domingo, 18 de janeiro de 2026

Leitura de domingo - bolsa em rally silencioso

 Leitura de Domingo: Bolsa tem rali silencioso e há espaço para mais, diz Zanlorenzi, do BTG


Por Vinicius Novais


São Paulo, 12/01/2026 - O salto de mais de 30% do Ibovespa em 2025 foi "um dos ralis mais silenciosos" já vistos, avalia o chefe da mesa de ações do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi, à Broadcast. A alta, explica, foi ancorada quase exclusivamente no investidor estrangeiro, graças a dois freios para o dinheiro local: Selic a 15% - "um prêmio alto para ficar parado" - e volatilidade elevada. "Sobrou basicamente o estrangeiro, que capturou a oportunidade do rali", resume. O movimento teve como destaque o desempenho de empresas ligadas à economia doméstica. Cogna, outras educacionais, Movida e Ecorodovias ganharam com a perspectiva de um ciclo longo de afrouxamento monetário. O BTG projeta Selic perto de 12% no fim de 2026 e cortes possivelmente maiores que os 300 pontos-base hoje precificados, o que ainda pode destravar valor em small caps. Para 2026, a eleição presidencial é o principal vetor de volatilidade, embora a Bolsa siga "barata" e siga atraindo fluxo externo. Leia a entrevista abaixo:


 


Broadcast: Vimos um rali na Bolsa em 2025, com o Ibovespa subindo mais de 30% no período. Como o senhor viu esse movimento?


Jerson Zanlorenzi: Esse rali da Bolsa talvez tenha sido um dos mais silenciosos. Poucos investidores conseguiram capturar todo esse movimento. Isso aconteceu porque o nível de volatilidade estava muito elevado. As informações disponíveis, tanto no cenário internacional quanto no local, eram repletas de incertezas. Isso levou os investidores a não prestar muita atenção na Bolsa, que estava realmente de graça e podia ser uma grande oportunidade no começo do ano. E a segunda razão é a Selic de 15%. É um prêmio alto para o investidor 'não fazer nada'. Se estou recebendo 15% ao ano, muitas vezes isento nas aplicações, por que se arriscar em ações? Isso tirou o investidor pessoa física da Bolsa. Houve, nos últimos dois anos, R$ 500 bilhões de resgates dos fundos multimercados e de ações, afastando também o investidor profissional. Ficamos basicamente apenas com o investidor estrangeiro, que foi quem conseguiu absorver esse movimento. Por isso, a alta foi silenciosa, ancorada quase exclusivamente no investidor estrangeiro, que capturou o rali.


Broadcast: A Cogna e outras empresas de educação lideraram as altas do Ibovespa no ano. Como o senhor vê esse movimento?


Zanlorenzi: Foi uma alta muito expressiva de todo o setor. É importante olhar um pouco do passado. Esse setor foi massacrado nos últimos dois anos. A Cogna, que hoje ronda os R$ 3, já chegou a valer cerca de R$ 6. Já houve uma depreciação de preço muito grande que, obviamente, os investidores em algum momento entenderam que já havia sido suficiente. Além disso, houve também um movimento para small caps no Brasil, com o fortalecimento da perspectiva de queda de juros. As empresas ligadas à economia local foram bem neste ano. Normalmente, se a Bolsa vai bem, Petrobras e Vale são destaque, mas em 2025 não foi assim. O setor de educação, Movida, Ecorodovias e supermercados surfaram na perspectiva de queda de juros.


Broadcast: Quando esse movimento de corte de juros se iniciar, essas ações devem subir mais ou os investidores olharão para outros setores?


Zanlorenzi: Esse movimento ainda vai continuar, porque vemos que o Brasil deve entregar um ciclo de corte longo. Na nossa perspectiva, os juros devem se aproximar de 12% ao fim de 2026. E, quando olhamos historicamente, o mercado até subestima os cortes: quando precifica 300 pontos-base, corta 450. Um corte maior poderia movimentar bastante e destravar valor para as empresas, que também vão reduzir drasticamente o custo da dívida. Então, foi sim um bom ano para empresas locais, mas ainda há espaço para precificar essa grande melhora do custo de dívida aqui no Brasil que pode vir.


Broadcast: Olhando para a ponta negativa, não há um padrão setorial. Acredita que as empresas foram mais penalizadas por questões internas de cada um. 

