segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Bruno Funchal

 Estadão/Broadcast: Pacote fica em torno de R$ 40 bi e não R$ 70 bi, diz Bruno Funchal


Ex-secretário especial do Tesouro e Orçamento e atual CEO da Bradesco Asset, Bruno Funchal avalia que o pacote de contenção de gastos do governo está na direção correta, mas deve ficar aquém dos R$ 70 bilhões anunciados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. "Na nossa visão, talvez não chegue em R$ 70 bilhões. Talvez chegue em algo em torno de R$ 40 bilhões", calcula.

Em entrevista ao Broadcast, ele diz que há dificuldade na tramitação. "O problema é que tem que passar PEC, tem que passar projeto de lei. É muito difícil essa tramitação." Funchal considera que uma parte desses recursos já tinha sido anunciada em alguma medida, dentro do combate à fraude em benefícios. "O pacote talvez não seja tão forte quanto está sendo anunciado. Talvez a expectativa esteja superestimada". Ainda segundo ele, o pacote não ataca despesas obrigatórias.

Para Funchal, no entanto, muito do estresse do mercado financeiro desde ontem está relacionado ao anúncio do reajuste da tabela do Imposto de Renda - isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, com aumento na tributação para os salários acima de R$ 50 mil como compensação. "A peculiaridade é que a isenção tem um custo elevado, algo em torno de R$ 40 a 45 bilhões. A contrapartida é 'ok', mas sabemos que na tramitação há muita dificuldade de criar imposto e há um incentivo ao Congresso querer também conceder alguma coisa. Então, ficou muito desbalanceado esse risco."

"O risco está muito mais para uma redução de receita por causa do ajuste da tabela do IR que para algo neutro. Sendo que esses R$ 40 bilhões podem ser mais que R$ 40 bilhões, se houver outros ajustes. Por exemplo, se mantiver a 'escadinha' do Imposto de Renda e não usar a metodologia que o governo propôs, esse custo pode ser maior. Então, acho que isso acabou contaminando o anúncio do pacote fiscal", analisou.

De acordo com o ex-secretário do Tesouro, os investidores que apostam no Brasil estão começando a vender ativos, o que provoca elevação das taxas de juros futuros e da cotação do dólar, acima de R$ 6,00. "Isso é reflexo de como o pacote foi percebido. Foi percebido como um risco."

Ainda na visão de Funchal, o pacote fiscal só saiu por causa do reajuste da tabela do IR. Então, não dá para desvincular as discussões e, olhando o todo, o que fica é mais incerteza. "Ou seja, você espera algo numa direção e vem em outra. Nessa direção, acaba ficando mais difícil o combate à inflação, já que é uma política que talvez não contenha gastos ou que possa até colocar mais renda na mão da população no curto prazo. Isso vai pressionar o Banco Central. A curva de juros já precifica aumentos de juros relevantes nas próximas reuniões."


Fonte: Macro Trader

🏦@alexeconomia

BDM Matinal Riscala 0212

 Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2024.


FISCAL NÃO SAI DO FOCO AQUI EM SEMANA DE EMPREGO NOS EUA

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… A força do mercado de trabalho nos EUA (payroll, ADP e Jolts) e a participação de Powell em evento, pouco mais de duas semanas depois de ter descartado pressa em cortar os juros, calibram as apostas para o Fed deste mês. Ainda na agenda externa, a Opep deve atrasar a retomada da produção global, diante do excesso de oferta. Aqui, o PIB/3Tri e a produção industrial de outubro tendem a sinalizar que a atividade econômica continua aquecida, no contexto de pressão crescente para o Copom acelerar o ritmo de alta da Selic, especialmente em meio ao estresse fiscal. Com o dólar a R$ 6, Galípolo participa de Fórum Político da XP hoje (10h), em SP, e o mercado financeiro acompanha o início da tramitação dos dois textos de contenção de gastos, que já chegaram à Câmara, e começam a ser discutidos.


… No fim de semana, Lula recebeu os comandantes das Forças Armadas no Palácio da Alvorada, que foram pedir um tempo maior de transição para a idade mínima de 55 anos, prevista para começar em 2032. O presidente disse que encaminhará a proposta à Fazenda.


… Na 6ªF, em entrevista exibida à noite na Record News, Haddad repetiu o que havia dito mais cedo na Febraban, que o pacote não é o “gran finale”, nem uma “bala de prata”, e que novas medidas podem ser decididas se o ajuste não for suficiente.


… “Se daqui a dois, três meses, nós identificarmos riscos para essa trajetória (das despesas), vamos ter que voltar à mesa para verificar que [outros] ajustes terão que ser feitos.” O ministro citou o BPC como exemplo de programa social que precisa de adequação.


… Haddad deixou clara a importância de controlar a situação fiscal, porque, segundo ele, “se os gastos da União se expandirem para além das regras do arcabouço, haverá um risco de desaceleração econômica em função da alta nos juros e no dólar”.


