quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Japão e EUA

 *Trump: Japão fará primeira parte de investimentos nos EUA, de US$ 550 bilhões*


Laís Adriana e Circe Bonatelli


São Paulo, 17/02/2026 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 17, três projetos que irão compor o primeiro investimento do Japão nos EUA. Os recursos fazem parte do compromisso de aportes totais de US$ 550 bilhões, como contrapartida pelo acordo comercial firmado entre os dois países. "Nosso enorme acordo comercial com o Japão acaba de ser lançado!", celebrou.


Os projetos são nas áreas de petróleo e gás no Texas, geração de eletricidade em Ohio e minerais críticos na Geórgia, de acordo com postagem de Trump nas redes socais.


"A escala desses projetos é tão grande e não poderia ser realizada sem uma palavra muito especial, tarifas", descreveu o presidente norte-americano. "A usina de energia a gás em Ohio será a maior da história, a instalação de GNL (gás natural) no Golfo da América impulsionará as exportações e promoverá a dominância energética do nosso país, e nossa instalação de minerais críticos encerrará nossa dependência tola de fontes estrangeiras", emendou.


Contato: lais.almeida@estadao.com e circe.bonatelli@estadao.com


Broadcast+

Receita x STF

 *Investigação sobre vazamento de dados fiscais divide STF; ala da Corte vê tentativa de atingir imagem de ministros*


Servidores da Receita foram alvo de operação após suspeitas de acessar irregularmente dados informações de parentes de magistrados


A investigação que apura o vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares tem dividido integrantes da Corte. De um lado, uma ala de magistrados apoia a ação e vê o acesso irregular às informações da Receita como mais uma tentativa de atingir a imagem do tribunal. Outro grupo pondera, no entanto, ser preciso ter cautela para que o Fisco e outros órgãos de controle tenham sua atuação questionada sem que antes haja indícios concretos de que eventuais ilícitos ocorreram.


Quatro servidores da Receita foram alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira sob suspeita de terem acessado irregularmente dados fiscais sigilosos de autoridades da Suprema Corte. A investigação foi aberta por determinação do ministro Alexandre de Mores. O GLOBO apurou que houve acesso irregular às informações fiscais da mulher do ministro, Viviane Barci, e do filho do casal. O STF foi avisado que Guiomar Mendes, ex-mulher do ministro Gilmar Mendes, também pode estar entre os alvos.


Para uma ala da Corte, o episódio tem como pano de fundo uma busca pela descredibilização dos magistrados, com a divulgação de informações descontextualizadas. Embora ressalvem ser preciso aguardar as apurações para saber a real motivação dos vazamentos, esses magistrados afirmam ter ficado incomodados com os vazamentos e classficaram a ação como varredura. Para eles, é preciso haver punição aos responsáveis.


Em caráter reservado, um magistado avalia o episódio a uma tentativa de se reeditar o clima político da Lava-Jato, com o descrédito ao Supremo e às instituições políticas como um todo. O acesso irregular foi identificado no momento em que o STF discute a adoção de um Código de Conduta, o que tem gerado divergências internas.


Uma decisão dada em 2019 por Moraes chegou a ser citada nos bastidores por quem acompanha o dia a dia da Corte como um precedente que contrasta com a determinação para apurar vazamentos sobre dados de ministros. Na ocasião, o ministro concedeu uma liminar para impedir que o Tribunal de Contas da União (TCU) identificasse servidores da Receita Federal responsáveis por acessar dados fiscais de pessoas politicamente expostas. Procurado, o ministro não comentou.


O caso não é o primeiro que opõe auditores da Receita e ministros do STF. Em 2019, o Fisco chegou a pedir ao Ministério da Justiça a abertura de inquérito para apurar a inclusão de parentes de magistrados entre alvos de uma análise para identificar irregularidades tributárias. Entre os alvos na época estavam Roberta Rangel, Guiomar Mendes, o ministro Gilmar Mendes, e a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Isabel Galotti.


A investigação de hoje foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Em janeiro deste ano, ele determinou a abertura de um procedimento para apurar se houve vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares na Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).


A abertura do inquérito se deu em meio aos desdobramentos de reportagem que menciona contrato do Banco Master com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci. Em dezembro, a coluna de Malu Gaspar revelou que, ao longo de três anos, o contrato totalizaria R$ 131,3 milhões.


