terça-feira, 26 de novembro de 2024

Ata do Fomc

 🔹Ata do Fomc 🇺🇸 ConfianceTec. Julio Hegedus Netto


▫️o Fed voltou a defender o gradualismo nas próximas decisões, repetindo o tom do comunicado e pelas recentes declarações de Jerome Powell;

▫️disse ele que não existe pressa para reduzir a taxa de juros. Não será surpresa, portanto, que o juro seja mantido em 5,00%.

▫️Segundo a ata, "ao discutirem as perspectivas para a política monetária, os participantes anteciparam que se os dados continuarem vindo como esperado, com a inflação caindo de forma sustentável para 2,0% e a economia perto do pleno emprego, será provavelmente apropriado avançar gradualmente para uma posição política mais neutra ao longo do tempo”. Isso significará dar uma pausa. 

▫️A Ata também reforçou a preocupação do Fed sobre os riscos de cortar os juros muito rapidamente ou agir lentamente. ▫️Da mesma forma, a resiliência da economia e o risco de repique da inflação elevam a incerteza sobre qual seria a atual taxa neutra de juros da economia.

Vamos monitorando...

IPCA15 em repique

IPCA-15 de novembro

O IPCA-15 de novembro superou em muito as expectativas, ao registrar 0,62%, contra 0,54% em outubro. Em 12 meses veio em  4,77%, contra 4,47%, com destaque para o alívio dos preços administrados, com a bandeira amarela, porém com alimentos pressionando, 1,34% (0,29 pp no índice), especialmente, a carne bovina, em meio à contínua alta do boi gordo e dólar em alta. 

Transporte acabou como o segundo item mais pressionado, +0,82%, 0,17 pp no índice, devido às passagens aéreas (22,56%) e os reajustes dos ônibus urbanos (1,34%).

Por fim, Habitação registrou 0,22%, com energia elétrica a aumentar 0,13%, mais baixa pela tarifa amarela.

Em termos qualitativos, foi novamente negativa, com impacto elevado de serviços, 4,45%, contra 4,37% anterior, serviços subjacentes em alta de 5,33%, e adicional sazonal de preços industriais, 3,02%, em meio ao consumo de fim de ano e o câmbio em alta. 

Os principais núcleos também subiram. 

No IPCA fechado, a perspectiva é de acomodação diante da redução marginal da bandeira amarela. Deve ficar em torno  de 0,35%. 

Abertura Matinal Broadcast 2611

 Abertura: Tarifas de Trump e atraso em aperto fiscal impõem cautela em dia de IPCA-15 e ata do Fed


São Paulo, 26/11/2024


Por Luciana Xavier e Silvana Rocha*


OVERVIEW. A agenda desta terça-feira tem como destaques o IPCA-15 de novembro e a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed). O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, se reúne com líderes do governo no Congresso para tratar sobre o pacote de corte de gastos. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) discute Reciprocidade Ambiental em almoço com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), depois do anúncio de boicote do Carrefour à carne do Mercosul.


NO EXTERIOR. A promessa do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de elevar o protecionismo e aumentar tarifas comerciais a outros países em seu segundo mandato pesa nos mercados internacionais nesta manhã (leia mais abaixo em O que Sabemos). O cenário geopolítico também inspira cautela. Se por um lado um potencial cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah pode ajudar a reduzir as tensões no Oriente Médio, preocupa a escalada na guerra entre Rússia e Ucrânia. Diante desse temor, o rublo caía há pouco ante o dólar ao menor nível desde março de 2022. Nos EUA, as incertezas são com os próximos passos do Fed em dia de divulgação da ata. O distrital de Minneapolis, Neel Kashkari, disse ser apropriado considerar outro corte de juros de 25 pontos-base em dezembro. Já Austan Goolsbee, do Fed de Chicago, disse que os juros ainda têm um bom caminho a percorrer até chegarem à neutralidade.


POR AQUI. O apetite a risco pode ser limitado diante do tom mais negativo no exterior e após a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ter dito ontem que a decisão sobre o pacote de cortes de gastos públicos "dificilmente" será divulgado hoje. O novo adiamento deve pressionar mais o dólar, que fechou ontem a R$ 5,80, em meio também aos temores com o protecionismo de Trump. O momento é delicado também diante do imbróglio gerado pelo boicote do Carrefour às carnes do Mercosul. O CEO do Carrefour Global, Alexandre Bompard, fará uma retratação formal ao ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Favaro, após as suas declarações levarem à interrupção de fornecimento de carnes por parte de frigoríficos brasileiros ao Grupo Carrefour Brasil. Nos juros, as taxas ficam sensíveis ao IPCA-15, que deve desacelerar em novembro, assim como a média dos núcleos, o que pode aliviar as taxas curtas, embora o dólar e os rendimentos dos Treasuries mais fortes sejam contraponto.


