quinta-feira, 1 de maio de 2025

JR Guzo

 https://revistaoeste.com/revista/edicao-203/o-brasil-virou-paria/..


 *O Brasil virou um pària*


Toffoli e Alexandre de Moraes

O Financial Times publicou uma exposição 100% objetiva, competente e arrasadora sobre a atual disparada da corrupção no Brasil



J. R. Guzo


“Tinha de acontecer, mais cedo ou mais tarde — e é óbvio que acabou acontecendo. O Supremo Tribunal Federal tantas fez para proteger a corrupção no Brasil, mas tantas, com tanta arrogância e tão pouco caso com o decoro mínimo esperado de sua conduta, que conseguiu enfim chamar a atenção do mundo para o que estão fazendo aqui. Um ano atrás a porção da comunidade internacional que se considera mais civilizada e mais apta a decretar regras de comportamento para as demais festejava a “vitória da democracia” no Brasil. Que sorte para o planeta, não? O perigo do “populismo de direita” foi derrotado. O amor venceu. O Brasil “voltou”. Não contavam com a astúcia do ministro Dias Toffoli. Em apenas um ano, com a sua inédita sucessão de sentenças em favor da ladroagem e dos ladrões, ele conseguiu demolir toda essa conversa. Eis o Brasil, por sua conta, colocado entre os párias do mundo — os países sem lei, sem códigos morais e sem vergonha que fazem parte da face escura da humanidade.


A destruição do STF como uma casa de respeito já era obra avançada, com o teto e as paredes no chão, pela atuação do ministro Alexandre de Moraes. Ele, com o STF atrás de si, aboliu os direitos civis que estão na Constituição para instalar uma ditadura penal no Brasil — aberração que transformou o Supremo em delegacia de polícia destinada a reprimir adversários políticos do regime atual. Mais dia, menos dia, a sua vez vai chegar. Moraes tem tudo para acabar no noticiário da imprensa internacional como uma dessas figuras de Terceiro Mundo que aparecem, de tempos em tempos, como sucessores de Idi Amin quando o ditador entrava em sua personalidade de magistrado. Mas Toffoli chegou antes. A insegurança jurídica criada nos últimos anos pelo STF, na qual ninguém sabe qual é a lei que está valendo hoje, superou as fronteiras da violação às garantias democráticas e mergulhou de cabeça no bas-fond da roubalheira do Erário. Aí já ficou demais. É como o sujeito que em vez de tirar o calção de banho dentro da piscina, para ninguém ver, sobe no trampolim para mostrar a todo mundo que está nu.


A verdade sobre o alto Judiciário no Brasil, conhecida aqui dentro, mas escondida nesse tempo todo pela mídia internacional de primeira linha, veio à luz do sol da pior maneira possível para o STF. O Financial Times de Londres, que funciona como um boletim de comportamento para governos e nações de todo o mundo, publicou uma exposição 100% objetiva, competente e arrasadora sobre a atual disparada da corrupção no Brasil — e o papel essencial que Toffoli e o STF exercem nesse conto de horror. É muito ruim, porque o Financial Times está entre a meia dúzia de veículos de imprensa que são lidos em salas de diretoria, reuniões de ministros do Primeiro Mundo e os gatos mais gordos da alta burocracia global. É acompanhado nos departamentos de marketing e pelos fiscais mais severos da obediência ao politicamente correto. Enfim, para resumir a ópera: está entre as leituras preferidas da turma de Davos que deixa Lula, a ministra Marina e a direção do PT sempre tão agitados. Pior que tudo, talvez, uma matéria publicada ali serve como uma espécie de “liberou geral” para a elite da mídia globalizada. Saiu no FT? Então pode sair em qualquer lugar.

Está tudo ali. A anulação da multa de R$ 10 bilhões da J&F e de R$ 3,8 bilhões da Odebrecht que, por força de acordo judicial, as duas empresas se comprometeram a pagar para seus diretores não serem presos pelo crime de corrupção ativa. Toffoli, sozinho, cancelou as duas, de modo que os réus confessos nem foram para a cadeia nem pagaram o que tinham de pagar. É citado o relatório da Transparência Internacional que rebaixou o Brasil em dez posições na lista dos países mais corruptos do mundo em 2023, sua pior colocação desde 1995 — e que cita nove vezes o nome de Toffoli. O artigo revela a destruição dos sete anos de luta contra a corrupção feita pela Lava Jato. Cita os 2,2 mil anos de sentenças de prisão anulados em favor dos 165 ladrões condenados. Menciona a anotação que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos fez sobre a ladroagem da Petrobras nos governos Lula-Dilma — segundo os americanos, o maior caso de propina já registrado na história. Revela aos leitores mais qualificados do mundo que Toffoli foi advogado do PT antes de ser nomeado por Lula para o STF. Informa que o ministro Cristiano Zanin foi advogado pessoal do mesmo Lula.


