segunda-feira, 11 de novembro de 2024

News 0911

 NEWS - 09.11


Após mais de três horas de reunião na sexta-feira, presidente não bateu o martelo e quer mais tempo para amadurecer a decisão / De abono a seguro-desemprego: veja o que Lula e os ministros estão discutindo sobre corte de gastos- O Globo 9/11


Jeniffer Gularte / Geralda Doca / Karolini Bandeira


Após três horas e meia de conversas ontem entre Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e outros nove ministros, como Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Rui Costa (Casa Civil), sobre corte de gastos, mais uma vez não se chegou a um consenso. O presidente vai analisar as propostas que estão sobre a mesa durante o fim de semana e ouvir outros conselheiros.


Segundo integrantes do governo que participam das conversas, não há um ponto específico que está dificultando um desfecho para o anúncio dos cortes, mas a complexidade do pacote em si e suas implicações — políticas e econômicas.


Cada uma das medidas que foram levadas a Lula contempla uma série de cenários que também se desdobram em diversas alternativas a serem adotadas.


No caso do seguro-desemprego, uma das ideias é apertar um pouco mais as regras de acesso, limitar o número de parcelas, — que variam entre três e cinco pagamentos —, de acordo com o tempo de serviço e ainda fixar como critério de elegibilidade renda de até dois salários mínimos. Essa política tem um custo de R$ 57 bilhões no ano que vem.


Entre as mudanças avaliadas pelo governo estão o seguro-desemprego e o abono salarial, gastos que mais crescem depois da Previdência Social e do Benefício da Prestação continuada (BPC). A estratégia é semelhante à adotada pela ex-presidente Dilma Rousseff no início do segundo mandato, em 2015, quando essas duas políticas também foram alvos de redesenhos.


Já o abono é uma espécie de 14º pago a quem recebe até dois salários mínimos. A proposta com mais força neste momento é reduzir o critério de elegibilidade para um salário mínimo e meio. Também faz parte dessa proposta a extinção do abono salarial ao longo do tempo, mas com o prazo bastante alongado.


Um dos argumentos é que essa política é mal focalizada por beneficiar trabalhadores com carteira assinada, sendo que metade da mão-de-obra é de informais. O abono custará cerca de R$ 30 bilhões no ano que vem.


Um dos pontos para o qual ainda não há decisão é se haverá mudança nos pisos de saúde e educação. Hoje, eles estão indexados às receitas e a possibilidade em debate é limitar o crescimento dessas despesas aos mesmos índices do arcabouço fiscal — ou seja, no máximo 2,5% acima da inflação.


Se essa medida for adotada, o discurso que o governo prepara é de que não se trata de cortes, mas uma adequação das despesas ao arcabouço. Durante a reunião, todas as medidas foram discutidas, mas o anúncio deve sair na semana que vem.


Tantas opções sobre a mesa pelo lado do corte de gastos têm gerado reclamações de ministros das áreas sociais. Por isso, Lula foi aconselhado a também anunciar algo pelo lada da receita, como corte de subsídios.


Uma solução de aumento de receitas não resolve as travas criadas pelo arcabouço fiscal, o grande foco das medidas que estão sendo discutidas.


Há também intenção de apresentar o pacote aos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O plano é aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei para conter o crescimento das despesas e cumprir o arcabouço fiscal.


Lula resiste


Lula tem reiterado que não pretende desindexar os benefícios previdenciários ao valor do salário mínimo. Uma limitação para o crescimento do salário mínimo ao arcabouço fiscal, até 2,5% acima da inflação, também foi discutida nas reuniões.


Entretanto, a equipe econômica cobrou dos Ministérios da Previdência e do Desenvolvimento Social (MDS), responsáveis pelo INSS, BPC, Bolsa Família, celeridade na execução do pente fino para reduzir despesas com irregularidades e fraudes.


No caso do Bolsa Família, há um compromisso para que o gasto não supere R$ 166 bilhões, orçamento previsto para 2025.


De acordo com relatos, durante as reuniões, Lula tem falado pouco e ficado a maior parte do tempo ouvindo cada um dos ministros. O próprio presidente não tem indicado ao seu primeiro escalão qual caminho seguirá para conter as despesas do governo.


Tanto o ministro da Previdência, Carlos Lupi, quanto do MDS, Wellington Dias, afirmaram durante a semana que a colaboração das duas pastas no ajuste será restrita a medidas de gestão.


 


Lula estenderá conversa sobre o corte de gastos para o fim de semana e ouvirá mais conselheiros antes de decisão / Depois disso, Lula retomará as conversas com a equipe econômica e ministérios das áreas sociais na segunda-feira. Não há definição, no entanto, do melhor timing para o anúncio e nem uma data para isso ocorrer. A palavra final sairá no momento em que Lula se convencer do melhor caminho- O Globo 8/11


Jeniffer Gularte


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou mais uma rodada de reuniões que discute o pacote de corte de gastos do governo, nesta sexta-feira, sem o martelo batido. O presidente quer mais tempo para amadurecer a decisão e adiou mais uma vez o anúncio das medidas.


Lula indicou a auxiliares que vai aproveitar o final de semana para analisar as propostas que estão na mesa e ouvir conselheiros além dos quais ele vem conversando.


Nesta sexta-feira, foram três horas e meia de conversas entre Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e outros nove ministros, como Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Rui Costa (Casa Civil).


Integrantes do governo que participam das conversas afirmam que não há um ponto específico que está dificultando um desfecho para o anúncio dos cortes, mas a complexidade do pacote em si e suas implicações — políticas e econômicas.


Cada uma das medidas que foram levadas a Lula contempla uma série de cenários que também se desdobram em diversas alternativas a serem adotadas. Com espectro tão amplo à mesa, Lula sinalizou que quer ouvir mais gente para amadurecer sua decisão — o que deverá ocorrer neste final de semana.


Depois disso, Lula retomará as conversas com a equipe econômica e ministérios das áreas sociais na segunda-feira. Não há definição, no entanto, do melhor timing para o anúncio e nem uma data para isso ocorrer. A palavra final sairá no momento em que Lula se convencer do melhor caminho.


De acordo com relatos, durante as reuniões, Lula tem falado pouco e ficado a maior parte do tempo ouvindo cada um dos ministros. O próprio presidente não tem indicado ao seu primeiro escalão qual caminho seguirá para conter as despesas do governo.


 


Governo adia para próxima semana anúncio de corte de gastos e frustra Haddad / Chefe da equipe econômica sinalizou nos últimos dias que as medidas seriam anunciadas ainda nesta semana- Folha SP 9/11


Brasília


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empurrou mais uma vez o anúncio do pacote de corte de gastos para equilibrar as contas públicas, frustrando as expectativas alimentadas pelo próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad.


O chefe da equipe econômica sinalizou em diversos momentos nos últimos dias que as medidas seriam anunciadas nesta semana, a despeito dos relatos de que o presidente ainda não havia tomado uma decisão definitiva sobre as ações.


A mais recente tentativa de fechar essa lista ocorreu nesta sexta-feira (8), quando Lula reuniu no Palácio do Planalto, pela terceira vez nesta semana, os ministros que integram a JEO (Junta de Execução Orçamentária) — Haddad, Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão e da Inovação em Serviço Público) — e os titulares das pastas que devem ser afetadas pelos cortes nos gastos. O encontro durou cerca de 3h30 e terminou sem anúncios


Os encontros sucedem uma série de reuniões entre a Casa Civil e os ministérios setoriais, sem a presença de Lula. Nos bastidores, ministros da área social do governo travam um embate duro para tentar manter inalterados os benefícios e as políticas administradas por suas pastas.


A semana começou com o próprio Haddad alimentando a expectativa de anúncio do pacote nesta semana, após ter cancelado uma viagem à Europa, a pedido de Lula, para "se dedicar a temas domésticos".


O ministro afirmou, na manhã de segunda-feira (4), que as coisas estavam "adiantadas do ponto de vista técnico" e que acreditava que o governo Lula estava na reta final para o anúncio. A sua fala repercutiu no mercado positivamente, com queda da cotação do dólar.


"Em relação à Fazenda, tem várias definições que estão muito adiantadas. O presidente passou o final de semana, inclusive, trabalhando no assunto, pediu que técnicos viessem a Brasília para apresentar detalhes para ele", disse. "Acredito que estejamos prontos esta semana para anunciar [o pacote]", afirmou na ocasião.


O chefe da equipe econômica voltou a prever um desfecho próximo na noite da última quarta (6), quando disse que esperava ter uma decisão final de Lula no dia seguinte –o que não se concretizou. Segundo Haddad, restavam apenas "dois detalhes" que precisavam ser alvo de uma "arbitragem simples" do chefe do Executivo.


Um dia depois, os ministros tiveram uma reunião que se estendeu por mais de cinco horas, dividida em duas etapas, mas também foi inconclusiva. Haddad adiou seu voo para São Paulo para comparecer ao novo encontro realizado na tarde desta sexta-feira.


Uma semana antes, Haddad tinha provocado desconforto no mercado financeiro ao dizer que não havia um prazo para a divulgação das medidas, gerando uma disparada do dólar. Depois disso, houve a primeira reunião com Lula no Palácio da Alvorada –encontro que também contou com a participação do futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.


A equipe econômica voltou a prometer avanços na agenda de revisão dos gastos para assegurar a sustentabilidade das contas públicas depois do segundo turno das eleições municipais. A deterioração do dólar e das taxas de juros, na esteira da piora na percepção do mercado financeiro sobre a situação fiscal do país, colocou pressão sobre o governo.


