segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Matinal ConfianceTec 1111

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

11/11/2024
Julio Hegedus Netto,  economista.

MERCADOS EM GERAL

FECHAMENTO DE SEXTA-FEIRA (08)
MERCADO BRASILEIRO

O Ibovespa encerrou o pregão na sexta-feira (08) em queda de 1,43%, a 127.829 pontos. Volume negociado ficou em R$ 30,2 bi. Na semana recuou 0,23%. Já o dólar encerrou em alta forte de 1%, a R$ 5,7359. Há toda uma expectativa em torno do pacote fiscal.

Mercados hoje (11): Bolsas asiáticas fecharam, em maioria, em queda; bolsas europeias e Índices Futuros de NY em alta (seguem o rally Trump)

Pacote fiscal na terceira semana em impasse

EUA 🇺🇸
Dow Jones Futuro: +0,21%
S&P 500 Futuro: +0,32%
Nasdaq Futuro: +0,43%
Ásia-Pacífico:
Shanghai SE (China), +0,51%
Nikkei (Japão): +0,08%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,45%
Kospi (Coreia do Sul): -1,15%
ASX 200 (Austrália): -0,35%
Europa: 🇪🇺
FTSE 100 (Reino Unido): +0,76%
DAX (Alemanha): +1,17%
CAC 40 (França): +1,03%
FTSE MIB (Itália): +0,95%
STOXX 600: +1,04%
Commodities:
Petróleo WTI, +0,10%, a US$ 70,45 o barril
Petróleo Brent, +0,26%, a US$ 74,05 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -2,87%, a 762,00 iuanes (US$ 105,93).

NO DIA (11Nov)

Semana mais curta por aqui, pelo feriado do dia 15 (Proclamação da República) e nos EUA, pelo Dia do Veterano hoje, quando o mercado de Treasuries não funciona, mas as bolsas em NY operam normalmente.

Por lá, expectativa pelo CPI de outubro (quarta-feira) e a participação de Powell em evento (quinta), após ele não ter descartado nova queda do juro em dezembro.

No Brasil, ingressamos na terceira semana à espera do pacote fiscal. Intervenções em alguns gastos sociais estressam o governo, que não consegue encontrar uma saída.

Na China, frustrado com os estímulos fiscais, mercado repercute os dados de inflação divulgados no fim de semana e aguarda pela produção industrial e vendas no varejo na quinta-feira.

Por aqui, na agenda, temos o resultado do setor público consolidado em setembro (hoje, 8h30). É divulgado também o IBC-Br, o volume de serviços (PMS) e as vendas no varejo (PMC), além da ata do Copom amanhã.

O foco de interesse desta semana é o risco de "dominância fiscal", se o pacote de Lula decepcionar.

AGENDA DO DIA (11Nov)

Indicadores:
05h00. Brasil/Fipe: IPC 1ª quadrissemana de novembro
08h25. Boletim Focus
08h30. Brasil. Resultado primário do setor público consolidado em setembro (BCB).
15h00. Brasil/Mdic: Balança comercial semanal.

Eventos:
Feriado do Dia dos Veteranos nos EUA mantém o mercado de Treasuries fechado
BCB: Campos Neto e Gabriel Galípolo participam de reuniões trimestrais do BIS, em Basileia.
10h30. Brasil: BC concede coletiva sobre resultado primário

Balanços:
Brasil/noite: Sabesp, São Paulo.
            

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec

Boa segunda-feira e bons negócios!

PS. Em breve, um novo Call Matinal.

Amilton Aquino

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"Este post é a continuação do de ontem. Acho que ficou clara a diferença entre democratas (que tendem mais ao globalismo) e republicanos (que tendem mais ao isolacionismo). Portanto, este post tem como objetivo esclarecer uma confusão que virou modinha entre uma parte da direita, rotulada hoje como “extrema” pela mídia. Curiosamente, o brasileiro Olavo de Carvalho é um dos teóricos dessa corrente, especialmente após seu famoso debate com o guru de Putin, Alexandre Dugin, em 2012.


O tema do debate foi “A Nova Ordem Mundial”, que acabou se transformando em um livro, hoje considerado quase “profético” pelos seguidores de Olavo. A tese central descrevia o futuro como um embate entre quatro grandes forças pela hegemonia mundial:


- Globalismo Ocidental, que visaria consolidar uma ordem mundial liberal e democrática, baseada no livre mercado, nos direitos individuais e em instituições globais, como a ONU e o FMI.


- Eurasianismo Russo, uma alternativa ao liberalismo ocidental, que vê a Rússia como a "Terceira Roma", uma força civilizatória distinta com o dever de proteger o "mundo eurasiano" da influência ocidental.


- China, que representa uma força que combina práticas econômicas de mercado com um governo centralizado e autoritário, buscando expandir sua influência global através de iniciativas como a Nova Rota da Seda.


- Islamismo Radical, que visa estabelecer um califado mundial, liderado pelo Irã, e expandir a influência do Islã político globalmente, com uma implementação gradual da Sharia, a lei islâmica que se sobrepõe às legislações ocidentais.


