Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
Call Matinal ConfianceTec 1001
CALL MATINAL CONFIANCE TEC
10/01/2024
Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO DE QUINTA-FEIRA (09/01)
MERCADO BRASILEIRO
O Ibovespa, na quinta-feira (09), fechou em alta, 0,13 %, a 119.780 pontos. Volume negociado foi baixo, R$ 13 bi.
Já o dólar à vista operou em queda de 1,10%, a R$ 6,0418.
PRINCIPAIS MERCADOS, 07h00
Índices futuros dos EUA operam em baixa, com todas as atenções voltadas para divulgação do emprego (payroll)* de dezembro.
EUA🇺🇸:
Dow Jones Futuro, -0,03%
S&P 500 Futuro, -0,18%
Nasdaq Futuro, -0,34%
Ásia-Pacífico:
Shanghai SE (China🇨🇳), -1,33%
Nikkei (Japão🇯🇵), -1,05%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,92%
Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -0,24%
ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,42%
Europa:
FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,02%
DAX (Alemanha🇩🇪), +0,03%
CAC 40 (França🇫🇷), +0,10%
FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,22%
STOXX 600🇪🇺, -0,05%
Commodities:
Petróleo WTI, +1,04%, a US$ 74,69 o barril
Petróleo Brent, +1,05%, a US$ 77,73 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,41%, a 753,50 iuanes (US$ 102,76).
NO DIA, 10/01
Dia de IPCA por aqui e payroll nos EUA, ambos de dezembro. Aqui, a expectativa é de IPCA a 0,43%, no ano rompendo a meta de 4,50%, a 4,80%.
Nos EUA, deve vir um payroll maus fraco, a 150 mil, depois de forte em novembro.
Esta perda de dinamismo no mercado de trabalho americano, pode baixar a pressão da moeda americana e dos juros dos Treasuries com o "efeito Trump" e desencadear por aqui, uma rodada de alívio no câmbio. Ao que parece, o "pico" de R$ 6,30 ficou para trás e a moeda americana já ronda os R$ 6,00.
AGENDA, 10/01:
Indicadores:
09h00. Brasil🇧🇷/IBGE: IPCA de dezembro e acumulado de 2024
10h00. Brasil🇧🇷/ABCR: Fluxo de estradas pedagiadas – dez
10h30. EUA🇺🇸/Deptº do Trabalho: Payroll de dezembro
12h00. EUA🇺🇸/Universidade de Michigan: Índice de Sentimento do Consumidor (prelim) – Jan
15h00. EUA🇺🇸/Baker Hughes: Poços e plataformas em operação
Eventos
10h00. Lula discute Facebook com o novo Secom, Sidônio Palmeira.
Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec
Boa sexta-feira, bons negócios e feliz 2025!🥳👏🎄
Uma nova Argentina
https://www.seudinheiro.com/2025/internacional/uma-nova-argentina-vem-ai-milei-faz-o-maior-pagamento-de-divida-desde-2020-e-outras-tres-noticias-positivas-para-os-hermanos-ccgg/?xpromo=XD-ME-SD-SITE-MNT-X-X-X-X-X&utm_source=SD&utm_medium=MT&utm_campaign=XV-MI-SD-SITE-MNT-X-X-X-X-X&_gl=1*13w5dji*_ga*OTI5MDg3NTkxLjE3MDQzMTc0NjY.*_ga_BT4VXC4PQ6*MTczNjQ2OTUyMC4xOTUxLjEuMTczNjQ2OTU0OC4zMi4wLjA.
Prensa
📰 *Manchetes de 6ªF, 10/01/2025*
▪️ *VALOR*: Sem melhora fiscal à vista, gestoras locais entram em 2025 pessimistas com o Brasil
▪️ *GLOBO*: Mundo excede pela 1ª vez limite crítico do aquecimento global
▪️ *FOLHA*: Repressão do regime de Maduro cresce, e oposição diz que Corina foi detida
▪️ *ESTADÃO*: Oposição denuncia intimidação a líder antes da posse de Maduro.