É um desastre com perda total. “Graças às decisões de Toffoli, o Brasil tornou-se um cemitério de provas de crimes que geraram miséria, violência e sofrimento humano”, diz o Financial Times, citando o texto da Transparência Internacional. “O país está se tornando cada vez mais, aos olhos do mundo, um exemplo de corrupção e de impunidade.” O jornal informa também qual foi a reação do ministro diante do relatório: mandou investigar criminalmente a entidade, com base numa notícia patentemente falsa, e já enterrada há muito tempo, sobre ilegalidades imaginárias que teria praticado no Brasil. É uma das regras de ouro da filosofia penal do já citado Idi Amin. “Nós aqui temos liberdade de expressão”, dizia ele. “O que não podemos garantir é a liberdade de quem se expressa.” É o puro STF do Brasil de hoje, só que de efeito real equivalente a três vezes zero. A Transparência Internacional tem sede em Berlim. Não pode ser indiciada, desmonetizada ou presa por Alexandre de Moraes e sua Polícia Federal. É uma perfeita palhaçada"

quarta-feira, 30 de abril de 2025

Bankinter Portugal Matinal 3004

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Trump afirma que quer ser Papa e também aspira um terceiro mandato como Presidente dos EUA. É de supor que investiga a forma de compatibilizar ambos os cargos. O segundo é constitucionalmente impossível, mas é perigoso que retome o assunto. O primeiro depende da sua nomeação como cardeal nas próximas horas e que o Colégio dos Cardeais o escolha de seguida, mas não nos parece. 


Com um dia que arranca assim e com a publicação do PIB 1T EUA às 13:30 h (que é a referência desta semana) provavelmente em contração mas com uma dispersão ampla de estimativas, quem pode estimar o que acontecerá na sessão? Qualquer coisa é possível e, ainda assim, pode dizer-se que é um eufemismo. Os futuros sobre Wall St. vêm em quedas de ca.-0,5%, mas os europeus apresentam-se planos, como se estivessem a viver num planeta paralelo. O fluxo de fundos desde os EUA para a Europa favorece os preços dos ativos europeus, naturalmente, mas continua sem ter sentido que, num contexto de economia e mercado com riscos assimétricos (isto é, a profundidade da perda provável supera o potencial ganho se as coisas continuarem a complicar-se), a bolsa europeia ofereça ca. +5% acumulado 2025 vs. ca. -5% Wall St. 


A sequência de subidas de bolsas desde 22 de abril, apenas interrompida ontem na Europa, teve apoio de 2 fatores: (i) expetativas de suavização de impostos alfandegários. (ii) Bancos centrais a expressarem-se a favor de continuarem com as descidas de taxas de juros. Mas a forma de ver as coisas poderá mudar para pior a partir de hoje, aplicando a lógica dos dados, porque, independentemente dos impostos alfandegários aplicados e das descidas das taxas de juros, uma parte do dano já está infligido, principalmente sobre a confiança, que é a base do mercado. E os dados de hoje são: 


PIB 1T da França publicado às 06:45 h muito fraco, embora esteticamente pareça bom, porque passa para +0,1% (t/t) desde -0,1% no 4T’25, MAS todo o crescimento se deve a Inventários (+0,5% vs. -0,2%); isto é, a produção não vendida que terá de vender depois, para entender rapidamente. Porque o Consumo Privado desparece (0% vs. +0,2%), o Investimento continua a contrair-se (-0,2% vs. -0,1%) e as Exportações retrocedem (-0,7% vs. +0,2%). Poderá pensar-se que a culpa é das Importações elevadas para contornar os futuros impostos alfandegários, mas não: +0,4% vs. +0,5% no 4T’24. No final, em grandes números, esse PIB 1T +0,1% responde a +0,5% de Inventários e -0,4% de contribuição negativa do Setor Exterior, sendo as restantes componentes neutralizadas entre si. 


Elaboramos um pouco mais do que o habitual sobre o PIB francês porque certamente é o tom que vamos encontrar na macro a partir de agora, a que inclui já março. Principalmente abril. E isso fará com que a situação não seja interpretada com tanta complacência daqui para a frente. Particularmente o PIB 1T EUA das 13:30 h, para o qual o consenso insiste em esperar algo positivo (+0,2%?), mas que o resultado real será pior que isso e pior do que visto hoje à primeira hora no PIB 1T francês. A Fed de Atlanta estima -2,7% (sim, não é um erro: -2,7%), mas nós temos vindo a avisar que será substancialmente negativo pelo adiantamento das exportações (-1,5%/-2%?) e nas últimas horas alguns “grandes” americanos apressaram-se a baixar as suas estimativas: MStanley -1,4% (antes 0%), Goldman -0,8% (antes -0,2%) e JP Morgan -1,75% (antes 0%). Grandes equipas, mas reações lentas…


Outros dados maus para arrancar o dia:


Preços de Habitações no Reino Unido (7 h) entram em negativo em abril: t/t -0,6% vs. 0% esperado vs. 0% março; a/a +3,4% vs. +4,1% vs. +3,9%.


Alemanha: Vendas a Retalho de março entram em negativo: t/t -0,2% vs. +0,4% esperado vs. +0,2% fevereiro (revisto para pior desde +0,8% preliminar); a/a +2,2% vs. +2,4% vs. 0% (revisto para pior desde +4,9% preliminar).


