quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Josué Leonel Matinal 1112

 Copom deve acelerar ritmo; China pode baixar yuan: Mercado Hoje

2024-12-11 10:31:54.364 GMT



Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Copom deve acelerar o ritmo de alta na

última reunião comandada por Roberto Campos Neto, enquanto

bancos defendem reação da política monetária contra a piora das

expectativas inflacionárias, que se agravou com a disparada do

dólar. Governo publica portaria para destravar emendas, um passo

favorável para tramitação das medidas fiscais, mas presidente da

Câmara diz que faltam votos ao governo. Agenda ainda traz dado

sobre serviços, com estimativa de alta. 

No exterior, dólar se fortalece e yuan recua com notícia de

que a China pode permitir desvalorização de sua moeda para

compensar esperado aumento de tarifas por Trump. Outros

segmentos do mercado têm desempenho misto antes do CPI dos EUA,

que deve afinar apostas no Fomc da próxima semana. Entre as

commodities, petróleo sobe e metais recuam. 

 

*T

Às 7:31, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +0,1%

STOXX 600 estável

FTSE 100 estável

Nikkei 225 estável

Shanghai SE Comp. +0,3%

MSCI EM -0,4%

Dollar Index +0,3%

Yield 10 anos +1bps a 4,236%

Petróleo WTI +1% a US$ 69,29 barril

Futuro do minério em Singapura -0,7% a US$ 104,6

Bitcoin +1,1% a US$ 97997,31

*T

Internacional

Dólar se valoriza com China; bolsas mistas antes de CPI

* Dólar se fortalece com notícia de que os líderes chineses

estudam permitir que sua moeda enfraqueça, enquanto bolsas e

rendimentos dos treasuries têm variações discretas antes de dado

de inflação nos EUA

* Yuan offshore caiu até 0,5%, antes de reduzir as quedas, após

a Reuters relatar - citando fontes não identificadas - que as

autoridades chinesas avaliam a possibilidade de permitir que o

yuan se desvalorize para compensar as tarifas mais altas sob a

presidência de Donald Trump

** Outras moedas emergentes têm baixas modestas

* Mercado espera o CPI nos EUA, que sai às 10:30, para balizar

apostas na decisão do Fomc da próxima semana; swaps projetam

cerca de 85% de chance de uma redução de 0,25pp no juro do Fed;

amanhã, BCE decide sobre sua taxa

* Estimativa é de que CPI vai se acelerar para 0,3% na

comparação mensal em novembro, contra 0,2% em outubro

* Petróleo avança antes de dados nos EUA e de relatório mensal

da Opep que fornecerá uma visão geral do mercado

** Governo Biden está considerando novas sanções sobre o

petróleo da Rússia, segundo fontes

* Metais industriais e minério de ferro recuam com

enfraquecimento do yuan


Para acompanhar

Copom deve acelerar alta de juros; volume de serviços

* BC deve subir a taxa Selic para 12%, segundo expectativa

mediana de economistas em pesquisa Bloomberg, acelerando o ritmo

de alta no último Copom comandado por Roberto Campos Neto, que

será substituído pelo diretor Gabriel Galípolo em 2025

** Bradesco é exceção e prevê manutenção do ritmo de alta de

0,50pp

* Já a curva de juros mantém a precificação de alta de 1pp da

Selic nesta quarta-feira e também em janeiro

** BTG prevê 1pp no Copom com ‘deterioração intensa’ de

expectativa

** Goldman defende resposta forte do BC com alta de 1pp da Selic


Comunicado do Copom deve ser ainda mais duro e decisão deve

ser unânime, disse Andrea Damico, economista-chefe da Armor

Capital

* Ativos locais tiveram ontem alívio com possível resolução para

o impasse sobre emendas parlamentares e os juros futuros médios

e longos caíram mais de 40 pontos

* IBGE divulga às 9:00 serviços de outubro, estimativa de alta

mensal de 0,6% e anual de 5,6%

* BC oferta 15.000 contratos de swap cambial para rolagem e

divulga fluxo cambial

* Americanas reúne acionistas em AGE


Outros destaques:

Governo publica portaria sobre emendas; Lira sobre pacote

* Governo publicou em edição extra do D.O. portaria para destravar o pagamento de emendas parlamentares - visto como essencial para acelerar a tramitação do pacote fiscal

* Presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que as indefinições sobre as emendas e o mérito do texto podem dificultar a tramitação do pacote: Agência Câmara

** Segundo Lira, as decisões do ministro do STF Flávio Dino, que determinou novas regras para as emendas, são diferentes da lei aprovada pelo Congresso

** De acordo com o presidente da Câmara, o governo não tem votos para aprovar pacote

*** Ele lembrou que na semana passada todos viram a dificuldade de aprovar as urgências e imagina o quórum de PEC - de 308 votos

** Lira afirmou, no entanto, que pacote pode ser votado nesta semana

* Site da Câmara diz que governo publicou a portaria para tentar adequar as normas das emendas parlamentares à decisão do STF um pouco antes da entrevista de Lira

* Com Lula internado, Alckmin assume agendas, enquanto Haddad e Rui Costa negociam com o Congresso: Globo

* Cirurgia de Lula levanta paralelo com Biden e questões de idade.

* Senado aprova indicados ao BC

* Câmara aprova refinanciamento das dívidas dos estados: Agência

Câmara

* Senado aprova regulamentação da IA: Agência Senado


Empresas

Petrobras, Vale, Santander, Suzano, B3, Prio

* Petrobras anuncia pagamento de remuneração do 3° trimestre

** Parcela de R$ 0,66410331 por ação sob forma de juros sob

capital próprio será paga em 20 de fevereiro e parcela de R$

0,66410330 por ação em 20 de março

* Vice-presidentes de projetos e sustentabilidade deixarão a

Vale

* Ex-diretor financeiro acusado pelo Itaú, Alexsandro Broedel

Lopes, já está no Santander

* Suzano eleva estimativa de Capex em 2024 para R$ 17,1 bi

* B3: Volume médio diário ações novembro -3,8%

* Prio elevada a compra por Jefferies

* Weg Reiniciada como compra por William O’Neil

* Aeris: Controladores confirmam conversas para venda de fatia

* Hidrovias do Brasil convoca debenturistas p/ tratar venda

ativos

Abertura 1112

 Abertura: Exterior tem fôlego contido antes de CPI dos EUA e Brasil aguarda decisão do Copom


São Paulo, 11/12/2024


Por Silvana Rocha e Luciana Xavier*


OVERVIEW. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom)  se destaca na reduzida agenda econômica desta quarta-feira. A divulgação dos dados de serviços no País concentra as atenções nas próximas horas. Também serão acompanhadas a evolução do quadro de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as negociações do pacote fiscal na Câmara. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa da posse dos ministros Vital do Rêgo e Jorge Oliveira, nos cargos de presidente e vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU).  Investidores vão repercutir ainda o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, último indicador crucial para a tomada da decisão de juros do Federal Reserve (Fed) da próxima semana.


