Fernando Schuller
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2025
Fernando Schuller
BDM MATINAL RISCALA 1802
*Rosa Riscala: Rússia e EUA discutem fim da guerra na Ucrânia*
… A reunião entre a Rússia e os EUA na Arábia Saudita para discutir o fim da guerra na Ucrânia é o destaque internacional do dia. Zelensky está fora, não foi convidado, e já disse que não aceitará o resultado dessas negociações, enquanto os países da UE ameaçam sanções a Moscou, com pressão sobre o petróleo. NY volta hoje do feriado devolvendo liquidez aos mercados domésticos, que ampliaram as quedas dos juros curtos com o recuo do IBC-Br maior que o esperado em dezembro, o que reduziu as apostas em uma Selic mais elevada. Ainda a ponta longa dos juros caiu repercutindo o call eleitoral que enfraquece Lula para a disputa de 2026. Apesar da desaceleração da atividade, a nova deterioração das expectativas na Focus e o surpreendente salto do IGP-10 de fevereiro mantêm as preocupações inflacionárias.
… A FGV registrou uma escalada dos preços entre 11/1 e 10/2, com um avanço de 0,53% em janeiro para 0,87%, muito acima do teto das estimativas (0,50%). Só nos primeiros dois meses do ano, o IGP-10 acumula alta de 1,40%. Nos últimos 12 meses, de 8,35%.
… Para o economista-chefe da Remessa Online, André Galhardo, esses dados devem repercutir ao longo do primeiro semestre de 2025.
… “O IGP-10 de fevereiro reforça que, a despeito da desaceleração, da valorização cambial, safra recorde e redução dos riscos climáticos, o aumento de preços ao consumidor será um assunto constante nas próximas semanas”, disse ele à Agência Estado.
… Mas, nesta 2ªF, a curva de juros desprezou não só o IGP-10, como também a alta das projeções do IPCA na Focus, com 2025 subindo de 5,58% para 5,60%, e 2026, de 4,30% para 4,35%, priorizando o enfraquecimento da economia como fator deflacionário.
… Pesquisa Broadcast após o IBC-Br mostra que a mediana das estimativas para o PIB/4Tri de 2024 teve redução de 0,5% para 0,4%. Esse nível de moderação, no entanto, é considerado insuficiente para conter a inflação, segundo Carlos Kawall (Oriz Partners).
… “Não estamos em uma situação em que uma desaceleração do crescimento por si só resolva. Seria preciso uma economia se contraindo, o que é diferente. Precisaríamos de uma sucessão de PIBs negativos. Aí sim teremos o fechamento do hiato.”
… Já Nicolas Borsoi (Nova Futura) acredita que a desaceleração vai ser maior do que pensam e que, em algum momento, o mercado deve precificar uma virada de chave do BC, que deve reagir mais à desaceleração da economia do que à desancoragem das expectativas.
… Nos últimos dias, vem crescendo a percepção de que o esfriamento da atividade pode dispensar o Copom de subir a Selic até os 16%, ou mais, como a curva chegou a precificar. A recuperação do câmbio também ajuda nessa equação (leia abaixo).
EFEITO DATAFOLHA – No pano de fundo, investidores ainda festejaram o desgaste de Lula e a chance de ele ficar fora da próxima eleição.
… Causou alívio no mercado financeiro a notícia de que Lula teria dito a pessoas próximas que, a depender de sua condição de saúde, pode não disputar a reeleição (Globo), enquanto Tarcísio já teria admitido que pode disputar 2026, se tiver o apoio de Bolsonaro (CNN).
… Para estrategistas do JP Morgan para a América Latina e Brasil, as pesquisas que mostraram queda de popularidade de Lula levaram os investidores que não têm posições em Brasil a experimentar o chamado “medo de ficar de fora” (Fomo, na sigla em inglês).
… Para o banco, o Brasil é um dos mercados de melhor desempenho, tanto no lado das ações quanto no câmbio.
… “Quando os preços estavam mais baixos do que agora, não havia compradores, mas, à medida que os preços subiam, mais pessoas se interessavam. E isso vem junto com notícias no cenário político, um dos pouquíssimos gatilhos locais.”
… Mas essa reação ainda poderá ter um segundo tempo, se o Planalto for para a ofensiva, com medidas populistas que possam agravar a situação fiscal. O fato de Lula não ter reagido no primeiro dia não quer dizer que tenha desistido.
AGENDA FRACA – A prévia do IPC-Fipe sai às 5h. O BC faz leilão de linha (10h30) de até US$ 3 bi para rolar recompra do mesmo montante que está prevista para 6/3. GPA, Carrefour, Iguatemi e XP soltam balanço após o fechamento.
LÁ FORA – Mais dois integrantes do Fed falam hoje (Mary Daly, às 12h20, e Michael Barr, às 15h), um dia depois de outros colegas deixarem mensagens de cautela, reverberando Powell, que não está com pressa de cortar o juro.
… Michelle Bowman alertou que há riscos de alta para a inflação e defendeu a atual pausa dos Fed funds, assim como Patrick Harker, que projetou que os preços só chegarão à meta de 2% num prazo de dois anos.
