domingo, 17 de novembro de 2024

Guerra da Ucrânia

 *Será que estamos no útimo dia do ano?*


Pior cenário, por José Roitberg.


Biden, desde Manaus, autorizou o uso de mísseis e qualquer outra arma americana, pela Ucrânia, contra alvos em território russo. Até agora só podiam usar contra russos em território ucraniano sob ocupação.


Imediatamente, Inglaterra e França também autorizaram e a Alemanha deverá seguir.


A grande motivação foi o ataque da noite deste sábado para domingo, maior que a Rússia fez, visando destruir todo o sistema de geração e transmissão de eletricidade ucraniano. Não conseguiu, mas há danos gravíssimos e de longa recuperação. A intenção é deixar a população ucraniana sem aquecimento e fornecimento de água e retirada de esgoto durante o inverno. O mapa mostra os ataques por tipo de míssil e drone.


A informação ucraniana é que de 110 mísseis e 90 drones foram lançados. Teriam sido abatidos 140, dos quais, 83 drones. 16 mísseis de cruzeiro KH-101, com ogivas de 450 kg atingiram seus alvos e um dos 5 mísseis hipersônicos e 7 drones também.


A AIEA, afirmou que os nove reatores nucleares que fornecem energia elétrica para a Ucrânia tiveram sua saída reduzida entre 40% e 90%, pois a rede de distribuição elétrica de alta tensão foi destruída.


Entramos num terreno desconhecido que pode evoluir para um conflito ampliado rapidamente. A Rússia não tem mais força aérea capaz de impor qualquer defesa contra a OTAN. Não tem blindados ou soldados sequer para recuperar Kursk. Resta a opção nuclear.


Várias vezes Putim declarou que se os EUA e países da Europa autorizassem o que acabou de ser autorizado, a Rússia consideraria como declaração de guerra à Rússia pelos EUA e OTAN.


Imprevisível o que vai acontecer nesta segunda-feira, ainda mais com os principais líderes do mundo, menos o Putim, no Rio de Janeiro.


Junte-se ao Likud Brasil, entre no nosso *grupo de WhatsApp* e se mantenha bem informado:  

https://likudbrasil.org/whatsapp

Resumo Semanal ConfianceTec

Foi mais uma semana carregada. Nos EUA, os indicadores de atividade e inflação acabaram como destaques. Powell falou mais uma vez, desta, lembrando a eleição de Trump. 

No Brasil, o pacote fiscal se manteve em suspense, mas o grande evento acabou sendo o suicídio, sobre a forma de protesto, de um cidadão do Sul, na praça dos Três Poderes, em frente ao STF. 

Tivemos tambem a ata do Copom, e alguns indicadores, como serviço (volume) e varejo (vendas).

1) ATA do BCB

Na ata, o Copom considerou "adequado" elevar a taxa Selic, dadas as atuais condições econômicas e as incertezas futuras; refletiu o comprometimento com a convergência da inflação para a meta e se mostrou preocupado com o cenário fiscal. 

Segundo a ata, "uma maior deterioração nas expectativas de inflação pode levar a um ciclo de aperto da política monetária maior deterioração na economia." 

Há "uma assimetria altista em seu balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação". Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se: (1) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; (2) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado; e (3) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. 

Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (1) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e (2) os impactos do aperto monetário sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado.

2) Nos EUA, os mercados começam a processar o que deve representar a eleição de Donald Trump para a economia interna e o mundo, em destaque, os emergentes. O CPI de outubro veio dentro do esperado (0,2% no mensal, 2,6% no anual).

Já os indicadores de atividade mostraram a produção industrial mais fraca, as vendas do varejo dentro do esperado, e o indicador de atividade do Fed de NY mais forte. 

Para Powell, a economia americana segue pulsante, não havendo pressa para um novo corte de juro. No mercado, há, claramente, uma divisão entre a manutenção do juro e o corte de 0,25 pp na reunião Fomc de dezembro (18). 

Enfim, o Fed sinaliza cautela sobre o ciclo de cortes de juro, diante do desempenho da economia. 