Os resultados corporativos 1T continuam a ser publicados abundantemente e são bons, principalmente os americanos (com mais de 40% das empresas publicadas, EPS médio +10,1% vs. +6,7% esperado), mas, insistimos, são do 1T. E hoje já várias empresas de primeira ordem retiram ou reveem guidances (Mercedes, Samsung, UPS…) e a maioria das que os mantêm avisam que não contemplam o impacto dos impostos alfandegários. Não tardarão em chegar revisões em baixa dos resultados dos trimestres seguintes.


CONCLUSÃO: O PIB 1T EUA das 13:30 h é fundamental para que o mercado tenha um choque de realidade. Pode ser o ponto de reversão para o senso comum após as subidas complacentes dos últimos dias. Embora qualquer resultado seja possível, se sair realmente em contração, Wall St retrocederá, digamos, -1%/-2%, e Europa irá mudar para pior rapidamente. De facto, depois de ver a macro europeia de primeira hora, não faz sentido que suba. Comprar-se-ão obrigações (yields inferiores) e o USD será vendido (1,14, como ontem?). Dia emocionante.


S&P500 +0,6% Nq-100 +0,6% SOX -0,9% ES50 -0,2% IBEX -0,7% VIX 24,2% Bund 2,50% T-Note 4,17% Spread 2A-10A USA=+51pb B10A: ESP 3,16% PT 3,04% FRA 3,22% ITA 3,61% Euribor 12m 2,076% (fut.1,942%) USD 1,138 JPY 162,1 Ouro 3.309$ Brent 63,5$ WTI 59,6$ Bitcoin +0,3% (94.967$) Ether -0,6% (1.804$). 


FIM

14 ações

 14 ações do Ibovespa que atingiram máximas históricas com a recuperação dos mercados


A ação da TIM lidera em desempenho no ano até 25 de abril, com valorização de 36,91%


Lara Rizério


29/04/2025 12h44 • Atualizado 2 horas atrás


Com o Ibovespa voltando a apresentar um desempenho positivo e superando os 135 mil pontos nas últimas sessões, algumas ações do índice atingiram as suas máximas, conforme destaca levantamento da consultoria Elos Ayta.


Conforme aponta o estudo, elaborado por Einar Rivero, diretor da consultoria, em meio à recuperação parcial do mercado brasileiro em 2025, quatorze das 87 ações que compõem o Ibovespa atingiram seus preços máximos históricos no mês de abril, conforme levantamento da Elos Ayta. Todas renovaram suas máximas nos pregões dos dias 24 e 25, sendo que onze papéis fecharam no recorde na sexta-feira, dia 25, enquanto três o fizeram na véspera.


A ação da TIM (TIMS3) lidera em desempenho no ano até 25 de abril, com valorização de 36,91%, seguida pela Marfrig (MRFG3), com alta de 34,17%, e pela JBS (JBSS3), que avança 31,87% no mesmo período. Para efeito de comparação, o Ibovespa acumula ganho de 12,02% em 2025.


Conforme destaca Rivero, oito setores diferentes apresentaram ações com máximas históricas, mas energia elétrica e seguros se destacaram com mais ativos participantes, cada um com três representantes na lista. Já os setores de proteínas animais e telecomunicações aparecem com duas ações cada, enquanto holdings diversificadas, serviços de apoio e armazenagem, água e saneamento, e bancos completam o quadro com um papel cada.


Entre as empresas do setor elétrico, Equatorial (EQTL3), Copel (CPLE6) e Taesa (TAEE11) atingiram novos topos, evidenciando o interesse do mercado em ativos considerados defensivos em tempos de incerteza.


No segmento de seguros, Porto Seguro (PSSA3), BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CXSE3) mostraram força, refletindo a resiliência do setor frente ao cenário macroeconômico.


 


O levantamento utilizou séries históricas ajustadas por proventos (dividendos, JCPs, agrupamentos e desdobramentos), garantindo uma comparação precisa dos preços máximos ao longo do tempo.


“Outro destaque é a presença das empresas de proteínas animais, Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3), que foram impulsionadas tanto pela valorização das exportações quanto pela dinâmica de câmbio favorável”, aponta Rivero.


Já no setor de telecomunicações, além da TIM, a Telefônica Brasil (VIVT3) também renovou sua máxima, beneficiada pela estabilidade da receita e melhora da rentabilidade


 


 


A Sabesp (SBSP3) também figura entre os recordistas, refletindo expectativas otimistas com o processo de desestatização da companhia.


Entre os grandes bancos, o Itaú Unibanco (ITUB4) foi o único a bater sua máxima histórica, mostrando a força dos grandes incumbentes do setor financeiro em um ambiente ainda volátil.


A diversidade dos setores e o perfil de muitas dessas companhias — majoritariamente defensivo e resiliente — reforçam o quadro de seletividade dos investidores, que, diante das incertezas, continuam preferindo nomes com geração de caixa estável e capacidade de remunerar seus acionistas.

