sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

News 2802

 Coluna do Estadão: Lula impopular: 'tripé da rejeição' explica derretimento da aprovação


A popularidade do governo Lula derrete em todo o País e a reprovação da gestão petista já passa de 60% em pelo menos seis Estados, de acordo com pesquisa Quaest divulgada esta semana. E, por mais que o presidente Lula e seus asseclas tentem apontar culpados ou eventos isolados, fato é que o chefe do Executivo estabeleceu um “tripé de rejeição”, ao longo dos últimos dois anos, até amargar esse resultado. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro. A Coluna ouviu líderes governistas, ministros e ex-ministros, magistrados e presidentes de partidos políticos. Os termos compilam decisões e declarações de Lula.


ERROS NA ECONOMIA. Lula desautorizou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em relação ao ajuste fiscal. Obrigou a idas e vindas em temas como taxa das blusinhas, reoneração da folha de pagamento, atualização da faixa de isenção do Imposto de Renda e portaria do Pix.


APATIA POLÍTICA. Duas frases são repetidas à exaustão entre antigos aliados do petista. “Lula não é mais o mesmo” e “Lula perdeu a paciência para fazer política”. A queixa é que ele não conversa mais com a base, não recebe parlamentares, nem tem diálogo com governadores e prefeitos. Com isso, políticos aliados começam a se distanciar e não fazem esforço nos Estados para melhorar a avaliação de Lula.


DESCONEXÃO. Com o lema “O Brasil voltou”, Lula focou a agenda exterior por dois anos e esqueceu que a preocupação do brasileiro na vida real é com segurança e saúde.


CONTRA-ATAQUE. O PT acionou ontem o Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), como antecipou a Coluna. A sigla acusa o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar, por meio de articulações nos Estados Unidos, constranger o STF e “criar embaraço” às investigações conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes sobre suposta tentativa de golpe.


ARGUMENTO. Os petistas dizem que, desde a posse de Donald Trump, Eduardo esteve três vezes nos EUA para articular com deputados republicanos um projeto de lei para impedir Moraes de entrar naquele país.


EXTENSÃO. Autora do requerimento, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, diz que a ação configura uma tentativa de constranger, além de um integrante, o próprio Supremo Tribunal Federal, que vai julgar as ações penais sobre os atos do 8 de Janeiro.


ESTRATÉGIA. Os líderes do PL no Congresso, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) e o senador Carlos Portinho (RJ), têm feito reuniões para unificar a comunicação da sigla nas duas casas. O objetivo é alinhar o discurso dos parlamentares e adotar uma ação conjunta para aumentar a pressão a favor da anistia aos condenados do 8 de Janeiro.


INTEGRAÇÃO. A ofensiva inicial é para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), paute a anistia, mas os bolsonaristas do Senado também devem acompanhar as discussões de perto.


PRONTO, FALEI!


Angelo Guerra Netto

Sócio-fundador da EXM Partners


“O ciclo de alta da Selic, podendo chegar a 15% no decorrer deste ano, é um catalisador para que empresas já fragilizadas entrem em colapso financeiro.”


CLICK


Geraldo Alckmin

Vice-presidente da República


Com o presidente Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em evento de lançamento do edital para a construção do túnel Santos-Guarujá.


(Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto e Iander Porcella)


Broadcast+

BDM Matinal Riscala 2802

 *Rosa Riscala: Feriado do carnaval pede cautela*


… Na véspera dos feriados, os investidores devem optar pela cautela, porque NY não para, nem Trump, que confirmou ontem as tarifas de 25% sobre o México e o Canadá a partir do dia 4 de março, em plena 3ªF de Carnaval no Brasil. Além disso, ele dobrou a tarifa para os produtos importados da China (“serão 10% + 10%”), em represália à falta de proposta do país para conter a oferta de fentanil, que entram em vigor na mesma data. É provável que Pequim responda com retaliação. Também os líderes europeus, ameaçados pelas tarifas recíprocas, previstas para o dia 2 de abril, prometem retaliar. Ainda lá fora, destaque para a visita de Zelensky a Washington hoje e, entre os indicadores, para o PCE de janeiro, medida preferida do Fed para a inflação, e o PMI/Chicago de atividade. Aqui, a agenda é vazia.


… Os dados nos Estados Unidos são importantes e podem ajustar as expectativas para os juros, em meio aos números fracos da economia que vêm assustando, enquanto a inflação dá sinais de resiliência. O PCE é o primeiro a sair, às 10h30.


… A previsão para o índice cheio de preços de gastos com consumo é de 0,3%, mesma variação de dezembro. Já para o núcleo, o PCE pode subir para 0,3% na margem, após registrar 0,2% em dezembro, com variação anualizada de 2,8%.


… Na sequência, o ISM/Chicago (11h45) tem estimativa de alta para 41,0 em fevereiro, de 39,5 em janeiro.


… Se a inflação não surpreender, é possível que sejam reforçadas as apostas em retomada dos cortes do juro americano ainda neste ano.


… Nesta 5ªF, a segunda leitura do PIB/4Tri (+2,3%) e o PCE do período vieram em linha com as expectativas, mas o aumento do consumo pessoal acima do esperado e o deflator do núcleo alto do PCE não dão muita margem para novas quedas, segundo a TD Securities.


… Os investidores também consideram o impacto das tarifas comerciais, que ainda são uma grande incerteza.


… Após as declarações de Trump, o ministro do Comércio Exterior da França, Laurent Saint-Martin, disse que a UE retaliará com “rapidez e firmeza”. Também o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, prometeu uma resposta “extremamente forte e imediata”.


… “Trump causou mais uma tempestade proclamando que as tarifas sobre o Canadá e o México entrarão em vigor, conforme planejado, na próxima semana”, escreveu em nota Matthew Ryan, head de estratégia de mercado da Ebury.