3) Nos EUA, as vendas no varejo avançaram em outubro, impulsionadas por um aumento nas compras de automóveis, enquanto outras categorias indicaram algum impulso ao entrar na temporada de festas. O valor das compras no varejo, sem ajuste pela inflação, aumentou 0,4% após uma revisão para cima de 0,8% em setembro, conforme o Departamento de Comércio nesta sexta-feira. 

4) O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,2% em outubro, pelo quarto mês consecutivo, e avançou 2,6% na base anual. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o IPC núcleo aumentou 0,3% em outubro e 3,3% no acumulado de 12 meses.

5) NESTA SEMANA. O ministro Fernando Haddad já tinha dito no meio da semana passada, que dificilmente o pacote de cortes de gastos seria anunciado agora. Deve ficar para depois do encontro do G20 no Rio de Janeiro, após o dia 21.

Como ideia central, alterar o reajuste do salário mínimo para os aposentados da Previdência. Não mais pela média do PIB em dois anos mais IPCA, mas em 2,5%, conforme o arcabouço.

6) Para RCN, "é preciso cortar gastos na carne e há pressa em anúncio". A 48 dias de deixar o comando do Banco Central, Roberto Campos Neto diz não ser "monitor fiscal", mas dá opinião sobre o tema e afirma que há pressa para o governo do PT apresentar um conjunto de medidas de corte de gastos capaz de reverter a piora da percepção de risco do Brasil.

7) Por fim, um ato desesperado de um cidadão contra o ambiente de impunidade no país Se explodiu na praça dos Três Poderes. Não foi um ato de terrorismo, mas desespero.


sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Energia alternativa....?? Sei...

 https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/egidio-serpa/governo-sobe-de-96-para-25-imposto-sobre-paineis-solares-1.3582324

Galípolo BCB

 + MARCOS MENDES: ME PREOCUPA PRESENÇA DE GALÍPOLO EM REUNIÃO DE CORTE DE GASTOS DO GOVERNO


++ MARCOS MENDES: PELA AUTONOMIA, GABRIEL GALÍPOLO NÃO TINHA NADA QUE ESTAR NAQUELA REUNIÃO

Incorporadoras x inflação

 Cenário Setorial: Inflação volta para a prancheta das incorporadoras


Por Circe Bonatelli


São Paulo, 15/11/2024 - O custo de construção está acima da inflação média do País e voltou para a prancheta das incorporadoras, que se prepararam para ampliar o orçamento para obras no ano que vem e reajustar os preços de vendas dos imóveis.


O tema merece atenção, especialmente após a lembrança ainda fresca dos estragos causados pela disparada dos custos e estouros de orçamentos durante a pandemia.


O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 5,72% nos 12 meses encerrados em outubro, enquanto a inflação geral, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançou 4,76% no mesmo período.


E não é só isso. A inflação setorial vem acelerando. O resultado de 5,72% representa um avanço expressivo em comparação com o registrado um ano atrás, de 3,37%.


O que mais puxa para cima a inflação setorial é a mão de obra. Isso porque o setor atingiu a marca de 2,9 milhões de pessoas empregadas formalmente, o maior nível de emprego desde 2014, e se aproxima do recorde histórico de 3,1 milhões de empregados.


Por outro lado, faltam trabalhadores qualificados, o que gera elevação nos salários. Com isso, a componente "mão de obra" dentro do INCC subiu 7,79% em 12 meses. Trabalhar com obras ficou mais interessante. O salário médio no setor é de R$ 2.315, o terceiro mais alto do País, atrás apenas da área de finanças e administração, com R$ 2.324; e servidores públicos, com R$ 2.455.


Entretanto, o que mais jogou gasolina na fogueira da inflação este ano foi a elevação nos preços dos materiais de construção. Essa componente do INCC subiu 4,31% no acumulado de 12 meses. Trata-se de uma aceleração expressiva em relação ao mesmo período um ano antes, quando estava em apenas 0,61%.


