sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Mercado de trabalho

 🇧🇷 Hoje tivemos mais um dado de mercado de trabalho aquecido:


Segundo a pesquisa PNAD Contínua, a taxa de desemprego foi de 6,2% no trimestre encerrado em outubro, em linha com as expectativas do mercado. Os juros futuros seguem operando em alta na abertura.


A taxa apresentou redução em relação aos 6,4% do trimestre encerrado em setembro e é menor taxa observada em toda a série histórica iniciada em 2012. 


No trimestre encerrado em outubro, houve um recorde no número de pessoas ocupadas, sendo a menor desocupação desde o início da série histórica. Houve recorde no número de trabalhadores com e sem carteira assinada no setor privado e recorde no número de empregados no setor público.


Com isso, o nível de ocupação alcançou seu maior percentual da série, em 58,7%. Os setores de indústria, construção e outros serviços foram responsáveis por quase 50% do crescimento da ocupação no trimestre.  


A massa de rendimento real habitual (soma ponderada de todos os rendimentos das pessoas ocupadas da amostra) apresentou crescimento de 2,4% no trimestre e 7,7% no ano, impulsionada pelo aumento no número de pessoas trabalhando. 


Por outro lado, os dados do CAGED de outubro, divulgados nesta semana, registraram a criação de 132,7 mil empregos formais, abaixo da expectativa do mercado de 192,5 mil vagas. No entanto, o CAGED de setembro foi revisado para cima, saindo de 247,8 mil para 251,5 mil. 


➡️Direto ao Ponto


Os dados de outubro reafirmaram a solidez do mercado de trabalho, indicando um cenário aquecido e uma atividade econômica forte. Quando combinados à inflação de serviços em 12 meses ainda acima de 5%, esses fatores reforçam a expectativa de um novo aumento de juros na próxima reunião do Banco Central. 


O mercado, inclusive, já precifica uma possível aceleração no ritmo de ajuste, com a curva apontando para um aumento superior a 0,5 ponto percentual.


🗞 Jornal do Investidor / Marília Fontes Renda Fixa PRO 

📚 MZ Investimentos

                    

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Chances de IPOs

 Coluna do Broacast: Chances de IPOs em 2025 caem por terra após pacote, avaliam banqueiros


Por Cynthia Decloedt, Altamiro Silva Junior e Matheus Piovesana


São Paulo, 29/11/2025 - As expectativas de uma retomada nas ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês), que já estão no maior jejum em 25 anos, diminuíram drasticamente após o aguardado anúncio do pacote de cortes de gastos do governo esta semana. O impacto se estende às perspectivas de ofertas de ações no exterior por empresas brasileiras, uma vez que a percepção do estrangeiro em relação ao País também piora.


A visão é de banqueiros reunidos em almoço da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nesta sexta-feira, 29, no qual estão presentes o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o próximo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Houve decepção com o corte anunciado, que provocou piora dos ativos domésticos e elevou a projeção já alta para o juro brasileiro em 2025 e, portanto, reduz o apetite de investidores pela Bolsa, avaliam executivos com os quais o Broadcast conversou


O responsável pelas operações na América Latina de um grande banco estrangeiro defendeu que o mais provável é que nenhum IPO aconteça no ano que vem. Outro executivo, também à frente de banco estrangeiro, disse que, eventualmente, se houver alguma sinalização contrária à atual para o fiscal, de escalada do juro para a casa de 14% ao ano, a Bolsa poderá receber algum IPO no quarto trimestre. A Bolsa brasileira não assiste a um IPO desde agosto de 2021.


Este mesmo executivo contou ainda que, em evento recente entre empresas e investidores locais e estrangeiros promovido por sua instituição, sentiu os investidores de "mau humor", apesar de boas notícias trazidas pelas empresas, que estavam mais animadas em meio a uma safra melhor de resultados financeiros.


Para o diretor de um banco, isso é reflexo da ausência de fluxo para os fundos multimercado e de ações, que tira o interesse dos gestores, mesmo para empresas que tenham uma boa história operacional ou financeira para contar. Os fundos multimercados estão com saques de R$ 235 bilhões este ano até outubro, ante perdas de R$ 69,5 bilhões no mesmo período do ano passado.


