segunda-feira, 18 de novembro de 2024

FSB - Sistema financeiro global

 FSB:Sistema financeiro global tem vulnerabilidade em altos preços de ativos e de dívida privada


Por Ricardo Leopoldo


São Paulo, 18/11/2024 - O sistema financeiro global apresenta vulnerabilidades, com elevados preços de ativos em várias categorias, suscetíveis a choques internacionais, e nível do endividamento do setor privado que pode ter repercussões negativas a instituições do setor, como bancos e corretoras, destaca o relatório anual 2024 do Financial Stability Board (FSB).


De acordo com o FSB, recentes episódios de volatilidade nos principais mercados financeiros mundiais ressaltam a reação deles a notícias econômicas, com uma tendência de apresentar elevada correção mesmo que suas sedes estejam estabelecidas em diferentes países. Tais acontecimentos mostram que há grande nível de interconexão na negociação de ativos, especialmente em relação a liquidez e alavancagem.


Problemas com o pagamento de dívidas do setor privado podem levar a perdas e aumentar o volume de financiamentos inadimplentes. Tais dificuldades podem provocar repercussões em fundos de investimentos, gerando perdas com a marcação a mercado, que, por sua vez,  pode provocar um movimento significativo de saques de clientes. Além disso, o peso do passivo mobiliário de governos pode elevar preocupações com a sustentabilidade de dívidas públicas em alguns países.


Para o FSB, embora o fluxo de capitais para mercados emergentes e economias em desenvolvimento tenha se recuperou desde 2022, mudanças em expectativas sobre taxas de juros e tensões geopolíticas podem levar a adicionais turbulências no fluxo de capitais e taxas de câmbio. “Isto poderá induzir a chamadas de margem e aumentar a demanda por liquidez que pode levar a restrições de mercados.”


De acordo com o relatório, instituições financeiras não bancárias continuam a crescer. O crédito privado está em expansão acelerada e há diversas evidências de suas conexões com o sistema bancário e investidores institucionais. Fundos de crédito privado estão expostos a riscos, com vulnerabilidades de liquidez e alavancagem, especialmente porque são opacos e é difícil acessá-los.


Ataques cibernéticos continuam a causar problemas em softwares com impactos globais, demonstrando que rupturas operacionais de fornecedores de serviços terceirizados pode prejudicar a capacidade de instituições financeiras para realizar seus negócios diariamente.


O FSB também aponta que a continuidade de elevadas emissões de gases que causam o efeito estufa eleva incertezas sobre potenciais consequências à estabilidade financeira.  O aumento dos riscos para a transição a uma economia verde pode provocar abruptas mudanças de preços de ativos.


Desde os episódios de estresse financeiro nos EUA e Europa em março de 2023, o FSB está analisando as vulnerabilidades ao sistema financeiro global, como as relacionadas à solvência e riscos de liquidez. Neste contexto, o Financial Stability Board investigou movimentos expressivos de saques de recursos por clientes, incluindo a análise do papel de mídias sociais e taxas de juros no comportamento dos depositantes, além de avaliar como o uso de tecnologias pode afetar os trabalhos de bancos e instituições reguladoras. “A velocidade sem precedentes na qual a turbulência ocorreu significa que é fundamental as autoridades reagirem rapidamente durante períodos de estresse.”


O relatório destaca que o FSB continua a priorizar ações para fortalecer a resiliência de instituições financeiras não bancárias, pois no ano passado publicou recomendações para políticas de governos enfrentarem problemas de descasamento de liquidez em fundos abertos e sugeriu medidas para melhorar o acesso de recursos no mercado não bancário para chamadas de margem e de garantias.


O setor financeiro internacional tem utilizado instrumentos de inteligência artificial, mas a adoção não é homogênea por instituições deste segmento da economia. O Financial Stability Board identificou que a dependência de fornecedores, em uma área altamente concentrada, mais correlações de mercado, problemas  cibernéticos, de modelos, qualidade de dados e da governança destas empresas têm o potencial de elevar o risco sistêmico.


