O IPCA de dezembro acabou dentro das projeções, registrando
0,3%, depois de 0,18% em novembro. Lembremos que o IPCA-15 já sinalizava esta
inflação mais baixa, depois de 0,19% em meados de dezembro. No ano a taxa fica
dentro do sistema de metas, no teto da meta, 6,29%. Ou seja, o BACEN não
precisará redigir uma carta explicando o não cumprimento da meta. No desempenho,
os Alimentos e os preços administrados acabaram influenciando mais. Na análise
dos grupos, Alimentos e Bebidas passou de -0,2% para 0,08%, com impacto de 0,2
ponto percentual sobre o índice, Transportes, 0,28% para 1,11%, impactado pelo
reajuste da gasolina e o das passagens aéreas, e Despesas Pessoais (1,01% e 0,11
p.p.), com maior impacto do cigarro, das despesas com excursões e outros
serviços. Para janeiro, é possível que o IPCA venha mais elevado, dada a
sazonalidade do período, com despesas escolares e taxas anuais, mas para o ano
cresce a possibilidade da inflação convergir para o centro do sistema de metas.
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
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