Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
terça-feira, 17 de março de 2020
Cesar Benjamin
Hoje de manhã senti um desalento ao ver as fotografias de alguns espaços públicos no Rio de Janeiro durante o fim de semana: praias lotadas, uma multidão na mureta da Urca e assim por diante. Sem falar na manifestação dos idiotas.
Pensei: “Não vai dar.” Uma sociedade assim não é capaz de se defender. Se as pessoas não podem perder um dia de praia...
Acabo de conversar com a empregada da minha família. Ela mora em Caxias. A partir de hoje ficará em casa por tempo indeterminado, recebendo o salário, é claro.
Fiquei novamente desalentado: ela quase nada sabia sobre a epidemia iminente e disse que onde mora ninguém sabe nada. Traçou um quadro de absoluto despreparo, com atividades normais. Festas no final de semana. Transporte coletivo lotado, uns respirando sobre os outros.
Ficou surpresa com as informações que lhe demos sobre cuidados elementares.
Vai ser foda.
Pensei: “Não vai dar.” Uma sociedade assim não é capaz de se defender. Se as pessoas não podem perder um dia de praia...
Acabo de conversar com a empregada da minha família. Ela mora em Caxias. A partir de hoje ficará em casa por tempo indeterminado, recebendo o salário, é claro.
Fiquei novamente desalentado: ela quase nada sabia sobre a epidemia iminente e disse que onde mora ninguém sabe nada. Traçou um quadro de absoluto despreparo, com atividades normais. Festas no final de semana. Transporte coletivo lotado, uns respirando sobre os outros.
Ficou surpresa com as informações que lhe demos sobre cuidados elementares.
Vai ser foda.
segunda-feira, 16 de março de 2020
Notas de uma crise
[16/3 20:50] Aloísio Vileth: Isso me lembra 2008, não pelos fatos em si, mas pelas circunstâncias, que espero não se repitam... Eu estava trabalhando há pouco tempo na Ágora Corretora e, no final de 2007, os economistas que nós ouvíamos tinham o seguinte discurso... "2008 vai ser difícil no primeiro semestre, mas depois virá uma recuperação..."
[16/3 20:54] Aloisio Vileth: Todo mundo se lembra o que aconteceu em setembro de 2008...
[16/3 20:58] Felipe: A diferença é que agora vai afetar o comércio local de forma direta e cruel... a padaria, o restaurante, o cabeleireiro, a barbearia, o cara que vende bala no sinal, enfim, todo mundo, e aí vem os bancos não recebendo e quebrando. É recessão na veia de forma mais direta impossível, desemprego instantâneo numa economia já cambaleante.
[16/3 21:04] Haroldo: Sim. Muito pior que em 2008
[16/3 21:04] Haroldo: Não vai haver dinheiro para pagar salario
[16/3 21:10] Helio Darwich: Boa tarde. Cenário complicado. E de difícil planejamento e escolha de prioridades e eventuais ajudas governamentais.
[16/3 21:10] Helio Darwich: 2008 era crédito e banco. Agora. Tudo
[16/3 21:27] Fernando Viana: É torcer pra ter a menor duração possível, 30 ou 60 do no máximo. Se durar mais, vai ser uma quebradeira geral.
[16/3 21:27] Felipe: 2008 , no primeiro dia, eu estava voando para EUA, chegando lá vi o estrago na bolsa.
Gastei 700 reais de roaming de dados pra zerar minhas posições porque os stops tinham pulado... melhor coisa que fiz... dos males o menor...
[16/3 21:32] Alvaro Antonio do Cabo Notaroberto Barbosa: Pra não falar nas companhias aéreas.
[16/3 21:33] Fernando Viana: A Alitalia foi nacionalizada hoje.
[16/3 21:33]Júlio Hegedus. Importante observar q esta crise foi gerada por um fenômeno imprevisível, uma pandemia, atingindo a todos de forma quase q linear. Na outra, de 2008, era crise de crédito, q secou diante do risco de uma quebradeira bancária. Uma foi econômica, essa, não se sabe a extensão, é de saúde. Acaba logo? Tem ciclo de 3 a 4 meses? Esperemos q sim. Mas não se tem este diagnóstico com certeza. Em 2008 era risco elevado, mas quantificável. E agora? Predomina a incerteza.