… À noite, Christopher Waller também destacou o caráter desigual, acidentado e mais lento do que o esperado do progresso da inflação em direção ao target e disse que, por enquanto, o juro estável é a decisão apropriada.
… Dois dados saem hoje nos EUA: atividade industrial Empire State de fevereiro (10h30) e índice NAHB de confiança das construtoras (12h). Na Alemanha, tem o índice ZEW de expectativas econômicas. Bailey (BoE) fala às 6h30.
PIBINHO – Como se viu, em mais uma prova de que o esfriamento da economia doméstica não dá sinais isolados, mas já é percebido em série, a queda de 0,73% do IBC-Br em dezembro veio pior do que a esperada (-0,4%).
… Foi também a contração mais acentuada no chamado “PIB do BC” desde maio/2023. Alguns economistas apostam na safra recorde de grãos este ano como limitador de qualquer perda mais expressiva do fôlego de crescimento.
… Mas o próprio governo já reconhece que a atividade anda perdendo pique. “Estamos percebendo uma desaceleração, Caged no fim do ano tem apontado para isso”, afirmou o número dois da Fazenda, Dario Durigan.
… Durante participação ontem em evento organizado pela Amcham Brasil, ele confirmou a estimativa da pasta, anunciada semana passada, de expansão de 2,3% do PIB este ano, bem longe do desejo declarado de Lula (3,7%).
… A aposta da Fazenda continua mais otimista do que a do mercado, embora próxima do boletim Focus (2,1%).
… Com a economia pisando no freio, o mercado especula que o Copom pode encurtar o ciclo de aperto monetário, embora Galípolo evite se precipitar e prefira esperar mais para ver se a desaceleração representa tendência.
… O Itaú ainda mantém a perspectiva de Selic terminal em 15,75%, mas admite que o ajuste pode ser interrompido antes por causa da desaceleração maior da atividade ou acomodação do câmbio em um nível mais apreciado.
… Também Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, afirmou durante o evento promovido pela Amcham nesta 2ªF que “talvez o BC pare um pouco antes” do pico previsto pelo banco, de 15,25%.
… A esperança renovada de que o Copom não vá tão longe na dose de conservadorismo ampliou a queda dos juros futuros, que ainda continuaram queimando prêmios de risco com o call eleitoral da Datafolha da semana passada.
… A perda de capital político de Lula 3 para a reeleição em 2026 fortalece os rumores de que ele possa desistir da candidatura e o vácuo de um sucessor forte da esquerda também redobra a chance de um contra-ataque da direita.
QUEM DÁ MENOS? – Os juros dos DIs curtos fecharam em baixa firme com o IBC-Br enfraquecido e as taxas dos contratos longos refletiram o desgaste de Lula, deixando o Focus e o salto no IGP-10 em segundo plano.
… Na 6ªF, a pesquisa Datafolha saiu na hora do período de formação de preços de ajuste nos DIs (16h10 às 16h20) e ontem os contratos continuaram a reagir ao levantamento, com as taxas fechando perto das mínimas.
… Esse recuo dos rendimentos nas últimas sessões fez com que a curva passasse a precificar uma Selic terminal mais perto de 15% que de 16%.
… No fechamento, o DI Jan/26 baixou a 14,665% (de 14,765% no fechamento anterior); Jan/27, a 14,575% (14,720%); Jan/29, a 14,315% (14,450%); Jan/31, a 14,310% (14,440%); e Jan/33, a 14,250% (14,400%).
… Apesar dos temores com a inflação, a chance de Selic menor ajudou a sustentar o terceiro ganho diário do Ibov, que, na máxima do dia, superou os 129 mil pontos, para depois fechar com alta modesta de 0,26% (128.552,13).
… O volume financeiro somou R$ 18,66 bilhões, em pregão marcado pela ausência dos negócios em NY por causa do feriado do Dia do Presidente nos EUA.
… Cíclicas puxaram a alta, embaladas pelo alívio dos juros futuros com o IBC-Br perdendo velocidade em dezembro. Magazine Luiza subiu 7,86% (R$ 7,96), seguida por Vamos (+5,80%, a R$ 5,29) e CVC (+4,55%, a R$ 2,07).
… Beneficiada pela alta do petróleo (Brent: +0,64%; US$ 75,22) e declarações do presidente Lula no sentido de fortalecer a estatal, Petrobras ON valorizou 1,13% (R$ 41,31) e PN ganhou 0,61% (R$ 37,67).
… “Não tem empresa no mundo mais eficiente que a Petrobras”, disse Lula, no ufanismo que ajudou os comprados.
… Bancos foram bem. BB registrou +1,43% (R$ 29,16); Bradesco ON, +0,27% (R$ 11,14; Bradesco PN, +0,16% (R$ 12,21); Itaú, +0,20% (R$ 34,84); e Santander, +0,19% (R$ 26,69).
… Eletrobras subiu 3,06% (ON) e 2,51% (PNB) com a perspectiva de conciliação com o governo, com relação à representação da União no conselho, aguardada para até a 6ªF.
… Com a negociação, o governo espera aumentar o número de representantes no conselho da ex-estatal.
