segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Leitura de domingo

 *LEITURA DE DOMINGO: INVESTIDOR ESTRANGEIRO DE LONGO PRAZO AINDA NÃO ENTROU NA B3, DIZ BRADESCO*


15:00 22/02/2026 

Por Cynthia Decloedt


São Paulo, 18/02/2026 - A bolsa brasileira não viu ainda a chegada de grandes investidores externos, como fundos de pensão e soberanos. O fluxo de estrangeiro comemorado pela bolsa neste início de ano representa um pedaço do que o Brasil tem potencial de atrair em recursos estrangeiros, à medida que o juro brasileiro começar a cair e a atratividade da renda fixa diminuir. 


"Há um grupo de investidores que são passivos, ou seja, investem no País via asset local e esse movimento não estamos vendo ainda", disse o head do mercado de renda fixa do Bradesco BBI, George Costa e Silva. Segundo o executivo, são investidores de longo prazo, como o visto na última onde de ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) de 2019 e 2020.


Isso não reduz a relevância, no entanto, do recorde de entrada de estrangeiros na bol-sa, que deve fomentar IPOs previstos para este ano, especialmente no setor de saneamento, assim como dar sustentação às ofertas subsequentes (follow on) que estão sendo engatilhadas. A diferença é que os estrangeiros que estão comprando bolsa nesse momento são de casas já presentes no mercado brasileiro e que buscam liquidez para desmontarem suas posições se preciso.


Para Costa e Silva, esse fluxo vai continuar para o Brasil, já que a percepção é de queda da taxa de juro brasileira e de o dólar seguir pressionado globalmente. "O dólar depreciado é um grande incentivo para o estrangeiro vir para o Brasil, então acredito que o fluxo continuará sendo positivo para a bolsa", acrescenta.


Para que haja uma "boa pernada" de IPOs, no entanto, é preciso que cheguem os de longo prazo, acrescenta Costa e Silva, os quais ainda aguardam definições no cenário macroeconômico e político. Mas o ingresso firme de recursos dos estrangeiros na Bolsa este ano é uma "abertura de terreno", diz ele, para uma janela mais sustentável pos-terior.


Três IPOs de saneamento - BRK, Copasa e Aegea, são esperados este ano, com potencial de levantarem mais de R$ 20 bilhões no primeiro semestre. O presidente da B3, Gilson Finkelsztain, afirmou recentemente haver expectativa entre executivos de bancos de investimento e que assessoram empresas de que entre 10 a 15 ofertas de ações aconteçam este ano, envolvendo IPOs e ofertas subsequentes (follow on)

NTNB, hora dos vencimentos longos

 https://valor.globo.com/financas/intraday/post/2026/02/btg-pactual-acredita-que-a-hora-das-ntn-bs-de-vencimento-longo-chegou.ghtml


*BTG Pactual acredita que a hora das NTN-Bs de vencimento longo chegou*


_Estrategista Álvaro Frasson elenca motivos que podem levar títulos públicos atrelados à inflação a exibirem retornos acima do CDI_


Por Gabriel Roca — São Paulo


Após alguns anos de expectativa elevada e performance ruim em comparação aos demais ativos do mercado doméstico, as Notas do Tesouro Nacional Série-B (NTN-Bs) seguem no radar de agentes financeiros que, na iminência dos cortes de juros pelo Banco Central, apostam que os títulos do governo podem voltar a ter retornos atraentes e acima do CDI. É o caso da equipe de estratégia macro do BTG Pactual, que, nos últimos dias, elencou uma série de motivos para justificar uma alocação maior em NTN-Bs de vencimentos longos.


Segundo o estrategista Álvaro Frasson, os juros reais no Brasil são mais elevados do que nas economias pares e há uma assimetria entre seu nível e o risco de default do país. “Ao regredir o spread de juros reais de longo prazo pelos respectivos riscos de crédito soberano, vemos que o Brasil apresenta um importante descolamento em comparação a uma cesta de economias emergentes.


Dado o atual nível do CDS [credit default swap, uma medida do risco de calote], o juro real de longo prazo brasileiro poderia ser significativamente menor", afirma.


Outro argumento é que, caso as taxas de juros reais de longo prazo sejam mantidas constantes por um período longo, a dívida do Brasil assumiria uma trajetória insustentável rapidamente. “Se estimarmos uma trajetória usando apenas o atual juro real constante ao longo do tempo — e considerando crescimento do PIB potencial e atingimento das metas primárias —, a dívida/PIB alcança 100% em menos de 5 anos", nota.


Não à toa, nota Frasson, o prêmio de risco dos títulos públicos atrelados à inflação está em níveis bastante elevados e compatíveis com a crise econômica atravessada entre 2015 e 2016. E, mesmo fazendo ajustes para incorporar o aumento nos juros reais dos Estados Unidos, a métrica de prêmio de risco de longo prazo no Brasil ainda está um desvio padrão acima de sua média histórica, patamar que alcançou no auge da pandemia e durante o governo Dilma.


