Em Defesa & Segurança, a empresa entregou seis aeronaves no trimestre e 11 no ano.


EM TESE: As entregas acima do ano anterior reforçam execução operacional sólida da Embraer, o que pode favorecer hoje as ações da empresa. O resultado sustenta receitas e caixa, enquanto Defesa mantém contribuição estável, apoiando a percepção positiva do mercado. Para o Citi, a Embraer apresentou um "forte" quarto trimestre de entregas de aeronaves, estabelecendo um recorde trimestral, o que reforça, na visão do banco, potencial de crescimento da produção para este ano. O Citi tem recomendação de compra para Embraer e preço-alvo de US$ 77, visando um retorno de 11% em relação ao fechamento desta terça-feira, na Bolsa de Nova York (Nyse).


FUNDOS - A indústria de fundos encerrou 2025 com captação líquida de R$ 88,4 bilhões, segundo dados da Anbima. O patrimônio líquido alcançou R$ 10,7 trilhões, alta de 16,3% em relação a 2024, quando somava cerca de R$ 9,2 trilhões. Apesar do crescimento do estoque, as entradas recuaram aproximadamente 27% frente a 2024, que registrou R$ 121,3 bilhões. No ano, os maiores resgates ocorreram em fundos multimercados, com saída de R$ 58,8 bilhões, e em fundos de ações, com R$ 54,4 bilhões, seguidos por previdência e cambial. Na ponta positiva, a renda fixa liderou, com captação de R$ 84,2 bilhões, além de fundos de investimento em participações, fundos de direitos creditórios, fundos de índice e fundos ligados ao agronegócio. Em dezembro, houve resgate líquido de R$ 66,7 bilhões, puxado pela renda fixa.


EM TESE: Os números da Anbima indicam crescimento do patrimônio, sustentado por juros altos, mas perda de fôlego na captação. A migração para renda fixa e fundos estruturados reforça o viés conservador, enquanto os resgates em ações e multimercados mostram menor apetite a risco.


OVERNIGHT.


TCU/BANCO MASTER - A presidência do Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhou uma mensagem aos demais ministros avaliando que a Corte de Contas estaria sob ataque e reforçando que nenhum órgão pode ficar livre do controle externo, de acordo com fontes internas da instituição. A mensagem atribuída ao presidente, Vital do Rêgo, vem após a repercussão sobre o caso Master. As informações foram primeiramente publicadas pela CNN Brasil e confirmadas pela Broadcast. Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.


BC NA MIRA - Instituições e autoridades envolvidas na liquidação do Banco Master foram alvo de uma série de ataques nas redes sociais pouco antes da virada do ano. A ofensiva, concentrada em um período de 36 horas, utilizou contas conhecidas por promover celebridades para questionar a credibilidade de órgãos como o Banco Central e a Febraban em relação ao processo, que está agora sob o escrutínio do Tribunal de Contas da União (TCU).


BRASIL/VENEZUELA - O Brasil teve superávit comercial de US$ 489 milhões com a Venezuela em 2025, segundo a Secex/Mdic. Nos últimos anos, o maior superávit que o Brasil teve com o país vizinho foi em 2015, com saldo de US$ 2,3 bilhões. Desde então, o resultado de exportações e importações, sempre favorável ao Brasil, não ultrapassou a barreira de US$ 1 bilhão.


AZUL - A empresa informou na noite de ontem que concluiu a oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias e preferenciais, no âmbito da sua reestruturação financeira nos Estados Unidos, com a oferta totalizando R$ 7,441 bilhões. Assim, o novo capital social da companhia é de R$ 14.573.410.376,60.


TOTVS - O conselho de administração da Totvs aprovou a sexta emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, no valor de R$ 3 bilhões. Os recursos líquidos obtidos com emissão serão integralmente utilizados para a aquisição da totalidade das ações de emissão da Linx Participações e para a gestão ordinária de seus negócios.


AB INBEV - A gigante da cerveja Anheuser-Busch InBev, controladora da Ambev no Brasil, concordou em recomprar uma participação minoritária em suas plantas de contêineres de metal nos EUA por cerca de US$ 3 bilhões, retomando sua parte nas instalações para reforçar a segurança do fornecimento. A cervejaria belga da Budweiser disse nesta terça-feira que exerceu o direito de recomprar sua participação de 49,9% nas plantas, que estavam nas mãos de um grupo de investidores institucionais liderado pela Apollo Global Management.