As medidas estão sendo avaliadas tanto sob o ponto de vista do impacto fiscal quanto pela viabilidade política. Sob esse filtro, o governo já descartou a desvinculação de benefícios sociais, como o abono e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), em relação ao salário mínimo —embora ainda haja defensores de mudanças no valor do BPC.


Mudar os pisos de gastos em Saúde e Educação, por sua vez, figurava como um "candidato fraco", dado o elevado desgaste político para um ganho fiscal pequeno nos próximos anos.


Já o abono salarial (espécie de 13º salário pago a trabalhadores com carteira que ganham até dois salários mínimos) deve ser alvo de um redesenho e há mais de um formato em análise. O diagnóstico é de que o benefício, que custará R$ 30,7 bilhões em 2025, pode ser melhor focalizado.


Também está na mesa a possibilidade de limitar o ganho real do salário mínimo a 2,5%, mesma correção máxima da regra fiscal do arcabouço.


A medida, se adotada, traria alívio para as contas porque, no formato atual, a política de valorização garante um ganho equivalente ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. No ano que vem, por exemplo, será a variação do PIB de 2023, que teve alta de 2,9% (acima de 2,5%). Em 2026, a correção será pelo resultado deste ano, cuja projeção de analistas indica alta de 3,1%, segundo o Boletim Focus, do Banco Central.


No acumulado desses dois anos, o governo poderia economizar cerca de R$ 6 bilhões, caso impusesse o limite ao ganho real do salário mínimo. A iniciativa, porém, deve enfrentar resistências.


Na tentativa de criar uma narrativa política para emplacar o ajuste sem desagradar tanto suas bases, Lula também tem sido aconselhado a incluir no pacote medidas de revisão de subsídios e desonerações. Na reunião desta sexta, inclusive, Haddad levou consigo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, para participar das discussões com o presidente e demais ministros.


Eventuais revisões pelo lado das receitas não garantem a sustentabilidade do arcabouço fiscal, que depende de uma trajetória mais moderada de crescimento dos gastos obrigatórios (que incluem os benefícios sociais). Porém, ajudam no cumprimento da meta fiscal e servem ao discurso político do governo de atacar também o andar de cima.


A ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) defendeu, em entrevista à Folha, uma redução gradual dos subsídios tributários, financeiros e creditícios, hoje ao redor de 6% do PIB. "É urgente fixarmos pela Constituição, ainda que com uma escala em oito anos, a saída de 6% até 2% do PIB desses gastos tributários", disse na ocasião.


Uma das possibilidades, segundo um auxiliar do presidente, seria fazer um corte linear nesses incentivos. O modelo já foi testado em uma emenda constitucional, mas acabou não tendo eficácia.


Uma das preocupações de auxiliares do presidente Lula é com a comunicação das medidas no momento em que o Congresso Nacional está prestes a aprovar um projeto para ampliar em R$ 11,5 bilhões as emendas parlamentares. O acordo para a aprovação da proposta, que já passou na Câmara dos Deputados, está sendo costurado com o Executivo.


Será uma tarefa difícil para o presidente propor cortes em benefícios como BPC, abono salarial ou seguro-desemprego para bancar emendas parlamentares. O governo já foi alertado também de que enfrentará problemas com o projeto que ainda terá que ser enviado ao Congresso para formalizar os acordos de reajuste salarial das carreiras de servidores do Executivo, antes mesmo de a proposta chegar ao Legislativo.


Apesar da demora na conclusão das conversas, um auxiliar de Haddad diz que a equipe econômica está confiante de que vai apresentar um pacote consistente com a necessidade de afastar as incertezas fiscais.


Outra vertente das medidas deve ser o combate a fraudes. O governo vai ampliar o público-alvo da revisão do Cadastro Único, antes restrita a quem está com o cadastro desatualizado há mais de 48 meses. Agora, esse horizonte será reduzido para 24 meses. "Este prazo de 48 meses foi dado em razão da pandemia de Covid-19. Agora, a renovação será a cada 24 meses para Bolsa Família e também BPC", disse o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social).


Quanto custarão em 2025 as políticas em discussão


Abono salarial - R$ 30,7 bilhões

Seguro-desemprego - R$ 56,8 bilhões

BPC - R$ 112,9 bilhões

Piso da Saúde - R$ 228 bilhões

Piso da Educação - R$ 113,6 bilhões

Adriana Fernandes , Catia Seabra , Idiana Tomazelli , Marianna Holanda , Nathalia Garcia e Renato Machado


 


 


Pacote de corte de gastos não deve impor estabilização da dívida, diz Arko Advice ao WW / Comparado ao Teto de Gastos e Reforma da Previdência, Cristiano Noronha avalia que medidas não devem ser estruturais o suficiente- CnnBrasil 8/11


Da CNN , São Paulo


O governo encerrou mais uma reunião sobre ajuste fiscal nesta sexta-feira (8) sem dar nenhum anúncio sobre o aguardado pacote.


Mas ao olhar para reformas anteriores – como a PEC do Teto de Gastos e a Reforma da Previdência -, Cristiano Noronha, cientista político da Arko Advice, aponta ao WW que as novas medidas deve ficar bem abaixo num quesito estrutural.


No caso, uma reforma estrutural seria aquela capaz de estabilizar o rumo da dívida pública, um problema que acompanha as contas do Executivo há anos.


Apesar disso, Noronha acredita que a equipe econômica deve ter trabalhado bem o suficiente para fazer o Executivo entender a necessidade do reajuste.


A expectativa do cientista político é de que as medidas sejam capazes de dar um alívio de R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões às contas públicas.


“Acredito que [o pacote] vai ser robusto a ponto de nao deixar o ministro [da Fazenda, Fernando Haddad] ‘na chuva'”, avalia Noronha ao WW desta sexta.


Reuniões de ajuste fiscal


Ao longo da semana, o governo teve quatro reuniões para tratar do assunto, e a dessa sexta-feira poderia ser a última entre os ministros.


O encontro durou cerca de três horas e nenhum ministro se pronunciou ao final. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixou Brasília e foi para São Paulo, onde passará o final de semana.


Não há data certa para o retorno dos debates em Brasília.


Além de Lula e Haddad, participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Simone Tebet (Planejamento), Rui Costa (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), Camilo Santana (Educação), Nísia Trindade (Saúde), Luiz Marinho (Trabalho) e o Advogado Geral da União, Jorge Messias.


Havia uma expectativa do mercado por um anúncio hoje. Após rumores de que não haveria nenhuma definição, o dólar fechou em alta ante o real, chegando a se aproximar dos R$ 5,80 durante o dia. O dólar à vista fechou o dia em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,7376.


A apresentação de um pacote para ajustes fiscais foi anunciado pelo governo em meados de outubro. À época, foi informado que a medida seria apresentada após o fim do segundo turno das eleições municipais, realizado no último dia 27.


Dias depois, porém, Haddad afirmou que não havia previsão de anúncio, gerando estresse no mercado financeiro com disparada do dólar e queda da bolsa brasileira.


Nesta semana, houve uma série de reuniões para tratar sobre o tema, porém sem uma sinalização concreta de um anúncio.


Com uma nova insatisfação do mercado, Haddad, na última quarta (6), afirmou que restavam apenas “dois detalhes” a serem decididos.


“Pelo nível de decisão, é uma conversa muito simples. A conversa com o Congresso será definida amanhã com o presidente Lula. São dois detalhes que precisamos discutir”, disse ao deixar o Ministério da Fazenda na última quarta.


Ao longo do terceiro mandato de Lula, a base do governo tem se mostrado resistente a ajustes fiscais. “Se Haddad já vinha com inimizades no Congresso por insistência de ajuste fiscal, a lista de inimigos tende a aumentar”, conclui Cristiano Noronha.


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ESTADÃO: ANALISTAS ALERTAM SOBRE OS EFEITOS DE INDEXAÇÃO PARA A ALTA DE PREÇOS- Broadcast 8/11


Por Márcia de Chiara


São Paulo, 8/11/2024 - A alta dos preços da alimentação e a elevação das despesas com habitação - no caso, o reajuste da tarifa de energia elétrica, que seguiu em outubro a chamada bandeira vermelha nível 2, o patamar mais alto - têm grande poder de espalhar a inflação, diz o economista Guilherme Moreira, coordenador do IPC da Fipe.


Isso porque, juntos, esses dois grupos respondem pela maior fatia das despesas das famílias. Quando os preços dos alimentos e dos gastos com habitação sobem, eles provocam perda do poder de compra e as famílias tentam uma compensação. "Geralmente, os prestadores de serviços têm como parâmetro para aumentar seus preços a conta do supermercado", afirma Moreira.


Além de os alimentos funcionarem, na prática, como um parâmetro para reajustar outros preços, existe a indexação formal que realimenta a inflação. Parte do que está ocorrendo com a inflação deste ano terá reflexos na inflação do ano que vem.


O economista da LCA Consultores Fabio Romão diz que, em razão do câmbio e da pressão das commodities, especialmente dos bovinos, o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que é o indexador dos aluguéis, por exemplo, pode fechar 2024 com uma alta de 6% a 6,5%. "Isso é indexação não só para agora, mas também para 2025, pensando no aluguel e na conta das distribuidoras de energia que consideram o IGP-M nas tarifas", afirma.