Do ponto de vista da política monetária, segundo Frasson, o início do ciclo de cortes de juros no Brasil também deve contribuir para uma redução nos prêmios dos juros reais de longo prazo.


Assim, caso ocorra um pequeno fechamento na taxa dos juros reais longos, o retorno dos títulos já deve superar o do CDI. Nos cálculos do BTG, ao assumir uma inflação de 4% e um recuo de 0,5 ponto percentual na taxa do juro real longo, o retorno do título pode se aproximar dos 16% ao ano.


“Considerando uma Selic média de 13,5% nos próximos 12 meses, atualmente o carrego do IPCA de 4% + 7,5% de juros reais não superam o CDI. Contudo, um pequeno fechamento no juro real longo (“duration” próxima de 10 anos), para 7,0%, por exemplo, supera o retorno esperado do CDI mesmo se o IPCA reancorar para a meta de inflação de 3%. No cenário mais otimista, onde o juro real se aproxima dos níveis neutros em razão de uma mudança de postura fiscal, os retornos na NTN-B mais longas serão significativamente expressivos", afirma Frasson.


Na visão do BTG, os vencimentos entre 2035 e 2050 apresentam o melhor retorno ao risco ajustado neste momento. “Ainda que a relação esteja invertida, ou seja, onde títulos mais longos (mais volatilidade) estão pagando taxas de juros reais menores que os vencimentos mais curtos, entendemos que aplicar em vértices longos, sobretudo antes do ciclo de corte de juros e de um ambiente político que demandará narrativas fiscais prospectivas mais responsáveis, pode trazer retornos expressivos via ganhos de marcação a mercado com o fechamento dos prêmios mais longos", conclui.

BDM Matinal Riscala

 BDM - Bom Dia Mercado

23 de fevereiro de 2026


… A semana tem agenda importante para os juros no Brasil, com o IPCA-15 de fevereiro e o Caged de janeiro, ambos na sexta-feira. Antes, saem dados do setor externo e os resultados fiscais de janeiro. A B3 retoma a divulgação dos balanços do 4TRI25, com Telefônica Vivo e Gerdau hoje. Em Nova York, expectativa para Nvidia (quarta-feira) e para as falas dos Fed boys, após a inflação do PCE acima do esperado. Sinais de que o Irã pode ceder às pressões dos Estados Unidos foram a boa notícia do fim de semana, enquanto Trump já aumentou de 10% para 15% a tarifa anunciada depois que a Suprema Corte considerou ilegal o que ele fez no Dia da Libertação.


A NOVA TARIFA – Na primeira reação, o presidente está agindo com base na Seção 122 da Lei de Comércio (1974), que permite a aplicação de sobretaxas de até 15% por até 150 dias para enfrentar “desequilíbrios no balanço de pagamentos, sem investigação prévia”.


… A nova tarifa de 15% será aplicada cumulativamente em relação às tarifas que já estão em vigor, a partir de amanhã (24).


… Na sexta-feira, o mercado recebeu com alívio a tarifa de 10%, mas os futuros em NY sinalizam abertura cautelosa hoje. A preocupação é que Trump reinicie uma guerra comercial e queira provar que seu poder como presidente não foi atingido.


… Há outros instrumentos tarifários que podem ser usados, como as Seções 201 e 301, que também integram a Lei de Comércio: a 201 autoriza salvaguardas temporárias (como tarifas ou cotas) e a 301 permite retaliar práticas comerciais consideradas desleais.


… Outras alternativas são a Seção 232, da Lei de Expansão Comercial (1962), que possibilita tarifas por razões de segurança nacional, e a Seção 338, da Lei Tarifária de 1930, que autoriza tarifas de até 50% contra países que discriminem produtos dos Estados Unidos.


… Trump reconheceu que alguns entendimentos negociados com base na IEEPA “não são mais válidos”, mas disse que tarifas que eventualmente não puderem ser mantidas serão trocadas por outras medidas e sinalizou a possibilidade de taxas mais elevadas.


… Em entrevista à CBS, no domingo, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que o governo americano manterá sua política tarifária. “A política não mudou, apenas as ferramentas mudaram. Outras bases legais continuam disponíveis.”


… No Financial Times, Reino Unido, União Europeia e Japão foram os mais afetados após a Suprema Corte ter decidido contra as taxas anteriores. Já o Brasil e a China terão a maior redução nas taxas tarifárias médias: 13,6 pontos percentuais e 7,1 pontos, respectivamente.


… A Comissão Europeia, que negocia a política comercial em nome dos 27 Estados-membros da UE, exigiu neste domingo que os Estados Unidos cumpram os termos do acordo firmado no ano passado e informe com “total clareza” as medidas que pretende tomar.


