quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Copom

 🇧🇷 *Tópicos do comunicado do Copom*


*✓*  Alta de 1% é compatível com estratégia de convergência da inflação para o redor da meta


*✓*  Decisão implica suavização de flutuações de atividade econômica e fomento do pleno emprego


*✓*  *Copom antevê, em se confirmando cenário esperado, ajustes de mesma magnitude nas próximas 2 reuniões*


*✓*  Magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada por compromisso de convergência


*✓*  Ambiente externo permanece desafiador


*✓*  Magnitude dependerá da dinâmica da inflação; em especial componentes sensíveis à atividade


*✓*  Conjuntura dos EUA suscita mais dúvidas sobre postura do FED


*✓*  Magnitude do ciclo dependerá de projeções de inflação expectativas hiato e balanço/riscos


*✓*  Cenário é marcado por desancoragem adicional de expectativas e elevação de projeções do IPCA


*✓*  Principais BCS seguem determinados com convergência de inflação para as metas


*✓*  Cenário é marcado por dinamismo acima do esperado na atividade e maior abertura do hiato


*✓*  Copom avalia que cenário externo exige cautela por parte dos emergentes


*✓*  Cenário mais recente exige pol. monetária ainda mais contracionista


*✓*  *Copom tem acompanhado com atenção impacto de desenvolvimentos fiscais recentes*


*✓*  *Percepção de agentes sobre anúncio fiscal afetou preços de ativos e expectativas*


*✓*  *Impacto de fiscal contribui para dinâmica inflacionária mais adversa*


*✓*  Cenário doméstico tem indicadores como PIB e mercado de trabalho apresentando dinamismo


*✓*  *Devido à materialização de riscos, cenário é menos incerto e mais adverso*


*✓*  PIB do 3 trimestre indicou abertura adicional do hiato


*✓*  *Persiste assimetria altista no balanço de riscos*


*✓*  Inflação cheia e subjacente tem se situado acima da meta


*✓*  Desancoragem de expectativas por período mais prolongado é risco para cima na inflação


*✓*  Maior resiliência de inflação de serviços, por hiato, é risco para cima da inflação


*✓*  BC inflação cheia e a subjacente apresentaram elevação nas divulgações mais recentes


*✓*  *Políticas externas e internas com impacto inflacionário são riscos para cima na inflação*


*✓*  Desaceleração mais forte da atividade global é risco para baixo à inflação


*✓*  Impacto mais forte do aperto monetário global é risco para baixo na inflação

Eurasia 1112

 📉 *Eurasia Rebaixa Perspectiva de Longo Prazo do Brasil para Negativo*


O Eurasia Group revisou para negativo a perspectiva de longo prazo do Brasil, citando riscos crescentes na política doméstica, desafios econômicos e potenciais repercussões da nova presidência de Donald Trump nos EUA, segundo relatório assinado pelo diretor-executivo Christopher Garman.


O *anúncio do pacote de gastos* do governo brasileiro e as políticas econômicas de Trump contribuíram para essa reavaliação, com a trajetória do Brasil passando de *“low neutral” para negativo.* No curto prazo, entretanto, a perspectiva permanece em *“low neutral”*, devido à rápida aprovação das medidas fiscais no Congresso e à ausência de interferências na política monetária.


O Eurasia destaca que um *real mais fraco* e *juros elevados* devem pressionar o presidente Lula, tornando a *reeleição em 2026* uma prioridade ainda maior. Isso pode aumentar tensões políticas em torno da política monetária e resultar em uma *modesta deterioração das condições políticas* nos próximos dois anos.


O custo reputacional associado às reformas fiscais e tributárias coloca o Brasil em um cenário de *taxas de juros mais altas por mais tempo,* enfraquecimento da moeda e inflação elevada. Ainda assim, Garman avalia que Lula continuará competitivo para 2026, apesar dos impactos negativos no crescimento em 2025 e do ambiente inflacionário.

Josué Leonel Matinal 1112

 Copom deve acelerar ritmo; China pode baixar yuan: Mercado Hoje

2024-12-11 10:31:54.364 GMT



Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Copom deve acelerar o ritmo de alta na

última reunião comandada por Roberto Campos Neto, enquanto

bancos defendem reação da política monetária contra a piora das

expectativas inflacionárias, que se agravou com a disparada do

dólar. Governo publica portaria para destravar emendas, um passo

favorável para tramitação das medidas fiscais, mas presidente da

Câmara diz que faltam votos ao governo. Agenda ainda traz dado

sobre serviços, com estimativa de alta. 

No exterior, dólar se fortalece e yuan recua com notícia de

que a China pode permitir desvalorização de sua moeda para

compensar esperado aumento de tarifas por Trump. Outros

segmentos do mercado têm desempenho misto antes do CPI dos EUA,

que deve afinar apostas no Fomc da próxima semana. Entre as

commodities, petróleo sobe e metais recuam. 