NA POLÍTICA. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) discute, às 11 horas, com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) propostas de lei sobre Reciprocidade Ambiental, que tramitam na Câmara e no Senado. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que a reforma trabalhista tem aplicação imediata aos contratos que estavam em curso quando a lei entrou em vigor, em 2017. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que em nenhum momento discutiu a possibilidade de golpe de Estado, mas que estudou "todas as medidas possíveis dentro das quatro linhas". O PL estuda recorrer a cortes internacionais caso Bolsonaro seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


AGENDA.


IPCA-15 - A agenda desta terça-feira traz a divulgação do IPCA-15 de novembro (9h). O Tesouro faz leilões de NTN-B e LFT (11h). O presidente Lula participa da abertura do Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em Brasília (11h). O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e os diretores participam da 59ª reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), às 10h e 14h. A Comissão Mista de Orçamento (CMO) da Câmara se reúne para discutir a tramitação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 (LDO - PLN 3/24) e do projeto do Orçamento de 2025 (LOA - PLN 26/24).


ATA DO FED - No exterior, foco na ata do Federal Reserve, publicada excepcionalmente em uma terça-feira, às 16 horas, devido ao feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos no final da semana. Destaque também nos EUA ao dados de confiança do consumidor e das vendas de moradias novas, ambos às 12 horas. O economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, testemunha em sessão da Câmara dos Lordes no parlamento (12h).


O QUE SABEMOS.


TRUMP - O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse ontem que a imposição de uma tarifa de 25% a importações provenientes do México e do Canadá estará entre as "muitas ordens executivas" que pretende emitir em 20 de janeiro de 2025, dia de sua posse. Trump afirmou também que os EUA irão impor "uma tarifa adicional de 10%" sobre produtos da China.


EM TESE:  As medidas devem dar fôlego à alta do dólar no mercado local. As tarifas de Trump impactam o cenário prospectivo de inflação global e já reverbera negativamente sobre outras divisas desenvolvidas e emergentes ligadas a commodities. O peso mexicano, dólar canadense e yuan chinês exibem as piores perdas frente o dólar americano nesta terça-feira, enquanto os juros longos dos Treasuries sobem e as bolsas europeias recuam. Para a Moody's Analytics, o anúncio de Trump serve de lembrete de quão volátil sua presidência poderá ser para os mercados. Quando se impõem tarifas, é preciso estar preparado para a retaliação do outro lado, o que pode iniciar um círculo vicioso e, eventualmente, isto poderia transformar-se numa guerra comercial, o que seria extremamente prejudicial para a economia mundial, diz o vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos.


COPEL - A Copel comunicou que sua subsidiária integral Copel Geração e Transmissão (Copel GeT) firmou contrato com a Electra Hydra / Intrepid para a venda de 13 ativos de geração de pequeno porte, totalizando 118,7 MW de capacidade instalada, por R$ 450,5 milhões. Compõe a transação ainda uma dívida de R$ 21,4 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Copel realizará o seu primeiro programa de recompra de ações ordinárias (ON) e preferenciais classe B (PNB), de emissão própria. O conselho de administração da Copel aprovou a distribuição de R$ 600 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP). O pagamento será realizado no dia 23 de dezembro de 2024.


EM TESE:  Deve ser bem recebida a movimentação da empresa  para otimizar seus recursos e melhorar a rentabilidade para seus acionistas, com a venda de ativos, a recompra de ações e a distribuição de JCP. Essas ações podem indicar a busca de aumentar sua eficiência operacional e gerar mais valor para os investidores. O papel ordinário (CPLE3) acumula perdas de 1,84% no mês e de 8,06% desde janeiro, enquanto o PNB (CPLE6) perde 1,43% e 4,73%, respectivamente. Na semana passada, a Copel renovou por 30 anos contrato das concessões das usinas Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias, o que foi bem recebido no mercado.


OVERNIGHT.


IPC-FIPE ACELERA A 1,15% NA 3ª QUADRISSEMANA DE NOVEMBRO - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 1,15% na terceira quadrissemana de novembro, ganhando leve força ante a variação de 1,08% observada na segunda quadrissemana deste mês, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira.


ESTATAIS - O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) afirmou que o governo está discutindo um conjunto de medidas que tem como objetivo modernizar e ampliar a eficiência das empresas estatais federais. As ações, no entanto, não alteram a Lei das Estatais nem sua regulamentação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu ontem com representantes de 12 ministérios para discutir o assunto. Recentemente, o governo enviou um projeto encabeçado pelo MGI que muda regras orçamentárias de estatais que são dependentes do Tesouro.


EMENDAS PARLAMENTARES - O secretário de Orçamento Federal substituto, Clayton Montes, afirmou que o governo defende que as dotações de emendas parlamentares estejam aptas para serem bloqueadas para cumprimento dos limites fiscais estabelecidos pelo arcabouço.