"Juros em dois dígitos matam IPOs", afirmou o presidente de um banco. E a forte volatilidade recente dos ativos contribui para engavetar operações, incluindo de ofertas subsequentes de ações (follow-on), pois dificulta a referência de preços, completou ele.


No exterior


Outro banqueiro acrescentou que o efeito causado pelo pacote prejudica o risco Brasil e faz com que até mesmo eventuais ofertas de ações no exterior fiquem prejudicadas. Uma executiva do setor ressalta que investidores internacionais vão preferir aplicar nos Estados Unidos por conta das políticas pró-mercado de Donald Trump do que em emergentes. E mesmo neste ultimo grupo, as preferências estão ficando mais com a Índia, o Produto Interno Bruto (PIB) que mais cresce no mundo atualmente, considerando as grandes economias.


O juro elevado no País por mais um ano, com previsões como a do JPMorgan nesta sexta-feira, de que a Selic pode bater em 14,25%, contrariando expectativas iniciais de trajetória de queda esperada para este ano, quando se falava em juros agora na casa dos 9%, aumenta o risco de inadimplência e os planos de investimento voltam a ser engavetados.


"Estou ouvindo aqui de muitos banqueiros que revisarão seus orçamentos, dado o crescimento de aposta de inadimplência", contou outro executivo presente ao almoço da Febraban.


Mesmo o mercado de renda fixa e crédito privado pode ganhar novos contornos com a alta do juro, observou outro executivo. Em sua visão, o fluxo de entrada em fundos seguirá aumentando neste cenário, mas os gestores estarão mais seletivos, para evitar o risco da inadimplência nas empresas.


Em 2024, o mercado de renda fixa já bateu recorde de operações, com emissões superando os R$ 500 bilhões, e só debêntures ficando em R$ 381,4 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Em 2025, deve manter ao menos o mesmo patamar, na visão de um executivo de um grande banco.


Contatos: altamiro.junior@estadao.com ; matheus.piovesana@estadao.com; cynthia.decloedt@estadao.com


Broadcast+

Pastel de vento

 Opinião do Estadão - https://www.estadao.com.br/opiniao/pastel-de-vento/


*Pastel de vento*


_Não era crível esperar que Lula avalizasse um corte expressivo a menos de dois anos das eleições, mas o governo se superou ao anunciar, junto, isenção maior de IR. Não à toa, dólar foi a R$ 6_


Aguardado com ansiedade por um mês, o pacote fiscal anunciado pelo ministro Fernando Haddad decepcionou. Até aí, nada de novo. Não era crível esperar que Lula da Silva daria aval a um corte de gastos expressivo para reequilibrar as contas públicas depois do desempenho pífio de seu partido nas eleições municipais e a menos de dois anos da disputa presidencial.


Desta vez, no entanto, o governo realmente se superou. Quando as primeiras notícias sobre as medidas do plano começaram a circular, parecia até piada ventilada pela oposição, mas o pronunciamento do ministro Haddad em cadeia nacional de rádio e TV na noite de quarta-feira confirmou a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.


Qualquer medida que o ministro anunciasse depois disso não teria a menor relevância. Afinal, um pacote de economia de despesas cuja principal medida reduz a arrecadação do governo em R$ 35 bilhões não poderia ser levado a sério. E foi exatamente o que aconteceu. Antes mesmo do pronunciamento, o dólar, até então cotado a R$ 5,83, rompeu a barreira dos R$ 5,90 e encerrou o dia a R$ 5,91.


No início da tarde do dia seguinte, logo após o anúncio das outras medidas, a moeda norte-americana alcançou a marca de R$ 6,00, o maior valor nominal desde o início do Plano Real, mas fechou em R$ 5,9895. Os juros futuros, por sua vez, chegaram a 14% para alguns vencimentos de 2026 e 2027, enquanto o Ibovespa fechou em forte queda de 2,40%, aos 124.610,41 pontos.


Se a ideia era implodir o pacote, o governo conseguiu o que desejava. Porta-voz extraoficial de Lula da Silva, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), demonstrou sua incompreensão ao cobrar, por meio de suas redes sociais, que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, interviesse no câmbio para conter a “especulação desenfreada”.