 

*T

Às 7:31, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +0,1%

STOXX 600 estável

FTSE 100 estável

Nikkei 225 estável

Shanghai SE Comp. +0,3%

MSCI EM -0,4%

Dollar Index +0,3%

Yield 10 anos +1bps a 4,236%

Petróleo WTI +1% a US$ 69,29 barril

Futuro do minério em Singapura -0,7% a US$ 104,6

Bitcoin +1,1% a US$ 97997,31

*T

Internacional

Dólar se valoriza com China; bolsas mistas antes de CPI

* Dólar se fortalece com notícia de que os líderes chineses

estudam permitir que sua moeda enfraqueça, enquanto bolsas e

rendimentos dos treasuries têm variações discretas antes de dado

de inflação nos EUA

* Yuan offshore caiu até 0,5%, antes de reduzir as quedas, após

a Reuters relatar - citando fontes não identificadas - que as

autoridades chinesas avaliam a possibilidade de permitir que o

yuan se desvalorize para compensar as tarifas mais altas sob a

presidência de Donald Trump

** Outras moedas emergentes têm baixas modestas

* Mercado espera o CPI nos EUA, que sai às 10:30, para balizar

apostas na decisão do Fomc da próxima semana; swaps projetam

cerca de 85% de chance de uma redução de 0,25pp no juro do Fed;

amanhã, BCE decide sobre sua taxa

* Estimativa é de que CPI vai se acelerar para 0,3% na

comparação mensal em novembro, contra 0,2% em outubro

* Petróleo avança antes de dados nos EUA e de relatório mensal

da Opep que fornecerá uma visão geral do mercado

** Governo Biden está considerando novas sanções sobre o

petróleo da Rússia, segundo fontes

* Metais industriais e minério de ferro recuam com

enfraquecimento do yuan


Para acompanhar

Copom deve acelerar alta de juros; volume de serviços

* BC deve subir a taxa Selic para 12%, segundo expectativa

mediana de economistas em pesquisa Bloomberg, acelerando o ritmo

de alta no último Copom comandado por Roberto Campos Neto, que

será substituído pelo diretor Gabriel Galípolo em 2025

** Bradesco é exceção e prevê manutenção do ritmo de alta de

0,50pp

* Já a curva de juros mantém a precificação de alta de 1pp da

Selic nesta quarta-feira e também em janeiro

** BTG prevê 1pp no Copom com ‘deterioração intensa’ de

expectativa

** Goldman defende resposta forte do BC com alta de 1pp da Selic


Comunicado do Copom deve ser ainda mais duro e decisão deve

ser unânime, disse Andrea Damico, economista-chefe da Armor

Capital

* Ativos locais tiveram ontem alívio com possível resolução para

o impasse sobre emendas parlamentares e os juros futuros médios

e longos caíram mais de 40 pontos

* IBGE divulga às 9:00 serviços de outubro, estimativa de alta

mensal de 0,6% e anual de 5,6%

* BC oferta 15.000 contratos de swap cambial para rolagem e

divulga fluxo cambial

* Americanas reúne acionistas em AGE


Outros destaques:

Governo publica portaria sobre emendas; Lira sobre pacote

* Governo publicou em edição extra do D.O. portaria para destravar o pagamento de emendas parlamentares - visto como essencial para acelerar a tramitação do pacote fiscal

* Presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que as indefinições sobre as emendas e o mérito do texto podem dificultar a tramitação do pacote: Agência Câmara

** Segundo Lira, as decisões do ministro do STF Flávio Dino, que determinou novas regras para as emendas, são diferentes da lei aprovada pelo Congresso

** De acordo com o presidente da Câmara, o governo não tem votos para aprovar pacote

*** Ele lembrou que na semana passada todos viram a dificuldade de aprovar as urgências e imagina o quórum de PEC - de 308 votos

** Lira afirmou, no entanto, que pacote pode ser votado nesta semana

* Site da Câmara diz que governo publicou a portaria para tentar adequar as normas das emendas parlamentares à decisão do STF um pouco antes da entrevista de Lira

* Com Lula internado, Alckmin assume agendas, enquanto Haddad e Rui Costa negociam com o Congresso: Globo

* Cirurgia de Lula levanta paralelo com Biden e questões de idade.

* Senado aprova indicados ao BC

* Câmara aprova refinanciamento das dívidas dos estados: Agência

Câmara

* Senado aprova regulamentação da IA: Agência Senado


Empresas

Petrobras, Vale, Santander, Suzano, B3, Prio

* Petrobras anuncia pagamento de remuneração do 3° trimestre

** Parcela de R$ 0,66410331 por ação sob forma de juros sob

capital próprio será paga em 20 de fevereiro e parcela de R$

0,66410330 por ação em 20 de março

* Vice-presidentes de projetos e sustentabilidade deixarão a

Vale

* Ex-diretor financeiro acusado pelo Itaú, Alexsandro Broedel

Lopes, já está no Santander

* Suzano eleva estimativa de Capex em 2024 para R$ 17,1 bi

* B3: Volume médio diário ações novembro -3,8%

* Prio elevada a compra por Jefferies

* Weg Reiniciada como compra por William O’Neil

* Aeris: Controladores confirmam conversas para venda de fatia

* Hidrovias do Brasil convoca debenturistas p/ tratar venda

ativos

Abertura 1112

 Abertura: Exterior tem fôlego contido antes de CPI dos EUA e Brasil aguarda decisão do Copom


São Paulo, 11/12/2024


Por Silvana Rocha e Luciana Xavier*


OVERVIEW. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom)  se destaca na reduzida agenda econômica desta quarta-feira. A divulgação dos dados de serviços no País concentra as atenções nas próximas horas. Também serão acompanhadas a evolução do quadro de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as negociações do pacote fiscal na Câmara. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa da posse dos ministros Vital do Rêgo e Jorge Oliveira, nos cargos de presidente e vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU).  Investidores vão repercutir ainda o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, último indicador crucial para a tomada da decisão de juros do Federal Reserve (Fed) da próxima semana.