NO EXTERIOR. Os ativos financeiros americanos têm altas limitadas antes do CPI dos EUA, que deve acelerar à taxa anual de 2,7% no mês passado, segundo a mediana das estimativas dos analistas. O dólar avança ante as moedas europeia e saltou ante o yuan com relatos de que o governo chinês estuda permitir o enfraquecimento da divisa em 2025 para conter os efeitos de aumento esperado das tarifas sob a gestão do presidente eleito dos EUA, Donald Trumps. Também há expectativas de estímulos econômicos na China e pelas decisões de juros do Banco Central Europeu (BCE), amanhã, e dos Bancos da Inglaterra, do Japão e do Fed, na próxima semana. No CME Group nos EUA, atualmente as apostas para um corte menos agressivo, de 25 pb, são majoritárias e giram em torno de 86,1%, enquanto para a manutenção é de 13,9%. As bolsas europeias têm ímpeto limitado antes da reunião do BCE, que deve cortar em 25 pontos-base os juros amanhã. Para o TD Securities, o foco nos mercados se voltará para a linguagem da presidente Christine Lagarde, após a decisão.


POR AQUI.  O Ibovespa pode ter dificuldade para subir, após dois dias de alta. O EWZ operava estável no pré-mercado por volta das 7h30. O investidor foca nos dados de serviços, que devem mostrar expansão de 0,5% em outubro e alta de 5,5% na comparação anual, com pressão inflacionária no setor. A curva de juros e o câmbio podem reagir à alta dos retornos dos Treasuries, mantendo o cenário fiscal no foco. O Copom deve elevar a Selic hoje, com maioria das instituições prevendo alta de 75 pontos-base, mas cresce a chance de 100 pontos base. O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que o pacote de contenção de gastos enfrenta resistência, mas pode ser votado ainda nesta semana. Relatores foram designados para projetos sobre gatilhos fiscais e limitação do aumento real do salário mínimo. O governo estuda ajustes no projeto do BPC.


NA POLÍTICA. O governo federal publicou uma portaria para destravar o pagamento de emendas parlamentares e reduzir tensões com o Legislativo.  O Senado aprovou o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), com mudanças sobre pesquisa e projetos de desenvolvimento sustentável, e um projeto que estabelece regulamentação para o uso da inteligência artificial no Brasil. A Câmara aprovou por 413 votos a favor e 4 votos contrários, o projeto que cria um novo regime de renegociação das dívidas dos Estados com o governo federal e a proposta volta à análise dos senadores. Além disso, os deputados aprovaram a urgência de um projeto que autoriza o governo a contratar o BNDES para reestruturar estatais federais e prevê a criação da Companhia Docas de Alagoas.


AGENDA.


DECISÃO DO COPOM E CPI DOS EUA EM DESTAQUE - A agenda local traz os dados de serviços de outubro às 9 horas e a decisão do Copom após as 18h30.  O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de cerimônia no TCU às 10 horas. Lá fora, o CPI dos Estados Unidos de novembro sai às 10h30.  O BC do Canadá divulga decisão de juros às 11h45. A Opep divulga relatório mensal de petróleo.


O QUE SABEMOS.


PETROBRAS - A estatal confirmou que os dividendos de R$ 17,12 bilhões, referentes ao terceiro trimestre de 2024, serão pagos em duas parcelas. A primeira, de R$ 0,6641 por ação, será integralmente na forma de juros sobre capital próprio (JCP) em 20 de fevereiro de 2025. A segunda, de R$ 0,6641 por ação, será paga em 20 de março de 2025, com parte em JCP e parte em dividendos. Os valores serão corrigidos pela taxa Selic a partir de 31 de dezembro de 2024 até as respectivas datas de pagamento. A estatal destacou que as demais condições permanecem conforme o fato relevante divulgado em novembro. O anúncio reforça o compromisso da Petrobras com a remuneração dos acionistas.


EM TESE: Ainda que o pagamento de dividendos já tenha sido informado antes, a notícia ainda pode repercutir positivamente nos preços das ações hoje, favorecidas ainda pelo avanço de mais de 1% dos preços do petróleo. Os ADRS da Petrobrás negociados em NY subiam 0,42% às 7h17 no pré-mercado. No Brasil, os papéis acumulam alta de 25,44% (ON) e 21,82% (PN) desde janeiro. A notícia reitera o compromisso da Petrobras com acionistas e pode ajudar a sustentar um clima positivo, especialmente entre investidores focados em dividendos. No entanto, o impacto significativo nas ações dependerá de outros fatores, como o comportamento do mercado hoje e os preços do petróleo.


PRIO - A Fitch elevou o rating nacional de longo prazo da Prio de ‘AA+(bra)’ para 'AAA(bra)’, após a conclusão da aquisição da Sinochem. A perspectiva é estável. A transação aumenta em 18% as reservas comprovadas (1P) da Prio - para 740 milhões de boe (barris de óleo equivalente) - e em 42% a produção 1P da companhia - para 120 mil kboe/dia.

Além disso, a agência reiterou em ‘BB’ os ratings de Inadimplência do Emissor (IDRs) de longo prazo em moedas estrangeira e local da Prio. A perspectiva dos IDRs corporativos é positiva.


EM TESE: A notícia deve impulsionar as ações da Prio (PRIO3) juntamente com a alta do petróleo. Os papéis acumulam queda de 13,03% desde janeiro. "A maior escala e a manutenção de baixa alavancagem financeira mais do que compensam o ligeiro impacto negativo na eficiência da Prio", afirma a agência. A perspectiva positiva dos ratings corporativos sugere que há chances de melhorias adicionais nos ratings globais (IDR), o que é um sinal de otimismo sobre o futuro da empresa.


OVERNIGHT. 


BRASIL MENOS COMPETITIVO - O Brasil ocupava a 46ª posição em um ranking internacional de competitividade com 66 países avaliados, apontou um novo estudo da Firjan. Há dez anos, em 2013, o Brasil ocupava a 40ª colocação, ou seja, perdeu seis posições em uma década. O Índice Firjan de Competitividade Global (IFCG), elaborado pela entidade, avaliou a situação dos países quanto à eficiência do estado, ambiente de negócios, infraestrutura e capital humano no ano de 2023.


GOVERNO LULA - A desaprovação ao trabalho do presidente Lula subiu de 45% para 47% em dezembro, enquanto a aprovação oscilou de 51% para 52%, segundo pesquisa Genial/Quaest. No Nordeste, houve queda na aprovação, de 69% para 67%, enquanto no Sudeste, a desaprovação se manteve em 53%. Entre os baianos, Lula tem a maior aprovação (66%), mas em São Paulo, a aprovação caiu para 43%. Por faixa de renda, ele é mais aprovado por quem ganha até dois salários mínimos (63%), mas desaprovado por quem recebe acima de cinco (59%). A pesquisa ouviu 8.598 brasileiros entre 4 e 9 de dezembro.


ANEEL - Os consumidores de energia elétrica devem pagar R$ 36,5 bilhões em subsídios embutidos na conta de luz em 2025. A previsão é da Aneel, que aprovou há pouco a abertura de uma consulta pública sobre o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) do próximo ano. Se aprovado, o valor representará um aumento de 18,23% em relação a 2024, quando a parcela paga via tarifas somou R$ 30,87 bilhões. “Os números são lamentavelmente cada vez mais expressivos”, aponta o diretor e relator, Fernando Mosna.