XAI - A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, completou uma rodada de financiamento Série E de US$ 20 bilhões, superando sua meta de US$ 15 bilhões. A empresa por trás do modelo de linguagem Grok disse nesta terça-feira que os investidores na rodada de financiamento incluíram Qatar Investment Authority, Valor Equity Partners, Stepstone Group, MGX e Baron Capital Group, e Fidelity Management & Research Company. A xAI também listou Nvidia e Cisco Investments como investidores estratégicos na rodada.


NVIDIA - A demanda chinesa pelos processadores avançados de inteligência artificial H200 da Nvidia está "bastante alta", disse o CEO da empresa, Jensen Huang, um mês após a administração Trump tomar a decisão controversa de aprovar a venda dos chips na China.


FED - O Conselho do Federal Reserve (Fed) divulgou nesta terça-feira as atas de sua recente reunião, de 10 de dezembro, para revisar e determinar as taxas de desconto fornecidas às instituições depositárias através da janela de desconto. Oito dos 12 bancos do Fed votam para manter a taxa de desconto inalterada em dezembro. "No geral, os diretores observaram uma atividade econômica estável, embora as condições variassem entre os setores e distritos", pontuou o BC americano em nota.


China -  As reservas cambiais da China aumentaram em dezembro, encerrando um ano marcado por um crescente superávit comercial que renovou o debate sobre o yuan, que é mantido sob rígido controle. Dados publicados hoje pelo PBoC, como é conhecido o banco central chinês, mostram que as reservas da segunda maior economia do mundo tiveram alta de US$ 11,5 bilhões em dezembro, atingindo US$ 3,358 trilhões. O avanço veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.


E NOS MERCADOS.


PETRÓLEO - Os contratos futuros operam em queda de até cerca de 1,5%, ampliando as perdas da véspera, após comentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “autoridades interinas da Venezuela vão entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA”. O mercado também acompanha a pesquisa semanal do Departamento de Energia dos Estados Unidos sobre estoques de petróleo e derivados. Às 7h11, o WTI para fevereiro caía 1,24%, a US$ 56,43, enquanto o Brent para março recuava 0,87%, a US$ 60,17.


FUTUROS DE NY - Os índices futuros de Nova York têm leve queda em sua maioria, após Wall Street acumular ganhos nos dois pregões anteriores. Investidores aguardam uma bateria de indicadores, incluindo a pesquisa ADP sobre criação de empregos no setor privado e o índice de gerentes de compras de serviços medido pelo ISM. Às 7h11, o futuro do Dow Jones subia 0,01%, o do S&P 500 subia 0,29% e o do Nasdaq avançava 0,43%.


BOLSAS DA EUROPA- As bolsas europeias operam sem direção única na manhã desta quarta-feira, enquanto investidores avaliam dados da inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro e ponderam os riscos geopolíticos do ataque dos EUA à Venezuela e repetidas ameaças de Washington de anexar a Groenlândia. Às 7h13, Londres caía 0,52%, Paris cedia 0,06% e Frankfurt avançava 0,73%.


TREASURIES - Os rendimentos operam próximos da estabilidade, após avanço na sessão anterior, com o foco voltado para os dados econômicos dos Estados Unidos e para eventuais comentários de uma autoridade do Federal Reserve. Às 7h14, a taxa da T-note de 2 anos estava em 3,459% (de 3,458% ontem), o retorno da T-Note de 10 anos caía a 4,142% (de 4,166%) e o do T-bond de 30 anos recuava para mínima de 4,823% (de 4,854%).


MOEDAS FORTES - O dólar opera perto da estabilidade frente a outras moedas fortes, à espera de dados de inflação da zona do euro e de indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Às 7h15, o euro caía a US$ 1,1687 (de US$ 1,1694 ontem), a libra recuava a US$ 1,3497 (de US$ 1,3505) e o dólar se enfraquecia a 156,48 ienes (de 156,59 ienes). O índice DXY tinha leve alta de 0,01%, a 98,58 pontos.


BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, à medida que as ações de defesa interromperam um recente rali, em meio a riscos geopolíticos após o ataque dos EUA à Venezuela e de repetidas ameaças de Washington de anexar a Groenlândia. "A incerteza global continua a se aprofundar", disse Tan Boon Heng, do Mizuho Bank, em nota. O índice japonês Nikkei caiu 1,06% em Tóquio. O sul-coreano Kospi avançou 0,57% em Seul. O Hang Seng caiu 0,94% em Hong Kong, e o Taiex cedeu 0,46% em Taiwan. Na China continental, o dia foi de ganhos marginais, de 0,05% do Xangai Composto, e de 0,11% do menos abrangente Shenzhen Composto. Na Oceania, a bolsa australiana ficou levemente no azul: o S&P/ASX 200 subiu 0,15% em Sydney.

Call Matinal 0701

 Call Matinal

07/01/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

Pensatas: "Watergate foi reportado por Bob Woodward e Carl Bernstein com base em fonte anônima; Seymour Hersh revelou crimes, como o massacre de My Lai, na guerra do Vietnã, e as torturas em Abu Ghraib, depois da Guerra do Iraque. Muitas fontes anônimas. No começo do século 20, a jornalista Ida Tarbell expôs as práticas de monopólio da Standard Oil Company, controlada por John Rockefeller. Malu reportou o contrato de prestação de advocacia da esposa de ministro do STF para o Banco Master; R$ 3,6 milhões por mês. Ela também reportou conversas sobre o caso Master entre o ministro e o presidente do Banco Central. A desonestidade das críticas a Malu superou o desatino. Jornalista não revela fonte. Jornalista apura os temas com base, muitas vezes, em documentos vazados e relatos anônimos, por temor de retaliações. Cabe ao Estado investigar, provar com base nas evidências. Assim funcionam as democracias"

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0601)

MERCADOS E AGENDA

No mercado brasileiro de terça-feira (06), o Ibovespa fechou em alta de +1,11%, a 163.664 pts, com o giro de negócios em R$ 24,6 bilhões. Já no mercado cambial, o dólar à vista caiu pelo quarto dia seguido e fechou em baixa de 0,47%, a R$ 5,3800, sem novos ruídos políticos e após o término da demanda por remessas de lucros ao exterior.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam perto da estabilidade nesta quarta-feira (07), depois de Wall Street ter atingido patamares recordes na sessão anterior. Investidores aguardam a divulgação de dados de Pesquisa de Vagas de Emprego e Rotatividade de Mão de Obra (JOLTS), bem como os dados de folhas de pagamento do setor privado da ADP. No mercado de minério, cotação dispara 4%.

 

 

 

MERCADOS 5h30

EUA

 

 

Dow Jones Futuro: +0,06%

S&P 500 Futuro: -0,08%

Nasdaq Futuro: -0,20%

Ásia-Pacífico

 

 

Shanghai SE (China), +0,05%

Nikkei (Japão): -1,06%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,94%

Nifty 50 (Índia): -0,39%

ASX 200 (Austrália): +0,15%

Europa

 

 

STOXX 600: +0,08%

DAX (Alemanha): +0,53%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,33%

CAC 40 (França): -0,11%

FTSE MIB (Itália): +0,25%

Commodities

 

 

Petróleo WTI, -1,19%, a US$ 56,45 o barril

Petróleo Brent, -0,82%, a US$ 60,20 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +4,09%, a 828 iuanes (US$ 118,56)

 

NO DIA, 0701

Continuamos focados no escândalo do banco Master e na invasão dos EUA, sequestrando Nicolás Maduro. No caso Master, os envolvidos podem elevar este caso a algo maior que a Lava Jato. Tem muita gente graúda envolvida. No Congresso, requerimento de CPMI do Master já tem assinaturas de 198 deputados e 34 senadores. No ataque à Venezuela, Trump disse que as autoridades interinas na Venezuela entregarão aos EUA entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo. Diante disso, o petróleo promete abrir com gap de queda firme. No geral, porém, o mercado tem estado indiferente à crise de transição de poder se concentrando na agenda de indicadores econômicos. São dois dados de emprego nos Estados Unidos: o relatório Jolts de novembro (12h) e a pesquisa ADP sobre os empregos no setor privado em dezembro (10h15), a gerar 48 mil vagas de trabalho, revertendo a eliminação de 32 mil postos no mês anterior. Os números podem ajudar o mercado a preparar o espírito para o payroll da sexta-feira. Vamos aguardando.