NO EXTERIOR. Os ativos financeiros americanos têm altas limitadas antes do CPI dos EUA, que deve acelerar à taxa anual de 2,7% no mês passado, segundo a mediana das estimativas dos analistas. O dólar avança ante as moedas europeia e saltou ante o yuan com relatos de que o governo chinês estuda permitir o enfraquecimento da divisa em 2025 para conter os efeitos de aumento esperado das tarifas sob a gestão do presidente eleito dos EUA, Donald Trumps. Também há expectativas de estímulos econômicos na China e pelas decisões de juros do Banco Central Europeu (BCE), amanhã, e dos Bancos da Inglaterra, do Japão e do Fed, na próxima semana. No CME Group nos EUA, atualmente as apostas para um corte menos agressivo, de 25 pb, são majoritárias e giram em torno de 86,1%, enquanto para a manutenção é de 13,9%. As bolsas europeias têm ímpeto limitado antes da reunião do BCE, que deve cortar em 25 pontos-base os juros amanhã. Para o TD Securities, o foco nos mercados se voltará para a linguagem da presidente Christine Lagarde, após a decisão.


POR AQUI.  O Ibovespa pode ter dificuldade para subir, após dois dias de alta. O EWZ operava estável no pré-mercado por volta das 7h30. O investidor foca nos dados de serviços, que devem mostrar expansão de 0,5% em outubro e alta de 5,5% na comparação anual, com pressão inflacionária no setor. A curva de juros e o câmbio podem reagir à alta dos retornos dos Treasuries, mantendo o cenário fiscal no foco. O Copom deve elevar a Selic hoje, com maioria das instituições prevendo alta de 75 pontos-base, mas cresce a chance de 100 pontos base. O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que o pacote de contenção de gastos enfrenta resistência, mas pode ser votado ainda nesta semana. Relatores foram designados para projetos sobre gatilhos fiscais e limitação do aumento real do salário mínimo. O governo estuda ajustes no projeto do BPC.


NA POLÍTICA. O governo federal publicou uma portaria para destravar o pagamento de emendas parlamentares e reduzir tensões com o Legislativo.  O Senado aprovou o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), com mudanças sobre pesquisa e projetos de desenvolvimento sustentável, e um projeto que estabelece regulamentação para o uso da inteligência artificial no Brasil. A Câmara aprovou por 413 votos a favor e 4 votos contrários, o projeto que cria um novo regime de renegociação das dívidas dos Estados com o governo federal e a proposta volta à análise dos senadores. Além disso, os deputados aprovaram a urgência de um projeto que autoriza o governo a contratar o BNDES para reestruturar estatais federais e prevê a criação da Companhia Docas de Alagoas.


AGENDA.


DECISÃO DO COPOM E CPI DOS EUA EM DESTAQUE - A agenda local traz os dados de serviços de outubro às 9 horas e a decisão do Copom após as 18h30.  O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de cerimônia no TCU às 10 horas. Lá fora, o CPI dos Estados Unidos de novembro sai às 10h30.  O BC do Canadá divulga decisão de juros às 11h45. A Opep divulga relatório mensal de petróleo.


O QUE SABEMOS.


PETROBRAS - A estatal confirmou que os dividendos de R$ 17,12 bilhões, referentes ao terceiro trimestre de 2024, serão pagos em duas parcelas. A primeira, de R$ 0,6641 por ação, será integralmente na forma de juros sobre capital próprio (JCP) em 20 de fevereiro de 2025. A segunda, de R$ 0,6641 por ação, será paga em 20 de março de 2025, com parte em JCP e parte em dividendos. Os valores serão corrigidos pela taxa Selic a partir de 31 de dezembro de 2024 até as respectivas datas de pagamento. A estatal destacou que as demais condições permanecem conforme o fato relevante divulgado em novembro. O anúncio reforça o compromisso da Petrobras com a remuneração dos acionistas.


EM TESE: Ainda que o pagamento de dividendos já tenha sido informado antes, a notícia ainda pode repercutir positivamente nos preços das ações hoje, favorecidas ainda pelo avanço de mais de 1% dos preços do petróleo. Os ADRS da Petrobrás negociados em NY subiam 0,42% às 7h17 no pré-mercado. No Brasil, os papéis acumulam alta de 25,44% (ON) e 21,82% (PN) desde janeiro. A notícia reitera o compromisso da Petrobras com acionistas e pode ajudar a sustentar um clima positivo, especialmente entre investidores focados em dividendos. No entanto, o impacto significativo nas ações dependerá de outros fatores, como o comportamento do mercado hoje e os preços do petróleo.