O FSB também examinou as implicações de ativos tokenizados à estabilidade financeira, identificando muitas das mesmas vulnerabilidades ocorridas nas finanças tradicionais. “Dada a pequena escala, a tokenização não oferece atualmente risco material à estabilidade financeira, mas pode precisar ser monitorada.”


Contato: ricardo.leopoldo@estadao.com


Broadcast+

MATINAL CONFIANCE TEC 1811

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

18/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista.


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEXTA-FEIRA (15)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na sexta-feira (15), em alta marginal de 0,05%, a 127.791 pontos. Já o dólar encerrou em queda de 0,02%, a R$ 5,78. Segue elevada a expectativa em torno do pacote fiscal.

  

MERCADOS HOJE:


Os índices futuros dos EUA operam de forma mista nesta segunda-feira (18), no início de uma semana marcada por discursos de membros do Fed e pela divulgação dos resultados da Nvidia, programada para esta quarta-feira. 


PRÉVIA DOS MERCADOS HOJE (18):


Futuros de NY: 🇺🇸

Dow Jones Futuro, -0,09%

S&P 500 Futuro, +0,18%

Nasdaq Futuro, +0,69%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China), -0,21%

Nikkei (Japão), -1,09%

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,77%

Kospi (Coreia do Sul), +2,16%

ASX 200 (Austrália), +0,18%


Europa: 🇪🇺

FTSE 100 (Reino Unido), +0,26%

DAX (Alemanha), +0,32%

CAC 40 (França), +0,16%

FTSE MIB (Itália), -0,99%

STOXX 600, +0,07%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,28%, a US$ 67,21 o barril

Petróleo Brent, +0,41%, a US$ 71,33 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,87%, a 761 iuanes (US$ 105,05).


NO DIA


Numa semana mais curta pelo feriado da Consciência Negra, estejamos atentos ao pacote fiscal, a ser anunciado depois do encontro do G20.


Na agenda indicadores, poucas novidades aqui e lá fora. A agenda fiscal promete, com o relatório bimestral de receitas e despesas (sexta) e, no topo o pacote fiscal.


O ministro Haddad já antecipou um plano "expressivo", com as despesas seguindo as regras do arcabouço, que limita o crescimento dos gastos em 2,5% acima da inflação. Economia deve chegar a R$ 70 bi em dois anos, R$ 30 bi em 2025 e o restante em 2026. Será? Aguardemos... 


AGENDA DO DIA (18)


Indicadores:

05h00. Brasil/FGV: IPC-S da 2ª quadrissemana de novembro

08h25. Brasil/BCB: Boletim Focus

12h00. EUA/Nahb: Confiança das construtoras em novembro

15h00. Brasil/Mdic: Balança comercial semanal


Eventos:

10h00. Otavio Damaso (BC) faz palestra em evento da XP

12h00. Austan Goolsbee (Fed de Chicago) discursa em evento

12h35. Campos Neto (BC) faz palestra em evento da Consulting House, em SP

15h30. Christine Lagarde (BCE) discursa no Collège des Bernardin.

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec.


Boa segunda-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

MZ Matinal 1811

 Vai rolar: Dia tem falas de Campos Neto, Lagarde e Goolsbee

[18/11/24] Os ADRs brasileiros ignoraram a queda das bolsas em NY na 6ªF, embora o Ibov tenha hoje o desafio da produção industrial fraca na China.


A semana é de novo mais curta, com a B3 fechada na 4ªF para a Consciência Negra, e é fraca em indicadores aqui e lá fora. Mas Nvidia solta balanço na 4ªF e, aqui, a agenda fiscal promete, com o relatório bimestral de receitas e despesas (6ªF) e, no topo das atenções, o pacote de cortes de gastos do governo.


