Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Call Matinal 1002
Call Matinal.
10/02/2025
Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (07/02)
MERCADOS
Na sexta-feira passada (O7), o Ibovespa fechou em baixa de 1,27%, aos 124.619,40 pontos, com volume financeiro de R$ 21,0 bilhões. Na semana, a queda acumulada foi de 1,20%. Já o dólar à vista fechou em alta de 0,52%, a R$ 5,7936, após oscilar entre R$ 5,7354 e R$ 5,8086. Na semana, porém, a moeda caiu 0,74%. Acreditamos numa semana de muitas oscilações, dada a movimentação do presidente dos EUA, Donald Trump, na questão das tarifas, e a “agenda pesada” de indicadores.
PRINCIPAIS MERCADOS, 7h00
Índices futuros dos EUA operando em alta nesta segunda-feira (10), numa semana cheia de indicadores e acompanhando presidente dos EUA, Donald Trump, na sua cruzada por tarifas de importação mais elevadas. Agora, anunciou a taxação de 25% para o aço, alumínio e outros. Pelo Brasil ser um grande exporador, o terceiro à nível global, acabará duramente afetado.
EUA:
Dow Jones Futuro, +0,13%
S&P 500 Futuro, +0,26%
Nasdaq Futuro, +0,49%
Ásia-Pacífico:
Shanghai SE (China), +0,56%
Nikkei (Japão), +0,04%
Hang Seng Index (Hong Kong), +1,84%
Kospi (Coreia do Sul), -0,03%
ASX 200 (Austrália), -0,34%
Europa:
FTSE 100 (Reino Unido), +0,40%
DAX (Alemanha), +0,31%
CAC 40 (França), +0,26%
FTSE MIB (Itália), +0,35%
STOXX 600, +0,36%
Commodities:
Petróleo WTI, +0,52%, a US$ 71,37 o barril
Petróleo Brent, +0,52%, a US$ 75,05 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,79%, a 826,50 iuanes (US$ 113,10)
NO DIA, 1002
Numa semana repleta de indicadores, toda atenção para o que será dito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na sua cruzada comercial.
Hoje, deve anunciar a taxação sobre as importações de aço e alumínio em 25%. Lembremos que o Brasil é o terceiro exportador e deve ser muito atingido. Além disso, deve aplicar tarifas recíprocas de importação aos seus parceiros comerciais, a serem anunciadas “amanhã ou 4ªF”. Segundo ele, “tarifas são uma opção para lidar com o déficit e que as sobre automóveis estão sempre em consideração”.
Expectativas são de que estas novas tarifas sobre o aço repercutam nas empresas de energia dos EUA, de desenvolvedores eólicos a perfuradoras de petróleo, que dependem de graus especiais de aço não fabricados nos EUA. Muitos compradores e vendedores de aço e alumínio achavam que teriam pelo menos até março para se preparar para qualquer implementação de tarifa. O fato é que a escala das ambições tarifárias gerais de Trump permanece incerta. Na semana passada, ele disse que imporia tarifas sobre outros bens, incluindo produtos farmacêuticos, petróleo e semicondutores, e disse que está considerando taxas de importação contra a UE.
Na agenda semanal, por aqui, destaque para o IPCA de janeiro, as vendas no varejo (PMC IBGE) e o volume de serviços (PMS IBGE) de dezembro. Tudo isso deve influenciar no futuro de DI nesta semana, em paralelo à repercussão da maior oferta de crédito consignado, anunciada por Lula. Nos EUA, é divulgado na quarta-feira o CPI de janeiro, e na quinta-feira, o PPI e os dados dos pedidos iniciais de auxílio-desemprego. Além disso, o presidente do Fed, Jerome Powell, testemunhará perante o Congresso na terça e na quarta-feira, aumentando o foco sobre a política monetária.
Julio Hegedus Netto, economista JHN Consulting
Boa segunda-feira a todos!
Bankinter Portugal Matinal 1002
Análise Bankinter Portugal
SESSÃO: Esta semana, inflação americana e Powell (Fed), mas o realmente importante acontecerá durante o fim de semana e estará relacionado com o prémio de risco geoestratégico: a Conferência de Segurança de Munique.