BCB

 _BC diz que as principais mensagens do REF são de que o financiamento à economia real continuou a acelerar no 2º semestre: o apetite ao risco aumentou no ano passado, mas indica cautela em 2025; capacidade de pagamento das famílias é desafiadora e materialização do risco tende a reduzir no curto prazo; SFN segue melhorando, com sistema bancário mantendo solidez, sendo que as maiores exposições ao risco climático físico estão relacionados a secas; concentração do SFN reduziu em 2024, seguindo a tendência; o Open Finance promove a modernização e aumenta a eficiência._

INSS e seus esquemas

 Estadão: Ex-presidente do INSS deu descontos 'excepcionais' para entidades, diz PF

22:32 29/04/2025 


São Paulo, 29/04/2025 - O ex-presidente do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto autorizou descontos indevidos nos contracheques de aposentados e pensionistas depois de ter vindo a público anunciar que acionaria a Polícia Federal (PF) para investigar denúncias de fraudes. As suspeitas levaram à demissão de Stefanutto após ele ter sido afastado do cargo por ordem judicial na Operação Sem Desconto - que apura um esquema fraudulento de deduções indevidas em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.


Pressionado pela Controladoria-Geral da União (CGU), que emitiu sucessivos alertas sobre descontos irregulares, Stefanutto prometeu ser “bastante duro” com entidades que estivessem envolvidas em fraudes e garantiu que a PF seria notificada para apurar as suspeitas. As declarações são de abril de 2024 e foram publicadas no site do INSS.


Em março de 2024, Stefanutto suspendeu as cobranças de descontos associativos até o desenvolvimento de mecanismos mais seguros de autorização e verificação de identidade, como biometria facial dos aposentados e assinatura eletrônica avançada, recursos que, segundo ele, ainda seriam desenvolvidos pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev).


A suspensão foi formalizada em uma instrução normativa assinada por Stefanutto que eximiu o INSS de responsabilidade sobre os descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, conforme revelou o Estadão.


O ex-presidente do INSS também prometeu revisar os acordo de cooperação técnica fechados com associações e entidades para descontos de mensalidades associativas.


‘APARENTE DILIGÊNCIA’. Ocorre que, segundo a investigação da PF, “a despeito da aparente diligência publicizada”, internamente a direção do INSS buscava uma solução transitória que possibilitasse a retomada dos descontos, o que efetivamente aconteceu.


A Polícia Federal aponta que, em junho de 2024, Stefanutto determinou o “desbloqueio excepcional” de descontos em benefício de entidades investigadas, mesmo sem os requisitos técnicos definidos pela Dataprev e sem previsão normativa. “Nesse contexto, as ações divulgadas pelo INSS para impor maior rigor e controle à implementação de descontos associativos não atingiram os efeitos a que se propuseram, à medida que a direção da autarquia autorizou excepcionalizações às regras de regência da matéria, sem que existisse previsão normativa para tanto ou, sequer, tivessem sido realizadas análises que pudessem sustentar o interesse dos aposentados e/ou pensionistas nos atos”, afirma a Polícia Federal na representação da Operação Sem Desconto.


A PF crava que “o único interesse em voga e observado pela direção do INSS foi o das entidades associativas”.


Segundo a corporação, a cúpula do INSS ignorou informações e alertas recebidos por diferentes meios e de diferentes órgãos de controle para reverter “autorizações precárias concedidas” para os descontos.


Além de ter retomado os descontos em curso, o INSS permitiu 785.309 novos abatimentos, englobando 32 entidades, baseados exclusivamente em termos de compromisso das associações.


DESCONTOS EM LOTE. A PF também põe sob suspeita uma autorização do presidente do INSS para o chamado desbloqueio em lote e automático de descontos em pelo menos 34 mil pensões e aposentadorias em benefício da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).


Os investigadores afirmam que o aval foi concedido em um cenário de “inexistência de qualquer tipo de controle, pelo INSS, acerca da veracidade das informações apresentadas” pela entidade.


Em um primeiro momento, a cúpula do INSS negou o pedido da Contag. Em outubro de 2023, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, então chefe da Procuradoria Federal do INSS, mudou de posição e emitiu parecer favorável ao pedido.


Segundo a PF, Virgílio Antônio recebeu R$ 12 milhões de intermediários das associações suspeitas de fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas.


O ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão, André Paulo Félix Fidélis, concordou com o parecer e enviou o documento ao gabinete do presidente do INSS. A Polícia Federal também identificou repasses suspeitos a Fidélis, na ordem de R$ 5 milhões.


Em novembro de 2023, Stefanutto assinou a autorização do INSS para os descontos em lote em favor da Contag. Ele afirma no documento que a decisão tem como base o “princípio da boa-fé” e a “declaração de responsabilidade” da confederação.


INTERMEDIÁRIOS. A PF calculou que ex-servidores do alto escalão do INSS receberam mais de R$ 17 milhões de intermediários das associações suspeitas de fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas. Foram identificados repasses a três dirigentes: André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão; Alexandre Guimarães, ex-diretor de Governança e Gerenciamento de Riscos e de Governança, Planejamento e Inovação e Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-chefe da Procuradoria Federal Especializada do INSS.


O dinheiro teria sido repassado por meio de empresas registradas no nome de familiares dos ex-diretores “sem motivo razoável conhecido para tanto”. Eles foram alvo da Operação Sem Desconto, deflagrada na semana passada.


“Observa-se a ação em conluio entre os investigados a fim de conferir aparente legalidade ao pagamento realizado pelos operadores financeiros e o recebimento de vantagens ilícitas por parte de servidores do INSS, abastecido pelo dinheiro proveniente dos descontos indevidos realizados pelas entidades associativas, em ação concertada”, afirma a Polícia Federal na representação que levou à operação.