… O ministro culpou o vazamento da proposta de isenção do IR para a faixa até R$ 5 mil, sem uma explicação prévia, para justificar o salto do dólar. “Não adianta se queixar do mercado, dizer que leu errado. O que me contrariou foi o vazamento sem uma explicação.”


… Mas o fato é, mesmo após as explicações, o dólar fechou acima de R$ 6, pela primeira vez na história do Plano Real (leia abaixo).


… A explicação que Haddad acredita que pode tranquilizar o mercado é que a isenção do IR é um assunto para 2025, como disseram os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, em ação coordenada para acalmar os investidores.


… O ministro repetiu que a proposta só será adotada se for fiscalmente neutra e defendeu a compensação com alíquota mínima de 10% para os mais ricos, “que fazem uma engenharia contábil, uma arquitetura financeira para não pagar imposto de renda”.


… Haddad não quis opinar sobre uma intervenção no câmbio, dizendo que essa é uma decisão técnica que cabe ao BC, mas sugeriu que não vê a alta do dólar como especulação. “Só a alta do dólar não é justificativa para fazer intervenção, se acontece por um ruído.”


… Uma rápida pesquisa do BDM com gestores e analistas mostrou que a grande maioria não é a favor da atuação no câmbio, defendida pelo PT, já que o dólar subiu porque precifica um prêmio de risco fiscal maior e não por qualquer disfuncionalidade.


… Para Alfredo Menezes (Armor Capital), “o BC não quer quebrar o termômetro”. “Se quiser atuar deve ser para conter a volatilidade, com uma quantidade pequena na oferta (seja no spot ou em swap cambial), e não para tentar reduzir o valor do dólar.


ERRARAM – A Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Lula fez uma publicação com uma mensagem equivocada nas redes sociais, no fim de semana, informando que o Executivo já enviou ao Congresso a proposta de isenção do IR para faixa até R$ 5 mil.


… Segundo integrantes do Executivo já esclareceram, o texto só será enviado ao Congresso e discutido em 2025, como parte da reforma tributária da renda, para ser implementado em 2026. Ainda não há data anunciada para o envio do projeto de lei.


UM DRIBLE NO PRIMÁRIO – O projeto de lei complementar que compõe o pacote de contenção de gastos do governo traz um dispositivo que possibilita a livre aplicação de superávit financeiro de alguns fundos entre 2025 e 2030, segundo apurou o Broadcast.


… Como o mecanismo permite que o governo gaste como quiser os recursos do saldo, inclusive com despesas discricionárias, essa medida não representaria um corte de despesas. Pelo contrário, libera o uso de receitas que normalmente estariam indisponíveis.


… Segundo técnicos de Orçamento, os saldos desses fundos ficam alocados no caixa do Tesouro, mas vinculados a outros gastos.


… Com a desvinculação, o Executivo poderá usar o dinheiro em outra despesa, e se for uma despesa primária, terá impacto no resultado primário. O superávit não vira uma receita primária, mas passa a financiar outra ação, contabilizada como despesa primária.


… O texto define que até 25% do superávit financeiro dos recursos vinculados aos fundos públicos do Executivo poderão ser destinados ao financiamento de ações de enfrentamento, mitigação e adaptação a mudanças climáticas e de transformação ecológica.


AJUSTE NO BLOQUEIO – Um relatório surpresa publicado pelo governo na noite de 6ªF reduziu o bloqueio no Orçamento, apenas uma semana depois de ter indicado a necessidade de um volume maior de contenção nos gastos fiscais.


… Edição extra do Diário Oficial da União trouxe que o governo cortou recursos da Lei Aldir Blanc, de repasse de recursos para a cultura nos Estados e municípios, e diminuiu o bloqueio de R$ 19,3 bilhões para R$ 17,6 bilhões.


… A “pedalada” acontece, segundo o Planejamento, para compensar despesas obrigatórias que cresceram além do esperado (principalmente benefícios da Previdência Social) e respeitar o teto de gastos do arcabouço fiscal.


… O governo reduziu ainda a previsão de déficit primário no ano em praticamente R$ 1 bilhão, de R$ 28,737 bilhões para R$ 27,746 bilhões, próximo ao piso da meta (R$ 28,756 bi), que prevê banda de tolerância de 0,25pp do PIB.


SALVARAM O DIA – O investidor só testou algum alívio na 6ªF (abaixo), porque Pacheco e Lira afinaram o discurso e garantiram que tramitação da proposta do governo de isenção do IR até R$ 5 mil não vai ser rápida e tampouco está garantida.


… Segundo eles, tudo vai depender das condições fiscais. Para o presidente do Senado, esta “não é pauta para agora” e a mudança está condicionada à existência de espaço nas contas públicas para uma desoneração tributária.