Já neste debate, Olavo mencionava momentos de aproximação, especialmente entre a Russia e a China, contra os globalistas ocidentais. Na prática, hoje vemos uma aliança tripla, incluindo também o islamismo radical, consolidada nos BRICS.


Ou seja, em pouco mais de uma década, o cenário evoluiu significativamente, a ponto de alguns teóricos considerarem já estar em curso uma terceira guerra mundial indireta entre as democracias ocidentais e o eixo autoritário, nas guerras da Ucrânia e no Oriente Médio. 


Aqui começa a confusão que pretendo esclarecer com minha humilde contribuição. Embora Olavo estivesse nitidamente ao lado dos “globalistas” nesse embate em sua defesa dos EUA como baluarte da defesa das democracias liberais contra o autoritarismo das demais forças, com o tempo, ele passou a adotar uma visão mais crítica aos globalistas, absorvendo parcialmente a perspectiva de Dugin. Isso explica a curiosa defesa de Putin por uma ala dos seus seguidores atuais.


Ora, o que está em jogo é a ordem internacional do pós-guerra. Embora falha, essa ordem possibilitou as décadas mais pacíficas da história recente. Os BRICS, por sua vez, procuram criar meios de contornar as legislações internacionais e os mecanismos de sanções comerciais dessa ordem pós-guerra, a única alternativa pacífica para tentar punir países autoritários por desvios dos acordos internacionais sem recorrer ao embate de fato.


Quando Lula critica a ONU, por exemplo, o faz pelos motivos errados. Ele não visa torná-la mais “democrática”, mas sim desbalancear a influência das democracias ocidentais no Conselho de Segurança, ampliando o poder da China e da Rússia.


A crise da ONU reflete, portanto, em escala reduzida, a crise das democracias liberais, corroídas pelo “multiculturalismo” woke que na sua complacência irresponsável com os "diferentes" permitiu a inclusão gradativa de ditaduras no órgão, até que estas se tornassem maioria. Isso explica o porquê de Israel acumular no órgão mais condenações do que todas as ditaduras do mundo juntas.


Temos aqui o clássico caso de “jogar a água suja com o bebê dentro”. Sim, a ONU precisa de reformas, mas não para dar mais voz a regimes autoritários, e sim para reafirmar sua essência de congregar nações em busca da paz — uma busca que deve ter como pressuposto básico o respeito às fronteiras estabelecidas e reconhecidas desde o pós-guerra. 


Mais do que nunca, as democracias devem se unir, não se afastar. Faz sentido a cobrança dos republicanos para que os europeus aumentem sua participação na defesa da Europa e do restante do mundo. Mas não faz sentido desmontar a União Europeia com saídas do bloco como fez o Reino Unido, apenas para evitar a burocracia de Bruxelas.


A realidade aos poucos vai se impondo.  Seria saudável que a esquerda fizesse uma autocrítica sobre sua responsabilidade na polarização do Ocidente, especialmente por sua complacência com autoritários que ameaçam a liberdade que gozam, existente nas democracias ocidentais, principal alvo de suas críticas. E como a esquerda domina as universidades — que formam nossa elite, inclusive a econômica —, cabe a ela a responsabilidade pela confusão ideológica que virou o debate político. É a esquerda que deveria estar apontando as questões que levanto aqui, não eu, um cidadão comum. A esquerda é, portanto, uma das grandes responsáveis pela fraqueza do ocidente que anima os autoritários de plantão. Ainda dá tempo para uma correção de rota, mas isso exige humildade, algo desconhecido  pelos nossos luminares esquerdistas."

Amilton Aquino

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"Não comentei muito sobre as eleições norte-americanas por puro tédio. De fato, como ocorre no Brasil e em grande parte do Ocidente, a política está polarizada, reduzindo as chances de que a centro-esquerda e a centro-direita democrática consigam construir consensos para enfrentar os desafios atuais. Mas por que essa polarização?


A raiz do problema está no descolamento entre a cultura “woke” de esquerda, que domina a mídia e grande parte da burocracia estatal, e a “maioria silenciosa” – o cidadão comum, cada vez mais incomodado com a hipocrisia de uma elite que vive num mundo paralelo. Nesse universo, essas figuras arrotam virtudes e posam de pacifistas, mas, na prática, fomentam ódio e ressentimento por todas as democracias liberais, algo que ficou muito evidente na defesa do Hamas e no antissemitismo descarado em universidades norte-americanas.


Até mesmo parte da esquerda reconhece esse diagnóstico. Vladimir Safatle, por exemplo, uma das referências da esquerda sul-americana, tem criticado - muito antes da derrota de Boulos - não só o excesso de identitarismo “woke”, mas também o fato da esquerda ter se tornado mainstream, o status quo, acomodando-se ao poder e perdendo seu caráter revolucionário. Ironicamente, figuras como Trump, Milei e Bukele são hoje percebidas como mais “revolucionárias” e “anti-sistema” do que a estrela da cultura woke, Kamala Harris, esta sim, mainstream, aclamada pela mídia.