… Após o fechamento dos mercados, uma fonte do governo informou ao Broadcast que a Eletrobras deve continuar normalmente com a participação em ações da Eletronuclear.
… A Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), que representa a União, detém 64,095% das ações ordinárias da Eletronuclear, enquanto a Eletrobras tem 35,901%.
… Vale caiu 0,54% (R$ 55,37), acompanhando o minério de ferro (-0,92%) em Dalian. JBS (-2,77%; R$ 32,61), Weg (-2,51%; R$ 52,45) e BRF (-2,50%; R$ 19,52) foram os destaques negativos.
… Na contramão dos outros ativos domésticos, o real desvalorizou. Após cair 1,7% na semana passada e fechar abaixo dos R$ 5,70, o dólar à vista terminou em leve alta de 0,29%, a R$ 5,7125.
… Lá fora, o índice DXY ficou estável em 106,732 pontos, num dia de negócios reduzidos. O euro caiu 0,10%, a US$ 1,0485, e a libra avançou 0,31%, a US$ 1,2630. O iene subiu 0,50%, a 151,521/US$, apostando em novas alta do BoJ.
EM TEMPO… RAÍZEN acessará mercado externo com intenção de levantar até US$ 750 milhões, informou o Broadcast. A emissão deve ocorrer nos próximos dias e valor final ainda será definido…
… Recursos devem ser direcionados para gestão do passivo da companhia.
BB SEGURIDADE teve lucro líquido ajustado de R$ 2,173 bilhões no 4Tri24, alta 5,8% na comparação anual. O resultado financeiro caiu 13,3%, para R$ 393 milhões…
… Empresa vai pagar R$ 4,411 bilhões em dividendos, a R$ 2,27 por ação, ex em 21/02.
NEOENERGIA teve lucro líquido de R$ 852 milhões no 4Tri24, queda anual de 12%. Com ajustes, lucro somou R$ 1,387 bilhão, queda anual de 5%. Ebtida somou R$ 3,077 bilhões (+8%) e receita líquida foi de R$ 12,844 bi (+15%).
ENEVA. Segundo trem de GNL entrou em operação comercial na Unidade de Tratamento de Gás Natural do Complexo Parnaíba, em Santo Antônio dos Lopes (MA)…
… Esse segundo trem possui capacidade de liquefação de 300.000 m³/dia de gás natural e, com sua entrada em operação, eleva a capacidade agregada de liquefação da companhia para 600.000m³/dia.
CCR PR VIAS fará 1ª emissão de debêntures simples, de até R$ 1,2 bi. Prazo e remuneração não foram informados.
Bankinter Portugal Matinal 1802
Análise Bankinter Portugal
SESSÃO: Europa subiu ONTEM ca.+0,5% perante a perspetiva de negociações sobre Ucrânia (hoje, reunião EUA/Rússia na Arábia Saudita) e apesar da ausência de Nova Iorque, que HOJE reabre com tom semelhante ao europeu de ontem (futuros ca. +0,3%). Austrália baixou taxas de juros esta madrugada (-25 p.b., até 4,10%), como esperado, e amanhã será a vez da Nova Zelândia, mais agressiva (-50 p.b. até 3,75%)… mas isso deve-se ao facto de estarem acima de 4%, apesar de ter a inflação apenas um pouco acima de +2% (+2,4% e +2,2%, respetivamente). E no Reino Unido (7 h), o Desemprego repetiu em 4,4%, melhor do que o aumento esperado até 4,5%, com Ganhos Pessoais +6% face a uma Inflação de +2,8% (+3,6% Subjacente), melhorando assim o poder de compra real, e isso deverá apoiar um Consumo Privado recentemente fraco (0% no 4T’23 vs. +0,6% no 3T). Finalmente, Harker (Fed Filadélfia) expressou-se hawkish/dovish (duro/suave) para não se comprometer com nada: afirma que não vê nenhum movimento para mudar agora a política monetária, mas que se sente otimista em relação à inflação e que as taxas de juros poderão continuar a baixar a longo prazo. Atitude curiosa que não conta para nada porque ele se vai reformar este ano.
HOJE (10h), teremos o ZEW Sentimento Económico na Alemanha, para o qual se espera uma notável melhoria (20,0 vs. 10,3), que parece um pouco ambiciosa, apesar da macro alemã mais recente ter surpreendido positivamente (PMI Industrial 45,0 vs. 44,1; Exportações +2,9% vs. -0,5%...). Alemanha celebra eleições (domingo, 23) e há uma expetativa um pouco ingénua em relação a um desenvolvimento que mude a direção da economia, mas a governabilidade pode ser endiabrada (CDU 29%, AfD21%, SPD 16%, Verdes 13%...). Cuidado com este assunto.