USINA HIDRELÉTRICA SOBRAGI - A Aneel decidiu recomendar ao Ministério de Minas e Energia (MME) o indeferimento do pedido de prorrogação do prazo de concessão à exploração da Usina Hidrelétrica (UHE) Sobragi, outorgada à Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). A diretoria do órgão regulador também votou para incluir a UHE Sobragi no rol de usinas a serem oportunamente licitadas.


TUPY - A Tupy anunciou a expansão do seu Centro de Distribuição de Peças (CDP), localizado em Jundiaí, interior de São Paulo. O acordo contempla a expansão da área em 2.153m², um aumento de 28% em relação ao tamanho atual. A expansão é resultado da projeção de aumento de portfólio de peças de reposição MWM para 2025. A Tupy é do setor de metalurgia, sendo uma das maiores fabricantes mundiais de componentes fundidos e usinados em ferro.


TRÁFEGO DE VEÍCULOS - O tráfego total de veículos nas concessões rodoviárias que a CCR administra subiu 0,6% em novembro ante o mesmo mês de 2023, informou a empresa na noite de ontem. As concessionárias que exibiram maior alta no fluxo foram ViaSul (+10,1%), ViaCosteira (+6,6%), Renovias (+3,4%). Já as que tiveram maior queda no fluxo foram MSVia (-10,3%), RodoAnel Oeste (-2,2%) e SPVias (-1,2%).


VENDAS NO VAREJO - - As vendas no comércio brasileiro recuaram de 0,2% em novembro, em relação ao desempenho de outubro deste ano, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Embora o mês seja tradicionalmente impulsionado pela Black Friday, o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, Matheus Calvelli, afirma que a retração é explicada principalmente pela queda de vendas no setor de material de construção e de artigos farmacêuticos, que recuaram 4,3% e 1,5% em novembro ante outubro, respectivamente.


ITAÚ - O Itaú Unibanco confirmou que o banco acusa o ex-diretor Financeiro Alexsandro Broedel de conflito de interesses ao contratar pareceres. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu ontem um processo administrativo para investigar as denúncias, mas também questionou o banco que, por sua vez, respondeu ao órgão nesta terça-feira. O banco reitera que, após meses de apurações internas, identificou que Broedel "violou" o código de ética do Itaú ao "exercer atividade externa remunerada incompatível" com seu cargo e manter sociedade com fornecedor técnico-contábil do grupo.


SUZANO - A Suzano elevou a sua estimativa de investimento de capital (capex) para o exercício social de 2024, de R$ 16,5 bilhões para R$ 17,1 bilhões. Já para o ano que vem, a empresa aprovou a estimativa de capex no valor total de R$ 12,4 bilhões. A elevação da previsão atual do capex de 2024 em relação a sua projeção anterior, segundo a empresa, se deve principalmente ao maior investimento na rubrica de "Terras e Florestas".


ELETROBRAS - A Eletrobras informou que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o segundo recurso apresentado pela empresa em uma ação de cobrança movida pelo Estado do Piauí. O caso, relacionado à Ação Cível Originária nº 3.024, está em tramitação e teve decisão do ministro Dias Toffoli contra a empresa. A Eletrobras havia conseguido suspender provisoriamente a execução do processo com o ministro Luiz Fux. A companhia informou que seguirá defendendo seus interesses e é solidária com a União em possíveis pagamentos.


AERIS E SINOMA BLADE - A fabricante de pás eólicas Aeris confirmou, na noite de ontem, que seus controladores estão em tratativas com a chinesa Sinoma Blade para venda de participação na empresa. "A companhia aproveita para reforçar que sua administração permanece trabalhando nas medidas voltadas à otimização de sua estrutura de capital, conforme já divulgadas ao mercado", diz.


NETANYAHU DEPÕE - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu derrubar as alegações de corrupção contra ele em testemunho em julgamento. Netanyahu é o primeiro líder em exercício no país a depor como réu criminal. O depoimento é outro ponto baixo para o líder de Israel, que também enfrenta um mandado de prisão internacional por supostos crimes de guerra em Gaza. Em seu testemunho, Netanyahu argumentou ser um líder dedicado e um defensor dos interesses de Israel.


E NOS MERCADOS.


FUTUROS DE NY E TREASURIES - Os futuros ligados aos três principais índices acionários de Nova York e os rendimentos dos Treasuries sobem moderadamente, à exceção do Dow Jones futuro, que segue com viés de baixa. Os ajustes antecedem a divulgação do CPI dos EUA. A expectativa é de que o indicador apresente aceleração para 2,7% no confronto anual, segundo a mediana de estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. Às 7h15, o futuro do Dow Jones caía 0,16%, o do S&P 500 avançava 0,08% e o do Nasdaq ganhava 0,21%. O retorno da T-note de 2 anos subia a 4,164% (de 4,141% no fim da tarde ontem), o da T-note de 10 anos avançava a 4,236% (de 4,222%) e o do T-bond de 30 anos aumentava a 4,425% (de 4,415%).


BOLSAS EUROPEIAS - As bolsas da Europa ensaiam recuperação, após um viés negativo no começo do pregão. No radar está a divulgação da leitura de novembro do CPI dos EUA. Investidores também seguem em compasso de espera pela decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), marcada para amanhã. Às 7h15, a Bolsa de Londres caía 0,04%, Frankfurt subia 0,04%, Paris ganhava 0,11%.


MOEDAS - O dólar tem viés positivo antes rivais, embora recue ante o iene, após a inflação no atacado japonesa acelerar pelo terceiro mês consecutivo em novembro aumentando especulações sobre alta de juros na próxima semana. Investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que deve apresentar aceleração em novembro.  A moeda americana ganhou algum fôlego, após a Reuters revelar discussões no governo chinês sobre possível enfraquecimento do yuan no ano que vem. Às 7h17, o índice DXY, que mede a moeda americana ante seis rivais fortes, subia 0,30%, a 106,719 pontos. O euro caía a US$ 1,0493 (de US$ 1,0527 no fim da tarde anterior) e a libra recuava a US$ 1,2722 (de US$ 1,2776). O dólar subia a  152,63 ienes (de 151,92 ienes).


PETRÓLEO - Os contratos futuros de petróleo entram na terceira sessão consecutiva de ganhos hoje, em meio a persistentes riscos geopolíticos e sinais positivos à demanda. Autoridades chinesas abrem, nesta quarta-feira, a Conferência Central de Trabalho Econômico, encontro anual em que devem tratar de possíveis estímulos econômicos. No começo da semana, o principal órgão político do país indicou intenção de adotar uma política fiscal mais proativa e uma postura monetária "moderadamente frouxa". Nas próximas horas, investidores vão absorver dados de estoques nos EUA. Às 7h18, o barril do WTI para janeiro subia 1,06%, a US$ 69,32, e o do Brent para fevereiro avançava 1,01%, a US$ 72,93.


BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com expectativas voltadas para estímulos econômicos na China e o CPI americano, que sai nesta manhã. Autoridades chinesas iniciaram a Conferência Central de Trabalho Econômico, após o principal órgão político do país sinalizar intenção de adotar uma política fiscal "mais proativa" e uma postura monetária "moderadamente frouxa" em 2025. O índice Xangai Composto subiu 0,29%, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto ganhou 0,76%. Por outro lado, o Hang Seng cedeu 0,77% em Hong Kong. O índice Kospi subiu 1,02% em Seul, após o baque causado pela lei marcial temporária decretada na semana passada e da notícia de que o ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, tentou suicídio na prisão, de acordo com investigadores. O índice Nikkei, de Tóquio, fechou com viés de alta de 0,01% em meio a especulações de que o Banco do Japão (BoJ) pode a aumentar juros, após aceleração da inflação no atacado. Na contramão, o Taiex, de Taiwan, cedeu 0,96%, em meio a tensões com a China. Na Oceania, o S&P/ASX 200 perdeu 0,47% em Sydney.


 *Colaborou Andre Marinho


Contatos:  silvana.rocha@estadao.com; luciana.xavier@estadao.com



Broadcast+

Diário de um economista (4)

O bom economista 🧑‍💼deve ser meio "metaforse ambulante". 

Se você opta por uma carreira acadêmica, praticamente, esquece o setor corporativo e vai estudar, ser acadêmico. Tem que fazer mestrado, doutorado, etc. Correr atrás das suas linhas de pesquisa, ir para uma universidade pública...

Ao contrário, se escolhes trabalhar numa empresa privada, vários são os desafios à sua espreita.

Escolhi o setor privado. 

Toda minha carreira acabou na Lopes Filho & Associados. De setembro de 1993 até outubro de 2018. Em interregnos, trabalhei na Fecomércio RJ e na má fadada corretora colombiana, Interbolsa, um entreposto de lavagem de dinheiro e esquemas variados com os cartéis mexicanos. Só vim a saber disso anos depois. Aliás, importante ressaltar a frustração com o universo das corretoras de valores. 

Geralmente, são mega estruturas que não conseguem performar. Esta a realidade. São estruturas imensas, para o rebate de alguns fundos e a mesa de traders conseguir captações e giros com clientes. Este, aliás, é o coração de uma corretora de valores. Se não for bom, esquece. 

Nas duas corretoras onde tive experiência, este coração não funcionava a contento. São uns caras, em sua maioria, arrogantes, que sempre querem colocar o dedo na cara de todos que "trabalham para eles". O ambiente na Interbolsa era terrível. Uns caras que realmente só sabiam causar tumultos. 

Na corretora seguinte, a Mirae, a experiência não foi menos gratificadora. Os caras não conseguiam superar a agressiva atuação dos concorrentes, algo muito complicado, e vivem de reclamar de outras áreas. Uma das atacadas foi o research (sobre isso, falarei com mais detalhe sobre a minha temporada nesta corretora coreana). 

A LF&A era uma consultoria voltada para o mercado de capitais. Era uma casa de análise, cheia de analistas CNPI, que realizavam análises variadas sobre o universo de empresas "listadas" em bolsa.

Foi fundada em 1977 pelo Luiz Fernando Lopes Filho. Teve uma fase áurea na gestão Maglianno como presidente da Bovespa. Num certo momento, a bolsa, uma espécie de fundação, precisou que os seus sócios "mutualizados", no caso, as 60 e tantas corretoras brasileiras e umas poucas gringas, tivessem "departamentos de análise".

Neste contexto, ofereceu às corretoras verbas para montar equipes ou contratar consultorias. A LF&A acabou se beneficiando. 

Isso durou alguns anos. 

O problema é que o mercado financeiro é um dos "nichos" mais dinâmicos de uma economia capitalista de mercado. Por pensar em criar sempre novos produtos para a proteção e evolução patrimonial dos investidores, sempre está se reinventando.

Por isso, a necessidade sempre de se transformar. 

O problema é que a LF&A acabou sem fôlego para acompanhar isso. Não devemos descartar, no entanto, que enquanto durou, foi uma das casas de análise mais inovadoras e pioneiras. A LF era uma consultoria "raiz". Lá os analistas tinham uma série de ferramentas para uma avaliação completa das empresas, desde os relatórios de acompanhamento (RA), até os Relatórios Básicos (RB).

Durou, no entanto, enquanto o Lulu teve saúde para segurar as pontas. A empresa🏣, porém, foi envelhecendo com o seu dono. Não tinha sucessores (um problema).

Com a "desmutualização" na bolsa de valores, estas verbas acabaram minguando. O mercado rapidamente se transformou, a bolsa virou SA, B3, e pouco sobrou para o mercado de corretoras.  

A LF&A acabou incorporada por uma concorrente mais jovem, a Eleven. Isso se deu em abril de 2019. Mas já em 2018 já sabíamos do seu desfecho.

Foi neste momento que eu resolvi levantar acampamento 🏕. 

News Broadcast 1112

 Clima no Congresso e calendário criam risco de apagão orçamentário e de atraso no pacote de gastos / Haddad foi avisado pelos senadores das dificuldade de aprovar medidas econômicas ainda em 2024- Folha SP 11/12


Adriana Fernandes / Thaísa Oliveira / Victoria Azevedo


Brasília


Com apenas oito dias úteis até o início das férias de fim de ano do Congresso, a prioridade máxima dos parlamentares e do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é votar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2025 para evitar a paralisação da máquina administrativa, o chamado shutdown.


Se a lei não for aprovada, o governo não poderá pagar as despesas no ano que vem, alerta o Ministério do Planejamento e Orçamento.


"A aprovação da LDO ainda neste ano é indispensável para assegurar o uso dos recursos públicos para pagamento de quaisquer despesas, obrigatórias ou discricionárias, em 2025, a fim de evitar a paralisação do Governo e se dar continuidade aos serviços prestados à sociedade", disse o Planejamento em resposta a questionamento da Folha.


O medo de um apagão orçamentário levou o governo a articular com o Congresso um plano B: a inclusão de um dispositivo em um projeto de lei já em votação na Câmara que autoriza a execução de despesas. A matéria ainda precisa ir ao Senado.


Mesmo com a publicação nesta terça-feira (10) da portaria que libera o pagamento de emendas, lideranças parlamentares ouvidas pela Folha admitem que a chance de votação do pacote diminuiu diante da avaliação de que há temas espinhosos entre as medidas que demandam mais tempo de discussão. Entre os descontentes, a própria bancada do PT.


O ministro Fernando Haddad (Fazenda) foi alertado, em reunião na segunda-feira (09) à noite, sobre as dificuldades para aprovação do pacote de gastos no Senado até o fim do ano


Durante a conversa com Haddad, senadores também afirmaram que a votação do pacote fiscal na semana que vem, junto com a LDO e o Orçamento de 2025, parece humanamente impossível.


A conversa ocorreu na residência oficial do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com um número restrito de senadores —e após o encontro de Pacheco com Lula, ministros palacianos e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).


Além da LDO, a prioridade elencada pelos parlamentares é a votação do primeiro projeto de lei que regulamenta a proposta de reforma tributária.