Fernando Schuller, por Jonas Federighi

 

Fernando Schüler parte de um caso aparentemente “periférico” — a suposta censura de um trecho de Platão em uma universidade no Texas — para discutir um fenômeno maior: a tentação recorrente de “barrar a ideologia” por decreto. Os destaques são claros: anacronismo (julgar o passado com moral do presente), o erro de impor pauta em sala de aula, e o erro simétrico (e ainda pior) de amputar clássicos para evitar debate. No fim, a tese é que a guerra cultural vira um pêndulo: quando um lado cancela, o outro quer revidar com proibição. O autor reconhece que os texanos acertam ao criticar doutrinação — impor ideologia em sala de aula é um desvio do papel universitário. Só que cortar Platão para “proteger” alunos é um contrassenso: universidade sem choque de ideias vira curso preparatório para unanimidades. A crítica se estende ao padrão recente atribuído à esquerda identitária, com exemplos de revisões e cancelamentos (de Twain a Lobato, passando por J.K. Rowling), onde o medo de ofender vira régua para reescrever cultura e estreitar a conversa pública. O ponto central, porém, é o aviso aos conservadores que agora querem “dar o troco” usando o Estado: proibir ideologia na marra não funciona. Um governo até pode fechar escritórios, cortar verbas, impor regras administrativas — mas não consegue fiscalizar toda aula, todo livro, toda conversa de corredor (e tentar fazê-lo seria “o próprio inferno”). A modernidade, lembra ele, nasce de uma intuição moral decisiva: força não deve comandar consciência. Trocar livre investigação por coerção é trocar universidade por cartilha — com carimbo oficial. A saída proposta é menos confortável e mais adulta: livre pensamento + responsabilidade ética. Ativistas tendem a ser mais organizados (ocupam espaços, andam em bando, cancelam com eficiência); por isso, a defesa da liberdade exige esforço, coragem e compromisso com o debate honesto. O convite final é simples e exigente: parar de procurar “atalhos proibidores” e reconstruir ambientes em que discordar não seja pecado — porque, quando a civilização começa a pedir “safe space” para Platão, a folha de parreira vira uniforme.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Livros recomendados João Ricardo

 Para quem quer olhar para 2026 com um pouco mais de contexto, recomendo quatro livros que, combinados, ajudam a organizar o diagnóstico:

Extremos — Pedro Nery

Uma viagem pelos limites geográficos, institucionais e econômico-sociais do país.

Os ricos e os pobres — Marcelo Medeiros

Uma radiografia da desigualdade brasileira.

Biografia do Abismo — Thomas Traumann e Felipe Nunes

Mostra como a polarização se tornou identidade e molda percepções e o próprio debate público.

Brasil no Espelho — Felipe Nunes

Um Brasil de nove grupos distintos que se aproximam na economia e se distanciam nos costumes.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Master e suas laranjas

 *MASTER USOU VULNERABILIDADES E LARANJAS' PARA DESVIAR RECURSOS A VORCARO E FAMILIARES, DIZ PGR* 


Por Aguirre Talento, do Estadão


Brasília, 16/01/2026 - A investigação sobre as suspeitas de crimes de gestão fraudulenta do Banco Master apontou que a instituição usou as "vulnerabilidades" do mercado de capitais para realizar operações financeiras com o objetivo de desviar dinheiro para o patrimônio pessoal do dono do banco, Daniel Vorcaro, e de seus familiares. Esses desvios totalizaram R$ 5,7 bilhões, de acordo com a investigação.


A defesa de Vorcaro nega o cometimento de irregularidades e diz que ele tem colaborado com a Justiça para o esclarecimento dos fatos.


Em manifestação apresentada para embasar a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada última quarta-feira, 14, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, citou que o Master usou uma "rede de entidades conectadas entre si" para executar essas operações. "Há elementos suficientes que apontam, como indicado pela autoridade policial, para o 'aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização', notadamente mediante o uso de fundos de investimento e intrincada rede de entidades conectadas entre si por vínculos societários, familiares ou funcionais", escreveu Gonet.


*Fábrica de papéis*


Uma das estratégias envolveu, por exemplo, a emissão de CDBs no mercado. Segundo a Polícia Federal, o Banco Master captava recursos no mercado via CDBs e os direcionava a fundos de investimento (FIDCs) onde o próprio banco era o único cotista. Esses fundos, por sua vez, compravam Notas Comerciais de empresas de fachada ligadas aos sócios do banco.


Foram pelo menos R$ 3,5 bilhões investidos pelo Master em fundos dos quais era cotista único e R$ 1,8 bilhão destinado à aquisição de notas comerciais emitidas por empresas que tinham vínculos com Vorcaro ou pessoas relacionadas a ele. No total, a PF identificou suspeitas de desvio de R$ 5,7 bilhões de recursos do sistema financeiro para o patrimônio pessoal do banqueiro ou de familiares.


Ao rastrear uma das operações suspeitas, a PF acabou descobrindo, por exemplo, que um desses fundos de investimento acabou resultando na transferência de R$ 9 milhões para Henrique Vorcaro, pai do dono do Master. 


*'Laranjas' e auxílio emergencial*


Outro investimento considerado fraudulento foi de R$ 361 milhões a uma pequena clínica médica na região metropolitana de Belo Horizonte, caso revelado pelo Estadão. A PF identificou que vínculos societários da clínica acabavam vinculando a operação financeira à irmã do banqueiro, Natália Vorcaro.