A temporada de publicação de resultados empresariais continua ativa e, por agora, está a apoiar as bolsas, porque os resultados agregados são bons: tendo publicado já ca. 3/5 das empresas americanas avaliadas, o seu EPS médio é +13,3% vs. +7,5% esperado. Isto é, a realidade quase duplica a expetativa. Por isso, voltam a ser, mais um trimestre, um apoio fiável para as bolsas. Não esqueçamos que, a longo prazo, estas evoluem de forma coerente com os resultados empresariais. Dando isto por descontado em positivo, esta semana dependemos basicamente da inflação americana, na quarta-feira, a meio do dia, e do tom de Powell perante o Senado e o Congresso, na terça e quarta-feira, respetivamente. Espera-se que a inflação repita em +2,9%, mas que a Taxa Subjacente retroceda até +3,1% desde +3,2%, portanto pode ser um evento modestamente favorável.
Powell dará a sua visão sobre a situação da economia e será responsabilizado em frente às câmaras pela política monetária da Fed, no que antes se denominava “Discurso Humphrey-Hawkins” semestral. Provavelmente, mostrar-se-á cauteloso e relutante em orientar sobre as seguintes descidas de taxas de juros até ter informação mais fiável em relação ao impacto sobre a inflação e o crescimento das políticas de Trump, principalmente sobre os impostos alfandegários. De facto, hoje serão anunciados impostos alfandegários de 25% às importações de aço e alumínio, as quais têm origem, principalmente, do Canadá (79% do total), México, Brasil, Coreia do Sul e Vietnam. Isso poderá arrefecer um pouco o mercado… mas pouco, porque pesarão mais os seus comentários sobre uma conversa que afirma ter mantido com Putin para terminar a guerra na Ucrânia, sem acrescentar concretização e expressando-se de forma ambígua.
E isto tem relação direta com a Conferência de Segurança de Munique no próximo fim de semana, cuja influência, já para a próxima semana, é imprevisível. Qualquer alusão a um hipotético cessar-fogo reduzirá o prémio de risco geoestratégico e relançaria as bolsas, mas qualquer deceção a respeito conseguiria o contrário. Por isso, é provável que na quinta/sexta-feira ocorra uma retirada de posições que se traduzirá em ligeiros retrocessos. Ou o contrário, porque o desenvolvimento é tão imprevisível como as declarações de Trump. A questão é que, por precaução, as bolsas devem enfraquecer para o final de semana, embora apenas como precaução. Embora hoje iniciem a subir um pouco, animadas por essa ambígua e inconcreta conversa de Trump com Putin.
S&P500 -0,9% Nq-100 -1,3% SOX -1,6% ES-50 -0,6% IBEX -0,3% VIX 16,5 Bund 2,37% T-Note 4,49% Spread 2A-10A USA=+20pb B10A: ESP 3,04% PT 2,89% FRA 3,09% ITA 3,46% Euribor 12m 2,384% (fut.2,160%) USD 1,033 JPY 156,5 Ouro 2.888$ Brent 75,3$ WTI 71,6$ Bitcoin +0,4% (97.281$) Ether -2,4% (2.638$).
FIM
BDM Matinal Riscala 1002
Brasil deve ser atingido por tarifas de Trump
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*.
[10/02/25]
… O IPCA, as vendas no varejo e o volume de serviços calibram as apostas para a taxa Selic nesta semana, enquanto o aumento do crédito anunciado por Lula concentra o maior foco de risco. Nos EUA, as sabatinas de Powell no Congresso e dados de inflação americana (CPI e PPI) são destaques da agenda, depois que o payroll esvaziou as chances de dois cortes de juro pelo Fed este ano. Mas o dia já começa com pressão sobre o dólar, diante da ameaça de Trump de anunciar ainda hoje a taxação sobre as importações de aço e alumínio em 25%. O Brasil é o terceiro exportador e deve ser atingido. Além disso, prometeu aplicar tarifas recíprocas de importação aos seus parceiros comerciais, a serem anunciadas “amanhã ou 4ªF”. Nesta 2ªF, entraram em vigor as medidas retaliatórias da China contra os EUA, em resposta às tarifas de Trump.
… Havia expectativa por negociações entre Washington e Pequim que pudessem evitar a guerra comercial, como aconteceu com o México e o Canadá. A Casa Branca chegou a anunciar que Trump conversaria com Xi Jinping, mas descartou o telefonema horas depois.