Contudo, os benefícios de uma possível vitória de Trump param por aí. A postura isolacionista defendida pelos republicanos é, no final, prejudicial para o mundo. De fato, se os EUA parassem de gastar trilhões anualmente com a segurança global, certamente os cidadãos norte-americanos estariam em muito melhor situação econômica. Os EUA são autossuficientes em quase tudo. É um dos poucos países do mundo que pode se isolar sem maiores consequências. E, num mundo em constante ebulição, com um ódio generalizado contra os “imperialistas” norte-americanos (o único império da humanidade que desde que conquistou a hegemonia, nunca anexou um quilômetro de qualquer nação), é perfeitamente compreensível esta visão isolacionista dos republicanos.


Porém, para o mundo – especialmente para a Europa, Japão, Taiwan, Coreia do Sul e Filipinas, que dependem do “escudo” norte-americano – o lema “America First” de Trump pode ser catastrófico, já que pode favorecer as ditaduras do bloco autoritário dos BRICs, que se fortalece a cada ano. A proposta de Trump para a Ucrânia, por exemplo, consolidaria a ocupação russa, criando uma zona de contenção entre o que restar da Ucrânia e os territórios ocupados, sob controle de exércitos europeus. Isso basicamente romperia com os tratados internacionais do pós-guerra, que proíbem anexações territoriais.


Os defensores de Trump que também apoiam a Ucrânia esperam que ele mude sua postura no poder. Outros dizem que, por ser um negociador nato, ele pode conseguir acordos vantajosos. A ver.


De fato, Trump tem, em seu histórico, os Acordos de Abraão, que levaram alguns países árabes a reconhecerem a existência de Israel – o primeiro passo para uma paz duradoura no Oriente Médio. O reconhecimento da Arábia Saudita, o principal país muçulmano do mundo, estava próximo, até que o pogrom de 7 de outubro levou ao cancelamento do encontro que selaria o acordo.


Por outro lado, Biden, que iniciou seu governo prometendo a paz, com uma retirada desastrosa e humilhante do Afeganistão, na prática, encorajou Putin e os terroristas muçulmanos a desafiarem o poder norte-americano.


Enfim, tais eventos mostram que, nem sempre, as boas intenções levam a soluções eficazes. Curiosamente, Trump, que a mídia muitas vezes retrata como “nazi-fascista” e que iniciou seu primeiro mandato com a polêmica e desnecessária mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém, foi quem mais conseguiu construir pontes entre árabes e judeus desde Clinton. Resta ver o que o futuro nos reserva."

Amilton Aquino

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"Não comentei em um post específico sobre a melhora da nota de risco do Brasil pela agência Moody’s no início de outubro, porque, assim como todo o mercado, fui surpreendido. Como justificar a melhora na nota do Brasil justamente quando o quadro fiscal se agrava e o governo continua resistindo a cortar gastos?


Desde então, diferentemente do que geralmente ocorre quando há uma elevação de rating de um país, o fluxo de investimentos estrangeiros no Brasil não apenas continuou negativo, mas se intensificou. Em outras palavras, o mercado (não só o brasileiro) não comprou a elevação da nota pela Moody’s. Além disso, o FMI piorou ainda mais suas projeções para a dívida brasileira; a inflação consolidou sua tendência de alta; as expectativas para a Selic pioraram (mesmo com a posse do novo diretor do Banco Central, indicado por Lula com o claro objetivo de forçar uma queda); e, ontem, o dólar atingiu R$ 5,87.


É muita coisa para apenas um mês, convenhamos. Com o cenário de piora consolidada, Haddad e Tebet entraram em campo para tentar acalmar o mercado com um suposto pacote de corte de gastos. Entretanto, as expectativas são baixas, com novas modificações no arcabouço fiscal, que já foi descumprido no primeiro ano de vigência. Paralelamente, o governo continua repetindo erros do passado, que levaram à maior crise da nossa história. Isso inclui maquiagens fiscais para manter a alta nos gastos, o que elevou nosso PIB em alguns décimos às custas de maior endividamento e de manobras parafiscais que já ultrapassam R$ 100 bilhões.


O lobby de Lula e Haddad na Moody’s, três dias antes da publicação do relatório, até que funcionou. Mas parece que esqueceram de combinar com a realidade. O relatório da Moody’s deixa claro que a melhora se deve, principalmente, aos efeitos de reformas realizadas nos governos anteriores, restando ao governo atual a aprovação da reforma tributária, que não foi concluída durante a gestão Bolsonaro por falta de vontade política. Além disso, a agência destacou o quadro fiscal como um fator crucial para a continuidade do crescimento econômico após o desastre no final do governo do PT.


Paradoxalmente, o Brasil se encontra em uma posição privilegiada no atual cenário global, o que ajuda a explicar a decisão da Moody’s. Com o enorme fluxo de capital estrangeiro — intensificado pelos bancos centrais durante a pandemia —, os investidores têm poucas opções atraentes. China, Rússia, Japão e Europa não são mais tão viáveis, e entre os grandes emergentes, sobraram Índia e Brasil. A Índia já tem um mercado saturado de investimentos, assim como o México, que está prestes a ultrapassar o Brasil em termos econômicos, mesmo com metade da nossa população. Ou seja, o Brasil deveria estar aproveitando uma vantagem significativa. O governo só precisa focar no equilíbrio das contas públicas, mas, até agora, parece mais inclinado a adiar o ajuste, como fez Dilma.