… Para ele, os mercados foram pegos de surpresa (abaixo), porque acreditavam que as tarifas seriam novamente adiadas ou, pelo menos, atenuadas, usadas como moeda de troca do governo Trump para conseguir concessões de parceiros comerciais.


ZELENSKY – Na véspera da visita do líder ucraniano a Trump, diplomatas americanos e russos se reuniram em Istambul para discutir a normalização das relações de suas respectivas embaixadas, depois de anos expulsando os diplomatas uns dos outros.


… O Kremlin disse que as conversas seguiram um entendimento alcançado em telefonema do presidente dos EUA com Vladimir Putin.


… Em evento nesta 5ªF, Putin elogiou o “pragmatismo e a visão realista” do governo Trump, em comparação com o que ele descreveu como “estereótipos e clichês ideológicos messiânicos” de seus antecessores.


… Trump não deixa dúvidas de que lado está nesta guerra.


… Em entrevista ao lado do premiê do Reino Unido, Keir Starmer, o presidente americano disse que respeita os ucranianos, que eles lutaram bravamente e que ajudará na reconstrução do país. Mas não se desculpou por ter chamado Zelensky de ditador.


… Starmer foi a Whashington pedir a Trump que apoie a Ucrânia, porque “não se pode ficar ao lado do agressor”, mas não parece ter tido muito sucesso. O presidente dos EUA disse que confiava em Putin para não reiniciar a guerra.


… Zelensky está indo a Washington para pôr fim à guerra, porque não tem outra saída.


O TOMBO –Após divulgar um prejuízo de R$ 17 bilhões no 4Tri, em comparação com um lucro de R$ 31 bilhões no mesmo período de 23, a Petrobras perdeu R$ 24,7 bilhões em valor de mercado no pregão desta 5ªF.


… As ações da companhia, que chegaram a registrar uma perda de 9%, ainda fecharam o dia em quedas fortes (abaixo).


… Além do fraco desempenho trimestral, pesou o anúncio de um valor de dividendos aquém do esperado, de R$ 9,1 bilhões, a R$ 0,70 por ação – o mercado projetava pelo menos R$ 17 bilhões.


… A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, justificou o resultado em teleconferência com investidores, afirmando que o prejuízo do fim do ano passado decorreu de investimentos maiores da companhia e da forte valorização do dólar no ano passado.


… A chefe da estatal, que assumiu o cargo em junho de 2024, classificou o resultado ruim como um revés “puramente contábil”.


… Sobre investimentos, afirmou que os recursos destinados ao aumento da produção no campo de Búzios, no Rio, vão antecipar o retorno financeiro, que ela chamou de “óleo no bolso”.


… “Entendemos a frustração do mercado com os dividendos de curto prazo. Mas afirmamos que antecipar investimentos em Búzios é tudo que qualquer investidor poderia querer. O que estamos oferecendo para vocês (investidores) é óleo no bolso mais rapidamente.”


… Quanto ao câmbio, Magda disse que “se o câmbio ficar entre R$ 5,70 e R$ 5,80 trará, de graça, um resultado positivo de US$ 2 bilhões (R$ 11,6 bilhões) no resultado do primeiro trimestre de 2025”.


… Questionada por jornalistas sobre a informação veiculada pelo jornal O Globo de que técnicos do Ibama sugeriram negar autorização para a Petrobras explorar a Margem Equatorial, Magda disse que “nem o Ibama sabe” sobre o parecer.


LULA IMPOPULAR – O novo recorte da pesquisa Quaest, mostrando que a reprovação do governo já passa de 60% em pelo menos seis Estados aumentou as preocupações com a impopularidade do presidente no Planalto.


… Na Coluna do Estadão, três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.


… Sobre os erros na economia, Lula desautorizou o ministro Fernando Haddad em relação ao ajuste fiscal, em temas como a taxa das blusinhas, reoneração da folha de pagamento, atualização da faixa de isenção do Imposto de Renda e portaria do Pix.


… Já a apatia política é do próprio presidente, confirmada por duas frases repetidas à exaustão entre antigos aliados: “Lula não é mais o mesmo” e “Lula perdeu a paciência para fazer política”, não conversa mais com parlamentares, governadores e prefeitos.


CRISE DOS ALIMENTOS – O governo cogita reduzir o imposto de importação de produtos agropecuários (milho, trigo, óleo de soja e etanol) para frear a alta dos preços e recuperar o capital político do presidente Lula.


… O martelo ainda não foi batido, porém, porque há alas que não acreditam em um efeito prático da iniciativa, enquanto outras correntes em Brasília defendem que o Planalto tem que dar um sinal de que está se mexendo.


… A redução imediata dos preços foi discutida ontem entre os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e o secretário Bruno Moretti (Casa Civil).


… Também esteve presente o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto.


MAIS AGENDA – O dia amanhece com os dados de vendas no varejo na Alemanha e o PIB/4Tri na Turquia, França e Portugal.


… Ainda na Alemanha, sai a preliminar do CPI de fevereiro (10h), com expectativa de alta de 0,4%, após deflação de -0,2% em janeiro.


… Na China, no final da noite (22h30), saem os índices PMI industrial e de serviços de fevereiro.


… Único balanço previsto para hoje é de Casino (França), antes da abertura dos mercados.


CAUTELA EM DOSE DUPLA – A onda de ameaças protecionistas de Trump, combinada aos rumores de medidas heterodoxas do governo Lula para segurar a inflação de alimentos, não deixou o investidor relaxar a guarda.


… Não houve pânico, nem nada, mas o mercado doméstico está esperto com o horizonte de incertezas.