[16/3 20:54] Aloisio Vileth: Todo mundo se lembra o que aconteceu em setembro de 2008...
[16/3 20:58] Felipe: A diferença é que agora vai afetar o comércio local de forma direta e cruel... a padaria, o restaurante, o cabeleireiro, a barbearia, o cara que vende bala no sinal, enfim, todo mundo, e aí vem os bancos não recebendo e quebrando. É recessão na veia de forma mais direta impossível, desemprego instantâneo numa economia já cambaleante.
[16/3 21:04] Haroldo: Sim. Muito pior que em 2008
[16/3 21:04] Haroldo: Não vai haver dinheiro para pagar salario
[16/3 21:10] Helio Darwich: Boa tarde. Cenário complicado. E de difícil planejamento e escolha de prioridades e eventuais ajudas governamentais.
[16/3 21:10] Helio Darwich: 2008 era crédito e banco. Agora. Tudo
[16/3 21:27] Fernando Viana: É torcer pra ter a menor duração possível, 30 ou 60 do no máximo. Se durar mais, vai ser uma quebradeira geral.
[16/3 21:27] Felipe: 2008 , no primeiro dia, eu estava voando para EUA, chegando lá vi o estrago na bolsa.
Gastei 700 reais de roaming de dados pra zerar minhas posições porque os stops tinham pulado... melhor coisa que fiz... dos males o menor...
[16/3 21:32] Alvaro Antonio do Cabo Notaroberto Barbosa: Pra não falar nas companhias aéreas.
[16/3 21:33] Fernando Viana: A Alitalia foi nacionalizada hoje.
[16/3 21:33]Júlio Hegedus. Importante observar q esta crise foi gerada por um fenômeno imprevisível, uma pandemia, atingindo a todos de forma quase q linear. Na outra, de 2008, era crise de crédito, q secou diante do risco de uma quebradeira bancária. Uma foi econômica, essa, não se sabe a extensão, é de saúde. Acaba logo? Tem ciclo de 3 a 4 meses? Esperemos q sim. Mas não se tem este diagnóstico com certeza. Em 2008 era risco elevado, mas quantificável. E agora? Predomina a incerteza.
Direto do Alentejo, by Julio Hegedus
Iniciamos um projeto nesta semana de comentar diversos temas em pauta na agenda do Brasil e do Mundo. Estarei aqui assumindo um papel que sempre gostei. Escrever sobre todos os temas, principalmente, economia.
Nesta semana falaremos, claro do "Coronavirus" (Covid 19) e seus efeitos devastadores no Brasil e no mundo e sobre a economia. Como o governo brasileiro responde a isso?
Covid 19 e o Brasil. O Ministério da Saúde vem se mostrando prudente, cauteloso, mas as movimentações do presidente, nas manifestações de domingo (dia 15), meio que desautorizaram a postura do ministro Mandetta. A impressão q se tem é que quando um ministro "decola", o presidente "mete o pé", numa crise de ciúme. Campanhas antecipadas em São Paulo e no Rio já foram implantadas, buscando cessar a velocidade do virus.
Estrutura da Saúde é problema. Um dos "nós" deste espalhamento perigoso do Corona é como atender os doentes, já que há limitações claras na oferta de leitos, principalmente, nas UTIs. Estas não possuem como responder a esta pandemia. Faltam inclusive a oferta de equipamentos à nível mundial. Neste momento, todas as UTIs se encontram ocupadas no RJ.
"Pico" do Coronavirus. Comenta-se que o "pico" deve acontecer entre abril e maio, sendo explosivo na opinião da área de saúde. São 234 casos confirmados no momento (até segunda-feira). No domingo chegavam a 200. A liberação de recursos segue acontecendo. São R$ 400 milhões direcionados para Estados e Municípios. Mais de 2000 casos estão em observação.
No mercado, segunda-feira foi de sell-off. Investidores saíram vendendo meio que numa onda de pânico. Tivemos o circuit breaker logo no início da manhã no Brasil. Tudo porque era percepção que a crise seria pior do que o esperado, depois das ações coordenadas dos bancos centrais, reduzindo suas taxas de juros. O Fed, por exemplo, zerou sua taxa de curto prazo no fim de semana.
Nesta semana falaremos, claro do "Coronavirus" (Covid 19) e seus efeitos devastadores no Brasil e no mundo e sobre a economia. Como o governo brasileiro responde a isso?