… O Parlamento europeu se reunirá hoje e amanhã para discutir o acordo comercial com os Estados Unidos. A reunião já estava marcada antes de a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar, na sexta-feira, o tarifaço imposto por Trump.


… No domingo, Christine Lagarde (BCE) disse na CBS que as últimas medidas tarifárias do presidente Trump podem vir a perturbar o “equilíbrio” negociado anteriormente entre a União Europeia e os Estados Unidos e podem representar um novo obstáculo para a economia.


… Ainda no fim de semana, Greer disse que as investigações sobre o Brasil e a China sobre possíveis “práticas comerciais injustas” contra os Estados Unidos serão mantidas, mas, apesar das vantagens obtidas, nem Lula nem Pequim parecem estar dispostos ao confronto.


… Na Índia, o presidente Lula confirmou a conversa que terá nos próximos dias com Trump, mesmo após a decisão da Suprema Corte, afirmando ao Valor Econômico estar convencido de que “a relação Brasil-Estados Unidos vai voltar à normalidade.”


… Na avaliação do vice-presidente Geraldo Alckmin, a medida da Suprema Corte impactaria tanto a tarifa recíproca de 10%, estabelecida em abril, quanto os produtos que ainda estavam sujeitos à sobretaxa adicional de 40% baixada em julho.


… Já as tarifas de produtos que foram alvo de taxações específicas (aço, alumínio, carros), baseadas em outras legislações, continuam em vigor.


… Também Pequim deve agir com cautela, segundo analistas, sabendo que Trump tem outros instrumentos para impor taxas. Ambos os lados querem manter uma trégua comercial frágil e estabilizar os laços antes da viagem do presidente americano à China, em 31/março.


… A decisão da Corte americana coloca em xeque mais de US$ 133 bilhões já arrecadados pelo Tesouro com os impostos de importação. O tribunal não se pronunciou sobre como o governo deve proceder para devolver os bilhões de dólares que arrecadou dos importadores.


… A previsão é de que começará uma longa batalha judicial das empresas para o ressarcimento desses valores.


IRÃ X EUA – O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse neste domingo que ainda há “uma boa chance” de uma solução diplomática para um acordo nuclear, acrescentando que Teerã segue trabalhando em uma proposta formal.


… Em entrevista à CBS, Araqchi admitiu que deve se reunir com o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, em Genebra, na Suíça, na próxima quinta-feira (26). A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi.


… Nas redes sociais, Al-Busaidi mencionou um “impulso positivo para a finalização do acordo”, enquanto o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que “as negociações recentes envolveram a troca de propostas práticas e produziram sinais encorajadores”.


… Segundo a Reuters, o Irã indicou que está preparado para fazer concessões em seu programa nuclear nas negociações com os Estados Unidos em troca da suspensão de sanções e do reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos.


… Analistas afirmam que o movimento sugere que Teerã tenta manter a diplomacia ativa e evitar um grande ataque dos Estados Unidos.


… Teerã consideraria enviar metade de seu urânio mais altamente enriquecido para o exterior, diluir o restante e participar da criação de um consórcio regional de enriquecimento — uma ideia levantada periodicamente ao longo de anos de diplomacia envolvendo o Irã.


… Além disso, o regime dos aiatolás ofereceu abertura para que empresas americanas participem como contratadas nos grandes setores de petróleo e gás do país, com oportunidades de investimento significativo na indústria petrolífera do Irã.


… No NYT, Trump disse a assessores que pode ordenar um ataque militar contra o Irã caso as negociações sobre o programa nuclear fracassem. Nos bastidores, discute-se uma proposta que permitiria ao Irã manter enriquecimento limitado de urânio apenas para fins médicos.


BRASIL X ÍNDIA – Os dois países firmaram 11 acordos governamentais e institucionais durante a missão do presidente Lula ao país, informou o Ministério das Relações Exteriores, entre eles, o memorando de entendimento sobre cooperação em terras raras e minerais críticos.


… Na área da Saúde, um acordo de transferência de tecnologia para produção de peptídeos, entre eles as canetas emagrecedoras, e para a fabricação de medicamentos contra câncer de pele, de mama e leucemia foram os principais saldos da visita.


… Já na Coreia do Sul, o presidente Lula tem encontro hoje com o presidente Lee Jae-myung e com empresários.


AGENDA DA SEMANA – A poucas semanas do Copom, nos dias 17 e 18 de março, o mercado estará atento ao IPCA-15 de fevereiro e aos dados do Caged de janeiro (ambos na sexta-feira), que podem validar as apostas de um corte de meio ponto da Selic, para 14,5%.


… Os números do emprego devem testar a se a tendência de desaceleração na geração de vagas formais se manteve, o que aliviaria a pressão do mercado de trabalho – monitorado com preocupação pelo Banco Central, pelo efeito inflacionário do consumo.