PRIO - A Fitch elevou o rating nacional de longo prazo da Prio de ‘AA+(bra)’ para 'AAA(bra)’, após a conclusão da aquisição da Sinochem. A perspectiva é estável. A transação aumenta em 18% as reservas comprovadas (1P) da Prio - para 740 milhões de boe (barris de óleo equivalente) - e em 42% a produção 1P da companhia - para 120 mil kboe/dia.

Além disso, a agência reiterou em ‘BB’ os ratings de Inadimplência do Emissor (IDRs) de longo prazo em moedas estrangeira e local da Prio. A perspectiva dos IDRs corporativos é positiva.


EM TESE: A notícia deve impulsionar as ações da Prio (PRIO3) juntamente com a alta do petróleo. Os papéis acumulam queda de 13,03% desde janeiro. "A maior escala e a manutenção de baixa alavancagem financeira mais do que compensam o ligeiro impacto negativo na eficiência da Prio", afirma a agência. A perspectiva positiva dos ratings corporativos sugere que há chances de melhorias adicionais nos ratings globais (IDR), o que é um sinal de otimismo sobre o futuro da empresa.


OVERNIGHT. 


BRASIL MENOS COMPETITIVO - O Brasil ocupava a 46ª posição em um ranking internacional de competitividade com 66 países avaliados, apontou um novo estudo da Firjan. Há dez anos, em 2013, o Brasil ocupava a 40ª colocação, ou seja, perdeu seis posições em uma década. O Índice Firjan de Competitividade Global (IFCG), elaborado pela entidade, avaliou a situação dos países quanto à eficiência do estado, ambiente de negócios, infraestrutura e capital humano no ano de 2023.


GOVERNO LULA - A desaprovação ao trabalho do presidente Lula subiu de 45% para 47% em dezembro, enquanto a aprovação oscilou de 51% para 52%, segundo pesquisa Genial/Quaest. No Nordeste, houve queda na aprovação, de 69% para 67%, enquanto no Sudeste, a desaprovação se manteve em 53%. Entre os baianos, Lula tem a maior aprovação (66%), mas em São Paulo, a aprovação caiu para 43%. Por faixa de renda, ele é mais aprovado por quem ganha até dois salários mínimos (63%), mas desaprovado por quem recebe acima de cinco (59%). A pesquisa ouviu 8.598 brasileiros entre 4 e 9 de dezembro.


ANEEL - Os consumidores de energia elétrica devem pagar R$ 36,5 bilhões em subsídios embutidos na conta de luz em 2025. A previsão é da Aneel, que aprovou há pouco a abertura de uma consulta pública sobre o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) do próximo ano. Se aprovado, o valor representará um aumento de 18,23% em relação a 2024, quando a parcela paga via tarifas somou R$ 30,87 bilhões. “Os números são lamentavelmente cada vez mais expressivos”, aponta o diretor e relator, Fernando Mosna.


USINA HIDRELÉTRICA SOBRAGI - A Aneel decidiu recomendar ao Ministério de Minas e Energia (MME) o indeferimento do pedido de prorrogação do prazo de concessão à exploração da Usina Hidrelétrica (UHE) Sobragi, outorgada à Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). A diretoria do órgão regulador também votou para incluir a UHE Sobragi no rol de usinas a serem oportunamente licitadas.


TUPY - A Tupy anunciou a expansão do seu Centro de Distribuição de Peças (CDP), localizado em Jundiaí, interior de São Paulo. O acordo contempla a expansão da área em 2.153m², um aumento de 28% em relação ao tamanho atual. A expansão é resultado da projeção de aumento de portfólio de peças de reposição MWM para 2025. A Tupy é do setor de metalurgia, sendo uma das maiores fabricantes mundiais de componentes fundidos e usinados em ferro.


TRÁFEGO DE VEÍCULOS - O tráfego total de veículos nas concessões rodoviárias que a CCR administra subiu 0,6% em novembro ante o mesmo mês de 2023, informou a empresa na noite de ontem. As concessionárias que exibiram maior alta no fluxo foram ViaSul (+10,1%), ViaCosteira (+6,6%), Renovias (+3,4%). Já as que tiveram maior queda no fluxo foram MSVia (-10,3%), RodoAnel Oeste (-2,2%) e SPVias (-1,2%).


VENDAS NO VAREJO - - As vendas no comércio brasileiro recuaram de 0,2% em novembro, em relação ao desempenho de outubro deste ano, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Embora o mês seja tradicionalmente impulsionado pela Black Friday, o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, Matheus Calvelli, afirma que a retração é explicada principalmente pela queda de vendas no setor de material de construção e de artigos farmacêuticos, que recuaram 4,3% e 1,5% em novembro ante outubro, respectivamente.


ITAÚ - O Itaú Unibanco confirmou que o banco acusa o ex-diretor Financeiro Alexsandro Broedel de conflito de interesses ao contratar pareceres. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu ontem um processo administrativo para investigar as denúncias, mas também questionou o banco que, por sua vez, respondeu ao órgão nesta terça-feira. O banco reitera que, após meses de apurações internas, identificou que Broedel "violou" o código de ética do Itaú ao "exercer atividade externa remunerada incompatível" com seu cargo e manter sociedade com fornecedor técnico-contábil do grupo.