… Na mesma linha de austeridade, Rodrigo Lira escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter) que iniciativas do governo federal que impliquem em renúncia fiscal terão de passar por uma análise “cuidadosa” e “realista”. Adiantou um pouquinho, mas não foi suficiente.


FERA NO CÂMBIO – Também agradou e ajudou a aliviar o dia a indicação de Nilton David, da tesouraria do Bradesco, à diretoria de Política Monetária do BC. Ele é considerado uma “fera” nas mesas de operação, principalmente em relação ao câmbio.


… A indicação será encaminhada ao Senado esta semana. Outros dois diretores foram escolhidos. Gilneu Vivan, chefe do departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, substituirá Damaso na Diretoria de Regulação.


… Izabela Correa, atual secretária na Controladoria-Geral da União (CGU), assumirá a Diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, no lugar de Carolina Barros, cujo mandato vence no final deste mês.


… Caso os três nomes sejam aprovados, a diretoria do BC terá sete dos nove nomes escolhidos por Lula.


JURO NA LUA – Segundo o Broadcast, o sentimento de frustração e descrédito com a política fiscal dominou a reunião de economistas do mercado financeiro com o BC na 6ªF, reforçando a cobrança por uma resposta mais agressiva do Copom.


… Relatos à reportagem indicam que nenhum economista presente ao encontro citou a manutenção do ritmo de alta da Selic em 0,50pp. A maioria fala em 0,75pp. Dois defenderam 1,0 ponto para turbinar a credibilidade do BC.


… Pesquisa relâmpago da AE confirmou esta percepção depois do pacote fiscal: 23 das 31 instituições consultadas agora têm a elevação de 0,75pp como cenário base. A mediana da Selic terminal subiu de 12,75% para 13,50%.


… Durante almoço na Febraban, na 6ªF, ao lado de Haddad, Gabriel Galípolo reforçou o recado de que juros mais contracionistas devem ser necessários por mais tempo, diante da economia aquecida e dólar forte, com menos cortes de juros pelo Fed.


… Seguindo à risca o comportamento do dólar, os juros futuros botaram pressão pela manhã, para depois passarem por uma correção das máximas à tarde com as mensagens do Congresso de que a isenção do IR não será tão fácil.


… Perto do fechamento, as taxas desaceleraram a alta com os elogios do mercado à indicação de Nilton David ao BC.


… Nas taxas curtas do DI, porém, o efeito positivo foi ofuscado pelos comentários de Galípolo de que o Copom eventualmente terá que ser mais agressivo para não permitir que o aquecimento econômico pressione a inflação.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 subia para 13,890% (de 13,860% no pregão anterior); Jan/27, a 14,040% (de 13,940%); e Jan/29, a 13,800% (13,770%). Já o Jan/31 caía a 13,600% (13,750%); e Jan/33, a 13,460% (13,630%).


… O acionamento da bandeira verde na conta de luz no mês de dezembro, anunciado na tarde de 6ªF pela Aneel, já estava incorporado ao cenário de mercado financeiro e não mudou as projeções para o IPCA deste ano.


… As estimativas para a inflação seguiram abaixo de 5% na Warren (4,9%), na Terra (4,84%) e na LCA (4,78%).


DEVOLVEU A MÁXIMA – Ainda na Febraban, Galípolo disse que o regime de câmbio flutuante é uma ferramenta muito importante de política econômica e reiterou que a autoridade monetária intervém apenas quando há disfuncionalidade.


… O dólar renovou o recorde 6ªF, após bater a máxima de R$ 6,1155, fechando a R$ 6,0012 (+0,20%).


… Além de ter se acomodado com a sinalizações de que a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil deve ficar para um segundo momento, reagiu ainda ao sucessor de Galípolo no Banco Central.


IBOVESPA REAGIU – Sob o efeito Lira-Pacheco, o Ibovespa driblou a terceira queda consecutiva, fechou em alta firme de 0,85%, perto de retomar os 126 mil pontos (125.667,83), com um sprint no volume financeiro para R$ 33,8 bilhões.


… A tendência de acomodação nos DIs abriu espaço de reação da bolsa no último pregão do mês, mas o índice à vista ainda acumulou queda de 3,12% em novembro, contra -1,60% em outubro e -3,08% em setembro.


… O Julius Baer rebaixou a recomendação das ações brasileiras de “overweight” para neutra devido à piora da credibilidade fiscal, com o pacote que “não consegue convencer os mercados de uma consolidação significativa”.


… Um dia depois de ter anunciado distribuição de R$ 2,2 bilhões em JCP, Vale teve elevação de 2,17% (R$ 58,78). Petrobras ON registrou +2,08% (R$ 42,62) e Petrobras PN, +0,80% (R$ 38,90), apesar da queda do petróleo.