.


"Acho muita coisa para ser votada. Quem pauta é o presidente, não sou eu, vai ter que escolher alguma coisa [para ficar para 2025].", disse o líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA).


Deputados e senadores também veem com desconfiança a promessa do governo de liberar as emendas até o fim do ano. Mesmo com as portarias que devem facilitar o repasse do dinheiro, a avaliação predominante é de que não há mais tempo hábil para pagar, de fato, o que já foi indicado. O clima é de ver para crer. Há receio, porém, de que a não votação do pacote possa gerar mais caos e alta do dólar.


"Dá tempo. Quando há acordo político, Congresso vota rápido. A questão das emendas vai ser resolvida. A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) permite liberar muita coisa, já é um avanço. E a regulamentação que o Executivo prepara irá consolidar esse processo", diz o deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA), um dos vice-líderes do governo.


O engarrafamento dos projetos para votação nesses oito dias até o recesso parlamentar é grande. Além da LDO e da regulamentação da reforma tributária, a equipe econômica conta com a aprovação do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária) e de boa parte das medidas do pacote. O governo enviou até agora dois projetos e uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).


O projeto com maior resistência é o que trata de mudanças no BPC (Benefício de Prestação Continuada), concedido a idosos e pessoas com deficiência. Nesse mesmo projeto, está prevista a mudança na regra de correção do salário mínimo —uma das mais importantes do pacote.


Se não for aprovado neste ano, o valor do salário mínimo será corrigido pela regra atual a não ser que o governo edite uma MP (Medida Provisória). A desvinculação de fundos públicos prevista no outro projeto de lei complementar também enfrenta resistências.


Na PEC, a regulamentação para barrar os supersalários no setor público é ponto mais crítico, além do fim da obrigatoriedade de execução de programas.


Pacheco afirmou à Folha que há um problema inegável de prazo para aprovação do pacote de gastos, mas demonstrou estar confiante. "A ausência do presidente Lula [internado após uma cirurgia em São Paulo] redobra nossa responsabilidade de tentar resolver as pendências e os problemas até para que ele possa ter uma recuperação tranquila. Não queremos levar problemas para ele, queremos levar solução. Para ele se recuperar bem e voltar a trabalhar porque nós precisamos dele", disse.


O governo e a equipe econômica ainda buscam oficialmente manter a confiança na aprovação do pacote devido à piora das condições financeiras, como alta do dólar, provocada pela crise de desconfiança dos investidores com a sustentabilidade fiscal.


A aprovação do pacote pode ajudar a melhorar o ambiente, na avaliação de integrantes da equipe econômica. Esse é um dos argumentos que estão sendo utilizados para convencer o Congresso.


O presidente da Câmara, em reuniões nesta terça-feira (10), pediu empenho aos líderes para aprovar a pauta que ainda resta. Ele avisou que vai ter sessões de segunda a sexta.


"Os líderes estão trabalhando nas bancadas. É um calendário muito curto para se votar tudo. Sou sempre otimista, mas otimista realista, temos um prazo pequeno. Para o país é importante que se vote essas questões, eu defendo que se vote. Mas é preciso construir ambiente na Casa para votar", diz o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).


Ainda restam enviar dois projetos que tratam da reforma da Previdência dos militares e a correção da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5.000 com a taxação dos milionários.


AS VOTAÇÕES QUE ESTÃO EM JOGO


LDO de 2025


A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece as prioridades e a meta fiscal do governo para o ano seguinte e orienta a elaboração do Orçamento. Foi criada em 1988 e o primeiro projeto de LDO foi enviado em 1989. De lá para cá, sempre foi aprovada no mesmo ano. Sem a LDO, o governo não pode executar as despesas, o que caracteriza uma situação de apagão da máquina. É o projeto mais urgente.


PLOA de 2025


Projeto de Lei Orçamentária em 2025. Estima as receitas e estabelece as despesas para o exercício financeiro seguinte. O governo pode iniciar a execução orçamentária antes da aprovação do PLOA por meio de regras temporárias estabelecidas na LDO, em geral a limitação de 1/12 para os gastos discricionários.


Reforma Tributária


Regulamentação da reforma tributária aprovada no ano passado. Primeiro projeto já foi aprovado na Câmara e, agora, está em tramitação no Senado. Se for aprovado pelos senadores, depende de uma nova votação na Câmara. A cúpula da Câmara e do Senado estão empenhadas em aprovar até o fim do ano. O segundo projeto foi aprovado pelos deputados, mas no Senado o relator ainda não foi designado.


PEC do Pacote fiscal


Integra o pacote fiscal. Entre as medidas, prorroga a DRU (Desvinculação das Receitas da União) até 2032, que termina este ano. Facilita a gestão orçamentária. Contém duas propostas com forte resistência: comando para que a regulamentação dos supersalários seja tratada por lei complementar e revogação de dois dispositivos da Constituição que obrigam o governo a executar os programas previstos no Orçamento, a chamada impositividade.


PL do Salário Mínimo e BPC


Integra o pacote fiscal. Foi protocolado pelo deputado José Guimarães (PT-CE). Trata da limitação do ganho real do salário mínimo aos percentuais de expansão do teto de despesas do arcabouço fiscal. O texto também traz mudanças no BPC, no Bolsa Família e no FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal). Sem a aprovação do projeto, fica valendo a regra atual de correção do salário mínimo a partir do ano que vem. Há resistências às mudanças no BPC.


PLP dos Fundos


Projeto de Lei Complementar do pacote fiscal. Retoma a ideia de restringir o uso de créditos para abater tributos. A autorização para fixar um limite para o uso de créditos valerá caso o governo registre déficit nas contas de 2025 em diante. Desvincula recursos de oito fundos públicos


PL de aumento da CSLL e JCP


Enviado em agosto para aumentar a arrecadação e fechar a proposta de Orçamento de 2025. Parlamentares afirmam que não há espaço para aumento da carga tributária.


PLNs Orçamentários


Projetos que alteram o Orçamento deste ano e precisam ser aprovados.


PL da isenção do IR e da tributação dos milionários (ainda não enviado)


Integra o pacote fiscal. Aumenta a faixa de isenção do IR para R$ 5.000 e cria o imposto mínimo para tributar milionários. Não foi enviado. Tem apoio do PT, mas sofre resistência do setor empresarial e financeiro.


PL dos militares (ainda não enviado)


Integra o pacote fiscal, mas tampouco foi enviado. Propõe mudanças na Previdência dos militares. O Ministério da Fazenda diz que será enviado nos próximos dias. Não se espera aprovação neste ano devido às resistências dos militares.

Call Matinal ConfianceTec 11/12

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

11/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (10)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na terça-feira (10), fechou em alta de 0,8%, a 128.228 pontos. Já o dólar à vista fechou em queda de 0,58%, a R$ 6,04.


PRINCIPAIS MERCADOS, 05h40:


Índices futuros de NY sem direção única nesta quarta-feira (11). Mercado aguarda a divulgação do CPI para obter elementos na decisão do Fed. Será que cortará ou manterá a taxa de juros na próxima semana (18)?