O importante é a reunião EUA/Rússia, da qual poderá sair qualquer coisa. Contudo, o desenvolvimento racional é que a Rússia pressione bastante, porque os EUA cometeram o erro de começar, oferecendo concessões em troca de nada (consolidar a posse de território invadido pela Rússia, que a Ucrânia não entre na OTAN…) e que a ação bélica russa se intensifique e avance com tudo o que tem (armas e homens), sabendo que é ela quem decide quando, e quase também, como se alcança um cessar-fogo que permita que os egos de Trump e Putin se satisfaçam, embora seja indecentemente. Esperemos que os EUA tenham um plano inesperado que ninguém seja capaz de prever, para que o desenvolvimento não seja como parece. O prático: reduz-se a perceção do prémio de risco por geoestratégia, o que melhora as avaliações das bolsas (mas cuidado, porque não há nada tangível, e muito menos fiável) e dá apoio às empresas de Defesa, ideia que temos vindo a defender.
CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: Mercado complacente perante a redução do prémio de risco por geoestratégia devido às conversações com o objetivo de conseguir um cessar-fogo (ou algo que se lhe pareça) na Ucrânia, portanto subidas suaves e desconfiadas (+0,3%?). A vigiar os prováveis aumentos da inflação no Reino Unido (amanhã) e no Japão (sexta-feira),
que poderão frustrar um pouco o otimismo sobre descidas de taxas de juros.
Nova Iorque fechada ontem. ES-50 +0,5% IBEX +0,5% VIX 15,4 Bund 2,48% T-Note 4,51% Spread 2A-10A USA=+24pb B10A: ESP 3,15% PT 2,95% FRA 3,17% ITA 3,55% Euribor 12m2,424% (fut.2,276%) USD 1,047 JPY 158,8 Ouro 2.912$ Brent 75,4$ WTI 71,5$ Bitcoin -0,9% (95.502$) Ether -0,7% (2.667$).
FIM
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
Call Matinal JHN Consulting 1702
CALL MATINAL
17/02/2025
Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (14/02)
MERCADOS
O Ibovespa, na sexta-feira (14), fechou em forte alta de 2,70%, a 127.218 pontos. Já o dólar “derreteu” a R$ 5,696, recuando 1,26%. Tudo isso por causa da forte queda de popularidade do presidente Lula em pesquisa da Folha.
PRINCIPAIS MERCADOS, 7h00
Neste início de segunda-feira (17), os índices futuros de Nova York operam em alta, mas os mercados à vista de ações e títulos dos EUA estarão fechados na sessão, devido ao feriado do “Dia do Presidente”, o que deve reduzir a liquidez dos negócios neste início de semana. Mercados asiáticos fecharam, na maioria, em alta, os europeus próximos da estabilidade.
EUA:
Dow Jones Futuro, +0,03%
S&P 500 Futuro, +0,13%
Nasdaq Futuro, +0,20%
Ásia-Pacífico:
Shanghai SE (China), +0,27%
Nikkei (Japão), +0,06%
Hang Seng Index (Hong Kong), -0,02%
Kospi (Coreia do Sul), +0,75%
ASX 200 (Austrália), -0,22%
Europa:
FTSE 100 (Reino Unido), +0,07%
DAX (Alemanha), +0,18%
CAC 40 (França), -0,13%
FTSE MIB (Itália), +0,49%
STOXX 600, +0,16%
Commodities
Petróleo WTI, +0,40%, a US$ 71,02 o barril
Petróleo Brent, +0,44%, a US$ 75,07 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,92%, a 806,50 iuanes (US$ 111,18)
NO DIA, 1702
Abrimos uma semana fraca de novidades, tanto aqui como nos EUA. Por lá hoje é feriado com o Dia do Presidente. Mesmo assim, Donald Trump ainda deve continuar a gerar polêmicas.
Na quarta-feira, temos a ata do Fed e a China decide sua política de juro. Por aqui, destaque para os balanços de Vale, Gerdau e BB também na quarta-feira, além do IBC-Br de dezembro nesta segunda-feira. O PIB do BCB deve voltar ao terreno negativo, após quatro meses seguidos de crescimento, confirmando o esfriamento da atividade.
O atual presidente do BCB, Gabriel Galípolo diz que ainda quer esperar mais para ver se o fôlego menor da economia é uma tendência, enquanto o mercado monitora o risco de o desgaste rápido do governo Lula apressar medidas populares para recuperar os índices de aprovação do presidente, que desabaram nos últimos dois meses. A reeleição do presidente Lula parece estar balançando.
Julio Hegedus Netto, economista JHN Consulting
Boa segunda-feira a todos!
Bankinter Portugal Matinal 1702
Análise Bankinter Portugal
SESSÃO: Após uma Conferência de Segurança de Munique confusa e inconclusiva neste fim de semana, com a única certeza de que eventuais negociações serão exclusivamente entre os EUA e a Rússia, sem mais ninguém, o mercado esta manhã estará sem direção clara. O único ponto seguro é que as empresas de defesa continuarão a ser beneficiadas, independentemente do desfecho das negociações, caso ocorram: na semana passada, Rheinmetall +13%; Leonardo +8%; Thales +5%; Indra +5%, e na pré-abertura alemã, Rheinmetall +9%. Por isso, e porque não existem fundos de investimento focados exclusivamente no setor de defesa, construímos em 2024 a nossa Carteira Temática de Defesa (em espanhol) que apresenta uma evolução de +6% em 2025.