SUZANO - A Suzano elevou a sua estimativa de investimento de capital (capex) para o exercício social de 2024, de R$ 16,5 bilhões para R$ 17,1 bilhões. Já para o ano que vem, a empresa aprovou a estimativa de capex no valor total de R$ 12,4 bilhões. A elevação da previsão atual do capex de 2024 em relação a sua projeção anterior, segundo a empresa, se deve principalmente ao maior investimento na rubrica de "Terras e Florestas".


ELETROBRAS - A Eletrobras informou que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o segundo recurso apresentado pela empresa em uma ação de cobrança movida pelo Estado do Piauí. O caso, relacionado à Ação Cível Originária nº 3.024, está em tramitação e teve decisão do ministro Dias Toffoli contra a empresa. A Eletrobras havia conseguido suspender provisoriamente a execução do processo com o ministro Luiz Fux. A companhia informou que seguirá defendendo seus interesses e é solidária com a União em possíveis pagamentos.


AERIS E SINOMA BLADE - A fabricante de pás eólicas Aeris confirmou, na noite de ontem, que seus controladores estão em tratativas com a chinesa Sinoma Blade para venda de participação na empresa. "A companhia aproveita para reforçar que sua administração permanece trabalhando nas medidas voltadas à otimização de sua estrutura de capital, conforme já divulgadas ao mercado", diz.


NETANYAHU DEPÕE - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu derrubar as alegações de corrupção contra ele em testemunho em julgamento. Netanyahu é o primeiro líder em exercício no país a depor como réu criminal. O depoimento é outro ponto baixo para o líder de Israel, que também enfrenta um mandado de prisão internacional por supostos crimes de guerra em Gaza. Em seu testemunho, Netanyahu argumentou ser um líder dedicado e um defensor dos interesses de Israel.


E NOS MERCADOS.


FUTUROS DE NY E TREASURIES - Os futuros ligados aos três principais índices acionários de Nova York e os rendimentos dos Treasuries sobem moderadamente, à exceção do Dow Jones futuro, que segue com viés de baixa. Os ajustes antecedem a divulgação do CPI dos EUA. A expectativa é de que o indicador apresente aceleração para 2,7% no confronto anual, segundo a mediana de estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. Às 7h15, o futuro do Dow Jones caía 0,16%, o do S&P 500 avançava 0,08% e o do Nasdaq ganhava 0,21%. O retorno da T-note de 2 anos subia a 4,164% (de 4,141% no fim da tarde ontem), o da T-note de 10 anos avançava a 4,236% (de 4,222%) e o do T-bond de 30 anos aumentava a 4,425% (de 4,415%).


BOLSAS EUROPEIAS - As bolsas da Europa ensaiam recuperação, após um viés negativo no começo do pregão. No radar está a divulgação da leitura de novembro do CPI dos EUA. Investidores também seguem em compasso de espera pela decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), marcada para amanhã. Às 7h15, a Bolsa de Londres caía 0,04%, Frankfurt subia 0,04%, Paris ganhava 0,11%.


MOEDAS - O dólar tem viés positivo antes rivais, embora recue ante o iene, após a inflação no atacado japonesa acelerar pelo terceiro mês consecutivo em novembro aumentando especulações sobre alta de juros na próxima semana. Investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que deve apresentar aceleração em novembro.  A moeda americana ganhou algum fôlego, após a Reuters revelar discussões no governo chinês sobre possível enfraquecimento do yuan no ano que vem. Às 7h17, o índice DXY, que mede a moeda americana ante seis rivais fortes, subia 0,30%, a 106,719 pontos. O euro caía a US$ 1,0493 (de US$ 1,0527 no fim da tarde anterior) e a libra recuava a US$ 1,2722 (de US$ 1,2776). O dólar subia a  152,63 ienes (de 151,92 ienes).


PETRÓLEO - Os contratos futuros de petróleo entram na terceira sessão consecutiva de ganhos hoje, em meio a persistentes riscos geopolíticos e sinais positivos à demanda. Autoridades chinesas abrem, nesta quarta-feira, a Conferência Central de Trabalho Econômico, encontro anual em que devem tratar de possíveis estímulos econômicos. No começo da semana, o principal órgão político do país indicou intenção de adotar uma política fiscal mais proativa e uma postura monetária "moderadamente frouxa". Nas próximas horas, investidores vão absorver dados de estoques nos EUA. Às 7h18, o barril do WTI para janeiro subia 1,06%, a US$ 69,32, e o do Brent para fevereiro avançava 1,01%, a US$ 72,93.


BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com expectativas voltadas para estímulos econômicos na China e o CPI americano, que sai nesta manhã. Autoridades chinesas iniciaram a Conferência Central de Trabalho Econômico, após o principal órgão político do país sinalizar intenção de adotar uma política fiscal "mais proativa" e uma postura monetária "moderadamente frouxa" em 2025. O índice Xangai Composto subiu 0,29%, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto ganhou 0,76%. Por outro lado, o Hang Seng cedeu 0,77% em Hong Kong. O índice Kospi subiu 1,02% em Seul, após o baque causado pela lei marcial temporária decretada na semana passada e da notícia de que o ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, tentou suicídio na prisão, de acordo com investigadores. O índice Nikkei, de Tóquio, fechou com viés de alta de 0,01% em meio a especulações de que o Banco do Japão (BoJ) pode a aumentar juros, após aceleração da inflação no atacado. Na contramão, o Taiex, de Taiwan, cedeu 0,96%, em meio a tensões com a China. Na Oceania, o S&P/ASX 200 perdeu 0,47% em Sydney.