O Banco Master foi liquidado após o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal, que, em novembro do ano passado, deflagrou a operação Compliance Zero. A apuração resultou na prisão do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras relacionadas à emissão e comercialização de títulos de crédito irregulares. Ele foi solto em seguida.


https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/17/investigacao-sobre-vazamento-de-dados-fiscais-divide-stf-ala-da-corte-ve-tentativa-de-atingir-imagem-de-ministros.ghtml

Financial Times

 *FT: Bancos dos EUA ganham musculatura e CEOs festejam como se fosse 2007*


_Salários dos executivos de Wall Street dispararam no ano passado, impulsionados pela desregulamentação e pelo aumento das fusões e aquisições, que levaram a uma valorização das ações das instituições_


Os bancos dos EUA finalmente estão se libertando do legado da crise financeira de 2008, que freou sua ambição e colocou muitos conselhos administrativos na defensiva.


Suas ações voltaram a ser valorizadas. Fusões e aquisições de grande porte estão de volta. Os reguladores dos EUA estão desfazendo regras implementadas após a crise. E os CEOs dos bancos estão sendo generosamente recompensados.


Os CEOs dos seis maiores bancos dos EUA viram seus salários atingirem um total combinado de US$ 250 milhões no ano passado, segundo o Financial Times, um aumento médio de 22% em relação ao ano anterior.


Os aumentos salariais ocorreram em um momento em que os seis grandes bancos americanos registraram ganhos médios de 42% no preço das suas ações em 2025.


Os bancos receberam um impulso do governo Trump, já que os reguladores, no ano passado, flexibilizaram as restrições à alavancagem, reformularam os testes de estresse usados para determinar os requisitos de capital e revogaram as diretrizes de crédito para empréstimos mais arriscados.


Eles também se beneficiaram de um aumento nas negociações. O ano passado foi o melhor para o segmento de bancos de investimento em Wall Street desde a pandemia.


Os bancos recuaram durante anos, observando o crédito privado assumir uma parcela crescente dos empréstimos, mas a situação está mudando. Agora são os grupos de capital privado que veem suas ações despencarem, à medida que os fundos de private equity lutam para sair de negócios e os investidores temem que os avanços da inteligência artificial (IA) prejudiquem os financiadores de empresas de software.


E os esperados IPOs históricos da SpaceX, OpenAI e Anthropic — uma provável mina de ouro em taxas para os bancos — podem contribuir para a relativa lentidão das empresas de private equity, que ainda lutam para listar companhias.


A perspectiva mais otimista para o setor bancário, no entanto, ainda não alterou a hierarquia em Wall Street, que continua dominada pelo capital privado. Mesmo após os aumentos salariais, os salários dos CEOs dos bancos são insignificantes em comparação com a remuneração de alguém como Stephen Schwarzman, CEO da Blackstone, que recebeu mais de US$ 1 bilhão em 2024. (A maior parte desse valor veio de dividendos de sua enorme participação acionária na Blackstone.)


E embora os bancos tenham um aliado na Casa Branca quando se trata de desregulamentação, no típico estilo Trump, o presidente ds EUA lançou algumas surpresas, incluindo a ameaça de limitar as taxas de juros dos cartões de crédito e o processo contra o J.P. Morgan por supostamente fechar suas contas injustamente em 2021.


Os bancos também estão lutando com as empresas de criptomoedas pela vantagem em Washington e no Partido Republicano. Os dois grupos estão se enfrentando no Congresso dos EUA, com os bancos temendo perder clientes de varejo que buscam os juros mais altos oferecidos pelas corretoras de criptomoedas em stablecoins.


https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/02/17/ft-bancos-dos-eua-ganham-musculatura-e-ceos-festejam-como-se-fosse-2007.ghtml

Exercícios no estreito de Ormuz

 *RADAR DA IMPRENSA: IRÃ REALIZA EXERCÍCIOS NAVAIS NO ESTREITO DE ORMUZ ANTES DE CONVERSAS COM EUA*


Fox News - Às vésperas da continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã, que ocorrerão amanhã em Genebra, na Suíça, o Irã realizou exercícios militares navais no Estreito de Ormuz, informou a IRNA, agência estatal de notícias do país. Segundo o veículo, os exercícios ocorreram com vistas à potenciais ameaças de segurança e militares na via navegável. As manobras militares ocorreram poucas horas após o início de novos esforços diplomáticos em Genebra entre Washington e Teerã, que visam reviver as negociações sobre o programa nuclear iraniano. Nesta segunda, o chanceler iraniano, já em Genebra, afirmou que tem ideias "reais" para alcançar um acordo "justo e equitativo", mas que "submissão antes de ameaças" não estão em jogo. 