A simples possibilidade de se iniciar algum tipo de negociação sobre a Ucrânia já deveria incentivar uma ligeira recuperação dos mercados. As yields das obrigações continuam confortáveis, o dólar pouco se valorizou desde sexta-feira (1,049 vs. 1,046), a volatilidade mantém-se baixa (VIX <15%) e os futuros das bolsas apresentam ganhos ligeiros (+0,1%/+0,3%).
Esta semana será de intensidade média ou baixa, mas com a inflação a recuperar no Reino Unido e no Japão. Os dados de janeiro já mostraram um aumento na inflação na UEM (+2,5% vs. +2,4%) e nos EUA (+3,0% vs. +2,9%). Se esta semana a inflação também subir, como esperado, no Reino Unido (+2,8% vs. +2,5%) e no Japão (+4,0% vs. +3,6%), o sinal será inequívoco: a inflação está a recuperar nas principais economias desenvolvidas, tornando inevitável que os bancos centrais recuem na intenção de cortar taxas de juro. Até mesmo o BCE, apesar das especulações em sentido contrário, com cortes estimados em até 1,50% a partir dos atuais 2,75% (Taxa de Depósito).
Por isso, talvez o mais importante desta semana, que começa com Nova Iorque fechada nesta segunda-feira, sejam os dados de inflação no Reino Unido e no Japão. São o fator que pode arrefecer um mercado (ações e obrigações) que, na nossa visão, se mostra imprudentemente complacente com a perceção do risco geoestratégico na Europa, baseada em supostas negociações para um cessar-fogo na Ucrânia, sobre as quais, na realidade, há poucos elementos concretos. Trump prometeu, durante a campanha, acabar com essa guerra em 24 horas, e Putin precisa de encerrar a invasão o mais rápido possível, desde que consiga apresentá-la como uma vitória que consolide o seu poder. Assim, ambos necessitam de um acordo sobre a Ucrânia para sair fortalecidos e, com apenas a expectativa de que isso seja possível, a perceção do risco geoestratégico diminui. No entanto, concretizar algo levará mais tempo do que o mercado estima, pelo que a única conclusão fiável é que a Europa precisará de se proteger seriamente, o que continuará a favorecer as empresas de defesa, que continuamos a recomendar.
A bolsa europeia supera a americana em 2025 (+12% vs. +4%) precisamente devido à redução da perceção do risco geoestratégico, mas também porque se assume que o BCE cortará as taxas muito mais do que a Fed e que o novo Governo Alemão, após as eleições do próximo domingo, eliminará o limite constitucional à dívida pública (crescimento anual de 0,35% do PIB) para introduzir estímulos fiscais que reativem uma economia que já se contrai há nada menos que seis trimestres consecutivos. Confia-se que esses três catalisadores evoluam dessa forma, levando a uma redução dos riscos e permitindo a valorização das bolsas.
CONCLUSÃO:
Vamos ver esta semana até que ponto todas as especulações sobre a Ucrânia se consolidam como credíveis, qual será o real impacto da inflação no Reino Unido e no Japão e se o mercado continuará a interpretar esses fatores de forma positiva... porque os riscos percecionados estão a diminuir, mas pode não ser o caso dos riscos reais, mesmo que isso não se reflita no curtíssimo prazo. Cautela.
Mercados:
S&P 500 -0,01% | Nasdaq-100 +0,4% | SOX +0,1% | Euro Stoxx 50 -0,1% | Bund 2,44% | T-Note 4,48% | PT 2,97% | Euribor 12m 2,438% | WTI 70,8$ | Bitcoin -0,4% (96.301$) | Ether -0,5% (2.681$).
FIM
BDM Matinal Riscala 1702
Lula em córner empolga, mas preocupa | BDM - Bom Dia Mercado
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*.
[17/02/25]
… Donald Trump pode continuar rendendo, mas a semana é fraca em agenda externa e começa com o feriado do Dia dos Presidentes nos EUA, que fecha os mercados em NY hoje. Na 4ªF, sai a ata do Fed e a China decide juro. Aqui, vale o destaque para os balanços de Vale, Gerdau e BB também na 4ªF, além do IBC-Br de dezembro nesta 2ªF (9h). O PIB do BC deve voltar ao terreno negativo, após quatro meses seguidos de crescimento, confirmando o esfriamento da atividade. Galípolo diz que ainda quer esperar mais para ver se o fôlego menor da economia é uma tendência, enquanto o mercado monitora o risco de o desgaste rápido do governo Lula apressar medidas populares para recuperar os índices de aprovação do presidente, que desabaram nos últimos dois meses, num mergulho íngreme que já ameaça seus planos de reeleição em 2026.
… Na 6ªF, o mercado reagiu com euforia à pesquisa Datafolha que derrubou a popularidade de Lula de 35% em dezembro para 24%, no menor nível de ótimo e bom de seus três mandatos, com a reprovação saltando de 34% para 41% no mesmo período.
… Foi um susto para o governo que a popularidade de Lula tenha despencado em grupos tradicionalmente fieis a ele, o que deve disparar a sirene de emergência no Planalto. Lula piorou entre mais pobres, com menor escolaridade e no Nordeste, redutos do PT.