Covid 19 e o Brasil. O Ministério da Saúde vem se mostrando prudente, cauteloso, mas as movimentações do presidente, nas manifestações de domingo (dia 15), meio que desautorizaram a postura do ministro Mandetta. A impressão q se tem é que quando um ministro "decola", o presidente "mete o pé", numa crise de ciúme. Campanhas antecipadas em São Paulo e no Rio já foram implantadas, buscando cessar a velocidade do virus.
Estrutura da Saúde é problema. Um dos "nós" deste espalhamento perigoso do Corona é como atender os doentes, já que há limitações claras na oferta de leitos, principalmente, nas UTIs. Estas não possuem como responder a esta pandemia. Faltam inclusive a oferta de equipamentos à nível mundial. Neste momento, todas as UTIs se encontram ocupadas no RJ.
"Pico" do Coronavirus. Comenta-se que o "pico" deve acontecer entre abril e maio, sendo explosivo na opinião da área de saúde. São 234 casos confirmados no momento (até segunda-feira). No domingo chegavam a 200. A liberação de recursos segue acontecendo. São R$ 400 milhões direcionados para Estados e Municípios. Mais de 2000 casos estão em observação.
No mercado, segunda-feira foi de sell-off. Investidores saíram vendendo meio que numa onda de pânico. Tivemos o circuit breaker logo no início da manhã no Brasil. Tudo porque era percepção que a crise seria pior do que o esperado, depois das ações coordenadas dos bancos centrais, reduzindo suas taxas de juros. O Fed, por exemplo, zerou sua taxa de curto prazo no fim de semana.
Como abriu o mercado hoje
A decisão do Fed de reduzir os juros dos Estados Unidos para perto de zero em pleno domingo lançou uma sombra de incertezas e indefinição sobre os mercados. O resultado, como não poderia deixar de ser, foi uma abertura com fortes quedas ao redor do globo nesta segunda-feira (16).
Na Ásia, o índice Nikkei - Tóquio, fechou com queda de 2,46%. Em Xangai, o SSE recuou 3,4%. Na Europa, as quedas foram mais fortes. O índice alemão Dax chegou a recuar 8,4% no pior momento do dia, e agora está em baixa de 8%. Na Inglaterra, o FTSE está em baixa de 6,9%. Os contratos futuros de S&P 500 estão caindo 4,8%.
Por aqui, o Índice Bovespa é de forte baixa. O "circuit breaker" foi acionado logo em seguida.
A decisão em cortar os juros americanos praticamente a zero apenas dois dias antes da reunião do Fed soou o alarme no mercado. O raciocínio dos investidores é simples: a autoridade monetária possui informações que não estão disponíveis aos demais participantes do mercado. E, ao anunciar uma decisão tão drástica, o Fed indica que a situação é muito pior do que se imaginava. Isso levou a mais um dia de pânico nos mercados internacionais, que deverá ter reflexos sobre o movimento das ações no Brasil. Para aumentar a incerteza, nesta semana haverá uma reunião do Copom, que deverá baixar os juros.
domingo, 15 de março de 2020
Mar 10, 2020 BARRY EICHENGREEN
Coronanomics
In the fight against the COVID-19 pandemic, economists, economic policymakers, and bodies like the G7 should humbly acknowledge that “all appropriate tools” imply, above all, those wielded by medical practitioners and epidemiologists. Coordination, autonomy, and transparency must be the watchwords.
Neste mundo polarizado e boçalizado
"Se uma opinião contrária à sua própria faz você sentir raiva, isso é um sinal de que você está subconscientemente ciente de não ter nenhuma boa razão para pensar como pensa. Se alguém afirma que dois e dois são cinco, ou que a Islândia está na linha do equador, você sente pena ao invés de raiva. As controvérsias mais selvagens são aquelas onde nenhum dos dois lados possuem boas evidências. A perseguição é usada na teologia, não em aritmética, porque na aritmética há conhecimento, mas na teologia existe apenas opinião. Assim, sempre que você se ver ficando com raiva devido a uma diferença de opinião, esteja alerta; provavelmente você vai descobrir, em exame, que a sua crença está indo além do que a evidência garante."
– Bertrand Russell, An Outline of Intellectual Rubbish (1943)
– Bertrand Russell, An Outline of Intellectual Rubbish (1943)
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