BDM Matinal Riscala 1001
Bom dia
Payroll e IPCA calibram alívio no câmbio | BDM
www.bomdiamercado.com.br
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[10/01/25]
… Os piores dias, atravessados em dezembro, de dólar no pico de quase R$ 6,30 vão ficando para trás e a moeda americana flerta agora com uma volta para os R$ 6,00. A melhor combinação nesta 6ªF para um real mais apreciado seria um IPCA forte + payroll fraco. A aceleração esperada para o dado oficial de inflação do IBGE em dezembro (9h), com estouro do teto em 2024, pode turbinar as apostas de Selic terminal de 15% ou mais, favorecendo o carry trade. Nos EUA, a perda de fôlego projetada para o mercado de trabalho, depois dos dados muitos fortes em novembro, poderia baixar a pressão da moeda americana e dos juros dos Treasuries com o efeito Trump e desencadear por aqui uma nova rodada de alívio no câmbio, na volta das bolsas de NY do feriado de luto pela morte de Jimmy Carter.
… O payroll deve apontar 150 mil empregos em dezembro, na acomodação natural contra o boom de 227 mil vagas em novembro, quando o relatório compensou o impacto negativo dos furacões e greves nos dados de outubro.
… A taxa de desemprego deve seguir em 4,2% e o salário médio pago por hora, que serve de termômetro da inflação, deve avançar 0,3% na base mensal (contra 0,37% em novembro) e 4% na comparação anual (de 4,03%).
… Dois dias atrás, a ata do Fed observou que, no geral, as condições do mercado de trabalho americano melhoraram no ano passado e que, apesar de a taxa de desemprego ter aumentado, ainda permanece em patamar baixo.
… A percepção entre os investidores também parece ser de arrefecimento gradual, sem qualquer perda de fôlego repentina e que assuste, no cenário ainda sólido, favorável a menos cortes das taxas do juros pelo Fed este ano.
… Apenas um número muito abaixo de 100 mil empregos criados ou uma taxa de desemprego acima de 4,3% levaria o BC americano a voltar a derrubar o juro no curto prazo, avalia Andrew Husby (BNP Paribas Securities) na BBG.
… De qualquer forma, quanto mais fraco o payroll, maior a chance de o dólar e taxas dos Treasuries testarem queda.
… Por aqui, a alta nos preços dos alimentos deve pressionar o IPCA em dezembro para 0,53%, após alta de 0,39% em novembro. As projeções para esta leitura, todas de alta, variam de 0,29% a 0,62%, segundo levantamento Broadcast.
… Para o acumulado do ano passado, todas as casas que responderam à pesquisa projetam IPCA acima do teto da meta (4,5%), entre 4,59% e 4,94%, com mediana de 4,84%, após 4,62% em 2023, quanto a tolerância era de 4,75%.
… Na última ata do Copom, o BC já havia indicado o descumprimento da meta, ao estimar que a inflação somará 4,9% neste ano. No RTI, admitiu oficialmente que o limite superior do intervalo tolerado não será respeitado.
… Considerando os últimos quatro anos, essa será a terceira vez que a meta de inflação será descumprida.
… O IPCA ficou acima do intervalo das metas em 2021, 2022 e em 2024. Em 2023, ficou dentro da banda, levando o BC a escapar do constrangimento que terá novamente de escrever carta aberta à Fazenda para explicar o estouro.
REFORMA MINISTERIAL – Em entrevista à Globonews, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, admitiu que as mudanças pretendidas por Lula na Esplanada devem ocorrer antes de uma reunião ministerial marcada para o próximo dia 21.
… O consenso em Brasília é de que a reforma nos ministérios será pontual e pouco ampla. Cotado para assumir o Ministério da Defesa, Alckmin defendeu ontem que o atual titular da pasta, José Múcio, continue no cargo.
VALE TUDO – Lula discute com ministros às 10h o fim da checagem de fatos nas redes sociais controladas pela Meta (Facebook, Instagram e Whatsapp). O presidente considerou “extremamente grave” a decisão de Zuckerberg.
… Na noite de ontem, Haddad desmentiu pelo Instagram da Fazenda um vídeo falso que circulou horas antes na internet, manipulado por inteligência artificial, em que o ministro dizia que o plano do governo é “taxar tudo”.
… “Imposto sobre Pix? Mentira. Imposto sobre quem compra dólar? Mentira. Imposto sobre animal de estimação? Mentira. A única coisa verdadeira desse vídeo é que as bets, que lucram montanhas de dinheiro, vão pagar imposto.”
… Segundo Haddad, o conteúdo adulterado das fake news prejudica o debate público, a política e a democracia”.
… A AGU enviou ao Facebook notificação extrajudicial para que a plataforma remova, em 24 horas, o vídeo falso.
… Segundo os advogados da União, o caráter enganoso e fraudulento do conteúdo contraria as próprias regras do Facebook, que vedam a utilização da plataforma para finalidades ilegais e recomendam a remoção de fake news.