FLUXO FINANCEIRO. Os repasses foram descobertos porque a Polícia Federal conseguiu reconstituir uma complexa rede de pessoas físicas e jurídicas que, segundo a investigação sobre as fraudes no INSS, operou a distribuição do dinheiro desviado por meio de associações.


O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, citado no inquérito como “Careca do INSS”, é apontado como o principal operador do esquema. Ele é dono de dezenas de empresas com personalidade jurídica própria, usadas para blindar os sócios controladores, e até de uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe. Defesa diz que ele vai comprovar inocência.


Segundo a PF, pessoas e empresas relacionadas ao “Careca do INSS”, receberam R$ 48,1 milhões diretamente de associações suspeitas, além de R$ 5,4 milhões de empresas ligadas a essas entidades, totalizando R$ 53,5 milhões.


Conforme a investigação, Virgílio Antônio, que chefiou a Procuradoria Federal Especializada do INSS, recebeu R$11.997.602,70 por meio de empresas registradas no nome da mulher e da irmã.André Paulo Félix Fidélis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão, recebeu R$ 5.186.205,0041 por meio do filho e da nora. O ex-diretor de Governança e Gerenciamento de Riscos e de Governança, Planejamento e Inovação, Alexandre Guimarães, ficou com R$ 313.205,29.


A PF também afirma que o “Careca do INSS” transferiu um Porshe Taycan 2022 para a mulher de Virgílio.


‘INOCÊNCIA’. Os advogados de Antonio Carlos Camilo Antunes afirmaram que “as acusações apresentadas contra seu cliente não correspondem à realidade dos fatos”. “A defesa confia plenamente que o tempo propiciará uma apuração adequada dos fatos, possibilitando uma atuação ampla e isenta por parte das instituições”, disseram em nota. “Estamos certos que ao longo do processo, a inocência de Antonio será devidamente comprovada.”


Procuradas pelo Estadão, a defesa do ex-presidente do INSS e de outros citados não se manifestaram ou não foram localizadas. (Rayssa Motta e Fausto Macedo)

BDM Matinal Riscala 3004

 Bom dia


Véspera de feriado tem agenda pesada | BDM

www.bomdiamercado.com.br

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[30/04/25]


… Revelando os primeiros danos da guerra comercial à China, o PMI industrial oficial sofreu em abril a pior contração da atividade desde dez/23. Hoje, nos EUA, a agenda pesada prevê mais um indicador do emprego, a pesquisa ADP, além da preliminar do PIB/1Tri, inflação do PCE e balanços de Microsoft e Meta. Apple e Amazon saem amanhã, quando os mercados aqui fecham no feriado de 1º de Maio, mas NY funciona normalmente. Também no Brasil, o calendário econômico é intenso, nesta 4ªF, com a taxa de desemprego do IBGE e números do Caged de março, que podem influenciar as expectativas para o Copom, e ainda o resultado fiscal de março. No noticiário corporativo, repercute o relatório de produção e vendas da Petrobras, divulgado ontem, após o fechamento. Entre os balanços, são destaques: Weg e Santander, antes da abertura, enquanto Galípolo abre evento do BC (9h15) e Trump volta a criticar Powell: “Ele não está fazendo um bom trabalho”.


… Em discurso para marcar os 100 dias de seu governo, no estado de Michigan, o presidente dos EUA teve o cuidado de dizer que quer ser “respeitoso” com Powell, mas que tem mais conhecimento do que ele, “sei mais sobre juros do que eles”.


… Trump citou uma série de produtos que tiveram queda de preços, como energia, ovos, taxas de hipotecas imobiliárias e medicamentos.


… Já o mercado considerou os números mais fracos do emprego do relatório Jolts, ontem, e a queda da confiança do consumidor em abril para apostar que o Fomc acabará deixando de lado a cautela para antecipar os cortes de juros para junho (leia abaixo).


… Os indicadores de hoje podem reforçar essa expectativa se também a pesquisa ADP trouxer a criação de menos vagas no setor privado, assim como o payroll de março, na 6ªF, se confirmar uma deterioração do mercado de trabalho americano.


… Nas últimas falas, Powell foi claro ao afirmar que o Fed pode reduzir os juros se o impacto das tarifas sobre o emprego for significativo.


… Outros dados que poderão influenciar hoje as expectativas em NY são o PIB/1Tri, com projeções de forte recuo, e a inflação do PCE, que também deve desacelerar. Surpresas nesses números, por outro lado, adiariam os cortes de juros para o segundo semestre.


… A pesquisa ADP de emprego no setor privado em abril está prevista para as 9h15 e a primeira prévia do PIB/1Tri, às 9h30, com consenso de leve expansão de 0,4%, após a economia dos EUA ter registrado crescimento de 2,4% no 4Tri/2024.


… A expectativa para o núcleo do PCE de março (11h), medida predileta de inflação do Fed, é de desaceleração para 0,1% em março, após alta de 0,4% em fevereiro. Na base anual, o consenso é de desaceleração para 2,2%, contra 2,5% até o mês anterior.


… Aqui, também os dados do emprego são importantes para as expectativas ao Copom e as apostas para a Selic.