Mais da metade do IGP-M (60%), indicador de preços apurado pela FGV, vem dos preços no atacado (IPA), formados por matérias-primas agropecuárias e minerais, ambas cotadas em dólar. E o IGP-M é o indexador de vários outros preços que entram na composição do IPCA.


Outro foco de pressão na inflação, na opinião de Romão, é o câmbio desvalorizado, que tira a possibilidade de uma eventual queda nos preços dos combustíveis, por exemplo, o que poderia aliviar o IPCA.


'DOENÇA'. Maria Andreia Parente, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, compara a situação atual da inflação ao caso de uma pessoa doente. Quando a infecção está num ponto específico, é mais fácil escolher o tratamento para conter a moléstia. No entanto, quando a doença começa a se espalhar, um remédio não basta: é preciso combinar vários para atacar pontos diferentes ou aumentar a dose do remédio, diz a economista. No caso da inflação, o remédio é a taxa de juros. "É um pouco o que está acontecendo nesses últimos meses com a inflação."


Para avaliar como anda a inflação, normalmente a economista reagrupa os itens do IPCA em quatro grandes grupos: alimentos, bens industriais, serviços e preços administrados. Neste ano, ela constatou que preços dos quatro grupos que compõem o IPCA têm sido afetados por algum dos três motivos: clima, câmbio ou mercado de trabalho aquecido. "Foi um pouquinho de cada coisa", observa ela.


 


Alta de preços pressiona e inflação deve estourar meta neste ano e em 2025, diz XP / Segundo economistas, câmbio, cenário fiscal e preço de proteínas devem forçar IPCA e juros além do previsto- CnnBrasil 8/11


João Nakamura


A inflação subiu 0,54% em outubro, mostrando aceleração ante o avanço de 0,44% em setembro, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicados nesta sexta-feira (8).


No acumulado de 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi a 4,76%, superando o teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC) para este no e os próximos, de 4,5%.


Os resultados fizeram a XP revisar para cima as expectativas para a alta dos preços deste ano e de 2025. A avaliação da casa de investimentos é de que “todos os determinantes da inflação pioraram”.


Para 2024, a XP revisou o IPCA de 4,6% para 4,9%. Já para 2025, as expectativas passaram de 4,1% para 4,7%.


A perspectiva é mais dura do que a previsão do mercado, de 4,59%, conforme dados do Boletim Focus publicado nesta segunda-feira (4). Para 2025, os analistas enxergam a inflação em 4,03%.


Entres os destaques, a XP elenca o crescimento econômico acelerado do país, a demanda acima da capacidade produtiva, o câmbio desvalorizado, o mercado de trabalho aquecido e o cenário fiscal.


“De fato, a taxa de desemprego e a utilização da capacidade instalada na indústria estão no nível mais baixo/alto em muitos anos. A taxa de câmbio atingiu o nível mais fraco desde 2021 (quase 20% de depreciação acumulada no ano). As expectativas de inflação para 2025 subiram, se aproximando do limite superior do intervalo de tolerância”, elencam os economistas da XP.


O resultado do IPCA em outubro foi puxado pelo grupo de Habitação, com salto de 1,49%. Abrindo os dados, o subitem de energia foi o com maior impacto, de 4,74%, devido ao acionamento da bandeira vermelha 2 no mês, com cobrança adicional na conta.


Apesar da oneração ter sido revertida à bandeira amarela em novembro, o grupo Alimentação e Bebidas segue exercendo forte pressão, com aumento de preços na alimentação no domicílio, que chegou a 1,22% em outubro, pressionada pela variação de 5,81% nos preços das carnes em geral – acém (9,09%), costela (7,40%), contrafilé (6,07%) e alcatra (5,79%).


A alta dos preços das carnes foi um dos pontos levantados no relatório da XP para justificar a alta de suas expectativas.


“Os preços do boi gordo avançaram para além do que esperávamos, subindo nossa projeção para a inflação de carne bovina e de outras proteínas. Como reflexo, elevamos nossa estimativa para alimentação fora do domicílio, inclusive incorporando a surpresa altista em outubro”, aponta a análise.


Além do encarecimento dos alimentos, a XP aponta para outras pressões que devem puxar a inflação para cima.


“Em linhas gerais, os preços de serviços devem continuar pressionados pela demanda doméstica aquecida, enquanto os preços de bens industrializados também devem ser impactados pela recente depreciação cambial”, conclui o analista da XP.


Juros sob pressão


Por conta desse cenário de deterioração, a XP faz um alerta: a reação da política monetária do Banco Central (BC) deve ser “mais intensa que o previsto”.


Nesta quarta (6), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC subiu os juros em 0,5 ponto, elevando a Selic a 11,25% ao ano. A previsão veio em linha com o esperado pelo mercado, que vê mais uma alta do mesmo ritmo em dezembro.


Em nota, o colegiado não indicou quais serão os próximos passos, também chamado de guidance, e disse que o ritmo deve ser ditado pela convergência da inflação à meta.


O cenário, porém, apontou mais fatores de risco para alta dos preços do que para queda.


Com base neste cenário, a XP prevê que a Selic chegue na casa de 13,25%.


Além dos pontos já levantados, os economistas volta a bater na tecla da questão fiscal.


“Cumprir a meta de déficit primário zero exige difíceis receitas adicionais, ao redor de R$ 200 bilhões. As despesas parafiscais também estão aumentando, o que não está incorporado na meta formal, mas pressiona a dívida pública. Esta tendência não combina bem com a inflação baixa e estável perseguida pelo Banco Central”, conclui.


 


C6 BANK REVISA PROJEÇÃO DE IPCA 2025 DE 4,8% PARA 5,0% E DE SELIC, DE 10% PARA 12,5%- Broadcast 8/11


Por Denise Abarca


São Paulo, 08/11/2024 - O Departamento Econômico divulgou há pouco uma série de revisões para variáveis macroeconômicas, principalmente para 2025, trazidas em relatório antecipado ao Broadcast. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o banco manteve a projeção de 2024 em 4,7%, mas elevou para 2025, de 4,8% para 5% "em função do real depreciado e do mercado de trabalho aquecido".


Também passou por revisão a estimativa para câmbio no próximo ano, para R$ 5,80, de R$ 5,50 anteriormente. “A perspectiva de um dólar global estável, combinado com a tendência de aumento da dívida pública doméstica, deve levar a uma taxa de câmbio mais depreciada à frente”, afirma Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank. Para o fim de 2024, foi mantida a previsão de R$ 5,50, mas agora a instituição colocou um viés de alta.


A equipe manteve a projeção de Selic em 11,75% no fim de 2024, mas ajustou a do ano que vem. “Em função da mudança do cenário externo, em particular um dólar mais forte que antevíamos, revisamos nossa projeção para a Selic de 10% para 12,5% em 2025”, diz Salles.


Para o PIB, o C6 Bank revisou os números tanto para 2024 quanto para 2025. Para este ano, a expectativa subiu de 3% para 3,2% e para o próximo, foi revisada de 1,2% para 1,5%. “Em 2025, a contribuição positiva do crescimento de 2024 (carrego estatístico) e a perspectiva de uma forte safra de grãos nos levou a revisar a projeção de crescimento de 1,2% para 1,5%”, diz Salles.


 


Passagens aéreas podem ficar mais caras com combustível sustentável de aviação, dizem empresas / Companhias serão obrigadas a reduzir as emissões de gases do efeito estufa por meio do uso do combustível sustentável de aviação, que é mais caro do que o querosene de aviação tradicional- CnnBrasil 9/11


 


Vitória Queiroz


As empresas aéreas brasileiras avaliam que os preços das passagens aéreas podem aumentar com a implementação de SAF (Combustível Sustentável de Aviação) em suas operações a partir de 2027. O combustível é mais caro do que o querosene de aviação tradicional.


Com a lei de Combustível do Futuro, os operadores aéreos serão obrigados a reduzir as emissões de gases do efeito estufa nos voos domésticos por meio do uso do combustível sustentável de aviação a partir de 2027. As metas começam com 1% de redução e crescem gradativamente até atingir 10% em 2037.


O diretor do CCO da Gol, Eduardo Calderon, disse que o querosene de aviação representa atualmente 40% dos custos operacionais da companhia aérea. De acordo com o executivo, a empresa deve cumprir a Lei de Combustível do Futuro à risca, reduzindo suas emissões em 1% a partir de 2027.


“Hoje o SAF custa de dois a três vezes o valor querosene de aviação. Imagina algo que já representa 40% dos nossos custos, e em cima disso você está colocando um incremento de duas a três vezes. É muito impactante. Ainda há muita discussão com o governo de como a gente pode fazer para mitigar esse impacto”, disse em entrevista à CNN.


Atualmente, não há produção de combustível sustentável de aviação em escala comercial por nenhuma empresa brasileira. A estimativa é de que cerca de 1,6 bilhão de litros de SAF devem ser produzidos no Brasil a partir de 2027.


 


“Não tem como as companhias aéreas absorverem um incremento de custo tão alto como esse. Isso acaba sendo repassado para a tarifa de alguma maneira. Essa é uma discussão que vai ter que existir ao longo dos próximos anos para ver qual a melhor maneira de fazer essa implementação a partir de 2027”, afirmou Calderon.


De acordo com a gerente de Sustentabilidade e Impacto Social da Latam Brasil, Raquel Argentino, o valor do SAF é um dos principais desafios para a descarbonização do setor aéreo.