SAQUE-ANIVERSÁRIO DO FGTS - O saque-aniversário do FGTS tem impacto similar na economia ao do programa Bolsa Família, segundo um estudo da consultoria Ecoa contratado pela Zetta, entidade que representa fintechs, e Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que congrega pequenos e médios bancos. Apenas em 2023, a modalidade adicionou R$ 26,6 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), segundo a pesquisa. O levantamento indica que, a cada R$ 1 liberado pelo saque-aniversário e direcionado ao consumo, R$ 1,80 são adicionados ao PIB. Esse multiplicador é similar ao do Bolsa Família, de R$ 1,78 para cada R$ 1.


UNIPAR - A Unipar recebeu aprovação para financiamento de R$ 672,9 milhões junto ao BNDES, por meio do Fundo Clima e do FINEM Meio Ambiente, para um projeto de modernização tecnológica e unificação de métodos produtivos de sua fábrica em Cubatão, São Paulo. O investimento é voltado para eficiência energética e transição para tecnologias de baixo carbono.


MILLS LOCAÇÃO - O conselho de administração da Mills Locação, Serviços e Logística aprovou a realização da décima emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em até duas séries, no valor de R$ 500 milhões. Os recursos líquidos captados com a emissão serão destinados para o resgate antecipado das debêntures da 6ª Emissão e o valor remanescente irá para reforço de caixa, incluindo o pagamento de dívidas.


ELETROMÍDIA - O conselho de administração da Eletromidia aprovou a sexta emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, no valor de R$ 500 milhões. Os recursos líquidos obtidos serão integralmente utilizados para o pagamento de 50% da parcela fixa de outorga referente aos Lotes 1 e 2 da concorrência pública CO SMCG nº 3/2024, realizada pelo Rio de Janeiro para concessão de mobiliário urbano, no valor de R$ 443.299.444,36. O saldo remanescente será destinado ao curso normal dos negócios da companhia.


ATAQUE CIBERNÉTICO - A Starbucks, a rede britânica de supermercados Sainsbury's e outras varejistas foram afetadas por um ataque cibernético contra um grande provedor de tecnologia de cadeia de suprimentos. As empresas estão enfrentando dificuldades para gerenciar operações, como escalas de trabalho e controle de estoques.  A Blue Yonder, uma das maiores fornecedoras de software de cadeia de suprimentos do mundo, informou nesta segunda-feira que está trabalhando para restaurar os serviços após o ataque ocorrido na semana passada, que causou interrupções nos sistemas usados por seus clientes.


E NOS MERCADOS.


FUTUROS DE NY E BOLSAS DA EUROPA  - Os futuros atrelados aos três principais índices acionários de Nova York rondam a estabilidade após Trump prometer impor tarifas para bens da China, México e Canadá no dia 20 de janeiro, quando tomará posse, ficam no radar. Bolsas americanas não operam na quinta-feira e fecham mais cedo na sexta-feira por causa do feriado de Ação de Graças. Na Europa, as bolsas estão em queda firme num dia de agenda esvaziada na região. Às 7h11, o futuro do Dow Jones subia 0,03%, o do S&P 500 ganhava 0,02% e o do Nasdaq avançava 0,08%. A Bolsa de Londres cedia 0,40%, Frankfurt recuava 0,55% e Paris perdia 0,65%.


TREASURIES - Os juros projetados nos Treasuries sobem em toda a curva nesta manhã, retomando o movimento associado à apreensão sobre o impacto de potenciais tarifas prometidas pelo presidente eleito Donald Trump sobre o cenário prospectivo de inflação. Sessão traz alta do dólar ante principais pares, leilão de US$ 70 bilhões de títulos de 5 anos do Tesouro americano e ata do Fed. Às 7h12, o juro da T-note de 2 anos subia a 4,270%, de  4,266% no fim da tarde de ontem.  O de T-Note de 10 anos avançava 4,297%, de 4,264%, e o do T-Bond de 30 anos tinha alta a 4,480%, de 4,450%


MOEDAS - O dólar sobe ante o yuan chinês, dólar canadense e peso mexicano, também refletindo o receio com as tarifas comerciais prometidas por Trump. Sobre os bens da China, a promessa é de imposição de tarifa adicional de 10%. “A resposta instintiva às ameaças tarifárias foram as vendas de renminbi”, disse Ken Cheung, da Mizuho Securities Ásia. Às 7h13, o dólar subia a 7,2526 yuans, ante 7,2480 yuans no fim da tarde de ontem. O dólar avançava a 20,526 pesos mexicanos, ante 20,321, e a 1,409 dólares canadenses, ante 1,398. O Índice DXY, que mede a variação da moeda ante principais pares subia 0,03%, aos 106,847 pontos. O euro estava em US$ 1,0509 (de US$ 1,0500) e a libra esterlina a US$ 1,257 (de US$ 1,2571). O dólar tinha leve alta frente ao iene, a 153,88 ienes (de 154,13 ienes).