… Entre os brasileiros que ganham até dois salários mínimos e que têm grande representatividade eleitoral, pelo tamanho desta parcela da população (51%), a aprovação do presidente caiu de 44% para 29%.
… Nos 33% que têm até o ensino fundamental, o tombo foi também de 15 pontos, de 53% para 38%.
… Entre os eleitores do Nordeste, houve grande prejuízo, com o ótimo/bom recuando de 49% para 33%, na região que concentra 26% do eleitorado. A avaliação positiva caiu 20 pontos entre os que disseram ter votado nele em 2022.
… Com uma agenda intensa de campanha, Lula vai hoje (10h) a evento de retomada da indústria naval, em Angra (RJ). Durante solenidade na última 6ªF no Pará sobre investimentos da Vale, ele antecipou que anunciará três novas políticas de crédito.
… Na contramão da política monetária restritiva, anunciou que “o Brasil vai crescer mais de 3,7%”, que “temos o menor nível de desemprego da história, crescimento da massa salarial e uma quantidade de crédito que nunca teve; vamos anunciar mais três políticas de crédito”.
… Na tentativa de reverter o tombo na aprovação, é provável que o governo se dedique a projetos que tenham relação direta com o dia a dia do povo. Além disso, a reforma ministerial, levada até aqui em banho-maria, deve finalmente ser acelerada e sair do papel.
… Lideranças do Centrão descartam a possibilidade de desembarque do governo Lula, por enquanto, mas ampliam a pressão para que Lula dê início logo às trocas na Esplanada, diante da crise de credibilidade atravessada.
… Integrantes da base governista avaliam que cresce o risco de aliados perderem o interesse de assumir ministérios se a aprovação do governo continuar sangrando, o que colocaria em risco a aprovação de pautas de interesse no Congresso.
… A frustração com os alimentos caros e as fake news sobre o PIX foram apontadas como os dois principais motivos para a forte desaprovação. Nem mesmo no fim de 2005, no pior momento do escândalo do mensalão, Lula havia estado tão mal.
… Embalado pela chance de uma candidatura de centro ou centro-direita ganhar musculatura em 2026, o dólar furou a marca de R$ 5,70, o DI derreteu e o Ibovespa fechou na faixa dos 128 mil pontos pela primeira vez no ano (leia abaixo).
NA PAREDE – “Acuado, o governo deve gerar mais pressão por incentivos fiscais, aprovação da isenção de IR para que ganha até R$ 5 mil e maior expansão do crédito subsidiado”, avalia Eduardo Velho, da Equador.
… Galípolo esteve com empresários na Fiesp na última 6ªF e, ao mencionar os receios no mercado sobre o uso de estímulos fiscais diante da desaceleração econômica, considerou um equívoco o BC agir preventivamente a um “fantasma”.
… Ele reconheceu que os riscos associados à gestão das contas públicas percebidos pelos investidores trazem um “certo desafio” ao Copom, mas destacou o empenho “incansável” de Haddad em reforçar a responsabilidade fiscal.
… O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está na Arábia Saudita e participa hoje cedinho (5h) de painel durante conferência promovida pelo FMI. O tour pelo Oriente Médio dura até 4ªF, quando ele retorna para o Brasil.
FORÇAS ARMADAS – Mais uma pesquisa, esta do Instituto Atlas, mostrou neste fim de semana que a credibilidade dos militares despencou e que hoje 72% dos brasileiros não confiam mais nessas instituições. O levantamento foi elaborado para a CNN Brasil.
MAIS AGENDA – A Fazenda divulga hoje o relatório Prisma Fiscal e o BC solta, às 9h, o IBC-Br. A mediana em pesquisa Broadcast indica queda de 0,4% de dezembro, após alta de 0,1% em novembro. As estimativas variam de -1,3% a estabilidade.
… Na comparação ano a ano, o indicador deve crescer 3,4%, desacelerando em relação à leitura de 4,1% de novembro. As projeções vão de 1,7% a 5%. Dados da indústria, serviços e varejo têm confirmado a perda de ritmo.
… O mercado já se arrisca nas apostas de Selic terminal um pouco mais baixa, embora Galípolo ainda mantenha um discurso cauteloso.
… O Banco Inter, que esperava taxa básica de juro de 15% no fim do ciclo, projeta agora 14,75%, com a alta contratada de 1 ponto na próxima reunião (março), um ajuste final de 0,50 ponto em maio e pausa a partir de junho.
… Já o Santander não mudou sua estimativa para a Selic (15%), diante da inflação desancorada. A instituição financeira piorou a projeção para o IPCA deste ano (5,5% para 6,0%) e do ano que vem (de 4,2% para 4,6%).
… Hoje, sai o IGP-10 em fevereiro (8h), que deve desacelerar a 0,24% em fevereiro, após +0,53% em janeiro. As projeções vão de queda de 0,50% a expansão de 0,50%. Amanhã (3ªF), tem a segunda prévia do IPC-Fipe deste mês.
… Também estão na agenda desta 2ªF a pesquisa Focus (8h25) e a balança comercial semanal (15h).
… O BC dá início hoje em leilão (11h30) à rolagem de US$ 15,6 bilhões em contratos de swap que vencem em abril.