Por outro lado, se o governo demonstrar algum nível de responsabilidade fiscal, podemos viver uma nova onda de euforia. A esperança do mercado é que Lula retome o pragmatismo de seu primeiro mandato. A recente mudança na postura em relação ao governo Maduro é um sinal positivo, assim como as tratativas para compra de aviões norte-americanos para lidar com a crescente ameaça venezuelana, que conta com uma frota de caças russos. 


Será que isso indica uma correção de rota, com o Brasil se afastando dos BRICS e se reaproximando do Ocidente? Veremos. Assim como no primeiro mandato, Lula teve a sorte de herdar um cenário externo favorável. Agora, a história se repete. Ele assumiu um país com o primeiro superávit desde a crise Dilma, com os juros americanos em queda. Basta um pouco de juízo, algo que tem faltado nos últimos anos."

Bankinter Portugal Matinal 1111

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: A vitória de Trump demonstra ser francamente boa para Wall St., insistimos. Na sexta-feira, tivemos a 4.ª sessão consecutiva de subidas em Wall St., enquanto Europa evolui em ziguezague. O mais relevante desde sexta-feira é que a inflação chinesa parece mais uma deflação (+0,3% desde +0,4%), que as cryptos sobem fortemente favorecidas pela expetativa de tolerância e desregulação do novo governo americano, que os estímulos chineses anunciados na sexta-feira não são mais do que refinanciamento da súper dívida chinesa HK -1,4%; embora CSI-300 +0,5%, não é fiável) e que Fitch revê a Perspetiva sobre Espanha deste Estável para Positiva e confirma A-. Os futuros americanos sobem ligeiramente (ca+0,2%), portanto é provável que tenhamos uma 5.ª subida consecutiva em Wall St. 

 

Esta semana terminaremos de assimilar a onda expansiva da vitória confortável de Trump e comprovaremos que a inflação americana também sobe, como já o faz a europeia. Embora tenhamos certa intensidade macro, principalmente americana, o mais importante, claro, é comprovar se a inflação americana de quarta-feira sobe (até +2,6% desde +2,4%), ficando a Subjacente estável em +3,3%. Isso seria o lógico. A inflação europeia, que sai sempre um pouco antes que a americana, porque é publicado um registo muito preliminar, efetivamente subiu em outubro desde +1,7% até +2,0%. É especialmente importante comprovar se a inflação americana também aumenta porque a política de Trump será inflacionista, e isso, em combinação com uma subida natural, tornaria inevitável que a Fed baixasse taxas de juros mais devagar. E se seguir esse rumo, alguns conselheiros poderão começar a expressá-lo após a inflação na quarta-feira. Cuidado com as obrigações americanas. 

 

Além de assimilar a vitória de Trump e comprovar se a inflação americana aumenta, esta semana iremos fechar, em termos práticos, a temporada de resultados 3T, porque 90% das empresas americanas já publicaram, com uma expansão do EPS médio de +8,4% vs +5,1% esperado. Não está nada mal, mas é improvável que empurre as bolsas a curto prazo. 

 

Em suma, provavelmente teremos uma semana de assentamento de níveis ou realização de alguns lucros (ou não), mas movimentos em intervalo estreito, dependendo de como saia a inflação americana. Como o mais provável é que suba, o mais provável também é uma realização de lucros em Nova Iorque, com Europa talvez lateral. Isso é compatível com uma ligeira subida hoje em Nova Iorque, que seria a 5.ª consecutiva. E o seguinte será a publicação de resultados de Nvidia, a 21 de novembro, que costumam ser bons, e a Black Friday, a 29 de novembro, que poderá não se destacar este ano, porque esperam-se vendas de apenas ca.+3%. 

 

S&P500 +0,4% Nq-100 +0,1% SOX -0,8% ES-50 -1% IBEX -0,2% VIX 14,9% Bund 2,35% T-Note 4,31% Spread 2A-10A USA=+5pb B10A: ESP 3,07% PT 2,84% FRA 3,09% ITA 3,65% Euribor 12m 2,534% (fut.12m 2,156%) USD 1,072 JPY 164,6 Ouro 2.673$ Brent 73,9$ WTI 70,4$ Bitcoin +5,8% (80.960$) Ether +6,6% (3.137$). 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 1111

 *Rosa Riscala: Pacote fiscal entra na terceira semana de debates sem consenso*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… O Dia do Veterano nos EUA fecha os Treasuries hoje, mas as bolsas em NY funcionam normalmente, à espera do CPI de outubro (4ªF) e da participação de Powell em evento (5ªF), após ele não ter descartado nova queda do juro em dezembro. Na China, frustrados com os estímulos fiscais, investidores repercutem os dados de inflação divulgados no fim de semana e aguardam pela produção industrial e vendas no varejo na noite de 5ªF. Aqui, a semana mais curta do feriado da República, que fecha a B3 na 6ªF, começa com o resultado do setor público consolidado em setembro (hoje, 8h30). Vêm ainda IBC-Br, volume de serviços e vendas no varejo, além da ata do Copom amanhã. O foco de interesse está em como o BC vê o exterior (agora com Trump) e o risco de dominância fiscal, se o pacote de Lula decepcionar.