A expectativa é que o mistério acabe após o G20, que termina amanhã. Haddad já antecipou um plano “expressivo”, com as despesas seguindo as regras do arcabouço, que limita o crescimento dos gastos em 2,5% acima da inflação. E o investidor gostou dos rumores de que as medidas economizarão R$ 70 bi em dois anos. (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️ 05h00 – Brasil/FGV: IPC-S da 2ª quadrissemana de novembro

▪️ 08h25 – Brasil/BC: Boletim Focus

▪️ 12h00 – EUA/Nahb: Confiança das construtoras em novembro

▪️ 15h00 – Brasil/Mdic: Balança comercial semanal


Eventos

▪️ 10h00 – Otavio Damaso (BC) faz palestra em evento da XP

▪️ 12h00 – Austan Goolsbee (Fed de Chicago) discursa em evento

▪️ 12h35 – Campos Neto (BC) faz palestra em evento da Consulting House, em SP

▪️ 15h30 – Christine Lagarde (BCE) discursa no Collège des Bernardins

Bankinter Portugal Matinal 1811

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: O mais importante da semana passada foi que Powell (Fed) adotou uma postura mais hawkish/dura, levando as bolsas e obrigações para um terreno mais inseguro. Esta manhã, os futuros têm vindo a recuperar um pouco, porque o final da sessão americana foi duro na sexta-feira: S&P500 -1,3% Nq-100 -2,4% SOX -3,4%. Depois da subida pós-eleitoral, entramos na segunda fase de assimilação de taxas de juros menos baixas e isso, reforçado pelo aumento da inflação americana (+2,6% vs +2,4%) e a nova abordagem de Powell, logicamente resultou numa semana em baixa para Nova Iorque (ca.-2%), embora mais resistente na Europa (ca.-0,2%), diferença que não parece sustentável. 

 

Esta semana é simples: se Nvidia cumpre resultados (EPS esperado 0,742$; +85%) e guidance na quarta-feira à noite (publicará no fecho de Nova Iorque), a confiança sobre tecnologia e, por extensão, no mercado, será reforçada; se dececionar, vai complicar tudo durante algum tempo. Além de Nvidia, há um certo fluxo de indicadores macro. Mas o realmente importante é Nvidia. Acreditamos que transmitirá um guidance sólido, com base nas notícias que chegam do seu novo microchip Blackwell: a sua procura final parece bastante apoiada por Meta, Microsoft, Google, Amazon, Softbank, x.AI, etc. na sua corrida competitiva para o desenvolvimento da IA generativa. Estima-se que apenas o grupo de supercomputação de x.AI necessite de cerca de 100.000 Blackwell… Se a tecnologia cumpre – isto é, Nvidia, na quarta-feira – o mercado estará mais tranquilo e apoiado. 

 

HOJE aumentará inercialmente após a queda de sexta-feira, mas será necessário muito sangue-frio nesta etapa de assimilação de taxas de juros superiores. Passa de imediato, mas pode durar algumas semanas e depois parar e lateralizar para o final do ano, momento em que poderá começar a subir novamente, após ter-se completado a adaptação ao novo contexto. Mas isto talvez seja especular demasiado. De momento, hoje aumentará numa fase fraca de adaptação que se prolongará algum tempo, com terça e quarta-feira laterais ou em baixa para melhorar a partir de quinta-feira com Nvidia, se tudo correr bem.  

 

S&P500 -1,3% Nq-100 -2,4% SOX -3,4% ES-50 -0,8% IBEX +1% VIX 16,1% Bund 2,35% T-Note 4,43% Spread 2A-10A USA=+13pb B10A: ESP 3,06% PT 2,79% FRA 3,08% ITA 3,55% Euribor 12m 2,475% (fut.2,085%) USD 1,054 JPY 162,7 Ouro 2.585$ Brent 71,1$ WTI 66,9$ Bitcoin -0,4% (91.423$) Ether +1,5% (3.138$). 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 1811

 *Rosa Riscala: Desta semana não passa*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… Os ADRs brasileiros ignoraram a queda das bolsas em NY na 6ªF e hoje nem o desafio da produção fraca divulgada na China parece ameaçar o Ibovespa, porque o minério de ferro saltava no final da noite de domingo. A semana é de novo mais curta, com a B3 fechada na 4ªF para a Consciência Negra, e é fraca em indicadores aqui e lá fora. Mas Nvidia solta balanço na 4ªF e, aqui, a agenda fiscal promete, com o relatório bimestral de receitas e despesas (6ªF) e, no topo das atenções, o pacote de cortes de gastos do governo. A expectativa é que o mistério acabe após o G20, que termina amanhã. Haddad já antecipou um plano “expressivo”, com as despesas seguindo as regras do arcabouço, que limita o crescimento dos gastos em 2,5% acima da inflação. E o investidor gostou dos rumores de que as medidas economizarão R$ 70 bi em dois anos.