BALANÇOS – BB Seguridade e Neoenergia abrem a semana, após o fechamento. Amanhã (3ªF), é a vez de Carrefour, GPA, Iguatemi e XP. Na 4ªF, tem Assaí, além de Vale, Gerdau e BB. Na 5ªF, B3, Renner, Nubank, PagSeguro e Rumo.
TARIFAÇO – Enquanto Trump coloca as tarifas em stand by até início de abril e os ministros do governo tentam colocar água na fervura, o presidente Lula assume uma postura de confronto em relação à ameaça protecionista.
… Em entrevista a uma rádio do Pará na 6ªF, falou abertamente em reagir contra a imposição de tarifa de 25% sobre o aço brasileiro. “Se taxar, vamos reagir, denunciar na OMC ou taxar os produtos que a gente importa deles [EUA].”
… Segundo Lula, a relação entre os dois países é muito igualitária. “Eles importam US$ 40 bilhões. Nós, US$ 45 bilhões.”
… No ano passado, o Brasil foi o segundo maior fornecedor do produto para os americanos, atrás apenas do Canadá.
LÁ FORA – As vendas do varejo americano bem mais fracas que o esperado mantêm a chance de pelo menos um corte de juro este ano nos EUA (abaixo), enquanto Powell diz que não tem pressa de aliviar as taxas.
… Três dirigentes do Fed falam hoje: Patrick Harker (11h30), Michelle Bowman (12h20) e Christopher Waller (20h).
… A leitura preliminar de fevereiro do PMI composto sai na 6ªF nos EUA, zona do euro, Alemanha e Reino Unido.
… Amanhã (3ªF), o presidente do BC inglês (BoE), Andrew Bailey, participa de evento e a Austrália decide juro.
… A China define na noite de 4ªF as suas principais taxas (LPRs de 1 e 5 anos). Nos últimos dias, o PBoC prometeu implementar política monetária “apropriadamente relaxada” e projetou demanda “mais forte” do consumidor.
JAPÃO HOJE – A leitura preliminar do PIB/4Tri, de 0,7%, superou a previsão de 0,2% dos analistas e também ficou acima da alta de 0,4% registrada no 3Tri, em demonstração de resistência, enquanto o BoJ avalia novas altas do juro.
UCRÂNIA – Macron convocou para hoje reunião urgente de líderes europeus para falar sobre a guerra e a segurança europeia. O encontro reunirá líderes da Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Polônia, Espanha, Holanda e Dinamarca.
… Também o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) marcará presença.
… As conversas ocorrem enquanto autoridades europeias tentam persuadir Trump a não se apressar na negociação de paz com a Rússia.
… Ainda hoje, integrantes do governo americano terão encontros na Arábia com enviados russos.
ISRAEL – Primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo que a transferência de palestinos é único plano viável para Gaza. Segundo ele, o governo israelense está trabalhando com Trump em total cooperação e coordenação.
JÁ É OUTUBRO DE 2026 NO MERCADO – A queda na competitividade eleitoral de Lula atiçou o apetite por risco no mercado, que antes do Datafolha já ia bem com a percepção de que há espaço para negociações com os EUA no caso das tarifas recíprocas.
… O cálculo político da próxima eleição colocou o dólar abaixo de R$ 5,70, elevou o Ibovespa acima dos 128 mil pontos e queimou mais de 30pb nos juros longos.
… O Ibov subia em torno de 2% quando a pesquisa saiu. Dali até o fim da sessão acelerou a 2,7%, voltando aos 128 mil pontos (128.218,59) e com giro forte para os padrões recentes: R$ 26,3 bi. Na semana, teve ganho de 2,89%.
… Das 87 ações do índice, 80 subiram na 6ªF. As blue chips de commodities ignoraram o movimento de queda das matérias-primas e saltaram.
… Petrobras ON disparou 3,60%, a R$ 40,85, e a ON subiu 3,08%, a R$ 37,44, desprezando o recuo do Brent, mais uma vez pressionado pelo possível acordo de paz entre Ucrânia e Rússia.
… Na ICE, o Brent para abril caiu 0,37%, a US$ 74,74. Na semana, ficou perto da estabilidade, com alta de 0,11%.
… As ações da estatal ainda se beneficiaram da elevação pelo JPMorgan do preço-alvo da ADR negociada em NY, de US$ 17 para US$ 18, o que representa um potencial de valorização de 42,7% ante 5ªF passada.
… Também continuaram a reagir com a defesa do presidente Lula em favor de pesquisa para exploração de petróleo na Margem Equatorial.
… Às vésperas de seu balanço, Vale avançou 1,48%, a R$ 55,67, na contramão do minério de ferro (-0,98%).
… Banco do Brasil puxou as altas entre os bancos, com +4,74%, a R$ 28,75. Santander subiu 3,82% (R$ 26,64); Itaú, +2,66% (R$ 34,77); Bradesco PN, +2,61% (R$ 12,19); e Bradesco ON, +2,59% (R$ 11,11).