… Cansado da demora no anúncio das medidas, o mercado pressiona o dólar e DI. Desta semana, a indefinição não pode passar, sob o risco de levar o estresse longe demais. Está faltando isso aqui para o dólar bater R$ 6 e ganhar as manchetes.


… As reuniões sobre as propostas de corte das despesas públicas continuaram no fim de semana, quando o presidente Lula teria recebido alguns técnicos e conselheiros do governo no Palácio da Alvorada, embora nenhuma informação tenha vazado.


… Haddad viajou para SP e teria sido representado nos encontros pelo número 2 da Fazenda, Dario Durigan. Volta hoje a Brasília.


… Completadas duas semanas desde o segundo turno das eleições municipais, data prometida para o anúncio, o pacote ainda tem de ser articulado junto a Lira e Pacheco para o governo medir a viabilidade política das medidas.


… Haddad já havia adiantado que o pacote será submetido ao Congresso por meio de PEC e projeto de lei complementar.


… O Valor apurou que a equipe econômica quer limitar o reajuste anual do salário mínimo ao teto do arcabouço (2,5% acima da inflação). Atualmente, a política de valorização prevê inflação + variação do PIB de dois anos antes.


… A fórmula atual garantiu um reajuste de 6,97% ao salário mínimo deste ano. A equipe econômica propõe manter a fórmula, mas com um reajuste limitado a uma alta de até 2,5% ao ano acima da inflação.


… A medida garantiria aumento real do piso em anos de economia aquecida, mas sem fugir do limite do arcabouço.


… Isso seria importante para ajudar a controlar o crescimento das despesas públicas, que são atreladas ao salário mínimo, como é o caso dos benefícios previdenciários, do BPC, do seguro-desemprego e abono salarial.


… A proposta é uma alternativa à ideia de colocar as despesas obrigatórias sob o limite do novo arcabouço fiscal.


… O BPC, o piso de educação e o seguro-desemprego seguem como maiores obstáculos para o ajuste fiscal. Os planos de sacrificar a área social do governo continuam enfrentando resistência dos ministérios, que fazem críticas públicas.


… Na 6ªF, Wellington Dias (Desenvolvimento Social) afirmou à CNN Brasil que o presidente Lula não quer que os mais pobres arquem com o ajuste. “Para essa proteção social não faltará dinheiro”, disse o ministro.


… Segundo ele, Lula não é refratário ao compromisso fiscal, mas não deseja que a conta recaia só nos mais vulneráveis.


… Por outro lado, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o presidente Lula levará em consideração o que ministro Haddad recomendar para tomar a decisão sobre as áreas em que o governo realizará os cortes de despesas.


… Em entrevista concedida por Lula a senadores, transmitida na noite deste domingo pela RedeTV!, ele disse que o crescimento tem que ser distribuído na mão de todos os brasileiros. “Sabemos fazer política social.”


… O presidente afirmou que assumiu o terceiro mandato com o objetivo de fazer o País voltar a crescer.


… Para o Itaú, R$ 35 bilhões é o mínimo para que o pacote de revisão de gastos tenha sucesso em obter alguma redução de percepção de risco fiscal para 2026, sem contar as medidas de pente-fino já anunciadas.


… No mercado financeiro, as especulações sobre o volume dos cortes variam de R$ 30 bilhões a R$ 60 bilhões.


PLUS A MAIS – As desconfianças de que o pacote poderá vir desidratado se ampliaram na 6ªF, combinadas ao real depreciado com Trump e a perspectiva de um governo protecionista, despertando uma onda de alta nas apostas para o IPCA e Selic.


… Na hipótese mais pessimista, o juro pode ter que ultrapassar 13% para enfrentar as pressões inflacionárias.


… Na última 6ªF, a leitura do IPCA de outubro acima das expectativas e superior ao teto da meta do BC no horizonte em 12 meses (abaixo) puxou as estimativas para a inflação, vista como disseminada por economistas no Estadão.


… Apesar da volta da bandeira tarifária verde em dezembro projetado pelo MME, o alívio pode ser ofuscado pela disparada das cotações dos alimentos, causa da estiagem de setembro, e a escalada do dólar (quase 20% no ano).


… A XP elevou a projeção para o IPCA deste ano (4,6% para 4,9%) e do ano que vem (4,1% para 4,7%), e, paralelamente, subiu também a previsão para a Selic no final do ciclo de aperto monetário, de 12% para 13,25%.


… Também o Barclays passou a esperar inflação maior em 2024 (4,6%, de 4,3% antes) e 2025 (4,0%, de 3,9%). O C6 Bank revisou a projeção do IPCA do ano que vem (4,8% para 5,0%) e a da Selic terminal, de 10% para 12,5%.