A companhia aérea quer incorporar 5% de combustível sustentável de aviação em suas operações até 2030, dando preferência à produção da América do Sul.


Para a gerente da Latam, é necessário considerar a adoção de meios alternativos para a descarbonização do setor, diante do estágio inicial de desenvolvimento da produção de SAF na América Latina.


Segundo Raquel Argentino, o Brasil tem potencial para o desenvolvimento do combustível, mas que ainda são necessárias mais políticas públicas que estimulem sua produção.


“Especificamente sobre o combustível, a Latam tem dado sinalizações claras ao mercado e autoridades de que a obtenção do SAF de qualidade deve superar os desafios de disponibilidade limitada e altos custos”, disse a CNN.


O repasse do valor do SAF para as passagens aéreas também é uma preocupação da Azul. Segundo Filipe Alvarez, gerente de Sustentabilidade da companhia aérea, a empresa está dialogando com o governo federal sobre a possibilidade de implementação de incentivos fiscais para desonerar a cadeia de produção do combustível.


“Estamos discutindo com a ANP, Anac, Ministério de Minas e Energia, Ministério da Fazenda para que o preço final do SAF chegue a um patamar aceitável e factível para as companhias aéreas brasileiras para que não haja o repasse e o aumento de custos das passagens”, disse à CNN.


A Azul estima utilizar em sua frota cerca de 25 milhões de litros de SAF em 2027, com crescimento proporcional de 25 milhões nos anos subsequentes.


Para alcançar as metas estabelecidas pela Lei de Combustível do Futuro, a companhia não descarta importar o combustível, caso não haja produção suficiente no Brasil, o que pode tornar o custo ainda mais alto.


“Todos somos responsáveis e todos precisamos trabalhar em conjunto. Mas não é justo que a população brasileira e latino-americana tenha que pagar um preço maior pelas passagens, enquanto nós, como continente, não somos os principais emissores”, afirmou Filipe.


Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que a definição sobre incentivos para a produção do combustível sustentável de aviação no Brasil faz parte de uma ampla discussão sobre a regulamentação do setor nos próximos anos.


 


Vagas no varejo de SP deverão aumentar 34% no fim do ano / A FecomercioSP prevê ainda que cerca de 20% das 30 mil vagas projetadas têm a possibilidade de se efetivarem a partir do início de 2025- Valor 8/11


Por Agência Brasil


A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que o varejo paulista irá criar 30 mil postos de trabalho formais no último trimestre do ano. Caso se concretize, o resultado significará um crescimento de 33,9% em relação ao saldo de empregos gerados no mesmo período de 2023, quando aproximadamente 22,4 mil vagas foram criadas.


A FecomercioSP prevê ainda que cerca de 20% das 30 mil vagas projetadas têm a possibilidade de se efetivarem a partir do início de 2025. “Esse cenário positivo, que também ocorreu em anos anteriores, é uma resposta do mercado de trabalho ao desempenho acima do esperado da economia brasileira, que tem pilar no consumo das famílias”, disse a entidade, em nota divulgada nesta sexta-feira (8).


“É natural que o varejo, um dos setores mais próximos do consumidor final, sinta de forma mais evidente o aquecimento da demanda, seja proveniente do avanço da massa de salários advinda do crescimento do emprego em geral no país, seja pelo avanço do crédito e das políticas fiscais”, acrescentou a entidade.


De acordo com a FecomercioSP, do total dos novos postos de trabalho, 75% deverão ser gerados já no mês de novembro, quando está previsto o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário aos celetistas.


Segundo a entidade, as funções mais requisitadas serão as de atendentes e vendedores, seguidas pelas de operadores de caixa, repositores de mercadorias e embaladores. A FecomercioSP ressalta que 40% dos empregos previstos serão provenientes dos segmentos de vestuário, calçados e artigos de viagem.


Na sequência, abrirão mais postos o grupo que comercializa produtos alimentícios, em especial os supermercados e hipermercados, com a criação de 35% das vagas. Outros 25% devem ser gerados em atividades específicas também de gêneros alimentícios, como açougue, lojas de bebidas e hortifrútis, seguido de lojas de cosméticos, perfumarias e de aparelhos de uso doméstico.


Vagas no varejo de SP deverão aumentar 34% no fim do ano / A FecomercioSP prevê ainda que cerca de 20% das 30 mil vagas projetadas têm a possibilidade de se efetivarem a partir do início de 2025- Valor 8/11


Por Agência Brasil


A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que o varejo paulista irá criar 30 mil postos de trabalho formais no último trimestre do ano. Caso se concretize, o resultado significará um crescimento de 33,9% em relação ao saldo de empregos gerados no mesmo período de 2023, quando aproximadamente 22,4 mil vagas foram criadas.


A FecomercioSP prevê ainda que cerca de 20% das 30 mil vagas projetadas têm a possibilidade de se efetivarem a partir do início de 2025. “Esse cenário positivo, que também ocorreu em anos anteriores, é uma resposta do mercado de trabalho ao desempenho acima do esperado da economia brasileira, que tem pilar no consumo das famílias”, disse a entidade, em nota divulgada nesta sexta-feira (8).


 


É natural que o varejo, um dos setores mais próximos do consumidor final, sinta de forma mais evidente o aquecimento da demanda, seja proveniente do avanço da massa de salários advinda do crescimento do emprego em geral no país, seja pelo avanço do crédito e das políticas fiscais”, acrescentou a entidade.


De acordo com a FecomercioSP, do total dos novos postos de trabalho, 75% deverão ser gerados já no mês de novembro, quando está previsto o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário aos celetistas.


Segundo a entidade, as funções mais requisitadas serão as de atendentes e vendedores, seguidas pelas de operadores de caixa, repositores de mercadorias e embaladores. A FecomercioSP ressalta que 40% dos empregos previstos serão provenientes dos segmentos de vestuário, calçados e artigos de viagem.


Na sequência, abrirão mais postos o grupo que comercializa produtos alimentícios, em especial os supermercados e hipermercados, com a criação de 35% das vagas. Outros 25% devem ser gerados em atividades específicas também de gêneros alimentícios, como açougue, lojas de bebidas e hortifrútis, seguido de lojas de cosméticos, perfumarias e de aparelhos de uso doméstico.


 


COLUNA DO ESTADÃO: PETROBRAS PODE SER PROIBIDA DE COMPRAR GÁS NATURAL DE OUTRAS EMPRESAS- 9/11


A Petrobras pode ser proibida de comprar gás natural de outras empresas. Um “freio” à estatal nesse mercado é negociado entre técnicos da companhia e do gabinete do senador Laércio Oliveira (PP-SE). Ele é relator, na Comissão de Infraestrutura do Senado, do projeto de lei que institui o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), que integra a chamada “agenda verde” do Congresso. Para o senador, a Petrobras controla o preço do gás natural do País ao comprar de 16 produtores diferentes e ainda importar da Bolívia, com o objetivo de revender. A proposta em discussão, então, permitiria à estatal comercializar a própria produção de gás natural e aumentar a concorrência. Procurada, a empresa não comentou. O espaço segue aberto.


MOTIVOS. “A Petrobras controla preços e quantidade do gás vendido porque, hoje, compra e revende sozinha. O que buscamos é que os produtores vendam direto para o consumidor. A Petrobras iria disputar a fatia do bolo. Mais gente vendendo, o preço cai”, disse o senador à Coluna.


VAIVÉM. O Paten é um projeto já aprovado na Câmara. Se aprovado no Senado com o mecanismo de gás release, com limites ao agente econômico dominante do mercado, no caso a Petrobras, o texto terá de passar novamente pelo crivo dos deputados.


NOVIDADE. Ainda sobre Petrobras, o ex-presidente da estatal Jean Paul Prates será o head do Lide Energia, a partir de 1.º de dezembro. Trata-se de uma unidade temática do grupo empresarial que visa debater assuntos relevantes sobre o setor. Prates terá um mandato não remunerado de dois anos, e também integrará o conselho consultivo do Lide.


(Roseann Kennedy, com Eduardo Gayer e Pedro Lima)


 


DOU EXTRA: DECRETO REGULAMENTA QUOTAS DE DEPRECIAÇÃO ACELERADA PARA NAVIOS-TANQUES- Broadcast 8/11


Por Sandra Manfrini


Brasília, 08/11/2024 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou Decreto, publicado nesta noite em edição extra do Diário Oficial da União, que regulamenta a concessão de quotas diferenciadas de depreciação acelerada para navios-tanques novos produzidos no Brasil destinados ao ativo imobilizado e empregados exclusivamente em atividades de cabotagem de petróleo e seus derivados.


Segundo o texto, poderão fazer uso da depreciação acelerada as pessoas jurídicas adquirentes de navio-tanque novo: adquirido a partir da data de publicação deste Decreto; produzido no Brasil conforme índices mínimos de conteúdo local definidos por ato do Conselho Nacional de Política Energética - CNPE, no exercício da competência conferida pelo art. 2º, caput, inciso XVI, da Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997; identificado pelo código 8901.20.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul - NCM; destinado ao ativo imobilizado; empregado exclusivamente em atividade de cabotagem de petróleo e seus derivados; e sujeito a desgaste por uso, causas naturais ou obsolescência normal.


A medida se aplica às aquisições de navios-tanque cujos contratos tenham sido celebrados até 31 de dezembro de 2026 e que entrem em operação na atividade de cabotagem de petróleo e seus derivados a partir de 1º de janeiro de 2027.