… Os principais bancos fecharam mistos. BB ON avançou 1,18% (R$ 24,77) e Santander ganhou 0,12% (R$ 24,93). No lado negativo ficaram Bradesco PN (-1,02%; R$ 12,63), Bradesco ON (-0,89%; R$ 11,13) e Itaú (-0,24%; R$ 32,60).


RECORDES NO MEIO-FERIADO – Com pregões reduzidos na 6ªF, entre o Dia de Ação de Graças e o final de semana, Dow Jones (+0,42%, a 44.919,65 pontos) e S&P 500 (+0,56%, 6.032,38 pontos) renovarem recordes de fechamento, cravando o melhor mês do ano.


… Também o Nasdaq foi muito bem, com avanço de 0,83%, a 19.218,17 pontos, com destaque para Nvidia (+2,15%) e Tesla (+3,69%).


… Ainda há muita euforia em Wall Street, apesar das ameaças protecionistas de Trump de sobretaxação de tarifas ao México, Canadá e à China. No sábado, o presidente eleito prometeu impor tarifas de 100% aos países do BRICS, se tentaram substituir o dólar.


… As propostas de tarifas de Trump ampliam as incertezas sobre os próximos passos do Fed para o juro e mantêm a volatilidade na curva dos Treasuries, que operaram com os rendimentos de 10 anos (4,171%) e de 30 anos (4,359%) nos menores níveis de outubro.


… De acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group, as chances de um corte de 25 pontos-base na reunião de dezembro do Fomc estão em 66%, enquanto uma parcela significativa continua apostando em manutenção do juro.


… No câmbio, o dólar perdeu para as moedas fortes, e teve baixa acentuada ante o iene (149,86/US$), após a inflação do Japão acelerar. Também caiu contra o euro (US$ 1,0560) e a libra esterlina (US$ 1,2717).


… O índice DXY registrou a primeira queda semanal desde o final de setembro, recuando 0,37%, a 105,747 pontos.


… Já o petróleo manteve cautela na expectativa da reunião da Opep+ nesta semana, que deve prorrogar para abril de 2025 o aumento de produção. O WTI/janeiro fechou em queda de 1,05%, a US$ 68,00, enquanto o Brent/fevereiro recuou 1,29%, a US$ 71,84.


… O contrato de ouro para dezembro segue em alta (+0,65%, a US$ 2.657,00 a onça-troy), com investidores buscando proteção.


MAIS AGENDA – O relatório Focus desta 2ªF (8h25) promete trazer a reação decepcionada ao pacote fiscal. 


… O PIB/3Tri, que o IBGE informa amanhã (3ªF), deve apontar um novo crescimento da economia brasileira, de 0,8%, mas já com menor ímpeto do que o observado nos três meses anteriores, quando a expansão foi de 1,4%.


… O ritmo da atividade econômica também poderá ser conferido pela produção industrial de outubro, na 4ªF.


… Do lado da inflação, saem o IPC-Fipe (3ªF), o IGP-DI (6ªF) e o IPC-S de novembro (hoje, às 8h), que deve desacelerar para 0,01%, contra 0,30% em outubro. Na 5ªF, tem a balança comercial mensal.


LÁ FORA – Powell participa de evento na 4ªF, mesmo dia em que saem o Livro Bege e relatório da ADP de criação de empregos no setor privado. Amanhã (3ªF) tem a pesquisa Jolts, mas o maior interesse é o payroll de novembro (6ªF).


… Hoje, nos EUA, o PMI industrial de novembro será divulgado pela S&P Global (11h45) e ISM (12h). O diretor do Fed Christopher Waller discursa em conferência às 17h15 e o presidente do Fed de NY, John Williams, fala às 18h30.


… Também é dia de PMI industrial na Alemanha (5h55), zona do euro (6h) e Reino Unido (6h30).


… Christine Lagarde (BCE) e Andrew Bailey (BoE) participam de eventos na 4ªF. O vice do BCE, Luis de Guindos, vê a inflação a caminho da meta de 2%, apesar do aumento de 2,3% do CPI de novembro, divulgado na última 6ªF.


… Já o dirigente Yannis Stournaras disse que as tarifas dos EUA podem justificar cortes agressivos de juro pelo BCE.


OPEP+ – Fontes dizem que, na reunião de 5ªF, o cartel deve decidir que a redução gradual dos cortes na produção, programada para janeiro, ficará para mais tarde, possivelmente para abril, diante dos sinais de excesso de oferta.


CHINA HOJE – O PMI industrial medido pelo setor privado subiu de 50,3 em outubro para 51,5 em novembro, atingindo o maior nível desde junho. O resultado surpreendeu os analistas, que previam estabilidade.


… O resultado veio acima do indicador oficial (50,3), que registrou o segundo mês consecutivo de expansão e superou o dado de outubro (50,1), depois de Pequim ter tomado medidas para estabilizar o crescimento econômico.