Vale lembrar que as vendas de materiais estão bombando no Brasil, em virtude dos milhares de canteiros de obras abertos por empreendimentos residenciais, bem como pela recuperação no consumo das famílias, conforme já apontou a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). A entidade elevou duas vezes a projeção para as vendas este ano. Começou em uma previsão de alta de 2%, depois passou para 3% e agora está em 4,5%.


"A indústria de materiais é muito ligada à economia nacional. Com o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) maior que o esperado, nós tivemos essa revisão no setor", afirma o presidente da Abramat, Rodrigo Navarro.


Consequências


Como consequência, quem for comprar um imóvel novo vai se deparar com preços maiores ao longo dos próximos meses, avisou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia. "A situação vai gerar o repasse de custo maior para o preço dos imóveis. Quem for comprar a casa própria vai encontrar preços maiores.


Dentro das empresas, tal cenário já se confirma. O diretor financeiro da Cyrela, Miguel Mickelberg, afirmou, em entrevista, que o aumento nos custos de produção tem sido percebido e que a política interna é de repassar esse efeito para o preço final dos apartamentos, visando manutenção da margem de lucro. Por ora, não houve queda nas vendas.


O diretor financeiro da MRV, Ricardo Paixão, atesta o mesmo cenário. Ele comentou que tem percebido um aumento nos custos de construção, mas, por enquanto, isso está sob controle. Para 2025, o orçamento da MRV vai embutir uma previsão de elevação de 6% do INCC. "Estamos fazendo esse orçamento de forma conservadora. A ideia é não ter surpresa negativa no futuro", comentou.


Na visão do Itaú BBA, há um risco de que os materiais de construção continuem acelerando devido à demanda grande após a grande onda de lançamentos e vendas de imóveis nos últimos trimestres. Além disso, há um cenário de desvalorização do real perante o dólar e de aumento nos preços das commodities, que resultam no encarecimento dos itens importados.


"Como a inflação da mão de obra provavelmente permanecerá alta e a inflação dos materiais básicos pode acelerar, tememos que o INCC possa se expandir rapidamente para níveis altos, de um dígito, em linha com a média histórica", descreveram os analistas de construção civil Daniel Gasparete, Luiz Capistrano e Mariangela Castro, em relatório do Itaú BBA.


O INCC teve saltos de 8,68% em 2020, 14,03% em 2021 e 9,41% em 2022, por conta dos impactos provocados pela pandemia. Depois, desacelerou para 3,34% em 2023, o que permitiu às empresas irem reajustando o preço dos imóveis pouco a pouco para compensar ao menos uma parte do aumento de custos.


Se um avanço mais robusto do INCC for confirmado, isso afetará em cheio as empresas que atuam no Minha Casa Minha Vida. Nesse caso, as incorporadoras vendem os imóveis na planta e repassam o cliente para financiamento bancário logo em seguida. Portanto, não carregam contratos com reajuste do valor da parcela com base no INCC, como acontece fora do programa habitacional. Se o custo de construção sobe, as incorporadoras do MCMV não têm essa proteção.


"As incorporadoras de imóveis para a população de baixa renda geralmente preveem algum nível de inflação, mas acreditamos que o INCC pode surpreender", estimaram os analistas do Itaú BBA. "Se estivermos nos estágios iniciais de um novo processo inflacionário, pode-se esperar impactos maiores nos resultados", citaram.


Contato: circe.bonatelli@estadao.com


Broadcast+

BANKINTER PORTUGAL 1511

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: A apreciável subida de ontem na Europa não tem muito sentido face a Wall St. a cair de novo timidamente e a bloqueada pela mudança de contexto pós-eleitoral. Principalmente depois de Powell (Fed) expressar, ontem, um tom muito mais dovish/suave, o que arrefece seriamente as estimativas de descidas de taxas de juros nos EUA, e isso terminará por se transferir para a Europa/BCE. Este é o assunto do dia e um pouco mais. É algo em baixa para as bolsas e obrigações (yields superiores), mas apreciatório para o USD. Entre outras coisas, afirmou que “a economia não envia sinais de que necessitamos de baixar taxas de juros rapidamente. A força que percebemos na economia dá-nos oportunidade de decidir com cuidado. […] se os dados nos permitem ir um pouco mais devagar, então parece inteligente fazê-lo”. 