… Segundo o Ministério do Comércio da China informou na última semana, o gás liquefeito e o carvão exportados para os Estados Unidos serão taxados em 15%, e o petróleo, máquinas agrícolas e veículos de grande potência, em 10%.
… Ao mesmo tempo, Trump veio com novas ameaças de tarifas, falando a repórteres a bordo do avião presidencial, no fim do domingo.
… Disse que a tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio será anunciada nesta 2ªF para todos os países e que, na 3ªF ou 4ªF, em coletiva de imprensa, anunciará também tarifas recíprocas aos países que “estão tirando vantagem dos EUA”.
… Sobre as tarifas às importações de aço e alumínio, a Bloomberg afirmou que podem repercutir nas empresas americanas de energia, de desenvolvedores eólicos a perfuradoras de petróleo que dependem de graus especiais de aço não fabricados no país.
… Compradores e vendedores de aço e alumínio achavam que teriam pelo menos até março para se preparar para uma eventual taxação.
… A agência diz que a escala das ambições tarifárias gerais de Trump permanece incerta, lembrando que ele já falou em taxar outros bens, incluindo produtos farmacêuticos, petróleo e semicondutores, além de considerar taxas de importação contra a UE.
… Neste domingo, em debate eleitoral com o líder da União Democrática Cristã, Friedrich Merz, o chanceler Olaf Scholz reconheceu que a Alemanha será um dos países mais prejudicados por tarifas contra a UE, mas que está preparado para reagir “em até uma hora”.
… Aqui, o presidente Lula também já disse que o seu governo reagiria a uma eventual taxação de Trump.
… Em 2023, o Brasil foi o terceiro maior fornecedor de aço para os EUA, atrás de Canadá e México. Naquele ano, os EUA compraram 18% de todas as exportações brasileiras de ferro fundido, ferro ou aço.
… Durante o primeiro mandato, Trump impôs tarifas de 25% sobre importação de aço e 10% sobre as de alumínio. Mais tarde, revogou as sobretaxas. Mas houve desligamento de fornos e demissões no setor no Brasil.
… Pouco antes de embarcar no Force One, Trump deu entrevista à Fox News, quando reclamou do déficit comercial que o país tem com o México e o Canadá. “Nós temos um déficit com o México de US$ 350 bilhões. Não vou deixar isso acontecer”.
… Voltou também a falar que quer o Canadá para os EUA. “Perdemos todos os anos US$ 200 bilhões para o Canadá.”
… O presidente Trump disse ainda ter conversado com Putin sobre a guerra na Ucrânia, disse que “está fazendo progressos”, e revelou que quer se encontrar presencialmente com o líder russo no “momento apropriado”. Trump falou ainda sobre Gaza.
… “Seria um erro deixar os palestinos voltarem para lá. Não queremos a volta do Hamas. Estou comprometido a comprar e a ser dono de Gaza. Pense em Gaza como um local imobiliário. Outros lugares do Oriente Médio vão construir lugares para os palestinos morarem.”
… Os futuros de NY reagiam em queda às novas ameaças tarifárias de Trump, enquanto o dólar subia.
METRALHADORA GIRATÓRIA – A ameaça de tarifas sobre o aço ocorre em meio a um acordo paralisado pela japonesa Nippon Steel para comprar a US Steel por US$ 14,1 bi, que, se depender de Trump, não irá pra frente.
… Na entrevista no avião presidencial, ele disse que a Nippon pode até investir na US, mas não comprá-la.
… Atirando para todos os lados ontem à noite, sobrou até para o Tesouro. Para Trump, a dívida dos EUA pode ser menor do que se pensa por causa de supostas fraudes do Departamento do Tesouro.
QUEM QUER DINHEIRO? – A partir desta semana, o governo federal anuncia novos programas voltados à aceleração do crédito, enquanto os bancos privados vão na contramão e pisam no freio, diante da piora da inflação e Selic nas alturas.
… Durante agenda na Bahia, na última 6ªF, Lula repetiu que vai anunciar “muitas” políticas de crédito. Segundo ele, quando o dinheiro começar a circular no País, “ninguém aqui vai comprar dólar e depositar no exterior”.