… Amanhã (3ªF) à noite, sai a leitura final de novembro do PMI composto.


JAPÃO HOJE – A atividade industrial medida pela S&P Global caiu de 49,2 em outubro para 49,0 em novembro, atingindo o menor nível em oito meses e indicando que o setor manufatureiro japonês segue em contração.


BLACK FRIDAY – Foi um sucesso aqui e nos EUA. Dados publicados no fim de semana pelas consultorias e empresas parceiras de varejistas mostraram que, desde a pandemia, há quatro anos, a data não era tão boa no Brasil.


… A coincidência este ano do pagamento da primeira parcela do 13° salário justamente na Black Friday ajudou. O faturamento nominal no online superou a projeção de 9% e avançou 11%, a R$ 8 bi, segundo a Neotrust Confi.


… Já o Índice Cielo do Varejo Ampliado registrou +17,1% nas vendas do comércio físico e 8,9% no e-commerce.


… Nos EUA, os gastos online atingiram o recorde de US$ 10,8 bi, aumento de 10,2% contra um ano antes. As vendas no varejo, excluindo automotivo, cresceram 3,4%, segundo dados preliminares do Mastercard SpendingPulse.


… Amanhã (3ªF), após fechamento, a Salesforce divulga seu balanço, outro termômetro do consumo.


EM TEMPO… PETROBRAS iniciou processo de contratação de plataformas para projeto Sergipe Águas Profundas.


BRASKEM. O novo presidente, Roberto Ramos, promoverá uma grande mudança na diretoria da empresa, segundo Lauro Jardim/O Globo. O executivo foi escolhido pela Novonor para assumir o lugar de Roberto Bischoff.


COSAN/RAÍZEN. Ricardo Mussa renunciou a um assento efetivo no conselho de administração e Rodrigo Alves foi  eleito para assumir o posto.


CSN concluiu bookbuilding de emissão de R$ 500 milhões em debêntures em duas séries.


ELETROBRAS reiterou a previsão de investimento de R$ 9 bilhões este ano.


TELEFÔNICA aprovou a distribuição de R$ 855 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,4410 líquido por ação, com pagamento em 17/12.


RD SAÚDE aprovou a distribuição de R$ 123,9 milhões em JP, o equivalente a R$ 0,0722 por ação, com pagamento até 30/5/25; ex em 5/12/24…


… A companhia informou que ampliou a projeção de abertura bruta de lojas de 280 a 300 para 330 a 350 em 2025.


HAPVIDA concluiu a virada de sistemas no processo de integração com a NotreDame Intermédica. O movimento acontece três anos após a fusão entre as companhias.


VAMOS LOCAÇÃO celebrou o termo de fechamento da operação referente a reorganização societária, incluindo a aquisição pela NewCo das ações ordinárias de emissão da Automob de titularidade da Simpar…


… As ações pertencentes à Simpar equivalem a 51,29340159% do capital social da Automob, pelo valor de R$ 1 bilhão. Assim, haverá a incorporação da Automob pela NewCo com a consequente extinção da Automob.


TECNISA propôs aumento de capital de até R$ 25 milhões com venda de novas ações, a R$ 1,48 cada.


ULTRAPAR pediu autorização do Cade para realizar parceria entre Ultragaz e Supergasbrás Energia em construção de terminal no Porto de Pecém (CE), para movimentação de GLP.


STELLANTIS anunciou que o conselho aceitou a renúncia do CEO, Carlos Tavares, um ano antes do previsto.


VOLKSWAGEN. Funcionários farão greves de advertência em fábricas de toda a Alemanha hoje, na nova escalada na disputa com a empresa por conta de demissões em massa, cortes de salários e possíveis fechamentos de fábricas.

Bankinter Portugal Matinal 0212

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Estamos no que poderíamos denominar de etapa de "debilidade em alta”. Suave inércia de subida que, contudo, poderá quebrar-se hoje transitoriamente como uma reação técnica de descanso. O S&P500 retrocedeu apenas uma sessão desde 15 de novembro, que foi véspera de Ação de Graças (27 de novembro, -0,4%) e após 7 sessões consecutivas de subidas suaves, mas consistentemente. Isso é muito melhor do que o esperado, no contexto de uma segunda interpretação mais prudente das consequências da vitória de Trump (que deu como resultado 5 sessões consecutivas de subidas significativas desde 5 até 11 de novembro). Fazemos esta revisão para elevar um pouco a perspetiva e afastarmo-nos do curto prazo feroz. E a tecnologia a aguentar melhor do que o esperado, perante a perspetiva de menores taxas de juros do que o esperado, fator que a afeta diretamente. Os semicondutores quase não hesitaram. O resumo é desde 4 de novembro, dia das eleições: S&P500 +5,6%, Nq-100 +4,8% e SOX -1%. Europa enfraqueceu, mas pouco: ES-50 -1%. E as obrigações claramente compradas nas últimas sessões, com yields a reduzirem-se. Isso é francamente melhor do que o esperado, portanto agora poderá permitir-se ao luxo de enfraquecer já no fecho do ano. 