A questão é que não se tratava de especulação, mas uma reação à quebra das expectativas alimentadas pela própria equipe econômica de Lula da Silva entre o primeiro e o segundo turnos das eleições municipais. Quem acreditou no discurso dos ministros Haddad e Simone Tebet de que havia chegado a hora de enfrentar os gastos públicos com seriedade teve de desmontar suas posições para não perder mais dinheiro no futuro.


A bem da verdade, o governo deu sinais de que o pacote seria esvaziado. O período de 30 dias entre o fim das disputas municipais e o anúncio oficial do plano deixou claro que o governo não tratava o tema com a urgência demandada e serviu para os ministérios blindarem suas pastas, desidratando as medidas que poderiam atingi-los até que restassem apenas as consensuais.


Causou incômodo que Haddad não tenha usado a palavra “corte” uma única vez em seu pronunciamento de pouco mais de sete minutos, mas o fato é que ele, a rigor, não mentiu. Num esforço para tornar o Brasil “mais justo e eficiente”, o governo atrelou o reajuste do salário mínimo ao arcabouço fiscal, o que permitirá que o piso continue a aumentar acima da inflação.


Com ajustes tímidos, o abono salarial foi mantido, e novamente se prometeu mais foco e fiscalização na concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Bolsa Família. Haverá nova tentativa de limitar os supersalários no setor público e reduzir os penduricalhos. A Desvinculação das Receitas da União (DRU) será, mais uma vez, prorrogada. Subsídios tributários de cerca de R$ 18 bilhões serão reduzidos em 10% até 2030, mas o governo não detalhou quais serão atingidos.


São, em suma, as medidas de sempre, anunciadas na expectativa de que produzam resultados diferentes desta vez. Parte delas é o mínimo que se espera de qualquer governo minimamente comprometido com as contas públicas, como a inclusão no Orçamento dos programas Pé-de-Meia e o Gás para Todos.


Taxar em até 10% quem ganha mais de R$ 50 mil pode até mobilizar apoiadores, mas certamente não salvará a arrecadação. Já a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais injetará novos recursos na economia, dando impulso a uma inflação que se aproxima perigosamente dos 5% no acumulado de 12 meses, algo que o Banco Central não poderá ignorar.

Dan Kawa

 🇧🇷 *Dan Kawa-Brasil, Mostra a tua cara!*


Qual o seu "estômago" para aguentar volatilidade alta? Qual a sua propensão a tomar risco, sabendo que o curto-prazo será extremamente desafiador e volátil, mas que poderá ter retornos positivos e elevados (acima do CDI) em prazos mais longos?


Diante dos desafios da economia e dos mercados no Brasil nas últimas semanas, a pergunta acima deve ser a primeira (e talvez a mais importante) que deveríamos nos fazer no momento de construir um portfólio de ativos financeiros.


Carregar boas ações no atual nível de preço e valuation dos mercados no Brasil; comprar papeis IPCA+ com juros reais acima de 7%; alocar em juros prefixados acima de 14%; e etc, costumam ser estratégias vencedoras, leia-se, que entregam retornos substancialmente acima do CDI, historicamente, em prazos mais distendidos (ou prazos mais longos).


Contudo, não podemos esconder (ou esquecer) o fato de que as condições de contorno do Brasil são extremamente desafiadoras; que um CDI rumando a 14% é um ativo "sem volatilidade" e "de baixo risco" (sem entrar no mérito do custo de oportunidade ou do risco de explosão da inflação); e que o curto-prazo pode nos reservar novas rodadas de deterioração da economia e dos mercados locais.


Um portfólio balanceado implica em ter alocações internacionais, em dólares, independente da taxa de câmbio. O tamanho dessa alocação relativa ao seu portfólio total irá depender exatamente dessa propensão de cada um a lidar com desafios em janelas mais curtas de tempo, assim como em seus passivos e objetivos de longo-prazo.


O pior que podemos fazer é não termos um "plano de voo" para nossos investimentos, entrarmos em desespero nos momentos mais agudos e/ou nos animarmos excessivamente em períodos de bonança (com o famoso FOMO).


O meu objetivo aqui não é "jogar para debaixo do tapete" o fato de que estamos em uma situação muito delicada para a economia e os mercados locais. Os eventos dessa semana reforçam a visão de que apenas uma mudança radical de política econômica, que talvez precise de uma mudança de governo, será capaz de reverter a tendência negativa dos ativos brasileiros.