… Embora não tenha ido tão mal quanto no pregão anterior, quando perdeu para todas as moedas, o dólar encostou em R$ 5,83, o DI passou a especular com Selic maior e o Ibov falhou em recobrar os 125 mil pontos.


… Com todo o jeito de que acabou a lua de mel no câmbio, que vinha tão comportado recentemente, a moeda americana subiu 1,71% nos dois últimos dias e vai terminando fevereiro com queda acumulada de só 0,14%.


… Hoje tem ptax. Ontem, o dólar subiu 0,43%, cotado a R$ 5,8287. Lá fora, índice DXY (termômetro da força da moeda americana contra as principais rivais) escalou 0,78%, rompendo a linha dos 107,000 pontos (107,244).


… No fundo, os mercados ainda tinham esperanças de que Trump pudesse estar blefando, em alguma medida, sobre a intenção de aplicar tarifas e de que tudo pudesse fazer parte de uma tática de negociação do presidente.


… Mas foram pegos de surpresa pela percepção de que podem ser para valer os 25% sobre o Canadá e México a partir de 3ªF e, pior, de que Washington vai aplicar os 10% + 10% sobre a China, na guerra comercial declarada.


… Foram mal o peso mexicano (20,503/US$), o dólar canadense (1,4447/US$), o euro (-0,80%, a US$ 1,0405), com a UE ameaçada de tarifas recíprocas no domingo, a libra (-0,56%, a US$ 1,2611) e até o iene (149,76/US$).


… A pressão global do dólar foi só um dos fatores a despertar na curva do DI a volta da precificação entre os traders de que a taxa Selic possa bater mais do que 15,00% no final do ciclo de aperto monetário: 15,25%.


… No day after do Caged forte, a Pnad confirmou um mercado de trabalho aquecido, apesar do juro restritivo. A taxa de desemprego ficou em 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, pouco abaixo da mediana (6,6%).


… A mão de obra apertada no Brasil é consistente com as preocupações de que a inflação siga elevada.


… Também o IGP-M de fevereiro (+1,06%) levemente acima do esperado (+1,01%) levantou a lebre da inflação, acentuada pelo risco de que o populismo fiscal do governo cresça na mesma medida da impopularidade de Lula.


… Nos bastidores, as propostas de controle das exportações de produtos do agro e redução de impostos de importação para aliviar a inflação de alimentos também foram vistas com desconfiança pelo mercado.


… Além disso, a piora do clima no exterior ajudou a trazer volatilidade aos juros futuros. Na ponta longa, os prêmios de risco só não subiram tanto, porque o Tesouro evitou colocou super lotes nos leilões de prefixados.


… No fechamento, o DI Jan/26 avançou para 14,810% (de 14,760% no pregão anterior); Jan/27, a 14,825% (de 14,795%); Jan/29, a 14,810% (de 14,690%); Jan/31, a 14,920% (de 14,900%); e Jan/33, a 14,910% (de 14,880%).


… As taxas dos Treasuries tomaram rumos diferentes, em dia de dados mistos nos EUA. O retorno da Note-2 anos caiu pelo sétimo dia seguido, a 4,060% (de 4,073%). Já o yield de 10 anos subiu a 4,272%, de 4,259%.


… Sem conseguir segurar os ganhos da abertura, as bolsas em NY foram piorando à tarde, no movimento catalisado pela renovada retórica protecionista de Trump e pelo tombo da Nvidia (-8,48%) depois do balanço.


… Na afundada de 2,78%, o Nasdaq fechou a 18.544,42 pontos. O S&P 500 (-1,59%, a 5.861,57 pontos) também não escondeu o estresse, enquanto o Dow Jones teve queda mais moderada (-0,45%, aos 43.239,50 pontos).


… Apesar da espiral de queda da Petrobras (ON, -5,56%, a R$ 39,24; PN, -3,53%, a R$ 36,61), depois do prejuízo do 4Tri e sem pagamento de dividendos extraordinários, o Ibovespa deu uma demonstração de resistência.


… Fechou estável (+0,02%), aos 124.798,96 pontos, com volume financeiro de R$ 28,7 bilhões, driblando também as quedas da Vale (ON, -0,74%, a R$ 56,30) com o minério de ferro (-0,80%) e do setor financeiro.


… Santander unit registrou -1,02% (R$ 26,27); Bradesco ON perdeu 0,66% (R$ 10,58); Bradesco PN, -0,61% (R$ 11,47); Banco do Brasil ON, -0,39% (R$ 27,96); e Itaú, -0,09% (R$ 32,74, fechando na mínima do dia).


… Quem salvou a bolsa foi Embraer (+12,12%; R$ 68,90), com apoio do lucro ajustado de R$ 1,093 bilhão no 4Tri/24, mais do que o triplo do que um ano antes. Marfrig saltou 8,90% (R$ 15,17) e IRB, +7,80% (R$ 48,40).


… O petróleo subiu com a batalha tarifária contra o México e Canadá, dois dos grandes fornecedores da commodity aos EUA, e reagiu à decisão de Trump de revogar a licença da Chevron para explorar na Venezuela.


… À tarde, o barril acelerou a alta com rumores de que a Opep+ estuda adiar a ampliação da produção do bloco, prevista para ter início em abril, por causa das incertezas sobre os impactos do protecionismo americano. 


… O contrato do Brent com vencimento em maio avançou 2,08%, negociado a US$ 73,57 na Ice londrina.


EM TEMPO… FLEURY teve lucro líquido de R$ 84 milhões no 4TRI24, alta de 3,3% s/ 4TRI23; Ebitda subiu 7,9%, para R$ 405,5 milhões; receita líquida cresceu 7,9%, para R$ 1,8 bi…


… A companhia pagará R$ 254,053 milhões em dividendos, a R$ 0,46 por ação; ex dia 7.