Por causa disso, tanto o pai como a irmã também foram alvos da operação.


A PF descobriu que a empresa não tinha garantias, possuía capital social zero e sua receita anual era de apenas R$ 54 mil. A presidente da clínica, Valdenice Pantaleão, não possuía patrimônio compatível e foi beneficiária de auxílio emergencial em 2020 e 2021, indicando atuar como "laranja". Ela foi um dos alvos da operação. 


*O esquema com a Reag*


A apuração também apontou, com base em informações fornecidas pelo Banco Central, que a gestora Reag atuou em conjunto com o Master para estruturar fundos e executar operações com o objetivo de desviar recursos do banco.


Foi identificado um fluxo onde o banco desembolsou R$ 1,45 bilhão, que "retornou" para a instituição em grande parte (R$ 1,38 bilhão) através da compra de CDBs do próprio Master por fundos da Reag, numa operação circular para inflar artificialmente os ativos.


*Conexões com Tanure*


O documento judicial cita Nelson Tanure como suposto "sócio oculto" do Banco Master e beneficiário final da empresa Lormont Participações, cujos papéis concentravam 97% da carteira de um dos fundos investigados. O bloqueio de bens de Tanure foi solicitado no mesmo volume do de Daniel Vorcaro.


*Com a palavra, a defesa de Vorcaro*


"A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.


O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais."


*Com a palavra, a defesa de Nelson Tanure* 


"Na qualidade de advogado de NELSON SEQUEIROS RODRIGUEZ TANURE e diante da notícia de que o empresário foi incluído no bojo da operação de busca e apreensão deflagrada com autorização do STF, esclarece-se: 


1) O empresário NELSON SEQUEIROS RODRIGUEZ TANURE, que tem décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários, jamais enfrentou qualquer processo criminal em razão de suposta prática delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista. 


2) Nesse sentido, e não tendo qualquer relação de natureza societária com o BANCO MASTER S/A, do qual foi cliente nos últimos anos, nas mesmas condições em que é igualmente atendido por outras instituições financeiras conhecidas do mercado, o empresário NELSON SEQUEIROS RODRIGUEZ TANURE informa que a única medida que lhe foi imposta se resumiu à apreensão de seu aparelho de telefone celular, de modo que com isso o empresário tem certeza de que no decorrer das apurações promovidas pelo STF restará definitivamente demonstrada a inexistência de qualquer pretensa prática ilícita oriunda dessa relação."

Tarcísio x Miriam Leitão

 *Tarcísio é questionado por Miriam e responde com Dados Técnicos* 

QUEM NÃO DEVE NÃO TEME ! PRINCIPALMENTE NÃO TEME IGNORARANTES ESQUERDISTAS . CHUPA MIRIAM ! 


Na última quarta-feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas,  participou de uma entrevista ao vivo no programa Em Foco, da Globo News,  apresentado por Miriam Leitão.  A expectativa era de uma conversa sobre obras, mobilidade urbana,  investimentos em infraestrutura.  Mas bastaram poucos minutos para a entrevista tomar um rumo polêmico.


 Com seu tradicional tom crítico,  Miriam Leitão interrompeu a resposta inicial do governador e disparou.  Governador, o senhor tem sido muito elogiado por setores mais à direita,  mas há uma crítica recorrente.  Sua gestão prioriza obras e esquece o social.  Viaduto é importante, mas e as pessoas que dormem debaixo dele?  A pergunta visivelmente carregada de conotação ideológica parecia ter sido preparada para encurralar Tarcísio.


 O estúdio ficou em silêncio por um instante.  Miriam, confiante, se ajeitava na cadeira como quem acreditava já ter vencido o embate.  Mas a resposta de Tarcísio não apenas surpreendeu,  ela mudou o clima da entrevista completamente.  Sem alterar o tom de voz, ele começou.  Miriam, com todo respeito à sua trajetória no jornalismo,  essa pergunta parte de uma falsa dicotomia.


Quem investe em infraestrutura com responsabilidade  está justamente combatendo desigualdade.  A diferença é que a gente faz isso sem panfleto.  Ela tentou interromper, mas Tarcísio continuou.  Posso dar um exemplo bem concreto?  Em São Paulo, ampliamos a linha 6 laranja do metrô.  É obra? Sim.  Mas sabe o que isso significa?  6 mil empregos diretos.


 Mobilidade  para regiões carentes da Zona Norte. Economia de tempo de até 1,30 mil no deslocamento de quem  acorda às 5 da manhã. Isso é ou não é social? Miriam franziu a testa. A resposta havia sido clara,  direta e com números. Algo que dificilmente se rebateria com retórica.  Miriam, leitão, visivelmente contrariada, tentou retomar o controle da entrevista.