O cenário de curto-prazo (6 a 18 meses) pode sim ser classificado como negativo ou desafiador para o Brasil e os seus ativos.


A minha intensão é lembrar que investir, muitas vezes, tem mais a ver com psicologia, do que com qualidade técnica ou conhecimento financeiro. Por isso, conhecer adequadamente o seu horizonte de investimento, a sua propensão a aguentar volatilidade e a sua necessidade de liquidez, são itens fundamentais para que decisões erradas não sejam tomadas nos piores momentos possíveis.


A maior parte dos investidores bem sucedidos no longo-prazo foram aqueles propensos a ter posições "contrarian", aguentar momentos ruins e investir em meio ao desconforto.


Todavia, precisamos construir adequadamente os nossos portfólios para podermos atravessar esta tormenta e sairmos vivos do outro lado desta tempestade.


https://x.com/DanKawa2/status/1862405571921473846

Pacote fiscal do Haddad

Foi quase um mês de espera. Foram se reunindo, discutindo, divergindo...e adiando a decisão.

Ao fim, saiu um "peteleco", não um potente pacote de medidas fiscais, de contenção de despesas. Ideias de medidas de ajuste estrutural foram apenas isso, "ideias"...Dificilmente, devem ser "preservadas" no Congresso. Esta é a nossa percepção.

Foi constrangedor o anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que não sabia onde enfiar a cara. Seu discurso, em rede de TV, beirou o ridículo. Parecia propaganda política de governo, destacando seus feitos. E o pior é que era!

Um pouco antes, a pesquisa de avaliação Paraná tinha mostrado o "derretimento" da popularidade do governo do PT. "Algo precisava ser feito." E foi o que foi feito. O anúncio do pacote de contenção fiscal perdeu espaço para uma peça de propaganda política.

No cerne das propostas, o anúncio "politiqueiro" da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais, em contrapartida a uma taxação de 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil (aos chamados "super ricos"). 

Os experts da comunidade de economistas logo irão se apressar em dizer que ambas as medidas se compensam, sendo "neutras". Difícil afirmar isso neste momento. 

Em complemento, tivemos a limitação ao reajuste do salário mínimo à 2,5% mais IPCA, não mais pela média do PIB de dois anos mais inflação, o controle da emissão de emendas parlamentares, um pente fino sobre os beneficios sociais, etc. 

Tudo pensando no "respeitar" das regras do arcabouço fiscal. 

Mexeram-se também com as sinecuras dos "milicos", como a  impossibilidade de colocar o pijama aos 48 a 50 anos, agora definida a idade mínima em 55 anos, e as transferências de pensões para as filhas. 

Mas por que isso não foi feito na reforma da previdência "meia boca" do Paulo Guedes? E por que não mexer também com as várias sinecuras do Legislativo e do Judiciário?

Outras medidas foram aventadas, mas, de boa? Dificilmente, devem passar pelo Congresso.

Enfim, pelas intensas negociações entre as lideranças do governo, os ministros, o PT, dificilmente, deve sair coisa boa no Congresso. Teremos um pacote bem desidratado. A aguardar. 

Matinal Josué Leonel

 *Risco fiscal leva dólar a R$ 6,00 e põe BC em foco: Mercado Hoje*


Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Mercado acompanha participações de Fernando

Haddad e Gabriel Galípolo em evento da Febraban, depois da

frustração com o pacote fiscal que impulsionou o dólar a R$ 6,00

e levou o mercado a apostar em aceleração da alta da Selic, com

precificação da taxa terminal rondando os 15%. Analistas veem

redução de gasto menor que a prevista pelo governo, enquanto

impulso fiscal e câmbio pioram cenário para inflação. Gabriel

Galípolo, que assume o Banco Central em 2025, disse que pode ser

necessário juro mais alto por mais tempo. Nomes de novos

diretores para o BC podem ser divulgados hoje ou na próxima

semana, disse Rui Costa, segundo a Reuters.

