quinta-feira, 26 de março de 2020

Rumo à recessão

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Pelo relatório do BACEN nesta quinta-feira temos o crescimento do PIB em intensa revisão por causa do Coronavirus (Covid 19). Pelo lado da oferta, o maior tombo deve acontecer pelo lado da Indústria, revisando de 2,9% de crescimento para -0,5%. As indústrias extrativa mineral e da construção civil deve levar o maior tombo, de 7,5% para 2,4% e de 3,0% para -0,5%, respectivamente. Serviços deve escorregar de 1,7% para 0,90% e o setor agrícola mantendo-se em 2,9%. 

Já pelo lado da demanda, o maior tombo acontece pelo lado dos investimentos, passando de 4,1% a -1,1%. Consumo das famílias deve crescer 0,8% contra 2,3%; e Consumo do governo de 0,3% para 0,2%. 

Ao fim do ano, o governo acredita no crescimento de 0,012% contra projeção de 2,2%. 


Economia norte-americana em recessão

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

"De acordo com o modelo macro da Crescat Capital, a recessão americana está apenas no começo, com bastante espaço para evoluir. Enquanto isso, o Fed e o Governo americano continuam "jogando dinheiro do Helicóptero". Conseguirão conter a recessão?"

quarta-feira, 25 de março de 2020

Nouriel Roubini

"O choque para a economia global do COVID-19 foi mais rápido e mais severo que a crise financeira global de 2008 (GFC) e até a Grande Depressão. Nos dois episódios anteriores, as bolsas de valores caíram em 50% ou mais, os mercados de crédito congelaram, as grandes falências se seguiram, as taxas de desemprego subiram acima de 10% e o PIB contraiu a uma taxa anualizada de 10% ou mais. Mas tudo isso levou cerca de três anos para acontecer. Na crise atual, resultados macroeconômicos e financeiros igualmente terríveis se materializaram em três semanas."

Dilema moral: focar na saúde, salvar vidas ou retomar a economia ??

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Este dilema moral é o que permeia os debates por agora. 

O discurso do presidente Jair Bolsonaro conclamou a população a retomar à vida normal, mantendo cuidado especial, apenas, para os idosos. Muitos contestam esta posição, mas como devemos agir, realmente? Sem emoção ou influência política? O Estado tem um papel essencial neste momento, visando direcionar as vidas das pessoas. Será eficiente para isso? Como estabelecer o bom senso, ter equilíbrio,e não se perder no emocionalismo político? 


O gráfico acima mostra o tempo que levou para uma recuperação da bolsa em várias crises.


Nenhuma crise é igual a outra e esta é ainda a mais peculiar de todas.

Bom senso e equilíbrio

O momento é muito complexo. Exige frieza e racionalidade.
Não há relativização, frouxidão, nem tão pouco estremismo. Não acho que radicalismo, para ambos os lados, seja a solução. O que já se sabe, pelos especialistas de saúde? o que é possível fazer? Devemos nos fechar em casa por meses? E o sistema econômico, suas várias capilaridades? Como fica?
Hoje, com a cabeça mais fria e não contaminado pela histeria reinante, dei uma refletida e coloquei na mesa. O que se pode fazer para não mergulhar o País numa profunda recessão e evitar mais mortes pelo Coronavirus?
É esta equação que precisa fechar.
Bom senso e equilíbrio são essenciais neste momento e esperamos que os atores envolvidos estejam atentas à isso.

terça-feira, 24 de março de 2020

Notas do Alentejo, por Julio Hegedus Netto

Tenho escrito todas as semanas neste espaço  para tentar entender melhor o momento que vivemos. Tenho focado, em especial, na cena econômica, por ser este o objeto central de análise deste blog/grupo, espaço que eu considero relevante para levantar o debate. 

Por outro lado, inevitável abordar outros temas, visto que tudo nos remete para o clima político açodado entre governo federal, governadores e outros atores. 

No plano político, na eclosão desta crise do Coronavirus, irrita muito a atitiude vacilante do presidente Bolsonaro. Primeiro considerou a pandemia uma fantasia, depois migrou para uma gripezinha, até encarar como realmente algo sério. Grande foi a contribuição do seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, meio que colocando o presidente na "real". Decorrente disso, o grande personagem do governo neste momento é este ministro, embora causando algum ciúme. Afinal, vivemos ainda a "sindrome de Polyana", com o presidente negando a realidade?

Pesquisa Focus. Trabalha-se com um crescimento de 1,5% em 2020, sendo importante analisar a queda de 0,2% no primeiro trimestre deste ano contra o anterior. Importante observar, porém, que várias casas e o próprio governo já revisaram o crescimento do PIB para este ano. O governo trabalha com estagnação de 0,02%, o Itaú -0,7%. 

Receituario econômico. O que deve predominar a partir de agora. Políticas keynesianas anti-cíclicas fiscais e liberações de créditos, num mix de políticas que devem se complementar? Sobre a questão do desemprego, a ordem é criar alguma política de renda mínima ou abrir para livres negociações entre as partes. Possível que estes acordos sejam possíveis, com desligamentos temporários em prazos de até quatro meses.  

Já observamos sim algum desvio de rota na macroeconomia, com mobilização de recursos do Tesouro. Segundo o brilhante Armínio Fraga, ex-presidente do BACEN e ex-CEO da Gávea, algumas alternativas de políticas públicas são postas, diante de um cenário de calamidade pública. 

Aos mais pobres temos a ampliação do Bolsa Família; para os trabalhadores informais, importante se  cadastrarem, num grande esforço de comunicação. Linhas de crédito são abertas.

Para os pequenos empreendedores da rua. Quando eles perdem a receita, quebram. A CEF já sinalizou mecanismos de financiamento. Fraga abre a possibilidade do Tesouro liberar recursos para estas pessoas. 

Nesta terça-feira, dia 23, o mercado foi altista, subindo 9,6% a 69,7 mil pontos, impulsionado pelos bons ventos externos, dado o pacote fiscal em discussão no Congresso norte-americano. Decorrente, o dólar recuou 1,4%, a R$ 5,07. 

Importante observar por este gráfico a seguir o descolamento da China frente a outros emergentes. Talvez por ser uma ditadura seja mais fácil "segurar" as populações que acabam agindo mais ordeiramente. O fato é que o tombo dos emergentes tende a ser bem maior. 

 Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Luiz A. Esteves, Phd. Mais uma preciosa contribuição.

RESEARCH ARTICLE

The Hidden Geometry of Complex, Network-Driven Contagion Phenomena

 See all authors and affiliations

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Paulo Cursino

  Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O paí...