 

Temos 3 assuntos destacáveis nas últimas 48h, todos bons: (i) Vendas EUA Holiday Season (primeiros dias) parecem boas: +3,4%/+7% consoante a fonte vs. +2,5%/+3,5% esperado para toda a HS, com resultados claramente melhores online (+10,2%/+14,6%). (ii) Surpreendentemente, S&P confirma rating e perspetiva de França em AA- e Estável. (iii) Trégua entre Israel e Hezbollah, embora se reaviva a frente síria para Rússia; em termos líquidos, deverá reduzir um pouco a tensão geopolítica. 

 

Hoje é Cyber Monday, portanto teremos alguns resultados amanhã, provavelmente bons a julgar pelos do fim de semana. E às 15h, sai o PMI Industrial americano, provavelmente a melhorar um pouco (47,6 vs. 46,5). Temos Emprego americano ao longo da semana: amanhã com Vagas de Emprego (JOLTS) 7,47M vs. 7,44M; quarta-feira, Inquérito Emprego Privado ADP 158k vs. 233k; sexta-feira, Criação de Emprego Não Agrícola 200k vs. 12k e Taxa de Desemprego a repetir em 4,1%. Na quarta-feira, às 18h45, Powell (Fed) fala, podendo tornar-se hawkish/duro e afetar já quinta/sexta-feira. 

 

Depois de um período em alta pós-vitória de Trump, entramos nas últimas semanas de 2024, que poderão ser bastante laterais, dando o ano já por terminado. MAS se rompesse em alguma direção seria mais provavelmente em alta, uma vez que já assumiram taxas de juros menos baixas do que o esperado e à vista de uma Holiday Season com bom ar, os prováveis bons resultados de Cyber Monday a partir de amanhã, o cessar-fogo em Israel e um emprego americano bastante bom ao longo desta semana. Debilidade em alta, poderíamos dizer. 

 

S&P500 +0,6% Nq-100 +0,9% SOX +1,5% ES-50 +1% IBEX +0,3% VIX 13,5% Bund 2,08% T-Note 4,22% Spread 2A-10A USA=+2pb B10A: ESP 2,80% PT 2,55% FRA 2,89% ITA 3,29% Euribor 12m 2,461% (fut.1,950%) USD 1,055 JPY 158,4 Ouro 2.627$ Brent 72,5$ WTI 68,7$ Bitcoin -1% (96.475$) Ether +2,5% (3.682$). 

 

FIM

domingo, 1 de dezembro de 2024

Leitura de domingo 0112

 Leitura de Domingo: Empresas preparam nova leva de captações externas apesar de 'risco Trump'


Por Cynthia Decloedt e Altamiro Silva Júnior


São Paulo, 27/11/2024 - A chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos vem trazendo preocupações de alta na taxa de juros norte-americana, o que normalmente desestimula investimentos em empresas de países emergentes e pressiona as taxas de retorno (yields) dos títulos de dívida (bonds), elevando o custo de financiamento. Mas o tema não deverá prejudicar o acesso das empresas brasileiras ao mercado internacional no início do próximo ano, até porque muitas delas precisam refinanciar dívidas ou captar para bancar projetos e outros gastos. Os grupos brasileiros já se preparam para acessar esse mercado na principal janela para ofertas, que acontece nos meses de janeiro e fevereiro e, segundo fontes próximas ao governo, tem procurado o Tesouro Nacional para buscar uma para buscar uma leitura melhor sobre o apetite dos investidores por papéis de empresas do País em meio às incertezas da gestão Trump.


NA PONTA. O Tesouro costuma abrir a fila de emissões externas, sinalizando para empresas como está o apetite pelos papéis do Brasil. Foi assim neste ano, quando captou US$ 4,5 bilhões no dia 22 de janeiro, com forte demanda. Em seguida, vieram nomes como a Cosan, que captou US$ 600 milhões, e a Ambipar, que fez sua primeira emissão externa.


SONDAGEM. Bancos que costumam assessorar companhias nas emissões externas já enxergam uma fila para ofertas na janela inicial do ano que vem. Segundo uma fonte, há entre "sete a nove companhias" sondando os bancos para emitir no começo de 2025, algumas com a intenção de lançar bônus sustentáveis.


PARA FRENTE. O responsável pelo mercado de dívida no Citi Brasil, Alexandre Castanheira, diz que o mercado já precificou a vitória de Trump e que novas movimentações no câmbio e nas taxas futuras do juro norte-americano devem acontecer quando ficarem mais claras as políticas do novo presidente. Na opinião do executivo do Citi, Trump não deve demorar para apontar a direção de tais políticas, mas que virão após tal janela.