RT NEWS 🫆

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Federalização do BRB

 *Federalização do BRB começa a ser discutida entre banqueiros*


Opção não está no topo das alternativas para crise, mas saída não está descartada


14.fev.2026 às 9h00


Embora distante do cenário desejado pelo governo do Distrito Federal, a possibilidade de federalização do BRB (Banco de Brasília) passou a ser aventada nas conversas de banqueiros e executivos do setor como um possível desfecho para a instituição estatal.


A opção não está no topo da lista das alternativas para a crise do BRB, mas uma saída em que o BRB seja absorvido por um banco público federal, como o Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal, não está descartada. O movimento já aconteceu no passado, em casos como o do banco Votorantim.


A medida, no entanto, não tem apoio da classe política, que prefere a permanência do banco nas mãos do governo do Distrito Federal.


Uma pessoa que participa das negociações admite que a alternativa mais simpática ao mercado bancário é a privatização do BRB. A instituição distrital precisa de uma injeção de capital que, a depender do que ficar decidido, pode chegar a R$ 6 bilhões.


A primeira opção na mesa é um empréstimo a ser concedido em partes e condições financeiras iguais pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e um consórcio dos maiores bancos do Brasil, como mostrou a Folha.


O empréstimo seria feito pelo governo do Distrito Federal para capitalizar o BRB com garantias dadas pela gestão Ibaneis Rocha (MDB). A operação e as garantias precisam ser aprovadas pela Câmara Legislativa do DF. A legislação permite esse tipo de ação.


A compra de letras financeiras subordinadas (títulos de renda fixa emitidos por bancos para compor capital) do BRB pelos grandes bancos também é uma possibilidade, de acordo com pessoas que participam das negociações ouvidas pela Folha. Essa alternativa, no entanto, é considerada mais difícil de ser aceita pelos grandes bancos.


Uma oferta de aumento de capital, operação em que a instituição emite novas ações para captar recursos, que chegou a ser cogitada, também é vista com ressalvas. Isso porque o BRB está com a credibilidade em baixa pelo envolvimento com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central. Não é conhecido o tamanho do estrago das operações feitas com o banco de Daniel Vorcaro, além da compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito sem lastro.


Uma das dificuldades é que os dois maiores bancos públicos, BB e Caixa, não estão autorizados pelo controlador, a União, a olhar os ativos e as possibilidades de ajuda ao BRB. Os dois gigantes estatais do governo federal não compraram até agora nenhuma carteira de crédito, como outros bancos privados, para ajudar a injetar recursos no banco nessa fase de dificuldade de baixa liquidez do BRB.


Procurado pela reportagem, Ibaneis Rocha disse que a imprensa "especula muito". "Sobre o banco quem fala é o Nelson", escreveu ele em referência ao presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza.


Parte dos envolvidos com conhecimento interno do BRB vê a federalização como uma hipótese remota no cenário atual, que seria diferente do observado semanas atrás. Apesar disso, essas pessoas reconhecem que a federalização pode vir a acontecer caso o BRB entre em algum tipo de regime especial imposto pelo Banco Central, o que não ocorreu.


A Folha procurou a assessoria do BRB, que afirmou que "qualquer estimativa de necessidade de capital considerará integralmente todos os efeitos identificados na avaliação dos fundos e ativos repassados" pelo Master.


"Essa avaliação integra a apuração do Banco Central e, também, a investigação independente conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados com apoio técnico da Kroll. Após o encerramento das apurações será estabelecido o valor do aporte necessário para cobrir eventuais perdas", diz o banco.