… Também repercutiu bem a informação de que Lula concordou em alterar a política do salário mínimo, com a medida mais importante e estrutural da agenda de revisão de gastos, que coloca o governo frente a frente com as raízes do problema.


… Já as chances de o pacote negociado incluir mudanças nos pisos constitucionais da Saúde (15%) e da Educação (18%) ainda são dúvida.


… No início das discussões sobre as medidas de controle de gastos, era especulada a possibilidade de essas regras serem flexibilizadas para facilitar o controle das despesas. Mas a medida vem esvaziada por notícias de bastidores.


… Em sua estreia na programação brasileira neste domingo, a CNBC veiculou entrevista exclusiva com Haddad, gravada na 6ªF. Ele afirmou que o pacote de gastos “está fechado” com Lula e que o anúncio ocorrerá em breve.


… Segundo ele, está faltando só a resposta da Defesa, mas “tivemos boas reuniões” com o ministro José Múcio.


… O ministro da Fazenda indicou que a taxação dos chamados “super-ricos”, principal proposta do Brasil para a reunião de cúpula do G20, não deve ser adotada de forma unilateral pelo País, porque geraria fuga de capital.


… Para prosperar, segundo Haddad, essa medida teria que ser adotada de maneira global.


… “Quando falamos em taxação de patrimônio, isso tem que ser internacional. Países que tentaram taxar grandes fortunas tiveram fuga de capitais, mas se é de forma internacional, não há como fugir”, explicou.


… A CNBC ouviu também Campos Neto, que afirmou que o custo da política monetária se torna mais alto quando a confiança na política fiscal é afetada. Segundo ele, o Brasil tem um histórico fiscal “complicado”.


… Em sua despedida da presidência do BC, RCN tem cobrado agilidade do governo na apresentação do pacote fiscal e defende cortes de gastos “na carne” para o País conseguir reverter a piora da percepção de risco.


… Em entrevista à Folha da última 5ªF, o presidente do BC disse que a equipe econômica tem que apresentar medidas que indiquem aos agentes econômicos que, estruturalmente, o arcabouço ficará mais sustentável no futuro.


… Durante eventos na última 5ªF, Campos Neto voltou a citar a necessidade de um ajuste fiscal como complemento à política monetária, alertando que a falta deste compromisso pode ser “muito prejudicial” à convergência da inflação.


… Ele se queixou ainda da demora do IPCA em se acomodar à meta, um dia depois de o seu sucessor, Gabriel Galípolo, ter considerado “inegociável” dentro do Copom o comprometimento com a inflação dentro do target de 3%.


… Sobre o Trump Trade, Campos Neto afirmou que o Brasil deve ser afetado em menor intensidade do que outros mercados emergentes pelo dólar forte. Já Galípolo projetou impacto negativo às economias latinas e africanas.


… “Se o Trump vai combater a imigração, logo vai ter um aumento do custo de mão de obra nos Estados Unidos. E se ele vai colocar mais tarifas de importação, os preços vão subir”, apontou o futuro presidente do BC.


… Para Galípolo, o aumento do custo de endividamento penalizaria especialmente a América Latina e a África, e sobretudo as economias em que as atividades principais são mais afetadas pelas mudanças climáticas, caso da agricultura.


AGENDA – Campos Neto faz palestra hoje, às 12h35, em evento promovido pela Consulting House, em SP. O diretor do BC Otavio Damaso participa, às 10h, de evento da XP.


… Ainda às 10h, a Fazenda divulga a edição de novembro do boletim macrofiscal, que conta com projeções de curto e médio prazo e a grade de parâmetros macroeconômicos atualizada, incluindo as estimativas para o PIB e inflação.


… Em pesquisa Broadcast, o mercado elevou de 0,50% para 0,70% a estimativa para o PIB/3Tri, depois do IBC-Br aquecido de setembro (0,84%), que veio perto do teto esperado (0,9%) e bem acima da mediana (0,54%).