 Ela puxou uma folha com anotações e rebateu.  Mas, governador, há especialistas que dizem que o senhor investe pesado em asfalto e concreto,  Especialistas que dizem que o senhor investe pesado em asfalto e concreto,  enquanto políticas públicas, como habitação popular e saúde preventiva,  recebem menos atenção.


 A crítica é que a sua gestão tem um olhar técnico demais e pouco sensível à desigualdade histórica do Estado.  Tarcísio sorriu levemente, ajeitou o microfone na lapela  e respondeu com a calma de quem já  esperava aquele tipo de provocação.  Essa crítica é interessante porque parte de uma premissa equivocada, a de que sensibilidade  social é incompatível com eficiência.


 Veja bem, investir em infraestrutura não é o oposto de investir no social, pelo contrário,  é a base do social. Um Estado que funciona  libera o cidadão  das garras da burocracia e do  abandono. Ele, então,  estendeu a mão para o assessor ao  lado e pediu um documento.  Era um relatório impresso com  números do Programa Estadual de  Regularização Fundiária.


 Esse aqui, Miriam,  é o projeto Cidade Legal.  Só neste ano,  mais de 35 mil famílias  tiveram acesso à regularização  de suas casas.  Com escritura na mão, essas pessoas  podem agora conseguir crédito,  reformar, investir,  sair da informalidade.  Isso não aparece na manchete,  mas muda vidas.  Enquanto falava, a produção da Globo News exibia imagens de famílias recebendo seus  títulos de propriedade.


 Era um verdadeiro contra-golpe midiático ao vivo.  A jornalista tentou mais uma cartada.  Mas e a segurança?  Os números de violência não são ainda alarmantes em regiões  como o extremo sul? Sem perder o ritmo, Tarcísio respondeu. São. E por isso mesmo lançamos  o programa Segurança em Ação, com ênfase em inteligência policial e presença ostensiva.Serviços de streaming de TV online


 Só no último trimestre, os índices de roubo caíram 18% nessas áreas. E sabe o que ajuda nisso também, Miriam?  Iluminação pública, asfalto, saneamento.  Isso tudo é obra, mas é também dignidade.  O estúdio estava quieto.  Miriam consultava suas anotações novamente em busca de uma brecha.  Mas o governador parecia ter vindo não só com respostas,  mas com um manual de como desmontar narrativas ao vivo.


A entrevista já não seguia mais o roteiro inicial.  O público nas redes começava a reagir em tempo real,  destacando a postura firme do governador diante das provocações.  Hashtags como Major Tarcísio Calmo é fatal e  Jajaula na Globo News começaram a subir  nos trending topics. Miriam Leitão,  ainda tentando se recompor, decidiu apelar  para o discurso ambiental, um dos seus temas mais  recorrentes.


 Ela olhou para a câmera e  disparou. Governador, há também preocupações  ambientais. A ampliação  do rodoanel, por exemplo, passa  por áreas de mata nativa.  Ambientalistas acusam sua gestão  de flexibilizar licenças  e acelerar processos  sem os devidos estudos.  O senhor não acha que isso compromete  o futuro sustentável do Estado?  Era, sem dúvida,  uma tentativa de reposicionar  o debate.


 Mas, novamente, Tarcísio demonstrou o preparo.  Miriam, o problema é que, muitas vezes, o discurso ambientalista é usado como obstáculo  ideológico para paralisar o progresso.  Nós não flexibilizamos a lei.  Nós a respeitamos, mas também fazemos com agilidade.  O que combatemos é a burocracia desnecessária.


Ele então citou dados técnicos.  O trecho norte do rodoanel foi liberado com condicionantes ambientais que superam os padrões da CETES-B.  Vamos plantar um milhão de mudas nativas como compensação e já  temos drones monitorando áreas  de preservação. O que antes  levava quatro anos para sair do papel,  agora leva 14 meses  com responsabilidade.


 A jornalista tentou interromper,  mas Tarcísio emendou.  E mais, enquanto alguns falam  em defesa do meio ambiente  apenas nos microfones, nós levamos saneamento básico para 460 mil pessoas em 2024.  Sabe o que isso significa? Menos esgoto nos rios, menos doenças.  Isso é cuidar do meio ambiente com resultado, não com slogans.


 Nesse momento, a expressão de Miriam mudou. Ela percebia que cada nova crítica se  transformava numa vitrine para o governador expor dados, projetos e realizações. Era como se ela  tivesse lhe dado o palco e ele, sem levantar o tom ou atacar pessoalmente, tivesse transformado  aquela sabatina em uma vitrine de gestão. No estúdio, o clima era de tensão disfarçada.