INDICADORES – Nesta semana, saem o IGP-10 de novembro (5ªF) e a primeira prévia de dezembro do IPC-Fipe (hoje, às 5h).


… Ainda nesta 2ªF, o saldo negativo do governo central, pressionado pelas despesas obrigatórias, deve sustentar as expectativas de déficit no setor público consolidado em setembro, de R$ 8,20 bilhões, na mediana do Broadcast.


… As vendas no varejo estão previstas para amanhã (3ªF), o volume de serviços, para 4ªF, e o IBC-Br, para 5ªF.


AGENDA DO BC – Campos Neto e Galípolo participam hoje de reuniões bimestrais do BIS na Basileia (Suíça).


… Na coluna de Lauro Jardim/O Globo, o número 2 de Tebet, o secretário executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães, tem articulado para ocupar uma das três vagas para a diretoria do BC a partir de janeiro.


… Segundo o jornalista, o profissional tem apostado em aumentar a sua participação na agenda de revisão de gastos do governo federal para se cacifar ao cargo, além de interagir ativamente com o mercado financeiro em suas agendas.


BALANÇOS – O BB fecha a safra do setor financeiro nesta 4ªF, quando saem outros resultados importantes: B3, JBS, BRF, Marfrig, Gol, Americanas, Bradespar, Casas Bahia, Cemig, Cyrela, Light, Marisa, MRV, Nubank e Rede D´Or.


… Hoje, após o fechamento do mercado, é dia de Sabesp, Itaúsa, 3Tentos, Even, Localiza, Vamos e São Martinho.


… Amanhã (3ªF), saem os números trimestrais da CSN, CSN Mineração, CVC, Banrisul, BTG Pactual, Eneva, Hapvida, IRB Re, Jalles Machado, JHSF, Porto Seguro, Raízen e SLC Agrícola. Na 5ªF, é a vez da Azul e do Banco Inter.


EMENDAS – O projeto de lei sobre a nova regulamentação das emendas parlamentares, já aprovado pela Câmara, será votado amanhã (3ªF) pelo Senado. Na apreciação pela Casa, o governo tentará retomar o bloqueio de emendas.


… A medida foi retirada de última hora na votação pelos deputados, que aprovaram versão prevendo apenas o contingenciamento de emendas. O projeto não cumpre os requisitos de transparência exigidos pelo STF.


… Segundo Idiana Tomazelli, na Folha, da forma como foi aprovada pela Câmara, a proposta obrigará o Executivo a cortar R$ 11,5 bilhões de suas despesas programadas para 2025 e entregar o espaço à indicação dos congressistas.


… Este valor corresponde às emendas de comissão, asseguradas pelo projeto, mas não previstas no PLOA do ano que vem, enviado em agosto ao Legislativo. O texto vai, assim, na contramão do debate sobre a revisão de gastos.


… É um sinal contraditório do Congresso, enquanto a equipe econômica tenta convencer os integrantes do próprio governo a apoiar um cardápio de medidas impopulares tidas como necessárias para conter a dinâmica das despesas no futuro.


LÁ FORA – Nos primeiros dados de inflação após o Fed, o CPI de outubro nos EUA sai na 4ªF e o PPI, no dia seguinte. Vindo comportados, os números devem reforçar as apostas de novo corte de 25pb do juro americano na última reunião do ano.


… Powell, que assim como a grande maioria do mercado, não descarta uma queda em dezembro, fala em evento na 5ªF. Ontem à noite, Neel Kashkari (Fed/Minneapolis), que este ano não vota, previu outro corte.


… Ainda nos EUA, indicadores de atividade (produção industrial e vendas no varejo em outubro) saem na 6ªF.


… A varejista americana Home Depot divulga o seu balanço amanhã (3ªF) e Walt Disney, na 5ªF.


… Lagarde discursa na 5ªF, quando o BCE divulga a ata da última decisão. No mesmo dia, o México decide juro.


PETRÓLEO – Opep (amanhã) e AIE (5ªF) divulgam os seus relatórios mensais sobre a commodity.


CHINA – Reforçando as dificuldades da economia, o CPI desacelerou o ritmo de alta na base anual para 0,3% em outubro, em comparação com o ganho de 0,4% observado em setembro. O PPI continuou caindo: -2,9%, de -2,8%.


… Na última 6ªF, o mercado continuou exibindo insatisfação com medidas fiscais. Pequim elevou o teto das dívidas de governos locais em US$ 840 bilhões, medida vista como insuficiente para impulsionar o PIB.


PRESSÃO DE TODO LADO – O IPCA salgado, a espera tensa pelo pacote fiscal, medidas frustrantes anunciadas pela China e o convite de Trump a um notório protecionista para o governo (Robert Lighthizer) pesaram na 6ªF.


… Sob esse mix de pressões, o mercado doméstico trabalhou na defensiva na 6ªF, correndo para o dólar, que disparou mais de 1%, e saindo da bolsa, que baixou quase 1,5%.


… Para a Capital Economics, a medida anunciada pelo governo chinês, de elevar o teto das dívidas dos governos locais em 6 trilhões de yuans (US$ 840 bilhões), “não fará diferença significativa para a demanda agregada”.