 *Colaborou Andre Marinho


Contatos:  silvana.rocha@estadao.com; luciana.xavier@estadao.com



Broadcast+

Diário de um economista (4)

O bom economista 🧑‍💼deve ser meio "metaforse ambulante". 

Se você opta por uma carreira acadêmica, praticamente, esquece o setor corporativo e vai estudar, ser acadêmico. Tem que fazer mestrado, doutorado, etc. Correr atrás das suas linhas de pesquisa, ir para uma universidade pública...

Ao contrário, se escolhes trabalhar numa empresa privada, vários são os desafios à sua espreita.

Escolhi o setor privado. 

Toda minha carreira acabou na Lopes Filho & Associados. De setembro de 1993 até outubro de 2018. Em interregnos, trabalhei na Fecomércio RJ e na má fadada corretora colombiana, Interbolsa, um entreposto de lavagem de dinheiro e esquemas variados com os cartéis mexicanos. Só vim a saber disso anos depois. Aliás, importante ressaltar a frustração com o universo das corretoras de valores. 

Geralmente, são mega estruturas que não conseguem performar. Esta a realidade. São estruturas imensas, para o rebate de alguns fundos e a mesa de traders conseguir captações e giros com clientes. Este, aliás, é o coração de uma corretora de valores. Se não for bom, esquece. 

Nas duas corretoras onde tive experiência, este coração não funcionava a contento. São uns caras, em sua maioria, arrogantes, que sempre querem colocar o dedo na cara de todos que "trabalham para eles". O ambiente na Interbolsa era terrível. Uns caras que realmente só sabiam causar tumultos. 

Na corretora seguinte, a Mirae, a experiência não foi menos gratificadora. Os caras não conseguiam superar a agressiva atuação dos concorrentes, algo muito complicado, e vivem de reclamar de outras áreas. Uma das atacadas foi o research (sobre isso, falarei com mais detalhe sobre a minha temporada nesta corretora coreana). 

A LF&A era uma consultoria voltada para o mercado de capitais. Era uma casa de análise, cheia de analistas CNPI, que realizavam análises variadas sobre o universo de empresas "listadas" em bolsa.

Foi fundada em 1977 pelo Luiz Fernando Lopes Filho. Teve uma fase áurea na gestão Maglianno como presidente da Bovespa. Num certo momento, a bolsa, uma espécie de fundação, precisou que os seus sócios "mutualizados", no caso, as 60 e tantas corretoras brasileiras e umas poucas gringas, tivessem "departamentos de análise".

Neste contexto, ofereceu às corretoras verbas para montar equipes ou contratar consultorias. A LF&A acabou se beneficiando. 

Isso durou alguns anos. 

O problema é que o mercado financeiro é um dos "nichos" mais dinâmicos de uma economia capitalista de mercado. Por pensar em criar sempre novos produtos para a proteção e evolução patrimonial dos investidores, sempre está se reinventando.

Por isso, a necessidade sempre de se transformar. 

O problema é que a LF&A acabou sem fôlego para acompanhar isso. Não devemos descartar, no entanto, que enquanto durou, foi uma das casas de análise mais inovadoras e pioneiras. A LF era uma consultoria "raiz". Lá os analistas tinham uma série de ferramentas para uma avaliação completa das empresas, desde os relatórios de acompanhamento (RA), até os Relatórios Básicos (RB).

Durou, no entanto, enquanto o Lulu teve saúde para segurar as pontas. A empresa🏣, porém, foi envelhecendo com o seu dono. Não tinha sucessores (um problema).

Com a "desmutualização" na bolsa de valores, estas verbas acabaram minguando. O mercado rapidamente se transformou, a bolsa virou SA, B3, e pouco sobrou para o mercado de corretoras.  

A LF&A acabou incorporada por uma concorrente mais jovem, a Eleven. Isso se deu em abril de 2019. Mas já em 2018 já sabíamos do seu desfecho.

Foi neste momento que eu resolvi levantar acampamento 🏕. 

News Broadcast 1112

 Clima no Congresso e calendário criam risco de apagão orçamentário e de atraso no pacote de gastos / Haddad foi avisado pelos senadores das dificuldade de aprovar medidas econômicas ainda em 2024- Folha SP 11/12


Adriana Fernandes / Thaísa Oliveira / Victoria Azevedo


Brasília


Com apenas oito dias úteis até o início das férias de fim de ano do Congresso, a prioridade máxima dos parlamentares e do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é votar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2025 para evitar a paralisação da máquina administrativa, o chamado shutdown.


Se a lei não for aprovada, o governo não poderá pagar as despesas no ano que vem, alerta o Ministério do Planejamento e Orçamento.