PETRÓLEO - Os contratos futuros do petróleo subiam nesta manhã de terça-feira, com as atenções divididas entre um potencial cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah e as tensões entre a Rússia e a Ucrânia. “Um acordo no Oriente Médio também poderia ajudar a reduzir as tensões entre Israel e o Irã e diminuir significativamente os riscos de abastecimento regional para o mercado petrolífero em termos imediatos”, afirmam os analistas do ING em nota. Entretanto, os investidores também estão atentos aos riscos para a oferta russa e aguardam o próximo movimento da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) neste próximo fim de semana, com a maioria dos analistas esperando que o grupo adie ainda mais o aumento de produção planejado. Às 7h16, o barril do WTI para janeiro subia 0,99%, a US$ 69,62, e o do Brent para igual mês avançava 0,99%, a US$ 73,73.


ÁSIA - As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em queda, com desempenhos distintos dos índices referenciais do mercados continental da China. O Xangai Composto caiu 0,1%, mas o índice amplo Shenzhen, que reflete o movimento de 500 ações, cedeu 0,95% após o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas aos bens importados chineses. Em Hong Kong, o Hang Seng fechou estável. O UBS vê um ambiente difícil para as ações de Hong Kong em 2025 devido à potencial crise com a imposição de tarifas pelos EUA e recrudescimento das tensões na relação China-EUA. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,87%. O Kospi, de Seul, retrocedeu 0,6%. Em Taiwan, o Taiex marcou baixa de 1,17%. Na Oceania, o S&P/ASX 200, de Sydney, teve baixa de 0,69%.


*Colaborou Patricia Lara


Contato: luciana.xavier@estadao.com e silvana.rocha@estadao.com




Broadcast+

MZ Matinal 2611

 🌎🇧🇷🇺🇸 IPCA-15 e ata do Fed são destaques do dia


 Após um curto período de alívio com a repercussão positiva à escolha do secretário do Tesouro nos EUA e à possibilidade de um acordo iminente de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, o dólar escalava no final da noite de ontem, após Trump ameaçar com tarifas de 25% a importações do México e Canadá e de 10% à China. Pode trazer pressão ao câmbio doméstico, que espera na faixa de R$ 5,80 pelo pacote fiscal. Ainda não deve ser hoje o dia de anúncio das medidas, embora o presidente Lula já tenha batido o martelo. O Planalto quer antes apresentar a proposta ao Congresso. Informações de bastidores de que o plano terá mudanças para o BPC, o abono salarial e o salário mínimo já foram absorvidas pelos investidores e o risco agora é de uma decepção, já que as expectativas se arrastaram por muito tempo. Na agenda desta 3ªF, são destaques a ata do Fed (16h), antecipada por causa do feriado de Ação de Graças nos EUA, e o IPCA-15 de novembro (9h). (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️05h00 – Brasil/Fipe: IPC da 3ª quadrissemana de novembro

▪️08h00 – Brasil/FGV: INCC e Confiança da Construção

▪️09h00 – Brasil/IBGE: IPCA-15 de novembro

▪️12h00 – EUA/Conference Board: Índice de confiança do consumidor em novembro 

▪️12h00 – EUA/Deptº do Comércio: Vendas de moradias novas em outubro

▪️22h30 – China/NBS: Lucro industrial em outubro


Eventos

▪️16h00 – Fed divulga a ata da última reunião de política monetária


🔎 Veja os principais indicadores às 5h35 (horário de Brasília):


🌏 EUA

* Dow Jones Futuro: -0,05%

* S&P 500 Futuro: -0,10%

* Nasdaq Futuro: -0,06%

🌏 Ásia-Pacífico

* Shanghai SE (China), -0,12%

* Nikkei (Japão): -0,87%

* Hang Seng Index (Hong Kong): +0,04%

* Kospi (Coreia do Sul): -0,55%

* ASX 200 (Austrália): -0,69%

🌍 Europa

* FTSE 100 (Reino Unido): -0,51%

* DAX (Alemanha): -0,61%

* CAC 40 (França): -0,77%

* FTSE MIB (Itália): -1,09%

* STOXX 600: -0,67%

🌍 Commodities

* Petróleo WTI, +0,41%, a US$ 69,22 o barril

* Petróleo Brent, +0,48%, a US$ 73,36 o barril

* Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,32%, a 783 iuanes (US$ 108,15)

🪙 Criptos

* Bitcoin, -2,74%, a US$ 92.343


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Call Matinal ConfianceTec 2611

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

26/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEGUNDA-FEIRA (25)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na segunda-feira (25) em pequena queda de 00,7%, a 129.016 pontos. Já o dólar encerrou em queda de 0,15%, a R$ 5,8055. 