LOCALIZA registrou lucro líquido de R$ 837 milhões no 4Tri/24, alta de 18,7% contra um ano antes; Ebitda subiu 15,5%, para R$ 3,3 bilhões, e receita líquida atingiu R$ 9,8 bilhões, crescimento de 24,6%.


COPEL. O lucro líquido diminuiu 39% no 4Tri/24, para R$ 575,2 milhões, o Ebitda ajustado caiu 12,9%, para R$ 1,3 bilhão, e a receita líquida somou R$ 6,019 bilhões, alta de 8,1%.


RAÍZEN concluiu processo de recompra parcial das notes com vencimento em 2027 e juro anual de 5,3%, tendo sido exercido um total de US$ 154.253.000,00…


… Montante equivale a 45,10% do bond 2027 em circulação, que passou ao valor de US$ 187.753.000,00.


TOTVS informou que se retirou do processo para compra da Linx, controlada pela Stone.

Bankinter Portugal Matinal 2802

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Chegou o reajuste. O REAJUSTE. Ou uma parte do mesmo. O específico que ontem danificou foi o golpe de realidade proporcionado por Trump: a partir de 4 de março, os EUA aplicarão impostos alfandegários de 25% ao Canadá e México, e 10% adicional (até 70%) à China. Coincidiu com a pós-publicação de resultados de Nvidia, empresa que o mercado sempre castiga, independentemente do que publicar, embora a avaliação recupere de seguida depois e além de onde estava antes de publicar. Desta vez, Nvidia caía -3% a meio da sessão americana, o que estava dentro do aceitável. Mas a situação piorou até -8,5% e com o SOX/semis até -6,1% enquanto Trump concretizava a data de aplicação dos impostos alfandegários. Isso prolongou o receio de entrada em recessão económica do Canadá, México, China… e, potencialmente, de seguida sobre a Europa, enquanto define impostos alfandegários sobre ela. Algo que acontecerá a qualquer momento. Isto é, medo geral de uma mudança de ciclo, mesmo umas horas depois de algum conselheiro da Fed aludir a possíveis subidas de taxas de juros, não descidas. A Rússia e os EUA estiveram 6 horas reunidos em Istambul a negociar sobre a sua relação mútua, embora pareça que ainda não sobre Ucrânia, mas isso não só não foi suficiente para melhorar um pouco o mercado, como passou completamente despercebido no medo geral.  


HOJE temos inflação alemã a repetir em +2,3% e Deflator Consumo PCE americano a suavizar-se um pouco (+2,5% vs. +2,6%; Subjacente +2,6% vs. +2,8%). Esses dados poderão permitir que o mercado se estabilize durante as próximas horas, mas sem aspirações. Lateralizar seria bastante depois da situação de ontem, que implica o início de uma fase de reajuste para uma realidade não tão benigna como se veio a descontar. Devemos ter a noção clara de que os excessos do início do ano, nomeadamente na Europa, começaram a corrigir-se e que não se trata de um processo pontual. O bom nesta situação é que as obrigações não iniciaram um processo de pânico, embora as suas yields se tenham reduzido um pouco mais, isso sim. Como é lógico, USD a apreciar-se (1,039), e como não! As criptos em queda livre, porque são o indicador de risco mais sensível. Os investidores nesta classe de ativos ficarão atónitos e perguntarão o que se passa, mas não deveriam, porque também não compreenderam porque investiram na altura em algo cujo valor não pode ser estimado. Nunca se deve investir em algo que não se compreende.


CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: O mercado entrou em fase de reajuste após ter mantido, até agora, uma atitude excessivamente confiante e complacente. Hoje, Europa ca.-1%/-2%, com Nova Iorque provavelmente a lateralizar. Em circunstâncias normais, as previsivelmente inflações suaves (13 h) alemã e (13:30 h) americana (PCE) deveriam animar um pouco as bolsas, mas nestas circunstâncias influenciarão pouco. O mercado fica abalado e a refletir sobre o quão importante é isto e o quanto deverá reajustar-se, portanto será uma sessão para observar e comprovar em que níveis ocorre a aterragem. Mas trata-se de um reajuste, não de uma mudança repentina de ciclo.


S&P500 -1,6% Nq-100 -2,8% SOX -6,1% ES-50 -1% IBEX -0,5% VIX 21,1 Bund 2,41% T-Note 4,23% Spread 2A-10A USA=+20pb B10A: ESP 3,08% PT 2,92% FRA 3,14% ITA 3,48% Euribor 12m 2,409% (fut.2,107%) USD 1,0388 JPY 155,9 Ouro 2.863$ Brent 73,6$ WTI 69,9$ Bitcoin -7,6% (79.813$) Ether -9,8% (2.125$).


FIM

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

BDM Matinal Riscala 2702

 Bom dia mercado.


Quinta-feira. 27 de Fevereiro de 2025.


ADR de Petrobras afunda após balanço.


… Em meio às novas ameaças tarifárias de Trump, desta vez sobre as importações da União Europeia, investidores em NY acompanham os dados de auxílio-desemprego e a revisão do PIB/4Tri, que traz o PCE do período, enquanto Fed boys devem continuar repetindo a mensagem de cautela para os juros. Em Wall Street, apesar de o balanço da Nvidia ter superado as previsões de lucro, a ação caiu no after hours, mas bem pior foi o tombo de 7% da ADR de Petrobras, que reportou prejuízo, e não lucro como o esperado, e informou que não pagará proventos extraordinários. A agenda aqui tem como destaques hoje o IGP-M de fevereiro, os resultados fiscais do Governo Central e a Pnad Contínua, após o Caged surpreender com forte criação de empregos e dar o alerta de pressão inflacionária.