EUA 🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,07%

S&P 500 Futuro, +0,05%

Nasdaq Futuro, +0,12%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,29%

Nikkei (Japão🇯🇵), +0,01%

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,77%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +1,02%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,47%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,86%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,14%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,16%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,11%

STOXX 600, -0,26%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,32%, a US$ 68,81 o barril.

Petróleo Brent, +0,29%, a US$ 72,40 o barril.

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,64%, a 809,50 iuanes (US$ 111,50).


NO DIA, 11/12 🌎:


Toda atenção para o CPI (EUA), a acelerar em novembro. Mercado não parece convencido sobre mais um corte de juro pelo Fed em dezembro. 


Já no Brasil, Copom deve decidir por mais um ajuste da Selic. Deve acelerar de 0,50pp para 0,75pp ou mesmo 1,00pp. A justificaticar, a "desancoragem das expectativas de inflação", a persistência do câmbio em torno de R$ 6 e o fiscal delicado.


AGENDA, 11/12


Indicadores:

08h00. França🇫🇷/OCDE: Taxa de desemprego de outubro.

09h00. Brasil🇧🇷: Volume de serviços em outubro (PMS IBGE)

10h30. EUA🇺🇸: CPI de novembro. 

11h30. EUA🇺🇸: Estoques de petróleo na semana (DoE).

14h30. Brasil🇧🇷/BCB: Fluxo cambial semanal  


Eventos:

11h45. Canadá: BC anuncia decisão sobre juros.

18h30. Brasil/BCB: Copom anuncia decisão sobre a Selic.

CCJ do Senado vota a reforma tributária.

 

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quarta-feira e bons negócios!

BDM Matinal Riscala 1112

 Bom dia a


Bom dia Mercado



*Rosa Riscala: Copom será com emoção*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… A inflação do CPI (10h30) deve acelerar em novembro nos EUA, mas o mercado anda tão engajado na aposta de mais um corte de juro pelo Fed em dezembro, que só uma leitura muito forte do indicador teria força para precificar uma pausa do Fed já este mês, ao invés de em janeiro. Por aqui, depois das 18h30, o Copom é puro suspense. No mínimo, o BC vai acelerar de 0,50pp para 0,75pp o ritmo de alta da Selic, para 12,0%. Mas se dobrar o pace e der um choque de 1pp, muita gente não vai achar demais e nem se surpreender, diante da desancoragem das expectativas de inflação e da persistência do câmbio na faixa de R$ 6, com o fiscal delicado.


… Instituições influentes, como o Itaú, BTG Pactual e ASA, estão na lista que aposta na elevação mais agressiva da política monetária para enfrentar os riscos, embora a maioria (26 de 39 casas no Broadcast) projete 0,75pp.


… Brasília está no foco do investidor, diante da dificuldade da equipe econômica em emplacar a agenda fiscal.


… Em meio à crise, o governo publicou ontem à noite a portaria acertada com a cúpula do Congresso para regularizar os pagamentos de emendas parlamentares que estavam suspensos desde agosto.


… Com isso, a expectativa é destravar as votações importantes, com prioridade para o pacote fiscal.


… Rodrigo Lira disse que o governo ainda não conta com todos os votos necessários para aprovar as medidas de corte de gastos, mas que há interesse da Câmara em votar, quem sabe ainda esta semana. “Temos até 6ªF.”


… Lira designou Átila Lira (PP) como relator do PLP dos gastos que prevê gatilhos para arcabouço e emendas. Já o líder do MDB, Isnaldo Bulhões, deve relatar o PL que limita o crescimento do salário mínimo a 2,5% ao ano.


… Na polêmica do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o número dois da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que podem ser feitos ajustes na proposta de alteração das regras do benefício, preservando o impacto fiscal do pacote.


… O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), confirmou na rede social X que está em estudo um “aperfeiçoamento” do projeto de lei que trata do BPC, na estratégia de vencer as resistências da bancada do PT.


… Apesar de o pacote fiscal continuar desacreditado pelo mercado, Durigan disse que o governo prepara uma atualização e que o impacto das medidas em dois anos deve ser superior aos R$ 70 bilhões divulgados inicialmente.


… No Estadão, só as reestimativas já noticiadas em torno da nova regra do salário mínimo e da Desvinculação de Receitas da União (DRU) acrescentariam pelo menos R$ 4,5 bilhões aos recursos poupados nos dois anos.


… Segundo Durigan, o governo conseguiu “fechar a boca” do déficit fiscal no segundo ano de governo.


… O secretário confirmou que o governo deve enviar ainda este ano o projeto de lei que amplia a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e que o texto que altera as regras para os militares deve ser encaminhado esta semana.


REFORMA TRIBUTÁRIA – A CCJ do Senado vota hoje a regulamentação do texto e, em seguida, a matéria será enviada para a apreciação no plenário. Mas como o relatório sofreu várias alterações, terá que retornar à Câmara.


… Questionado por repórteres sobre o cronograma, Lira evitou dar um prazo para a votação pelos deputados. Segundo ele, a intenção da Câmara era concluir o tema nesta semana, mas pode ficar para a próxima semana.


DÍVIDAS DOS ESTADOS – A Câmara aprovou ontem à noite, por 413 votos a 4, o projeto que cria um regime de renegociação das dívidas dos Estados com a União. Agora, a proposta voltará ao Senado.


… O projeto permite que entes endividados que aderirem ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) tenham uma redução do indexador das dívidas com a União, com prazo de 30 anos para pagamento.


… O governo incluiu um dispositivo no texto que afasta o risco de um apagão no Orçamento no início de 2025, diante do atraso na votação da LDO, e autoriza a execução de forma provisória das despesas previstas no PLOA.


NOVOS DIRETORES – O Senado aprovou ontem os três indicados pelo presidente Lula para a diretoria do BC, após sabatina na CAE. Nilton David Schneider assumirá a diretoria de Política Monetária, hoje ocupada por Galípolo.


… Izabela Moreira Correa vai para a Diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, no lugar de Carolina de Assis Barros. Gilneu Astolfi Vivan substituirá Otavio Damaso na Diretoria de Regulação.


… Durante a sabatina na CAE, os três indicados reforçaram o compromisso com a meta de inflação.


… Nilton David disse que a inflação acima do target exige “atuação firme” da autarquia. Gilneu Vivan reforçou que o Copom tem enfatizado seu compromisso com a meta e sido “vocal” ao dizer que o fiscal afeta a condução dos juros.


… Izabela Correa afirmou que perseguirá a meta de inflação. Todos defenderam avanços na autonomia do BC.


CIRURGIA ÀS PRESSAS – A equipe médica de Lula divulga hoje de manhã um novo boletim sobre o estado de saúde do presidente, que passou por uma cirurgia na madrugada de ontem, no Sírio Libanês.


… O presidente foi submetido a uma trepanação, perfuração para acessar o espaço intracraniano, para a drenagem de um hematoma, sequela do acidente sofrido em 19 de outubro.


… A previsão é que ele permaneça internado na UTI até amanhã para observação. Ele deve receber alta apenas na próxima semana.