Os comentaristas, que acompanhavam a entrevista pela bancada, ficaram em silêncio.  Um deles até soltou fora do microfone.  Ele destruiu com classe.  Faltando poucos minutos para o encerramento do programa,  Miriam Leitão lançou sua última tentativa de recuperar  o controle da narrativa.Serviços de streaming de TV online


 Em um tom mais incisivo, ela perguntou, governador, muitos dizem que o senhor  é uma espécie de Bolsonaro de terno e gravata, um gestor técnico, mas alinhado com ideias  ultraconservadoras. Como responde a essa crítica, o estúdio silenciou.  A provocação final tinha chegado.  Era o momento clássico da cartada ideológica.  Mas a resposta de Tarcísio foi tão firme quanto desarmante.


 Eu respeito o presidente Bolsonaro, fui ministro dele  e me orgulho do que entregamos juntos no Ministério da  Infraestrutura.  Mas eu sou Tarcísio e minha gestão é pautada por resultado.  Enquanto alguns perdem tempo rotulando, a gente está asfaltando, entregando escola  em tempo integral, modernizando o transporte público e atraindo investimento estrangeiro.


 Ele, então, se inclinou levemente para a câmera.  O povo está cansado de rótulos.  Quer saúde no posto?  Metrô na porta, segurança na rua e dignidade em casa.  E é isso que estamos fazendo.  Com técnica, com equipe e com foco.  Se isso é ser ultraconservador, então que seja.  Porque São Paulo está avançando.


 A frase teve efeito imediato.  Os comentaristas da bancada se entreolharam.  O diretor de imagem pediu um corte mais fechado no rosto de Miriam,  que apenas respondeu com um sorriso contido, visivelmente desconcertada.  Na internet, a entrevista já havia viralizado.  Cortes com trechos da fala de Tarcísio dominavam as redes sociais,  especialmente entre perfis de direita e grupos políticos.


 Muitos diziam, foi uma aula de como vencer sem gritar.  Na saída do estúdio, Tarcísio ainda foi abordado por jornalistas de outras emissoras.  Um deles perguntou, o senhor ensaiou as respostas?  Ao que ele respondeu, não.  Quem governa com verdade não precisa ensaiar nada.  Horas depois, perfis progressistas tentaram reagir  chamando a entrevista de espetáculo populista.


 Mas já era tarde.  A opinião pública havia percebido algo diferente.  Um gestor técnico, com respostas  concretas, vencendo o confronto  não pela força, mas  pela consistência.  E assim, o que era para ser  uma sabatina desconfortável,  acabou se tornando um dos  momentos mais emblemáticos  da gestão de Tarcísio.


 Um debate que começou com crítica  ideológica e terminou com  uma aula de gestão pública.

Dan Kawa

 Cenário Politico Brasil

O quadro político doméstico tende a ganhar relevância crescente para a dinâmica dos ativos brasileiros ao longo deste ano. A insistência de Flávio Bolsonaro em manter sua candidatura ocorre em um contexto no qual as pesquisas mais recentes confirmam níveis de rejeição muito elevados, o que, na prática, torna sua viabilidade eleitoral bastante limitada. Paralelamente, observamos nos últimos dias Romeu Zema afastando a possibilidade de compor como vice e sinalizando disposição para disputar a Presidência, além de Ratinho Júnior se colocando como eventual candidato pelo PSD. Esses movimentos reforçam a leitura de que Flávio Bolsonaro não conta, neste momento, com o apoio do Centrão. Quando partidos e lideranças do campo da direita passam a apresentar alternativas, como Zema, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado, entre outros, fica evidente também uma pressão indireta para que Flávio reavalie sua permanência na disputa. Trata-se de uma candidatura que, além da rejeição elevada, carece do suporte da máquina política necessária para se tornar efetivamente competitiva. Ainda há um horizonte longo até as eleições, e os movimentos recentes parecem menos definitivos e mais táticos, na direção de um rearranjo que deve ganhar maior clareza a partir de abril. Por ora, a indefinição segue elevada, mas as fragilidades da candidatura de Flávio Bolsonaro e sua falta de apoio consistente do Centrão tornam-se cada vez mais explícitas. Nesse contexto, Tarcísio de Freitas tem se mantido relativamente afastado dessa dinâmica, sem se desvincular completamente de uma eventual candidatura. Essa postura pode ser interpretada como uma estratégia para evitar exposição precoce e ataques antecipados, preservando capital político. Em síntese, o cenário atual reflete uma série de movimentos calculados por todos os agentes l, inclusive pelo próprio Flávio Bolsonaro, cuja candidatura pode funcionar mais como instrumento de barganha política, elevando o custo e o valor de uma eventual retirada do que, necessariamente, como uma aposta eleitoral final.

BDM Matinal Riscala

*IBC-Br testa corte mais tardio da Selic*

16 de janeiro de 2026

Por Rosa Riscala e Mariana


… O mercado gostou de ver que o BC não se dobrou às pressões e anunciou a liquidação extrajudicial da Reag, envolvida nas investigações do banco Master, numa prova de que continua fazendo o que tem que fazer, atuando de forma técnica. O noticiário sobre o caso segue intenso e cheio de ruídos, envolvendo decisões e recuos do TCU e do STF. Apesar do desconforto, o investidor segue reagindo ao cenário dos negócios, que melhorou com a trégua de Trump contra o Irã e balanços positivos lá fora. Na agenda, destaque à produção industrial nos Estados Unidos e, aqui, IGP-10, IBC-Br e a visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao presidente Lula, em Brasília.