… As 137 mil vagas com carteira assinada abertas em janeiro vieram quase no triplo do que o mercado projetava (50,5 mil) e mudaram as expectativas para os juros. Os contratos curtos de DI voltaram a adicionar prêmio, precificando uma Selic mais elevada.


… O mercado de trabalho forte significa maior consumo sobre uma estrutura produtiva que já trabalha sem ociosidade e, portanto, risco de inflação, o que pode exigir um esforço maior da política monetária do Banco Central.


… Também os trechos intermediário e longo subiram nesta 4ªF, ainda refletindo as investidas populistas do presidente Lula, que ampliam os gastos e os riscos para as contas públicas, no esforço para a recuperação de sua popularidade (leia abaixo).


… No Valor, com o governo em posição de fragilidade, neste momento em que Lula vê a aprovação despencar até mesmo entre seus eleitores, o Centrão cogita um desembarque em massa, se o presidente não se recuperar rapidamente desse revés.


… Pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem confirmou as anteriores, revelando que a reprovação de Lula disparou na Bahia (18pp, de 33% para 51%) e em Pernambuco (17pp, de 33% para 50%), Estados que historicamente são base eleitoral do petista.


… O levantamento tratou a ainda do cenário eleitoral para 2026. Segundo a Quaest, o presidente Lula seria derrotado por adversários da direita em pelo menos cinco dos oito Estados onde a população foi ouvida.


… Em meio à crise política, Dino (STF) homologou acordo com o Congresso para dar mais transparência ao uso das emendas, liberando o pagamento, ressalvadas algumas exceções (ONGs e entidades do terceiro setor).


AGENDA – Para a Pnad Contínua, que será divulgada às 9h, a mediana do Broadcast aponta para o avanço da taxa de desemprego de 6,2% para 6,6% no trimestre móvel encerrado em janeiro, após o fechamento de vagas temporárias no fim do ano passado.


… Ainda entre os indicadores, o IGP-M de fevereiro (8h) pode acelerar 1,01% na mediana das previsões, após 0,27% em janeiro, com a alta dos preços industriais no atacado. No acumulado em 12 meses, o índice registraria um salto de 6,75% para 8,39% na margem.


… Às 8h30, o BC divulga os dados do setor externo de janeiro, que podem mostrar déficit da conta corrente de US$ 8,5 bilhões, mais que o dobro do saldo negativo registrado em janeiro/2024, de US$ 4,0 bilhões.


… Esse resultado é atribuído pelos economistas do mercado à expectativa de um superávit mais moderado da balança comercial. Já para o Investimento Direto no País (IDP), a mediana indica entrada líquida de US$ 6,06 bilhão em janeiro, de US$ 2,7 bilhões em dezembro.


… No início da tarde (14h30), o Tesouro pode divulgar bons números para o Governo Central em janeiro, com a previsão de um superávit de R$ 87,35 bilhões, após o saldo positivo de R$ 24,026 bilhões em dezembro, com melhora nas receitas e nas despesas.


… Às 15h, tem reunião do CMN. Mais cedo (10h), Haddad participa de reunião do conselho de Itaipu.


… O calendário de balanços também agita o dia cheio nos mercados domésticos. Embraer divulga resultado antes da abertura, e Fleury e Localiza, após o fechamento. Mas a atenção está para a repercussão dos vários balanços de ontem à noite (Em tempo…).


PETROBRAS – A queda de 7,12% do ADR de Petrobras no after hours em NY contrata um ajuste forte para a ação na abertura da B3.


… Com prejuízo de US$ 2,780 bilhões (R$ 17 bilhões) no 4Tri, a companhia contrariou a média das estimativas de oito instituições ouvidas pelo Broadcast (Citi, UBS BB, Itaú BBA, BTG Pactual, Scotiabank, Safra, XP, Santander), que apontava para lucro de US$ 2,8 bilhões.


… O Ebitda (US$ 7,16 bilhões) ficou 31,8% abaixo do esperado e só a receita (US$ 20,8 bilhões) veio em linha com as estimativas.


… O prejuízo de R$ 17 bilhões no 4Tri reverteu o lucro de R$ 31 bilhões registrado no mesmo período de 2023 e, no ano, o lucro líquido da Petrobras caiu para R$ 36,6 bilhões. O resultado é 70,6% menor do que em 2023, quando os ganhos foram de R$ 124,6 bilhões.


… Sobre a queda no lucro em 2024, a empresa disse ter sido decorrente do efeito contábil da variação cambial nas dívidas com as suas subsidiárias no exterior. Sem isso, ainda de acordo com a Petrobras, o lucro líquido teria sido de R$ 103 bilhões no ano passado.


… A companhia também apontou como fatores negativos a redução de 2% no barril de petróleo e a queda de 39% nas margens do diesel.


… O conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 9,1 bilhões em novos dividendos, relativos ao resultado do 4Tri, equivalente a uma remuneração de R$ 0,70954522/ON e PN. Mas não haverá pagamento de dividendos extraordinários para o período.


NVIDIA – A gigante de semicondutores teve desempenho positivo no 4Tri, com lucro, receita e projeções acima das expectativas. Mas o ADR caiu 1,49% no after hours, com investidores exigentes cobrando estimativas ainda mais fortes.


… Além disso, pesam as incertezas sobre as exportações de chips no governo Trump.


… A Nvidia teve lucro líquido de US$ 22,09 bilhões, uma alta de 80% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro diluído por ação foi de US$ 0,89, acima da previsão de analistas, de US$ 0,81.


… A receita de US$ 39,33 bilhões no período também superou a expectativa, de US$ 38,10 bilhões. A perspectiva da Nvidia para o 1Tri do ano fiscal/26 é de receita de US$ 43,0 bilhões, acima dos US$ 42,06 bilhões previstos.