TEM BOLSO. O executivo diz que não faltará dinheiro para as empresas brasileiras, uma vez que há muitos papéis vencendo em janeiro, exigindo que os investidores reciclem os recursos. Ele também chama atenção ao fato de que as empresas brasileiras tiveram amplo acesso ao exterior este ano, apesar de os fluxos para os fundos que investem em mercados emergentes estarem negativo há dois anos.


SALDO. Até agora, em 2024, foram emitidos US$ 20 bilhões em títulos de dívida no exterior pelo Brasil, tanto públicos como privados, num patamar próximo às médias históricas. O númeor supera em 25,9% o valor contabilizado em todo o ano de 2023, segundo dados da Anbima. A última emissão externa foi em outubro, do BTG Pactual, que captou US$ 500 milhões.


ESTREIAS. O apetite dos estrangeiros não se concentrou somente naquelas companhias conhecidas do investidor e oito novos emissores desembarcaram lá fora. Também houve janela para empresas com classificação de risco abaixo do grau de investimento, além de operações com prazo de 30 anos. "Isso dá uma visão de que há apetite dos investidores para estratégias diferentes", diz Castanheira.


Contato: colunabroadcast@estadao.com


Broadcast+

Amilton Aquino

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"Nesta semana, fui surpreendido com uma pesquisa em que Bolsonaro aparece à frente de Lula para 2026. Como explicar a resiliência do bolsonarismo após tudo o que veio à tona?


Na minha opinião, há dois fatores principais. O primeiro, e mais óbvio, é o fenômeno das bolhas de internet: ambientes que funcionam como refúgio para ressentidos de todos os tipos, onde opiniões cada vez mais desconectadas da realidade são retroalimentadas por oportunistas em busca de likes. E, embora este fenômeno seja mais evidente na direita delirante bolsonarista, as bolhas da esquerda são maiores, mais antigas e, pior, mais enraizadas nos formadores de opinião, no meio universitário. Basta observar os defensores do Hamas em universidades norte-americanas.


O segundo fator é o saudosismo dos anos 60 e 70, que enxerga com bons olhos a chamada “ditabranda”, instituída como resposta à militância comunista que almejava uma "ditadura do proletariado". Para esses, uma ditadura de direita seria um “mal menor”, um pequeno custo em liberdades em troca da garantia do direito à propriedade, supostamente ameaçado pela redistribuição forçada de riquezas, pelas economias planificadas comunistas.


Portanto, independentemente do que venha à tona sobre planos para consolidar um golpe, essa bolha tende a interpretá-los como um “contra-golpe”, pois boa parte acredita que a eleição foi ilegítima. Esse grupo se ressente, com razão, de que já não vivemos em um Estado democrático de direito, considerando os frequentes episódios de descumprimento da Constituição, sancionados pela Suprema Corte.


Chegamos, assim, a uma bagunça generalizada, onde as regras valem pouco ou quase nada. Tudo se tornou uma questão de narrativa, de reinterpretação da Constituição, onde ambos os lados justificam suas exceções para evitar o "mal maior".


Do lado vencedor, a esquerda, que nunca foi entusiasta dos valores liberais, utiliza cinicamente o discurso da “defesa da democracia”, enquanto reforça laços com ditadores mundo afora, em detrimento das democracias liberais.


Do lado perdedor, assistimos agora a repetição do discurso lulista dos tempos áureos da Lava Jato, onde todas as evidências coletadas eram diminuídas e resumidas como um simples complô contra “o pai dos pobres”. Nada provava nada: delações eram pintadas como “torturas” para embasar as narrativas de que a operação queria emplacar e qualquer indício de desvio de conduta, como conversas entre procuradores e o juiz da operação, eram pintados como provas cabais do complô. Mudem os nomes dos personagens principais e temos o mesmo modus operandi. Bilhões roubados? Nada disso existiu! Tentantiva de golpe? Nada disso existiu. Foi só uma consulta para pôr em prática a GLO, “tudo dentro das quatro linhas”!


Enfim, a hipocrisia de ambos os lados está escancarada, com ambos já em campanha para o próximo embate. Sim, Bolsonaro foi mais tosco e chegou mais perto de um golpe. Mas foi Lula quem semeou o divisionismo que levou parte da sociedade a enxergar Bolsonaro como um mal menor e agora comanda o arranjo promíscuo entre executivo e judiciário que está matando nossa democracia aos poucos, tornando os absurdos tão corriqueiros que já não provocam mais indignação.


Como sair desse círculo vicioso, onde uma aberração justifica a outra?


Primeiro, é preciso extirpar o bolsonarismo. É hora de virar a página do culto a esse incapaz e baderneiro desde os tempos do Exército. Da mesma forma, a esquerda democrática, representada por figuras como Augusto de Franco, Eduardo Jorge, Gabeira e Roberto Freire, precisa prevalecer sobre a esquerda jurássica do PT e os neo-comunistas que alimentam novas bolhas na internet.