… No relatório Prisma Fiscal, produzido pela SPE do Ministério da Fazenda, o mercado reduziu em R$ 1,8 bilhão a estimativa para déficit primário deste ano, para R$ 62 bilhões, contra R$ 63,8 bilhões na versão anterior, de outubro.


… O valor, porém, ainda continua distante da meta de déficit zero fixada para este ano, com intervalo de tolerância de 0,25pp do PIB para baixo, o que equivale a um déficit de R$ 28,8 bilhões e reforça a importância do pacote fiscal.


… Hoje, sai a prévia de novembro do IPC-S (8h) e amanhã (3ªF) é a vez da parcial do IPC-Fipe.


PETROBRAS – A companhia divulga na 5ªF o Plano Estratégico 2025-2029, aguardado com ansiedade pelos investidores, já que poderá indicar, eventualmente, a aprovação de pagamento de dividendos extraordinários.


G-20 – As reuniões de Lula com Macron e o presidente da Bolívia, Luis Arce, atrasaram e foram remarcadas para hoje, em horários não informados. Milei chegou ontem ao Rio e não pediu encontro privado com Lula.


… O ministro do MME, Alexandre Silveira, e o ministro da Economia da Argentina, Luis Toto Caputo, assinam hoje acordo para a importação de gás natural de Vaca Muerta…


… A expectativa é de que com a compra de gás argentino, o preço do insumo caia no mercado brasileiro.


… Neste domingo, o presidente Biden visitou Manaus, antes de seguir para a cúpula do G-20, e anunciou investimentos de mais de US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia, com o intuito de conservar a floresta amazônica.


LÁ FORA – Depois de Powell ter indicado na semana passada que o Fed não tem pressa em cortar os juros, deixando a sensação de que o ciclo de queda está perto de acabar, a agenda de indicadores econômicos é esvaziada nos EUA.


… Entre os poucos dados, na 6ªF, sai a leitura preliminar de novembro do PMI/S&P Global composto. Hoje, ao meio-dia, será divulgado o índice NAHB de confiança das construtoras em novembro.


… No mesmo horário, o dirigente do Fed Austan Goolsbee fala em evento. Na última 6ªF, Susan Collins (Fed/Boston) deu uma nova afundada nas bolsas em NY, ao dizer que um corte do juro em dezembro não está garantido (abaixo).


… Lagarde (BCE) fala hoje, às 15h30 e discursa em evento em Frankfurt na 6ªF, quando saem os dados preliminares de novembro do PMI/S&P Global composto da zona do euro, Alemanha e Reino Unido.


CHINA – Divulgada na noite de 6ªF, a produção industrial decepcionou em outubro, com expansão anualizada de 5,3%, abaixo do que os analistas esperavam (5,6%) e inferior ao resultado de setembro, quando avançou 5,4%.


… Já as vendas no varejo no mesmo período surpreenderam as expectativas: aceleraram com força, de 3,2% em setembro para 4,8% em outubro, superando o consenso do mercado financeiro, de crescimento de 3,7%.


JAPÃO – O iene perdia força no final da noite de ontem, com comentários do presidente do BoJ, Kazuo Ueda, de que um aumento de juros só ocorrerá se a economia e os preços estiverem alinhados com as projeções.


… Segundo ele, as perspectivas econômicas são “altamente incertas” e é preciso observar fatores de risco.


GUERRA – O governo de Washington autorizou pela primeira vez o uso pela Ucrânia de mísseis de longa distância contra alvos militares dentro da Rússia, segundo noticiaram as agências internacionais neste domingo.


… A decisão marcou uma grande mudança estratégica na posição dos Estados Unidos e ocorreu em resposta à postura do governo de Vladimir Putin de empregar soldados da Coreia do Norte na invasão da Ucrânia.


ADRS NO FERIADO – Com exceção de Vale (-0,20%, a US$ 9,81), os principais ADRs brasileiros tiveram um dia bem positivo na 6ªF, ignorando o desempenho negativo das bolsas em NY. Petrobras PN subiu 1,01%, a US$ 12,97.