… Ao longo da semana, o calendário econômico inclui ainda dados do setor externo e do mercado de crédito bancário (terça e quarta), IGP-M de fevereiro e resultado do Governo Central de janeiro (quinta), além dos dados do setor público consolidado (sexta).


… Ainda amanhã, a Receita Federal deve apresentar a arrecadação federal de janeiro. E na quarta, o Relatório Mensal da Dívida de janeiro.


… Na quinta-feira, deve ocorrer reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), com Fernando Haddad, que está de saída da Fazenda.


… Para hoje, está previsto mais um Boletim Focus (8h25), com a atualização das projeções do mercado para inflação, PIB, Selic e câmbio.


STF – Retoma nesta segunda-feira o julgamento da desoneração da folha de pagamentos. A pauta desta semana inclui, ainda, a liminar do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão do pagamento de verbas extras ilegais, os “penduricalhos”.


… Já a Primeira Turma da Corte começa a julgar os acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018. A primeira sessão está prevista para amanhã, terça-feira.


… No Legislativo, havia expectativa pela ida de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à CPMI do INSS, nesta segunda-feira. A defesa confirmou a ausência, após o relator do caso, André Mendonça, decidir que o comparecimento não era obrigatório.


… Neste sábado, o presidente do STF, Edson Fachin, arquivou a ação que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli como relator das investigações sobre as fraudes no Banco Master. O arquivamento “por perda de objeto” se deu já que Toffoli deixou a relatoria do caso.


CONGRESSO – O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que vai priorizar nesta semana a votação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O presidente de seu partido, o deputado Marcos Pereira (Republicanos), foi anunciado como relator da proposta.


… Neste domingo, Motta afirmou que indicará nos próximos dias o relator da PEC que acaba com a escala 6×1 na CCJ da Casa.


LÁ FORA – Nos Estados Unidos, a semana é marcada por uma extensa lista de discursos de membros do Fed, entre eles, Christopher Waller (hoje, às 10h), Austan Goolsbee, Raphael Bostic, Lisa Cook, Michelle Bowman e Thomas Barkin.


… As falas poderão influenciar as expectativas após o PCE ter vindo acima do esperado.


… Ainda hoje, Christine Lagarde, presidente do BCE, discursa na Zona do Euro (14h30).


… Entre os indicadores, saem nesta segunda nos Estados Unidos: o Índice de Atividade Nacional do Fed/Chicago de janeiro (10h30) e encomendas à Indústria de dezembro (12h). Amanhã, pesquisa semanal da ADP, Confiança do Consumidor da Conference Board e Vendas no Atacado.


… Também nesta terça-feira, o presidente Donald Trump faz o Discurso de Estado da União, com transmissão ao vivo (23h).


… Na sexta-feira, mais um dado de inflação americana, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de janeiro.


… Na Zona do Euro, sai o CPI da Zona do Euro e o PIB/4TRI25 da Alemanha – ambos na quarta-feira. Hoje, à primeira hora do dia (6h), sai na Alemanha o índice Ifo de sentimento das empresas referente a fevereiro.


ÁSIA – Mercados da China ainda permaneceram fechados hoje no último dia dos feriados do Ano Novo Lunar. No final da noite (22h), o PBoC define as taxas de referência de longo prazo (LPR) de um ano e de cinco anos.


… Também um feriado, Aniversário do Imperador, fechou os pregões no Japão, nesta segunda-feira.


BALANÇOS – Na temporada de resultados corporativos, as atenções se dividem entre Brasil e exterior.


… Na B3, os destaques são GPA, Iguatemi, Isa Energia e C&A (amanhã, terça); Weg, Engie e Nubank (quarta-feira), Azul, Axia Energia, B3, Copel, M. Dias Branco, Qualicorp, Rumo e Marcopolo (quinta). Hoje, Vivo sai antes da abertura e Gerdau, após o fechamento.


… Em Nova York, sai Home Depot e Mercado Livre (amanhã), Nvidia, Salesforce e Warner Bros (quarta). No sábado, Berkshire Hathaway.


ATAQUE E CONTRA-ATAQUE – Apesar de Trump ter revidado e já dado o troco na própria sexta-feira à decisão da Suprema Corte, com o anúncio da tarifa global de 10%, o investidor conseguiu absorver bem o impacto. Na verdade, até gostou, porque temia mais.


… Aqui, o dólar testou mínimas abaixo de R$ 5,20, o Ibov bateu recorde duplo recorde e superou os 190 mil pontos.


… O índice à vista escalou dois mil pontos e fechou em alta de 1,06%, a 190.534,42 pontos, cravando o pico intraday de 190.726,78 pontos. O giro de R$ 36,2 bi foi inflado pelo apetite estrangeiro e exercício de opções sobre ações.


… No alvo dos comprados, Vale ostentou a segunda maior alta do Ibovespa: saltou 3,23%, à máxima de R$ 86,81.