… Reportagem da Folha de sábado informa que o presidente Lula planeja ainda que os bancos públicos tenham forte atuação na oferta do crédito pela nova modalidade do empréstimo consignado privado, prestes a sair.
… O novo modelo será lançado sem a exigência de um teto para os juros, ao contrário da versão para o INSS.
… O esforço para bombar o crédito acontece no contexto de inflação pressionada, especialmente dos alimentos, que tem levado o governo a procurar representantes de setores para cobrar as razões dos reajustes no varejo.
… O mercado vê com preocupação o risco de intervencionismo e as tentativas de segurar a inflação “na marra”.
NÃO TEM SIDÔNIO QUE DÊ JEITO – Mais uma trapalhada na comunicação do governo abriu nova crise na última 6ªF, quando o ministro Wellington Dias cogitou um aumento do Bolsa Família para compensar o impacto da pressão dos alimentos.
… Em entrevista ao portal Deutsche Welle, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome assustou ao revelar que uma alta no valor do repasse do programa assistencial “está na mesa”.
… Antecipou que está preparando um relatório sobre o assunto para apresentar a Lula até o mês que vem.
… Na tentativa de apagar o incêndio, a Casa Civil teve que redigir uma nota às pressas na tarde de 6ªF para desautorizar o ministro e negar que exista qualquer estudo circulando dentro do governo sobre o tema.
… Ao Broadcast, integrantes da equipe econômica disseram que tudo não passa de ruído. Segundo os técnicos, além de não haver espaço orçamentário para um aumento no benefício, a medida pioraria o cenário de inflação.
… Os desmentidos, porém, não acalmaram o mercado, que já vinha estressado pelo tarifaço de Trump. Na onda de maior nervosismo, o dólar à vista encostou na marca dos R$ 5,80 e o Ibovespa devolveu os 125 mil pontos.
… Os contratos curtos dos juros futuros voltaram a pagar taxas na faixa de 15% (leia mais abaixo).
… Profissionais do mercado acreditam que, se o governo resolver levar adiante a possibilidade de reajuste do Bolsa Família, a percepção de risco fiscal só vai piorar e que a curva do DI vai cobrar prêmios mais elevados.
… No Focus (8h25), a mediana para a Selic terminal roda em 15%. Foi interessante observar que, durante a reunião de economistas com diretores do BC na 6ªF, ninguém mencionou apostas mais agressivas, de 16%.
… Mas o governo não pode brincar com o fiscal, no risco calculado para não pressionar ainda mais a Selic.
… Segundo apurou o Broadcast, existe o consenso de que os juros mais altos, combinados à retirada de parte dos impulsos fiscais, devem frear o ritmo da atividade econômica, sobretudo no segundo semestre.
… Há divergências, porém, quanto à intensidade da desaceleração. Apesar dos sinais de menor dinamismo, o PIB pode seguir relativamente aquecido pela safra recorde de grãos, mercado de trabalho e herança estatística.
PÉ-DE-MEIA –Em Brasília, o ministro do TCU Augusto Nardes pauta para esta semana a votação de recurso do governo para liberar as verbas do programa, bloqueadas pela Corte por terem sido operadas fora do Orçamento.
… O entendimento do TCU é de que o governo federal não poderia ter operado o programa para o ensino médio, porque se desviou da lei orçamentária e dos limites fiscais ao pagar a bolsa para os estudantes.
MAIS AGENDA –O grau de esfriamento da economia poderá ser medido esta semana pelos dados de dezembro das vendas no varejo (5ªF) e do volume de serviços (4ªF). Amanhã, o mercado estará ligado no IPCA de janeiro.
… O índice oficial de inflação deve desacelerar para 0,16%, contra alta de 0,52% em dezembro. O bônus de Itaipu na tarifa de energia elétrica deve contribuir para a desaceleração do resultado do indicador em janeiro.
… Para a inflação em 12 meses, a mediana indica taxa de 4,56% em janeiro, abaixo de dezembro (4,84%).
… Semana reserva ainda as primeiras prévias dos preços em fevereiro: IPC-S (hoje, às 8h) e IPC-Fipe, amanhã.
BALANÇOS –Depois do início movimentado da temporada com os resultados dos bancos, a semana é mais tranquila, com destaque para Usiminas (6ªF). Hoje, BTG Pactual e TIM Brasil soltam os seus números.