MERCADOS HOJE

 (05h40):


EUA: 🇺🇸

Dow Jones Futuro, -0,05%

S&P 500 Futuro, -0,10%

Nasdaq Futuro, -0,06%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,12%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,87%

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,04%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -0,55%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,69%


Europa: 🇪🇺

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,51%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,61%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,77%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -1,09%

STOXX 600, -0,67%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,41%, a US$ 69,22 o barril

Petróleo Brent, +0,48%, a US$ 73,36 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,32%, a 783 iuanes (US$ 108,15) 


NO DIA 🌎


Viveremos um dia de cada vez ao nos confrontarmos com vários governos populistas. Nestes, as declarações imediatistas e intempestivas são rotineiras. É aqui no Brasil, nos EUA, e por ai vai. 


Agora, Donald Trump tratou de vir com mais uma ameaça, com tarifas de importação de 25% para o México e o Canadá, e 10% contra a China.


Nesta toada, temos pressão no câmbio, já na faixa de R$ 5,80, também,pelo pacote fiscal, que não é anunciado. Corremos o risco de uma decepção. Não deve ser hoje o seu anúncio, embora o presidente Lula já tenha aceito as propostas. Antes deve ser apresentado ao Congresso.


Especulações são de que o pacote terá mudanças no BPC, abono salarial e salário mínimo. Os militares também devem ser afetados. 


Na agenda do dia, destaques para a ata do Fed, antecipada por causa do feriado de Ação de Graças nos EUA, e o IPCA-15 de novembro. 


AGENDA DO DIA (2611):


Indicadores;

05h00. Brasil/Fipe: IPC da 3ª quadrissemana de novembro

08h00. Brasil/FGV: INCC e Confiança da Construção

09h00. Brasil/IBGE: IPCA-15 de novembro

12h00. EUA/Conference Board: Índice de confiança do consumidor em novembro 

12h00. EUA/Deptº do Comércio: Vendas de moradias novas em outubro

22h30. China/NBS: Lucro industrial em outubro


Eventos:

16h00. Fed divulga a ata da última reunião de política monetária

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa terça-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

BDM Matinal Riscala 2611

 Bom dia


Bom dia mercado 


Terça-feira, 26 de novembro de 2026.


Trump e pacote no radar do estresse .


… Após um curto período de alívio com a repercussão positiva à escolha do secretário do Tesouro nos EUA e à possibilidade de um acordo iminente de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, o dólar escalava no final da noite de ontem, porque Trump ameaçou com tarifas de 25% a importações do México e Canadá e de 10% à China. Pode trazer pressão ao câmbio doméstico, que espera na faixa de R$ 5,80 pelo pacote fiscal. Ainda não deve ser hoje o dia de anúncio das medidas, embora o presidente Lula já tenha batido o martelo. O Planalto quer antes apresentar a proposta ao Congresso. Informações de bastidores de que o plano terá mudanças para o BPC, o abono salarial e o salário mínimo já foram absorvidas pelos investidores e o risco agora é de uma decepção, já que as expectativas se arrastaram por muito tempo. Na agenda desta 3ªF, são destaques a ata do Fed (16h), antecipada por causa do feriado de Ação de Graças nos EUA, e o IPCA-15 de novembro (9h).


… Na mediana apurada em pesquisa Broadcast junto ao mercado, o índice deve desacelerar para 0,49% em novembro, depois de registrar 0,54% em outubro, como consequência do alívio nas tarifas de energia elétrica. As projeções vão de 0,22% a 0,64%.


… Economistas projetam que o efeitos da mudança na tarifa – de vermelha 2 para amarela – devem ser ainda maiores no IPCA fechado.


… Por outro lado, permanece a perspectiva de alta para o grupo Alimentação, atrelado às altas de carnes e peixes, como consequência da questão climática e do aumento das exportações – um cenário que tende a continuar no ano que vem.


… O mercado prevê ainda desaceleração da média dos núcleos do IPCA-15, de 0,43% para 0,38%.


… As medianas também indicam desaceleração para preços administrados (0,91% para 0,13%) e serviços subjacentes (0,59% para 0,49%), enquanto preços livres (0,41% para 0,63%), alimentação no domicílio (0,95% para 1,46%) e serviços (0,27% para 0,47%) devem subir.


… Ontem, a pesquisa Focus confirmou a deterioração adicional das expectativas para o IPCA.


… Na semana passada, as medianas da inflação para 2025 e 2026 aumentaram, respectivamente, de 4,10% e 3,65% para 4,12% e 3,70%. Além disso, a mediana para a taxa Selic no final de 2025 passou de 11,50% para 12%.


… Em paralelo, a demora para a divulgação do pacote fiscal – a grande esperança de um choque positivo – levou ao ceticismo e as apostas de aceleração do ritmo do aperto monetário para 75pbs em dezembro, com a Selic terminal projetada em 14% na curva dos juros.


… Os sucessivos adiamentos do anúncio das medidas e as resistências públicas de ministros de Lula alimentam os receios de que o pacote venha desidratado, num equilíbrio difícil entre a necessidade dos cortes e a posição política do governo do PT.


… Haddad havia dito que o pacote estaria pronto para ser anunciado logo após a reunião com o presidente, nesta 2ªF, mas, encerrado o encontro da equipe econômica com o presidente nenhum pronunciamento foi feito.