… Também os bancos estiveram entre os destaques. Terceira maior valorização do índice, Santander unit engatou ganho de 3,12% (R$ 36,70); Bradesco PN, +2,02% (R$ 21,76); BB, +2,00% (R$ 26,99); e Itaú PN, +1,4% (R$ 49,23).


… Petrobras foi mais devagar em dia de game: PN teve alta moderada de 0,42%, mas fechou na máxima do dia (R$ 37,97), e ON caiu 0,61%, a R$ 40,94. Lá fora, o Brent operou em compasso de espera pelo ultimato de 15 dias ao Irã.


… O barril do petróleo subiu de leve (+0,13%), a US$ 71,76, mas acumulou rali de quase 6% na semana, diante dos riscos e da tensão de um ataque militar dos Estados Unidos ao Irã, frente ao impasse para um acordo nuclear.


… O revés de Trump na Suprema Corte, apesar de ele ter contra-atacado rápido, derrubou o dólar à vista ao menor patamar em quase dois anos, desde maio/24. A moeda fechou cotada a R$ 5,1758, em baixa expressiva de 0,98%.


… O dólar entra nesta última semana de fevereiro, que tem disputa técnica da ptax, com queda mensal de 1,37%.


… No último pregão, acompanhou a fraqueza externa: o índice DXY (-0,13%) furou a linha dos 98,000 pontos (97,796) com o noticiário das tarifas, mas subiu 0,85% na semana com os alertas dos Fed boys sobre a inflação e o risco Irã.


… O euro fechou estável (+0,07%), a US$ 1,1779, a libra ganhou 0,14%, a US$ 1,3484, e o iene subiu a 155,03/US$.


… O alívio com a derrubada das tarifas recíprocas ofuscou na sexta-feira o impacto do PCE mais alto que o esperado.


… A medida preferida de inflação do Fed avançou 0,4% em dezembro e superou a expectativa dos analistas de mercado, de 0,3%. Também a taxa anual, que registrou um avanço de 2,9%, veio superior ao consenso de 2,8%.


… Já a primeira leitura do PIB americano do quarto trimestre veio mais fraca do que se imaginava: cresceu a uma taxa anualizada de 1,4%, inferior à expectativa de 1,9% e muito abaixo da expansão de 4,4% do trimestre anterior.


MELOU O PROTECIONISMO – As bolsas americanas viraram para o positivo na tarde de sexta com a Suprema Corte.


… Mais cedo, os índices de ações haviam registrado uma abertura em queda, depois de a perda de fôlego do PIB americano e a inflação persistente terem acendido sinais de alerta sobre a economia entre os investidores.


… Os indicadores, porém, foram superados pela derrubada das tarifas. O Dow Jones registrou valorização de 0,47%, para 49.625,97 pontos; o S&P 500 ganhou 0,69% (6.909,51 pontos); e o Nasdaq avançou 0,90% (22.886,07 pontos).


… Os juros dos Treasuries subiram, diante de cálculos de que os cofres americanos perderão US$ 133 bilhões em arrecadação, que o déficit aumentará e o Tesouro emitirá mais títulos, caso a proibição das tarifas seja mantida.


… A taxa da Note de 2 anos subiu a 3,481%, de 3,469%, e a de 10 anos avançou para 4,082%, contra 4,074%.


… Mas aqui os contratos futuros dos juros caíram, acompanhando o alívio no dólar com a decisão da Suprema Corte.


… Na agenda do dia, a Pnad contínua não abalou a aposta de corte da Selic em março, apesar do mercado de trabalho aquecido. A taxa de desemprego ficou em 5,1% no quarto trimestre, contra 5,6% nos três meses anteriores.


… No fechamento dos negócios, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,240%, na mínima do dia (contra 13,297% no ajuste anterior); Jan/29, a 12,595% (de 12,674%); Jan/31, 13,045% (de 13,122%); e Jan/33, 13,305% (de 13,371%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE informou que João Luiz Fukunaga renunciou ao cargo de membro do conselho de administração da companhia. Ex-presidente da Previ integrava o colegiado desde 2023…


… A mineradora assinou em Nova Déli memorando com a estatal indiana NMDC Limited e a Adani Ports para desenvolver complexo de mistura e comercialização de minério de ferro no Porto de Gangavaram…


… Projeto pode elevar a capacidade do porto para até 75 milhões de toneladas.


CSN teve rating rebaixado pela Fitch de BB- para B, com manutenção em observação negativa. Agência citou alavancagem elevada, fluxo de caixa negativo e risco de refinanciamento.


BRASKEM informou que a Braskem Idesa não pagou juros de notas seniores com vencimento em 2032. A subsidiária no México negocia estrutura de capital considerada sustentável.


EMBRAER ampliou acordo com a Adani Defence & Aerospace para instalar linha de montagem final do jato E175 na Índia. Parceria integra programa de aeronaves regionais do país e inclui produção, cadeia de suprimentos e serviços.