… Às 9h, o IBGE divulgará a Pnad Contínua de março, cujo consenso aponta para uma alta da taxa de desemprego a 7%, contra 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Às 14h30, sai o Caged de março, que deve criar 201 mil vagas, após 432 mil em fevereiro.


… Na agenda fiscal, o resultado consolidado do setor público em março abre o dia (8h30). Em fevereiro, o déficit foi de R$ 18,973 bilhões.


MAIS AGENDA – Ainda às 8h30, o BC divulga as operações de crédito e os dados da dívida pública em março, que atingiu 76,2% do PIB em fevereiro. Às 14h30, o Banco Central informa os dados semanais do fluxo cambial.


… Na Zona do Euro, também é dia de PIB/1Tri e da preliminar da inflação de abril do CPI na Alemanha (9h).


… Nos EUA, às 10h45, o Fed de Chicago divulga o índice ISM de atividade do setor industrial em abril e, às 11h30, os estoques de petróleo do DoE nos Estados Unidos, que aumentaram em 244 mil barris na semana até 18/04.


BALANÇOS – Os resultados de Microsoft e Meta saem após o fechamento. Aqui, Santander e Weg vêm antes da abertura.


… Amanhã, com os mercados fechados no Brasil e em algumas praças da Europa e na China, serão divulgados em Wall Street os balanços de mais duas big techs: Apple e Amazon, enquanto o BoJ decide sobre juros. Na China, o feriado se estende até 6ªF.


ÁSIA HOJE – Na China, o PMI Industrial do NBS (oficial) caiu a 49,0 em abril, abaixo do consenso (49,5) e de março (50,5), interrompendo dois meses de expansão da atividade. E o PMI do Caixin caiu para 50,4, mais que o consenso (49,8) e após 50,8 em março.


… No Japão, a produção industrial registrou queda de 1,1% em março, pior que o consenso (-0,4%), recuando fortemente sobre o crescimento de 2,3% em fevereiro. Também as vendas no varejo recuaram 1,2%, contra +0,4% do mês anterior.


PETROBRAS – Fechou o primeiro trimestre com produção total de 2,771 milhões de barris diários de óleo equivalente, queda de 0,20% na comparação com o 1Tri/2024 e alta de 5,4% sobre o 4Tri/2024, segundo relatório de produção divulgado ontem à noite.


… Segundo a Petrobras, a alta no 1Tri se deve ao menor volume de perdas por paradas para manutenções, à melhor eficiência operacional na Bacia de Santos, entrada em produção do FPSO no campo de Búzios e do FPSO no campo de Mero.


… Esses fatores compensaram parcialmente o declínio natural de produção no trimestre, com 11 novos poços produtores em operação.


… A produção de óleo e gás foi de 2,416 milhões de boe/d no 1Tri (-0,5% na base anual), a produção de petróleo, de 2,214 milhões de bpd (-1%) e a produção de gás natural totalizou 526 mil boed (+3,7% na margem e na base anual).


QUANTO PIOR, MELHOR – O espanto dos mercados com Trump é tanto, que sobra ao investidor se agarrar à esperança de que o Fed tome uma atitude para evitar que a economia norte-americana caia em uma recessão.


… Neste contexto, indicadores fracos divulgados ontem nos EUA acabaram sendo lidos pela ótica positiva, de que Powell pode acabar se dobrando às pressões para antecipar um corte do juro e evitar um choque recessivo.


… Às vésperas do payroll, o relatório Jolts de empregos mostrou queda nas vagas, de 7,6 milhões em fevereiro para 7,2 milhões em março. Ainda a confiança do Conference Board caiu de 93,9 em março para 86,0 em abril.


… Em NY, o mercado passou a precificar um corte acumulado de 1,25 ponto percentual pelo Fed nos próximos 12 meses, o que derrubou o rendimento da T-Note de 2 anos ontem para o seu menor nível em seis meses.


… O yield recuou a 3,664%, de 3,701% na sessão anterior. A taxa do bônus de 10 anos caiu para 4,173%, de 4,211%.


… A torcida para que o Fed relaxe a política monetária o quanto antes também ajustou as bolsas em NY, que refletiram os sinais de recuo de Trump em relação à guerra tarifária, enquanto a China continua jogando duro.


… O presidente americano assinou uma ordem executiva concedendo alívio parcial nas tarifas para as montadoras que fabricam veículos nos EUA, o que foi comemorado pelas ações da Ford (+1,35%) e da Stellantis (+2,51%).


… As montadoras receberão um reembolso de até 15% das tarifas pagas sobre peças importadas para veículos montados nos EUA, enquanto os carros com 85% de suas peças fabricadas no país não estarão sujeitos à sobretaxa.


… Foi positiva também a indicação de Trump nesta 3ªF de que o governo de Washington estaria fechando acordos comerciais com a Índia e que ainda as negociações estariam avançadas com o Japão e a Coreia do Sul.


… O Dow Jones subiu 0,74%, a 40.527,62 pontos, o S&P 500 avançou 0,58%, para 5.560,83 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,54%, a 17.461,31 pontos, no otimismo que teve como “plus a mais” a expectativa de corte de juros.