… Segundo a equipe médica, após a cirurgia, Lula se manteve acordado, conversando, se alimentando, e sem sinais de comprometimento cerebral.


… A internação de Lula gerou especulações sobre a viabilidade da candidatura à reeleição em 2026 e reforçou a dependência ao nome do presidente, considerado o único nome da esquerda com chance real de vencer.


MAIS AGENDA – Antes do Copom, sai o volume de serviços prestados em outubro (9h), que deve desacelerar para 0,5%, de 1% em setembro, segundo a mediana apurada pelo Broadcast. Às 14h30, tem o fluxo cambial semanal.


LÁ FORA – O CPI de novembro dos EUA deve acelerar na comparação mensal, de 0,2% para 0,3%, e anual, de 2,6% para 2,7%. A previsão é de que o núcleo registre a mesma leitura de outubro: +0,3% no mês e +3,3% ante nov/23.


… O BC do Canadá divulga decisão de juros (11h45) e o DoE informa os estoques de petróleo nos EUA na semana passada (11h30). A expectativa é de -1 milhão de barris. Pela manhã, a Opep divulga seu relatório mensal.


GUARDANDO OS CACHORROS – Operando na força do ódio quase que dia sim, no outro também, o mercado doméstico viu ontem na solução das emendas o melhor argumento para um alívio de conveniência.


… Se a trégua será volátil, é o que ainda se verá. Por ontem, o empenho do governo em buscar alternativas para assegurar a aprovação do pacote fiscal foi suficiente para queimar prêmio no DI e interromper o fôlego do dólar.


… No pano de fundo, ainda a fragilidade da saúde de Lula mexeu com apostas para o quadro eleitoral em 2026.


… Os juros futuros caíram, desafiando a surpresa negativa do IPCA de novembro, que subiu 0,39% e superou a mediana das estimativas do mercado (0,36%). No acumulado em 12 meses, avançou para 4,87%, de 4,76%.


… Depois do indicador, o UBS BB elevou de 4,6% para 4,8% sua estimativa para o IPCA de 2024.


… Em pesquisa Broadcast, a mediana indica que, também no ano que vem, a inflação deve romper o teto da meta (4,5%), com o dólar firme na faixa de R$ 6 e a percepção de que os preços de serviços continuem rodando altos.


… De acordo com a mediana das instituições consultadas, o IPCA deve encerrar 2025 em 4,5%, estimativa maior do que a observada na pesquisa da semana passada, de 4,4%. Para 2024, a aposta está em 4,88%, contra 4,82% antes.


… “A âncora fiscal fraca e não confiável contribui para manter as expectativas de inflação de médio prazo desalinhadas da meta de 3%”, disse Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para AL do Goldman Sachs.


… Segundo ele, o governo mostra forte resistência em controlar o crescimento dos gastos e há preocupações crescentes de que, na ausência de um ajuste fiscal claro, o Brasil “possa cair nas garras da dominância fiscal”.


… “O governo tem, há dois anos, seguido a estratégia agressiva de taxar e gastar, e a credibilidade do arcabouço e metas fiscais é muito baixa. A dívida pública está crescendo rapidamente e em breve ultrapassará 80% do PIB.”


… Apesar dos riscos, o DI afundou: Jan/26, 14,370% (de 14,590% na 2ªF); Jan/27, 14,640% (de 15,020%) e Jan/29, 14,235% (de 14,685%) fecharam nas mínimas do dia; Jan/31, 13,910% (14,350%); e Jan/33, 13,660% (14,140%).


… Descolado da alta externa, o dólar corrigiu parte do ganho acumulado nas últimas sessões e registrou baixa de 0,57%, mas ainda não foi desta vez que sentiu firmeza para furar os R$ 6. Fechou cotado a R$ 6,0480.


MOEDA DE TROCA – Também o Ibovespa pegou embalo no otimismo dos demais mercados com a ofensiva do governo para destravar o pagamento das emendas e sensibilizar o Congresso a colocar a pauta fiscal para andar.


… Pelo segundo dia seguido, o índice à vista emplacou alta firme. Na sequência dos ganhos de 1% na 2ªF com a esperança de estímulos na China, o Ibov subiu mais 0,80% ontem, cruzando os 128 mil pontos (128.228,49).


… Papéis cíclicos responderam à queda dos juros. Vamos, que na véspera tinha batido mínima histórica, disparou 12,08% (R$ 5,94), liderando o Ibov.


… Foi seguida por Carrefour (+7,67%; R$ 6,46), Petz (+7,61%; R$ 4,10), GPA (+7,56%; R$ 2,42), CVC (+5,29%; R$ 2,19) e MRV (+4,90%; R$ 5,14).


… Bancos também avançaram. Bradesco PN subiu 1,96% (R$ 12,48); Bradesco ON, +1,62% (R$ 11,29); Itaú, +1,20% (R$ 32,99); Santander, +1,03% (R$ 25,51); e Banco do Brasil, +0,65% (R$ 24,83).


… Petrobras ON subiu 0,86%, a R$ 43,59, e Petrobras PN, +0,37%, a R$ 40,19, melhores que a estabilidade (+0,07%) do Brent/fev, a US$ 72,19 por barril.


… A cotação da commodity oscilou entre as tensões no Oriente Médio e a revisão para baixo nos preços feita pelo DoE. O Departamento prevê a média do barril do Brent em US$ 74 no 1Tri25, de US$ 78 estimado antes.


… Vale passou por uma pequena correção depois da alta de 5% na sessão anterior, a despeito da valorização de 1,87% no minério de ferro em Dalian. A ação caiu 0,10%, a R$ 59,77.


… A queda do dólar afetou os frigoríficos, com exceção de Minerva (+1,31%; R$ 6,19). Na liderança do ranking negativo, JBS perdeu 3,91% (R$ 38,37). BRF cedeu 3,28% (R$ 27,75) e Marfrig baixou 2,06% (R$ 19,95).


… Papeleiras também foram mal: Suzano (-3,06%; R$ 64,61) e Klabin (-0,98%; R$ 23,15).


EM BANHO MARIA – As bolsas em NY continuaram ontem em modo de espera pelo CPI de novembro. Numa sessão vazia de indicadores relevantes, investidores realizaram algum lucro, enquanto dólar e juros dos Treasuries subiram.


… O Dow Jones caiu 0,35%, aos 44.247,83 pontos, o S&P 500 recuou 0,30% (6.034,91 pontos) e o Nasdaq perdeu 0,25% (19.687,24 pontos).


… Alphabet avançou 5,59%, maior ganho desde abril, depois de anunciar o lançamento de um computador equipado com o chip quântico Willow, capaz de executar tarefas mais rapidamente que os supercomputadores atuais.


… Na visão de estrategistas do Bank of America, uma desaceleração mais acentuada do CPI hoje pode abrir caminho para mais um rali de fim de ano. Do contrário, uma leitura mais firme da inflação elevaria a volatilidade do mercado.


… As apostas são de que o dado vai reforçar a probabilidade de um corte de 25pb no juro pelo Fed, na próxima semana. Na ferramenta FedWatch, do CME, as apostas de corte estão em 85% desde o payroll, na 6ªF passada.