BRB confirmou proposta do governo do DF, acionista controlador, para capitalização do banco, com objetivo de reforçar liquidez e capital após crise de confiança envolvendo o caso Master…


… Segundo o Broadcast, projeto de lei prevê que o aumento de capital do BRB pode ocorrer via aporte patrimonial e  venda de bens públicos com destinação do dinheiro arrecadado para o BRB.


BTG PACTUAL realizará leilão de 16.201 units na B3 hoje, com recursos destinados aos acionistas titulares de frações.


AZUL concluiu processo de Chapter 11 nos EUA e informou desalavancagem relevante, com captação de US$ 1,375 bilhão em notas e US$ 950 milhões em equity…


… Conselho aprovou emissão e alienação de bônus de subscrição que podem resultar na emissão de até cerca de 7,3 trilhões de novas ações ordinárias, em linha com os compromissos assumidos no plano de reestruturação…


… A Azul informou que a BlackBarn Capital passou a deter 8,1% das ações ordinárias da companhia.


GOL informou crescimento de 13% na oferta (ASK) em janeiro na comparação anual. Demanda (RPK) avançou 15,1% e taxa de ocupação atingiu 85,6%.


VIBRA negou negociação com EDF para entrada de novo sócio na Comerc, em resposta a questionamento da CVM…


… ANP interditou unidade da Vibra após explosão em tanque de etanol em Volta Redonda (RJ). Três colaboradores atuavam no local no momento da acidente. Um foi levado à UTI e dois seguiam desaparecidos até ontem à noite.


GRUPO ULTRA contratou BTG para vender o Ipiranga. O ativo é a segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil, com faturamento acima de R$ 140 bilhões anuais (Lauro Jardim/O Globo)


BRAVA ENERGIA informou que o Goldman Sachs passou a deter 8,81% do capital social por meio de derivativos e instrumentos de liquidação física.


SERENA aprovou a emissão de debêntures simples, no valor total de R$ 1,5 bilhão, para resgatar papéis da Ômega.


COPASA confirmou a definição do pool de bancos que coordenará potencial oferta pública subsequente de ações, no âmbito do processo de desestatização…


… BTG Pactual, Itaú BBA, UBS BB, BofA e Citi atuarão como coordenadores globais, conforme seleção realizada pelo Estado de Minas Gerais, controlador da companhia…


… A empresa aprovou 22ª emissão de debêntures, no valor de R$ 2 bilhões. Recursos serão destinados ao programa de investimentos e outorgas…


IRB foi citado em novo procedimento arbitral no valor provisório de R$ 185 mi, movido por fundos de investimento.


ALLIANÇA SAÚDE confirmou arquivamento de procedimento no Cade relacionado à aquisição do Grupo Meddi.


MOURA DUBEUX informou que a LarrainVial passou a deter 5,08% das ações preferenciais.


INEPAR obteve prazo adicional de 90 dias no TJ-SP para avançar nas negociações da UPI IPM IOG.


OPENAI prepara IPO que pode avaliá-la em até US$ 1 trilhão, após receita de US$ 13 bilhões em 2025, acima da meta de US$ 10 bilhões. (Reuters)


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,7% US tech +0,9% US semis +1,1% UEM 1,2% España +0,9% VIX 19,9% Bund 2,73% T-Note 4,08% Spread 2A-10A USA=+60pb B10A: ESP 3,14% PT 3,08% FRA 3,30% ITA 3,34% Euribor 12m 2,205% (fut.2,326%) USD 1,183 JPY 182,5 Ouro 5.148$ Brent 71,1$ WTI 65,8$ Bitcoin -3,1% (65.534$) Ether -3,7% (1.878$).


SESSÃO: Esta semana, mais insegurança pelos impostos alfandegários, mais rotação para “valor” e Europa, sendo Nvidia a referência nr.º 1 durante a noite.


O Tribunal Supremo desautoriza a aplicação de impostos alfandegários com os poderes presidenciais de emergência, portanto, estima-se que o governo deverá devolver cerca de 170.000 M$ indevidamente arrecadados. A contramedida imediata consiste em aplicar um imposto alfandegário universal ou geral de 15%, de momento. Mas este poderá não ser o desfecho. Reativa-se um fator de incerteza que já se dava por superado. As devoluções de impostos alfandegários supõem ca.0,5% s/PIB, o que elevaria o Défice Fiscal até 6,6%. Isso debilitará as obrigações americanas (elevação yield; T-Note agora em 4,07%) e, por extensão, a bolsa americana. É altamente provável que a Administração Trump tente impor impostos alfandegários com base em alguma legislação alternativa (Trade Expansion Act 1962 de Segurança Nacional ou a Trade Act 1974 de Práticas Comerciais Desleais de Terceiros Países e Proteção da Indústria Nacional) ou, num desenvolvimento menos adverso, aceite aplicar esses 15% universais sem procurar alternativas mais complexas. Em qualquer caso, o Défice Fiscal americano deteriorar-se-á e a incerteza regressa ao mercado.