De acordo com o Decreto, a renúncia fiscal decorrente da depreciação acelerada estará limitada a R$ 1,6 bilhão e terá vigência a partir de 1º de janeiro de 2027 até 31 de dezembro de 2031.

Matinal ConfianceTec 1111

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

11/11/2024
Julio Hegedus Netto,  economista.

MERCADOS EM GERAL

FECHAMENTO DE SEXTA-FEIRA (08)
MERCADO BRASILEIRO

O Ibovespa encerrou o pregão na sexta-feira (08) em queda de 1,43%, a 127.829 pontos. Volume negociado ficou em R$ 30,2 bi. Na semana recuou 0,23%. Já o dólar encerrou em alta forte de 1%, a R$ 5,7359. Há toda uma expectativa em torno do pacote fiscal.

Mercados hoje (11): Bolsas asiáticas fecharam, em maioria, em queda; bolsas europeias e Índices Futuros de NY em alta (seguem o rally Trump)

Pacote fiscal na terceira semana em impasse

EUA 🇺🇸
Dow Jones Futuro: +0,21%
S&P 500 Futuro: +0,32%
Nasdaq Futuro: +0,43%
Ásia-Pacífico:
Shanghai SE (China), +0,51%
Nikkei (Japão): +0,08%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,45%
Kospi (Coreia do Sul): -1,15%
ASX 200 (Austrália): -0,35%
Europa: 🇪🇺
FTSE 100 (Reino Unido): +0,76%
DAX (Alemanha): +1,17%
CAC 40 (França): +1,03%
FTSE MIB (Itália): +0,95%
STOXX 600: +1,04%
Commodities:
Petróleo WTI, +0,10%, a US$ 70,45 o barril
Petróleo Brent, +0,26%, a US$ 74,05 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -2,87%, a 762,00 iuanes (US$ 105,93).

NO DIA (11Nov)

Semana mais curta por aqui, pelo feriado do dia 15 (Proclamação da República) e nos EUA, pelo Dia do Veterano hoje, quando o mercado de Treasuries não funciona, mas as bolsas em NY operam normalmente.

Por lá, expectativa pelo CPI de outubro (quarta-feira) e a participação de Powell em evento (quinta), após ele não ter descartado nova queda do juro em dezembro.

No Brasil, ingressamos na terceira semana à espera do pacote fiscal. Intervenções em alguns gastos sociais estressam o governo, que não consegue encontrar uma saída.

Na China, frustrado com os estímulos fiscais, mercado repercute os dados de inflação divulgados no fim de semana e aguarda pela produção industrial e vendas no varejo na quinta-feira.

Por aqui, na agenda, temos o resultado do setor público consolidado em setembro (hoje, 8h30). É divulgado também o IBC-Br, o volume de serviços (PMS) e as vendas no varejo (PMC), além da ata do Copom amanhã.

O foco de interesse desta semana é o risco de "dominância fiscal", se o pacote de Lula decepcionar.

AGENDA DO DIA (11Nov)

Indicadores:
05h00. Brasil/Fipe: IPC 1ª quadrissemana de novembro
08h25. Boletim Focus
08h30. Brasil. Resultado primário do setor público consolidado em setembro (BCB).
15h00. Brasil/Mdic: Balança comercial semanal.

Eventos:
Feriado do Dia dos Veteranos nos EUA mantém o mercado de Treasuries fechado
BCB: Campos Neto e Gabriel Galípolo participam de reuniões trimestrais do BIS, em Basileia.
10h30. Brasil: BC concede coletiva sobre resultado primário

Balanços:
Brasil/noite: Sabesp, São Paulo.
            

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec

Boa segunda-feira e bons negócios!

PS. Em breve, um novo Call Matinal.

Amilton Aquino

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"Este post é a continuação do de ontem. Acho que ficou clara a diferença entre democratas (que tendem mais ao globalismo) e republicanos (que tendem mais ao isolacionismo). Portanto, este post tem como objetivo esclarecer uma confusão que virou modinha entre uma parte da direita, rotulada hoje como “extrema” pela mídia. Curiosamente, o brasileiro Olavo de Carvalho é um dos teóricos dessa corrente, especialmente após seu famoso debate com o guru de Putin, Alexandre Dugin, em 2012.


O tema do debate foi “A Nova Ordem Mundial”, que acabou se transformando em um livro, hoje considerado quase “profético” pelos seguidores de Olavo. A tese central descrevia o futuro como um embate entre quatro grandes forças pela hegemonia mundial:


- Globalismo Ocidental, que visaria consolidar uma ordem mundial liberal e democrática, baseada no livre mercado, nos direitos individuais e em instituições globais, como a ONU e o FMI.


- Eurasianismo Russo, uma alternativa ao liberalismo ocidental, que vê a Rússia como a "Terceira Roma", uma força civilizatória distinta com o dever de proteger o "mundo eurasiano" da influência ocidental.


- China, que representa uma força que combina práticas econômicas de mercado com um governo centralizado e autoritário, buscando expandir sua influência global através de iniciativas como a Nova Rota da Seda.


- Islamismo Radical, que visa estabelecer um califado mundial, liderado pelo Irã, e expandir a influência do Islã político globalmente, com uma implementação gradual da Sharia, a lei islâmica que se sobrepõe às legislações ocidentais.


Já neste debate, Olavo mencionava momentos de aproximação, especialmente entre a Russia e a China, contra os globalistas ocidentais. Na prática, hoje vemos uma aliança tripla, incluindo também o islamismo radical, consolidada nos BRICS.


Ou seja, em pouco mais de uma década, o cenário evoluiu significativamente, a ponto de alguns teóricos considerarem já estar em curso uma terceira guerra mundial indireta entre as democracias ocidentais e o eixo autoritário, nas guerras da Ucrânia e no Oriente Médio. 


Aqui começa a confusão que pretendo esclarecer com minha humilde contribuição. Embora Olavo estivesse nitidamente ao lado dos “globalistas” nesse embate em sua defesa dos EUA como baluarte da defesa das democracias liberais contra o autoritarismo das demais forças, com o tempo, ele passou a adotar uma visão mais crítica aos globalistas, absorvendo parcialmente a perspectiva de Dugin. Isso explica a curiosa defesa de Putin por uma ala dos seus seguidores atuais.


Ora, o que está em jogo é a ordem internacional do pós-guerra. Embora falha, essa ordem possibilitou as décadas mais pacíficas da história recente. Os BRICS, por sua vez, procuram criar meios de contornar as legislações internacionais e os mecanismos de sanções comerciais dessa ordem pós-guerra, a única alternativa pacífica para tentar punir países autoritários por desvios dos acordos internacionais sem recorrer ao embate de fato.


Quando Lula critica a ONU, por exemplo, o faz pelos motivos errados. Ele não visa torná-la mais “democrática”, mas sim desbalancear a influência das democracias ocidentais no Conselho de Segurança, ampliando o poder da China e da Rússia.


A crise da ONU reflete, portanto, em escala reduzida, a crise das democracias liberais, corroídas pelo “multiculturalismo” woke que na sua complacência irresponsável com os "diferentes" permitiu a inclusão gradativa de ditaduras no órgão, até que estas se tornassem maioria. Isso explica o porquê de Israel acumular no órgão mais condenações do que todas as ditaduras do mundo juntas.


Temos aqui o clássico caso de “jogar a água suja com o bebê dentro”. Sim, a ONU precisa de reformas, mas não para dar mais voz a regimes autoritários, e sim para reafirmar sua essência de congregar nações em busca da paz — uma busca que deve ter como pressuposto básico o respeito às fronteiras estabelecidas e reconhecidas desde o pós-guerra. 


Mais do que nunca, as democracias devem se unir, não se afastar. Faz sentido a cobrança dos republicanos para que os europeus aumentem sua participação na defesa da Europa e do restante do mundo. Mas não faz sentido desmontar a União Europeia com saídas do bloco como fez o Reino Unido, apenas para evitar a burocracia de Bruxelas.


A realidade aos poucos vai se impondo.  Seria saudável que a esquerda fizesse uma autocrítica sobre sua responsabilidade na polarização do Ocidente, especialmente por sua complacência com autoritários que ameaçam a liberdade que gozam, existente nas democracias ocidentais, principal alvo de suas críticas. E como a esquerda domina as universidades — que formam nossa elite, inclusive a econômica —, cabe a ela a responsabilidade pela confusão ideológica que virou o debate político. É a esquerda que deveria estar apontando as questões que levanto aqui, não eu, um cidadão comum. A esquerda é, portanto, uma das grandes responsáveis pela fraqueza do ocidente que anima os autoritários de plantão. Ainda dá tempo para uma correção de rota, mas isso exige humildade, algo desconhecido  pelos nossos luminares esquerdistas."

Amilton Aquino

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"Não comentei muito sobre as eleições norte-americanas por puro tédio. De fato, como ocorre no Brasil e em grande parte do Ocidente, a política está polarizada, reduzindo as chances de que a centro-esquerda e a centro-direita democrática consigam construir consensos para enfrentar os desafios atuais. Mas por que essa polarização?


A raiz do problema está no descolamento entre a cultura “woke” de esquerda, que domina a mídia e grande parte da burocracia estatal, e a “maioria silenciosa” – o cidadão comum, cada vez mais incomodado com a hipocrisia de uma elite que vive num mundo paralelo. Nesse universo, essas figuras arrotam virtudes e posam de pacifistas, mas, na prática, fomentam ódio e ressentimento por todas as democracias liberais, algo que ficou muito evidente na defesa do Hamas e no antissemitismo descarado em universidades norte-americanas.