… A sinalização de progressos nas negociações comerciais de Trump permitiu leve alta ao índice DXY (+0,22%, aos 99,228 pontos), embora o papel dominante do dólar no comércio e nas finanças internacionais continue em xeque.


… O euro recuou 0,33%, para US$ 1,1383, e a libra esterlina perdeu 0,25%, negociada no fechamento a US$ 1,3406.


… Já o real conseguiu emplacar a sua oitava alta seguida, influenciado pelo fluxo gringo positivo tanto para a bolsa como para a renda fixa, especialmente após a sinalização de Galípolo de que o ciclo de aperto da Selic não acabou.


… O dólar à vista, que antes do feriado da Páscoa operava na faixa de R$ 5,80, vem caindo todo santo dia desde lá. Voltou ontem para R$ 5,6306 (-0,31%) e chega ao último pregão do mês com queda acumulada de 1,31% em abril.


… Hoje, o câmbio doméstico poderá sofrer a influência extra da disputa especulativa em torno da ptax.


MUITA CALMA NESTA HORA – Pelo segundo dia seguido, com Galípolo, os investidores corrigiram as apostas para o Copom da semana que vem e a chance de vir um aperto de 0,50pp, ao invés de 0,25pp, voltou a ser majoritária.


… O presidente do BC disse que a comunicação da reunião de política monetária de março (alta da Selic menor do que 1pp) segue valendo e repetiu que o nível do juro seguirá restritivo o tempo suficiente para levar inflação à meta.


… Atentos à mensagem, os juros curtos registraram viés de alta, o miolo da curva fechou estável e a ponta longa exibiu queda modesta, influenciada pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries e pelo dólar mais barato aqui.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,690% (de 14,675% no pregão anterior); Jan/27 estava em 13,945% (de 13,905%); Jan/29, 13,640% (de 13,640%); Jan/31, 13,910% (de 13,930%); e Jan/33, 14,000% (14,030%).


… O investidor estrangeiro começa a se arriscar novamente nos emergentes. Pelo último informe, entraram R$ 883 milhões em k externo na B3 na 5ªF passada. No acumulado do mês, porém, a fuga ainda é pesada: R$ 4,9 bilhões.


… O Ibovespa está a pouco mais de dois mil pontos de seu recorde de todos os tempos e completou ontem sete pregões consecutivos sem cair, embora já tenha dado sinais de fadiga, tendo fechado praticamente estável.


… Terminou em +0,06%, aos 135.093 pontos, com volume financeiro de R$ 22,9 bilhões.


… As blue chips financeiras se destacaram em alta: Bradesco ON registrou +1,34% (R$ 12,10); Bradesco PN, +1,12% (R$ 13,50); Itaú, +0,80% (R$ 35,27); Santander, +0,57% (R$ 28,40); e Banco do Brasil ON, +0,53% (R$ 28,50).


… Petrobras ON subiu 0,28%, a R$ 32,55, e Petrobras PN ganhou 0,53%, a R$ 30,56, apesar da queda do petróleo.


… O Brent/julho caiu 2,33%, para US$ 63,28 o barril, com preocupações renovadas sobre a demanda global, diante da tensão comercial, e a expectativa de que a Opep+ suba a produção em mais de 400 mil bpd semana que vem.


… A commodity vai terminando abril com um tombo próximo de 15%, o pior recuo mensal em quatro anos.


… Vale cedeu 0,37% (R$ 53,84) ontem, enquanto o minério de ferro subiu de leve (-0,28%). A liderança do ranking positivo ficou com o GPA (+8,00%), a R$ 4,59, em meio às expectativas de mudança no Conselho de Administração.


EM TEMPO… JBS aprovou a distribuição de R$ 4,4 bilhões em dividendos adicionais, o equivalente a R$ 2 por ação, com pagamento em 14/5; ex a partir de hoje.


SABESP aprovou a distribuição de R$ 2,55 bilhões em proventos, sendo R$ 718,6 milhões em dividendos e R$ 1,83 bilhão em JCP; empresa não informou o valor correspondente por ação…


… Pagamento será efetuado em até 45 dias após AGOE realizada ontem.


EMBRAER aprovou a distribuição de R$ 51,4 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,0700 por ação, e de R$ 142,7 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,1946 por ação; pagamento será realizado em 23/5; ex em 14/5.


CARREFOUR aprovou a distribuição de R$ 1,67 milhão em dividendos complementares, o equivalente a R$ 0,0007 por ação, com pagamento a ser realizado durante o exercício social de 2025; ex em 1º/7…


… Acionistas aprovaram a incorporação da subsidiária integral Cotabest Informação e Tecnologia.


IGUATEMI registrou lucro líquido ajustado de R$ 113,9 milhões no 1TRI, alta anual de 5,1%; Ebitda ajustado somou R$ 244,3 milhões, crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período de 2024.


CPFL. Acionistas da CPFL Energia e da controlada CPFL Geração aprovaram cisão parcial da CPFL Geração, com a incorporação do acervo cindido pela CPFL Energia.


EDP. Diretoria colegiada da Aneel decidiu por unanimidade pela recomendação ao Ministério de Minas e Energia da prorrogação da concessão da EDP Espírito Santo por mais 30 anos.