… Entre os bancos, a ADR de Bradesco teve alta de 1,28%, a US$ 2,38, e Banco do Brasil avançou 1,59%, a US$ 4,47. Itaú Unibanco subiu 0,85%, a US$ 5,96.


JURO MENOR, PERO NO MUCHO – Passada a eleição de Trump e seu efeito sobre os mercados, investidores voltaram as atenções ao Fed e não gostaram muito do que ouviram. As bolsas em NY responderam em queda forte.


… Se na 5ªF, Jerome Powell disse não ter pressa em cortar juros por causa da solidez da economia dos EUA, na 6ªF,  outros dirigentes e novos indicadores de atividade reforçaram a mensagem.


… Em entrevista ao The Wall Street Journal, Susan Collins (Boston) afirmou que outro corte de juro em dezembro “certamente está na mesa, mas não está garantido”.


… Collins disse que o Fed pode eventualmente diminuir o ritmo do aperto monetário e que o BC continua dependente de dados.


… Falando à CNBC, Austan Goolsbee (Chicago) afirmou que o núcleo do PCE “continua muito alto”, referindo-se aos 2,8% de aumento em outubro.


… Os sinais de hesitação do Fed ocorrem na esteira de dois dados de inflação firmes (PPI e CPI/out) e num momento de mudança política, em que se espera que medidas do novo governo sejam potencialmente inflacionárias.


… No FedWatch, do CME, a chance de manutenção das taxas dos Fed Funds entre 4,50% e 4,75%, em dezembro, subiu a 41,8% contra 27,8% na véspera. A aposta de novo corte de 25pb caiu de 72,2% para 58,2%.


… Entre os indicadores, a atividade industrial Empire State, do Fed/NY, saltou de -11,9 em outubro a 31,2 (nov), maior nível em quase três anos. Analistas esperavam -2,5. As vendas do varejo subiram 0,4% em outubro (em linha).


… Os dois indicadores ofuscaram a queda da produção industrial, de 0,3% em outubro ante setembro.


… Em NY, os principais índices de ações afundaram. O Dow Jones fechou em baixa de 0,70%, aos 43.444,99 pontos. O S&P 500 caiu 1,32% (5.870,62) e o Nasdaq recuou 2,24%, aos 18.680,12 pontos.


… Numa semana que também teve correção das fortes altas pós-eleição nos EUA, o Dow Jones cedeu 1,24%, o S&P perdeu 2,08% e o Nasdaq recuou 3,15%.


… As ações de seis das sete magníficas pesaram. Meta e Amazon recuaram 4%, Alphabet cedeu 1,95%, Apple recuou 1,41%, Microsoft perdeu 2,79% e Nvidia caiu 3,26%. A exceção foi Tesla, de Elon Musk, com +3,07%.


… Destaque do dia, a Applied Materials Inc., maior indústria de equipamentos para fabricação de chips dos EUA, despencou 9,2%, depois de uma projeção de receita abaixo do esperado pelo mercado.


… Papéis de farmacêuticas sentiram o baque da escolha de Trump para o Departamento de Saúde, o negacionista Robert F. Kennedy. Amgem recuou 4,2%, Moderna cedeu 7,3% e Pfizer recuou 4,70%.


… Petroleiras como ExxonMobil (-1,04%) repercutiram a queda forte do petróleo, diante das persistentes preocupações sobre o cenário de demanda global e o dólar forte. O Brent/janeiro perdeu 2,09%, cotado a US$ 71,04.


… Apesar do reforço na expectativa de um Fed mais conservador, as taxas dos Treasuries passaram por um ajuste de baixa. O juro da note-2 anos caiu a 4,308%, de 4,352% na sessão anterior. O da note-10 cedeu a 4,437% (de 4,447%).


… Na contramão, o retorno do T-bond de 30 anos avançou a 4,616% na 6ªF (de 4,600%).


… Por sua vez, o dólar seguiu firme, com o DXY perto da estabilidade (+0,09%), aos 106,687 pontos. Na semana, deu um salto de 1,60%, diante da “Trumpeuforia”.