… A postura de cautela pré-CPI também foi vista no câmbio, com o índice dólar (DXY) em alta de 0,24%, a 106,399 pontos. O euro recuou 0,17%, a US$ 1,0531, e o iene caiu 0,49%, a 151,95/US$. A libra subiu 0,24%, a US$ 1,2775.


… Os juros dos Treasuries avançaram. O da note-2 anos foi a 4,143%, de 4,121% na sessão anterior, e o da note-10 anos subiu para 4,222% (de 4,198%). O T-bond de 30 anos pagou taxa de 4,414% (contra 4,387%).


… Único dado do dia, o custo unitário da mão de obra nos EUA não mexeu com os ativos. O índice subiu a um ritmo anualizado de 0,8% na leitura final do 3tri, ante o 2Tri, contra uma previsão de +1,9% no período.


EM TEMPO… PETROBRAS informou que o pagamento de dividendos do 3Tri será feito em duas parcelas; cada uma a R$ 0,66 por ação, a serem pagas em 20 de fevereiro e 20 de março de 2025.


PRIO. A Fitch elevou o rating nacional de longo prazo de ‘AA+(bra)’ para ‘AAA(bra)’, após a conclusão da aquisição da Sinochem. A perspectiva é estável.


ASSAÍ concluiu seu primeiro programa de recompra de ações, iniciado em junho de 2024, após adquirir 3,8 milhões de papéis.


FLEURY aprovou o pagamento de JCP no montante bruto total de R$ 116,428 milhões, correspondente ao valor bruto por ação de R$ 0,21, no dia 27/12. Ex em 16 de dezembro.


SUZANO elevou a sua estimativa de investimento de capital para o exercício social de 2024, de R$ 16,5 bilhões para R$ 17,1 bilhões. Para 2025, foi aprovado capex de R$ 12,4 bilhões…


… Já a redução do valor total de capex previsto para 2025 decorre, segundo a Suzano, do menor desembolso referente ao “Projeto Cerrado” além de menores gastos com “Terras e Florestas”.


TUPY anunciou a expansão do seu Centro de Distribuição de Peças (CDP) em Jundiaí (SP). O acordo contempla a expansão da área em 2.153m², aumento de 28% em relação ao tamanho atual…


…  A expansão se deve à projeção de aumento de portfólio de peças de reposição para 2025.


AERIS. A família Negrão, fundadora e controladora da empresa, recebeu da chinesa Sinoma Blade uma oferta não vinculante pelo controle da fabricante de pás eólicas, segundo o Valor…


… A Sinoma sugere uma avaliação de preço com prêmio relevante ao que a Aeris é negociada em bolsa. Mas a oferta não animou os controladores. Os chineses propõem comprar 59,69% da família Negrão e do BTG.


VAMOS LINHA AMARELA fará 1ª emissão de debêntures simples, em série única, no valor de R$ 1 bilhão; prazo de vencimento é de seis anos.


B3 registrou volume financeiro médio diário de R$ 26,435 bilhões em novembro, -3,8% ante nov/23. Ante outubro, o resultado foi 18,5% maior…


… Mercado à vista de ações girou R$ 25,370 bi na média diária, queda anual de 4,1% e alta mensal de 18,4%.

Bankinter Portugal Matinal 1112

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem, 2.ª queda consecutiva de Nova Iorque, embora suave. Hoje ou amanhã deverá subir um pouco. Há uma probabilidade 50/50 de que seja hoje, mas dependerá de como sair a inflação americana (13:30h), que é o evento-chave desta semana, assim como a descida de taxas de juros do BCE (amanhã). Estima-se que aumente até +2,7% desde +2,6% e que a Subjacente repita em +3,3%. Desde maio, está fixada no intervalo +3,2%/+3,4%, resistindo-se a retroceder. Isso torna provável que a Taxa Geral vá subindo pouco a pouco até +3%. E isso, por sua vez, seria compatível com Fed funds (taxas de intervenção) no intervalo 3,50%/3,75% no final do processo das descidas, mas não inferiores. E tal é superior ao que o mercado esperava antes da vitória de Trump, pela geração de inflação que os impostos alfandegários e medidas semelhantes trarão. Daí a inflação americana de hoje ser tão importante. Porque, se qualquer uma das referências, Taxa Geral ou Subjacente, aumentar mais do que o esperado, o mercado reagiria francamente mal. Embora isso não seja mau do ponto de vista da Estratégia de Investimento (publicaremos a versão espanhola a 19 de dezembro), porque o ritmo de avanço do mercado, principalmente nas bolsas, foi demasiado rápido nas últimas semanas e ao longo de 2024, na realidade. Por vezes, parar é um pouco bom. Estamos assim. Vamos ver a inflação americana (13:30h), que é o que decidirá o sinal da sessão. Considerando o curto prazo feroz, obviamente prefere-se que suba hoje. Mas se colocarmos o bom senso e o senso comum em primeiro lugar, seria melhor uma inflação apenas um pouco superior à esperada, para que o mercado interiorize que realmente isto vai acontecer nos próximos meses (inflação a aumentar, e também na Europa) e pare para pensar um pouco nos preços e avaliações antes de continuar a avançar. 

 

Um pouco depois da inflação americana, às 14:45h, Canadá baixará -50 p.b., até 3,25% (esperemos). E amanhã, 2 descidas de taxas de juros: BCE (-25 p.b., até 3,00% Depósito/3,15% Crédito) e Suíça (-50 p.b., até apenas 0,50% visto que a sua inflação está +0,7%). Embora estejam descontadas, influenciarão favoravelmente, e assim as bolsas poderiam subir, embora hoje retrocedam um pouco mais pelo terceiro dia consecutivo. 

 

Hoje cedo, duas notícias não boas: (i) no Japão, Preços Grossistas +3,7% desde +3,6%, que é muito e aumenta a probabilidade de que o BoJ suba +15 p.b até 0,40%, na sua reunião de 19 de dezembro. Agora, as probabilidades de subida estão 50/50. E o Tankan muito fraco: -1 desde +5 (é um índice). (ii) Inditex enfraquece pela primeira vez em muito tempo: Vendas 3T +6,8% vs. +8,9% esperado; Margem Bruta 61,4% vs. 61,8% esperado. EBIT +5,2% vs. +11,4% (e). BNA +5,8% vs. +11,0% (e). Arranque 4T +9%. Hoje poderá sofrer bastante por isto: -5%? 

 

HOJE resta sofrer por Inditex e suster a respiração até à inflação americana (13:30h). 

 

S&P500 -0,3% Nq-100 -0,3% SOX -2,5% ES-50 -0,7% IBEX -0,4% VIX 14,2% Bund 2,12% T-Note 4,24% Spread 2A-10A USA=+8pb B10A: ESP 2,77% PT 2,53% FRA 2,89% ITA 3,21% Euribor 12m 2,439% (fut.1,951%) USD 1,053 JPY 159,9 Ouro 2.695$ Brent 72,78$ WTI 69,1$ Bitcoin +0,3% (97.735$) Ether -1,6% (3.679$). 

 

FIM

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...