… O dia já não vinha bem desde a manhã com o mal-estar provocado pela China e o IPCA de outubro (+0,56%) acima do esperado (+0,54%), com uma abertura ruim e estourando o teto da meta em 12 meses (4,76%).


… Piorou com a informação do Financial Times, via fontes, de que Trump teria convidado Robert Lighthizer para representante do Comércio dos EUA.


… Lighthizer já ocupou o cargo na 1ª presidência de Trump, onde ficou conhecido por sua postura protecionista e posição dura contra produtos da China.


… Segundo o FT, Trump “deve agir rápida e implacavelmente” nas ameaças aos parceiros e com tarifas altas sobre importações, assim que assumir.


…  A notícia disparou o dólar ante pares e emergentes. Aqui, a moeda americana ainda continuou embutindo as preocupações fiscais e subiu 1,07%, a R$ 5,7359, depois de bater na máxima de R$ 5,7908.


… Na semana, a moeda caiu 2,27% por causa da alta base de comparação da 6ªF anterior, quando o dólar atingiu o segundo maior nível histórico nominal de fechamento (R$ 5,8694).


… O IPCA reforçou a mensagem do Copom e o DI para janeiro de 2026 subiu a 13,060% (de 13,005%); o Jan/27 foi a 13,090% (13,025%); Jan/29, a 12,925% (12,850%); Jan/31, a 12,760% (12,730%); e Jan/33, a 12,620% (12,610%).


LADEIRA ABAIXO – Na bolsa, o bom balanço elevou as ações da Petrobras em quase 2%, mas o tombo de mais de 4% da Vale e o recuo das blue chips financeiras empurraram o Ibovespa para abaixo de 128 mil pontos.


… Com apenas 13 ações em alta, o Ibov teve baixa de 1,43% aos 127.829,80 pontos. Na semana, caiu 0,23%. O volume financeiro de R$ 29,9 bilhões ficou acima da média recente, um mau sinal, de pressão vendedora.


… Em queda de 4,61% (R$ 60,63), bem mais que o minério de ferro em Dalian (-1,65%), Vale perdeu R$ 17 bilhões em valor de mercado.


… Na outra ponta, Petrobras ON subiu 1,82% (R$ 39,08) e PN avançou 1,89% (R$ 36,18).


… Apoiada no balanço e na perspectiva de pagamento de dividendos extraordinários, a companhia passou ilesa pela queda de 2,32% do Brent/jan (US$ 73,87), pressionado pela decepção com a China.


… Fernando Melgarejo, diretor financeiro da Petrobras, sinalizou na 6ªF que o eventual pagamento de dividendo extra vai depender do Plano Estratégico 2025-2029, previsto para 21 de novembro.


… O anúncio pode vir em paralelo ao plano ou, ao menos, até o fim do ano.


… Ainda no Ibov, Embraer (+7,47%), a R$ 53,79, preço recorde, esteve entre as poucas altas do dia após divulgar o balanço do 3Tri.


… Bancos ficaram no vermelho: Itaú caiu 1,57% (R$ 35,08), Santander recuou 1,22% (R$ 26,68), Banco do Brasil cedeu 0,76% (R$ 25,99), Bradesco PN perdeu 1,10% (R$ 13,51) e ON recuou 1,07% (R$ 12,04).


À ESPERA DE 2025 – A expectativa de que o futuro governo Trump adote políticas favoráveis às corporações continuou a dar as cartas em NY na 6ªF.


… Em meio ao otimismo, o S&P 500 chegou a superar a marca de 6 mil pontos, para fechar perto disso, em um novo recorde, o 50º do ano, em 5.995,54 (+0,38%).


… Os 6 mil pontos são uma marca psicológica significativa, que pode atrair mais investimento às ações, já que há muito dinheiro alocado em fundos mútuos e títulos de dívida, comentou Clark Geranen (CalBay Investments) à BBG.  


… O Dow Jones avançou 0,59% (43.988,99 pontos), puxado por Salesforce (3,6%), depois da notícia de que a empresa vai contratar mil funcionários para promover sua ferramenta de IA, Agentforce.


… O Nasdaq fechou estável (+0,09%, a 19.286,78 pontos). Na semana, S&P 500 (+4,66%) e Dow Jones (+4,61%) tiveram o maior ganho do ano. O Nasdaq avançou 5,74%. Tesla saltou 8,2% e ultrapassou US$ 1 tri em capitalização.


… Acima da expectativa (71), o índice de sentimento do consumidor dos EUA, elaborado pela Universidade de Michigan, contribuiu para manter o bom humor do mercado.


… O indicador subiu de 70,5 em outubro para 73,0 em novembro, maior nível em sete meses, na leitura preliminar.


… A pesquisa também mostrou que as expectativas de inflação em 12 meses recuaram de 2,7% em outubro para 2,6% em novembro, menor nível em quatro anos. Para o horizonte de cinco anos, subiram de 3,0% para 3,1%.


… De olho nos próximos passos do futuro governo, os Treasuries tiveram movimento sem direção única. A note de 2 anos subiu a 4,2550% (de 4,190% na sessão anterior), ainda reagindo ao resultado da eleição.