Como fazer isso? Com informação, com mais diálogo e menos insultos. Sim, será um processo longo e gradual. Mas não há outro caminho. Desde já, faça sua parte: saia da sua bolha. Ouça também os argumentos de pessoas de centro-esquerda e centro-direita. Não precisamos concordar em tudo, mas reconhecer que o dualismo atual é prejudicial ao país já é um bom ponto de partida para a reflexão. Por fim, sejamos menos torcedores e mais críticos, pois é da indulgência dos eleitores que se alimentam os populistas."

Marcos Lisboa

 https://youtu.be/nNh1M1yTnyo?si=cggB_RnNGNi-8rDo

Amilton Aquino

 "E, como previsto, o pacote de “cortes” de gastos anunciado por Haddad ficou muito aquém do necessário para, ao menos, desacelerar o crescimento explosivo da nossa dívida. É realmente admirável a capacidade da ala mais “progressista” do governo de ignorar a matemática. Pela primeira vez na nossa história, tivemos nesta semana um leilão de títulos pré-fixados sem um único comprador. O que isso significa na prática? Que há tantas opções de investimento mais atrativas hoje para os poucos brasileiros que têm o “mau hábito” de poupar, que nem mesmo títulos pré-fixados a 14% estão conseguindo atraí-los.


Falo por experiência própria. Minha Black Friday foi dedicada à compra de ações baratas. Sim, existe o risco de desvalorizarem ainda mais. Mas minha aposta está apenas em empresas sólidas, que já sobreviveram a crises de todos os tipos e continuam pagando bons dividendos. Se os preços caírem mais, comprarei mais. Recentemente, vendi parte de títulos que rendiam pouco mais que a poupança para investir em outros com juros mais altos e, claro, em ações e fundos imobiliários descontados.


"Mas você não acredita que o Brasil vai virar uma Venezuela?" 


Não. O Brasil já enfrentou situações mais complicadas e sobreviveu. Em algum momento, o país terá que tomar medidas verdadeiramente enérgicas para evitar o colapso. Caso essas medidas não venham do governo, haverá pressão para que o Congresso as implemente. Aliás, os deputados Kim Kataguiri, Pedro Paulo e Júlio Lopes já apresentaram uma PEC alternativa de controle de gastos, que propõe uma economia real capaz de conter o avanço da dívida, que cresceu impressionantes 7% do PIB desde que Lula assumiu, revertendo a trajetória de queda iniciada no governo Temer.


O fato de Haddad admitir, logo após encontro com a Febraban, a possibilidade de medidas adicionais para atender às expectativas do mercado já é um indicativo de que o Congresso possa, como ocorreu com o Arcabouço Fiscal, melhorar ou, pelo menos, suavizar os impactos do atual pacote.


No cenário mais otimista, o governo adotaria, de fato, as medidas necessárias, atraindo investidores estrangeiros de volta com força. Contudo, o mais provável é que continuemos caminhando de forma hesitante, fazendo apenas o suficiente para evitar o colapso total e adiando ajustes estruturais para depois das eleições. Se esse for o caso, resta-me seguir rebalanceando bem minha carteira, aguardando o momento em que as expectativas se revertam após a inevitável adoção de reformas. Quando esse ajuste acontecer, minha rentabilidade será multiplicada, pois é isso que ocorre com quem opta por poupar no presente para colher no futuro — um hábito pouco valorizado em nosso país, cuja cultura está mais voltada a tirar algum tipo de vantagem do “papai Estado”, traço este reforçado pela esquerda paternalista.


Por fim, gostaria de deixar bem claro a conta que o governo atual está jogando para o futuro. Quando eu, um cidadão comum, compro um título IPCA + 7 com resgate para 2045, na prática estou entrando no bolo daqueles odiados “rentistas” que hoje recebem mais de R$ 700 bi de juros por ano. 


“Ain, mas esses juros estão muito altos. O novo diretor do BC indicado por Lula vai baixar os juros e esse custo vai diminuir”.


Ele pode até tentar (para os novos títulos), como fez o indicado por Dilma, que baixou os juros na marra e, logo depois, teve que aumentar ainda mais rápido para atrair compradores para poder rolar a dívida. 


Pois é. O populismo sempre engana por algum tempo, mas a conta sempre chega. Parte dos R$ 700 bi de juros que o governo tem que pagar hoje vieram de títulos vendidos a IPCA + 8 no auge da crise Dilma. Os juros das próximas décadas já estão garantidos, assim como as aposentadorias dos poucos brasileiros que se dispõe a poupar. Mas no futuro, claro, esquerdistas vão continuar cumpando o "rentismo" pelos déficits do governo."


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