O IMPULSO DO VAREJO – Após recuar em setembro e outubro, o IBC-Br deve voltar a expandir em novembro, como reflexo do crescimento acima do esperado nas vendas do varejo no período, que subiram 1%, superando de longe a previsão de +0,2%.


… A mediana das estimativas apurada pelo Broadcast indica alta de 0,35% para o Índice de Atividade Econômica do BC, após queda de 0,25% em outubro. As estimativas variam de recuo de 0,10% a alta de 0,80%. O dado será divulgado às 9h.


… Apesar da avaliação de economistas de que essa não é uma tendência, já que as vendas foram estimuladas pela Black Friday, o IBC-Br pode ampliar a expectativa de um adiamento do corte da Selic, que tem março como a aposta unânime na curva dos juros.


… No fechamento desta quinta-feira, janeiro ainda detinha 20% de chance de uma queda de 25 pontos-base no fechamento desta quinta-feira, enquanto para abril as apostas são de 60% de probabilidade para um corte de 50 pontos-base e 40% para 25 pontos-base.


… Pouco antes, o IGP-10 (8h), deve acelerar a 0,23% em janeiro, após alta de 0,04% em dezembro. As projeções, todas positivas, vão de 0,04% e 0,30%. O avanço dos preços industriais deve pressionar o indicador para cima na margem.


… Para o acumulado em 12 meses até janeiro, a estimativa intermediária indica deflação mais intensa, de 1,05%, após recuo de 0,76% até dezembro. As estimativas para esta leitura, todas negativas, variam de 1,24% a 0,98%.


… Também às 8h, a FGV informará a segunda quadrissemana do IPC-S de janeiro, que deve ficar em 0,40%.


… O debate sobre o timing das quedas da Selic certamente será levado por economistas de São Paulo nas reuniões de hoje com diretores do Banco Central, em dois grupos que se reunirão pela manhã. O primeiro às 9h30 e o segundo às 11h.


… Às 10h, Galípolo participa de cerimônia dos 90 anos de criação do salário mínimo, em evento no Rio de Janeiro.


MERCOSUL–UE – A visita de Ursula von der Leyen a Lula ocorre na véspera da assinatura do acordo com a União Europeia, no Paraguai.


… O presidente não vai à cerimônia, neste sábado; será representado pelo chanceler Mauro Vieira, segundo o Itamaraty.


… Também a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, cogita não comparecer à assinatura do acordo, segundo o jornalista Lauro Jardim/Globo, após o despacho de Lula que pressiona a Enel-SP, determinando que a AGU e a CGU apurem responsabilidades por apagões.


… A Enel é a maior companhia italiana com participação estatal. O governo italiano teria mudado de humor após a decisão de Lula.


CASO MASTER-REAG – A liquidação extrajudicial da CBSF DTVM, ex-Reag, pelo Banco Central nesta quinta-feira marca mais um capítulo do caso Master e foi lida na Faria Lima como um sinal de força institucional do BC, apesar das pressões políticas e judiciais recentes.


… A medida ocorre após a gestora Reag, que já esteve entre as maiores do País, iniciar um processo de encolhimento depois de virar alvo da PF na Operação Carbono Oculto e, mais recentemente, da Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master.


… A CBSF afirmou não ter mais vínculo com a Reag após reorganização societária e venda de ativos, enquanto a Planner disse que a DTVM liquidada ficou fora do escopo da aquisição da companhia aberta.


… No plano político e judicial, o caso ganhou novos desdobramentos.


… O ministro Dias Toffoli (STF) recuou novamente e autorizou a PF a periciar o material apreendido na operação, enquanto o Senado criou um grupo de trabalho na CAE para acompanhar as apurações, em meio a críticas à atuação do TCU e temores de insegurança jurídica.


ADVANCED – Em outra decisão, ontem, o Banco Central decretou a liquidação da corretora de câmbio Advanced.


… Segundo o BC, a medida foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da corretora e “por graves violações às normas” que regulam as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.


… A corretora Advanced é uma das maiores do Brasil, mas estava com patrimônio negativo.


… Segundo dados do BC, no ano passado, a Advanced ficou atrás apenas da Wise e movimentou um total de US$ 3,573 bilhões, considerando mercado primário e interbancário.


… O grupo foi fundado em 1999 por Francisco Eduardo de Oliveira Castro e Ricardo Augusto Cardoso, que posteriormente adquiriram a licença da antiga corretora Action.


… A princípio, não se sabe de nenhuma ligação dela com Banco Master ou Reag, que têm sido alvo de ações dos reguladores.