MAIS AGENDA – Assustados com os recentes indicadores fracos da economia, a segunda leitura do PIB/4Tri nos Estados Unidos (10h30) pode causar, se for revisada abaixo da preliminar, que apontou a expansão de 2,3%. No 3Tri/2024, o PIB cresceu 3,1%.


… No mesmo horário, saem os pedidos de auxílio-desemprego, com previsão de que tenham crescido 220 mil na semana até 22/2, e as encomendas de bens duráveis em janeiro, que podem mostrar alta de 2%, após recuo de 2,2% em dezembro.


… Às 12h, é a vez das vendas pendentes de imóveis, com previsão de queda de 1,1% (em dezembro, o tombo foi de 5%).


… Quatro dirigentes do Fed falam hoje: Michael Barr (12h), Michelle Bowman (13h45), Beth Hammack (15h15) e Patrick Harker (17h15).


… Na zona do euro, destaque para a ata da última reunião de política monetária do BCE (9h30).


TENSÃO ESCALA – Uma reunião planejada entre a chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi abruptamente cancelada nesta 4ªF, após as ameaças de Trump de anunciar 25% de tarifas.


… A Comissão Europeia disse à Reuters que “a UE reagirá com firmeza e imediatamente contra barreiras injustificadas ao comércio livre e justo. A UE é o maior mercado livre do mundo. E tem sido uma bênção para os EUA”.


FECHOU O TEMPO – Com chumbo de todos os lados (Caged, populismo do governo e novas ameaças de Trump), o dólar voltou à faixa de R$ 5,80, a curva do DI abriu mais de 30 pontos-base e o Ibovespa entregou os 125 mil pontos. 


… Até mesmo a confirmação pela Genial/Quaest de queda na popularidade de Lula em redutos eleitorais historicamente fieis ao presidente foi lida pelo viés fiscal, de “oba-oba” nos gastos para recuperar votos.


… Neste contexto de política mais expansionista, não caíram nada bem os comentários agressivos do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, sobre a “imbecilidade” de o BC inibir o crescimento da economia para controlar a inflação, diante do emprego forte.


… Criticando o ciclo de aperto, ele espera que o Copom não cumpra nem a alta da Selic contratada para março.


… Os contratos futuros dos juros dispararam com o Caged forte e todos os outros focos de risco do dia e ainda se prepararam para o leilão de prefixados do Tesouro hoje (11h), depois da operação histórica da semana passada em quantidade de títulos e volume. 


… O DI para Jan/26 acelerou para 14,760% (de 14,585% no pregão anterior); Jan/27, a 14,795% (14,475%); Jan/29, 14,815% (14,410%); Jan/31, 14,900%, na máxima do dia (de 14,540%); e Jan/33, a 14,880% (de 14,550%).


… As taxas também sentiram o avanço do dólar, em meio ao menor apetite por risco aqui e no exterior, devido às novas ameaças protecionistas de Trump, dessa vez com foco na Europa (25% especialmente sobre automóveis).


… Na defensiva, o real foi pior do que todas as moedas globais, projetando o dólar em alta firme de 0,86%, cotado a R$ 5,8035, diante do aumento da percepção de risco inflacionário e fiscal no Brasil e o protecionismo nos EUA.


… Com a UE na mira de Trump, o euro caiu 0,25%, para US$ 1,0490. A libra fechou praticamente estável (+0,08%, a US$ 1,2679) e o iene (148,98/US$) continuou sua escalada. O índice DXY subiu 0,10%, para 106,416 pontos.


… A retórica tarifária e o medo de que a agenda de indicadores confirme o esfriamento da economia americana renovaram a corrida pela proteção nos Treasuries e derrubaram os juros pelo sexto pregão consecutivo.


… A taxa da Note de 2 anos recuou para 4,074%, contra 4,096% na véspera, e de 10 anos caiu a 4,251%, de 4,289%.


… Mantendo Trump no radar, o Dow Jones caiu 0,43% (43,434,29 pontos) e o S&P 500 ficou estável (+0,01%; 5.956,12 pontos). O Nasdaq (+0,26%; 19.075,26 pontos) subiu com a Nvidia (+3,67%) antes do balanço.


… Dominado pela aversão ao risco com a perda de força das bolsas em NY e a suspeita de que a atividade doméstica continua bem aquecida e pode exigir mais do Copom, o Ibovespa acentuou as perdas para quase 1% no fechamento.


… Fechou em baixa de 0,96%, aos 124.768,71 pontos, com giro de R$ 22,1 bilhões. Vale abandonou o campo positivo e virou à tarde para fechar na mínima do dia, cotada a R$ 56,72 (-0,61%), em linha com o minério de ferro (-0,98%).


… Horas antes de reportar seus resultados, Petrobras operou com timidez: ON, -0,17%, a R$ 41,55; e PN, estável, a R$ 37,95. Lá fora, o petróleo Brent para maio recuou 0,59%, a US$ 72,07, de olho nos acordos de paz na Ucrânia.


… Entre os bancos, Bradesco interrompeu a reação da véspera e caiu 1,95% (PN, a R$ 11,54) e 1,21% (ON, a R$ 10,65. BB recuou 0,57%, a R$ 28,07, e Itaú perdeu 0,24%, a R$ 32,77. Só Santander terminou no azul (+0,19%; R$ 26,54).


EM TEMPO… BRF registrou lucro líquido de R$ 868 milhões no 4Tri/24, alta de 15% contra um ano antes. A receita líquida somou R$ 17,5 bilhões, crescimento de 21,6%, e o Ebitda ajustado chegou a R$ 2,803 bilhões (+47,2%)…


… A companhia aprovou adicional de até 15 milhões de ações ON ao programa de recompra.