… Em São Paulo, a ministra Simone Tebet disse que a decisão sobre o pacote de ajuste dos gastos públicos, visando ao cumprimento da meta fiscal, já foi tomada pelo presidente Lula, mas que, “dificilmente” o plano será divulgado nesta 3ªF.


… A ministra antecipou ainda que o pacote será anunciado em entrevista coletiva do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com participação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que vai encaminhar a minuta a Rodrigo Pacheco e Arthur Lira.


… Sem dar detalhes das medidas, Tebet disse que “é um pacote possível, que os parlamentares vão ter conforto de votar, porque não está se tirando direitos de ninguém”. Segundo ela, as medidas serão suficientes para o governo entregar a meta fiscal até o ano de 2026.


… Em Brasília, o ministro Fernando Haddad conversou com jornalistas e, evitando cravar uma data, disse que o governo deve apresentar “ainda nesta semana” o pacote de corte de gastos. Ele confirmou que a reunião com o presidente Lula foi “definitiva”.


… Mais cedo, o Broadcast mostrou que o pacote inclui mudanças nas regras para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), no abono salarial, na política de reajuste do salário mínimo e na previdência e pensão de militares.


… O ministro confirmou que mudanças no Vale Gás e a limitação dos chamados “supersalários” (que ultrapassam o limite legal) estão no pacote. Os formatos das medidas estão em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um Projeto de Lei Complementar.


… O futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo, participou da reunião no Palácio do Planalto, a pedido do presidente Lula.


LEI DAS ESTATAIS – Assim que encerrou a reunião com a equipe econômica sobre o pacote fiscal, o presidente Lula engatou uma outra reunião com vários ministros para discutir decretos que o governo prepara sobre governança de empresas estatais.


… Recentemente, o governo enviou ao Congresso um projeto encabeçado pelo Ministério da Gestão e Inovação (MGI) e ainda não aprovado que muda regras orçamentárias de estatais que são dependentes do Tesouro.


… A proposta tenta viabilizar a transição dessas empresas para uma situação de não dependência. Atualmente, 17 estatais são consideradas dependentes, entre elas, a Telebras, a Infra S/A, a Conab, a Codevasf e a Embrapa.


… Segundo o Broadcast, o governo prepara três decretos para alterar a atual forma de governança das estatais.


CARREFOUR – Na tentativa de aliviar a tensão entre o agronegócio brasileiro e a França, o embaixador francês no País, Emmanuel Lenain, pediu ao Ministério da Agricultura um encontro com o ministro Carlos Fávaro hoje.


… A ideia seria apresentar em mãos, na reunião, uma carta de retratação do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, pelas declarações controversas sobre a qualidade da carne do Mercosul.


… Os frigoríficos brasileiros condicionam a retomada do fornecimento ao Carrefour Brasil a uma retratação pública de Bompard. A crise, de teor político, na prática tem impacto econômico considerado reduzido.


… O mercado europeu representa pouco mais de 3% das vendas da agropecuária brasileira e o setor indica que o impacto do boicote será mais significativo para o Carrefour do que para os produtores nacionais.


MAIS AGENDA – Antes do IPCA-15, sai a prévia do IPC-Fipe (5h). Nos EUA, ao meio-dia, serão divulgadas as vendas de moradias novas em outubro e a confiança do consumidor medida pelo Conference Board.


WISHFUL THINKING – Uma potencial trégua na guerra do Oriente Médio e o desfecho positivo da caça ao Tesouro americano aliviaram o mercado doméstico, embora o teste de fogo do pacote ainda esteja por vir.


… A percepção de que Scott Bessent conseguirá minimizar a vocação expansionista de Trump despertou lá fora uma onda de enfraquecimento do dólar e juros dos Treasuries, copiada por aqui pelo câmbio e pela curva do DI.


… O real testou uma reação, ainda que moderada pelo suspense sobre o corte de gastos. A moeda americana voltou à faixa de R$ 5,80, cotada a R$ 5,8055 (-0,15%), mas para cravar R$ 5,70, o governo não pode errar no pacote.


… Diante do ambiente mais amigável no exterior, os contratos futuros dos juros recuaram, especialmente no miolo e na ponta longa da curva, enquanto os vencimentos curtos foram constrangidos pela piora no boletim Focus.


… A mediana para a inflação suavizada dos próximos 12 meses passou de 4,14% para 4,36%. A medida ganhou relevância no mercado depois da regulamentação da meta de inflação contínua, que começa a valer em 2025.


… O cerco se fecha para o Copom e a opção de uma política monetária agressiva sai cada vez mais fortalecida, a não ser que o pacote fiscal funcione como uma verdadeira bala de prata à ancoragem das expectativas do mercado.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 subia a 13,280% (de 13,250% na sessão anterior). Já o jan/27 caía para 13,350% (de 13,375%); Jan/29, a 13,125% (de 13,170%); Jan/31, a 12,970% (13,010%); e Jan/33, 12,850% (12,890%).


