Análise Bankinter Portugal
NY -0,5% US tech -1,1% US semis -0,6% UEM -0,4% España +0,1% VIX 16,8% Bund 2,81% T-Note 4,14% Spread 2A-10A USA=+62pb B10A: ESP 3,21% PT 3,08% FRA 3,49% ITA 3,41% Euribor 12m 2,251% (fut.2,389%) USD 1,163 JPY 184,5 Ouro 4.603$ Brent 64,6$ WTI 60,2$ Bitcoin +1,4% (96.220$) Ether -0,6% (3.314$).
SESSÃO: Wall St. está há 2 dias a retroceder e provavelmente terá uma subida hoje, porque tratou-se mais de um pull-back passageiro, principalmente em bancos e tecnologia, após um arranque muito forte nas primeiras sessões de 2026. O fator detonante para a subida de hoje são os bons resultados de TSMC, publicados esta madrugada (antecipou apenas as vendas na semana passada; agora, BNA +41%) e um guidance melhor do que o esperado. Isto fará com que o tom mude, não só em tech, mas em geral.
Ontem publicaram Wells Fargo, Citi e BofA a bater expetativas em 2 dos 3 casos (Wells Fargo não), mas o mercado reagiu com retrocessos de certa força nestes bancos (-4,6% Wells Fargo; -3,8% BoA; -3,3% Citi), mas também em todo o setor financeiro americano, porque a intenção de Trump de impor um limite de juros de 10% em cartões de crédito continua a pesar sobre o setor e impõe-se ao resto das notícias.
Em relação ao pull-back em tecnologia, a sua origem é que as empresas chinesas receberam a “recomendação” do seu governo de não utilizar software de cibersegurança de empresas norte-americanas e israelitas por razões de segurança nacional: Broadcom -4,2%, Crowdstrike -1,6%, SentinelOne -2,9%... mas foi também uma reação visceral, porque quase não fazem negócio na China. Por isso, as avaliações tenderam a estabilizar-se no final da sessão americana.
HOJE publicam em pré-abertura americana (mesmo antes das 14:30 h) Goldman Sachs (EPS 11,64 $) e BlackRock (12,28 $), e Morgan Stanley (2,41$) às 12:30 h. Os resultados destes 3 bancos americanos são a referência de um dia em que o tom deverá melhorar em relação às sessões anteriores, sem que isso deve significar necessariamente um regresso às subidas fortes, porque os bancos americanos continuarão “tocados” pelo assunto dos cartões de crédito e porque os seus resultados estão a sair corretos, mas não estupendos, enquanto os semicondutores tiveram um arranque de ano tão violentamente em alta (+8,7%) que o mais provável é que se estabilizem, no mínimo, durante umas sessões… embora TSMC fará com que essa estabilização tenha uma tendência de subida hoje.
GEOESTRATÉGIA. Dissemos que a situação na Gronelândia vai demorar, por isso deixará de causar tensão imediatamente. O regime teocrático do Irão aparenta suavizar a sua atividade para ganhar tempo, porque sabe que uma intervenção cirúrgica americana (instalações da Guarda Revolucionária, bases de misseis, edifícios governamentais) bastaria para a sua queda. Mas os EUA temem que derive numa guerra civil (probabilidade > 50%) portanto o que fizerem (porque farão algo de forma imediata) será extremamente cuidadoso e dirigido a neutralizar a ameaça de uma potência regional antes de se envolver militar e politicamente num regime em descomposição que produz ca. 4,5% do petróleo mundial. Cuba irá cair inercialmente pouco a pouco por pobreza extrema e carência de apoio exterior.
CONCLUSÃO: Hoje subirá um pouco (+0,3%?) e poderemos dar por terminada a sessão na prática quando publicarem Goldman, Blackrock e M.Stanley porque não falta nada realmente relevante: 13:30 h Philly ou Índice de Atividade da Fed de Filadelfia (-1,0 vs -10,2) + Índice Industrial da Fed de Nova Iorque (+1,0 vs -3,9) e amanhã 14:15 h Produção Industrial americana (+0,1% vs +0,2%). Parece provável que entremos numa mini-fase de estabilização com predisposição a romper em alta, à espera de mais resultados da próxima semana, principalmente tecnológicas, do Deflator de Consumo Privado PCE (quinta-feira da próxima semana) (agora em +2,8%) e do desenvolvimento no Irão, onde algo irá acontecer quase de imediato e a melhor prova é que Trump suavizou a sua dialética a respeito.
FIM
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