… Na 4ªF, é a vez de Suzano, Banrisul, Jalles Machado e Totvs. Na 5ªF, Caixa Seguridade. Na 6ªF, Porto e Raízen.
LÁ FORA – Powell estará no Congresso americano duas vezes esta semana para apresentar o Relatório Semianual de Política Monetária em audiências nas comissão do Senado amanhã (3ªF) e na Câmara na 4ªF.
… Os investidores também estarão de olho nos dados de inflação de janeiro: CPI (4ªF) e PPI (5ªF). Entre os indicadores de atividade econômica nos EUA, saem na 6ªF as vendas no varejo e produção industrial de janeiro.
… Apesar de o payroll ter desacelerado em termos de criação de emprego em janeiro, a pressão salarial ganhou força e o desemprego diminuiu, reduzindo as chances de cortes de juro pelo Fed ao longo deste ano (abaixo).
… Além dos fundamentos econômicos, o Fed reconhece que a abordagem sobre a política monetária também continua condicionada aos potenciais efeitos do tarifaço de Trump sobre a inflação norte-americana.
… No bloco europeu, como parte de um acordo para evitar uma guerra comercial, o Financial Times informou que a União Europeia oferecerá uma redução de tarifas sobre as importações de automóveis dos EUA.
… No campo geopolítico, Trump antecipou que se encontrará Zelensky na próxima 6ªF. Segundo relatório vazado nos últimos dias, os EUA pressionam a Ucrânia a aceitar um cessar-fogo com a Rússia até a Páscoa.
… Os planos são acompanhados de perto pelo petróleo, que monitora também os relatórios mensais da Opep (4ªF) e da AIE (5ªF). Ainda na agenda da semana, o McDonald´s divulga balanço hoje, antes da abertura.
… Também nesta 2ªF, Lagarde (BCE) participa de debate (11h). Amanhã (3ªF), o presidente do BC inglês (BoE), Andrew Bailey, discursa em evento. Na 6ªF, o BC da Rússia anuncia decisão de política monetária.
CHINA HOJE – A inflação ao consumidor (CPI) registrou alta anualizada de 0,5% em janeiro, acima da previsão de 0,4%. O núcleo subiu pelo quarto mês consecutivo, acelerando de 0,4% em dezembro para 0,6%.
… O resultado sinaliza possível recuperação após as medidas de estímulo anunciadas pelo governo de Pequim.
… Por outro lado, o índice de preços ao produtor (PPI) caiu 2,3% contra um ano antes (mesmo resultado de dezembro). Economistas previam queda de 2,2%. O dado permanece em deflação por mais de dois anos.
APANHA DE TODO LADO – Os ativos brasileiros encararam uma sinuca de bico na 6ªF, com o exterior fugindo do risco, em meio a escalada tarifária de Trump, e a política doméstica provocando ruído fiscal, mais uma vez.
… Investidores avaliavam se a reciprocidade tarifária a ser anunciada pelos EUA poderia atingir o Brasil, quando no meio da tarde o ministro Wellington Dias veio com aquela história de estudo sobre o aumento no Bolsa Família.
… Pegos de surpresa, Fazenda e Casa Civil negaram a informação, mas ainda assim o mercado aprofundou as perdas.
… O dólar voltou aos R$ 5,80 na máxima do dia (R$ 5,8086), para fechar próximo disso, em alta de 0,52%, a R$ 5,7936. Na semana, ainda fechou com queda de 0,74%.
… Embalado pelo dólar e pela alta dos Treasuries, os juros escalaram, com os curtos de volta à marca dos 15%.
… O DI Jan/26 marcou 15,020% (de 14,930% no fechamento anterior); Jan/27 subiu a 15,195% (15,000%); Jan/29, a 14,900% (14,665%); Jan/31, a 14,820% (14,640%); e Jan/33, a 14,770% (14,580%).
… Com perdas em suas principais blue chips, o Ibovespa encerrou o dia em 124.619,40 pontos, baixa de 1,27%. O índice engatou a primeira perda semanal do ano: -1,20%. No acumulado de 2025, ainda ganha 3,60%.