Até mesmo parte da esquerda reconhece esse diagnóstico. Vladimir Safatle, por exemplo, uma das referências da esquerda sul-americana, tem criticado - muito antes da derrota de Boulos - não só o excesso de identitarismo “woke”, mas também o fato da esquerda ter se tornado mainstream, o status quo, acomodando-se ao poder e perdendo seu caráter revolucionário. Ironicamente, figuras como Trump, Milei e Bukele são hoje percebidas como mais “revolucionárias” e “anti-sistema” do que a estrela da cultura woke, Kamala Harris, esta sim, mainstream, aclamada pela mídia.


Contudo, os benefícios de uma possível vitória de Trump param por aí. A postura isolacionista defendida pelos republicanos é, no final, prejudicial para o mundo. De fato, se os EUA parassem de gastar trilhões anualmente com a segurança global, certamente os cidadãos norte-americanos estariam em muito melhor situação econômica. Os EUA são autossuficientes em quase tudo. É um dos poucos países do mundo que pode se isolar sem maiores consequências. E, num mundo em constante ebulição, com um ódio generalizado contra os “imperialistas” norte-americanos (o único império da humanidade que desde que conquistou a hegemonia, nunca anexou um quilômetro de qualquer nação), é perfeitamente compreensível esta visão isolacionista dos republicanos.


Porém, para o mundo – especialmente para a Europa, Japão, Taiwan, Coreia do Sul e Filipinas, que dependem do “escudo” norte-americano – o lema “America First” de Trump pode ser catastrófico, já que pode favorecer as ditaduras do bloco autoritário dos BRICs, que se fortalece a cada ano. A proposta de Trump para a Ucrânia, por exemplo, consolidaria a ocupação russa, criando uma zona de contenção entre o que restar da Ucrânia e os territórios ocupados, sob controle de exércitos europeus. Isso basicamente romperia com os tratados internacionais do pós-guerra, que proíbem anexações territoriais.


Os defensores de Trump que também apoiam a Ucrânia esperam que ele mude sua postura no poder. Outros dizem que, por ser um negociador nato, ele pode conseguir acordos vantajosos. A ver.


De fato, Trump tem, em seu histórico, os Acordos de Abraão, que levaram alguns países árabes a reconhecerem a existência de Israel – o primeiro passo para uma paz duradoura no Oriente Médio. O reconhecimento da Arábia Saudita, o principal país muçulmano do mundo, estava próximo, até que o pogrom de 7 de outubro levou ao cancelamento do encontro que selaria o acordo.


Por outro lado, Biden, que iniciou seu governo prometendo a paz, com uma retirada desastrosa e humilhante do Afeganistão, na prática, encorajou Putin e os terroristas muçulmanos a desafiarem o poder norte-americano.


Enfim, tais eventos mostram que, nem sempre, as boas intenções levam a soluções eficazes. Curiosamente, Trump, que a mídia muitas vezes retrata como “nazi-fascista” e que iniciou seu primeiro mandato com a polêmica e desnecessária mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém, foi quem mais conseguiu construir pontes entre árabes e judeus desde Clinton. Resta ver o que o futuro nos reserva."

Amilton Aquino

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"Não comentei em um post específico sobre a melhora da nota de risco do Brasil pela agência Moody’s no início de outubro, porque, assim como todo o mercado, fui surpreendido. Como justificar a melhora na nota do Brasil justamente quando o quadro fiscal se agrava e o governo continua resistindo a cortar gastos?


Desde então, diferentemente do que geralmente ocorre quando há uma elevação de rating de um país, o fluxo de investimentos estrangeiros no Brasil não apenas continuou negativo, mas se intensificou. Em outras palavras, o mercado (não só o brasileiro) não comprou a elevação da nota pela Moody’s. Além disso, o FMI piorou ainda mais suas projeções para a dívida brasileira; a inflação consolidou sua tendência de alta; as expectativas para a Selic pioraram (mesmo com a posse do novo diretor do Banco Central, indicado por Lula com o claro objetivo de forçar uma queda); e, ontem, o dólar atingiu R$ 5,87.


É muita coisa para apenas um mês, convenhamos. Com o cenário de piora consolidada, Haddad e Tebet entraram em campo para tentar acalmar o mercado com um suposto pacote de corte de gastos. Entretanto, as expectativas são baixas, com novas modificações no arcabouço fiscal, que já foi descumprido no primeiro ano de vigência. Paralelamente, o governo continua repetindo erros do passado, que levaram à maior crise da nossa história. Isso inclui maquiagens fiscais para manter a alta nos gastos, o que elevou nosso PIB em alguns décimos às custas de maior endividamento e de manobras parafiscais que já ultrapassam R$ 100 bilhões.


O lobby de Lula e Haddad na Moody’s, três dias antes da publicação do relatório, até que funcionou. Mas parece que esqueceram de combinar com a realidade. O relatório da Moody’s deixa claro que a melhora se deve, principalmente, aos efeitos de reformas realizadas nos governos anteriores, restando ao governo atual a aprovação da reforma tributária, que não foi concluída durante a gestão Bolsonaro por falta de vontade política. Além disso, a agência destacou o quadro fiscal como um fator crucial para a continuidade do crescimento econômico após o desastre no final do governo do PT.


Paradoxalmente, o Brasil se encontra em uma posição privilegiada no atual cenário global, o que ajuda a explicar a decisão da Moody’s. Com o enorme fluxo de capital estrangeiro — intensificado pelos bancos centrais durante a pandemia —, os investidores têm poucas opções atraentes. China, Rússia, Japão e Europa não são mais tão viáveis, e entre os grandes emergentes, sobraram Índia e Brasil. A Índia já tem um mercado saturado de investimentos, assim como o México, que está prestes a ultrapassar o Brasil em termos econômicos, mesmo com metade da nossa população. Ou seja, o Brasil deveria estar aproveitando uma vantagem significativa. O governo só precisa focar no equilíbrio das contas públicas, mas, até agora, parece mais inclinado a adiar o ajuste, como fez Dilma.


Por outro lado, se o governo demonstrar algum nível de responsabilidade fiscal, podemos viver uma nova onda de euforia. A esperança do mercado é que Lula retome o pragmatismo de seu primeiro mandato. A recente mudança na postura em relação ao governo Maduro é um sinal positivo, assim como as tratativas para compra de aviões norte-americanos para lidar com a crescente ameaça venezuelana, que conta com uma frota de caças russos. 


Será que isso indica uma correção de rota, com o Brasil se afastando dos BRICS e se reaproximando do Ocidente? Veremos. Assim como no primeiro mandato, Lula teve a sorte de herdar um cenário externo favorável. Agora, a história se repete. Ele assumiu um país com o primeiro superávit desde a crise Dilma, com os juros americanos em queda. Basta um pouco de juízo, algo que tem faltado nos últimos anos."

Bankinter Portugal Matinal 1111

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: A vitória de Trump demonstra ser francamente boa para Wall St., insistimos. Na sexta-feira, tivemos a 4.ª sessão consecutiva de subidas em Wall St., enquanto Europa evolui em ziguezague. O mais relevante desde sexta-feira é que a inflação chinesa parece mais uma deflação (+0,3% desde +0,4%), que as cryptos sobem fortemente favorecidas pela expetativa de tolerância e desregulação do novo governo americano, que os estímulos chineses anunciados na sexta-feira não são mais do que refinanciamento da súper dívida chinesa HK -1,4%; embora CSI-300 +0,5%, não é fiável) e que Fitch revê a Perspetiva sobre Espanha deste Estável para Positiva e confirma A-. Os futuros americanos sobem ligeiramente (ca+0,2%), portanto é provável que tenhamos uma 5.ª subida consecutiva em Wall St. 

 

Esta semana terminaremos de assimilar a onda expansiva da vitória confortável de Trump e comprovaremos que a inflação americana também sobe, como já o faz a europeia. Embora tenhamos certa intensidade macro, principalmente americana, o mais importante, claro, é comprovar se a inflação americana de quarta-feira sobe (até +2,6% desde +2,4%), ficando a Subjacente estável em +3,3%. Isso seria o lógico. A inflação europeia, que sai sempre um pouco antes que a americana, porque é publicado um registo muito preliminar, efetivamente subiu em outubro desde +1,7% até +2,0%. É especialmente importante comprovar se a inflação americana também aumenta porque a política de Trump será inflacionista, e isso, em combinação com uma subida natural, tornaria inevitável que a Fed baixasse taxas de juros mais devagar. E se seguir esse rumo, alguns conselheiros poderão começar a expressá-lo após a inflação na quarta-feira. Cuidado com as obrigações americanas. 

 

Além de assimilar a vitória de Trump e comprovar se a inflação americana aumenta, esta semana iremos fechar, em termos práticos, a temporada de resultados 3T, porque 90% das empresas americanas já publicaram, com uma expansão do EPS médio de +8,4% vs +5,1% esperado. Não está nada mal, mas é improvável que empurre as bolsas a curto prazo. 

 

Em suma, provavelmente teremos uma semana de assentamento de níveis ou realização de alguns lucros (ou não), mas movimentos em intervalo estreito, dependendo de como saia a inflação americana. Como o mais provável é que suba, o mais provável também é uma realização de lucros em Nova Iorque, com Europa talvez lateral. Isso é compatível com uma ligeira subida hoje em Nova Iorque, que seria a 5.ª consecutiva. E o seguinte será a publicação de resultados de Nvidia, a 21 de novembro, que costumam ser bons, e a Black Friday, a 29 de novembro, que poderá não se destacar este ano, porque esperam-se vendas de apenas ca.+3%. 