"A aprovação da LDO ainda neste ano é indispensável para assegurar o uso dos recursos públicos para pagamento de quaisquer despesas, obrigatórias ou discricionárias, em 2025, a fim de evitar a paralisação do Governo e se dar continuidade aos serviços prestados à sociedade", disse o Planejamento em resposta a questionamento da Folha.


O medo de um apagão orçamentário levou o governo a articular com o Congresso um plano B: a inclusão de um dispositivo em um projeto de lei já em votação na Câmara que autoriza a execução de despesas. A matéria ainda precisa ir ao Senado.


Mesmo com a publicação nesta terça-feira (10) da portaria que libera o pagamento de emendas, lideranças parlamentares ouvidas pela Folha admitem que a chance de votação do pacote diminuiu diante da avaliação de que há temas espinhosos entre as medidas que demandam mais tempo de discussão. Entre os descontentes, a própria bancada do PT.


O ministro Fernando Haddad (Fazenda) foi alertado, em reunião na segunda-feira (09) à noite, sobre as dificuldades para aprovação do pacote de gastos no Senado até o fim do ano


Durante a conversa com Haddad, senadores também afirmaram que a votação do pacote fiscal na semana que vem, junto com a LDO e o Orçamento de 2025, parece humanamente impossível.


A conversa ocorreu na residência oficial do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com um número restrito de senadores —e após o encontro de Pacheco com Lula, ministros palacianos e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).


Além da LDO, a prioridade elencada pelos parlamentares é a votação do primeiro projeto de lei que regulamenta a proposta de reforma tributária.


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"Acho muita coisa para ser votada. Quem pauta é o presidente, não sou eu, vai ter que escolher alguma coisa [para ficar para 2025].", disse o líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA).


Deputados e senadores também veem com desconfiança a promessa do governo de liberar as emendas até o fim do ano. Mesmo com as portarias que devem facilitar o repasse do dinheiro, a avaliação predominante é de que não há mais tempo hábil para pagar, de fato, o que já foi indicado. O clima é de ver para crer. Há receio, porém, de que a não votação do pacote possa gerar mais caos e alta do dólar.


"Dá tempo. Quando há acordo político, Congresso vota rápido. A questão das emendas vai ser resolvida. A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) permite liberar muita coisa, já é um avanço. E a regulamentação que o Executivo prepara irá consolidar esse processo", diz o deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA), um dos vice-líderes do governo.


O engarrafamento dos projetos para votação nesses oito dias até o recesso parlamentar é grande. Além da LDO e da regulamentação da reforma tributária, a equipe econômica conta com a aprovação do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária) e de boa parte das medidas do pacote. O governo enviou até agora dois projetos e uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).


O projeto com maior resistência é o que trata de mudanças no BPC (Benefício de Prestação Continuada), concedido a idosos e pessoas com deficiência. Nesse mesmo projeto, está prevista a mudança na regra de correção do salário mínimo —uma das mais importantes do pacote.


Se não for aprovado neste ano, o valor do salário mínimo será corrigido pela regra atual a não ser que o governo edite uma MP (Medida Provisória). A desvinculação de fundos públicos prevista no outro projeto de lei complementar também enfrenta resistências.


Na PEC, a regulamentação para barrar os supersalários no setor público é ponto mais crítico, além do fim da obrigatoriedade de execução de programas.


Pacheco afirmou à Folha que há um problema inegável de prazo para aprovação do pacote de gastos, mas demonstrou estar confiante. "A ausência do presidente Lula [internado após uma cirurgia em São Paulo] redobra nossa responsabilidade de tentar resolver as pendências e os problemas até para que ele possa ter uma recuperação tranquila. Não queremos levar problemas para ele, queremos levar solução. Para ele se recuperar bem e voltar a trabalhar porque nós precisamos dele", disse.


O governo e a equipe econômica ainda buscam oficialmente manter a confiança na aprovação do pacote devido à piora das condições financeiras, como alta do dólar, provocada pela crise de desconfiança dos investidores com a sustentabilidade fiscal.


A aprovação do pacote pode ajudar a melhorar o ambiente, na avaliação de integrantes da equipe econômica. Esse é um dos argumentos que estão sendo utilizados para convencer o Congresso.


O presidente da Câmara, em reuniões nesta terça-feira (10), pediu empenho aos líderes para aprovar a pauta que ainda resta. Ele avisou que vai ter sessões de segunda a sexta.


"Os líderes estão trabalhando nas bancadas. É um calendário muito curto para se votar tudo. Sou sempre otimista, mas otimista realista, temos um prazo pequeno. Para o país é importante que se vote essas questões, eu defendo que se vote. Mas é preciso construir ambiente na Casa para votar", diz o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).


Ainda restam enviar dois projetos que tratam da reforma da Previdência dos militares e a correção da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5.000 com a taxação dos milionários.


AS VOTAÇÕES QUE ESTÃO EM JOGO


LDO de 2025


A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece as prioridades e a meta fiscal do governo para o ano seguinte e orienta a elaboração do Orçamento. Foi criada em 1988 e o primeiro projeto de LDO foi enviado em 1989. De lá para cá, sempre foi aprovada no mesmo ano. Sem a LDO, o governo não pode executar as despesas, o que caracteriza uma situação de apagão da máquina. É o projeto mais urgente.