MARFRIG registrou lucro de R$ 2,57 bi no 4Tri24, salto de 2.172% ante 4Tri23. Ebitda somou R$ 3,7 bi (+37,1% na comparação anual). O conselho aprovou novo programa de recompra de até 10% das ações em circulação.


C&A registrou lucro líquido de R$ 254,9 milhões no 4Tri24, alta de 59,8% s/ 4Tri23. O Ebitda ajustado subiu 12,7%, para R$ 593,4 milhões, e a receita líquida cresceu 11,3%, para R$ 2,5 bilhões.


QUALICORP reverteu prejuízo e registrou lucro líquido ajustado de R$ 17,9 milhões no 4Tri/24. Ebitda ajustado caiu 18,3%, para R$ 138,6 milhões, e receita líquida somou R$ 384,4 milhões, recuo anual de 7,2%.


ODONTOPREV registrou lucro líquido de R$ 114 milhões no 4Tri/24, queda de 9,7% na comparação anual. O Ebitda ajustado somou R$ 151,4 milhões, queda de 12,6% ante mesmo período de 2023.


COSAN registrou balanço não auditado com prejuízo líquido de R$ 9,297 bilhões no 4Tri/24, revertendo lucro de US$ 2,362 bilhões no 4Tri/23.


ULTRAPAR registrou lucro líquido de R$ 881 milhões no 4Tri24, queda de 21% na comparação anual. Ebitda ajustado somou R$ 2,379 bilhões, alta de 4% em relação ao mesmo período de 2023…


… A companhia aprovou a distribuição de R$ 493,3 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,45 por ação, com pagamento em 14/3; ex em 7/3.


CPFL ENERGIA informou lucro líquido de R$ 1,57 bi no 4Tri24, alta de 18,7% s/ 4Tri23. O Ebitda consolidado cresceu 5,3%, para R$ 3,27 bilhões, e a receita líquida aumentou 13,3%, para R$ 11,94 bilhões.


CEMIG GT comprou por R$ 30 milhões a totalidade da Empresa de Transmissão Timóteo-Mesquita, que pertencia ao Grupo Fram Capital. Os ativos estão conectados em 230 kV à rede básica que já pertence à Cemig no Vale do Aço.


BRAVA ENERGIA informou que as quatro Assembleias de Debenturistas das 3ª e 4ª emissões de debêntures da companhia e da Enauta, agendadas para ontem, não foram instaladas por falta de quórum mínimo.


KEPLER WEBER informou lucro líquido de R$ 50,4 milhões no 4Tri24, queda de 46,4% s/ 4Tri23. Ebitda ajustado recuou 28,1%, para R$ 82,3 milhões, e receita líquida caiu 8,4%, para R$ 460,1 milhões.


IOCHPE-MAXION registrou lucro de R$ 68,3 milhões no 4Tri/24, revertendo prejuízo de R$ 7,5 milhões apresentado um ano antes. O Ebitda somou R$ 378,3 milhões, alta anual de 30,7%.


TELEFÔNICA. O Goldman Sachs tem recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 53,50. Receitas ficaram em linha com as estimativas do banco, apesar de a divisão de serviços móveis ter recuado no crescimento.


BB atingiu em fevereiro a marca histórica de R$ 400 bilhões na carteira de crédito de agronegócios e agricultura familiar. A cifra recorde representa um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2024.

André Marsiglia

 Mais um baita artigo do Marsiglia, não por acaso, um dos fundadores da Associação Lexum. 👏👊


Para eliminar o bolsonarismo, o STF estragou nossa democracia.

Por André Marsiglia (Poder 360)


“STF que pune golpe dá o golpe. Quem não esteve em Nárnia na última semana viu uma peça frágil da PGR denunciar 34 pessoas, tendo Bolsonaro por chefe do grupo e todos os demais por mandantes de um golpe que teria entre seus executores os pipoqueiros, os vendedores de algodão doce e as velhinhas com reumatismo que estiveram na Praça dos Três Poderes no 8 de Janeiro de 2023. 


O Estado, segundo nossas autoridades, seria abolido violentamente por essas pessoas, incitadas pelo uso de redes sociais dos denunciados. Quem não é biruta sabe muito bem que a chance de aquelas pessoas tomarem o Estado era zero; sabe também que os réus do dia 8 estão sendo tratados como criminosos apenas para justificar que Bolsonaro seja condenado e excluído da vida pública.


Se houve intenção golpista, ela não saiu do terreno da cogitação, não foi iniciada e, portanto, não poderia ser punida. Sabendo desse empecilho legal, o ministro Gilmar Mendes, em entrevista ao Estadão, no domingo (23.fev.2025), já deu a letra de que tentativa de golpe é também “causar tumulto” ou “chegar próximo” de um golpe. Algo que não existe em nenhuma legislação, senão na cachola criativa de Mendes.


Todos sabemos que a condenação virá, querendo ou não a lei. Como dizia Nelson Rodrigues, “se minha teoria contraria os fatos, pior para os fatos”. Neste caso, pior para nós, que temos um STF que governa o país como uma criança obcecada governa seus brinquedos e, invariavelmente, os quebra.


O STF deseja excluir do tabuleiro político o bolsonarismo e toda a direita que não lhe beija a mão. E chama isso de democracia. Quem discorda está fora da política –ou dentro de inquéritos. Diz que, assim, impede interferências de antidemocráticos nas eleições. Por óbvio, ignora sua própria interferência. Democracia não é ausência de bolsonarismo, democracia não é o que o STF quer, democracia e justiça não se fazem com resultados, mas com um percurso democrático e justo. (…)


Uma Corte que esfacela os valores que temos e atropela o texto constitucional para impor na força bruta sua vontade deixará marcas que não nos permitirão mais encontrar o caminho de saída do labirinto em que o próprio STF colocou nossa democracia.”


Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/opiniao/para-eliminar-o-bolsonarismo-o-stf-estragou-nossa-democracia/)

Reflexões aleatórias Buzzatto

 REFLEXÕES ALEATÓRIAS


Lendo algumas postagens de amigos aqui no Facebook, me veio uma reflexão que vou registrar já, antes que se esfume. É o seguinte: participar de mídias sociais pode ser comparado à forma como nos alimentamos. Existe uma graduação grande entre os dois extremos, mas a coisa toda pode ser resumida a curtir uma boa refeição em companhia de amigos, num extremo da escala, e se manter às custas de fast food no outro extremo.


Num caso você se senta à mesa, rodeado de pessoas que você curte e admira, troca idéias, aprecia o prato no ritmo certo, acompanhado de um bom vinho, também se informa das últimas notícias e ouve com respeito a opinião do outro, e ao final sai com uma sensação agradável de ter usado seu tempo da melhor forma possível.


No outro caso, você come de pé, sozinho, às pressas, mal prestando atenção ao que ingere, ao mesmo tempo que folheia o Instagram, curte aqui e ali, digita rapidamente algum comentário, faz uma selfie (não esqueça do biquinho!), depois joga os restos no cesto de lixo mais próximo e mergulha de volta no turbilhão do dia-a-dia.


Em qual você se enquadra?

Bankinter Portugal Matinal 2702

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: ONTEM foi um dia confuso, mas terminou bem, apesar de Trump ter voltado a referir os impostos alfandegários sobre Canadá, México e UE. Ele domina o relato, embora este seja desordenado e surreal, ao sabor de um impulso pessoal. E esse relato faz com que o mercado se mova numa outra direção, de acordo com a sua última ameaça. No final, os semis/SOX bastante bons ontem (+2,1%), embora os restantes índices enfraquecessem enquanto Trump voltou ao assunto dos impostos alfandegários sobre a Europa. Inclusive, surpreendentemente, subiu +3,7% mesmo antes de publicar resultados, embora depois tenha caído -1,5% em aftermarket, porque o seu guidance de Margem Bruta 1T’25 dececionou um pouco, apesar dos restantes resultados e guidances terem sido bons. Isto é, cumpre-se o padrão de Nvidia: enfraquece ao publicar, porque para o mercado nunca é suficiente, mas recupera de seguida. O guidance 2025 de Salesforce dececionou, caindo -5,5% em aftermarket, apesar de bons resultados.


HOJE sai alguma macro, mas influenciará pouco: às 08 h, inflação de Espanha (+3% vs. +2,9%); às 08:55 h, Desemprego na Alemanha (repetir 6,2%); às 09 h, Indicadores de Sentimento da UE talvez a melhorar um pouco; e às 13:30 h, Perdidos de Bens Duráveis (+2% vs. -2,2%) e PIB 4T’24 revisto (+2,3%) nos EUA. E influenciará pouco por dois motivos: 


(i) A geoestratégia irá desviar a atenção, sem poder saber de antemão se será bom ou mau. Reunião entre Rússia (Lavrov, Exteriores) e EUA (“diplomáticos”) em Istambul para avançar com um suposto cessar-fogo na Ucrânia, que supervisionariam tropas europeias, embora a Europa esteja excluída das conversações. E amanhã, Zelensky em Washington para assinar o acordo de exploração conjunta com os EUA sobre minerais, mas sem garantias por parte dos EUA sobre nada. Trump insiste que a Ucrânia deve pagar os 350.000M$ que afirma ter entregado aos EUA, embora o Congresso só tenha aprovado 175.000M$ desde o início da invasão. Toda esta nova “geoestratégia de bazar” é o que está a reduzir o prémio de risco geoestratégico percebido (não necessariamente o real) e a permitir que as bolsas europeias avancem (+1% esta semana; +12,9% YTD).


(ii) Digestão dos resultados de Nvidia e Salesforce durante a tarde em Wall St, de certeza com ligeiros retrocessos em tech, mas também porque o importante é amanhã: inflação alemã a repetir em +2,3% e Deflator Consumo PCE americano a suavizar-se um pouco (+2,5% vs. +2,6%; Subjacente +2,6% vs. +2,8%). Esses dados poderão permitir que a semana termine com um tom um pouco melhor, após retroceder hoje, sem violência, principalmente durante a tarde americana.


CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: A ansiedade sobre os impostos alfandegários e a digestão de Nvidia condicionarão a sessão em baixa (-0,2%/-0,5%?), mas as yields das obrigações estão baixas e isso proporcionam algum apoio às bolsas, apesar do caos alfandegário e geoestratégia de bazar. Alguns conselheiros da Fed começam a aludir, inclusive, a hipotéticas subidas (não descidas) de taxas de juros, o que deverá debilitar Wall St. antes ou depois, se a nova abordagem se consolidar. Amanhã certamente com melhor tom, com as inflações da Alemanha e dos EUA. Provavelmente, a semana terminará plana para Nova Iorque e um pouco em alta para as bolsas europeias. 


S&P500 0% Nq-100 +0,2% SOX +2,1% ES-50 +1,5% IBEX +1,6% VIX 19,1 Bund 2,42% T-Note 4,27% Spread 2A-10A USA=+18pb B10A: ESP 3,10% PT 2,92% FRA 3,14% ITA 3,49% Euribor 12m 2,400% (fut.2,181%) USD 1,0474 JPY 156,4 Ouro 2.898$ Brent 72,7$ WTI 68,8$ Bitcoin -2,7% (86.373$) Ether -5,6% (2.355$).


FIM

O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor

  O alívio nas NTN-Bs ficou para trás- Valor Em dezembro, taxas reais ultralongas chegaram a operar abaixo de 7%, mas foram afetadas pela pi...