… Bradesco foi destaque de baixa após o balanço do 4Tri com números positivos, mas guidance conservador. A ação PN registrou -3,93% (R$ 11,99) e a ON, -3,12% (R$ 10,88).
… Outros bancos sentiram o mau humor. Santander caiu 2,19% (R$ 26,41). Banco do Brasil baixou 1,31% (R$ 27,78) e Itaú Unibanco desvalorizou 0,73% (R$ 33,92).
… Petrobras ON teve queda de 0,68% (R$ 39,70), Petrobras PN perdeu 0,57% (R$ 36,58), na contramão do Brent/abril, em alta de 0,49%, a US$ 74,66, diante das sanções anunciadas por Trump às exportações de óleo do Irã.
… Vale cedeu 0,54% (R$ 54,83), também na direção contrária ao minério de ferro em Dalian (+0,86%).
… Outras baixas importantes foram de Automob (-7,41%; R$ 0,25), Cosan (-6,14%; R$ 7,18) e Localiza (-6,11%; R$ 29,94). Entre as maiores altas, Totvs (+2,69%; R$ 33,54), Hapvida (+2,64%; R$ 2,33) e Fleury (+1,83%, a R$ 11,69).
VAI PASSAR DE BRAVATA – Uma potencial escalada da guerra comercial nesta semana deixou os investidores com o pé atrás na 6ªF. Se o governo Trump começou num tom mais moderado, agora parece que o caldo vai engrossar.
… Em NY, o mercado já estava tenso com dados sobre o sentimento do consumidor e salários em aceleração, quando Trump falou em “tarifas recíprocas” e desandou os ativos.
… Basicamente, a reciprocidade taxa importações na mesma medida em que as exportações do país são taxadas.
… Ao lado do primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, em reunião na Casa Branca, sequer descartou tarifas contra o país.
… Se aumenta o temor dos investidores sobre o impacto das tarifas na inflação, a percepção dos consumidores sobre os preços também anda preocupante.
… Pesquisa mensal da Universidade de Michigan mostrou que a expectativa de inflação dos americanos para 12 meses saltou de 3,3% em janeiro para 4,3% em fevereiro. Para o horizonte de cinco anos, subiu de 3,2% para 3,3%.
… A confiança do consumidor caiu de 71,1 em janeiro para 67,8 em fevereiro, de expectativa de 72.
… No FedWatch, do CME, ampliou-se a aposta de apenas um corte de 25 pb no juro pelo Fed este ano, de 32% para 35%. Essa possibilidade, de uma redução única, já havia crescido com o payroll.
… Os dados do mercado de trabalho vieram mistos, mas ainda firmes.
… Os EUA criaram um saldo de 143 mil vagas em janeiro, abaixo do 170 mil esperados, mas os empregos de dezembro (de 256 mil para 307 mil) e novembro (212 mil para 261 mil) foram ajustados em 100 mil vagas a mais, no total.
… Houve ganho salarial anual de 4,1%, de 3,8% esperados. Na comparação mensal, a alta foi de 0,48%, de projeção de +0,3%.
… Dois dirigentes do Fed, Austan Goolsbee (Chicago) e Adriana Kugler, consideraram o mercado de trabalho americano saudável, perto do pleno emprego, permitindo que o Fed segure os juros por mais tempo.
… Em entrevista à CNBC, Neel Kashkari (Fed de Minneapolis), disse que a inflação vai continuar a esfriar em direção à meta de 2%, permitindo um corte de juros “modesto” no fim do ano.
… No mercado de ações, o Nasdaq puxou as perdas, com queda de 1,36%, a 19.523,40 pontos. Amazon (-4,05%) se destacou após guidance que decepcionou investidores. O S&P 500 recuou 0,95% (6.025,99) e o Dow Jones caiu 0,99% (44.303,40).
… O cenário em torno da inflação pressionou os juros dos Treasuries. O da note de 2 anos subiu a 4,286% (de 4,212% na sessão anterior) e o da note de 10 anos avançou a 4,487% (de 4,440%). O do T-Bond de 30 anos subiu a 4,686% (de 4,636%).
… Pressão também no dólar, com o índice DXY em alta de 0,32%, a 108,040 pontos. O euro caiu 0,58% (US$ 1,0327). O BCE divulgou relatório apontando espaço para mais cortes de juros a fim de chegar à taxa neutra.