 

S&P500 +0,4% Nq-100 +0,1% SOX -0,8% ES-50 -1% IBEX -0,2% VIX 14,9% Bund 2,35% T-Note 4,31% Spread 2A-10A USA=+5pb B10A: ESP 3,07% PT 2,84% FRA 3,09% ITA 3,65% Euribor 12m 2,534% (fut.12m 2,156%) USD 1,072 JPY 164,6 Ouro 2.673$ Brent 73,9$ WTI 70,4$ Bitcoin +5,8% (80.960$) Ether +6,6% (3.137$). 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 1111

 *Rosa Riscala: Pacote fiscal entra na terceira semana de debates sem consenso*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… O Dia do Veterano nos EUA fecha os Treasuries hoje, mas as bolsas em NY funcionam normalmente, à espera do CPI de outubro (4ªF) e da participação de Powell em evento (5ªF), após ele não ter descartado nova queda do juro em dezembro. Na China, frustrados com os estímulos fiscais, investidores repercutem os dados de inflação divulgados no fim de semana e aguardam pela produção industrial e vendas no varejo na noite de 5ªF. Aqui, a semana mais curta do feriado da República, que fecha a B3 na 6ªF, começa com o resultado do setor público consolidado em setembro (hoje, 8h30). Vêm ainda IBC-Br, volume de serviços e vendas no varejo, além da ata do Copom amanhã. O foco de interesse está em como o BC vê o exterior (agora com Trump) e o risco de dominância fiscal, se o pacote de Lula decepcionar.


… Cansado da demora no anúncio das medidas, o mercado pressiona o dólar e DI. Desta semana, a indefinição não pode passar, sob o risco de levar o estresse longe demais. Está faltando isso aqui para o dólar bater R$ 6 e ganhar as manchetes.


… As reuniões sobre as propostas de corte das despesas públicas continuaram no fim de semana, quando o presidente Lula teria recebido alguns técnicos e conselheiros do governo no Palácio da Alvorada, embora nenhuma informação tenha vazado.


… Haddad viajou para SP e teria sido representado nos encontros pelo número 2 da Fazenda, Dario Durigan. Volta hoje a Brasília.


… Completadas duas semanas desde o segundo turno das eleições municipais, data prometida para o anúncio, o pacote ainda tem de ser articulado junto a Lira e Pacheco para o governo medir a viabilidade política das medidas.


… Haddad já havia adiantado que o pacote será submetido ao Congresso por meio de PEC e projeto de lei complementar.


… O Valor apurou que a equipe econômica quer limitar o reajuste anual do salário mínimo ao teto do arcabouço (2,5% acima da inflação). Atualmente, a política de valorização prevê inflação + variação do PIB de dois anos antes.


… A fórmula atual garantiu um reajuste de 6,97% ao salário mínimo deste ano. A equipe econômica propõe manter a fórmula, mas com um reajuste limitado a uma alta de até 2,5% ao ano acima da inflação.


… A medida garantiria aumento real do piso em anos de economia aquecida, mas sem fugir do limite do arcabouço.


… Isso seria importante para ajudar a controlar o crescimento das despesas públicas, que são atreladas ao salário mínimo, como é o caso dos benefícios previdenciários, do BPC, do seguro-desemprego e abono salarial.


… A proposta é uma alternativa à ideia de colocar as despesas obrigatórias sob o limite do novo arcabouço fiscal.


… O BPC, o piso de educação e o seguro-desemprego seguem como maiores obstáculos para o ajuste fiscal. Os planos de sacrificar a área social do governo continuam enfrentando resistência dos ministérios, que fazem críticas públicas.


… Na 6ªF, Wellington Dias (Desenvolvimento Social) afirmou à CNN Brasil que o presidente Lula não quer que os mais pobres arquem com o ajuste. “Para essa proteção social não faltará dinheiro”, disse o ministro.


… Segundo ele, Lula não é refratário ao compromisso fiscal, mas não deseja que a conta recaia só nos mais vulneráveis.


… Por outro lado, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o presidente Lula levará em consideração o que ministro Haddad recomendar para tomar a decisão sobre as áreas em que o governo realizará os cortes de despesas.


… Em entrevista concedida por Lula a senadores, transmitida na noite deste domingo pela RedeTV!, ele disse que o crescimento tem que ser distribuído na mão de todos os brasileiros. “Sabemos fazer política social.”


… O presidente afirmou que assumiu o terceiro mandato com o objetivo de fazer o País voltar a crescer.


… Para o Itaú, R$ 35 bilhões é o mínimo para que o pacote de revisão de gastos tenha sucesso em obter alguma redução de percepção de risco fiscal para 2026, sem contar as medidas de pente-fino já anunciadas.


… No mercado financeiro, as especulações sobre o volume dos cortes variam de R$ 30 bilhões a R$ 60 bilhões.


PLUS A MAIS – As desconfianças de que o pacote poderá vir desidratado se ampliaram na 6ªF, combinadas ao real depreciado com Trump e a perspectiva de um governo protecionista, despertando uma onda de alta nas apostas para o IPCA e Selic.


… Na hipótese mais pessimista, o juro pode ter que ultrapassar 13% para enfrentar as pressões inflacionárias.


… Na última 6ªF, a leitura do IPCA de outubro acima das expectativas e superior ao teto da meta do BC no horizonte em 12 meses (abaixo) puxou as estimativas para a inflação, vista como disseminada por economistas no Estadão.


… Apesar da volta da bandeira tarifária verde em dezembro projetado pelo MME, o alívio pode ser ofuscado pela disparada das cotações dos alimentos, causa da estiagem de setembro, e a escalada do dólar (quase 20% no ano).


… A XP elevou a projeção para o IPCA deste ano (4,6% para 4,9%) e do ano que vem (4,1% para 4,7%), e, paralelamente, subiu também a previsão para a Selic no final do ciclo de aperto monetário, de 12% para 13,25%.


… Também o Barclays passou a esperar inflação maior em 2024 (4,6%, de 4,3% antes) e 2025 (4,0%, de 3,9%). O C6 Bank revisou a projeção do IPCA do ano que vem (4,8% para 5,0%) e a da Selic terminal, de 10% para 12,5%.


INDICADORES – Nesta semana, saem o IGP-10 de novembro (5ªF) e a primeira prévia de dezembro do IPC-Fipe (hoje, às 5h).


… Ainda nesta 2ªF, o saldo negativo do governo central, pressionado pelas despesas obrigatórias, deve sustentar as expectativas de déficit no setor público consolidado em setembro, de R$ 8,20 bilhões, na mediana do Broadcast.


… As vendas no varejo estão previstas para amanhã (3ªF), o volume de serviços, para 4ªF, e o IBC-Br, para 5ªF.


AGENDA DO BC – Campos Neto e Galípolo participam hoje de reuniões bimestrais do BIS na Basileia (Suíça).


… Na coluna de Lauro Jardim/O Globo, o número 2 de Tebet, o secretário executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães, tem articulado para ocupar uma das três vagas para a diretoria do BC a partir de janeiro.


… Segundo o jornalista, o profissional tem apostado em aumentar a sua participação na agenda de revisão de gastos do governo federal para se cacifar ao cargo, além de interagir ativamente com o mercado financeiro em suas agendas.


BALANÇOS – O BB fecha a safra do setor financeiro nesta 4ªF, quando saem outros resultados importantes: B3, JBS, BRF, Marfrig, Gol, Americanas, Bradespar, Casas Bahia, Cemig, Cyrela, Light, Marisa, MRV, Nubank e Rede D´Or.


… Hoje, após o fechamento do mercado, é dia de Sabesp, Itaúsa, 3Tentos, Even, Localiza, Vamos e São Martinho.


… Amanhã (3ªF), saem os números trimestrais da CSN, CSN Mineração, CVC, Banrisul, BTG Pactual, Eneva, Hapvida, IRB Re, Jalles Machado, JHSF, Porto Seguro, Raízen e SLC Agrícola. Na 5ªF, é a vez da Azul e do Banco Inter.


EMENDAS – O projeto de lei sobre a nova regulamentação das emendas parlamentares, já aprovado pela Câmara, será votado amanhã (3ªF) pelo Senado. Na apreciação pela Casa, o governo tentará retomar o bloqueio de emendas.


… A medida foi retirada de última hora na votação pelos deputados, que aprovaram versão prevendo apenas o contingenciamento de emendas. O projeto não cumpre os requisitos de transparência exigidos pelo STF.


… Segundo Idiana Tomazelli, na Folha, da forma como foi aprovada pela Câmara, a proposta obrigará o Executivo a cortar R$ 11,5 bilhões de suas despesas programadas para 2025 e entregar o espaço à indicação dos congressistas.


… Este valor corresponde às emendas de comissão, asseguradas pelo projeto, mas não previstas no PLOA do ano que vem, enviado em agosto ao Legislativo. O texto vai, assim, na contramão do debate sobre a revisão de gastos.


… É um sinal contraditório do Congresso, enquanto a equipe econômica tenta convencer os integrantes do próprio governo a apoiar um cardápio de medidas impopulares tidas como necessárias para conter a dinâmica das despesas no futuro.