 

Agenda Macroeconômica Brasil

 

 

 

 

Quarta-feira, 07 de Janeiro 

04:00 - EUR - Vendas no Varejo - Alemanha

07:00 - EUR - IPC Zona do Euro

10:15 - USD - Variação de Empregos Privados ADP

12:00 - USD - PMI ISM Não-Manufatura

12:00 - USD - Ofertas de Emprego JOLTS

12:00 - USD - Encomendas à Indústria

12:30 - USD - Estoques de Petróleo Bruto

14:30 - BRL - Fluxo Cambial Estrangeiro

18:10 - USD - Discurso de Bowman, Membro do FOMC

20:30 - JPY - Massa Salarial Geral de Empregados

20:30 - JPY - Pagamento de Hora Extras

 

 

 

 

Boa quarta-feira para todos! Feliz 2026 !

Eliana Cardoso

 Pondo as barbas de molho…

O que se segue é a tradução de alguns trechos pequenos de um longo artigo de Shanaka Anslem Perera no Substack. A informação pode ser útil mesmo para quem se opõe ao autor.
“A supressão da campanha de defesas aéreas venezuelanas durante o ataque de sábado alcançou o que os teóricos militares chamam de “pontuação perfeita”. A Venezuela possuía um dos mais formidáveis sistemas de defesa aérea integrados da América Latina: doze lançadores S-300VM “Antey-2500” representando o principal sistema de mísseis terra-ar de longo alcance da Rússia com alcances de engajamento teórico de 250 quilômetros, nove baterias de mísseis de médio alcance Buk-M2E capazes de enfrentar alvos a 45 quilômetros, vários sistemas de curto alcance Pechora-2M para defesa pontual e um esquadrão de caças de superioridade aérea Su-30MK2 Flanker-G.
Não fez a menor diferença!
A defesa venezuelana tornou-se irrelevante nos minutos de abertura da operação, permitindo que os operadores da Força Delta conduzissem sua missão como se estivessem em um exercício de treinamento no deserto de Nevada.
O analista Alex Christoforou, comentando sobre a operação, disse o que os diplomatas não podem dizer: “Países ao redor do mundo precisam perceber que no mundo em que vivemos hoje, não há regras. Ataques de decapitação estão definitivamente na mesa. Sequestrar líderes militares está em cima da mesa. No que diz respeito à administração Trump, não há regras. Ele fará o que precisar para vencer.”
A China exigiu respeito pela soberania e não interferência. Mas a China não conseguiu proteger seu parceiro latino-americano mais importante, apesar de sessenta bilhões de dólares em investimentos e uma visita diplomática de alto nível dezoito horas antes da captura. A condenação chinesa sem ação chinesa é um reconhecimento de limitação.
O presidente Putin construiu sua política externa com base na premissa de que a Rússia poderia projetar poder por meio de vendas de armas e parcerias de segurança. Essa premissa morreu com a incapacidade de resposta em Caracas.
Se a credibilidade militar russa sofreu um golpe fatal, o investimento estratégico chinês sofreu um revés igualmente devastador. O momento da operação não foi coincidência. Foi humilhação calculada.
Em 2 de janeiro de 2026, o enviado especial de Xi Jinping, Qiu Xiaoqi, se encontrou com Nicolás Maduro no Palácio de Miraflores. A reunião revisou 600 acordos de cooperação bilaterais. A mídia estatal chinesa descreveu a Venezuela como um “parceiro estratégico inabalável”. A delegação enfatizou os laços profundos entre Pequim e Caracas, a importância da relação com a estratégia latino-americana da China, os bilhões investidos em petróleo e infraestrutura venezuelanos.
Dezoito horas depois, os operadores da Força Delta capturaram Maduro e o extraíram do território venezuelano.
A mensagem não poderia ser mais clara. A proteção diplomática chinesa não significa nada no hemisfério da América. O investimento chinês não compra segurança. A parceria chinesa não oferece nenhum escudo contra o poder americano.”

Leitura de sábado

 *Leitura de Sábado: Privatizações e gestões pró-mercado impulsionam estatais estaduais em 2025* Por Camila Vech São Paulo, 07/01/2026 - O a...