… A libra caiu 0,27%, a US$ 1,0327. O iene ficou perto da estabilidade (+0,07%), a 151,409/US$.
EM TEMPO… USIMINAS prepara uma queixa contra a CSN na CVM alegando que a companhia teria mentido ao mercado ao declarar que não sabia do prazo para se desfazer das ações da Usiminas até julho do ano passado…
… A disputa é um capítulo da novela que envolve a Ternium, empresa parte do conglomerado italiano Techint, e a própria CSN, referente ao controle da Usiminas.
LWSA celebrou protocolos de justificação com a finalidade de determinar os termos e condições das possíveis incorporações das suas controladas LwK e LwCommerce.
CCR assinou contrato de concessão para exploração do sistema rodoviário “Rota Sorocabana”. O lote foi arrematado no leilão de outubro, com uma oferta de outorga fixa de R$ 1,601 bilhão.
RAÍZEN negou haver qualquer decisão sobre um potencial aumento de capital da companhia, após ser questionada pela B3 e pela CVM sobre notícia veiculada no Valor.
RAÍZEN POWER foi colocada à venda pelo grupo Cosan, visando dar continuidade a redução de seu endividamento…
… A Cosan também quer levantar capital na Rumo, sua empresa ferroviária e de logística, vendendo participação em projetos. O JPMorgan está cuidando da primeira transação e o BTG Pactual, da segunda.
SÃO MARTINHO teve lucro líquido de R$ 157,9 milhões no 3TRI fiscal, queda de 25% na comparação anual; Ebitda subiu 50,4%, para R$ 1,058 bi; receita líquida aumentou 14,6%, para R$ 1,845 bi.
JHSF renovou até agosto de 2026 o programa de recompra de 28,6 milhões de ações, equivalente a 10% dos papéis em circulação.
CURY informou que realizará o resgate antecipado facultativa do total de debêntures da 4ª emissão no dia 17/2.
INTERCEMENT vai entregar hoje à Justiça seu plano de recuperação judicial para reestruturar dívidas de R$ 14,2 bi, envolvendo suas controladoras indiretas, InterCement Participações (ICP) e Mover Participações (Broadcast).
MOOVE. Incêndio atingiu uma fábrica da empresa de lubrificantes, na Ilha do Governador (RJ), no sábado. Não houve vítimas. A Moove, subsidiária do Grupo Cosan, informou que a fábrica não estava em operação.
domingo, 9 de fevereiro de 2025
Donald Trump
🇺🇸 *Trump em coletiva de imprensa*
*✓* Assina proclamação que muda nome do golfo do México para golfo da América
*✓* Estamos tentando acabar com guerra na ucrânia; estamos fazendo progressos
*✓* Precisamos da Groelândia por causa da segura nacional e internacional
*✓* Povo canadense estaria pagando metade dos impostos se fosse 51ª estado dos EUA
*✓* Sem os EUA; Canadá praticamente não tem um país
*✓* Reclama de déficit comercial dos EUA com México e Canadá: 'não vou deixar isso acontecer'
*✓* _"Temos um déficit com o México de US$ 350 bilhões. Não vou deixar isso acontecer, tiram vantagem dos EUA "._
*✓* Não quero que US Steel seja propriedade de país estrangeiro
*✓* Nippon Steel está autorizada a investir na US Steel não comprar
*✓* *Anunciarei tarifas recíprocas na terça ou na quarta-feira*
*✓* *Países que estão tirando vantagem dos EUA serão alvos de tarifas recíprocas*
*✓* *Anunciarei tarifas de 25% a importações de aço e alumínio amanhã*
*✓* Seria erro deixar palestinos voltarem a gaza; não queremos volta do Hamas*
*✓* Pense em Gaza como um local imobiliário, do qual os EUA serão donos
*✓* Sem pressa; vamos desenvolver Gaza; traremos estabilidade ao Oriente Médio
*✓* Outros países do Oriente Médio vão construir lugares para Palestinos morarem
*✓* Tive conversa com Putin e espero ter muito mais à frente
*✓* Imagino que vou me encontrar pessoalmente com Putin no momento apropriado
*✓* *Estou comprometido em comprar e ser dono de Gaza*
*✓* Podemos ter menos dívida do que achávamos por causa de fraudes no tesouro*
*✓* *Não sei se Usaid ainda vai existir; departamento de estado pode ficar responsável*
BCB em leitura
Leitura de Sábado: BC vê queda rápida da inflação de preços livres, apesar de câmbio e hiato
Por Cícero Cotrim
Brasília, 04/02/2025 - As projeções do Banco Central indicam uma queda rápida da inflação de preços livres, mais sensível à política monetária, apesar das preocupações com o hiato do produto positivo e o repasse cambial para os preços. Economistas divergem sobre as explicações para a diferença entre as estimativas da autarquia e do mercado. Mas concordam que os números ajudam a dar conta do gap entre projeções e expectativas de IPCA.