… O euro ficou praticamente estável (+0,06%) na 6ªF, a US$ 1,0528, e a libra cedeu 0,38%, a US$ 1,2606. No Reino Unido, o PIB cresceu (+0,1%) menos que o esperado (+0,3%) no 3Tri.


… O iene subiu 1,23%, a 154,337/US$, após o ministro das Finanças, Katsunobu Kato, alertar que tomará medidas contra movimentos excessivos no câmbio. Para ele, o recente enfraquecimento do iene parece “unilateral e rápido”.


…  A desvalorização pode elevar os preços de importação, acendendo o alarme do mercado sobre uma potencial intervenção de compra de moeda pelo governo.


EM TEMPO… CSN distribuirá R$ 730 milhões em dividendos intermediários, a R$ 0,55 por ação, “ex” em 22 de novembro. O pagamento será feito até 27 de novembro de 2024.


C&A informou que acionistas Cofra Investments S.à r.l. e Incas S.à r.l venderam 40.000.000 de ações ON, reduzindo sua participação acionária para 161.302.215 de ações, que representam 52,4% do capital social da empresa.


SUZANO concluiu a emissão de títulos de dívida para colocação no mercado chinês, no montante de 1,2 bilhão de renminbi, equivalente a US$ 167,9 milhões, com prazo de até três anos…


… Esse valor faz parte do pacote de 20 bilhões de renminbi (US$ 2,8 bilhões), aprovado pela companhia em agosto; quando uma empresa estrangeira emite dívida em moeda local chinesa, o título é chamado de “panda bonds”.


JHSF teve lucro líquido consolidado de R$ 140 milhões no 3Tri24, alta de 20,9% em relação ao mesmo período de 2023. O Ebitda consolidado somou R$ 308,5 milhões, +31,2% na mesma base de comparação.


YDUQS concluiu, por meio de sua subsidiária Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá, a aquisição de 100% da participação societária do Instituto Cultural Newton Paiva Ferreira…


… O valor do negócio foi de R$ 49 milhões, dos quais R$ 34,3 milhões serão pagos à vista e R$ 14,7 milhões pagos em cinco anos, com reajuste pelo CDI. O Newton Paiva tem dois campi em BH e uma base total de 7,6 mil alunos.


OI. Anatel aprovou migração do regime de telefonia fixa de concessão para o de autorização…


… A Ashmore Investments Advisors passará a deter 31.294.794 de ações ON da companhia, representando 9,4% da participação acionária da empresa.


SPACEX prepara o lançamento de uma oferta pública de ações para dezembro, ao valor de US$ 135 por ação, segundo o FT. Se confirmado, o valor de mercado da empresa de Elon Musk ultrapassaria US$ 250 bilhões.

domingo, 17 de novembro de 2024

Guerra da Ucrânia

 *Será que estamos no útimo dia do ano?*


Pior cenário, por José Roitberg.


Biden, desde Manaus, autorizou o uso de mísseis e qualquer outra arma americana, pela Ucrânia, contra alvos em território russo. Até agora só podiam usar contra russos em território ucraniano sob ocupação.


Imediatamente, Inglaterra e França também autorizaram e a Alemanha deverá seguir.


A grande motivação foi o ataque da noite deste sábado para domingo, maior que a Rússia fez, visando destruir todo o sistema de geração e transmissão de eletricidade ucraniano. Não conseguiu, mas há danos gravíssimos e de longa recuperação. A intenção é deixar a população ucraniana sem aquecimento e fornecimento de água e retirada de esgoto durante o inverno. O mapa mostra os ataques por tipo de míssil e drone.


A informação ucraniana é que de 110 mísseis e 90 drones foram lançados. Teriam sido abatidos 140, dos quais, 83 drones. 16 mísseis de cruzeiro KH-101, com ogivas de 450 kg atingiram seus alvos e um dos 5 mísseis hipersônicos e 7 drones também.


A AIEA, afirmou que os nove reatores nucleares que fornecem energia elétrica para a Ucrânia tiveram sua saída reduzida entre 40% e 90%, pois a rede de distribuição elétrica de alta tensão foi destruída.