MAIS AGENDA – Além do IPCA, sai hoje o fluxo de dezembro nas estradas pedagiadas, às 10h.
… Nos EUA, após o payroll, vem a leitura preliminar de janeiro do sentimento do consumidor medido pela Univ. de Michigan (12h), com as expectativas de inflação de 1 e 5 anos. Às 15h, saem os dados da Baker Hughes.
LAVA A ALMA – Pode nem durar tanto a trégua no câmbio, mas a volta ontem do dólar para a cotação mais barata em um mês dá tempo para o investidor pegar fôlego para enfrentar as pressões que não se esgotam (fiscal e Trump).
… Depois do salto de mais de 25% acumulado no ano passado, a moeda americana tem queda superior a 2% neste início de 2025. Caiu com firmeza ontem (1,10%), para R$ 6,0418 no fechamento, perto da mínima (R$ 6,0383).
… Contou com a queda das commodities como maior aliada. Além disso, traders relataram ao Broadcast impacto de entrada de recursos estrangeiros, que estariam recompondo o apetite por posições em renda fixa no mercado.
… A liquidez esvaziada pelo fechamento das bolsas em NY ajudou a potencializar a recuperação consistente do real, que reinou sozinho entre as principais moedas latinas, contrariando as perdas do peso mexicano e chileno.
… Além disso, ostentou a segunda melhor colocação entre as grandes divisas globais. Só perdeu para o rublo russo.
… Fica a torcida para que a retomada do interesse do k externo tenha continuidade, apesar de todos os desafios.
… A melhora no câmbio serviu de gatilho ontem para os juros futuros recuarem de forma moderada.
… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,965% (de 14,970% no fechamento anterior); Jan/27, 15,315% (de 15,365%); Jan/29, 15,140% (15,235%); Jan/31, 14,950% (de 15,030%); e Jan/33, 14,780% (14,840%).
DEIXOU A DESEJAR – Não houve maior empolgação dos papéis dos bancos na bolsa doméstica com o aumento do teto de juros no consignado para beneficiários do INSS de 1,66% para 1,80% ao mês. O setor queria mais: 1,99%.
… A Febraban não demorou para se queixar da “falta de racionalidade econômica” da alta, considerada “economicamente inviável” e insuficiente para absorver os custos de despesas relacionadas à concessão dessa linha.
… O custo de captação, segundo a entidade, subiu de forma expressiva com a alta da Selic e a forte abertura do DI, e o ajuste no teto do consignado não permitirá que as instituições financeiras atendam a toda a demanda de crédito.
… Em recepção morna à medida, Banco do Brasil registrou +0,46% (R$ 24,27); Itaú, +0,26% (R$ 31,07); e Bradesco ON, +0,19% (R$ 10,42). Santander ficou estável, a R$ 24,05. Já Bradesco PN caiu 0,70% (R$ 11,32).
… Em uma sessão volátil e de baixa liquidez, sem a referência de NY, devido ao meio feriado pelo funeral do ex-presidente americano Jimmy Carter, o Ibov fechou em leve alta de 0,13%, abaixo dos 120 mil pontos (119.780,56).
… O volume financeiro foi de apenas R$ 13 bilhões, bem abaixo da média recente.
… As blue chips de commodities foram em direções opostas. Vale cedeu 0,62%, a R$ 51,23, na contramão do minério de ferro, que subiu 0,53% em Dalian.
… Petrobras PN subiu 0,44%, a R$ 36,84, acompanhando a alta de 1% no Brent/março, a US$ 76,92/barril. Petrobras ON ficou estável (-0,02%), em R$ 40,72.
… Investidores acreditam que o inverno rigoroso no Hemisfério Norte elevará a demanda por combustíveis nas próximas semanas. Além disso, o mercado aguarda anúncio por Biden de novas sanções ao petróleo russo.
… Gerdau PN (-2,14%; R$ 9,58) e Usiminas PNA (-1,84%; R$ 4,79) recuaram após o Bradesco BBI rebaixar a recomendação das ações para neutro.
… A maior valorização do dia foi da Minerva (+5,79%, a R$ 5,12). Carrefour ganhou 2,41%, a R$ 5,53. As maiores perdas do pregão foram de CSN (-3,99%; R$ 7,45), Hapvida (-3,83%; R$ 2,26) e Braskem (-3,08%; R$ 11,03).
PAUSA PARA O PAYROLL – Os rendimentos de boa parte dos Treasuries tiveram queda tímida na sessão de ontem, encurtada pelo dia nacional de luto por Carter.