… Segundo a Fitch Ratings, os juros dos títulos americanos tendem a permanecer em nível mais elevado, diante da expectativa de aumento nas tarifas de importação, ainda mais depois de Trump chamar Robert Lighthizer.


… Os retornos dos Treasuries de longo prazo devolveram um pouco da forte alta registrada no pós-eleição. O da note de 10 anos caiu a 4,2980% (de 4,3379%) e o do T-bond de 30 anos recuou a 4,4592% (de 4,5345%).


… Antecipando as políticas inflacionárias de Trump, o dólar seguiu em alta. O índice DXY subiu 0,46%. O euro caiu 0,69%, a US$ 1,0721, a libra cedeu 0,43%, a US$ 1,2922. Na contramão, o iene avançou 0,18%, a 152,640/US$.


EM TEMPO… M DIAS BRANCO teve lucro líquido de R$ 124,7 milhões no 3TRI24, queda de 51,9% na comparação anual; Ebitda caiu 48,1%, para R$ 228,9 milhões; receita líquida recuou 12,1%, para R$ 2,404 bi.


SANTANDER concluiu resgate do instrumento de dívida emitido em 2018, que integrava o Capital de Nível I do patrimônio de referência (PR)…


… Na ocasião, banco emitiu US$ 2,5 bi em bônus externos, comprados integralmente pela matriz espanhola…


… Uma das notas, que totalizava US$ 1,250 bilhão, era perpétua e compunha o capital Nível I, foi resgatada agora; a outra tranche, também de US$ 1,250 bilhão, compõe o capital de Nível II e vence em 2028.


JBS. Seara investiu R$ 13,5 mi para expandir frota de caminhões 100% elétricos, que agora conta com 221 veículos.


EMBRAER. Brasil e Suécia assinaram carta de intenções para promover um negócio casado, no qual a FAB comprará mais caças Saab Gripen, enquanto o país nórdico vai adquirir aviões de transporte tático Embraer KC-390…


… O acordo, segundo a Folha, foi fechado na visita do ministro de Defesa sueco, Pal Jonson, a Natal (RN).


OI assinou venda de uma unidade produtiva isolada (UPI), composta por 100% das ações de emissão da SPE Imóveis e Torres Selecionados, para a SBA Torres Brasil, um Credor Take or Pay sem Garantia – Opção I, por R$ 40 milhões.

domingo, 10 de novembro de 2024

Leitura de Domingo 2 OESP

 Leitura de Domingo: Risco de cenário global para bancos brasileiros não é claro, avalia Moody's


Por Matheus Piovesana


São Paulo, 07/11/2024 - Ainda não está claro como uma possível restrição das condições financeiras globais pode afetar os bancos brasileiros, mas não é de se esperar um aperto na ponta da captação, em que o mercado doméstico consegue suprir com folga as necessidades de capital das instituições. A avaliação é da agência de classificação de risco Moody's, que vê os bancos locais buscando crescimento, mas de forma moderada e junto a públicos conhecidos.


"Esse risco hoje não está claro. Os bancos brasileiros têm uma liquidez doméstica extremamente abundante, e isso tem trazido um benefício muito grande", disse ao Broadcast a analista sênior de crédito da Moody's, Ceres Lisboa. "Eles não dependem dessa volatilidade externa e isso também dá apoio para crescer crédito."


Na quarta-feira, 6, a confirmação da vitória do ex-presidente Donald Trump nas eleições presidenciais nos Estados Unidos causou estresse em ativos locais como o real e os juros futuros. No final do dia, o dólar perdeu força e caiu, mas os temores de mais inflação e juros mais altos devido à agenda protecionista e de corte de impostos de Trump se mantiveram.


Como mostrou a reportagem, na visão de analistas e dos próprios bancos, esses riscos devem atingir aos bancos locais de forma indireta. Os balanços devem ser pressionados caso o dólar mais forte se confirme, o que poderia gerar inflação no Brasil e obrigar o Banco Central a manter os juros altos por mais tempo.


Ceres afirma que os principais limitadores para os bancos são locais. A curva futura de juros, por exemplo, tem subido este ano diante de dúvidas do mercado sobre o rumo das contas públicas brasileiras. Para ancorar as expectativas de inflação, o BC brasileiro tem elevado os juros na contramão das autoridades monetárias de outras economias, inclusive o Fed (o Banco Central americano), que acaba de reduzir os juros da economia americana em 0,25 ponto porcentual.


Captações externas


A analista da Moody's diz que o cenário incerto não fecha as portas para captações externas pelos bancos. Na visão dela, o que encarece as colocações é o juro mais alto dos últimos dois anos, fator equilibrado pelo peso que nomes como Itaú Unibanco e Banco do Brasil têm no exterior.


Outro fator que restringe captações no exterior é a liquidez ampla no mercado local. "Se os bancos forem calcular o custo dessa captação, o da captação local ainda ganha, e tem bastante abundância", diz ela.


Contato: matheus.piovesana@broadcast.com.br


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Ailton Braga

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