Entramos num terreno desconhecido que pode evoluir para um conflito ampliado rapidamente. A Rússia não tem mais força aérea capaz de impor qualquer defesa contra a OTAN. Não tem blindados ou soldados sequer para recuperar Kursk. Resta a opção nuclear.


Várias vezes Putim declarou que se os EUA e países da Europa autorizassem o que acabou de ser autorizado, a Rússia consideraria como declaração de guerra à Rússia pelos EUA e OTAN.


Imprevisível o que vai acontecer nesta segunda-feira, ainda mais com os principais líderes do mundo, menos o Putim, no Rio de Janeiro.


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Resumo Semanal ConfianceTec

Foi mais uma semana carregada. Nos EUA, os indicadores de atividade e inflação acabaram como destaques. Powell falou mais uma vez, desta, lembrando a eleição de Trump. 

No Brasil, o pacote fiscal se manteve em suspense, mas o grande evento acabou sendo o suicídio, sobre a forma de protesto, de um cidadão do Sul, na praça dos Três Poderes, em frente ao STF. 

Tivemos tambem a ata do Copom, e alguns indicadores, como serviço (volume) e varejo (vendas).

1) ATA do BCB

Na ata, o Copom considerou "adequado" elevar a taxa Selic, dadas as atuais condições econômicas e as incertezas futuras; refletiu o comprometimento com a convergência da inflação para a meta e se mostrou preocupado com o cenário fiscal. 

Segundo a ata, "uma maior deterioração nas expectativas de inflação pode levar a um ciclo de aperto da política monetária maior deterioração na economia." 

Há "uma assimetria altista em seu balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação". Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se: (1) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; (2) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado; e (3) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. 

Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (1) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e (2) os impactos do aperto monetário sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado.

2) Nos EUA, os mercados começam a processar o que deve representar a eleição de Donald Trump para a economia interna e o mundo, em destaque, os emergentes. O CPI de outubro veio dentro do esperado (0,2% no mensal, 2,6% no anual).

Já os indicadores de atividade mostraram a produção industrial mais fraca, as vendas do varejo dentro do esperado, e o indicador de atividade do Fed de NY mais forte. 

Para Powell, a economia americana segue pulsante, não havendo pressa para um novo corte de juro. No mercado, há, claramente, uma divisão entre a manutenção do juro e o corte de 0,25 pp na reunião Fomc de dezembro (18). 

Enfim, o Fed sinaliza cautela sobre o ciclo de cortes de juro, diante do desempenho da economia. 

3) Nos EUA, as vendas no varejo avançaram em outubro, impulsionadas por um aumento nas compras de automóveis, enquanto outras categorias indicaram algum impulso ao entrar na temporada de festas. O valor das compras no varejo, sem ajuste pela inflação, aumentou 0,4% após uma revisão para cima de 0,8% em setembro, conforme o Departamento de Comércio nesta sexta-feira. 

4) O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,2% em outubro, pelo quarto mês consecutivo, e avançou 2,6% na base anual. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o IPC núcleo aumentou 0,3% em outubro e 3,3% no acumulado de 12 meses.

5) NESTA SEMANA. O ministro Fernando Haddad já tinha dito no meio da semana passada, que dificilmente o pacote de cortes de gastos seria anunciado agora. Deve ficar para depois do encontro do G20 no Rio de Janeiro, após o dia 21.

Como ideia central, alterar o reajuste do salário mínimo para os aposentados da Previdência. Não mais pela média do PIB em dois anos mais IPCA, mas em 2,5%, conforme o arcabouço.

6) Para RCN, "é preciso cortar gastos na carne e há pressa em anúncio". A 48 dias de deixar o comando do Banco Central, Roberto Campos Neto diz não ser "monitor fiscal", mas dá opinião sobre o tema e afirma que há pressa para o governo do PT apresentar um conjunto de medidas de corte de gastos capaz de reverter a piora da percepção de risco do Brasil.

7) Por fim, um ato desesperado de um cidadão contra o ambiente de impunidade no país Se explodiu na praça dos Três Poderes. Não foi um ato de terrorismo, mas desespero.


Ailton Braga

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