… Em meio à baixa dos juros futuros, Vamos disparou 9,17% (R$ 5,00), na liderança entre as altas. Hapvida valorizou 8,19% (R$ 2,51%) e CVC subiu 7,03% (R$ 1,98).
… Recuaram: Petz (-1,79%; R$ 4,39), Suzano (-0,64%; R$ 58,85), Porto (-0,51%; R$ 39,29), Caixa Seguridade (-0,47%; R$ 14,67), Embraer (-0,21%; R$ 60,35) e Petrorecôncavo (-0,13%; R$ 15,58).
… No câmbio, o real já apresentava o melhor desempenho os emergentes antes do Datafolha e depois acentuou. O dólar fechou em baixa de 1,26%, a R$ 5,6962, perto da mínima do dia, de R$ 5,6947. Na semana, recuou 1,68%.
… Além do Datafolha, o recuo nas vendas do varejo americano ajudou a enfraquecer o dólar globalmente e a derrubar os juros dos Treasuries, influenciando os mercados aqui.
… O DI para janeiro de 2026 recuou a 14,765% (de 14,825% no fechamento anterior); Jan/27, a 14,720% (14,930%); Jan/29, a 14,450% (de 14,785%); Jan/31, a 14,440% (de 14,800%); e Jan/33, a 14,400% (de 14,740%).
… Em NY, os rendimentos dos Treasuries e o dólar, já em baixa diante de uma atitude mais soft de Trump no caso das tarifas recíprocas, aceleraram a queda depois da inesperada queda nas vendas do varejo dos EUA em janeiro.
… As vendas caíram 0,9% ante dezembro, ante aposta de estabilidade, na maior queda em quase dois anos. O dado indicou recuo abrupto ante o consumo do fim/24, quando as vendas cresceram 0,7%, número revisado de +0,4%.
… O indicador reforçou a expectativa de pelo menos um corte de juro pelo Fed este ano, um certo alívio depois de CPI e PPI acima do esperado, embora um dado isolado não deva fazer muita diferença na análise do Fed.
… O varejo deixou em segundo plano o aumento da produção industrial dos EUA (+0,5%) em janeiro, acima do esperado (+0,3%).
… Afastando-se um pouco dos 4,50%, o juro da note de 10 anos desceu a 4,477%, de 4,531% na sessão anterior. O da note de 2 anos cedeu a 4,262% (de 4,313%). O do T-bond de 30 anos caiu a 4,698% (de 4,765%).
… O dólar cedeu terreno para seus principais pares. O DXY caiu 0,56%, a 106,710 pontos, menor nível do ano. O euro subiu 0,28%, a US$ 1,0491, mas a libra ficou estável em US$ 1,2409. O iene avançou 0,34%, a 152,29/US$.
… Nas bolsas em NY, o efeito dos indicadores econômicos do dia foi misto. O Dow Jones caiu 0,37%, aos 44.546,08 pontos. O S&P 500 ficou estável (-0,01%), em 6.114,63 pontos, e o Nasdaq subiu 0,41%, aos 20.026,77 pontos.
… Na semana, os índices acumularam ganhos de, respectivamente, 0,53%, 1,47% e 2,58%.
EM TEMPO… PETROBRAS confirmou presença de óleo em poço na região oeste do campo de Búzios; poço está a 189 km da costa do Rio e foi perfurado em uma profundidade d´água de 1.940 metros…
… Testes foram realizados a partir de 5.600 metros de profundidade, confirmando potencial do pré-sal de Búzios…
… A estatal também informou que o FPSO Almirante Tamandaré (Búzios 7) entrou em produção no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos…
… É a 1ª unidade de alta capacidade a ser instalada no campo, com potencial para produzir diariamente até 225 mil barris de óleo (bpd) e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás.
JBS. Gilberto Xandó anunciou, em publicação no LinkedIn, que deixará a presidência da JBS Brasil para assumir a liderança da Wild Fork North America, braço da JBS focado na comercialização de proteínas congeladas…
… Com a saída de Xandó, a presidência da JBS Brasil passará a ser acumulada por Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, segundo fonte do Broadcast.
RAÍZEN registrou um prejuízo líquido de R$ 2,571 bilhões no 3Tri da temporada 2024/25, revertendo o lucro de R$ 793 milhões obtido no igual intervalo da safra anterior…
… A receita líquida cresceu 14,3%, para R$ 66,872 bilhões. O Ebitda ajustado somou R$ 3,123 bilhões, queda anual de 20,5%…
… A empresa anunciou que Geovane Dilkin Consul assumirá em abril a vice-presidência de etanol, açúcar e bioenergia, substituindo Francis Vernon Queen Neto, que passará a ocupar nova posição dentro da companhia…
… Norges Bank Investment Management passou a deter participação de 5,009% do total de ações PN da empresa, administrando agora 68.067.618 de papéis.
AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!
Ailton Braga
Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...
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https://www.facebook.com/share/p/1Am5q44Ya4/ "Pode parecer incrível, mas os bandidos não desistem, e como diria Pero Vaz de Caminha, n...
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🚨 RESUMO DA SEMANA VINLAND 🚨 VINLAND (24 a 28 de março de 2025) ________________________________________ *1. Governo busca “pouso suave” ...