NO EIXO DA REUNIÃO – Em sua estreia como novo titular à frente do Ministério da Justiça, Wellington Cesar Lima e Silva, admitiu que o caso do Banco Master foi “eixo” de uma mega reunião do presidente Lula com ministros, Judiciário e Ministério Público.


… Mais tarde, Lima e Silva esclareceu que o foco da reunião foi o crime organizado, mas admitiu como “óbvia” a alusão a casos como Master.


… Segundo apurou o Valor, dentre os participantes estavam o ministro Fernando Haddad; Gabriel Galípolo (BC), Alexandre de Moraes (STF), o procurador-geral República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.


… O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima e Silva, foi o escolhido para repassar o que foi debatido na reunião e ressaltou que “Banco Master foi tratado como eixo na reunião”.


MAIS AGENDA – A produção industrial americana será divulgada às 11h15 e deve desacelerar para 0,1% em dezembro, contra 0,2% em novembro, enquanto o mercado mantém a aposta principal de corte do juro na reunião de junho.


… Ainda na agenda dos indicadores, saem o índice NAHB de confiança das construtoras em janeiro, ao meio-dia, além dos dados da Baker Hughes sobre os poços e plataformas em operação nos Estados Unidos, às 15h.


… Mais dois dirigentes do Fed falam hoje: Michelle Bowman (13h) e Philip Jefferson (17h30).


… Em Pequim, Xi Jinping recebe o premiê canadense, Mark Carney. Ontem, a China e o Canadá assinaram memorandos de entendimento e destacaram a cooperação energética como eixo central à retomada do diálogo.


… O calendário atualizado ontem dos dados americanos aponta que a segunda estimativa do PIB do quarto trimestre e o PCE de janeiro sairão em 13 de março. Já o PIB final do período e o PCE de fevereiro ficaram para 9 de abril.


PETRÓLEO VOLTA A SUBIR – Os preços zeraram as fortes perdas de mais de 4% no pregão eletrônico, com a informação da Fox News de que pelo menos um porta-avião americano segue em direção ao Oriente Médio.


… Fontes disseram à emissora que ativos militares dos Estados Unidos de ar, terra e mar devem ser levados para a região nos próximos dias e semanas para fornecer ao presidente Trump opções caso ele decida realizar ataques contra o Irã.


… Os movimentos fazem parte do que os oficiais descreveram como um processo de “preparação da força”.


… Ainda segundo as fontes, se o presidente decidir realizar uma ação militar, “será diferente e mais ofensiva” que os ataques do ano passado.


… Mais cedo, o The New York Times informou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao presidente Trump que adiasse um ataque militar contra o Irã. Os dois líderes conversaram por telefone na última quarta-feira.


… Ainda ontem, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump segue monitorando “de perto” a situação e mantém “todas as opções sobre a mesa”, diante da repressão do regime dos aiatolás aos manifestantes.


A AMBIÇÃO DA BOLSA – Para um dia de tombo de 4% do petróleo e de percepção de que o corte da Selic pode ficar para mais tarde, foi surpreendente o Ibovespa ter desafiado as forças negativas e partido para novas conquistas.


… Com jeito de estar em mais uma onda de recordes, tocou os 166 mil pontos pela primeira vez na história.


… O mais novo pico intraday de todos os tempos agora é de 166.069,84 pontos, com fechamento histórico nos 165.568,32 pontos, em leve alta de 0,26%, com giro de R$ 27,8 bilhões. Hoje, é dia de exercício de opções.


… Analistas no Valor disseram que o movimento mais positivo ontem pode ter sido impulsionado por investidores locais, que estavam pouco alocados em bolsa e que se animaram com a alta recente do mercado acionário local.


… Foi favorável para a bolsa os papéis da Petrobras terem conseguido se afastar das mínimas registradas mais cedo com a forte correção do petróleo, desencadeada pelo recuo de Trump em sua retórica militar contra o Irã.


… Quebrando uma sequência de cinco altas, após ter atingido na véspera o maior nível desde outubro, o Brent afundou 4,15%, para US$ 63,76, sem o prêmio de risco geopolítico e voltando a focar no excesso de oferta global.


… Petrobras conseguiu amortecer boa parte do choque negativo do petróleo: ON, -1,02% (R$ 33,89); e PN, -0,63% (R$ 31,79). Ainda Vale conseguiu resistir bem à perda de 1% do minério e terminou no zero a zero (-0,09%; R$ 78,85).


… Entre os bancos, a contribuição positiva à bolsa veio de Bradesco PN (+2,05%; R$ 18,90) e Itaú (+0,86%; R$ 39,94), enquanto Santander unit (-2,47%; R$ 33,14) e BB ON (-0,19%; R$ 21,46) deram o contraponto negativo.