 

HOJE temos 2 referências americanas que seriam relevantes em circunstâncias normais (13:30h Vendas a Retalho +0,3% vs +0,4% e 14:15h Produção Industrial a repetir em -0,3%), mas o realmente importante é o reconhecimento explícito de Powell do que já todos sabíamos. A sua mudança de perspetiva confirma as nossas primeiras as nossas primeiras impressões publicadas na nossa Estratégia Semanal de 11 de novembro. Nela insistimos que consideramos muito provável que a Fed baixe menos taxas de juros e/ou mais devagar do que o esperado até agora devido às políticas inflacionistas de Trump. Consideramos praticamente certo -25 p.b., desde o intervalo atual 4,50%/4,75% até 4,25%/4,50%, na reunião de 18 de dezembro. Contudo, devido a este novo contexto pós-eleitoral americano, cada movimento posterior está sujeito a revisão, inclusive em relação à reunião de 29 de janeiro. Até agora, estimávamos -100 p.b. em 2025 e -50 p.b. em 2026, terminando em julho de 2026 em 2,75%/3,00%. Assim, numa primeira aproximação, poderíamos pensar num nível terminal de taxas de juros, no final de todo o processo (para meados de 2025), no intervalo 3,50/3,75% -3,75%/4,00% em vez de 2,75%/3,00% (para meados de 2026). Trata-se apenas de uma primeira aproximação preliminar do que poderão ser as nossas estimativas atualizadas, visto que publicaremos as definitivas (isto é, a nossa revisão formal) na nossa Estratégia de Investimento 2025, a 19 de dezembro. 

 

A conclusão prática para hoje não é diferente da que temos tido desde quarta-feira, quando assumíamos a semana como terminada, sem possibilidade de recuperação até que o mercado termine de reajustar em alta as suas expetativas sobre taxas de juros. Haverá quem pense que o BCE/Europa seguirá o seu próprio caminho, como se nada fosse, mas engana-se. Também reajustarão em alta as expetativas de taxas de juros europeias, porque se o BCE não altera, arrisca-se a importar inflação devido a um euro frágil, precisamente agora que a inflação europeia começou a aumentar (+2,0% vs +1,7%). Não se pode permitir isso. O normal é que HOJE as bolsas europeias retrocedam ca.-1% e ca.-0,5% Wall St., com aumento nas yields das obrigações, tanto europeias (Bund até 2,45% desde 2,35%?) como americanas (T-Note até 4,50% desde 4,45%?), e mais apreciação do USD (testar a fronteira de 1,050/€?). 

 

S&P500 -0,6% Nq-100 -0,7% SOX -0,03% ES-50 +2% IBEX +1,3% VIX 14,3% Bund 2,35% T-Note 4,45% Spread 2A-10A USA=+11pb B10A: ESP 3,05% PT 2,80% FRA 3,09% ITA 3,54% Euribor 12m 2,494% (fut.2,024%) USD 1,054 JPY 164,7 Ouro 2.561$ Brent 71,7$ WTI 67,9$ Bitcoin -1,7% (88.199$) Ether -3,7% (3.069$). 

 

FIM

Imperdível! Vejam...

 *NO AR!*: Episódio com Marcos Lisboa, Samuel Pessôa, Alexandre Manoel e Marcos Mendes.


Na pauta, o estudo que eles fizeram mostrando os gastos dos últimos governos para se reelegerem e por que estamos contratando uma crise fiscal em 2027.


Sem dúvida um dos episódios mais profundos que já fizemos em nossa história do Market Makers.


*Participação especial:* Walter Maciel, CEO da AZ Quest, que participou da moderação e abriu as portas da empresa para nos receber.


https://youtu.be/hol-W6TUig0?si=1hkcUYRVsITZI6HS

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...