Agenda doméstica carregada traz resultado primário, com

expectativa de superávit, e taxa de desemprego, com previsão de

nova queda, além de decisão sobre bandeira de energia. Nos EUA,

mercado retorna do feriado com humor positivo e acompanha vendas

na Black Friday. Futuros das bolsas sobem, enquanto dólar e

yields recuam. Iene se valoriza com inflação em Tóquio. Minério

de ferro avança.

*T

Às 7:23, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +0,3%

STOXX 600 estável

FTSE 100 estável

Nikkei 225 -0,4%

Shanghai SE Comp. +0,9%

MSCI EM -0,1%

Dollar Index -0,2%

Yield 10 anos -5,4bps a 4,2091%

Petróleo WTI -0,5% a US$ 68,38 barril

Futuro do minério em Singapura +1,1% a US$ 104,2

Bitcoin +1,6% a US$ 96628,5

*T

Internacional

Yields e dólar caem na volta de feriado, iene e minério

avançam

* Rendimento dos treasuries cai e futuros das bolsas de Nova

York sobem no retorno do mercado após o feriado de Ação de

Graças nos EUA, enquanto o dólar recua e caminha para a pior

semana desde agosto com estagnação do chamado “Trump trade”

** Índice do posicionamento de compra do dólar subiu para o

nível mais alto em mais de um ano, sugerindo uma retração da

valorização da moeda, que vinha sendo impulsionada por fatores

como as ameaças de tarifas adicionais do presidente eleito

americano

* Iene lidera ganho das principais moedas depois que o CPI de

Tóquio superou estimativa

** Mercados embutem chance de mais de 60% de que o Banco do

Japão aumente juros no mês que vem

* Em dia de agenda esvaziada nos EUA, mercado monitora Black

Friday

* China divulga PMIs às 22:30

* Minério de ferro caminha para segundo ganho semanal depois que

a indústria siderúrgica da China mostrou alguns sinais de

melhora e na expectativa de que Pequim implemente mais estímulos

antes do final do ano

** Estoques totais de minério de ferro nos portos da China

caíram 1,5% na semana

* Petróleo opera de lado enquanto os investidores observam

eventuais novas pistas sobre os planos de produção da Opep+,

após o atraso de uma importante reunião virtual por quatro dias


Para acompanhar

Haddad e Galípolo em meio à forte pressão no mercado;

resultado fiscal

* Pode ser necessário juro mais alto por mais tempo, disse

Galípolo na noite de ontem

** Banco central está preocupado com expectativas de inflação

desancoradas

** Impulso fiscal impactou crescimento este ano e mercado de

trabalho está aquecido

** Inflação é a principal preocupação do BC, que fará o que for

necessário

** BC continuará perseguindo a meta de inflação e tem “total

autonomia”

* Ministros Fernando Haddad e Simone Tebet, e o diretor do BC

Gabriel Galípolo participam de almoço anual da Febraban às 11:30

* Dólar fechou em nova máxima histórica nesta quinta-feira, a R$

6,0110, diante do risco fiscal, em meio a novas declarações de

Lula, de que não é possível que mais pobres paguem IR e que

governo irá aprovar medidas no Congresso no momento certo

** Juros futuros subiram quase 50 pontos na ponta longa; curva

precifica Selic final de quase 15% e chegou a projetar alta de

cerca de 90 pontos na próxima reunião

* Brasília em Off: O tiro no pé de Lula

* JPMorgan passou a projetar duas altas seguidas de 1pp pelo

Copom

** Seria ideal realizar uma antecipação do ajuste monetário,

disse o banco em relatório assinado pela chefe de pesquisa

econômica para América Latina, Cassiana Fernandez

* Itaú vê economia potencial de R$ 53 bi em 2025, 2026 com

medidas

** “O pacote pode ser insuficiente para o cumprimento do limite

de despesas do arcabouço até 2026”