… De certa forma, o mercado de títulos ficou em modo de espera pelo payroll, que sai hoje e deve ajudar a moldar a expectativa para as próximas decisões do Fed.
… Referência do mercado, o juro da note de 10 anos caiu a 4,690% (de 4,701%) e deu aos investidores um pouco de alívio, já que o yield desse título, referência do mercado, vem anotando máximas sessão após sessão.
… O rendimento da note-2 anos caiu a 4,266% (de 4,289%), mas o do T-Bond-30 anos subiu a 4,935% (de 4,905%).
… Preocupações com a inflação, chances mais reduzidas de queda nos juros e a incerteza sobre como Donald Trump conduzirá a economia americana vêm disparando os rendimentos dos títulos soberanos nos EUA e no mundo.
… No Reino Unido, que vem chamando atenção recentemente, as taxas dos Gilts de 10 anos continuaram a escalar ontem com a dificuldade do governo do Partido Trabalhista em manter o déficit sob controle.
… “Essa derrocada dos preços dos títulos não é um fenômeno só do Reino Unido, mas global. A dívida soberana é o elefante na sala”, comentou Russ Mould (AJ Bell), na Reuters.
… Thomas Barkin, do Fed de Richmond, ponderou ontem que o recente aumento nos juros de longo prazo reflete prêmios de risco mais altos em oposição a preocupações com a inflação.
… “Não tenho dúvidas de que, à medida que mais dívida federal entra no mercado, às vezes ela sobrecarrega a demanda, e isso aumenta os rendimentos”, disse.
… As falas de diversos dirigentes do Fed nos últimos dias têm ressaltado o caráter incerto das próximas decisões, para as quais todos receitam cautela.
… Ontem, além de Barkin, quatro diretores falaram. Como de hábito, a “falcoa” Michelle Bowman foi a mais incisiva.
… Ela chamou atenção para o núcleo do CPI ainda elevado e disse que continua a ver riscos de alta na inflação com o mercado de trabalho próximo do pleno emprego.
… Mais uma vez, Bowman levantou a bola de que a política monetária pode não estar tão restritiva quanto se pensa.
… Susan Collins (Boston) disse que as incertezas apontam para menos cortes de juros à frente e pediu “paciência”. Jeffrey Schmid (Kansas City) se disse a favor de ajustar a política monetária de forma gradual.
… Patrick Harker (Filadélfia) considerou apropriado que o Fed faça uma pausa nos cortes dos juros, em meio às incertezas e observou que o retorno da inflação à meta de 2% está demorando mais do que inicialmente previsto.
… No câmbio, a libra estendeu a forte desvalorização da véspera, com queda de 0,41%, a US$ 1,2314, em meio à crescente preocupação com cenário fiscal britânico. Na mínima (US$ 1,2305), desceu ao menor nível de um ano.
… O ING descartou fraqueza adicional importante na libra, com o argumento de que esta não é uma crise soberana.
… O euro recuou 0,16%, a US$ 1,0304. O iene ficou estável (+0,07%), a 158,165/US$. Na média contra seis moedas pares, o dólar (DXY) também ficou perto da estabilidade (+0,08%), a 109,179 pontos.
EM TEMPO… PETROBRAS fechou acordo com União por débitos com ANP e Ibama. Multas de R$ 360,2 milhões foram reduzidas a R$ 177, milhões.
PETRORECONCAVO. Produção consolidada somou 25.978 boe/dia em dezembro, queda de 0,54% ante novembro e aumento de 1,4% ante o mesmo período em 2023.
CAMIL ALIMENTOS teve lucro de R$ 44,4 milhões no 3Tri fiscal, queda de 69% ante o mesmo período do ano passado. Ebitda recuou 31,3%, para R$ 171,3 milhões; receita líquida subiu 3,4%, para R$ 3,1 bilhões…
… Volume de vendas caiu 6,8% no período, para 540,3 mil toneladas, ante o mesmo período do ano anterior.
M. DIAS BRANCO fechou fábrica em Lençóis Paulista (SP) e demitiu quase 500 pessoas. Em nota, o grupo diz que a produção da cidade será transferida para outras unidades do grupo, que tem, agora, 21 plantas.
OI concluiu negociações para venda de ativos da operação de TV por assinatura com a Mileto Tecnologia.