… A XP elevou a projeção de crescimento do PIB deste ano de 3,1% para 3,4%, e em 2025, de 1,8% para 2%. A mudança reflete a desaceleração mais suave do que a esperada da atividade doméstica no segundo semestre.


… “A demanda interna continua sólida, devido sobretudo à resiliência do mercado de trabalho e ao aumento das concessões de crédito”, explica o economista Rodolfo Margato, que prevê PIB de 0,9% no 3Tri e de 0,3% no 4Tri.


TEM QUE ENTREGAR – A ausência do investidor estrangeiro na B3 não passa despercebida e especialistas consultados pelo Broadcast indicam que só um pacote fiscal que convença poderá trazer o k externo de volta.


… Para não decepcionar, no mínimo, o corte de despesas terá que vir nos R$ 70 bilhões que têm circulado. Sem apetite pelo Brasil, neste mês, os gringos já retiraram R$ 1,73 bi da bolsa. No ano, a fuga alcança R$ 32,491 bi.


… Travado à espera do anúncio das medidas do governo, o Ibovespa fechou ontem no zero a zero (-0,07%), preservando os 129 mil pontos (129.036,10). O volume financeiro melhorou para R$ 27,8 bilhões.


… Uma melhora de humor à tarde permitiu que Petrobras desacelerasse o ritmo de queda, apesar de o petróleo ter caído quase 3%, com a expectativa de cessar-fogo entre Israel e Hezbollah nas próximas horas.


… O Brent para janeiro recuou 2,87%, a US$ 73,01 por barril, enquanto Petrobras ON caiu 0,97% (R$ 42,82) e PN cedeu 0,61% (R$ 39,18).


… Vale (-0,02%; R$ 58,17), que atravessa um mau momento, operou descolada da alta firme de 0,84% do minério e caminha para fechar o segundo mês no negativo, com 6% de desvalorização em novembro e perto de 20% no ano.


… Entre os bancos, Bradesco teve a recomendação rebaixada para neutra pelo JPMorgan. O papel ON baixou 1,48% (R$ 11,96) e o PN, -1,45% (R$ 13,60), figurando entre as maiores perdas do índice.


… Já o Santander teve a recomendação elevada para compra pelo mesmo JPMorgan e a unit subiu 0,76% (R$ 26,44). Itaú fechou praticamente estável (-0,03%), a R$ 34,10, e Banco do Brasil ganhou 0,59% (R$ 25,75).


… O setor frigorífico foi bem. O boicote ao Carrefour tem tido pouco impacto sobre os papéis. Marfrig ganhou 0,88% (R$ 18,36), BRF avançou 0,95% (R$ 25,45), JBS subiu 0,72% (R$ 34,90) e Minerva, +1,77% (R$ 5,74).


… Weg liderou as perdas, com -3,44%, a R$ 52,15, seguida por RD Saúde, com -2,84%, a R$ 25,28, e Localiza, com -1,52%, a R$ 43,53.


… No campo positivo, destaque para CVC (+8,70%; R$ 2,75), Azul (+8,65%; R$ 5,40) e Magalu (+6,26%; R$ 10,01).


BOAS-VINDAS – A indicação de Scott Bessent para o Tesouro dos EUA foi comemorada por Wall Street, com alta nas bolsas e queda acentuada nos juros dos Treasuries e no dólar.


… Além disso, a notícia da Reuters de que um plano de cessar-fogo entre Israel e Hezbollah estaria sendo amarrado pelos EUA e pela França tirou parte da tensão dos mercados globais.


… Na 2ªF em que as boas notícias se encaixaram, o Dow Jones subiu 0,99% e bateu novo recorde de fechamento, em 44.736,48 pontos. O S&P 500 ganhou 0,30% (5.987,31) e o Nasdaq avançou 0,27% (19.054,84).


… Bessent quer algo que parece um paradoxo: reduzir a dívida dos EUA e, ao mesmo tempo, cortar impostos. Mas Wall Street confia na capacidade de o futuro secretário do Tesouro conter os ímpetos fiscais expansionistas.


… Em sua primeira entrevista após a indicação, disse que a prioridade será cumprir as promessas do republicano, mas que o corte de gasto estará no foco, além do congelamento de gastos discricionários não relacionados à Defesa.


… Outros pontos o tornam mais palatável para os investidores, segundo as agências internacionais: ele deve ser um bom “ouvinte” do mercado e tem profundo conhecimento do sistema financeiro global.


… Também agrada o fato de não ser um ideólogo, o que vai ao encontro das expectativas de que dará prioridade à estabilidade econômica e de mercado em vez da obtenção de ganhos políticos.


… Mas há apreensão em alguns cantos do mercado. Para o Rabobank, a escolha do gestor pode ter “acalmado os nervos”, mas o consenso é de que as políticas tributárias e tarifárias de Trump trarão “risco de alta para a inflação”.


