quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

IPCA registra 0,3% em dezembro

O IPCA de dezembro acabou dentro das projeções, registrando 0,3%, depois de 0,18% em novembro. Lembremos que o IPCA-15 já sinalizava esta inflação mais baixa, depois de 0,19% em meados de dezembro. No ano a taxa fica dentro do sistema de metas, no teto da meta, 6,29%. Ou seja, o BACEN não precisará redigir uma carta explicando o não cumprimento da meta. No desempenho, os Alimentos e os preços administrados acabaram influenciando mais. Na análise dos grupos, Alimentos e Bebidas passou de -0,2% para 0,08%, com impacto de 0,2 ponto percentual sobre o índice, Transportes, 0,28% para 1,11%, impactado pelo reajuste da gasolina e o das passagens aéreas, e Despesas Pessoais (1,01% e 0,11 p.p.), com maior impacto do cigarro, das despesas com excursões e outros serviços. Para janeiro, é possível que o IPCA venha mais elevado, dada a sazonalidade do período, com despesas escolares e taxas anuais, mas para o ano cresce a possibilidade da inflação convergir para o centro do sistema de metas.    

Dia de reunião do Copom

O BACEN decide nesta quarta-feira pela taxa Selic. Cresce a possibilidade de haver um corte mais agressivo (0,75 ponto percentual), ainda mais depois do IPCA de 2016 (6,29%) dentro do sistema de meta. Soma-se a esta inflação mais comportada, também, a atividade econômica ainda fragilizada. Nos dados da produção industrial de novembro, o crescimento de 0,2% contra outubro acabou aquém do esperado, e no comércio varejista, as boas vendas acabaram “um ponto fora da curva”, estimuladas pelo Black Friday. Muitos argumentam que seria de bom grado o BACEN ser mais rápido neste movimento de ajuste, visando voltar a estimular a economia. Por ora, no entanto, achamos que o corte deve ser de 0,5 ponto percentual nesta reunião, podendo acelerar mais a frente. O cenário político a e agenda fiscal muito pesada, são justificativas para isso.



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

André Forastieri. Livros favoritos para 2017

Meus quatro favoritos:
"Utopia for Realists: The case for a Universal Basic Income, Open Borders and a 15-Hour Workweek", Rutger Bregman
Não há emprego para 7 bilhões de humanos, que dirá para os 9 bilhões que seremos em algumas décadas. Isso é óbvio e ululante. Tanto que esse assunto dominou as discussões políticas de ponta em 2016, dos libertários do Silicon Valley aos jovens radicais da esquerda européia: a renda mínima universal. É, como sempre defendeu Eduardo Suplicy... temos máquinas para trabalhar pra gente; falta desvincular renda de trabalho. Como? O holandês Bregman explica, com clareza jornalística.
 "This Changes Everything: Capitalism versus the Climate", Naomi Klein
Tijolaço da ex-musa dos protestos. Klein, apesar da visão de ongueira bem nascida, vai ao cerne da questão ambiental: o que está causando mudança climática de nossa era não é o carbono e não são os humanos - é o Capitalismo. Sepulta iniciativas individuais, "consumo consciente" etc. Empilha evidências da impossibilidade de mudar nosso destino dramático (e bicho, é DRAMÁTICO) sem mudar a maneira que organizamos nossos esforços e exploramos nossos recursos. Na última página, você estará convencido de que não dá pra enfrentar a mudança no clima sem enterrar o Capitalismo.
"Post Capitalism", Paul Mason
Bem, e depois do Capitalismo vem o quê? Mason, ex-colunista de Economia da BBC e Channel 4, responde de maneira provocativa e convincente. Argumenta que a revolução digital coloca o Capitalismo em cheque, porque a megadistribuição de conhecimento (que é ilimitado) solapa a concentração de propriedade (que é limitada). Tem outros vetores aí: automação, inteligência artificial e coletiva, crise climática... Mason, formação marxista e cabeça independentíssima, escreve que é uma delícia.
 E agora juntando todos esses temas políticos com inovação e com ficção científica, recomendo muito...
" Four Futures", Peter Frase
Ele é editor do site Jacobinmag.com. O livrinho propõe quatro alternativas de futuro, organizadas em dois eixos: riqueza e distribuição. Em um futuro, temos muita riqueza bem distribuída; outro, pouca riqueza bem distribuída; muita riqueza mal distribuída, e pouca riqueza mal distribuída. São dois socialismos e duas barbáries. Não é previsão sobre o amanhã: é reflexão sobre o agora. Incomoda reconhecer o Brasil na sua descrição do Exterminismo, em que "os pobres não são mais recurso a ser explorado, só uma inconveniência ou um perigo." Mas é onde estamos, e ainda não sabemos para onde vamos.
Importante: você está proibido de baixar versões pirata desses livros. É roubar de gente como a gente, não de milionários. Seja grato a quem compartilha com você grandes histórias, grandes idéias. Decidir que esses autores merecem seu tempo é decidir que eles merecem seu dinheiro...

Suíça acaba com sigilo bancário em 2017 e instituições devem entregar clientes


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Tabagismo custa US$ 1 trilhão e em breve vai matar 8 milhões por ano, diz estudo, by Reuters

O tabagismo custa à economia global mais de US$ 1 trilhão por ano, em gastos com saúde e perda de produtividade, e até 2030 matará um terço a mais de pessoas do que agora, de acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicado nesta terça-feira (10). O custo estimado supera amplamente as receitas globais com os impostos sobre o fumo, que a OMS colocou em cerca de US$ 269 bilhões em 2013-2014. "O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões de mortes para cerca de 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda", diz o estudo.

Ranking traz os melhores países para trabalhar como estrangeiro

OS 10 DESTINOS FAVORITOS
1.      Suíça
2.     Alemanha
3.     Suécia
4.     Emirados Árabes Unidos
5.     Noruega
6.     Cingapura
7.     Áustria
8.    Hong Kong
9.     Reino Unido
10.Bahrein

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