LÁ FORA – Nos primeiros dados de inflação após o Fed, o CPI de outubro nos EUA sai na 4ªF e o PPI, no dia seguinte. Vindo comportados, os números devem reforçar as apostas de novo corte de 25pb do juro americano na última reunião do ano.


… Powell, que assim como a grande maioria do mercado, não descarta uma queda em dezembro, fala em evento na 5ªF. Ontem à noite, Neel Kashkari (Fed/Minneapolis), que este ano não vota, previu outro corte.


… Ainda nos EUA, indicadores de atividade (produção industrial e vendas no varejo em outubro) saem na 6ªF.


… A varejista americana Home Depot divulga o seu balanço amanhã (3ªF) e Walt Disney, na 5ªF.


… Lagarde discursa na 5ªF, quando o BCE divulga a ata da última decisão. No mesmo dia, o México decide juro.


PETRÓLEO – Opep (amanhã) e AIE (5ªF) divulgam os seus relatórios mensais sobre a commodity.


CHINA – Reforçando as dificuldades da economia, o CPI desacelerou o ritmo de alta na base anual para 0,3% em outubro, em comparação com o ganho de 0,4% observado em setembro. O PPI continuou caindo: -2,9%, de -2,8%.


… Na última 6ªF, o mercado continuou exibindo insatisfação com medidas fiscais. Pequim elevou o teto das dívidas de governos locais em US$ 840 bilhões, medida vista como insuficiente para impulsionar o PIB.


PRESSÃO DE TODO LADO – O IPCA salgado, a espera tensa pelo pacote fiscal, medidas frustrantes anunciadas pela China e o convite de Trump a um notório protecionista para o governo (Robert Lighthizer) pesaram na 6ªF.


… Sob esse mix de pressões, o mercado doméstico trabalhou na defensiva na 6ªF, correndo para o dólar, que disparou mais de 1%, e saindo da bolsa, que baixou quase 1,5%.


… Para a Capital Economics, a medida anunciada pelo governo chinês, de elevar o teto das dívidas dos governos locais em 6 trilhões de yuans (US$ 840 bilhões), “não fará diferença significativa para a demanda agregada”.


… O dia já não vinha bem desde a manhã com o mal-estar provocado pela China e o IPCA de outubro (+0,56%) acima do esperado (+0,54%), com uma abertura ruim e estourando o teto da meta em 12 meses (4,76%).


… Piorou com a informação do Financial Times, via fontes, de que Trump teria convidado Robert Lighthizer para representante do Comércio dos EUA.


… Lighthizer já ocupou o cargo na 1ª presidência de Trump, onde ficou conhecido por sua postura protecionista e posição dura contra produtos da China.


… Segundo o FT, Trump “deve agir rápida e implacavelmente” nas ameaças aos parceiros e com tarifas altas sobre importações, assim que assumir.


…  A notícia disparou o dólar ante pares e emergentes. Aqui, a moeda americana ainda continuou embutindo as preocupações fiscais e subiu 1,07%, a R$ 5,7359, depois de bater na máxima de R$ 5,7908.


… Na semana, a moeda caiu 2,27% por causa da alta base de comparação da 6ªF anterior, quando o dólar atingiu o segundo maior nível histórico nominal de fechamento (R$ 5,8694).


… O IPCA reforçou a mensagem do Copom e o DI para janeiro de 2026 subiu a 13,060% (de 13,005%); o Jan/27 foi a 13,090% (13,025%); Jan/29, a 12,925% (12,850%); Jan/31, a 12,760% (12,730%); e Jan/33, a 12,620% (12,610%).


LADEIRA ABAIXO – Na bolsa, o bom balanço elevou as ações da Petrobras em quase 2%, mas o tombo de mais de 4% da Vale e o recuo das blue chips financeiras empurraram o Ibovespa para abaixo de 128 mil pontos.


… Com apenas 13 ações em alta, o Ibov teve baixa de 1,43% aos 127.829,80 pontos. Na semana, caiu 0,23%. O volume financeiro de R$ 29,9 bilhões ficou acima da média recente, um mau sinal, de pressão vendedora.


… Em queda de 4,61% (R$ 60,63), bem mais que o minério de ferro em Dalian (-1,65%), Vale perdeu R$ 17 bilhões em valor de mercado.


… Na outra ponta, Petrobras ON subiu 1,82% (R$ 39,08) e PN avançou 1,89% (R$ 36,18).


… Apoiada no balanço e na perspectiva de pagamento de dividendos extraordinários, a companhia passou ilesa pela queda de 2,32% do Brent/jan (US$ 73,87), pressionado pela decepção com a China.


… Fernando Melgarejo, diretor financeiro da Petrobras, sinalizou na 6ªF que o eventual pagamento de dividendo extra vai depender do Plano Estratégico 2025-2029, previsto para 21 de novembro.


… O anúncio pode vir em paralelo ao plano ou, ao menos, até o fim do ano.


… Ainda no Ibov, Embraer (+7,47%), a R$ 53,79, preço recorde, esteve entre as poucas altas do dia após divulgar o balanço do 3Tri.


… Bancos ficaram no vermelho: Itaú caiu 1,57% (R$ 35,08), Santander recuou 1,22% (R$ 26,68), Banco do Brasil cedeu 0,76% (R$ 25,99), Bradesco PN perdeu 1,10% (R$ 13,51) e ON recuou 1,07% (R$ 12,04).


À ESPERA DE 2025 – A expectativa de que o futuro governo Trump adote políticas favoráveis às corporações continuou a dar as cartas em NY na 6ªF.


… Em meio ao otimismo, o S&P 500 chegou a superar a marca de 6 mil pontos, para fechar perto disso, em um novo recorde, o 50º do ano, em 5.995,54 (+0,38%).


… Os 6 mil pontos são uma marca psicológica significativa, que pode atrair mais investimento às ações, já que há muito dinheiro alocado em fundos mútuos e títulos de dívida, comentou Clark Geranen (CalBay Investments) à BBG.  


… O Dow Jones avançou 0,59% (43.988,99 pontos), puxado por Salesforce (3,6%), depois da notícia de que a empresa vai contratar mil funcionários para promover sua ferramenta de IA, Agentforce.


… O Nasdaq fechou estável (+0,09%, a 19.286,78 pontos). Na semana, S&P 500 (+4,66%) e Dow Jones (+4,61%) tiveram o maior ganho do ano. O Nasdaq avançou 5,74%. Tesla saltou 8,2% e ultrapassou US$ 1 tri em capitalização.


… Acima da expectativa (71), o índice de sentimento do consumidor dos EUA, elaborado pela Universidade de Michigan, contribuiu para manter o bom humor do mercado.


… O indicador subiu de 70,5 em outubro para 73,0 em novembro, maior nível em sete meses, na leitura preliminar.


… A pesquisa também mostrou que as expectativas de inflação em 12 meses recuaram de 2,7% em outubro para 2,6% em novembro, menor nível em quatro anos. Para o horizonte de cinco anos, subiram de 3,0% para 3,1%.


… De olho nos próximos passos do futuro governo, os Treasuries tiveram movimento sem direção única. A note de 2 anos subiu a 4,2550% (de 4,190% na sessão anterior), ainda reagindo ao resultado da eleição.


… Segundo a Fitch Ratings, os juros dos títulos americanos tendem a permanecer em nível mais elevado, diante da expectativa de aumento nas tarifas de importação, ainda mais depois de Trump chamar Robert Lighthizer.


… Os retornos dos Treasuries de longo prazo devolveram um pouco da forte alta registrada no pós-eleição. O da note de 10 anos caiu a 4,2980% (de 4,3379%) e o do T-bond de 30 anos recuou a 4,4592% (de 4,5345%).


… Antecipando as políticas inflacionárias de Trump, o dólar seguiu em alta. O índice DXY subiu 0,46%. O euro caiu 0,69%, a US$ 1,0721, a libra cedeu 0,43%, a US$ 1,2922. Na contramão, o iene avançou 0,18%, a 152,640/US$.


EM TEMPO… M DIAS BRANCO teve lucro líquido de R$ 124,7 milhões no 3TRI24, queda de 51,9% na comparação anual; Ebitda caiu 48,1%, para R$ 228,9 milhões; receita líquida recuou 12,1%, para R$ 2,404 bi.


SANTANDER concluiu resgate do instrumento de dívida emitido em 2018, que integrava o Capital de Nível I do patrimônio de referência (PR)…


… Na ocasião, banco emitiu US$ 2,5 bi em bônus externos, comprados integralmente pela matriz espanhola…


… Uma das notas, que totalizava US$ 1,250 bilhão, era perpétua e compunha o capital Nível I, foi resgatada agora; a outra tranche, também de US$ 1,250 bilhão, compõe o capital de Nível II e vence em 2028.


JBS. Seara investiu R$ 13,5 mi para expandir frota de caminhões 100% elétricos, que agora conta com 221 veículos.


EMBRAER. Brasil e Suécia assinaram carta de intenções para promover um negócio casado, no qual a FAB comprará mais caças Saab Gripen, enquanto o país nórdico vai adquirir aviões de transporte tático Embraer KC-390…


… O acordo, segundo a Folha, foi fechado na visita do ministro de Defesa sueco, Pal Jonson, a Natal (RN).


OI assinou venda de uma unidade produtiva isolada (UPI), composta por 100% das ações de emissão da SPE Imóveis e Torres Selecionados, para a SBA Torres Brasil, um Credor Take or Pay sem Garantia – Opção I, por R$ 40 milhões.

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...