O BRB afirma que, entre as alternativas em estudo, estão a venda das carteiras oriundas do Master; a criação de fundo com imóveis do controlador; a contratação de empréstimo junto ao FGC ou um consórcio de bancos e aporte dos controladores. "O BRB reafirma seu compromisso com a transparência, a segurança de seus clientes, a manutenção da solidez e a continuidade de suas operações", acrescentou o banco.



https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/federalizacao-do-brb-comeca-a-ser-discutida-entre-banqueiros.shtml 

BRB e suas falcatruas

 *BRB: Conselheiros fiscais renunciam por desconhecer indicação atribuída ao "Fundo Borneo"*


Por Amélia Alves


São Paulo, 13/02/2026 - O Banco de Brasília (BRB) recebeu os pedidos de renúncia de Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Elói Lima de Sousa aos cargos de membro titular e membro suplente, respectivamente, do conselho fiscal da companhia. As renúncias produziram efeitos imediatos.


Lima de Sousa formalizou sua saída após tomar ciência, no dia 11, de que sua indicação ao cargo teria sido atribuída ao denominado "Fundo Borneo". Em sua manifestação, ele declarou desconhecer integralmente tal indicação pelo referido fundo e afirmou não possuir qualquer vínculo, relação ou conhecimento acerca da entidade, tampouco de seus representantes ou administradores.


Vasconcelos também apresentou renúncia após ter ciência, na mesma data, de que sua indicação teria sido atribuída ao "Fundo Borneo". Ele igualmente declarou desconhecer a indicação e afirmou não manter qualquer vínculo, relação ou conhecimento sobre o fundo, seus representantes ou administradores.


Contato: amelia.alves@estadao.com


Broadcast+

Agronegócio e o quarto mandato

 *Leitura de Sábado:agronegócio não precisa ter receio de quarto mandato de Lula, diz Favaro*


Por Isadora Duarte


Brasília, 13/02/2026 - De saída do Ministério da Agricultura, o qual deve deixar até o início de abril e retornar ao Senado pelo PSD de Mato Grosso, o ministro Carlos Fávaro avalia que o distanciamento entre agronegócio e o governo Lula diminuiu ao longo dos últimos três anos da gestão. "Tenho convicção que muitas pontes foram reconstruídas e teremos menos radicalismo na eleição deste ano. Todos aqueles que racionalmente avaliam o governo, percebem que houve uma ponte reconstruída", disse Fávaro, em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro. "A resistência (do setor) diminuiu. Nada resiste ao trabalho", afirmou o ministro em relação às políticas públicas adotadas no governo atual.


Para Fávaro, a mesma tônica deve ser repetida em eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O setor não precisa ter receio de um quarto mandato do presidente Lula, porque ele vai estar ao lado do setor", afirmou.


O ministro considera que essa reaproximação entre setor e governo Lula era uma de suas missões à frente da pasta. "Fazia parte da missão desmistificar que o presidente Lula faria mal ao agronegócio brasileiro ou que seria um governo de incertezas e perseguição, o que não se concretizou", apontou. "As políticas públicas dos governos Lula foram fundamentais para a grande virada da agropecuária brasileira, como financiamento para armazéns e biocombustíveis. Mostrou-se, mais uma vez, um governo ao lado do produtor, que investiu em biocombustíveis, que fez Planos Safras sucessivamente maiores, que abriu mercados", acrescentou o ministro.


Como legado da gestão, ele citou ainda modernizações feitas na estrutura do Ministério da Agricultura, o que inclui a digitalização de estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a adoção de certificados sanitários eletrônicos, e desburocratização de processos.


Agora, o ministro espera que seu sucessor dê continuidade ao trabalho feito à frente da pasta. "O posicionamento do presidente Lula é de que não haja interrupção das políticas públicas, do direcionamento das ações que estão sendo feitas. A única mudança será o nome que executará as políticas públicas que já estão estabelecidas", analisou. "A palavra de ordem é continuidade e que a pessoa escolhida tenha compromisso de seguir com as políticas públicas que estão sendo implementadas", acrescentou.


Fávaro discutiu a sucessão da pasta ontem em reunião com o presidente Lula. O ministro tem dito a interlocutores que o sucessor será escolhido pelo presidente.


Contato: isadora.duarte@estadao.com


Broadcast+

Assimetria de juro real nos "longos"

 💰 *BTG Pactual vê assimetria em juros reais e retorno acima do CDI em NTN-B Longas* Por Arícia Martins Broadcast: Com os juros reais no Br...