… A bolsa não se deixou abalar ontem pelo debate no mercado de que, diante da atividade econômica ainda fortalecida, o Copom possa eventualmente adiar o início do ciclo de corte da Selic para o início do segundo trimestre.


… No fechamento, o contrato do DI para Janeiro de 2027 marcava 13,755% (de 13,735% no ajuste anterior); Jan/29 subia a 13,090% (contra 13,043% na véspera); Jan/31, a 13,390% (de 13,338%); e Jan/33, 13,570% (de 13,512%).


… Em carta mensal antecipada ao Broadcast, a Monte Bravo elevou a projeção para a taxa terminal do juro este ano de 11,00% para 12,25%, diante do temor de deterioração do quadro fiscal, especialmente em ano eleitoral.


… A corretora também passou a projetar que o IPCA estoure a meta este ano e feche em 4,8% (contra 4,5% na estimativa anterior). Apesar da dinâmica “mais benigna” da inflação, o real depreciado deve pressionar os preços.


O RANGE DO CÂMBIO – Na Bloomberg, o estrategista com maior acerto em câmbio na América Latina, Erwin He (do Standard Chartered), prevê que o dólar cairá para R$ 5,20 no segundo trimestre, mas subirá a R$ 5,60 no fim do ano.


… Até aqui, a moeda norte-americana continua respeitando o patamar de R$ 5,40, com o carry trade bastante atraente segurando a onda. O dólar à vista fechou em baixa de 0,61% nesta quinta-feira, negociado a R$ 5,3681.


… Ainda ontem, o alívio nas tensões de Trump com o Irã contribuiu para desarmar pressão no câmbio, que operou descolado do exterior, onde o DXY (termômetro do dólar contra outras moedas fortes) subiu 0,19%, a 99,324 pontos.


… O euro caiu 0,26%, a US$ 1,1614, a libra recuou 0,42%, a US$ 1,3384, e o iene perdeu terreno para 158,63/US$.


… Segundo a BBG, autoridades do BoJ têm dado atenção crescente ao potencial impacto da moeda japonesa fraca sobre a inflação e isso pode repercutir até mesmo na provável decisão de manutenção das taxas na próxima semana.


… Nos Estados Unidos, dois Fed boys optaram por mensagens conservadoras sobre a política monetária.


… Jeff Schmid avaliou que as pressões inflacionárias ainda estão evidentes e que é necessário manter o juro em patamar moderadamente restritivo. Na sua opinião, não há espaço para o Fed “ser complacente”.


… Michael Barr também reconheceu estar preocupado com inflação ainda em 3%. “Precisamos apoiar o mercado de trabalho, mas também retornar a inflação a 2%. É preciso cautela com a política monetária para equilibrar os riscos.”


… Já Anna Paulson reiterou que, no futuro, pode apoiar um corte moderado nos juros ainda este ano, já que considera os riscos de fragilidade para o mercado de trabalho “um pouco maiores” do que os da inflação.


… Ela se disse impressionada com a liderança de Powell, um “herói popular improvável” no episódio contra Trump.


… Já entre os principais candidatos ao comando do novo Fed, o Conselheiro Econômico Nacional norte-americano, Kevin Hassett, passou pano para o presidente republicano, garantindo que Trump quer um Fed independente.


… Depois de Trump ter dito que não pretende demitir Powell, pelo menos por enquanto, e de também ter baixado o tom contra o Irã, os investidores reduziram as compras defensivas nos Treasuries, sustentando as taxas dos bônus.


… O juro da Note de 2 anos subiu a 3,566% (de 3,520%) e o rendimento de 10 anos avançou a 4,169% (de 4,143%).


… O alívio das tensões geopolíticas e das preocupações com o Fed ajudou a dar impulso às bolsas em Nova York, motivadas ainda pelo rali do Goldman Sachs (+4,63%) e do Morgan Stanley (+5,81%), em temporada de balanços.


… Dow Jones subiu 0,60%, a 49.442,44 pontos; S&P 500, +0,26%, a 6.944,47 pontos; e Nasdaq, +0,25% (23.530,02).


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS encerrou 2025 com produção acima das metas estabelecidas em seu Plano de Negócios 2025-2029, impulsionada pelo avanço do pré-sal e por ganhos de eficiência operacional…


… A produção de óleo alcançou 2,40 milhões de barris por dia (bpd), superando em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024…


… Já a produção total de óleo e gás natural atingiu 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), 2,8 pontos porcentuais acima do teto da meta e também registrando crescimento de 11% na comparação anual…


… A produção comercial de óleo e gás somou 2,62 milhões de boed, superando em 0,9 ponto porcentual o limite superior do guidance.


CVC. O conselho de administração aprovou a sucessão no comando da companhia e elegeu Fabio Mader como novo diretor-presidente, encerrando o ciclo de Fabio Martinelli Godinho à frente da operadora de turismo…


… A transição ocorre em linha com o plano de sucessão da empresa, informou a CVC.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS! 

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...