… Nos Treasuries, além do impacto da escolha de Bessent, o mergulho dos retornos teve ajuda do megaleilão de US$ 70 bilhões em T-notes de 5 anos, com demanda acima da média.


… O juro da note de 2 anos caiu a 4,264%, de 4,374% na sessão anterior, e o da note de 10 anos recuou a 4,265% (de 4,407%). O do T-bond de 30 anos cedeu a 4,452% (de 4,582%).


… Impulsionado desde a eleição de Trump, o dólar fez uma pausa e o índice DXY recuou 0,69%, a 106,817 pontos. Já em queda com a indicação de Bessent, a moeda dos EUA estendeu a baixa com a notícia do acordo Israel-Hezbollah.


… A libra subiu 0,33%, a US$ 1,2571, e o iene avançou 0,41%, a 154,126/US$. O euro subiu 0,80%, a US$ 1,0500, apesar de falas dovish de dirigentes do BCE.


… Embora tenha defendido uma postura cautelosa nos juros, o alemão Joachim Nagel afirmou que as políticas de Trump devem pressionar a economia europeia.


… Alertou que a situação da Alemanha não melhorou e que o 4Tri tem um cenário de estagnação. Ontem, o Instituto Ifo mostrou que a confiança das empresas alemãs caiu a 85,7 em outubro, abaixo dos 86,1 esperados.


EM TEMPO… NATURA fará o pagamento de JCP no valor de R$ 44,8 milhões, o equivalente a R$ 0,0324 por ação, em 3/12; ex desde 9/4.


COPEL aprovou a distribuição de R$ 600 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,1904 por ação ON e R$ 0,2094 por ação PN, com pagamento em 23/12; ex em 12/12…


… Empresa realizará seu 1º programa de recompra de ações ON e PNB; pode adquirir até 129.974.359 de ON e até 167.933.529 de PNB, que correspondem a até 10% do total dos papéis de cada uma dessas classes em circulação…


… Copel Geração e Transmissão (Copel CeT) fechou a venda de 13 usinas de pequeno porte para Electra Hydra/Intrepid por R$ 450,5 milhões.


TOTVS aprovou a distribuição de R$ 129,3 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,22 por ação, com pagamento em 27/12; ex em 4/12.


UNIPAR terá R$ 672,9 milhões de financiamento ‘verde’ do BNDES para modernização da fábrica de Cubatão. Ao todo, o projeto tem custo estimado de US$ 200 milhões, com 20% partindo do próprio caixa da Unipar.


OI assinou termo que muda o regime de prestação de serviço de telefonia fixa de concessão para autorização…


… A empresa poderá desmobilizar o serviço de telefonia fixa nas localidades onde o serviço caiu em desuso, o que permitirá economia de milhões de reais com manutenção de rede.

Bankinter Portugal Matinal 2611

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Rally nas obrigações (T-Note 4,27% -14 p.b., Bund 2,20% -5 p.b.), euro em alta (1,05 €/$ +0,7%) e sexta sessão consecutiva de subidas de bolsa em Nova Iorque (tech +0,1%; semis +0,7%) após a recente nomeação de Scott Bessent, perfil mais moderado, como Secretário do Tesouro americano. Na Europa, o mau dado do IFO alemão foi um novo sinal da debilidade da economia (ambos PMIs <50, eleições antecipadas, 5 trimestres consecutivos a retroceder, etc.) e dá argumentos ao BCE para continuar a baixar taxas de juros. 

 

Para hoje, a sensação é de falta de incentivos para continuar a subir. Esta madrugada, Trump anunciou, para janeiro, impostos alfandegários de 25% às importações de México e Canadá, e 10% adicional às de China. E as restantes referências do dia não ajudarão. Às 15h, a Confiança do Consumidor voltará a subir e, às 19h, as Atas da Fed voltarão a reforçar a sua mensagem dependente dos dados. Isto implica maior inflação, economia sólida e possibilidade de menores descidas de taxas de juros do que o esperado por parte da Fed. 

 

Em suma, esperamos uma sessão lateral nos EUA e quedas na Europa. A atenção da semana está em dois focos: (i) o aumento da inflação previsto com o IPC europeu e PCE americano; (ii) O início oficial da Holiday Season com a Ação de Graças e Black Friday.  

 

S&P500 +0,3% Nq-100 +0,1% SOX +0,7% ES-50 +0,2% IBEX +0,5% VIX 14,6% Bund 2,20% T-Note 4,27% Spread 2A-10A USA=+2pb B10A: ESP 2,94% PT 2,68% FRA 3,02% ITA 3,48% Euribor 12m 2,42% (fut.12m 2,071%) USD 1,049 JPY 161,8 Ouro 2.625$ Brent 73,1$ WTI 69,1$ Bitcoin -5,7% (93.702$) Ether +3,6% (3.439$). 

 

FIM

O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor

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