KLABIN obteve a aprovação da Science Based Targets Iniciative (SBTi) para as suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE)…
… A empresa renovou compromisso de reduzir emissões de escopo 1 e 2 em 42% até 2030, tendo 2022 como ano-base, e assumiu compromisso de reduzir as emissões absolutas de GEE de escopo 3 em 42% no mesmo prazo.
Bankinter Portugal 1001
Análise Bankinter Portugal
SESSÃO: ONTEM, Nova Iorque fechada e Europa subiu um pouco, inocentemente, como se pudesse seguir o seu próprio rumo. Saíram Vendas a Retalho na UE fracas: +1,2% vs. +1,7% esperado vs. +2,1% anterior (acima, revisto desde +1,9%). USD fortalecido além de 1,03/€ (1,029/€), como afirmamos ontem que muito provavelmente aconteceria. As yields continuaram a elevar-se um pouco mais: ESP já em 3,20% e PT rompeu a fronteira psicológica de 3%. Mau para as bolsas, claro.
Para rematar esta sensação de insegurança, temos um assunto especialmente original: Financial Times afirma que Musk procura uma forma para que Starmer (Primeiro-Ministro do Reino Unido, trabalhista) deixe de governar antes das próximas eleições. Sem comentários.
ONTEM à noite, 2 conselheiros da Fed em tom hawkish/duro com receio de baixar mais taxas de juros a curto prazo: Harker (Fed Filadélfia) expressou-se a favor de mais descidas, mas não vê necessidade de as aplicar de imediato; e Schmid (Fed Kansas) simplesmente mostrou-se relutante a mais descidas, porque considera que já podem estar perto de taxas neutras. Já expressamos na nossa Estratégia de Investimento 2025 que os níveis neutros de taxas diretoras estão sujeitos a debate, porque estamos num contexto diferente em relação ao binómio inflação/taxas de juros, principalmente nos EUA (em 2022, estimava-se no intervalo 2,3%/3,0%, e agora estão em 4,25/4,50%), mas também na Europa (idem ca. 1,00% ou, alternativamente, no intervalo 1%/2%, segundo modelos). Porque ninguém sabe exatamente onde as situar num contexto diferente. Nós estimamos que a Fed volte a baixar taxas de juros na sua reunião de 17 de setembro (e talvez novamente a 10 de dezembro, até 3,75/4,00%)… o que antes parecia muito hawkish/duro e parecíamos uns outsiders, mas agora parece mais lógico.
O BOM das últimas horas é que TSMC publicou vendas do 4T que batem expetativas: 26.360M$ (+34,4%) vs. 25.900M$ esperados, embora esteja no intervalo estimado pela própria empresa em outubro (26.100/26.900M$). O mais importante é que as Vendas apenas de dezembro são +57,8%. Dará detalhes e guidance 2025 na quinta-feira, 16, mas estas vendas são um bom input para a tecnologia para a sessão de hoje.
HOJE, às 13:30 h, saem os dados formais de emprego americanos, que decidirão se as yields das obrigações continuam a subir ou não. E isso depende se as bolsas se estabilizem em positivo ou negativo, porque agora estão fracas e sem direção. Esperam-se Payrolls ou Criação de Emprego Não-Agrícola de apenas 160k vs. 227k anterior, Emprego Privado 135k vs. 194k, Taxa de Desemprego a repetir em 4,2% e Salários também a repetir em +4,0%. Esses resultados, bastante fracos, seriam bons para que as bolsas se estabilizassem e tentassem subir um pouco, porque as yields relaxariam um pouco. Mas convém não se fiar, porque seria estranho que o emprego no mês de dezembro, habitualmente bom por sazonalidade, saísse fraco. USD e ouro apreciam-se simultaneamente, o que não é de todo indicativo de um mercado feliz, mas de procura de refúgio; o padrão clássico estabelece uma correlação inversa entre ambos os ativos. Continuamos cautelosos e à espera de uma maior definição do mercado.
NY cerrado ayer. ES-50 +0,4% IBEX +0,9% VIX 18,1 Bund 2,54% T-Note 4,70% Spread 2A-10A USA=+42pb B10A: ESP 3,20% PT 3,00% FRA 3,38% ITA 3,71% Euribor 12m 2,553% (fut.2,340%) USD 1,0295 JPY 162,8 Ouro 2.678$ Brent 77,4$ WTI 74,4$ Bitcoin 0% (94.309$) Ether -1,3% (3.279$).
FIM
O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor
O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor Em dezembro, taxas reais ultralongas chegaram a operar abaixo de 7%, mas foram afetadas pela pi...
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