* BC divulga às 8:30 resultado primário do setor público

consolidado de outubro, estimativa de superávit de R$ 40,1 bi

* Às 9:00, IBGE divulga taxa de desemprego nacional de outubro,

estimativa de 6,2%

* Às 15:30, sai o total da dívida federal de outubro

* BC oferta 15.000 contratos de swap cambial para rolagem

* Guillen participa às 9:30 de Reunião Trimestral com

Economistas - Grupo 10

* Aneel anuncia bandeira tarifária para dezembro


Outros destaques

Novos diretores do BC; Costa critica Campos Neto

* Indicações para diretoria do BC devem ser enviadas ao Senado

nesta sexta-feira ou no início da próxima semana, disse o

ministro da Casa Civil, Rui Costa: Reuters

** Presidente indicará sucessor de Galípolo, além de novo

diretor de regulação e novo diretor de relacionamento

* Rui Costa atribui a alta do dólar ao atual presidente do BC,

Roberto Campos Neto, e disse estar em contagem regressiva para

ter um BC: Valor

* Líderes na Câmara e no Senado apontam que destravar o

pagamento das emendas parlamentares é condição para o aval do

parlamento ao pacote: Folha

* Lula participa às 10:00 de cerimônia de assinatura de

contratos de financiamento do BNDES para infraestrutura e

mobilidade urbana de São Paulo


Empresas

Vale, Itaú

* Vale: Conselho aprova distribuir JCP de R$ 0,52/ação

* Itaú aprova JCP de R$ 0,310560 por ação

* Veja mais informações na Agenda do Dia

* Veja aqui desempenho do Mercado na véspera



Para entrar em contato com o repórter:

Josue Leonel em Sao Paulo, jleonel@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis:

Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Fernando Travaglini

Call Matinal ConfianceTec 2911

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

29/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE QUINTA-FEIRA (28)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na quinta-feira (28) em forte queda de 2,46%, a 124.531 pontos. É perceptível a frustração do mercado com o pacote.

Já o dólar encerrou o dia de ontem em forte alta de 0,91%, já rompendo os R$ 6. Foi a R$ 6,01. 


MERCADOS HOJE (2911):


EUA🇺🇸:

Dow Jones Futuro, +0,30%

S&P 500 Futuro, +0,26%

Nasdaq Futuro, +0,39%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,93%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,37%

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,29%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -1,95%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,10%

Europa: 🇪🇺

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,02%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,03%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,03%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,14%

STOXX 600, +0,02%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,09%, a US$ 68,78 o barril

Petróleo Brent, -0,37%, a US$ 73,01 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,14%, a 797,50 iuanes (US$ 110,26)



NO DIA 2911


Fechando a semana num ambiente cercado de incertezas e frustrações. 


Certo que o anúncio do pacote acabou como um "banho de água fria". Certo também que não seria diferente para um governo vocacionado para o "ativismo fiscal".


Mas por que demoraram tanto para anunciar um pacote que mais pareceu um panfleto de campanha?


No fim, o pacote fiscal decepcionou muito mais pela divulgação de medidas "mais políticas" do que técnicas, efetivas de corte de gastos. 


E poucos acreditam numa votação tranquila no Congresso. 


Em NY, os mercados operam em horários reduzidos nesta Black Friday, as bolsas fechando às 15h e os Treasuries, às 16h. A agenda internacional prevê o resultado do PIB de alguns países da Europa e a inflação na zona do euro.


Vamos monitorando. 


AGENDA DO DIA 2911:


EUA: Mercados operam com horário reduzido, após feriado de Ação de Graças; bolsas fecham às 15h e Treasuries às 16h.


Indicadores:

04h00. Alemanha/Destatis: vendas no varejo de outubro

04h00. Turquia/Turkstat: PIB do 3TRI

04h45. França/Insee: PIB do 3TRI

07h00. Zona do euro/Eurostat: CPI e Núcleo do CPI preliminares de novembro

08h30 – Brasil/BCB: Primário do setor público consolidado em outubro

09h00. Brasil/IBGE/Pnad: Taxa de desemprego no trimestre até outubro

10h15. Brasil/FGV: IIE-Br de novembro 

10h30. Canadá/Statcan: PIB do 3TRI

15h30. Brasil/Tesouro: Relatório Mensal da Dívida Pública 

22h30. China/NBS: PMI industrial e PMI de serviços de novembro

Aneel divulga a bandeira tarifária de dezembro.


Eventos:

11h30. Haddad, Tebet, Galípolo, Guillen e outros diretores do BCB participam de almoço da Febraban.

14h30. Brasil: BCB concede coletiva sobre estatísticas fiscais de outubro

16h00. Brasil/Tesouro: Coletiva sobre Relatório Mensal da Dívida Pública.

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa sexta-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...