PLOA de 2025


Projeto de Lei Orçamentária em 2025. Estima as receitas e estabelece as despesas para o exercício financeiro seguinte. O governo pode iniciar a execução orçamentária antes da aprovação do PLOA por meio de regras temporárias estabelecidas na LDO, em geral a limitação de 1/12 para os gastos discricionários.


Reforma Tributária


Regulamentação da reforma tributária aprovada no ano passado. Primeiro projeto já foi aprovado na Câmara e, agora, está em tramitação no Senado. Se for aprovado pelos senadores, depende de uma nova votação na Câmara. A cúpula da Câmara e do Senado estão empenhadas em aprovar até o fim do ano. O segundo projeto foi aprovado pelos deputados, mas no Senado o relator ainda não foi designado.


PEC do Pacote fiscal


Integra o pacote fiscal. Entre as medidas, prorroga a DRU (Desvinculação das Receitas da União) até 2032, que termina este ano. Facilita a gestão orçamentária. Contém duas propostas com forte resistência: comando para que a regulamentação dos supersalários seja tratada por lei complementar e revogação de dois dispositivos da Constituição que obrigam o governo a executar os programas previstos no Orçamento, a chamada impositividade.


PL do Salário Mínimo e BPC


Integra o pacote fiscal. Foi protocolado pelo deputado José Guimarães (PT-CE). Trata da limitação do ganho real do salário mínimo aos percentuais de expansão do teto de despesas do arcabouço fiscal. O texto também traz mudanças no BPC, no Bolsa Família e no FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal). Sem a aprovação do projeto, fica valendo a regra atual de correção do salário mínimo a partir do ano que vem. Há resistências às mudanças no BPC.


PLP dos Fundos


Projeto de Lei Complementar do pacote fiscal. Retoma a ideia de restringir o uso de créditos para abater tributos. A autorização para fixar um limite para o uso de créditos valerá caso o governo registre déficit nas contas de 2025 em diante. Desvincula recursos de oito fundos públicos


PL de aumento da CSLL e JCP


Enviado em agosto para aumentar a arrecadação e fechar a proposta de Orçamento de 2025. Parlamentares afirmam que não há espaço para aumento da carga tributária.


PLNs Orçamentários


Projetos que alteram o Orçamento deste ano e precisam ser aprovados.


PL da isenção do IR e da tributação dos milionários (ainda não enviado)


Integra o pacote fiscal. Aumenta a faixa de isenção do IR para R$ 5.000 e cria o imposto mínimo para tributar milionários. Não foi enviado. Tem apoio do PT, mas sofre resistência do setor empresarial e financeiro.


PL dos militares (ainda não enviado)


Integra o pacote fiscal, mas tampouco foi enviado. Propõe mudanças na Previdência dos militares. O Ministério da Fazenda diz que será enviado nos próximos dias. Não se espera aprovação neste ano devido às resistências dos militares.

Call Matinal ConfianceTec 11/12

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

11/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (10)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na terça-feira (10), fechou em alta de 0,8%, a 128.228 pontos. Já o dólar à vista fechou em queda de 0,58%, a R$ 6,04.


PRINCIPAIS MERCADOS, 05h40:


Índices futuros de NY sem direção única nesta quarta-feira (11). Mercado aguarda a divulgação do CPI para obter elementos na decisão do Fed. Será que cortará ou manterá a taxa de juros na próxima semana (18)?


EUA 🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,07%

S&P 500 Futuro, +0,05%

Nasdaq Futuro, +0,12%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,29%

Nikkei (Japão🇯🇵), +0,01%

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,77%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +1,02%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,47%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,86%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,14%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,16%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,11%

STOXX 600, -0,26%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,32%, a US$ 68,81 o barril.

Petróleo Brent, +0,29%, a US$ 72,40 o barril.

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,64%, a 809,50 iuanes (US$ 111,50).


NO DIA, 11/12 🌎:


Toda atenção para o CPI (EUA), a acelerar em novembro. Mercado não parece convencido sobre mais um corte de juro pelo Fed em dezembro. 


Já no Brasil, Copom deve decidir por mais um ajuste da Selic. Deve acelerar de 0,50pp para 0,75pp ou mesmo 1,00pp. A justificaticar, a "desancoragem das expectativas de inflação", a persistência do câmbio em torno de R$ 6 e o fiscal delicado.


AGENDA, 11/12


Indicadores:

08h00. França🇫🇷/OCDE: Taxa de desemprego de outubro.

09h00. Brasil🇧🇷: Volume de serviços em outubro (PMS IBGE)

10h30. EUA🇺🇸: CPI de novembro. 

11h30. EUA🇺🇸: Estoques de petróleo na semana (DoE).

14h30. Brasil🇧🇷/BCB: Fluxo cambial semanal  


Eventos:

11h45. Canadá: BC anuncia decisão sobre juros.

18h30. Brasil/BCB: Copom anuncia decisão sobre a Selic.

CCJ do Senado vota a reforma tributária.

 

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quarta-feira e bons negócios!

Ailton Braga

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