No seu cenário de referência, o BC estima um IPCA total de 5,2% este ano - com 5,2% tanto para os preços livres, quanto para os administrados. A projeção para os livres está 0,49 ponto porcentual abaixo da mediana do Focus, de 5,69%. A diferença é ainda maior nos 12 meses até o terceiro trimestre de 2026, horizonte relevante da política monetária, com uma alta de 3,8% para os preços livres nas projeções do BC, e de 4,68% nas estimativas do mercado.
Os preços livres, mais sensíveis à política, representam 75% do IPCA, contra 25% dos preços administrados, controlados pelo governo. Levando em conta esses pesos, a projeção de inflação total do BC em 2025 subiria de 5,2% para 5,57% usando a premissa de preços livres do mercado. A projeção para o horizonte relevante passaria de 4,0% para 4,66%.
O economista da Terra Investimentos Homero Guizzo avalia que a diferença entre as projeções do BC e do mercado para a evolução dos preços livres reside, provavelmente, em premissas distintas para o hiato do produto. Em dezembro, a autoridade monetária estimava um hiato positivo em 0,7% no fim de 2024, caindo a -0,6% apenas no segundo trimestre de 2026.
"O mercado trabalha com uma avaliação de que a ociosidade é menor do que a que o BC enxerga, e entende que o hiato é mais aberto do que aquilo que o BC tem dito", afirma Guizzo. "Essa diferença existe há vários trimestres, e pode ter a ver com uma explicação técnica, sobre a forma como o BC avalia o PIB potencial brasileiro."
Nas contas do economista, o hiato do produto estava positivo em cerca de 1,5% no fim do ano passado - mais do que o dobro estimado pela autoridade monetária. Mesmo com uma desaceleração razoável do crescimento econômico entre 2024 e 2025, de mais de 3,5% para cerca de 1,7%, Guizzo avalia que o hiato deve continuar em terreno positivo este ano e no próximo, com impactos sobre a inflação.
"Na nossa avaliação, o PIB vai ter de passar 2025 e 2026 crescendo abaixo do seu potencial para encontrarmos um esgotamento desse hiato positivo e observarmos alguma ociosidade na economia", diz o analista, que espera IPCA de 5,60% este ano, com altas de 6,1% para os preços livres e de 4,3% para os administrados, considerando elevação da taxa Selic a 15,50% no fim do ciclo.
O economista-chefe do Banco Bmg, Flávio Serrano, pondera que é difícil cravar a razão da diferença entre as estimativas do mercado e do BC para os preços livres. Como a autarquia não decompõe as suas projeções - apresentando números para os serviços, bens industriais e alimentação, por exemplo -, torna-se difícil estimar se o gap vem de uma atividade mais forte, de premissas diferentes para o câmbio ou de choques, ele explica.
"As projeções de preços livres do BC tendem a ficar um pouco abaixo das estimativas do mercado, esse é um processo normal", diz Serrano. "Nós não temos essa decomposição, mas já vimos o BC soltar estudos em que acertava mais do que o mercado. Ele tem a avaliação de riscos, tem o modelo, e tem a questão das hipóteses que são usadas."
Com premissas de desaceleração pouco mais forte da economia e de um dólar abaixo do Focus - em R$ 5,70, contra R$ 6,0 na mediana do mercado -, Serrano espera um IPCA de 5,20% este ano, desacelerando a 4,20% no terceiro trimestre de 2026. A projeção considera elevação da taxa Selic a um nível entre 14,75% e 15,25% no fim do ciclo, em meados deste ano.
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