NEOENERGIA registrou lucro líquido consolidado de R$ 1 bilhão no 1TRI, queda de 11% na comparação anual; Ebitda somou R$ 3,72 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2024.


ISA ENERGIA registrou lucro líquido regulatório de R$ 337,4 milhões no 1TRI, queda de 17,6% na comparação anual; Ebitda somou R$ 923,3 milhões, alta de 2,9% em relação ao mesmo período de 2024.


TAESA aprovou a distribuição de R$ 301,5 milhões em dividendos, com pagamento em duas parcelas; ex em 30/4…


… Primeira parcela, com valor de R$ 190,6 milhões, o equivalente a R$ 0,1844 por ação ON e R$ 0,5533 por unit, será paga em 28/5…


… Segunda parcela, com valor de R$ 110,8 milhões, o equivalente a R$ 0,1073 por ação ON e R$ 0,3219 por unit, será paga em 27/11.


MARCOPOLO registrou lucro líquido de R$ 241,8 milhões no 1TRI, queda de 21,9% na comparação anual; Ebitda somou R$ 262 milhões, recuo de 16,9% em relação ao mesmo período de 2024.


LOG CP registrou lucro líquido de R$ 86,4 milhões, avanço de 56,2% na comparação anual; Ebitda somou R$ 120,8 milhões, crescimento de 63,2% em relação ao mesmo período de 2024.


KEPLER WEBER registrou lucro líquido de R$ 25,6 milhões no 1TRI, queda anual de 51%; Ebitda somou R$ 52,9 milhões, recuo de 41,55 em relação ao mesmo período de 2024.


WEG aprovou aumento de capital em R$ 5 bilhões por meio da incorporação de parte do saldo da conta de reserva de lucros, sem aumento do número de ações…


… Com isso, capital social da empresa passou dos atuais R$ 7,5 bilhões para R$ 12,5 bilhões.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!


*com a colaboração da equipe do BDM Online

Ancelotti recusa esta roubada

 *Ancelotti volta atrás e recusa oferta da CBF para assumir a seleção; diz imprensa espanhola*


Técnico italiano, perto de se despedir do Real Madrid, recebeu proposta da Arábia Saudita


Uma reviravolta na novela em torno do novo treinador da seleção brasileira. É o que apontam os jornais espanhóis nesta terça-feira. De acordo com os diários Marca e AS, Carlo Ancelotti voltou atrás e recusou a oferta da CBF. O motivo seria o surgimento de uma proposta para trabalhar na Arábia Saudita.


Com a recusa de Ancelotti, Jorge Jesus, do Al-Hilal, passa a ser o principal nome para o cargo. De acordo com o blog do Diogo Dantas, o português é o plano B da entidade.


O clube saudita interessado no técnico do Real Madrid não foi revelado, mas os valores oferecidos seriam na casa dos 50 milhões de euros anuais (R$ 321,6 milhões). A cifra é muito superior à negociada com a CBF. O pré-contrato para dirigir a seleção tinha as mesmas bases da negociação de 2023, que também terminou com uma recusa do italiano. A pedida era na casa dos 8 milhões de euros por ano, cerca de R$ 50 milhões.


Além disso, Ancelotti não poderia assumir o novo compromisso em junho, como queria a CBF. Os representantes enviados pela entidade para conversar com o treinador na Europa estavam convictos de que isso não seria um problema e já davam o acordo como certo. Contudo, o técnico do Real Madrid avisou nesta terça que só poderia fazê-lo em agosto, após o Mundial de Clubes da Fifa.


Ancelotti viajou na última segunda-feira para Londres, onde se reuniu pessoalmente com os empresários brasileiros que faziam a intermediação das conversas entre ele e a CBF. Na expectativa de assinar o compromisso com o treinador, se surpreenderam quando ele informou que voltara atrás. De acordo com o Marca, o italiano falou por telefone diretamente com o presidente da entidade Ednaldo Rodrigues, a quem agradeceu pelo interesse.


A saída de Ancelotti do Real Madrid é dada como certa, ainda que o contrato vá até 2026. Após uma temporada de oscilações em campo e nos resultados, sua passagem pelo Santiago Bernabéu é dada como encerrada em Madri. O clube, inclusive, procura substitutos e tem em Xabi Alonso, do Bayer Leverkusen, o favorito. De toda forma, a liberaração do italiano antes do Mundial de Clubes, que será disputado entre junho e julho, não é considerada fácil.


A CBF não abria mão da chegada de Ancelotti para a próxima data Fifa, entre 2 e 10 de junho. A entidade queria que o italiano se apresentasse no Brasil em 26 de maio para a convocação dos jogadores e já comandasse o time nos jogos contra Equador e Paraguai, pelas Elminatórias da Copa 2026.


Desde a demissão de Dorival Junior, a CBF vinha trabalhando em duas frentes. Ancelotti era o favorito de Ednaldo, mas Jesus sempre foi visto como opção. Desde o início, inclusive, ele fez chegar aos brasileiros seu interesse em comandar a Amarelinha. Mas, assim como acontece com o Real Madrid, o Al-Hilal também disputará o Mundial de Clubes.


https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/04/29/ancelotti-volta-atras-e-recusa-oferta-da-cbf-para-assumir-a-selecao-diz-imprensa-espanhola.ghtml

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