Isto une-se à dupla rotação que já acontecia: desde “crescimento” (exceto semicondutores) para “valor” e desde os EUA para a Europa. E a renovada incerteza sobre os impostos alfandegários potenciará esta última, com um arranque semanal em baixa. Já não estamos num mercado tão alegre como em 2024/25. A disrupção da IA desorienta, porque não é possível diferenciar nitidamente nesta primeira fase todos os “vencedores” e “perdedores”. Por isso, ocorre uma rotação para “valor”. E desde o mercado americano para o europeu, porque embora desde cedo a Europa não careça de problemas, o peso da tecnologia é muito inferior num momento em que se foge de multiplicadores (PER) elevados; além disso, a incerteza alfandegária prejudica-a menos e o ciclo europeu melhora progressivamente. A dissociação macroeconómica favorável para a Europa é a segunda razão para esta rotação.


Mas convém ser realista: uma rotação para valor” e Europa não pode corresponder com um mercado alegre, mas conservador. Por isso, também esta semana, continuaremos num mercado seguro e tíbio com tendência a aplanar. O “despertador” poderá ser a publicação de resultados e guias de Nvidia, na quarta-feira à noite. Não costuma dececionar, mas se acontecer porque o mercado está extremamente exigente, recomendaríamos comprar na debilidade. Os semicondutores representam “a parte mais física” da tecnologia, e, portanto, a mais protegida neste contexto tão inseguro.


CONCLUSÃO: Continuamos num mercado inseguro e sem incentivos. Esta semana arrancará fraca pelos impostos alfandegários, mas sem fortes quedas. E poderá melhorar com Nvidia a partir de quarta-feira. Poderá ser um estímulo passageiros se surpreender positivamente. Mas, se não for assim, recomendaríamos comprar na debilidade, menos caras, Nvidia e as restantes empresas de semis que viram contagiadas (ASML, TSMC, ARM, AMD…). 


FIM

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Nova tarifa global

 *Capital Economics: Nova tarifa global dos EUA deve elevar sobretaxa efetiva para 14,5%*


Por Gustavo Boldrini


São Paulo, 21/02/2026 - O aumento de 10% para 15% da tarifa global aplicada pelo governo dos Estados Unidos sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, anunciada mais cedo pelo presidente Donald Trump, deve levar a sobretaxa efetiva para 14,5%, tendo como base as participações de importação de 2024. O cálculo é do economista-chefe da Capital Economics para a América do Norte, Paul Ashworth.


Segundo Ashworth, o diferencial entre a tarifa anunciada por Trump e a tarifa efetiva cobrada a produtos importados pelos EUA se dá porque muitas importações permanecerão isentas dessa sobretaxa, conforme comunicado de ontem da Casa Branca.


Neste grupo, estão cerca de 85% dos produtos importados provenientes do Canadá e do México que são compatíveis com o acordo de livre comércio dos três países da América do Norte, o USMCA, assim como produtos farmacêuticos, eletrônicos, alguns veículos automotores, aeroespaciais, minerais críticos e produtos agrícolas.


"Para evitar dupla penalização, bens já sujeitos a tarifas da seção 232, como aço, alumínio e alguns veículos automotores, também serão isentos", acrescenta o economista em relatório.


O aumento da tarifa global de 10% para 15% ocorreu, na avaliação de Ashworth, a partir do momento que Trump "não gostou do fato de que uma taxa efetiva mais baixa [de 10%] geraria receitas alfandegárias mais baixas" para os EUA.


"Isso também significa que alguns dos maiores parceiros comerciais da América, como a União Europeia e o Japão, se encontrarão exatamente de volta onde estavam na semana passada", disse Ashworth.


Contato: gustavo.boldrini@broadcast.com.br


*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela redação da Broadcast



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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Leitura de sábado

 *LEITURA DE SÁBADO: LIQUIDAÇÃO DO PLENO PÕE FIM A INSTITUIÇÕES QUE PASSARAM PELO MASTER*


15:00 21/02/2026 

Por Cicero Cotrim


Brasília, 18/02/2026 - A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira, colocou fim a praticamente todas as instituições que passaram pelo conglomerado do Master. Sete integrantes e ex-integrantes do grupo tiveram suas atividades encerradas desde 18 de novembro, data em que o regulador liquidou o próprio Master.


A derrocada do conglomerado Master deve custar quase R$ 60 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) - o maior impacto de casos do tipo. O fundo deve gastar cerca de R$ 51,9 bilhões com o ressarcimento de investidores das instituições liquida-das, já incorporando a conta do Pleno. A esse montante somam-se cerca de R$ 8 biIhões que foram usados nas operações de assistência ao Master realizadas ao longo de 2025 e não serão recebidos de volta.


De todas as instituições do conglomerado, a única que ainda não foi liquidada é o Banco Master Múltiplo. Ele está em Regime Especial de Administração Temporária (RAET) desde novembro. O destino mais provável para a instituição parece ser a liquidação - até hoje, nenhum caso de decretação de RAET evitou que um banco acabasse sendo liquidado.


O Banco Master e outras três empresas do grupo - Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e Master CTVM - foram liquidados em 18 de novembro de 2025, após o BC ter identificado graves problemas na gestão das instituições. O banco passava por graves problemas de liquidez: na semana em que foi liquidado, tinha R$ 4 milhões em caixa e R$ 127 milhões em compromissos a pagar.


A liquidação ocorreu após um longo processo, que envolveu a tentativa de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). O BC identificou que o Master teria vendido R$ 12,2 bilhões em créditos falsos para a instituição financeira pública do Distrito Federal.


A comunicação desse fato à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF) deu origem à operação Compliance Zero.


A PF chegou a prender preventivamente o dono do Master, Daniel Vorcaro, e outros sócios e ex-sócios da instituição, incluindo o proprietário do Banco Pleno, Augusto Ferreira Lima. Eles acabaram soltos, com o uso de tornozeleiras eletrônicas.


Em janeiro deste ano, o BC liquidou a antiga Reag DTVM, que já havia sido alvo da segunda fase da Compliance Zero. A empresa é suspeita de ter feito parte de um esquema bilionário de desvio de recursos e compra de ativos fraudulentos por meio do Banco Master. No mesmo mês, o BC liquidou o will bank, então controlado pelo Banco Master Múltiplo, após um acordo para a venda da instituição ser frustrado.


Nesta quarta-feira, foi a vez do Banco Pleno (ex-Banco Voiter) e da Pleno DTVM. Essas instituições já não faziam mais parte do conglomerado Master, tendo sido vendidas pelo banco a Augusto Ferreira Lima - um ex-sócio do próprio Master - em agosto de 2025. Segundo apurou a Broadcast, essa liquidação foi um caso "simples" de falta de liquidez, sem relação com fraudes.


*Próximos passos*


Com o fim de praticamente todas as empresas que nasceram da costela do Master, as autoridades começam a se debruçar sobre outros desenvolvimentos da liquidação.Uma das principais questões, agora, é acompanhar o comportamento de carteiras de ativos vendidas pelo banco de Daniel Vorcaro a outras instituições - ou "ver como os esporos vão se desenvolver nos hospedeiros", segundo uma pessoa a par do tema.


Uma parte dos fundos do Master, por exemplo, foi transferida para o BRB em um processo de substituição dos créditos inexistentes que haviam sido comprados pelo banco público. Esse grupo inclui os fundos Cartago, Jeitto, Kyra, Tessalia e Texas 1, que em  janeiro passaram a ser listados como parte do conglomerado prudencial do BRB.

Pesquisas eleitorais

 *Flávio Bolsonaro tem alta em pesquisas no Carnaval e assusta aliados de Lula*


A rejeição do presidente também subiu, chegando a ficar cerca de mais de quatro pontos acima da aprovação Na avaliação de uma liderança petista, indíce não se estabeleceu em novos e mais altos patamares


20.fev.2026 às 23h00


Um salto em pesquisas diárias feitas para o mercado financeiro e que chegaram às mãos de lideranças do PT e de integrantes do governo assustaram os aliados de Lula: por dois dias, durante o Carnaval, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a ficar à frente do presidente nas simulações de segundo turno.


*BALANÇA 2*


A rejeição de Lula, por sua vez, também subiu, e chegou a ficar cerca de mais de quatro pontos acima da aprovação.


*BALANÇA 3*


Passada a folia, a desaprovação cedeu, e caiu —o mesmo ocorrendo com o principal adversário hoje do petista na corrida pré-eleitoral.


*BALANÇA 4*


Na avaliação de uma das lideranças que viu a pesquisa, e que tem diálogo permanente com Lula, a rejeição ao presidente não se estabeleceu em novos e mais altos patamares.


*META*


O governo segue com o desafio, no entanto, de fazer com que a aprovação volte a superar a reprovação ao governo.


*META 2*


As pesquisas divulgadas em dezembro e janeiro mostraram que a rejeição superou a aprovação em todas as sondagens.


*META 3*


No começo de dezembro, o Datafolha mostrou que a situação era de empate: 49% desaprovavam, e 48% aprovavam o trabalho pessoal de Lula.


*META 4*


As sondagens divulgadas desde então, e até meados deste mês, mostraram a opinião negativa sempre superando a positiva.


com DIEGO ALEJANDRO, KARINA MATIAS e VICTÓRIA CÓCOLO



https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/02/flavio-bolsonaro-tem-alta-em-pesquisas-no-carnaval-e-assusta-aliados-de-lula.shtml

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